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RESUMÃO DE HISTÓRIA 2011

UD I – O SURGIMENTO DO ESTADO-NAÇÃO E A EXPANÇÃO MARÍTIMO-COMERCIAL


IBÉRICA

4. PORTUGAL E ESPANHA: A DIVISÃO DO MUNDO – O TRATADO DE TORDESILHAS


(1494)

BULA INTERCOETERA (1493) – Bula papal (Alexandre VI, espanhol) que definia a divisão
das terras descobertas e a descobrir entre Portugal e Espanha, por um meridiano que passaria a
100 léguas a Oeste do Arquipélago de Cabo Verde. Por ela o território brasileiro pertenceria
integralmente à Espanha.

TRATADO DE TORDESILHAS (1494)


O Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494 entre a Espanha e Portugal, foi o primeiro
documento bilateral que definiu as fronteiras do Brasil - traçava uma linha a 370 léguas do
arquipélago de Cabo Verde, no Oceano Atlântico; as terras a leste da linha pertenceriam a Portugal
e a oeste seriam da Espanha.
Por ele, o território brasileiro ficava configurado a leste de uma linha imaginária unindo as
atuais cidades de Belém, no Pará, e Laguna, em Santa Catarina.

UD II – COLONIZAÇÃO: A PARTILHA DAS AMÉRICAS

1. ESTRUTURA DO COLONIALISMO

PACTO COLONIAL
O pacto colonial, também denominado de exclusivo colonial, foi um sistema pelo qual os
países da Europa que possuiam colônias na América, mantinham o monopólio da importação das
matérias-primas mais lucrativos dessas possessões, bem como da exportação de bens de
consumo para as respectivas colônias.
O pacto colonial inclui obediência política, ou seja, as leis a serem obedecidas deviam ser
as mesmas leis (ou adaptadas) da metrópole correspondente à colônia.

COLÔNIAS DE EXPLORAÇÃO
A metrópole tem como interesse apenas explorar os recursos naturais da colônia para
enriquecer e levar todo lucro a seu país de origem. Neste caso não há preocupação com a terra
colonizada.

COLÔNIAS DE POVOAMENTO
Objetivo era desenvolver a terra com habitação, criando formas de comércio e ampliando
as estruturas básicas da colônia (criação de escolas, hospitais, etc).

2. A AMÉRICA PORTUGUESA

PERÍODO PRÉ-COLONIAL – 1500 – 1530 (Colônia de exploração)


Período em que Portugal não se interessou por suas terras americanas;
Interesse luso pela África e pela Ásia – ouro, marfim, especiarias e escravo negro;
Única riqueza no Brasil – pau-brasil, extraído de forma assistemática por Fernando de
Noronha (1503), que arrendou o Brasil. Funda a primeira feitoria em Cabo Frio. Foi a primeira
fonte de lucro para os portugueses em terras americanas, tornado-se, mesmo antes de sua
exploração, monopólio estatal.
PERÍODO COLONIAL – 1530 – 1822 (Colônia de povoamento)
Exploração das riquezas brasileiras em função da decadência portuguesa no domínio do
comércio asiático e para evitar que suas terras caíssem em mãos estrangeiras;
Sistemática geral de colonização: a colônia fornecia para a metrópole matérias-primas e
gêneros tropicais, comprando produtos manufaturados, de maior valor agregado.

Capitanias Hereditárias
O donatário constituía-se na autoridade máxima dentro da própria capitania, tendo o
compromisso de desenvolvê-la com recursos próprios, embora não fosse o seu proprietário.
O vínculo jurídico entre o rei de Portugal e cada donatário era estabelecido em dois
documentos: a Carta de Doação, que conferia a posse, e a Carta Foral que determinava direitos e
deveres.
Pela primeira, o donatário recebia a posse da terra, podendo transmiti-la aos filhos, mas
não vendê-la. Recebia também uma sesmaria de dez léguas de costa. Devia fundar vilas,distribuir
terras a quem desejasse cultivá-las, construir engenhos. O donatário exercia plena autoridade no
campo judicial e administrativo para nomear funcionários e aplicar a justiça, podendo até decretar a
pena de morte para escravos, índios e homens livres. Adquiria alguns direitos: isenção de taxas,
venda de escravos índios e recebimento de parte das rendas devidas à Coroa. Podia escravizar os
indígenas, obrigando-os a trabalhar na lavoura ou enviá-los como escravos a Portugal até o limite
de 30 por ano.
A Carta Foral tratava, principalmente, dos tributos a serem pagos pelos colonos. Definia
ainda, o que pertencia à Coroa e ao donatário. Se descobertos metais e pedras preciosas, 20%
seriam da Coroa e, ao donatário caberiam 10% dos produtos do solo. A Coroa detinha o monopólio
do comércio do pau-brasil e de especiarias. O donatário podia doar sesmarias aos cristãos que
pudessem colonizá-las e defendê-las, tornando-se assim colonos

 1530 Expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza Criação das Capitanias


Hereditárias
 Tinha por objetivo povoar a terra, defendê-la, organizar a sua administração e
sistematizar a exploração econômica
 1532 Fundação da vila de São Vicente, primeiro núcleo de povoamento do Brasil
 Ciclo da cana-de-açúcar - implantação dessa lavoura como solução para a utilização
econômica das terras brasileiras (alto custo pela escassez do produto na Europa), possibilitando o
povoamento. Término do ciclo por volta de 1700.
 15 capitanias, distribuídas a 12 donatários
 Sistema com resultados positivos nas ilhas atlânticas
 Direitos dos donatários – fundação de vilas, cobrança de tributos, redízima e vintena
 Fracasso do sistema – falta de recursos, ataques constantes dos índios, distância da
metrópole, difícil comunicação, falta de interesse
 Prosperaram – São Vicente (auxílio da Coroa) e Pernambuco (açúcar)

Governo Geral
Em face do mau êxito da experiência com as Capitanias e tendo em vista melhor
coordenar os trabalhos da colonização e dar apoio, mais eficiente à defesa da Colônia, então
ameaçada pela ocupação francesa, foi instalado na Bahia o Governo Geral.
O funcionamento do Governo Geral estava regulamentado por Regimentos reais. O
Governador Geral era diretamente subordinado ao rei

Governo-geral de Tomé de Souza (1548), com sede na Bahia


Criado para centralizar a administração das Capitanias
Vinda do padre Manoel de Nóbrega
Fundação de Salvador
Governador Geral
- Principal delegado do rei na Colônia, dispunha de grande poder.
- Atribuições variáveis e estabelecidas num Regimento.
- Tinham a sua autoridade executiva a todo o Brasil.
Capitães Gerais
- Governadores das Capitanias principais, nomeados pelo rei.
- Exerciam o governo de suas capitanias e a chefia das forças militares nelas sediadas.
Ouvidores Gerais e Tribunal de Relação
- Tinham atribuição de justiça.
Órgãos Eclesiásticos
- Bispado de Salvador e do Rio de Janeiro.
Câmaras Municipais ou Senados das Câmaras
- Criadas para exercerem o governo do Município.
- Somente podiam ser eleitos nobres, naturais da terra e descendentes dos
conquistadores.

5. A FRANÇA NAS AMÉRICAS


O Tratado de Tordesilhas contra interesses das demais nações europeias que se lançaram
ao expansionismo tardiamente.
O primeiro país a ignorar a divisão do mundo entre portugueses e espanhóis foi a França.
Uma das primeiras investidas francesas se deu com o intuito de fundar a Nova França, no
território do atual Canadá.
Buscaram povoar a colônia, enviaram católicos e desenvolveram aquilo que seria mais
lucrativo à metrópole.
Grande diferença da política adotada para com a colônia ficou por conta de quem era
enviado para povoar a Nova França: somente nobres franceses.
Durante o Governo-Geral de Duarte da Costa = “França Antártica” no Rio de Janeiro.
Sucesso da empreitada francesa não durou muito.
Os portugueses conseguiram definitivamente expulsá-los da região no Governo-Geral
seguinte, Mem de Sá.
À outra tentativa de fundar uma colônia em terras portuguesas foi dado o nome de “França
Equinocial”.
Os franceses fundaram um forte com o nome de São Luís, no atual Estado do Maranhão,
faixa de terra brasileira sem efetiva ocupação portuguesa.
A região era habitada pelos Tupinambás, que tiveram sua simpatia conquistada pelos
franceses.
Local era estratégico.
Os franceses foram combatidos por portugueses e espanhóis, que se uniram para impedir o
desrespeito ao Tratado de Tordesilhas.

UD III - BRASIL COLÔNIA (1530-1820)

Analisar os ciclos do Pau-Brasil (século XVI), da Cana-de-Açúcar (séculos XVI – XVIII) e do


Ouro (século XVIII), no campo econômico, concluindo sobre a importância destes ciclos nas
relações Metrópole-Colônia.

Descobrimento e estabelecimento da empresa colonial portuguesa no Brasil.


Ciclos econômicos do Brasil Colônia.
Aspectos da relação Metrópole-Colônia (Pacto Colonial).

Ciclo do Pau-Brasil
Delimitação temporal do ciclo (século XVI).
Pau-Brasil e seu corante (“brasilina”), cobiçado pela indústria têxtil européia no século XV.
O envio de expedições da metrópole para povoar a colônia e estabelecer feitorias.
As incursões piratas francesas e as expedições guarda-costas de Portugal para coibir as
ações de piratas e corsários na colônia.
A larga exploração da madeira e esgotamento das matas litorâneas, gerando um
“nomadismo” que impedia a fixação dos colonos na terra.
A utilização de mão-de-obra indígena e a sua escravização.
A decadência do pau-brasil na economia colonial.

Conclusão Parcial
O Ciclo do Pau-Brasil e o povoamento da colônia.

Ciclo da Cana-de-Açúcar
Delimitação temporal do ciclo (séculos XVI-XVIII).
A crescente demanda europeia por açúcar no século XVI.
A América Portuguesa, maior produtora mundial de açúcar no século XVI.
A Escravidão Africana como meio de obtenção de mão-de-obra para a indústria açucareira.
A intensificação da colonização com o empreendimento canavieiro.
O Nordeste brasileiro, região estratégica pela proximidade com a Europa e dotado de
condições favoráveis de terreno e clima para o cultivo da cana-deaçúcar, recebeu o foco das
atenções da Metrópole portuguesa.
As invasões holandesas e a busca pelo controle da produção do açúcar.
A produção de açúcar nas Antilhas competindo com o açúcar brasileiro.
A decadência do açúcar na economia colonial.

