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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÀRIDO – UFERSA

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS E HUMANAS


CURSO DE DIREITO
DISCIPLINA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL III

ESPÉCIES DE EXECUÇÃO –
EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA

Profª Ma. Maria do Socorro Diógenes Pinto

Mossoró/RN
2018
Da Execução por Quantia Certa
Art. 824. A execução por quantia certa realiza-se pela
expropriação de bens do executado, ressalvadas as execuções
especiais.
A expropriação consiste em (art. 825, CPC):
a) I - adjudicação;
b) II - alienação;
c) III - apropriação de frutos e rendimentos de empresa ou de
estabelecimentos e de outros bens.
Art. 826. Antes de adjudicados ou alienados os bens, o executado
pode, a todo tempo, remir a execução, pagando ou consignando a
importância atualizada da dívida, acrescida de juros, custas e
honorários advocatícios.
Atos da Execução por Quantia Certa
1. Petição inicial;
2. Exame da inicial pelo juiz, do qual pode resultar o seu
indeferimento ou recebimento.
2.1. Se receber a inicial determinará que o executado seja citado e
intimado do prazo para o oferecimento de embargos. No
despacho inicial, o juiz já fixará os honorários advocatícios em 10%
para a hipótese de pagamento;
3. A citação do devedor, para pagar em três dias sob pena de
penhora.
3.1. Se ele fizer o pagamento dentro do prazo, os honorários fixados
no despacho inicial serão reduzidos à metade. Satisfeita a
obrigação, será extinta a execução.
3.2. Se o pagamento não for realizado, após os três dias serão feitas
a penhora e a avaliação de bens do devedor.
Atos da Execução por Quantia Certa
4. Com a juntada aos autos do mandado de citação, passa a correr o
prazo de quinze dias para embargos, independentemente de ter ou
não havido penhora.
Os honorários advocatícios poderão ser elevados até 20%, quando
rejeitados os embargos.
Mesmo que não haja embargos, os honorários poderão ser elevados
ao final do procedimento executivo, levando em conta o trabalho
realizado pelo advogado do exequente;
5. Se os embargos não forem opostos, se forem recebidos sem efeito
suspensivo, ou se julgados improcedentes, passar-se-á à fase de
expropriação de bens.
Da Execução por Quantia Certa
➢ Da Citação e os honorários do Advogado:
• Ao despachar a inicial, o juiz fixará, de plano, os honorários
advocatícios de 10%, a serem pagos pelo executado (Art. 827,
CPC).
• Redução dos Honorários
• No caso de integral pagamento no prazo de 3 (três) dias, o valor
dos honorários advocatícios será reduzido pela metade.
• Majoração dos Honorários Advocatícios
• O valor dos honorários poderá ser elevado até vinte por cento,
quando rejeitados os embargos à execução, podendo a majoração,
caso não opostos os embargos, ocorrer ao final do procedimento
executivo, levando-se em conta o trabalho realizado pelo
advogado do exequente.
Da Execução por Quantia Certa
• O executado será citado para pagar a dívida no prazo de 3 (três)
dias, contado da citação (Art. 829, CPC).

• Deverá constar no mandado de citação, também, a ordem de


penhora e a avaliação a serem cumpridas pelo oficial de justiça
tão logo verificado o não pagamento no prazo determinado, de
tudo lavrando-se auto, com intimação do executado (Art. 829, §
1o , CPC).

• A penhora recairá sobre os bens indicados pelo exequente, salvo


se outros forem indicados pelo executado e aceitos pelo juiz,
mediante demonstração de que a constrição proposta lhe será
menos onerosa e não trará prejuízo ao exequente (Art. 829, § 2º ,
CPC).
Da Execução por Quantia Certa
• Se o oficial de justiça não encontrar o executado?
• Realizará o arresto de tantos bens quantos bastem para garantir a
execução (Art. 830, CPC).
• Nos 10 (dez) dias seguintes à efetivação do arresto, o oficial de
justiça procurará o executado 2 (duas) vezes em dias distintos e,
havendo suspeita de ocultação, realizará a citação com hora certa,
certificando pormenorizadamente o ocorrido (Art. 830, § 1º , CPC).
• Incumbe ao exequente requerer a citação por edital, uma vez
frustradas a pessoal e a com hora certa. (Art. 830, § 2º , CPC).

• Aperfeiçoada a citação e transcorrido o prazo de pagamento, o


arresto converter-se-á em penhora, independentemente de termo
(Art. 830, § 3º , CPC).
Atenção!
• O arresto executivo é sempre prévio à citação, ao contrário da
penhora, sempre posterior. Trata-se de constrição que se
realiza antes que o devedor seja citado, quando ele não é
localizado, mas os seus bens são.

