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MÓDULO I

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RADICAIS LIVRES

O estudo dos radicais livres e do mecanismo de ação dos antioxidantes permite um melhor
entendimento de como os óleos essenciais funcionam como citofiláticos (indutores da regeneração
celular) seja para uso medicinal ou cosmético. Também ajuda a compreender melhor as reações
que envolvem quadros inflamatórios, mecanismos de imunomodulação e como os óleos essenciais
interferem nestes processos.
Os átomos contêm um núcleo com elétrons distribuindo-se ao seu redor normalmente em
pares. Um radical livre nada mais é do que qualquer átomo, molécula ou íon que possui um ou
mais elétrons livres (não pareados) na sua órbita externa. Essas partículas, formadas por elétrons
livres (não pareados) tem uma instabilidade elétrica muito grande, e por esta razão, mesmo tendo
meia vida muito curta, apresentam grande capacidade reativa com qualquer composto que esteja
próximo, a fim de captar um elétron desse composto para sua estabilização, independente de ser
uma molécula, uma célula, ou tecido do organismo, a partir do que, acontecem reações em cadeia
65
de lesão celular . Devido a esta característica, é denominado de substância oxidante.

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


Átomo estável com elétrons pareados Átomo instável com elétrons livres, não
pareados (radical livre)

O elétron livre, que caracteriza o radical livre, pode estar centrado em um átomo de
hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, carbono, enxofre ou átomos de metais de transição. O Hidrogênio
por exemplo, por ter somente um elétron, já é um radical livre natural, o hélio por outro lado por ter
dois elétrons, não é.
Na natureza existem duas importantes substâncias que podem gerar radicais livres, o
oxigênio no estado fundamental (O2) e o óxido nítrico (NO), que ocorre como poluente atmosférico,
mas que também é sintetizado em diversas células e atualmente é identificado como o fator
relaxante dependente do endotélio68,69,70 e um importante vasodilatador71.
O oxigênio tem a sua atividade fundamental no metabolismo celular aeróbico. Desta forma,
a formação de radicais livres pelo organismo em condições normais é inevitável, pois são
necessários no processo de respiração celular que ocorre nas mitocôndrias ("usinas energéticas")
das células, a fim de gerar o ATP (energia). Também os radicais livres, produzidos pelos
macrófagos e neutrófilos (glóbulos brancos de defesa), são usados contra bactérias e fungos
invasores do organismo, produzindo ação lesiva à estes microrganismos66. Podem também estar
envolvidos nos mecanismos de reações inflamatórias67.
É grande o número de doenças em que se sugere o envolvimento dos radicais livres ou
das espécies reativas de oxigênio (ERO). Radicais livres e espécies reativas de oxigênio (ERO)
podem contribuir para o aparecimento de doenças ou surgirem como conseqüência delas. A
formação das espécies reativas de oxigênio (ERO) se dá primeiramente pelo o radical superóxido
(O2•-), que pode ser dismutado em peróxido de hidrogênio (H2O2) ou mesmo através de ação
catalítica, pela atuação da enzima superóxido dismutase (SOD). A importância da SOD pode ser
demonstrada pelo fato de ser a enzima mais abundante do organismo, ao mesmo tempo em que
também é a quinta proteína mais abundante no nosso corpo.

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O stress oxidativo é uma condição biológica em que ocorre desequilíbrio entre a produção
de espécies reativas de oxigénio e a sua desintoxicação através de sistemas biológicos que as
removam ou reparem os danos por elas causados.
O nosso organismo oferece condições favoráveis para ocorrência de reações de caráter
oxidativo, devido à existência de lipídios insaturados (gorduras mono e poliinsaturadas), nas
membranas celulares, e pela abundância de reações oxidativas que ocorrem durante o
metabolismo normal.
A susceptibilidade de uma célula ou de um tecido ao estresse oxidativo depende de um
grande número de fatores que incluem a disponibilidade de antioxidantes e a capacidade de
inativação ou eliminação dos produtos oxidados formados.
A eficácia do sistema antioxidante depende muito de qual o tipo de molécula é a geradora
do estresse oxidativo e da localização intra ou extracelular dessa molécula.
Fora os radicais livres que podem ser absorvidos do ar que respiramos, da água e dos
alimentos que ingerimos, as principais fontes endógenas geradoras de espécies reativas de
oxigênio incluem as mitocôndrias e a atividade de algumas enzimas como: xantina oxidase,
citocromo P450-oxidase, monoaminooxidases, as enzimas envolvidas na via de produção de

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prostaglandinas e tromboxanos e a NADPH-oxidase da membrana plasmática de macrófagos, que
66,67
produzem uma grande quantidade de ERO em resposta ao estímulo fagocitário .

Principais radicais livres

As principais fontes de radicais livres exógenos são:

Herbicidas, antibióticos, poluentes do ar, raios X, radiações, raios ultravioleta, cigarro, álcool e
alimentos.

Os principais radicais livres endógenos, ou seja, fabricados dentro do corpo, são:

a) Radical superóxido (O2-)

É um radical livre, formado a partir do oxigênio molecular, pela adição de um elétron. Sua
formação ocorre espontaneamente, especialmente, na membrana mitocondrial, através da cadeia
respiratória. É também produzido por flavoenzimas, lipoxigenases e cicloxigenases, envolvidas em
reações inflamatórias no corpo. Sua formação ocorre em quase todas as células aeróbicas e é
produzido durante a ativação máxima de neutrófilos, monócitos e eosinófilos em processos de
defesa do organismo frente a infecções. É um radical pouco reativo e não tem a habilidade de
penetrar membranas lipídicas, agindo, portanto, apenas no compartimento onde é produzido.
Algumas enzimas capazes de produzir superóxido são a xantina oxidase, NADPH oxidases e
citocromo P450 oxidase72,73.

b) Radical hidroxila (OH)