Conclusão Parcial
O ciclo da cana-de-açúcar e a efetiva integração da colônia a economia do Império Colonial
Português.

Apresentar as ações empreendidas na América Portuguesa, no período de 1580 a


1640, que resultaram na expansão territorial da colônia portuguesa e na implantação de
bases físicas que viriam a permitir a defesa da Amazônia, destacando os feitos do capitão
Pedro Teixeira.

A União Ibérica (1580-1640): preservação da administração lusa na colônia.


Amazônia como foco de interesses de holandeses, franceses e ingleses.
O Capitão Pedro Teixeira. Bandeirantes: exploração e conhecimento do interior.
O esforço português na manutenção da posse da terra.
Fundação do Forte do Presépio originando a Cidade de Belém, pólo de expansão e
conquista da Amazônia.
Expedição de Pero Domingues, percorrendo partes das bacias do Araguaia e do Tocantins.
Ação de Pedro Teixeira no combate aos ingleses e holandeses, derrotando-os e demolindo
os fortes constantemente levantados ao longo do rio Amazonas.
Reconhecimento, por Pedro Teixeira, da via de acesso fluvial que demandava a Quito.
Abertura, por Pedro Teixeira, de caminho terrestre ligando o Pará ao Maranhão.
Aprisionamento, por Pero Domingues, de 3000 silvícolas, que tinham ligação com franceses.
Busca por informações das riquezas da flora amazônica: “drogas do sertão”.
O sistema de fortificações portuguesas na região.
O enfrentamento aos índios.
Ação dos Bandeirantes no desbravamento do interior do país.
Fundação, pelos Bandeirantes, de vários povoados.
Ação dos Bandeirantes de barrar o avanço da colonização espanhola.
Ação dos missionários na catequese e na civilização dos índios.

Analisar a expansão da ocupação portuguesa para além do Tratado de Tordesilhas,


ocorrida até 1822, e, na conclusão, apresentar os tratados coloniais que homologaram essa
expansão como território brasileiro

A colonização Ibérica na América confrontava-se no tratado de Tordesilhas.


Portugal estabeleceu como objetivos Geopolítico confrontar-se com as terras espanholas na
calha dos rios Amazonas e do Prata, para a garantir um território que desse segurança para
desenvolver a sua colônia.
Durante a união das coroas ibérica (1580-1640), o rei espanhol concedeu à Portugal a
defesa do território espanhol a oeste de Tordesilhas contra as invasões estrangeiras.
Esse fato permitiu que os portugueses avançassem para oeste, conquistando um extenso
território, ab-rogando o Tratado de Tordesilhas.

Desenvolvimento
Análise da expansão da ocupação portuguesa para além do Tratado de Tordesilhas.

1. Fundação de núcleos de povoamento.


2. Capitanias Hereditárias.
3. União das coroas ibéricas (1580-1640).
4. Ciclos econômicos: cana de açúcar, gado, ouro e especiarias.
5. Navegabilidade das bacias hidrográficas.
6. Expansão dos núcleos:
- Pernambuco;
- Bahia;
- Rio Grande do Sul.
7. As entradas e bandeiras: a busca ao indígena e às riquezas minerais.
8. A bandeira de Raposo Tavares.
9, A incursão Pedro Teixeira às nascentes do Rio Amazonas.
10. Defesa do território e expulsão de invasores franceses, holandeses e ingleses.
11. A posse e controle da foz do amazonas:
- Capitania Geral do Cabo Norte doada a Bento Manuel Parente.
12. As missões jesuíticas e a catequese no Sul.

5. A DESCOBERTA DO OURO: UM NOVO CICLO ECONÔMICO

A busca por ouro foi constante na América portuguesa.


Os paulistas, em suas andanças pelo sertão, finalmente encontraram ouro em fins do século
XVII. Também foram descobertos diamantes, mas sua importância econômica foi menor.
Grande mudança, tanto na colônia quanto na metrópole.
A corrida pelo ouro provocou a primeira grande correntemigratória para o Brasil, durante os
primeiros sessenta anos do século XVIII.
De Portugal e das ilhas do Atlântico chegaram, por ano, cerca de dez mil pessoas.
A descoberta do metal precioso aliviou os problemas financeiros de Portugal com a
Inglaterra.
O Tratado de Methuen, firmado pelos dois países em 1703, indicava a diferença entre um
Portugal agrícola e uma Inglaterra em pleno processo de industrialização. (panos e vinhos)
O eixo do Nordeste foi perdendo importância, e a proximidade das minas fez com que o
Centro-Sul se tornasse o local privilegiado do comércio com a metrópole.
O porto do Rio de Janeiro, de onde vinham escravos e suprimentos e escoava o ouro,
cresceu e a cidade tornou-se a capital da colônia, em 1763.
Aumento do controle do ouro que saía de seus domínios.
Foram criados o imposto do quinto – a quinta parte de todos os metais extraídos pertencia
ao rei – e a capitação – imposto cobrado dos mineradores por cabeça de escravo.
Arrecadar impostos e organizar a sociedade das minas foram os dois objetivos básicos da
administração portuguesa.
Muitas pessoas tinham seus interesses estreitamente vinculados à Colônia e não por acaso
ocorreu em Minas uma série de revoltas e conspirações contra as autoridades coloniais.”
O ciclo do ouro já não tinha muita força no início do século XIX. O período do apogeu, entre
os anos de 1733 e 1748, foi encerrado devido à queda na produção e à dificuldade de alcançar
novas grandes jazidas.
A descoberta do ouro em Minas Gerais.
A onda migratória que se seguiu à descoberta do ouro.
A descoberta das jazidas de diamantes e o controle direto da Coroa sobre a exploração e
produção no “Distrito Diamantino”.
A tentativa da Coroa de obter controle sobre a região aurífera, com a criação de uma grande
máquina burocrática e pesados impostos.
A importância do ouro na economia portuguesa e a compensação da deficitária balança
comercial lusa com os ingleses.
A decadência econômica do Nordeste e a ascensão do Centro-Sul em função do ciclo do
ouro.
A cidade do Rio de Janeiro, porto de escoamento do ouro de Minas e sua ascensão a capital
da colônia.
A decadência do ciclo do ouro.
O ciclo do ouro e a tentativa de controle da Metrópole sobre a produção e a exploração na
região.
O ciclo e a economia colonial.
As mudanças na relação Metrópole-Colônia.
A transformação da colônia e seu povo devido aos ciclos.

6. REBELIÕES NATIVISTAS

- A Revolta de Beckman (1684);


O Estado do Maranhão foi criado em 1621, englobando as capitanias do Ceará, do
Maranhão e do Grão-Pará.
Constante perseguição aos índios para o trabalho na lavoura açucareira.
Os jesuítas, liderados pelo Pe. Antônio Vieira, reagiram em defesa dos índios que
trabalhavam na colheita de “drogas do sertão”.
Como a exploração de escravos indígenas não trazia lucro para Portugal.
A metrópole acabou apoiando a reação dos jesuítas que despertaram o ódio nos senhores
exasperados pela falta de escravos em suas lavouras.
Liderados pelos irmãos Beckman, senhores de engenho da área organizaram-se numa
revolta contra a companhia de comercio da região e contra os jesuítas.
A escravização indígena acabou proibida.

- A Guerra dos Emboabas (1708-1709);


A grande migração de pessoas para as áreas de garimpo.
A Câmara de São Paulo reivindicou, junto ao rei de Portugal, que somente os moradores da
Vila de São Paulo (responsáveis pela descoberta das jazidas) tivessem a permissão para procurar
ouro.
Tal disputa se configurou num conflito civil localizado, que ficou conhecido como a “Guerra
dos Emboabas”. De um lado paulistas, do outro, estrangeiros e baianos.
Os paulistas não obtiveram a exclusividade pretendida, mas conseguiram a criação da
Capitania de São Paulo e das Minas do Ouro, separada do Rio de Janeiro (1709), e a elevação da
Vila de São Paulo à categoria de cidade (1711).
Minas Gerais se tornou uma capitania separada somente no ano de 1720.

- A Guerra dos Mascates (1710-1711).


Em Pernambuco, a rivalidade entre os agricultores da vila de Olinda e os comerciantes de
Recife em 1710.
A dominação holandesa foi responsável por um grande desenvolvimento em Recife, que se
tornou um movimentado porto.
“Mascate” eram os ricos comerciantes portugueses de Recife.
Por solicitação popular, D. João V elevou Recife à categoria de vila em 19 de novembro
de1709.
Delimitação territorial entre as duas vilas acirrou a disputa.
Um tiro disparado contra o governador, fez com que violentas medidas de repressão fossem
tomadas contra os olindenses.
Comandados pelo Capitão Pedro Ribeiro, acabaram cercando Recife, invadindo e
demolindo o pelourinho.
A tranquilidade durou sete meses, mas o conflito acabou retornando quando Recife foi
cercada pelos comerciantes antes expulsos retomaram o controle da região.

7. AS REVOLTAS COLONIAIS

- Os casos da Revolta de Vila Rica (1720).


A cobrança dos ‘quintos’ garantia à Coroa uma grande parte da produção de ouro da
Colônia.
Altíssima taxa de sonegação do imposto.
Criação de quatro casas de fundição e proibir qualquer ouro não quintado de circular.
Os habitantes, principalmente de Vila Rica (atual Ouro Preto, MG), não aceitaram as novas
regras.
A revolta, um movimento econômico, no fim não conseguiu alcançar seu objetivo. A
resistência contra a medida reguladora não se sustentou, mas conseguiu que fosse criada a
Capitania Geral de Minas Gerais, separada da de São Paulo, em dezembro de 1720.