• O arresto se converterá em penhora, depois que a citação se


efetivar. Por isso, é considerado ato preparatório, realizado com
todas as formalidades que a penhora exige.
Atenção!
• Se o credor desejar, poderá indicar na petição inicial sobre qual
bem deve recair a penhora, pois hoje é dele a prioridade na
indicação.

• Com a citação, passam a fluir dois prazos distintos para o


devedor: o de três dias para pagar a dívida e o de quinze para
oferecer embargos. Porém, eles não correm do mesmo instante,
pois o de três dias tem início a partir da efetiva citação do
devedor, já o de quinze só corre quando o mandado cumprido
for juntado aos autos.
Atenção!
• Ao executado que, citado por edital ou por hora certa, permanecer
revel, será nomeado curador especial, com legitimidade para
apresentação de embargos (Súmula 196 do STJ).

• Há divergência se o curador estaria obrigado a aforá-los, ainda


que por negativa geral, caso não tenha outros elementos.
• Porém, prevalece o entendimento de que só devem ser
apresentados se ele tiver o que alegar, não sendo admissíveis os
embargos opostos por negativa geral, já que não constituem
um incidente de defesa, mas verdadeira ação.
• Sem elementos para embargar, o curador acompanhará a
execução, manifestando-se em todos os seus incidentes, para
preservar eventuais direitos do devedor.
Atenção!

• Se o devedor realizar o pagamento integral do débito,


acrescido de correção monetária, juros de mora, eventual
multa e os honorários advocatícios fixados no despacho
inicial, os quais serão reduzidos à metade se o pagamento for
feito dentro do prazo, o processo de execução será extinto.
Da Execução por Quantia Certa
➢Da averbação:
• O exequente poderá obter certidão de que a execução foi admitida
pelo juiz, com identificação das partes e do valor da causa, para
fins de averbação no registro de imóveis, de veículos ou de outros
bens sujeitos a penhora, arresto ou indisponibilidade (Art. 828,
CPC).
• No prazo de 10 (dez) dias de sua concretização, o exequente deverá
comunicar ao juízo as averbações efetivadas (Art. 828, § 1o ,CPC).
• Após formalizada a penhora sobre bens suficientes para cobrir o
valor da dívida, o exequente deverá providenciar, no prazo de 10
(dez) dias, o cancelamento das averbações relativas àqueles bens
que não foram penhorados (Art. 828, § 2o ,CPC).
Da Execução por Quantia Certa

• Caso o exequente não realize o cancelamento das averbações no


prazo determinado, o juiz determinará o cancelamento das
averbações, de ofício ou a requerimento (Art. 828, § 3o ,CPC).

• O exequente que promover averbação manifestamente indevida


ou não cancelar as averbações nos termos do § 2o indenizará a
parte contrária, processando-se o incidente em autos apartados
(Art. 828, § 5o ,CPC).

• Presume-se como fraude à execução a alienação ou a oneração de


bens efetuada após a averbação(Art. 828, § 4o ,CPC).
Da Execução por Quantia Certa
➢ Da penhora, depósito e avaliação:
• A penhora deverá recair sobre tantos bens quantos bastem para o pagamento
do principal atualizado, dos juros, das custas e dos honorários advocatícios
(Art. 831, CPC).
• Não estão sujeitos à execução os bens que a lei considera impenhoráveis ou
inalienáveis (Art. 832, CPC).

• Art. 833. São impenhoráveis:


• I - os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à
execução;
• II - os móveis, os pertences e as utilidades domésticas que guarnecem a
residência do executado, salvo os de elevado valor ou os que ultrapassem as
necessidades comuns correspondentes a um médio padrão de vida;
• III - os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do executado, salvo se
de elevado valor;
• IV - os vencimentos, os subsídios, os soldos, os salários, as remunerações, os
proventos de aposentadoria, as pensões, os pecúlios e os montepios, bem como
as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do
devedor e de sua família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários
de profissional liberal, ressalvado o § 2o;
Da Execução por Quantia Certa
• V - os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos
ou outros bens móveis necessários ou úteis ao exercício da profissão do
executado;
• VI - o seguro de vida;
• VII - os materiais necessários para obras em andamento, salvo se essas
forem penhoradas;
• VIII - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que
trabalhada pela família;
• IX - os recursos públicos recebidos por instituições privadas para
aplicação compulsória em educação, saúde ou assistência social;
• X - a quantia depositada em caderneta de poupança, até o limite de 40
(quarenta) salários-mínimos;
• XI - os recursos públicos do fundo partidário recebidos por partido
político, nos termos da lei;
• XII - os créditos oriundos de alienação de unidades imobiliárias, sob
regime de incorporação imobiliária, vinculados à execução da obra.
Da Execução por Quantia Certa
• § 1o A impenhorabilidade não é oponível à execução de dívida
relativa ao próprio bem, inclusive àquela contraída para sua
aquisição.
• § 2o O disposto nos incisos IV e X do caput não se aplica à
hipótese de penhora para pagamento de prestação alimentícia,
independentemente de sua origem, bem como às importâncias
excedentes a 50 (cinquenta) salários-mínimos mensais, devendo a
constrição observar o disposto no art. 528, § 8o, e no art. 529, § 3o.
• § 3o Incluem-se na impenhorabilidade prevista no inciso V
do caput os equipamentos, os implementos e as máquinas agrícolas
pertencentes a pessoa física ou a empresa individual produtora
rural, exceto quando tais bens tenham sido objeto de financiamento
e estejam vinculados em garantia a negócio jurídico ou quando
respondam por dívida de natureza alimentar, trabalhista ou
previdenciária.
Da Execução por Quantia Certa
• Podem ser penhorados, à falta de outros bens, os frutos e os rendimentos dos
bens inalienáveis (Art. 834, CPC).
• Art. 835. A penhora observará, preferencialmente, a seguinte ordem:
• I - dinheiro, em espécie ou em depósito ou aplicação em instituição financeira;
• II - títulos da dívida pública da União, dos Estados e do Distrito Federal com
cotação em mercado;
• III - títulos e valores mobiliários com cotação em mercado;
• IV - veículos de via terrestre;
• V - bens imóveis;
• VI - bens móveis em geral;
• VII - semoventes;
• VIII - navios e aeronaves;
• IX - ações e quotas de sociedades simples e empresárias;
• X - percentual do faturamento de empresa devedora;
• XI - pedras e metais preciosos;
• XII - direitos aquisitivos derivados de promessa de compra e venda e de alienação
fiduciária em garantia;
• XIII - outros direitos.
Da Execução por Quantia Certa
• A penhora em dinheiro é prioritária, podendo o juiz, nas demais
hipóteses, alterar a ordem prevista no caput de acordo com as
circunstâncias do caso concreto (Art. 835, § 1o , CPC).

• Para fins de substituição da penhora, equiparam-se a dinheiro a


fiança bancária e o seguro garantia judicial, desde que em valor não
inferior ao do débito constante da inicial, acrescido de trinta por
cento (Art. 835, § 2o , CPC).

• Na execução de crédito com garantia real, a penhora recairá sobre a


coisa dada em garantia, e, se a coisa pertencer a terceiro garantidor,
este também será intimado da penhora (Art. 835, § 3o , CPC).
Da Execução por Quantia Certa
• Não se levará a efeito a penhora quando ficar evidente que o
produto da execução dos bens encontrados será totalmente
absorvido pelo pagamento das custas da execução (Art. 836,
CPC).

• Se não forem encontrados bens penhoráveis?


• Independentemente de determinação judicial expressa, o oficial de
justiça descreverá na certidão os bens que guarnecem a residência
ou o estabelecimento do executado, quando este for pessoa jurídica
(Art. 836, § 1º,CPC).

• Uma vez elaborada a lista, o executado ou seu representante legal


será nomeado depositário provisório de tais bens até ulterior
determinação do juiz (Art. 836, § 2º,CPC).
Da Execução por Quantia Certa
➢A penhora de imóveis e veículos automotores
• A penhora de bens imóveis e veículos automotores pode ser
realizada por auto ou por termo.

• Por auto, quando realizada por oficial de justiça, o que só


ocorrerá se o credor assim preferir, ou se houver alguma razão
para a intervenção do oficial.
• Exemplo: a recusa do devedor em entregar a posse do imóvel ao
depositário.