É considerado o radical livre, mais reativo em sistemas biológicos, sendo capaz de causar
mais danos que qualquer outra espécie reativa de oxigênio (ERO). É formado a partir do peróxido
de hidrogênio em uma reação catalisada por íons metais (Fe++ ou Cu+), denominada reação de
Fenton. Se o radical hidroxila for produzido próximo ao DNA e a este estiver fixado um metal,
poderão ocorrer modificações de bases purínicas e pirimídicas, levando à mutação ou inativação
do DNA. O radical hidroxila também pode iniciar a oxidação dos ácidos graxos polinsaturados das
membranas celulares (lipoperoxidação) 72,73.
O radical superóxido é fabricado pelo sistema imunológico para se ligar e danificar o DNA
de microorganismos invasores, prevenido de eles se multiplicarem, acabando assim com eles. Mas
da mesma forma ele pode atacar o DNA das células do corpo.

c) Peróxido de hidrogênio (H2O2)

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O H2O2 não é um radical livre, mas, é um metabólito do oxigênio extremamente deletério


porque participa como intermediário na reação que produz o OH; tem vida longa e é capaz de
atravessar membranas biológicas. Uma vez produzido, o H2O2 é removido por um dos três
sistemas de enzimas antioxidantes: catalase, glutationa peroxidase e peroxiredutases72,73.

d) Óxido nítrico (NO)

O óxido nítrico é um radical livre, é semelhante ao O2- em vários aspectos, como a baixa
reatividade com a maioria das biomoléculas. Por outro lado, ele reage facilmente com outros
radicais livres (ex. radicais peroxil e alquil), gerando principalmente moléculas menos reativas. O
óxido nítrico inibe a peroxidação dos lipídios nas membranas celulares72,73.

e) Oxigênio singuleto (ou singlet) (1O2)

Um outro componente de radicais livres é oxigênio singuleto, não vêm do metabolismo,


mas é produzido secundariamente no processo de fagocitose determinado pela presença de certos

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tipos de glóbulos brancos quando fagocitam bactérias, gerando oxigênio singuleto pela reação
onde participam o íon hipoclorito e o peróxido de hidrogênio.
O oxigênio singuleto reage com duplas ligações que não são características do oxigênio
molecular (o2). Assim o oxigênio singuleto reage com diferentes estruturas o que o relaciona com
diferentes patologias e com o processo de envelhecimento.

Efeito dos radicais livres no sangue

Os radicais livres quando presentes no corpo, causam danos nas membranas celulares,
membranas das organelas (como a mitocôndria), DNA e outras estruturas, podendo com isso gerar
mutações celulares, mau funcionamento e até causar a morte da célula.
Abaixo temos duas imagens obtidas através do uso de um microscópio de campo escuro,
que mostram glóbulos vermelhos sadios comparados por aqueles atacados por radicais livres.
Geralmente um sangue neste estado é encontrado em pessoas com doenças degenerativas
graves.

Glóbulos sanguíneos normais Poikilocitose


O sistema circulatório é o meio através do qual Esta condição é causada por radicais livres. Isso
oxigênio, nutrientes, anticorpo e hormônio são também diminui a capacidade do sangue carregar o
transportados para as células para deixa-las vivas oxigênio e encurta a vida das células. Glóbulos
e funcionando. É desta forma que nosso sangue vermelhos não possuem núcleo, assim, eles não
fica quando nós estamos gozando de ótima entram em mutação, mas o fato da existência de
saúde. Os eritrócitos (células) são redondos e danos causados por radicais livres neles, indica que
separados e movem-se através dos capilares existem também danos ao núcleo das células dos
muito facilmente. A largura média dos glóbulos tecidos, que são o começo das mutações que levam
vermelhos é de 7.2 microns. ao surgimento do câncer.
Fotografias obtidas pelo Enzymology Research Center, Inc (EUA).

Em células expostas a altos níveis de estresse oxidativo, como os glóbulos vermelhos,


mais de 10% do consumo de glicose pode ser direcionado à via das pentoses para a produção de

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NADPH (ao invés de ATP), que é necessária para esta reação. No caso dos eritrócitos (glóbulos
vermelhos), se a via das pentoses não é funcional, então o estresse oxidativo na célula leva à lise
(ruptura da membrana plasmática com a morte) da célula e anemia155.

Antioxidantes

O organismo possui sistemas naturais de eliminação de radicais livres, enzimáticos ou não,


que são os chamados "varredores de radicais livres”, produzindo a sua eliminação ou então
impedindo sua transformação em produtos mais tóxicos para as células. O efeito prejudicial dos
radicais livres ocorre quando eles estão em quantidade excessiva no organismo, ultrapassando a
capacidade do organismo de neutralizá-los com os seus sistemas naturais. Esses sistemas
enzimáticos de defesa são compostos pelas seguintes enzimas: glutationa-peroxidase (que
necessita do selênio), catalase, metionina-redutase e superóxido-dismutase, os quais combatem,
no organismo os seguintes radicais livres: peróxido de hidrogênio, superóxido, oxigênio singuleto,
íon hidroxila, óxido nítrico e óxido nitroso.
Os antioxidantes não enzimáticos, em sua maioria são exógenos, ou seja, necessitam ser

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absorvidos pela alimentação apropriada. Os principais podem ser divididos em: vitaminas
lipossulúveis (vitamina a, vitamina e, beta-caroteno), vitaminas hidrossolúveis (vitamina c,
vitaminas do complexo b), e os oligoelementos (zinco, cobre, selênio, magnésio etc.), os
bioflavonóides (derivados de plantas), etc. O sistema antioxidante celular pode ser dividido em
72
sistemas enzimáticos e não enzimáticos . Como vemos a seguir:

COMPONENTES DO SISTEMA DE PROTEÇÃO ANTIOXIDANTE

Antioxidantes não enzimáticos Antioxidantes enzimáticos

Glutationa Glutationa-Peroxidase
Ubiquinona (Coenzima Q) Catalase
Ácido úrico Superóxido-Dismutase
Bilirrubina Peroxiredoxinas ou tioredoxinas peroxidases
NADPH e NADH Glutaredoxina
Flavonóides Metionina-Redutase
Vitamina C
Vitamina E
Betacaroteno
Licopeno
Proteínas ligadoras de metais
Ceruloplasmina (cobre)
Metalotioneína (cobre)
Albumina (cobre)
Transferrina (ferro)
Mioglobina (ferro)
Diterpenos fenólicos de plantas
Óleos essenciais e seus componentes

Abaixo segue tabela das ERO relacionadas aos seus respectivos antioxidantes.