- Inconfidência Mineira (1789)


As ideias que e sacudiram a França, produto de filósofos racionalistas, penetraram o Brasil
trazidas por clérigos esclarecidos e por estudantes que haviam cursado as universidades
européias.
A independência das Colônias Inglesas da América (1776) servia de exemplo pelo êxito
alcançado.
Formara-se em Vira Rica, sede da capitania, uma elite cultural. Estes intelectuais se reuniam
e discutiam a situação política.
Dentre essa elite cultural encontrava-se o Alferes Joaquim José da Silva Xavier, alcunhado
de “O Tiradentes”. Ele participou do movimento que ficou conhecido como a “Conjuração Mineira”.
Suas principais reivindicações foram: a separação política de Portugal; a instauração da
república; a transferência da capital para o interior; a libertação dos escravos que aderissem ao
movimento e a criação de uma universidade.
A conspiração contra a administração colonial acabou revelada através de cartas-denúncias
enviadas ao Visconde de Barbacena.
Vários revoltosos foram presos, mas foi Tiradentes que confessou ser o mentor do
movimento. Cumpriu a sentença de pena de morte na forca em 21 de abril de 1789.
A conspiração não saiu do apertado círculo dos que a tramaram.
Nasce frente ao despotismo.
A derrama deixou de ser aplicada e a Coroa aboliu o estanco do sal.

8. OS TRATADOS DE LIMITES: A NOVA FIXAÇÃO DAS FRONTEIRAS.

- Os Tratados de Utrecht (1700-1714)


As investidas francesas ao norte e as constantes vitórias de Portugal acabaram por
“empurrar” o domínio português além do Amapá, chamada de Guiana brasileira.
No primeiro Tratado, assinado em 11 de abril de 1713, a França renunciava ao território do
Cabo do Norte, entre os rios Amazonas e Oiapoque.
No segundo Tratado de Utrecht, em 6 de fevereiro de 1715, a Espanha reconheceu a
expansão portuguesa para além de Tordesilhas e devolveu a Colônia do Sacramento a Portugal.
Os conflitos nessa área foram importantes para o avanço do domínio português pelo
planalto central e pela planície amazônica.
Com as tensões no sul a Espanha não percebeu o avanço nas outras áreas.
As tensões nessa área só foram solucionadas pelos Tratados de Utrecht de 1713 e de 1715.

- Madri (1750)
Somente em 1750, com o casamento de D. Maria Bárbara, princesa de Portugal, com
Fernando VI, príncipe da Espanha, que foi possível negociar o tratado de Madri.
O tratado de Tordesilhas foi finalmente abolido.
Portugal abriu mão da Colônia de Sacramento, recebendo em troca as terras dos Sete
Povos das Missões, as terras do Centro e Norte do Brasil.
Apesar de ter sido de extrema importância para a definição do território brasileiro, o Tratado
de Madri encontrou resistência tanto entre espanhóis quanto entre portugueses.

- El Pardo (1761)
Tratado de Madri encontrou resistência tanto entre espanhóis quanto entre portugueses.
Em 1761, um novo tratado, em El Pardo, tornou nulas as disposições daquele tratado.

- Santo Ildefonso (1777)


Em 1777, sob direção de D. Maria I, com a queda de Marquês de Pombal, o Tratado de
Santo Ildefonso foi assinado.
Definia que a Colônia do Sacramento e os Sete Povos das Missões ficavam em poder da
Espanha.
A Inglaterra, por estar envolvida com a guerra das Treze Colônias Americanas, não pôde
apoiar Portugal.
A Espanha, apoiada pela França, impôs esse Tratado a Portugal.

- Badajós (1801);
Os desentendimentos entre Portugal e Espanha persistiram.
Em 1801 foi firmada a paz de Badajoz, que deu um fim aos movimentos armados nas áreas
das colônias e restabeleceu as relações entre Portugal e Espanha.
Os Sete Povos das Missões ficaram finalmente em poder de Portugal.

- A Paz
O expansionismo argentino, querendo estender seu território ao que possuía no Vice-
Reinado do Prata, tentando incorporar o Paraguai e Uruguai.
Solano Lopes deseja formar o Paraguai Maior e incorpora territórios da Argentina, Brasil e
Uruguai.
A Região Platina permaneceu instável até o término da Guerra da Tríplice Aliança.
A hábil Diplomacia brasileira liderou a assinatura do Tratado de Paz dessa Guerra,
assegurando o direito de cada contendor, organizou o Governo do Paraguai e as questões de
limites entre eles foram arbitradas, resultando na pacificação da Região.

- Até 1750 ( inclusive)


- Bula Inter-Coetera;
- Tratado de Tordesilhas;
- Tratado de 1668;
- Tratado de 1681;
- Tratado de 1701;
- Tratado de Utrecht 1713 e 1715; e
- Tratado de Madrid
A assinatura do Tratado de Madri, em 1750, praticamente pôs termo à questão de fronteiras
entre o Brasil e a América espanhola, revogando, em definitivo o Tratado de Tordesilhas. A
Aceitação pela Espanha do princípio do “uti possidetis” que confirmava o direito de posse àquele
que estivesse ocupando efetivamente a terra, e a demarcação obedecendo às linhas naturais do
terreno, acabaram por ceder a Portugal, em definitivo, a imensa região americana que se estendia
desde o atual Uruguai até o estado do Amazonas.

- De 1750 (exclusive) até o início do 1º Reinado


- Tratado de El Pardo;
- Tratado de Santo Ildefonso;
- Tratado de Badajóz;
- Convenção de Paris de 1817; e
- Tratado de Incorporação da Cisplatina.
UD VI – BRASIL IMPÉRIO: Formação e Desenvolvimento (1822 - 1889)

As 1- A crise do colonialismo português e o processo da independência


No início do sec XIX, a guerra que Napoleão travava contra a Europa provocou a vinda da
Família Real, 1808, para o Brasil;
Abertura dos portos às Nações Amigas – 1808 – beneficiou largamente o comércio britânico;
Assinatura do Tratado de Navegação e Comércio selou a superioridade inglesa no comércio,
já que seus produtos passavam a ter vantagens até sobre os produtos portugueses;
Mudanças ocorridas com a vinda da Família Real para o Brasil:
Fundação do BB em 1808;
Criação da Imprensa Régia e a autorização para o funcionamento de tipografias e a
publicação de jornais (1808);
Abertura de escolas , duas de medicina (RJ e BA);
Instalação de uma fábrica de pólvora e de indústrias de ferro em MG e SP;
Transferência da Academia Real da Marinha;
Criação da Academia real Militar (1810);
Vinda da Missão Artística Francesa (1816);
Fundação da Academia de Belas Artes;
Mudança de denominação das unidades territoriais de “capitanias” para “províncias” (1821);
Criação da Biblioteca real (1810); do Jardim Botânico (1811); e do Museu Real (1818), mais
tarde Museu Nacional;
Fundação da Casa da Moeda;
Em 1815 o Brasil foi elevado à categoria de Reino Unido aos de Portugal e Algarve;
Em 1816 invadiu o território uruguaio, decorrendo daí posterior incorporação ao reiono Unido
do Brasil, como Província Cisplatina.

INSURREIÇÃO PERNAMBUCANA
Em 1817, ocorreu a Revolução Nativista ou Pernambucana.
Liderados por Domingos José Martins, Antônio Carlos de Andrade e Frei Caneca, defendiam
os ideais de liberdade, autodeterminação política, republicanismo. Dois meses após o início, o
movimento foi sufocado.

REVOLUÇÃO LIBERAL DO PORTO


Decisão de Dom João de permanecer no Brasil não agradou à Portugal (1820);
A crise política causada pela ausência do rei, combinada com uma crise econômica e militar
(oficiais ingleses no comando do exército português), constituiu as bases para a revolução;
Com o aumento da possibilidade de perder o trono português D. João retorna a Portugal,
deixando no Brasil seu filho Dom Pedro;
Dia do Fico, 9 de janeiro de 1822;
Independência do Brasil;
Guerras da Independência: Grão Pará, Maranhão, Piauí, Bahia e Cisplatina procuraram
manter fidelidade ao rei de Portugal;
O reconhecimento da independência exigiu muita cautela de vido à intransigênciado governo
de Portugal, que só reconhecer a soberania do Brasil 1825;
Os EUA foram os primeiros a reconhecerem o Brasil como Estado soberano, seguidos pelos
países da América do Sul e da Europa.

As 2 - Construção da Nova Ordem do Império


Noite da Agonia – madrugada de 11 para 12 Nov 1823, debates dos constituintes, da
primeira Constituição Brasileira, sobre a manutenção dos poderes do Imperador.
D Pedro I dissolveu a Assembléia Constituinte
1824, outorgada a 1ª Constituição do Brasil
Monarquia representativa com 4 poderes;
Executivo fortemente centralizado outorgou ao Imperador prerrogativas de nomear os
presidentes das Províncias;
Legislativo composto por Senado e Câmara de Deputados;
Judiciário composto por magistrados; e
Moderador pertencia ao Imperador que poderia dissolver a Câmara dos Deputados.

CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR
Medidas arbitrárias de D Pedro I, dissolvendo a Assembléia Constituinte, desagradaram
profundamente os liberais pernambucanos;
Assembléia de Pernambuco, ferindo dispositivos constitucionais, resolveu eleger Manuel de
Carvalho de Pais de Andrade para presidente provisório da Província;
D Pedro I, irritado com o fato, nomeou Francisco pais Barreto presidente da província de
Pernambuco e enviou duas fragatas armadas, sob o comando de John Taylor, para garantir a
posse do novo presidente;
Em 1824, foi lançado um manifesto anunciando a criação de uma república independente
denominada “Confederação do Equador”;
Os revoltosos foram dominados e Frei Caneca condenado ao fuzilamento.

As 3 - A Reafirmação da Ordem Agrária-Escravista


Início do século XIX surge no País um novo produto de exportação que se tornaria o mais
importante em pouco tempo, o café.
Produção se concentra no Vale do Paraíba.
Plantation, mão-de-obra escrava foi escolhida como modelo das fazendas de café.
O café foi responsável por mudanças profundas na estrutura do Império.
O Centro Sul torna-se o pólo comercial mais importante com a criação de portos, empregos,
mecanismos de créditos na região.
Nordeste perdeu a posição de área mais importante do País

As 4 - Política Administrativa do Império


Até a abdicação de D Pedro I, Exército cumpria um papel muito importante na administração
pública.
A partir do período regencial essa importância começou a cair.
Participação de oficias do Exército em revoltas populares criou desconfiança por parte do
governo em relação à instituição.
Criação da guarda Nacional.
Lei saraiva (1881) – Aboliu as eleições indiretas até então existentes. Adotou o voto do
analfabeto. Tomou relevo, com a lei, o papel da magistratura no processo eleitoral. Ampliou as
incompatibilidades eleitorais e os títulos passaram a ser assinados pelo juiz. O alistamento passou
a ser permanente.