• Se houver nos autos certidão imobiliária, a penhora de imóveis


poderá dispensar a participação do oficial de justiça e ser
realizada por termo. O mesmo ocorrerá em relação aos veículos
automotores, quando apresentada certidão que ateste a sua
existência.
Da Execução por Quantia Certa
➢Penhora de créditos
• Se a penhora recair sobre crédito consubstanciado em letra de câmbio,
nota promissória, duplicata, cheque ou outros títulos, far-se-á pela
apreensão do documento, esteja ou não este em poder do executado.
• Porém, mesmo sem a apreensão, se o terceiro confessar a dívida, será tido
como depositário da importância, considerando-se feita a penhora com:
1. A intimação ao terceiro devedor para que não pague ao executado, seu
credor;
2. A intimação ao executado, credor do terceiro, para que não pratique ato
de disposição do crédito.
• Com a intimação, o terceiro só se exonerará da obrigação depositando em
juízo a importância da dívida.
• Se a penhora recair sobre direito e ação do executado, não tendo havido
embargos ou sendo eles rejeitados, o exequente se sub-rogará nos direitos
do executado.
Da Execução por Quantia Certa
➢Penhora no rosto dos autos
• A penhora no rosto dos autos é a que recai sobre eventual direito
do executado, discutido em processo judicial.
• Enquanto não julgado o crédito, o devedor tem uma expectativa de
direito, que só vai se transformar em direito efetivo se a sua
pretensão for acolhida. Mesmo assim, é possível efetuar a penhora
dessa expectativa. Contudo, se o executado for derrotado a penhora
ficará sem efeito.
• Feita a penhora no rosto dos autos, o exequente terá três
alternativas:
1. aguardar o desfecho do processo em que o executado litiga com
terceiro;
2. tentar alienar o direito litigioso;
3. sub-rogar-se nos direitos do executado, tornando-se titular do
direito litigioso.
Da Execução por Quantia Certa
➢ Penhora “On-line”
• É aquela que se realiza por meio de comandos emitidos às unidades supervisoras
das instituições financeiras para que sejam bloqueadas as contas bancárias do
devedor no País.
• Para possibilitar a penhora de dinheiro em depósito ou em aplicação financeira, o
juiz, a requerimento do exequente, sem dar ciência prévia do ato ao
executado, determinará às instituições financeiras, por meio de sistema eletrônico
gerido pela autoridade supervisora do sistema financeiro nacional, que torne
indisponíveis ativos financeiros existentes em nome do executado, limitando-se a
indisponibilidade ao valor indicado na execução (Art. 854, CPC).
• No prazo de 24 (vinte e quatro) horas a contar da resposta, de ofício, o juiz
determinará o cancelamento de eventual indisponibilidade excessiva, o que
deverá ser cumprido pela instituição financeira em igual prazo (Art. 854, § 1º,
CPC).
• Tornados indisponíveis os ativos financeiros do executado, este será intimado na
pessoa de seu advogado ou, não o tendo, pessoalmente (Art. 854, § 2º, CPC),
incumbindo-lhe comprovar que as quantias tornadas indisponíveis são
impenhoráveis, ou que foram excessivas (Art. 854, § 3º, CPC).
Da Execução por Quantia Certa
• Acolhida as arguições sobre indisponibilidade irregular ou
excessiva, o juiz determinará o seu cancelamento, a ser cumprido
pela instituição financeira em 24 horas (Art. 854, § 4º, CPC).

• Caso o executado não se manifeste no prazo de cinco dias, ou caso


suas alegações sejam rejeitadas, o bloqueio converter-se-á de pleno
direito em penhora e o valor será transferido para conta vinculada
ao juízo, onde ficará penhorado até o levantamento pelo credor, sem
a necessidade de lavratura de termo.

• As instituições financeiras responderão pelos prejuízos causados ao


executado em decorrência da indisponibilidade de ativos financeiros
em valor superior ao indicado na execução ou pelo juiz, bem como
pelo não cancelamento da indisponibilidade no prazo de 24 horas,
quando o juiz assim o determinar (Art. 854, § 8º, CPC).
Da Execução por Quantia Certa
➢Penhora de empresa, de outros estabelecimentos ou semoventes
• Quando a penhora recair em estabelecimento comercial, industrial
ou agrícola, bem como em semoventes, plantações ou edifícios em
construção, o juiz nomeará administrador-depositário,
determinando-lhe que apresente em 10 (dez) dias o plano de
administração (Art. 862, CPC).
• As partes serão ouvidas sobre o plano de administração, após o que
o juiz decidirá.
• As partes, de comum acordo, poderão ajustar a forma de
administração e escolher o depositário, o que o juiz homologará por
despacho.

• No plano, o administrador deverá indicar a forma pela qual a


empresa ou o estabelecimento será gerido e a forma de pagamento
do exequente, devendo prestar contas de sua gestão.
Da Execução por Quantia Certa
➢Penhora de percentual de faturamento de empresa
• Não deve ser deferida em qualquer situação, mas apenas se o
executado não tiver outros bens penhoráveis ou se, tendo-os, esses
forem de difícil alienação ou insuficientes para saldar o crédito do
executado (Art. 866, CPC).

• A penhora recairá sobre um percentual do faturamento, que deverá


ser fixado pelo juiz, de forma que propicie a satisfação do
exequente em tempo razoável, sem comprometer o exercício da
atividade empresarial.