ERO
(Espécies reativas de
ENDÓGENOS EXÓGENOS
oxigênio)

Superóxido (O2•-) Superóxido dismutase (SOD): Vitamina C, zinco, cobre,


a) citoplasmática: Zinco-Cobre manganês, picnogenol, EDTA,
b) mitocondrial: Manganês tirosamina, dimetilsulfóxido

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Albumina, glutationa reduzida (DMSO), óleos essenciais


Catalase Fe2+, glutationa EDTA, DMSO
Peróxido de hidrogênio
peroxidase
(H2O2)
Peróxido lipídico (COOH-) Glutationa peroxidase, selênio, Vitamina E, selênio, beta
cisteína caroteno, óleos essenciais
Radical hidroxila (HO•) Ácido úrico, bases de DNA Vitamina C, picnogenol, dimetil
sulfóxido, EDTA, ácido
dimercapto succínico, manitol
PUFA, metionina, DMSO,
benzoato, óleos essenciais
Oxigênio singuleto (1O2) Ácido úrico, bilirrubina, Histidina, beta caroteno,
colesterol vitamina E, PUFA, EDTA, DMSO

Denominação e estabilidade dos radicais livres:

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FÓRMULA DENOMINAÇÃO ESTABILIDADE
O2 oxigênio molecular estável
O2- íon superóxido Instável
H2O2 peróxido de hidrogênio o menos instável

HO radical hidroxila muito instável
1
O2 oxigênio atômico (singlet) o mais instável

Para proteger-se, do efeito letal da formação excessiva de


ERO, a célula possui um sistema de defesa antioxidante, que
pode atuar em duas linhas. Uma delas atua como destoxificadora
do agente antes que ele cause lesão (glutationa reduzida;
superóxido dismutase; catalase, glutationa peroxidase e vitamina
E) e a outra como reparadora da lesão ocorrida (ácido ascórbico,
glutationa redutase). Com exceção da vitamina E (α-tocoferol),
que é um antioxidante estrutural da membrana, a maior parte dos
73
agentes antioxidantes está no meio intracelular .
O que os antioxidantes fazem, é doar elétrons aos
radicais livres, permitindo que estas moléculas tenham seus
elétrons externos pareados, tornando-se assim, um elemento
estável e não reativo.

Sistemas enzimáticos

Em 1954, Gershman e Gilbert propuseram que a maioria dos efeitos danosos causados
pelas concentrações elevadas de oxigênio nos organismos vivos podia ser atribuída à formação de
radicais livres. Entretanto, essa idéia não despertou interesse de muitos pesquisadores até a
descoberta, em 1968, de uma enzima que é específica para a remoção catalítica de um radical de
82
oxigênio . Essa enzima denominada superóxido dismutase, juntamente com outras duas, catalase
e glutationa peroxidase, são as principais defesas antioxidantes que atuam nos organismos
superiores66.

Superóxido dismutase (SOD)

Foi a primeira enzima metabolizante de ROS descoberta. Nas células de mamíferos,


existem duas formas de SOD: a Cu, Zn-SOD presente no citosol e a Mn- SOD presente na

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mitocôndria. A enzima superóxido dismutase (SOD) catalisa a dismutação do superóxido em


oxigénio e peróxido de hidrogénio. Devido a isto, é uma importante defesa antioxidante na maioria
das células expostas ao oxigénio. Existem várias formas comuns de SOD: são proteínas com
cofactores como cobre, zinco, manganês, ferro ou níquel.
A SOD protege a célula das reacções danosas do radical livre superóxido. A superóxido é
uma das principales espécies reactivas de oxigénio na célula e a SOD tem um papel fundamental
como antioxidante. Na mitocôndria, o superóxido é formado em concentrações relativamente altas,
devido ao escape de elétrons da cadeia respiratória72.
A importância fisiológica da SOD é ilustrada pelas severas patologias que se evidenciam
em ratos geneticamente modificados para que careçam desta enzima. Os ratos sem SOD2 morrem
depois de poucos dias após nascerem por estresse oxidativo massivo74. Os ratos sem SOD1
desenvolvem uma grande variedade de patologias, incluindo hepatocarcinoma75, uma acelerada
perda de massa muscular relacionada com a idade76 uma mais cedo incidência de cataratas e uma
esperança de vida reduzida. Os ratos carentes de SOD3 não mostram deficiências óbvias e têm
uma esperança de vida normal77.
A SOD é usada em produtos cosméticos para reduzir o dano dos radicais livres na pele,

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por exemplo para reduzir a fibrose que se produz como consequência da radioterapia. Sabe-se
que a superóxido dismutase reverte a fibrose78 possivelmente através da reversão dos
miofibroblastos de novo em fibroblastos
A SOD (superóxido dismutase) citoplasmática precisa de cobre e zinco para agir,
entretanto a SDO da mitocôndria precisa de Mn (manganês).