As 5 a 6

Comparar o período Regencial e o Segundo Reinado, nos campos político e econômico,


concluindo sobre os reflexos para a evolução do Exército Brasileiro.

INTRODUÇÃO
Os períodos Regencial e Segundo Reinado se caracterizaram pela busca da estabilidade
política e pela ocorrência de conflitos.
Caracterização do período Regencial (1831-1840). Instituição das Regências.Golpe da
Maioridade.
Caracterização do Segundo Reinado (1840-1889). Período de maior transformação
econômica. Evolução política.
Acontecimentos dos períodos promoveram transformações no Exército Brasileiro.

a. Campo político
Poder Moderador
Período Regencial (PR): Poder Moderador passou a ser dirigido pela Regência, diminuindo
suas prerrogativas, pois ao contrário da instituição criada por Pedro I, não mais teria o poder de
destituir a Câmara dos Deputados.
Segundo Reinado (SR): Poder Moderador. Centralização do poder por parte de D Pedro II.

Estabilidade Política
PR: “Avanço liberal” de 1831 a 1837. “Regresso conservador” a partir de 1837. Instabilidade
política.
SR: Apaziguamento na política do Império. Estabilidade política após 1850, quando se
acalmaram as agitações que dominaram o País ao longo das décadas de 1830 e 1840.

Reformas políticas
PR: Ato Adicional de 1834. Adaptação de princípios federalistas à Monarquia. Criação das
Assembleias Legislativas nas províncias; Estabelecimento do voto para a escolha do Regente, que
passava então a ser uno, com mandato de 4 anos; Extinção do Conselho de Estado. Lei
Interpretativa do Ato Adicional (12/05/1840). Lei Interpretativa do Ato Adicional(12/5/1840).
SR: Criação do Ministério da Conciliação (1853). Presença simultânea de políticos do
partido Liberal e do partido Conservador.

FC: Conflitos
PR: Eclosão de revoltas (Cabanagem, Sabinada, Balaiada, Farroupilha, Revolta dos Malês).
Perigo de alteração da ordem política e social. Criação da Guarda Nacional (1831). Desconfiança
por parte do governo em relação ao Exército. Mudanças na estrutura do Exército.
SR: Ameaça externa. Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870). Evolução do Exército
Brasileiro.

FC: Abolição da escravatura


PR: Promulgação da Lei 7 de Novembro (1831), em que o tráfico africano ficava proibido,
considerando-se livres os indivíduos desembarcados no País.
SR: Abolição da escravatura. Lei Eusébio de Queiroz (1850), Lei do Ventre Livre (1871), Lei
dos Sexagenários (1885) e Lei Áurea (1888).

FC: Relações com países vizinhos


PR: Atividades de corsários, apoiados pela Argentina, a fim de prejudicar o comércio
marítimo nas costas brasileiras.
SR: Livre navegação dos rios Paraguai e Paraná após a Guerra da Tríplice Aliança.

FC: República
PR: Disseminação dos ideais republicanos. Revolução Farroupilha.
SR: Movimento Republicano. Crescente insatisfação contra o Regime Imperial.

Conclusão Parcial
O Segundo Reinado foi um período de maior estabilidade política.
O Segundo reinado proporcionou muitas mudanças no Exército Brasileiro.

b. Campo Econômico
FC: Comércio
PR:Comercialização de açúcar e algodão. Início da produção de café para exportação (Rio
de Janeiro).
SR: Decadência das lavouras tradicionais do Brasil (cana-deaçúcar e tabaco) e
desenvolvimento paralelo da produção de café na região Centro -Sul. Diversificação agrícola. Na
segunda metade do século XIX, pode-se observar a expansão do cultivo de outros produtos
(borracha, algodão e cacau), ampliando o capital e o lucro. Adoção do Código Comercial de 1850.
Esse código normatizou e deu segurança às atividades econômicas, permitindo maior
racionalização de um setor dinâmico como a atividade mercantil.

FC: Indústria
PR: Falta de interesse da Regência em romper os obstáculos que impediam a importação
de maquinário industrial. O Brasil gastava praticamente metade dos seus recursos com a
importação de tecidos ingleses.
SR: Primeiro surto industrial e crescimento dos serviços,segunda metade do século XIX.
Segundo surto industrial, a partir de 1870, fruto da estabilidade social, política e monetária gerada
pelo fim da Guerra do Paraguai. Fabricação de material de emprego militar.

FC: Infraestrutura
PR: Reduzidas mudanças nos transportes. Início do tráfego de barcas a vapor. A Lei Feijó
(implantação do transporte ferroviário) não foi posta em execução.
SR: Investimentos privados durante o Segundo Reinado. Visconde de Mauá. Construção de
navios, rodovias.

FC: Protecionismo
PR: Medidas protecionistas ao comércio, estipulando o aumento das tarifas alfandegárias.
SR: Política de substituição de importações. Aumento dos impostos, promovendo a
substituição das importações por produtos nacionais e para a implantação de indústrias no Brasil.
Aplicação da Tarifa Alves Branco (alterou os valores pagos à alfândega de 15% para 30% sobre o
valor do produto, chegando outras a 40, 50 e 60%, desde que pudessem ser produzidos no país).

FC: Sistema financeiro


PR: Fundação do Banco Comercial (1838).
SR: Controle financeiro. O Segundo Reinado caracterizou-se pela maior segurança
econômica e financeira. Controle da emissão de papel-moeda. Busca do equilíbrio orçamentário,
tanto do império como das províncias e municípios.

FC: Empréstimos
PR: Comércio exterior deficitário, com mais importações do que exportações, obrigando a
realização de empréstimos no exterior.
SR: Captação de recursos financeiros externos. Empréstimos obtidos pelo Império junto aos
bancos ingleses.

FC: Mercado consumidor


PR: A mão de obra escrava como força de trabalho inibia o desenvolvimento do mercado
consumidor.
SR: Aumento do mercado consumidor. A entrada de mão de obra assalariada acabou por
gerar o aumento da circulação de recursos monetários no país.

FC: Mão de obra


PR: Mão de obra escrava como força de trabalho nas plantações.
SR: Emprego de mão de obra especializada. A extinção do tráfico negreiro e a disputa por
mão de obra para trabalhar no Vale do Paraíba levou ao estímulo à imigração para atuar em novas
áreas produtoras de café como o oeste paulista.

Conclusão Parcial
O Segundo Reinado apresentou maior desenvolvimento econômico.
No Segundo Reinado, a indústria participando da evolução do Exército Brasileiro.

CONCLUSÃO
Ausência de estrangeiros no Exército.
Remodelagem da Escola Militar e reorganização do Exército (1939).
Projeção do Exército na América do Sul, após a Guerra da Tríplice Aliança.
Necessidade de grande mobilização para a guerra da Tríplice Aliança.
Preocupação com a manutenção de um elevado moral da tropa, com o incremento na área
da saúde, uniforme e melhoria do soldo.
Incremento da indústria de guerra.
Aumento da influência do Exército no desenvolvimento do brasil, após a Guerra da Tríplice
Aliança.

Caracterizar as relações entre a África e a América Portuguesa, dos séculos XVI a XIX,
destacando as influências desse processo para o Brasil.

INTRODUÇÃO
Relações entre a África e a América portuguesa: motivação econômica.
Estabelecimento de feitorias na África.
Intensificação do comércio escravo em substituição a mão-de-obra indígena, pois esta se
mostrava ineficaz.
Início da utilização de escravos africanos pelo portugueses: 1432, nas ilhas da Madeira, de
Açores e de Cabo Verde.

DESENVOLVIMENTO
A principal atividade econômica que ligava África e América no império colonial português
era o tráfico de escravos.
Destino dos escravos chegados ao Brasil: cultivo da cana de açúcar e, depois, à mineração
e à lavoura cafeeira.
A vinda de escravos para a América Portuguesa acabou por trazer forte influência na vida da
colônia e, principalmente, na formação da nacionalidade da futura nação brasileira.
Intenso intercâmbio entre negros africanos, indígenas e portugueses: sentimento, língua,
expressão física, costumes, modos, comidas, forma de pensar e práticas religiosas.
As trocas culturais (culinária, dança, luta) e os contatos entre os povos fez parte do dia-a-dia
colonial, refletindo na formação da sociedade brasileira.
Formação da cultura afro-brasileira.
Utilização da mão-de-obra escrava, no Brasil, a partir da primeira metade do século XVI,
devido à monocultura da cana-de-açúcar no Nordeste.
Emprego de escravos na mineração, a partir do século XVIII.
Tráfico negreiro como forma de mercantilismo.
Lucro com o tráfico de escravos: traficantes, colonos, Coroa portuguesa e Igreja católica
Argumento dos colonos para a transação envolvendo escravos africanos: escassez de mão-
de-obra.
Divisão dos grupos de africanos mandados para o Brasil: os bantos e os oesteafricanos.
Origem étnica variada dos escravos recebidos no Brasil.
Formas de resistência à escravidão: criação dos quilombos, como o Quilombo dos Palmares
– Alagoas.
Revolta dos Malês (1835): consistiu numa sublevação de caráter racial, organizada em torno
de propostas radicais para libertação dos demais escravos africanos.
Os africanos eram associados ao islamismo. Assim, a Igreja interpretava a escravização
como uma forma de purgar supostos pecados cometidos por esses povos.
A abolição da escravatura ocorreu de forma gradual.
Pressões do Império Britânico sobre o governo brasileiro para a abolição da escravatura.
O parlamento inglês aprovou, em 1845, a chamada Lei Bill Aberdeen, que concedia à
Marinha Real Britânica poderes de apreensão de qualquer navio envolvido no tráfico negreiro em
qualquer parte do mundo.
Lei Euzébio de Queiróz (1850): extinção do tráfico negreiro.
Lei do Ventre Livre (1871): garantiu a liberdade aos filhos de escravos.
Lei dos Sexagenários (1885): libertou todos os escravos com mais de 60 anos de idade.
Lei Áurea (1888): assinada pela Princesa Isabel, extinguiu oficialmente a escravidão no
Brasil.
A relação social de trabalho escravo, no Brasil, foi substituída pela mão-de-obra imigrante
assalariada.