• Para viabilizar a penhora, será nomeado um administrador-


depositário, o qual deverá submeter à aprovação judicial a sua
forma de atuação, prestando contas mensalmente e entregando em
juízo as quantias recebidas, com os respectivos balancetes mensais.
Da Execução por Quantia Certa
➢ Penhora de frutos e rendimentos de coisa móvel ou imóvel
• Pode a penhora recair não sobre a coisa, mas sobre os frutos e rendimentos que
ela produza. O juiz a deferirá quando considerar a forma mais eficiente para o
recebimento do crédito e menos gravosa ao executado.
• Exemplo: é possível ao juiz determinar não a penhora de um imóvel do
executado, mas dos aluguéis que ele renda.
• A penhora de frutos e rendimentos exige a nomeação de um administrador-
depositório, que ficará investido de todos os poderes relativos à administração do
bem e à fruição de seus frutos e utilidades, perdendo o executado o direito de
gozo do bem, até a satisfação do exequente.
• A nomeação do administrador-depositário pode recair sobre o exequente ou
sobre o executado, ouvida a parte contrária, e, não havendo acordo, sobre
profissional qualificado para o desempenho da função.
• Em se tratando de imóveis, é necessário promover a averbação no Cartório de
Registro de Imóveis.
• Caso não se trate de bem imóvel, a eficácia em relação a terceiros dar-se-á a partir
da publicação da decisão que conceda a medida.
Da Execução por Quantia Certa
➢Penhora de quotas ou das ações de sociedades personificadas

• Nesse caso, após a realização da penhora, o juiz concederá prazo


razoável, não superior a três meses, para que a sociedade apresente
balanço comercial, na forma da lei, ofereça as quotas ou ações aos
demais sócios, observado o direito de preferência legal ou
contratual e, não havendo interesse dos sócios na aquisição das
ações, proceda à liquidação das quotas ou das ações, depositado em
juízo o valor apurado, em dinheiro.
• Esse prazo poderá ser ampliado pelo juiz, se o pagamento das
quotas ou das ações liquidadas superar o valor do saldo de lucros ou
reservas, exceto a legal, e sem diminuição do capital social, ou por
doação; ou colocar em risco a estabilidade financeira da sociedade
simples ou empresária.
Da Execução por Quantia Certa
➢ Averbação da penhora
• Se a penhora recair sobre imóvel, o exequente deve providenciar para que seja
averbada no Cartório de Registro de Imóveis.
• Se a penhora recair sobre veículos e outros bens, também deverá ser
providenciada a averbação no órgão competente.
• O objetivo da averbação é tornar a penhora pública, com eficácia erga omnes.
• Embora não seja condição de validade da penhora, cumpre ao credor precavido
promovê-la para que ninguém possa alegar que a ignorava.
• A sua principal vantagem é que, se o bem for alienado pelo executado, os
adquirentes — tanto o primeiro quanto os subsequentes — não poderão alegar
boa-fé para afastar a fraude à execução.
• A Súmula 375 do STJ estabele que a alienação de bens após o registro da
penhora será considerada em fraude à execução; se anterior, a fraude
dependerá de prova de má-fé do devedor (fica ressalvada a utilização do art.
828 em que há a averbação das certidões da admissão da execução, a partir do
qual estará configurada também a má-fé).
• A averbação da penhora é feita pela apresentação de cópia do auto ou do termo ao
Cartório de Registro de Imóveis ou por meio eletrônico (art. 837), não havendo
necessidade de mandado judicial.
Da Execução por Quantia Certa
➢ Da Modificação da Penhora
• Art. 847. O executado pode, no prazo de 10 (dez) dias contado da intimação
da penhora, requerer a substituição do bem penhorado, desde que comprove
que lhe será menos onerosa e não trará prejuízo ao exequente
• A substituição poderá ser deferida pelo juiz, a requerimento de qualquer das
partes quando a penhora (Art. 848, CPC):
• não obedece à ordem legal (art. 835, do CPC);
• não incide sobre os bens designados por lei, contrato ou ato judicial para o
pagamento;
• recai sobre bens situados em outro foro, que não o de execução, havendo bens
neste;
• recai sobre bens já penhorados ou gravados, quando há outros livres;
• incide sobre bens de baixa liquidez;
• fracasse na tentativa de alienação judicial do bem; ou
• o executado não indique o valor dos bens ou omita qualquer das indicações
previstas em lei.
• Prevê-se, ainda, a possibilidade de substituição do bem por fiança bancária ou
seguro garantia judicial, em valor não inferior ao débito objeto da execução,
acrescido de 30% (Art. 848, parágrafo único, CPC).
Da Execução por Quantia Certa
• Segunda penhora

• Será realizada segunda penhora quando (Art. 851, CPC):