Catalase

A catalase (formalmente denominada hidroperoxidase) é uma enzima intracelular,


encontrada na maioria dos organismos, que decompõe o peróxido de hidrogénio (H2O2) a água e
oxigênio molecular.
O peróxido de hidrogénio é um produto decorrente do metabolismo celular em organismos
expostos ao oxigénio atmosférico. Uma das fontes de peróxido de hidrogénio éβa -oxidação de
ácidos graxos, necessária para a produção de diversos metabolitos essenciais. O peróxido de
79
hidrogénio está relacionado com diversas patologias ligadas ao stress oxidativo .
Sendo tóxico para as células, o peróxido tem de ser rapidamente convertido numa espécie
química que seja inócua. A catalase tem o mais alto número de turnover (kcat) conhecido em
enzimas: uma molécula de catalase pode catalisar a decomposição de até 40.000.000 moléculas
de peróxido de hidrogénio por segundo80, tornando-a numa enzima importante para a
desintoxicação desta substância. A catalase só funciona na presença de ferro.
Algumas células do sistema imunitário produzem peróxido de hidrogénio para uso como
agente antibacteriano. As bactérias patogénicas que possuem catalase são capazes de resistir a
este ataque graças à presença da enzima, conseguindo sobreviver nas células que invadem.
Esta enzima é encontrada no sangue, medula óssea, mucosas, rim e fígado. A catalase
também tem função na destoxificação de diferentes substratos, ex. fenóis e alcoóis, via redução
acoplada do peróxido de hidrogênio72.
A catalase parece estar envolvida no mecanismo de envelhecimento ligado ao stress
oxidativo: mutantes de ratinhos expressando uma quantidade superior ao normal de catalase
(cerca de 50% a mais) vivem por mais tempo81.
A catalase é usada na indústria têxtil para a remoção de peróxido de hidrogénio de tecidos.
Encontra-se também em alguns produtos de limpeza de lentes de contacto, agindo como agente
antibacteriano.
Mais recentemente, a catalase tem sido usada em cosmética, em máscaras de beleza
combinando a enzima e peróxido de hidrogénio para aumentar a oxigenação celular das camadas
superiores da epiderme.

Peroxiredoxinas

Peroxiredoxinas ou tioredoxinas peroxidases (TPx), são enzimas recentemente


descobertas, capazes reduzir peróxidos diretamente, ex. peróxido de hidrogênio e diferentes alquil

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hidroperóxidos. A tioredoxina, um componente do sistema alquil hidroperoxido redutase, regenera


a Prx oxidada formada em um ciclo catalítico. Na mitocôndria de células de mamíferos, o sistema
tioredoxina mitocondrial é provavelmente, um redutor específico de Prx. Têm sido mostrado a
participação das peroxiredoxinas na inibição da apoptose celular induzida pelo peróxido de
hidrogênio. Até o momento, são conhecidos no mínimo 13 peroxiredoxinas de mamíferos72.

Glutationa (GSH)

A glutationa (GSH) é um tripeptídeo, encontrado nas células humanas formado dos


aminoácidos cisteína, glicina e ácido glutâmico.
A glutationa (GSH) é sintetizada no fígado e distribuída, através da circulação sanguínea,
para todos os tecidos. Pode ser considerada um dos agentes mais importantes do sistema de
defesa antioxidante da célula, protegendo-a da lesão resultante da exposição a agentes como:
íons ferro, oxigênio hiperbárico, ozona, radiação e luz ultravioleta. Além disso, participa da
destoxificação de agentes químicos (antibióticos, analgésicos, quimioterápicos, antidepressivos,
benzodiazepinas, etc) e da eliminação de produtos da lipoperoxidação.

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A glutationa (GSH) é um marcador da saúde celular e sua queda é indicativa de lesão
oxidante. Seu déficit acarreta diminuição da resistência às drogas e radiações, da capacidade de
reversão de tumores, da síntese do ascorbato em animais, afetando também diretamente a síntese
165
de proteínas e de DNA . Uma queda drástrica dos níveis de glutationa (GSH) no corpo é notada
em pessoas com câncer e AIDS, podendo ser perdido de modo irreversível em situações de
estresse oxidativo muito intenso, permanecendo na forma oxidada e não sendo novamente
reduzido89.
Interessantemente, a glutationa também age reconstituindo a vitamina C e E depois delas
terem se oxidado, tendo conseqüentemente um papel muito importante em sua função. Ela
também atua na manutenção da comunicação entre as células, na prevenção da oxidação dos
grupos tiol presentes nas proteínas e no transporte do cobre intracelular. A mitocôndria e o núcleo
têm a sua própria reserva de GSH, de importância crucial na protecção destas estruturas contra a
ação das espécies reativas de oxigénio.
Para intercambear a degradação dos radicais livres a glutationa precisa da atividade de
duas enzimas, a Glutationa Reductase (GR) e a Glutationa Peroxidase (GPx). Sob a ação destas
duas enzimas a glutationa passa a encontrar-se na forma reduzida (GSH) ou oxidada (GSSG).

As membranas celulares e intracelulares, que possuem grandes quantidades de ácidos


graxos polinsaturados, são um importante alvo para o ataque de radicais livres. Um importante
sistema de defesa enzimático contra o aumento de radicais livres, envolve a enzima Glutationa
Peroxidase(GPx). A Glutationa Peroxidase (GPx) catalisa a redução de radicais livres peróxidos
(como o peróxido de hidrogênio e de outros peróxidos orgânicos que causam a oxidação dos
lipídeos nas membranas celulares) para seus álcoois correspondentes inativos, causando com isso
a conversão da GSH a GSSG72,73.

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Como grande parte da ação do GSH é obtida pela atuação da enzima Glutationa
Peroxidase (GPx), é necessário a manutenção do nível de GSH para suportar a ação funcional
desta enzima88. Aí é onde entra em papel a enzima Glutationa Reductase (GR), que atua na
recuperação da glutationa oxidada (GSSG) renovando-a a glutationa reduzida (GSH), sendo a sua
atuação uma etapa essencial para manter íntegro o sistema de proteção celular72,73. Esta enzima
tem como objetivo impedir a paralisação do ciclo metabólico da glutationa.
A resistência de muitas células contra o estresse oxidativo está associada com elevados
níveis intracelulares de glutationa em sua forma reduzida (GSH). O estresse oxidativo pode causar
mudanças no estado redox da glutationa aumentando a liberação de glutationa oxidada (GSSG) no
organismo.
A enzima Glutationa Peroxidase (GPx) foi descoberta por Mills em 1959, em tecidos de
mamíferos. Não se observa sua presença em plantas ou bactérias, embora possa ser encontrada
em algumas algas e fungos65. As células animais contém dois tipos de Glutationa Peroxidase,
sendo que um deles é selênio dependente, enquanto o outro não. A GPx encontra alta atividade no
fígado, moderada atividade no coração, pulmão e cérebro, e baixa atividade nos músculos65.
Humanos e animais precisam de selênio para a função de um número de enzimas selênio-