RONDON E A INTEGRAÇÃO NACIONAL


Exército como fator de integração nacional.
Em 1880 o Batalhão de Engenheiros foi reorganizado para poder ser empregado na
construção de estradas de ferro e de linhas telegráficas.
Primeiro empreendimento no campo das comunicações, concluído em dezembro de 1881,
foi a ligação telegráfica entre Alegrete e São Borja.
No Império foi criada a Comissão Construtora da Linha Telegráfica Franca – Cuiabá, com o
objetivo de romper o isolamento de Mato Grosso, tão nefasto durante a invasão paraguaia.
Proclamada a República, foram aproveitados e ampliados os projetos de construção de
linhas telegráficas do Império, que legou 11.000 Km de linhas entre as principais cidades.
Com a concretização da ligação Franca-Uberaba, ainda no período imperial, coube ao
governo republicano a criação de uma comissão para o prolongamento da linha até a margem
direita do rio Araguaia.
A construção em sentido contrário, Cuiabá-Araguaia, foi confiada à chefia do Major Antonio
Ernesto Gomes Carneiro. Que escolheu como seu auxiliar o alferes-aluno Cândido Mariano da
Silva Rondon, nascido em 1865 nas proximidades de Cuiabá, coincidentemente durante a invasão
paraguaia do Mato Grosso. Marca o início a ciclópica obra de Rondon.
Em abril de 1891, com a ponta da linha já nas margens do rio Araguaia, Gomes Carneiro
retornou ao Rio de Janeiro e Rondon assumiu a chefia da comissão.
Em 1900 Rondon recebeu a missão de interligar toda a faixa fronteiriça com a Bolívia e com
o Paraguai, cumprindo-a após seis anos de penosos trabalhos e 1.746 Km de linhas construídas.
As cidades de Cuiabá, Corumbá, Bela Vista, Porto Mourinho, Forte Coimbra e Cáceres
passaram a se ligar ao restante do País.
Em março de 1907, o Presidente Afonso Pena cria a Comissão Construtora de Linhas
Telegráficas do Mato Grosso ao Amazonas e nomeia-o, já major, para chefiá-la. Essa comissão
fica subordinada aos Ministérios da Aviação e da Guerra.
A linha partiria de Cuiabá para atingir a cachoeira de Santo Antônio do Madeira, no rio
Madeira, e daí até a estrada de ferro Madeira – Mamoré. Desse ponto alcançaria as sedes das
prefeituras do Acre, Purus e Juruá, enquanto ramais atingiram a cidade de Mato Grosso (Vila
Bela), Forte Príncipe da Beira e Manaus.
O trabalho era, portanto, de extrema magnitude e imperativo, em função da incorporação do
Acre pelo Tratado de Petrópolis, firmado com a Bolívia em 1903.
Fisicamente se rompera a Amazônia Ocidental, mas os trabalhos ainda continuariam até 1º
de janeiro de 1915.
Foram instaladas, ao todo, 32 estações nos 1.497 Km da linha principal e nos 763 Km dos
ramais de Cáceres a Mato Grosso, de Parecis a Barra dos Bugres e de Santo Antônio e Guajará-
Mirim.
A obra de Rondon foi importante não só na integração de pontos afastados do território
nacional, mas, ainda, no avanço dos conhecimentos contemporâneos de etnografia, zoologia,
botânica e mineralogia, no aperfeiçoamento da cartografia nacional e na proteção do indígena.
O pioneirismo do Marechal Rondon nas atividades de comunicações o credenciaria para
Patrono da Arma de Comunicações, através do Decreto nº 51.960, de 26 de abril de 1963.

História Militar

UD II – A participação da Força Terrestre na História Militar Nacional


Assunto 1 – Em Conflitos internos

a. Insurreçao Pernabucana (1645 – 1654)


- Na Uniao Ibérica após trégua dos 12 anos (Espanha/Holanda)
- Felipe II fechou portos espanhóis e portugueses ao comércio Holandês.
- Holanda Cria Conpanhia das Índias Ocidental p/ fazer frente bloqueio e conquistar terras Brasil
para ocupar regiões produção açucareira e controlar comércio escravista no Atlântico.
- 1624, Holandeses desembarcam em Salvador (capital da colônia) e se apossam da cidade,
sendo derrotados em 1625 por frota hispano-portuguesa.
- 1630, holandeses invadem Pernambuco – Início da maior invasão holandesa no Brasil.
- 1631, holandeses ocupam Rio Grande do Norte, Paraíba e Ilha Fernando de Noronha.
- Maurício de Nassau, governador do “Brasil holandês” de 1637 a 1644.
- 1640 Portugal em guerra com a Espanha, trégua de dez anos com a Holanda reconhecendo
terras conquistadas.
- Maurício de Nassau – Boas relações com brasileiros, Realização de obras urbanas, convivência
com João Fernandes Vieira e Frei Francisco Salvador.
- 1644 descontentamento da Companhia das Índias Ocidentais, saída de Maurício da Nassau.
- Administrador sucessor intransigente: Cobrança de resultados imediatos, redução de gastos e
salários das tropas holandesas, confisco de bens e terras, intolerância religiosa, decadência da
região produtora de açúcar.
- Como resultado, movimento de caráter nativista, envolvendo luso-brasileiros e holandeses
descontentes.
- Liderança de João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros e Frei Inácio.
- Apoio do Governador Geral (amigo de Frei Inácio) – apoio de 60 homens, entre eles Antônio
Felipe Camarão (índio Poti) e Negro Henrique Dias.
- Luso-brasileiros, bandeirantes, comerciantes, agricultores, escravos e marginais (pena
comutada) – sentimento comum de defesa da terra.
- Três batalhas: Monte das Tabocas (1645) e Guararapes (1648 e 1649).
- Holanda em guerra com a Inglaterra (1652) + crise da Companhia das Índias Ocidentais +
Investidas portuguesas = Holandeses deixam o Brasil em 1654.
- Expulsão dos holandeses evitou radicação de grupo com diferente etnia, língua, costumes e
crenças no Brasil.
- Crescimento do sentimento nativista.
- Início da formação do Exército Brasileiro.

b. Lutas internas do período republicano

1) Revolução Federalista (1893) e Revolta da Armada (1893)


- Proclamação da República (1889).
- Deodoro da Fonseca é eleito (1891). Fecha o Congresso (Falta de apoio político – PRP).
- 1ª Revolta da Armada (1891): ameaça de bombardeamento do RJ.
- Deodoro renuncia e Floriano (Vice) assume.
- Floriano assume mas não convoca novas eleições (Conforme Constituição) – Descontentamento
da Marinha.
- Reiterou o Congresso e substituiu governadores deodoristas.
- Júlio de Castilhos (republicano – pica-paus) presidente do RS. Governo ditatorial amparado pela
constituição.
- Insatisfação dos federalistas (maragatos): desejo de destituir Júlio de Castilhos e de um Governo
Federal mais forte que o Estadual.
- Revolução Federalista (1893) no RS.
- Caudilho Gumercindo Saraiva (“Leão dos Pampas”) – Guerra civil.
- Federalistas avançam para Paraná e Santa Catarina.
- Revolta da Armada (1893) no RJ. Comando de Custódio de Melo.
- Marinha tenta depor Floriano Peixoto e promover reconstitucionalização do país.
- Apoio do Alte Saldanha da Gama (Comandante da Escola Naval).
- Batalha Armada x Fortalezas na Baía da Guanabara.
- Custódio de Mello ruma para o sul tentando se unir aos federalistas. Bloqueio da costa
catarinense, Fundação de Desterro (Florianópolis) e apoio do presidente de Santa Catarina.
- Revoltosos proclamam Custódio de Melo Presidente da República.
- Fração da Armada que permaneceu na Baía da Guanabara é derrotada pela “Esquadra de
papelão”
- Exílio dos derrotados nos navios portugueses. Rompimento diplomático c/ Portugal.
- Morte de Gumercindo Saraiva em combate.
- Navio Aquidabã torpedeado na costa de SC. Derrota da Armada revoltosa.
- Após confronto da Lapa, federalistas retiram-se para o RS.
- 1895, Presidente Prudente de Moraes anistiou revoltosos.
- Reaparelhamento do Exército e nova esquadra da Marinha. Mais tarde compra dos
encouraçados.

2) Guerra de Canudos (1894 – 1897)


- Governo de Prudente de Moraes (1894 – 1898)
- Beato Antônio Conselheiro.
- Grave crise econômica: aumento dos impostos.
- Latifúndios improdutivos.
- Seca e desemprego no sertão da Bahia.
- Anti-republicanos devido à separação Estado/Igreja.
- Fundação de comunidade autossuficiente: Belo Monte e o Arraial de Canudos.
- Fundamentação religiosa (Milenarismo, Sebastianismo e Messianismo).
- Crença na salvação milagrosa que pouparia os humildes do sertão dos flagelos da seca e da
exclusão social e econômica.
- Foram combatidos inicialmente pela oligarquia local, que sem sucesso, solicitou o apoio federal.
- Três primeiras expedições federais derrotadas.
- Vergonha do Exército e apavoramento da opinião pública: Legitimidade para a ação do massacre.
- 4ª Expedição: Atuação do Marechal Bittencourt, superioridade militar, apoio da artilharia, estudo
situacional detalhado, organização para o combate (apoio logístico).
- 25 Jul 1897, destruição total de Canudos, 20.000 sertanistas mortos, 5. Soldados mortos.
- Conscientização da urgente necessidade de modernização do Exército Brasileiro
- Missão militar francesa no EB (1919).