• a primeira for anulada;
• executados os bens, o produto da alienação não bastar para o
pagamento do exequente;
• o exequente desistir da primeira penhora, por serem litigiosos os
bens, ou por estarem submetidos à constrição judicial.
Da Execução por Quantia Certa
➢Redução ou ampliação da penhora
• É possível a ampliação ou redução da penhora quando, após a avaliação
dos bens penhorados, concluir-se que há manifesta desproporção em
relação ao valor do débito.
Art. 874. Após a avaliação, o juiz poderá, a requerimento do interessado
e ouvida a parte contrária, mandar:
I - reduzir a penhora aos bens suficientes ou transferi-la para outros, se o
valor dos bens penhorados for consideravelmente superior ao crédito do
exequente e dos acessórios;
II - ampliar a penhora ou transferi-la para outros bens mais valiosos, se
o valor dos bens penhorados for inferior ao crédito do exequente.
• Ademais, será admitida a redução ou a ampliação da penhora, bem como
sua transferência para outros bens, se, no curso do processo, o valor de
mercado dos bens penhorados sofrer alteração significativa (Art. 850,
CPC).
Da Execução por Quantia Certa
➢ Pluralidade de penhoras sobre o mesmo bem — preferência
• Não há impedimento de que o mesmo bem seja penhorado mais de uma vez,
em execuções diferentes, já que o seu valor pode ser suficiente para garantir
débitos distintos.
• Se isso ocorrer, o bem pode ser levado a leilão judicial em qualquer das
execuções nas quais tenha sido penhorado. Contudo, surgirá uma concorrência
entre os vários credores para saber quem terá prioridade de levantamento do
produto da alienação.

• Art. 908. Havendo pluralidade de credores ou exequentes, o dinheiro lhes será


distribuído e entregue consoante a ordem das respectivas preferências.
• § 1o No caso de adjudicação ou alienação, os créditos que recaem sobre o bem,
inclusive os de natureza propter rem, sub-rogam-se sobre o respectivo preço,
observada a ordem de preferência.
• § 2o Não havendo título legal à preferência, o dinheiro será distribuído entre os
concorrentes, observando-se a anterioridade de cada penhora.
• Art. 909. Os exequentes formularão as suas pretensões, que versarão
unicamente sobre o direito de preferência e a anterioridade da penhora, e,
apresentadas as razões, o juiz decidirá.
Da Execução por Quantia Certa
➢O depositário
• A penhora só se reputa perfeita e acabada quando os bens, móveis
ou imóveis, são confiados aos cuidados e à guarda do
depositário.
• No auto de penhora constará a nomeação do depositário, que
deverá assiná-lo.
• Mas o depositário que não deseja o encargo poderá recusar a
nomeação.
• Súmula 319 do STJ - O encargo de depositário de bens penhorados
pode ser expressamente recusado.
Da Execução por Quantia Certa
• Art. 840. Serão preferencialmente depositados:
• I - as quantias em dinheiro, os papéis de crédito e as pedras e os metais
preciosos, no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal ou em
banco do qual o Estado ou o Distrito Federal possua mais da metade do
capital social integralizado, ou, na falta desses estabelecimentos, em
qualquer instituição de crédito designada pelo juiz;
• II - os móveis, os semoventes, os imóveis urbanos e os direitos
aquisitivos sobre imóveis urbanos, em poder do depositário judicial;
• III - os imóveis rurais, os direitos aquisitivos sobre imóveis rurais, as
máquinas, os utensílios e os instrumentos necessários ou úteis à
atividade agrícola, mediante caução idônea, em poder do executado.
• § 1o No caso do inciso II do caput, se não houver depositário judicial, os
bens ficarão em poder do exequente.
• § 2o Os bens poderão ser depositados em poder do executado nos casos
de difícil remoção ou quando anuir o exequente.
• § 3o As joias, as pedras e os objetos preciosos deverão ser depositados
com registro do valor estimado de resgate.
Da Execução por Quantia Certa
➢Responsabilidade do depositário
• Cumpre-lhe a guarda e preservação dos bens penhorados.
• Atenção: O depositário judicial não se confunde com o contratual, já
que exerce o seu encargo por determinação judicial. Sendo assim,
não tem a posse, mas mera detenção do bem.
• Deve cumprir estritamente as determinações judiciais, apresentando a
coisa, assim que determinado.
• Se o bem for arrematado ou adjudicado, deve entregá-lo ao adquirente,
quando o juiz determinar. Se não o fizer, basta que o adquirente requeira,
no processo de execução, que se expeça mandado de imissão na posse
ou busca e apreensão, não havendo necessidade de propor ação
autônoma.
• Súmula Vinculante 25. É ilícita a prisão civil de depositário infiel,
qualquer que seja a modalidade de depósito.
Da Execução por Quantia Certa
➢Da avaliação de bens
• Cumpre ao oficial de justiça, ao realizar a penhora, promover
a avaliação do bem, valendo-se de todos os elementos ao seu
alcance, como consultas a anúncios e classificados de jornais,
pesquisas em imobiliárias, informações de corretores, elementos
trazidos pelas próprias partes, ou qualquer outro meio idôneo.