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dependentes, também conhecidas como selenoproteínas. O selênio tem uma variedade de
funções, mas a principal é a seu papel como um antioxidante da enzima selenium-Glutationa-
Peroxidase (GPx). O selênio é um elemento traço que é essencial em pequenas quantidades, mas
pode ser tóxico em grandes volumes no corpo.
Outra enzima importante dentro deste processo de desitegração de radicais livres é a
Glutationa-S-Transferase (GST). A GST destrói venenos ligando eles à glutationa, tornando-os
mais solúveis para o corpo excretá-los. Por esta razão, muitos tipos de GST são encontrados no
fígado. Parasitas patogênicos também fabricam sua própria GST para ajudá-los a inativar remédios
empregados para combatê-los.

Antioxidantes não-enzimáticos

A vitamina E (α-tocoferol) é o maior antioxidante lipossolúvel presente em todas as


83
membranas celulares e, portanto, atua na proteção contra a lipoperoxidação . Ela pode reagir
diretamente com uma variedade de oxiradicais, como o superóxido, a hidroxila, etc., e também com
o oxigênio singuleto84. A vitamina E foi primeiramente relatada em 1922, nos Estados Unidos, por
Evaris e Bishop, que demonstraram ser lipossolúvel e também fator essencial para reprodução
normal em ratos.
Primeiramente, o α-tocoferol inativo reage com o oxigênio singuleto e poderia, portanto,
proteger a membrana contra essa espécie. A vitamina E, localizada perto do citocromo P-450 no
fosfolipídio da membrana, varre os radicais livres formados no citocromo P-450. A seguir, a
vitamina C recupera a vitamina E reduzida.
A vitamina A tem pouca ação antioxidante e é incapaz de agir sobre o oxigênio singuleto,
mas seu precursor, o β-caroteno, é o mais eficiente ligante desta forma reativa de oxigênio
encontrada na natureza e pode agir como antioxidante. O β-caroteno, um pigmento presente em
todas as plantas, pode funcionar como precursor da vitamina A.
A vitamina C (ácido ascórbico) é hidrossolúvel e também age contra os radicais livres e o
oxigênio singuleto. O ácido ascórbico participa ainda da regeneração da forma reduzida e
666
antioxidante da vitamina E . O ácido ascórbico puro é sólido, branco, cristalino e muito solúvel em
água. Plantas e animais podem sintetizá-lo, com exceção de humanos, primatas e cobaias, que
não conseguem e necessitam obtê-lo na dieta66. O ácido ascórbico é necessário in vivo como
cofator de várias enzimas, sendo as mais conhecidas a prolina-hidroxilase e a lisina-hidroxilase,
envolvidas na biossíntese do colágeno. A deficiência do ascorbato na dieta humana causa o
escorbuto. A mais impressionante propriedade química do ascorbato é a sua habilidade para agir
como agente redutor (doador de elétrons).
A melatonina é um antioxidante conhecido, produzido pela glândula pineal e seu principal
hormônio foi descoberto por Lerner em 1958. Também é produzido em outros tecidos, tais como
retina e intestino grosso86. Recentemente, a melatonina foi descrita como participante da função
imune dos organismos e como um potente antioxidante. Exercendo a função de antioxidante, a
melatonina parece desencadear uma proteção substancial contra os radicais livres que são

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gerados em uma variedade de situações experimentais, incluindo a injúria por


esquemia/reperfusão. Por essa razão, ela vem sendo utilizada terapeuticamente em cirurgias e
transplantes85.
Existe, ainda, uma série de outros antioxidantes não enzimáticos que participam da defesa
contra os radicais livres nos seres vivos como, por exemplo, a ubiquinona (coenzima Q10), a
ceruloplasmina, o ácido úrico, a taurina, minerais (zinco, selênio, etc), os flavonóides e outros
compostos fenólicos de origem vegetal e um variado número de componentes derivados dos óleos
essenciais.

Peroxidação dos Lipídios

A peroxidação lipídica é o processo através do qual as ERO agridem os ácidos graxos


polinsaturados dos fosfolipídeos das membranas das células, desintegrando-as e permitindo, desta
feita, a entrada dessas espécies nas estruturas intracelulares.
Ácidos graxos polinsaturados são aqueles que contém duas ou mais duplas ligações
carbono-carbono (H2C=CH2 ), dos quais fazem parte principalmente os ômegas 3 e 6. Os ácidos

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graxos polinsaturados são, devido a suas múltiplas duplas ligações, excelentes alvos para o
66,73
ataque de radicais livres .
A membrana que rodeia as células e organelas celulares contém grandes quantidades de
ácidos graxos polinsaturados, por isso, ela é um dos componentes celulares mais atingidos pelas
ERO em decorrência da peroxidação dos lipídios. Esse processo acarreta alterações na estrutura e
na permeabilidade das membranas celulares. Há perda da seletividade iônica, liberação do
conteúdo de organelas e formação de produtos citotóxicos, culminando com a morte celular66,73.
Ácidos graxos com uma (monoinsaturados, ex. ômega 9) ou nenhuma dupla ligação
(saturados), são mais resistentes ao ataque que os ácidos graxos polinsaturados. O radical
hidroxila é reconhecido como a espécie iniciadora da peroxidação66,73.
A enzima fosfolipase é uma enzima presente nas membranas celulares e envolvida no
processo inflamatório. Quando ela é ativada pelas espécies tóxicas de radicais livres, desintegra os
fosfolipídeos das membranas, que liberam os ácidos graxos não saturados66 como o ácido
araquidônico, que inicia uma série de reações inflamatórias que resultam nas seguintes ações
deletérias dos peróxidos lipídicos:

⇒ Ruptura das membranas celulares (bombas NA/K e Ca/Mg);


⇒ Mutações do DNA - ácido desoxiribonucléico;
⇒ Oxidação dos lipídeos insaturados;
⇒ Formação de resíduos químicos como o malondialdeído;
⇒ Comprometimento dos componentes da matriz extracelular, proteoglicanos, colágeno e elastina.