3) Contestado (1912 – 1915)


- Governo Hermes da Fonseca (1910 – 1914)
- Vasta região entre os rios Uruguai e Iguaçu.
- Estados do Paraná e Santa Catarina.
- Domínio do Coronelismo na região.
- Homem do campo em plena pobreza.
- Grande número de trabalhadores desempregados na região ao término da construção da ferrovia
SP – RS e perda de terras pelos posseiros (faixa de 15 Km/lado da estrada de ferro).
- Conselheiro João Maria (“Monge”): Conselheiro do Sertanejo.
- Morte de João Maria: Surge o novo “Monge” José Maria (desertor da polícia paranaense).
- Vale-se da pobreza, da ignorância e da crendice do povo para organizar luta contra o Governo.
- Cel João Gualberto Sá Filho é designado para sufocar o movimento. Ele e José Maria morrem no
combate no município de Curitibanos.
- Cresce o fanatismo religioso e o banditismo na região.
- Várias investidas federais fracassam.
- 1915, General Setembrino de Carvalho derrota os fanáticos (Governo Venceslau Brás).

4) 1º Movimento Tenentista (1922)


- “cartas falsas”: atribuídas à Artur Bernardes e ofensiva ao Exército
- Eleição de Artur Bernardes (1822). Manutenção do regime existente.
- Jovens militares insatisfeitos com o uso do Exército como massa de manobra para a manutenção
dos interesses das oligarquias.
- Objetivo: impedir a posse de Artur Bernardes e derrubar o Ministro da Guerra.
- Prisão do Marechal Hermes da Fonseca (Presidente do Clube Militar).
- 5 Jul 1922, Revolta do Forte de Copacabana, com apoio da Academia Militar.
- levante da Academia Militar é controlado por forças da Vila Militar.
- 17 oficiais e o civil Otávio Correia (“os dezoito do Forte”).
- Os “dezoito do forte” enfrentam as tropas legalistas. Só sobrevivem Eduardo Gomes e Siqueira
Campos.
- Germe da revolta plantado na oficialidade.

5) Revolta de 1923 (“Revolução dos libertadores”)


- Ocorre no RS.
- Eleição de Borges de Medeiros (Chimangos) pela 5ª vez para Presidente do RS
- Oposição (Maragatos) insatisfeita pela manipulação dos votos para presidente do estado pega
em armas - Guerra civil.
- Insurretos organizados em colunas (“Exércitos libertadores”).
- Presidente Artur Bernardes designa o Gen Setembrino de Carvalho (Ministro da Guerra) para as
tratativas de paz.
- Pacto das Pedras Altas.
- Não haveria mais eleições.

6) 2º Movimento Tenentista (1924)


- 5 Jul 1924 (2 anos após 1922).
- Objetivo: Destituir Artur Bernardes, convocar assembléia constituinte e instituir o voto secreto.
- Gen Isidoro Dias Lopes, Eduardo Gomes, Juarez Távora, Maj Miguel Costa.
- Revoltosos tomam o palácio do governo estadual.
- Tropas legalistas bombardeiam São Paulo.
- Revoltosos deixam a capital paulista.
- Rumam direção sul para encontrar tropas rebeldes do RS.
- Formação da coluna “Miguel Costa – Prestes”.
- Coluna atravessa o país do centro-oeste ao nordeste, retornando a partir de MG, percorrendo
25.000 Km do território nacional. Elevado prestígio.
- Governo Federal mantém a pressão sobre a coluna Prestes evitando combates diretos e
impedindo o alcance de grandes centros urbanos pela mesma.
- Envolvimento de Carlos Prestes com a ideologia Marxista, Discórdia entre os tenentes e
desmobilização da coluna.
- 1927, remanescentes buscam exílio na Bolívia e posteriormente no Uruguai, Paraguai e
Argentina.
- Retornam a cena política apoiando a revolução de 1930, que depôs Washington Luís e impediu
Júlio Preste de Chegar a Presidência.
-São anistiados e reincorporados ao Exército.

2. CAMPANHAS MILITARES EM CONFLITOS EXTERNOS

A 1ª GM e a 2ª GM produziram reflexos nos Campos Político e Militar do Brasil.


Causas da 1ª GM (1914-1918): as questões étnicas, as alianças e as constantes ameaças
de guerra.
A 1ª GM: principais países envolvidos no conflito e região que abrangia o teatro de
operações.
Causas da 2ª GM (1939 – 1945): Tratado de Versalhes e consequências da 1ª GM.
A 2ª GM : Principais países envolvidos no conflito e região que abrangia o teatro de operações.
Os dois conflitos deixaram contribuições para a evolução da Doutrina Militar Terrestre
Brasileira.

a. Campo político
FC:Relações Externas
1ª GM – O natural afastamento do Brasil com a Alemanha e consequente aproximação com
a França.
2ª GM – O gradual afastamento da influência Francesa e consequente aproximação com os
EUA, e o rompimento diplomático com a União Soviética.

FC: Disputas internas


1ª GM – Insatisfação dos militares do Exército e da classe média com as antigas oligarquias
dominantes, que conduziam a política “café com leite”.
2ª GM – A queda do Estado Novo e a redemocratização, a influência dos militares na
preservação da democracia.
FC: Política de Estado
1ª GM - Início do incentivo para o desenvolvimento industrial.
2ª GM – Aceleração do desenvolvimento econômico, com a instalação de indústrias
multinacionais.

FC: Sociedades Políticas


1ª GM – O surgimento da classe operária e sua participação no cenário político nacional, o
surgimento do comunismo.
2ª GM – Os atores políticos pós-guerra: os militares, a classe média, os sindicatos e os
comunistas.

FC: Legislação
1ª GM – Criação das primeiras leis de proteção ao trabalhador em 1918.
2ª GM – A constituição de 1946 e a criação do Estado Democrático.

FC:Ligações
1ª GM – A influência cultural e política francesa no Brasil.
2ª GM – O declínio da influência francesa e a ascensão da influência norte americana no
Brasil, a participação do Brasil na ONU e na OEA.

Conclusão Parcial
Os reflexos da 1ª GM no campo político no Brasil que trouxeram consequências para a
evolução da doutrina: início da indústria bélica e aumento da presença da Força no território.
Os reflexos da 2ª GM no campo político no Brasil que trouxeram consequências para a
evolução da doutrina: fortalecimento da indústria bélica, reaparelhamento e aumento da presença
da Força no território.

b. Campo Militar
FC: Instrução
1ª GM – Convocação da Missão Militar Francesa e por consequência o abandono da
instrução teórica em favor das instruções práticas, o emprego combinado de armas, aumento da
importância do apoio logístico.
2ª GM – Abandono da antiga doutrina francesa, cujo conceito consistia-se na defesa estática
para o modelo norte americano de guerra de movimento, emprego aeroterrestre, emprego
combinado das forças singulares.

FC: Serviço Militar


1ª GM – Implementação do Serviço Militar Obrigatório, com duração de até 2 anos, visando
assegurar os efetivos necessários e uma reserva mobilizável, constituição de um um quadro de
oficiais da reserva.
2ª GM – O serviço militar passa para até 12 meses com dilação de até 18 meses se
autorizado pelo Presidente da República.

FC: Suprimento e Manutenção


1ª GM – Necessidade de aquisição de meios no exterior, principalmente material de
emprego militar, início da fase de industrialização com implantação da indústria bélica nacional.
2ª GM – Surgimento dos polos industriais, na Região Sudeste, favorecendo a mobilização ou
requisição de meios necessários ao esforço interno de guerra, fortalecimento da indústria bélica.

FC: Infraestrutura
1ª GM – O despertar da necessidade de uma infraestrutura adequada para o transporte, que
amenizasse a falta de mobilidade dos meios, em função das poucas vias em condições de suportar
o tráfego de material bélico com segurança e rapidez. O despertar da necessidade de melhorar os
sistemas de comunicações, que não ocorreu em função da pouca industrialização no Brasil.
2ª GM – Construção e ampliação da infraestrutura de transportes, com a pavimentação das
rodovias até o interior, construção de portos e aeroportos, acentuado desenvolvimento do sistema
de comunicações, favorecendo o deslocamento a mobilização, a concentração e as ligações
necessárias para as operações militares na área do território nacional, principalmente na região
sul.

FC: Defesa
1ª GM – A Organização da Defesa Nacional com a criação do Conselho Superior de Defesa,
implantação de Planos de Guerra para a elaboração dos planos de operações, criação de unidades
de fronteira e modernização do material de artilharia de costa.
2ª GM – Surgimento do Conselho de Segurança Nacional, criação de novas organizações
militares, principalmente na Amazônia, mecanização da unidades de Cavalaria de fronteira.

Conclusão Parcial
Os reflexos da 1ª GM no campo militar no Brasil que trouxeram consequências para a
evolução da doutrina: a contratação da Missão Militar francesa (MMF) e as consequentes
modernização dos Estabelecimentos de Ensino em todos os níveis, da doutrina, e a restruturação
do exército.
Os reflexos da 2ª GM no campo militar no Brasil que trouxeram consequências para a
evolução da doutrina: o Acordo Militar Brasil e EUA e suas contribuições.

CONCLUSÃO
Reflexos da MMF e do acordo Brasil-EUA para a evolução da Doutrina Militar Terrestre
Brasileira.
Profissionalização do Exército e o desenvolvimento de doutrina militar própria.
Incremento da presença da Força no território nacional.

INTRODUÇÃO
Primeira República (1889-1930): caracterização geral do período.
A composição da República: militares, grandes fazendeiros e profissionais liberais.
A escolha do modelo federativo para a República, o que fortaleceu a descentralização do
poder no país, enfraquecendo o poder central.
Caracterização geral das revoltas no período (1889-1930).

