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Caminho da Educação

Por muitos anos como aluno aplicado, acreditava que realmente estava no caminho
certo, estaria recebendo uma educação de qualidade pelos resultados obtidos nas avaliações
tradicionais aplicadas durante o aluno letivo, moralmente provas bimestrais e globais. Uma
frustação!

Ao mudar de escola, onde nitidamente os conceitos de exigência já eram bem


disseminados entre os educadores e os educandos, me vi perdido, sem chão e completamente
decepcionado me sentindo incapaz diante dos demais naquele ambiente. Havia aprendi a ler,
memoriar e responder. Agora descobri que precisaria pensar, questionar, comparar e
solucionar. Modelo de pedagogia ao qual nos estava acostumado.

Nunca imaginei que a pedagogia poderia ser tão a ampla e capaz de nos fazer evoluir a
um nível mais elevado de conhecimento.

Não estou desmerecendo aqui os conceitos tradicionais, o ditado surpresa na hora de


aula, quando a turma parecia desordenada, na verdade a avaliação naquele momento era
como um castigo para nós, alunos.

Foi um choque saber que eu não preciso ser tão tradicional no aprender, até parecia
ser simples. Mas reconhece que fiquei encanto ao ver outros caminhos, que eu poderia deixar
ser parte da mobília da sala de aula que estava lá apenas para ser polido, eu poderia ser um
agente causador do conhecimento. Eu poderia apenas ser aquele que prestava atenção de
forma passiva e pouco significativa, e logo em silencia reclamar da porque estava ali ouvindo e
aprendendo algo que na verdade normalmente eu não compreendia. Mas por regra eu tinha
que ficar naquela posição de abismo entre aluno e professor.

Foi libertador saber que havia algo novo, que não destruísse a história do
conhecimento, mas sim a completasse. Não acredito que o aluno posso ser o centro ou o
agente principal, mas ser parte de uma educação libertadora, crítica e construtiva. Ouvir,
pensar, falar, crer, descrer, interagir, fazer farte de uma educação colaborativa que dê
significado ao aprendizado e torno o aluno a agente ativo da sociedade.

Nem o aluno, nem o professor, mas nós. Alunos como ser concreto e não abstrato,
professor com agente em constante evolução sabendo compreender que os conhecimentos
serão transformados em saberes escolares carregando todo o processo histórico de sua
elaboração que passará fazer sentido para o aluno à medida que ele acesse e esse compreenda
esse processo.

Por certo acredito que pedagogicamente não há um túmulo educacional, mas uma
evolução dos conceitos, somos seres diferentes vivenciando situações e emoções diferentes.
Assim podemos correlacionar a pedagogia tradicional (o professor não precisa ser o centro,
mas deve ser respeitado na sua posição nobre educador), à pedagogia histórico-crítica onde o
aluno deixa de ser abstrato e passa a ser concreto dentro da sua realidade e necessidade de
aprender; por fim nesta mistura pedagógica teremos um modelo onde o professo continua
sendo professor e permite o aluno evoluir de uma condição “inexistente” para uma sociedade
educativa real onde ele faz parte dela.