Os peróxidos lipídicos possuem poder de ação maior do que as outras espécies tóxicas
primárias de O2 (O2•-, H2O2, OH•, O2), atingindo facilmente alvos mais distantes. A
lipoperoxidação deve ter também, um papel muito importante na proliferação celular,
especialmente em células tumorais. Há autores que sugerem que os produtos da lipoperoxidação
estão envolvidos no controle da divisão celular, sendo que a peroxidação de lipídeos está
inversamente relacionada com o crescimento tumoral87.
O ácido linoléico (ômega 6) e o óleo de girassol são produtos utilizados em testes de
avaliação do potencial de substâncias antioxidantes que conseguem impedir a peroxidação lipídica
(rancificação). Em um estudo132, os óleos essenciais de coentro (Coriandrum sativum), funcho
(Foeniculum vulgare), alecrim (Rosmarinus officinalis), sálvia negra" (Lepechinia schiedeana) e
orégano (Origanum vulgare), foram testados em comparação com os conhecidos antioxidantes
BHA, vitamina E e Trolox. Os óleos essenciais tiveram um efeito protetor superior contra os
radicais livres do que o BHA, a vitamina E e o Trolox, dentro da margem de concentração
examinada (1-20g L-1). O n-hexanal é um dos principais produtos secundários formados durante a
oxidação do ácido linoléico. O mais potente efeito protetor, correspondente a 90% na queda da
formação de hexanal, foi observado no óleo de coentro em 10 g L-1132.

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Além destes, um número variado de óleos essenciais também têm demostrado capacidade
de inibir a peroxidação lipídica como o milefólio260, turmérico (curcumina)29,253,268, manjericão
(linalol)108,262, limão (γ-terpineno)135,136,262, melissa258, gengibre (gingerol)223,268, alcarávia298, sálvia
dalmaciana298, cominho298, tomilho298, cravo298, segurelha256, camomila alemã265, mirra267,
olíbano262,267, mastique267, ylang ylang262,268, cipreste268, manjerona262, melissa (citral)258,
eucalipto268, pinheiro268, goiaba268, capim limão (citral)262,268, dragonhead266, canela
(eugenol/aldeído cinâmico)134,262,263 etc, em níveis comparáveis ou superiores aos do BHT,BHA e
vitamina E. Isso os torna úteis para uso na conservação de alimentos268 e na proteção celular
contra radicais livres.

Potencial antioxidante de óleos essenciais e alimentos

Muitas plantas na natureza, por viverem em meio ambiente onde estão intensamente
expostas aos raios do sol, privadas de água ou nutrientes, expostas a pragas etc, precisam gerar
potentes antioxidantes capazes de se proteger dos radicais advindos destes fatores de estresse.
A síntese de metabólitos secundários antioxidantes que absorvem entre 300-400 nm é

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significantemente aumentada pela exposição destas plantas à radiação solar UV90 fornecendo,
portanto, um alto nível de proteção contra oxidantes prejudiciais gerados termicamente ou pela
luz91. Tais antioxidantes possuem grande capacidade varredora de radicais livres, que podem estar
envolvidos em muitas doenças como o câncer, enfisema, cirrose, arterosclerose e artrites.
Os óleos, as gorduras e os alimentos que os contêm estão sujeitos, durante o
processamento e a estocagem, a reações químicas que podem alterar, de modo indesejável, as
características do produto final. Hidrólises e oxidações podem ser responsáveis por esse processo,
sobretudo a oxidação dos lipídeos. Antioxidantes são geralmente utilizados em óleos e comidas
gordurosas para retardar sua auto-oxidação92. Alguns antioxidantes sintéticos como butil-
hidroxianisol (BHA) e butil-hidroxitolueno (BHT), bastante utilizados em alimentos, revelaram-se
tóxicos em altas doses93. Desta forma, a pesquisa por antioxidantes naturais tem aumentado
bastante nos últimos anos94,95.
O ORAC (Oxigen Radical Absorbance Capacity) é um método de análise que mede a
capacidade de absorção dos radicais livres em substâncias naturais como alimentos, utilizando o
antioxidante Trolox (análogo hidrossolúvel da vitamina E) como padrão. É muito útil para avaliar o
potencial de inibição da lipoperoxidação por parte de um antioxidante.
Funciona através da medição da degradação da fluoresceína após ser misturada com o
radical peroxil. A decomposição oxidativa da fluoresceína é menos rápida na presença de
antioxidantes. É originado um gráfico da curva de decomposição (intensidade da fluoresceína vs
tempo) e a área debaixo da curva é calculada. São utilizadas diferentes concentrações de Trolox
para fazer a curva padrão e as amostras testadas são então comparadas com este. Os resultados
são expressos como equivalentes de Trolox.
O método foi originalmente desenvolvido por cientistas do Instituto Nacional do
97
Envelhecimento no Instituto Nacional de Saúde (NIH) em Maryland (EUA) , sendo considerado um
dos mais sensíveis e confiantes métodos para medir a capacidade antioxidante de uma substância
e a sua capacidade de inibir a ação danosa de radicais livres, com uma margem limite de erro de
+/-5%. Toda a medição da capacidade antioxidante é baseada no potencial de redução férrica, e
expressa como equivalente em micromol Trolox por 100 gramas (µTE/100 g).
Vários alimentos foram testados usando esta metodologia sendo os legumes e frutos
vermelhos os que apresentam potenciais mais elevados. A correlação entre esta elevada
capacidade antioxidante e o impacto positivo numa alimentação rica nestes alimentos
desempenham um papel importante na teoria dos radicais livres no envelhecimento.
Também foram testados óleos essenciais em múltiplos estudos. É observado que o índice
ORAC entre os estudos muda, em se tratando de óleos essenciais e alimentos, e isso pode estar
diretamente associado a fatores ambientais geradores de quimiotipos e variações constitucionais
das substâncias testadas.
Na tabela a seguir, o valor de ORAC para óleos essenciais foi retirado do livro “Essential
98
Oils Integrative Medical Guide e site “www.youngliving.com”, sendo que o de alimentos do site
101
“www.oracvalues.com” , postos lado a lado aqui para comparação de seus níveis de potencial
antioxidante.