DESENVOLVIMENTO
A “República de Espada”: os conturbados primeiros anos da República após a Proclamação
(1889-1894). 20
A Renúncia de Deodoro e a ascensão de Floriano, o “Marechal de Ferro”.
A Revolução Federalista (1893-1895): disputas políticas levaram a uma guerra civil no Rio
Grande do Sul que logo receberia adesões da Marinha rebelada contra Floriano.
A Revolta da Armada (1893-1894): a sublevação de parte da Marinha, liderada pelos
almirantes Custódio de Melo e Saldanha da Gama, exigindo a deposição de Floriano Peixoto.
Canudos (1893-1897, entre a presidência de Floriano e Prudente de Moraes): liderados pelo
beato Antônio Conselheiro, sertanejos fundaram um arraial no sertão nordestino, em um
movimento anticlerical e antirrepublicano, desestabilizando a região, sendo necessária a ação do
Exército para restabelecer a ordem.
Revolta da Vacina (1904, presidência de Rodrigues Alves): a vacinação obrigatória contra a
varíola imposta pelo Governo Federal desencadeou uma revolta popular na Capital Federal (Rio de
Janeiro), na qual inclusive cadetes da Escola Militar da Praia Vermelha se envolveram na luta
contra as forças federais, contrapondo-se ao Governo Federal.
Revolta da Chibata (1910, presidência de Hermes da Fonseca): marinheiros revoltados com
o uso da chibata e os maus-tratos por parte dos oficiais, tomaram o controle dos encouraçados
Minas Gerais e São Paulo e diversos navios menores e ameaçaram bombardear a Capital Federal
caso não fossem atendidos nas suas reivindicações de extinguir com os castigos corporais. O
Governo Federal negociou com os revoltosos, punindo-os com prisões, fuzilamentos e degredo
amazônico. As medidas fizeram estourar uma revolta dos Fuzileiros Navais, que foi rápida e
brutalmente reprimida.
A Política das “Salvações” do Governo Hermes da Fonseca (1910-1914), intervindo nas
oligarquias estaduais, substituindo-as por militares ou políticos ligados ao Exército, acabou por
enfraquecer o presidente e não atingiu seu objetivo, pois em muitos casos apenas trocou as
oligarquias dominantes.
Contestado (1912-1916, entre a presidência de Hermes da Fonseca e Wenceslau Brás): a
luta por terra em um região disputada pelos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul gera
um conflito entre as populações locais e grupos de grandes fazendeiros e industriais. Explode uma
revolta popular liderada por um monge chamado João Maria, que bate as forças policiais locais,
forçando o Governo Federal a intervir na questão, convocando o Exército para pacificar a região.
A Crise das Cartas Falsas (1921, presidência de Epitácio Pessoa): cartas atribuídas a Artur
Bernardes, candidato a Presidência, ofendendo o Marechal Hermes da Fonseca são publicadas
pela imprensa e grave crise se instala, indispondo Bernardes com os militares. Apesar das cartas
serem falsas, a questão persistiu até a eleição de 1922.
Revolta dos “18 do Forte”: Com a eleição de Artur Bernardes, eclodiu em 5 de julho de 1922
uma revolta no Forte de Copacabana, recebendo a adesão do Forte da Vigia e da Escola Militar,
desejando derrubar o Presidente Epitácio Pessoa, o Ministro da Guerra João Pandiá Calógeras,
impedir a posse de Bernardes e reformar o país, denunciando várias mazelas políticas e sociais
do país. Primeiro levante tenentista.
Revolução de 1923 no Rio Grande do Sul (presidência de Artur Bernardes): as lutas pelo
poder entre os caudilhos gaúchos acabaram em uma violenta luta. Um dos lados foi apoiado pelo
Governo Federal e o Acordo de Pedras Altas encerrou a luta, pacificando o Rio Grande do Sul.
Levante de São Paulo (5 de julho de 1924, presidência de Artur Bernardes): liderados pelo
general reformado Isidoro Dias Lopes e o Major Miguel Costa, da Força Pública paulista, os
tenentistas se levantaram em São Paulo, tomando a cidade, se retirando para o interior quando da
chegada das forças federais. A força se desloca para o Paraná, denominada a “Coluna Miguel
Costa”.
Coluna Miguel Costa-Prestes (1925-1927, entre a presidência de Artur Bernardes e
Washington Luís): em outubro de 1924, Luis Carlos Prestes levantou tropas no Rio Grande do Sul
e rumou para SP, encontrando-se com Miguel Costa no Paraná, formando a Coluna Miguel Costa-
Prestes, cujo objetivo era implantar a revolução, derrubando as oligarquias e modernizando o país.
Após quase dois anos de marcha, 25.000 quilômetros percorridos e incessantes combates contra
forças federais e apoiadas pelo Governo Federal, a Coluna se refugiou na Bolívia.

INTRODUÇÃO
Criação da FEB – período de atuação, constituição, efetivo.
A II GM – período/causas/consequências.
Propósitos que levaram o Brasil à II GM – Acordo bilateral Brasil-EUA, de 23 de maio de
1942 e os ataques de submarinos alemães à navios brasileiros.
Vitórias mais expressivas da FEB: Monte Castelo, Castelnuovo, Montese, Collechio-
Fornovo.

DESENVOLVIMENTO
Tirocínio e prudência dos chefes.
O Brasil dispunha de contingente populacional em condições de ser mobilizado.
Concentração, instrução e adestramento da tropa no Brasil.
Superação de inúmeros óbices estruturais na organização, no adestramento e no transporte
da tropa.
Estágio, para oficiais e graduados, em unidades americanas.
Cursos para Capitães e Tenentes na Escola Americana de Treinamento e Comando de
Pelotão.
Exercício teste na Itália, em Vada, coroando o período de instrução militar.
Conquista de Monte Prano – feliz remate da primeira manobra das armas brasileiras –
merecedor de lisonjeira repercussão nos círculos militares aliados
Monte Castelo – conquistado graças à perseverança e ao espírito de sacrifício do brasileiro.
Castelnuovo – Graças ao grande espírito ofensivo, ao elevado estado moral que se
encontrava a tropa e ao grande entusiasmo que reinava no 6º RI e 11º RI, a operação foi coroada
de pleno êxito, podendo o feito dos Regimentos constituir um exemplo vivo do valor moral e físico
do nosso soldado que nada deixou a desejar durante toda a campanha.
Montese – sua conquista permitiu o início da Ofensiva da Primavera, motivando elogios dos
comandantes. Fato lembrado pelos comandantes norte-americanos da época, anos após o fim da
II Guerra, referência do General Mark Clark como modelo de ação em área edificada.

3. NA CONQUISTA E OCUPAÇÃO DA AMAZÔNIA

EXPANSÃO TERRITORIAL E FORMAÇÃO DAS FRONTEIRAS: AMAZÔNIA


CONSIDERAÇÕES GERAIS
=> Grande reservas de recursos naturais;
=> Grande potencial hidrelétrico;
=> A hidrografia viabiliza a Amazônia;
=> Alta taxa de mortalidade infantil;
=> Deficiência nos transportes;
=> Comunicações deficientes;
=> Falta de saneamento básico na região;
=> Desnutrição: produção de alimentos deficientes;
=> Desmatamento irresponsável na área;
=> Contrabando de mogno;
=> Atividades garimpeiras ilícitas, gerando problemas sociais;
=> Narcotráfico;
=> Contrabando de armas de fogo;
=> Ações de guerrilhas na fronteira com a Colômbia;
=> Localização da reserva Ianomâmi na fronteira do Brasil com a Venezuela.
=> A área Ianomâmi é rica em jazidas de ouro, diamantes, estanho, zinco, cobre e chumbo.
=> Questões discutidas na ONU de independência das nações indígenas;
=> Condições precárias de moradia;
=> Princípio da Soberania limitada para os países amazônicos apresentada pela França;
=> Presença da França na sua Guiana;
=> Ação de missionários de vários países;
=> Vários campos de pousos clandestinos;
=> Existência de várias moléstias: malária, cólera, leishmaniose, hanseníase, tuberculose e
verminose.
=> Crescimento das ações das Organizações Não Governamentais como instrumentos de pressão
política;
=> A elaboração do documento do Conselho Mundial das Igrejas Cristãs de 1981.
=> Ingenuidade dos políticos brasileiros, que se vendem aos interesses internacionais;
=> A Constituição de 1988 criando: as minorias raciais na Amazônia; as reservas indígenas e as
dificuldades de se
explorar os recursos naturais das reservas indígenas;
=> Mitos: "Amazônia Pulmão do Mundo", "Efeito Estufa devido às queima das", e outros.

PRINCIPAIS ÓBICES REFERENTES _ PROBLEMÁTICA DA AMAZÔNIA

1. CAMPO POLÍTICO
=> Ausência do poder estatal nas áreas críticas (fronteiras, garimpeiros, áreas indígenas, zonas de
conflitos de terra).
=> Indisposição dos órgãos federais e estaduais com responsabilidade sobre a área, gerando
conflito de jurisdição, antagonismo e contradições. ( INCRA, IBAMA, FUNAI, SUDAM, SUFRAMA,
Polícia federal, Forças Armadas, Governos, Estaduais e Municipais)
=> Indefinição política em priorizar a Amazônia, retardando a sua integração.
=> A cobiça internacional pelos recursos naturais da Amazônia, gerando pressão. (combate ao
narcotráfico, preservação do meio ambiente, proteção aos silvícolas e manipulação da dívida
externa)
=> Progressiva vivificação das fronteiras com reflexos para a segurança nacional.

2. CAMPO ECONÔMICO
=> Falta de recursos nacionais para atender às necessidades da área.
=> Desenvolvimento da área diferenciado, com preponderância da área oriental sobre a ocidental.
=> Desenvolvimento polarizado em torno de Belém e Manaus.
=> Fraqueza da Zona Franca de Manaus.
=> Depredação ambiental devido a ação de garimpeiros e por projetos agropecuários
ecologicamente inadequados.
=> Infra-estrutura pobre e ineficiente nos setores energéticos e viário.
=> Inexistência de uma tecnologia própria para a área.
=> Pressões internacionais visando o retardo do desenvolvimento regional.

3. CAMPO PSICOSSOCIAL
=> Pouca densidade demográfica prejudicando a ação do estado e a coesão nacional.
=> A mídia internacional e nacional agindo sobre a opinião pública de maneira tendenciosa,
gerando descrença na
competência e interesse das autoridades nacionais.
=> Grave quadro de miséria, fome, doenças e ignorância.
=> As missões religiosas espúrias agindo sobre os índios e caboclos, em prejuízo da integração
nacional.
=> Aumento da criminalidade devido à presença do narcotráfico.

4. CAMPO MILITAR
=> Os recursos destinados às Forças Armadas são insuficientes para o cumprimento das suas
missões.
=> Os efetivos militares existentes na área são insuficientes para a consecução da Estratégia da
presença.
=> A política militar vigente carece de incentivos ao pessoal da área.
=> Inexiste uma doutrina consistente que harmonize a ação militar na área.
=> A presença de militares de potências do Primeiro Mundo em países vizinhos, sob o argumento
de combate ao
narcotráfico.
=> Pressão internacional de emprego das Forças Armadas dos países sul americanos contra o
narcotráfico.