• Se ele verificar que não tem condições de fazê-lo, porque a


avaliação exige conhecimentos técnicos especializados, fará uma
informação ao juízo, que então poderá nomear um perito avaliador.
Da Execução por Quantia Certa
• Art. 871. Não se procederá à avaliação quando:
• I - uma das partes aceitar a estimativa feita pela outra;
• II - se tratar de títulos ou de mercadorias que tenham cotação em bolsa,
comprovada por certidão ou publicação no órgão oficial;
• III - se tratar de títulos da dívida pública, de ações de sociedades e de
títulos de crédito negociáveis em bolsa, cujo valor será o da cotação
oficial do dia, comprovada por certidão ou publicação no órgão oficial;
• IV - se tratar de veículos automotores ou de outros bens cujo preço
médio de mercado possa ser conhecido por meio de pesquisas realizadas
por órgãos oficiais ou de anúncios de venda divulgados em meios de
comunicação, caso em que caberá a quem fizer a nomeação o encargo
de comprovar a cotação de mercado.
• Parágrafo único. Ocorrendo a hipótese do inciso I deste artigo, a
avaliação poderá ser realizada quando houver fundada dúvida do juiz
quanto ao real valor do bem.
Da Execução por Quantia Certa
• Em regra, não é admitida nova avaliação, a exceção das hipóteses
do art. 873.
• Art. 873. É admitida nova avaliação quando:
• I - qualquer das partes arguir, fundamentadamente, a ocorrência
de erro na avaliação ou dolo do avaliador;
• II - se verificar, posteriormente à avaliação, que houve majoração
ou diminuição no valor do bem;
• III - o juiz tiver fundada dúvida sobre o valor atribuído ao bem na
primeira avaliação.
• Parágrafo único. Aplica-se o art. 480 à nova avaliação prevista
no inciso III do caput deste artigo.
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➢Intimação do executado
• Formalizada a penhora, o executado será intimado.
• A intimação é necessária para que o devedor tome ciência dos bens
que foram penhorados, podendo apontar eventuais equívocos,
como a constrição de bem impenhorável.
• A intimação será dirigida ao advogado do devedor, ou à
sociedade de advogados a que ele pertence, salvo se ele não o
tiver, caso em que deverá ser pessoal, de preferência por via
postal.
• Caso a penhora tenha sido feita na presença do executado, a
intimação é dispensável. Reputar-se-á intimado o executado
que tiver mudado de endereço sem prévia comunicação ao
juízo.
Da Execução por Quantia Certa
➢Outras intimações
• Além do devedor, deverão ser intimadas outras pessoas, que
não figuram como partes na execução:
• o cônjuge, quando a penhora recair sobre bem imóvel ou direito
real sobre bem imóvel;
• o credor com garantia real;
• o titular de usufruto, uso ou habitação, quando a penhora recair
sobre bem gravado por usufruto, uso ou habitação.
• o promitente comprador, quando a penhora recair sobre bem em
relação ao qual haja promessa de compra e venda registrada;
• o promitente vendedor, quando a penhora recair sobre direito
aquisitivo derivado de promessa de compra e venda registrada.
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➢ Expropriação
• É por meio da expropriação que o credor alcançará a satisfação de seus direitos na
execução por quantia.
• Ocorrendo de três forma:
• com a entrega do bem ao próprio credor;
• como pagamento total ou parcial do débito, numa espécie de dação compulsória
em pagamento;
• com a alienação dos bens, que pode ser particular ou pública, para converter o
bem em pecúnia, promovendo-se o pagamento do credor; ou pela apropriação de
frutos e rendimentos de empresa ou de estabelecimento e de outros bens.
• Há uma ordem de preferência entre os meios de expropriação.
• A princípio, deve-se verificar se há interessados na adjudicação do bem.
• Somente se não houver, será determinada a alienação, que poderá ser feita
por iniciativa particular, se o credor o preferir; ou em leilão judicial,
eletrônico ou presencial.
• A prioridade da adjudicação se justifica, pois ela realiza-se sem despesas, pelo
valor de avaliação, ao passo que o leilão judicial exige gastos, como a publicação
de editais e intimações, permitindo a arrematação por valor inferior ao da
avaliação, desde que não seja vil.
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➢Adjudicação
• É forma indireta de satisfação do credor, que se dá pela
transferência a ele ou aos terceiros legitimados, da propriedade dos
bens penhorados.

• A adjudicação pode ter por objeto bens móveis ou imóveis e só


pode ser feita pelo valor de avaliação.