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COMPARAÇÃO DE DIFERENTES ALIMENTOS E ÓLEOS ESSENCIAIS


NA ESCALA ORAC μ mol TE/100g.

Capacidade antioxidantre dos óleos Capacidade antioxidante de alimentos


essenciais
Cravo da Índia 10.786.875 Orégano (tempero seco) 200.129
Mirra 3.193.813 Açaí (fruto congelado) 161.400
Coentro 2.982.996 Cacao (concentrado e sem aditivos) 80.933
Funcho 2.383.680 Acerola 70.000
Sálvia esclaréia 2.209.727 Tomilho (planta fresca) 27.426
Cedro do Atlas 1.689.996 Manjerona (planta) fresca 27.297
Rosa 1.604.284 Wolfberry 25.300
Noz moscada 1.581.360 Farelo de arroz 24.287
Manjerona 1.390.055 Pimenta (concentrada) 23.636
Melissa 1.343.547 Noz pecan 17.940

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Ylang ylang completo 1.300.478 Gengibre rizomas (fresco) 14.840
Pau rosa 1.131.978 Hortelã pimenta (planta fresca) 13.978
Wintergreen 1.018.439 Orégano (planta fresca) 13.970
Geranio 1.010.011 Chocolate amargo 13.120
Gengibre 992.571 Cranberries (cruas) 9.584
Louro 989.447 Segurelha (planta fresca) 9.465
Pimenta negra 796.635 Chocolate ao leite 6.740
Vetiver 742.792 Blueberries (cruas) 6.552
Petitgrain 736.439 Melissa folhas (frescas) 5.997
Goldenrod (solidago) 619.026 Alho (cru) 5.346
Melaleuca ericifolia 610.865 Vinho vermelho (Cabernet Sauvignon) 5.034
Espicanardo 548.266 Endro planta (fresco) 4.392
Manjericão 540.024 Morangos (crus) 3.577
Patchouli 494.271 Figos (crus) 3.383
Abeto branco 478.728 Cerejas doces (cruas) 3.365
Estragão 378.664 Vitamina E (oleosa) 3.309
Hortelã pimenta 373.455 Maçã crua com a casca 3.082
Endro (dill ou aneto) 356.444 Pêra (crua) 2.941
Gálbano 261.826 Goiaba branca (crua) 2.550
Murta 253.512 Brócolis cozido à vapor sem sal 2.386
Cipreste 243.120 Granola (com passas) 2.294
Grapefruit 226.234 Goiaba vermelha (crua) 1.990
Hissopo 209.167 Abacate (cru) 1933
Tomilho 159.590 Pêssego (Cru) 1.814
Orégano 153.007 Pipoca de milho (estourada) 1.743
Sálvia dalmaciana (officinalis) 148.468 Rabanetes (crus) 1.736
Segurelha 113.071 Tangerinas, mandarinas (cruas) 1.620
Canela do Ceilão cascas 103.448 Grapefruit branco ou vermelho (cru) 1.548
Espruce canadense (tsuga) 71.314 Espinafre (cru) 1.515
Valeriana 61.935 Alfafa, brotos 1.510
Cisto (ládano) 38.648 Noni (Tahiti) 1.506
Eucalipto globulus 24.157 Castanha do Pará 1.419
Laranja 18.898 Brócolis (cru) 1.362
Capim limão (cidreira) 17.765 Uvas vermelhas (cruas) 1.260
Sempre viva 17.430 Chá verde 1.253
Ravensara 8.927 Limão, suco 1.225
Limão 6.125 Oliva, óleo extra-virgem 1.150
Olíbano 6.125 Uvas brancas ou verdes (cruas) 1.118
Hortelã verde (spearmint) 5.398 Batata branca (crua) 1.058
Lavanda 3.669 Cebola (crua) 1.034

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Alecrim QT cineol 3.309 Manga (crua) 1.002


Junipero 2.517 Alface (cru) 963
Camomila romana 2.446 Pimentões doces verdes (crus) 923
Sândalo 1.655 Kiwi (cru) 882
Banana (crua) 879
Lima, suco 823
Pimentões doces vermelhos (crus) 791
Milho amarelo (cru) 728
Laranja (suco feito na hora) 726
Cenoura (crua) 666
Vinagre de maçã 564
Milho congelado (sem preparo) 522
Repolho (cru) 508
Aipo (salsão cru) 497
Brócolis congelado (sem preparo) 496
Alho Poró (cru) 490

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Abóbora (crua) 483
Abacaxi (cru) 385
Tomate (cru) 367
Cenoura cozida à vapor sem sal 317
Funcho bulbo (cru) 307
Melancia 142
Limas (cruas) 82

Em outro estudo realizado 199696, os cientistas analisaram o efeito antioxidante de alguns


óleos essenciais em teste comparativo com o Trolox com os seguintes resultados:

ATIVIDADE ANTIOXIDANTE
ÓLEO ESSENCIAL
(mmolar Trolox equivalentes)
Canela folhas (Cinnamomum zeylanicum) 22.000
Pimenta negra (Pipper nigrum) 19.000
Bay (Pimenta dióica) 14.000
Mirra (Commiphora mirrha) 660
Tomilho QT timol (Thymus vulgaris) 260
Cedro do Atlas (Cedrus atlantica) 100
Ylang ylang ? (Cananga odorata) 26
Alecrim CT? (Rosmarinus officinalis) 10
Sálvia esclaréia (Salvia sclarea) 2
Olíbano (Boswellia carteri) 1
Erva-doce (Pimpinella anisum) <0.4
Lavanda (Lavandula angustifolia) <0.4

É importante observar contudo que a escala ORAC refere-se a 100g da substância.