5. PROPOSTA PARA A AMAZÔNIA


a. Aumento da presença estatal.
*Priorização política da Amazônia.
* Incremento do Programa Calha Norte (faixa de fronteira do Acre até Roraima).
* Criação dos territórios federais do Rio Negro e Alto Solimões.
* O Estado investir diretamente ou favorecer a iniciativa privada.
b. Integração e harmonização da política de desenvolvimento e conservação da área.
*Incentivo ao desenvolvimento econômico através da iniciativa privada nacional e estrangeira, pela
exploração dos recursos naturais do solo e subsolo , o turismo ecológico, a caça e o jogo.
* A coordenação e o incentivo à pesquisa científico-tecnológica voltada para os interesses da área.
* Implantação da infra-estrutura necessária e imprescindível ao desenvolvimento, com ênfase nos
setores
energético, comunicações e viário. Ligação com o Pacífico pela extensão da BR-364 e com o
Caribe pela BR-174.
* A criação do Ministério para Amazônia favorecerá os objetivos acima.
* Criação de áreas de Livre Comércio de Fronteira nas regiões próximas do Peru, Colômbia e
Venezuela.
c. Valorização do homem e estímulo à sua fixação à terra.
* Ordenação e controle do fluxo migratório, com incentivo às empresas de colonização privadas.
* Estímulo à formação e ao crescimento auto-sustentado de pólos urbanos aglutinadores,
disseminados por toda a extensão Amazônica.
* Integração do homem (inclui-se os indígenas) à Nação, respeitada a sua cultura regional.
d. Garantia da integridade do patrimônio e soberania nacional.
* Expulsar missionários estrangeiros que supostamente encontram-se como espiões a vasculhar o
território nacional a busca de riquezas.
* Esclarecer as elites nacionais, ação nos foros e na mídia internacional, visando combater a ação
intervencionista de algumas nações do primeiro mundo.
e. As Forças Armadas como o agente principal das ações do governo.
* Prover de recursos os Batalhões de Engenharia de Construção para as obras de infra-estrutura.
* Incremento da presença de militares na área através do Programa Calha Norte e a sua possível
expansão.

6. HISTÓRICO DA REGIÃO AMAZÔNICA


- 1604 => Franceses começaram a realizar tentativas de fixação na Amazônia.
- 1616 => Francisco Caldeira Castello Branco fundou o Forte Presépio, que deu origem a Belém do
Pará.
- 1621 => O Brasil foi dividido em dois estados: Estado do Maranhão (com sede em São Luís) e o
Estado do Brasil (com sede em Salvador).
- 1637 => Criação da Capitania do Cabo do Norte (Amapá), sob a Administração portuguesa. Teve
início a conquista lusa na Amazônia.
- 1637 => Pedro Teixeira, de Belém chegou até a confluência dos Rios Napo e Aguarito (Equador).
- 1639 => Pedro Teixeira fez o escrivão lavrar o "Termo de Posse".
- 1648 => Bandeiras e Monções paulistas penetraram ao Norte a calha do Rio Amazonas e
chegaram a São Luís e Belém.
- 1668 => Tratado de 1668.
- 1679 => Invasão do Cabo do Norte.
- 1701 => Portugal assina dois Tratados com Espanha e um terceiro com a França.
- 1713 => Tratado de Utrecht.
- 1750 => Tratado de Madri
- 1755 => Criação da Companhia de comércio do Grã-Pará e Maranhão.
- 1761 => Tratado de El Pardo.
- 1776 => Criação do Forte Príncipe da Beira.
- 1777 => Tratado de Santo Ildefonso: confirmação dos limites territoriais na Amazônia.
- 1801 => Tratado de Badajoz.
- 1809 => Conquista da Guiana Francesa.
- 1817 => Convenção de Paris, entre Portugal e França.
- 1835 => Cabanagem no Pará.
- 1839 => Invenção da borracha vulcanizada.
- 1851 => Brasil assina tratado com o Peru.
- 1853 => Criação da Companhia de Navegação a Vapor do Amazonas.
- 1859 => Brasil assina tratado com a Venezuela.
- 1867 => Brasil assina tratado com a Bolívia.
- 1877 a 1879 => Corrente migratória nordestina para a exploração da borracha do Acre, devido à
grande seca do final do século XIX.
- 1900 => Resolvida a questão do Amapá: limites no rio Oiapoque.
- 1903 => Tratado de Petrópolis..
- 1904 => Por decisão arbitral do rei da Itália o Brasil define a fronteira com a Guiana.
- 1906 => Brasil assina tratado com Suriname e define os seus limites de fronteiras na Serra de
Tumucumaque.
- 1906 => Serviço de Proteção ao índio chefiado por Rondon.
- 1907 => Cândido Mariano da Silva Rondon partiu de Cuiabá em direção à Amazônia chefiando a
Comisso
Construtora de Linhas Telegráficas de Mato Grosso ao Amazonas.
- 1909 => É negociado um Tratado definitivo com o Peru.
- 1927 => A fronteira com o Peru foi inteiramente demarcada.
- 1928 => A Colômbia reconheceu a linha Tabatinga-Apapóris e o Brasil permitia a livre navegação
pelo rio Amazonas e afluentes.
- 1937 => Foi aprovado pela Colômbia e Venezuela a demarcação das fronteiras, que se
encontram inteiramente demarcadas.
- 1943 => Desmembramento dos estados Amazônicos: Rondônia, Roraima e Amapá.
- 1953 => Criação da Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia
(SPVEA), mais tarde a SUDAM.
- 1960 => Transferência da capital federal para Brasília.
- 1966 => Transformação da SPVEA para SUDAM.
- 1970 => Plano de Integração Nacional (PIN). Construção da Transamazônica e a Cuiabá-
Santarém.
- 1974 => Programa dos Pólos Agropecuários e Agrominerais da Amazônia.
- 1978 => Assinatura do Tratado de Cooperação Amazônica (Pacto Amazônico).
- 1981 => Elaboração do documento do Conselho Mundial das Igrejas Cristãs.
- 1985 => Criação do Projeto Calha Norte.
- 1989 => Nova Ordem Mundial: cobiça internacional na Amazônia.
- 1992 => Conferência sobre ecologia na "Eco Rio 92".
- 1993 => Criação do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM).
- 1993 => Manobras dos EUA na Guiana Inglesa.
- 1993 => Operação SURUMU: presença militar na fronteira Norte.
- 1993 => Criação do Ministério da Amazônia.

7. ÁREAS DE FRICÇÃO NA AMÉRICA LATINA PRÓXIMO ÀS FRONTEIRAS AMAZÔNICAS


a. Guajira-Zulia (Venezuela x Colômbia).
- Faixa de fronteira que se desenvolve do Cabo de Chichivacoa (Península de Guajira) para o Sul,
envolvendo o Golfo da Venezuela e o b. Guiana Essequiba (Guiana x Venezuela).
c. Fronteira Equador-Peru (Equador x Peru).

8. ASPECTOS JURÍDICOS QUE COMPROVAM A POSSE DA AMAZÔNIA


- 1621 => Criação do Estado do Maranhão sob a administração portuguesa, com o reconhecimento
tácito do Rei Felipe II da Espanha (União Ibérica).
- 1637 => Criação da Capitania do Cabo do Norte (Amapá), sob a Administração portuguesa. Teve
início a conquista lusa na Amazônia.
- 1668 => Tratado de 1668: com a intervenção da Inglaterra a Espanha reconhece a expansão lusa
além do
meridiano de Tordesilhas realizada durante a União Ibérica. Reconhecimento tácito da presença
portuguesa na região.
- 1701 => Portugal assina dois Tratados com Espanha e um terceiro com a França. Este último
neutralizava o trecho contestado ao Sul do Rio Oiapoque e permitia o livre acesso dos franceses
no Amazonas.
- 1713 => Tratado de Utrecht:"a França renunciava todo e qualquer direito e pretensão que pode
ou poderá ter sobre a propriedade das terras chamadas de Cabo do Norte e situadas entre o rio
Amazonas e o Oiapoque ..."
- 1750 => Tratado de Madri: revogou expressamente o Tratado de Tordesilhas (1494); "Uti-
possidetis"; duas comissões de demarcação de fronteiras, a do Sul e a do Norte (foi até Jauru).
Reconhecia o fato consumado da expansão portuguesa.
- 1777 => Tratado de Santo Ildefonso: confirmação dos limites territoriais na Amazônia entre o
divisor de águas do Orinoco e o Amazonas. "Uti-possidetis".
- 1801 => Tratado de Badajoz: ao Norte fixou-se a fronteira com a Guiana francesa no rio Araguari.
- 1817 => Convenção de Paris, entre Portugal e França, confirma o limite de fronteira no rio
Oiapoque ao Norte do Amapá.
- 1851 => Brasil assina tratado com o Peru e define as suas fronteiras.
- 1859 => Brasil assina tratado com a Venezuela e define as suas fronteiras.
- 1867 => Brasil assina tratado com a Bolívia e define as suas fronteiras.
- 1900 => Resolvida a questão do Amapá: limites no rio Oiapoque. A fronteira permanece
indemarcada.
- 1903 => Tratado de Petrópolis: o Brasil compra o Acre da Bolívia.
- 1904 => Por decisão arbitral do rei da Itália a fronteira com a Guiana deveria passar pela serra de
Pacaraima, rio Maú, rio Cotingo e serra do Acaraí.
- 1906 => Brasil assina tratado com o Suriname e define os seus limites de fronteiras na Serra de
Tumucumaque.
- 1909 => É negociado um Tratado definitivo com o Peru.
- 1927 => A fronteira com o Peru foi inteiramente demarcada.
- 1928 => A Colômbia reconheceu a linha Tabatinga-Apapóris e o Brasil permitia a livre navegação
pelo rio Amazonas e afluentes.
- 1937 => Foi aprovado pela Colômbia e Venezuela a demarcação das fronteiras, que se
encontram inteiramente demarcadas.