• Depois que o bem tiver sido avaliado, os legitimados poderão


requerer a adjudicação a qualquer tempo, enquanto não tiver sido
realizada a alienação particular ou em leilão judicial.
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➢Legitimidade para adjudicação
• A lei atribui legitimidade para requerer a adjudicação às seguintes
pessoas:
• o próprio exequente,
• o coproprietário de bem indivisível do qual tenha sido penhorada fração
ideal;
• o titular de usufruto, uso, habitação, enfiteuse, direito de superfície,
concessão de uso especial para fins de moradia ou concessão de direito
real de uso, quando a penhora recair sobre bem gravado com tais direitos
reais;
• o proprietário do terreno submetido ao regime de direito de superfície,
enfiteuse, concessão de uso especial para fins de moradia ou concessão
de direito real de uso, quando a penhora recair sobre tais direitos reais;
• o credor pignoratício, hipotecário, anticrético, fiduciário ou com penhora
anteriormente averbada, quando a penhora recair sobre bens com tais
gravames, caso não seja o credor, de qualquer modo, parte na execução;
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• o promitente comprador, quando a penhora recair sobre bem em
relação ao qual haja promessa de compra e venda registrada;
• o promitente vendedor, quando a penhora recair sobre direito
aquisitivo derivado de promessa de compra e venda registrada;
• a União, o Estado e o Município, no caso de alienação de bem
tombado.
• os credores concorrentes que hajam penhorado o mesmo bem.
• Também podem requerê-la o cônjuge, o companheiro, o
descendente ou o ascendente do executado.

• Se mais de um legitimado se apresentar, será feita uma licitação


entre eles.
• Aquele que oferecer maior valor terá preferência, caso em que
o bem poderá alcançar valores superiores aos de avaliação.
• Em caso de empate, terão preferência o cônjuge, o companheiro, os
descendentes e os ascendentes do devedor, nessa ordem.
Da Execução por Quantia Certa
• Se a adjudicação for requerida pelo exequente, o valor de
avaliação será abatido do débito, prosseguindo-se a execução pelo
saldo remanescente.

• Se o valor do débito for menor do que o do bem, o exequente


deverá depositar a diferença.

• Se a adjudicação for deferida aos demais legitimados, cumprir-


lhes-á depositar integralmente o preço em juízo. Salvo se o for em
favor de algum credor que tenha preferência, caso em que o
preço servirá para abater o débito desse credor, e não daquele
que promoveu a execução, onde o leilão for realizado.
Da Execução por Quantia Certa
➢Alienação por iniciativa particular

• A alienação será feita pelo próprio credor, ou por meio de


corretores que deverão ser credenciados perante a autoridade
judiciária.

• O juiz deverá estabelecer as regras para a venda da coisa, a


forma de publicidade, o preço mínimo, as condições de
pagamento e as garantias, bem como, se for o caso, a comissão
de corretagem.
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➢Alienação em leilão judicial
• Não havendo interessados na adjudicação, nem requerimento do
credor para a alienação particular do bem, a expropriação será feita
por leilão judicial, a ser realizado por leiloeiro público, à exceção
da alienação a cargo de corretores de bolsa de valores.

• O leilão judicial, quando possível, será realizado por meio


eletrônico. Não sendo possível, será presencial
Da Execução por Quantia Certa
• O leilão realizado por meio eletrônico deverá observar a
regulamentação específica do Conselho Nacional de Justiça, observadas
as garantias processuais das partes, atendendo-se aos princípios da ampla
publicidade, autenticidade e segurança, e com a observância das regras
estabelecidas na legislação sobre a certificação judicial.
• O leilão presencial será realizado no local determinado pelo juiz, e serão
designadas duas datas para a sua realização. Na primeira, os bens só
poderão ser arrematados pelo preço de avaliação, enquanto na
segunda, por qualquer preço, desde que não seja vil.
• O preço deve ser pago de imediato pelo arrematante, salvo
pronunciamento judicial em sentido contrário, mediante depósito
judicial ou meio eletrônico. Assim, admite-se o pagamento em
prestações, contudo a proposta tem de ser apresentada até o inicio
do respectivo leilão judicial.
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• Realizada a arrematação com sucesso, será expedido de imediato o
respectivo auto, assinado pelo juiz, arrematante e leiloeiro.
• A partir do aperfeiçoamento da arrematação, que ocorrerá com a
assinatura do auto, passará a correr o prazo de dez dias para que se
postule a sua invalidade, quando realizada por preço vil ou com
outro vício; ou a sua ineficácia, se não observado o disposto no art.
804 do CPC, ou ainda a sua resolução, se não for pago ou preço ou
prestada a caução.
• Não sendo impugnada a arrematação no prazo, será expedida a
respectiva carta. Ela será levada a registro pelo adquirente, no
Cartório de Registro de Imóveis, quando o bem arrematado for
imóvel.
• A partir da expedição da carta, a invalidação da arrematação só
poderá ser postulada em ação própria, na qual o arrematante
figurará como litisconsorte necessário.

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