Ninguém iria conseguir tomar 100ml de óleo essencial de cravo para obter 10.786.875 µTE, o que
é diferente para alimentos, pois vc pode tomar uma taça de um bom Cabernet Sauvignon e obter
5.034 µTE em dose única. Ainda assim, os óleos essenciais são uma das melhores fontes de
antioxidantes existentes, que podem ser adicionados na forma de uma simples gotinha na água
que você vai beber para reduzir o envelhecimento.
Nós precisamos cerca de 5.000 unidades de ORAC de antioxidantes diariamente para nos
prevenirmos dos danos da oxidação. Pessoas doentes, que praticam muita atividade física ou
possuem uma vida muito desregrada (fumam, bebem etc), precisam do dobro ou triplo.
A atividade antioxidante do plasma humano é 0,42 EP (erro padrão) e 0,02mM Trolox,
assim uma dose oral de 0,1ml (equivalente a 2 gotas) de óleo de canela (folhas) pode aumentar a
96
atividade antioxidante no plasma em 105% .

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Para o cravo, cada gota equivale a quase 5.000 unidades ORAC. Com um cálculo de
redução do valor ORAC de 100g do óleo de cravo da Índia para 0,1ml (10.786.875 µTE
(equivalente a 100gramas):1.000 (equivalente a 0,1ml) teremos como resultado o valor de
10.786,875 µTE, que corresponde a 2 gotas (0,1ml) de óleo de cravo da Índia.
Estas 2 gotas de óleo de cravo (0,1ml) teria o potencial antioxidante equivalente a 1,5 litros
de suco de laranja ou quase 20 kg de cenouras cruas.
Em outro exemplo, para se atingir o potencial antioxidante de 2 gotas de gerânio, teria de
se comer em torno de 700 gramas de melancia. Este é um óleo que pode ser utilizado em sucos
de maçã ou melancia (2 gotas para cada 1.500ml de suco batido em liquidificador), que fica
delicioso e, além de reduzir o avanço do envelhecimento, também age protegendo o organismo
contra um variado número de cânceres (mama, fígado, pele etc), dada a presença do geraniol, rico
99,100
nestas propriedades .
Vale dizer também que a combinação de diferentes antioxidantes, gera atividades mais
potentes, que funcionam de forma sinérgica. Pesquisas feitas com extratos obtidos via CO2 do
alecrim (Rosmarinus officinalis) somado à vitamina E, mostraram ação antioxidante superior à das
duas substâncias isoladas102.

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Também nota-se esta interação sinérgica de óleos essenciais e alimentos, onde
adicionando-se óleos essenciais a certos alimentos, estes tem aumentado em grandes proporções
seu potencial antioxidante. Vegetais são a mais importante fonte de componentes fenólicos na
dieta mediterrânea, responsáveis por esta dieta ser considerada uma das mais saudáveis do
mundo. Em uma pesquisa, dentro dos moldes da dieta mediterrânea, com a adição de 1,5% de
ervas aromáticas ricas em óleos essenciais às saladas havia um aumento de 150 a 200% da
capacidade antioxidante da porção de salada. Uma porção de salada enriquecida com manjerona
correspondeu à ingestão de 200 (SD 10) mg de substâncias fenólicas e 4.000 µTE (SD 300)
unidades ORAC. No mesmo estudo observou-se também considerável aumento da atividade
antioxidante dos alimentos com o acréscimo de gengibre e cominho, assim como quando se usava
131
azeite de oliva extra-virgem e o vinagre de vinho balsãmico .
Também descobriu-se em outro estudo, que componentes naturais de óleos essenciais,
quando aplicados sobre frutas como blueberries (Vaccinium corymbosum), reduziam sua
deteriorização e induziam a um aumento da síntese de outros antioxidantes, potencializando o
valor nutricional da fruta. O mais efetivo componente importante para retardo do aparecimento de
mofos foi o p-cimeno, seguido do linalol, carvacrol, anetol e perialdeído. Um tratamento dos frutos
com carvacrol, anetol ou perilaldeído, aumentou significativamente os níveis de frutose, glicose e
ácido cítrico, tornando as frutas mais doces. Flavonóides, como ácido clorogênico, quercetina e
antocianinas, que são potentes antioxidantes, também sofreram influência tendo seus níveis
aumentados130.
Os mesmos cientistas deste estudo deram continuidade aos estudos e fizeram outra
pesquisa com o morango (Fragaria x ananassas). A intensidade da deteriorização dos morangos
estocados a 10ºC reduziu significativamente pelo tratamento com timol (princípio ativo do óleo de
tomilho). Tratamentos com mentol e eugenol também suprimiram o crescimento de fungos, mas de
forma menos potente. Morangos tratados com os três componentes também mantiveram melhor
qualidade do fruto com altos níveis de açúcar, ácidos orgânicos, flavonóides, antocianinas, fenóis e
atividade antioxidante quando comparados aos frutos não tratados, sendo que o timol foi o
composto mais eficiente. Extratos das frutas que sofreram este tipo de tratamento exibiram
também forte inibição de células de câncer do cólon (HT-29) quando comparados aos extratos de
frutas não tratadas156.
Estas informações evidenciam que o uso de óleos essenciais no processo do
amadurecimento de frutas age como indutor da atividade enzimática, com consequente melhora do
sabor, valor nutricional, aumento da capacidade antioxidante e efeito anticancerígeno do fruto,
além de que reduz sua velocidade de deteriorização.
A informação acima citada pode ter imensa relevância na agricultura com o emprego de
óleos essenciais na melhoria do sabor e potencial nutricional dos alimentos.
Tal aplicação, também pode ser feita em casa, borrifando diariamente óleos essenciais
ricos nestes componentes e diluídos entre 2 a 3% em álcool sobre as frutas durante seu
amadurecimento.

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Vale ressaltar que plantas aromáticas e seus oleos essenciais são muito sensíveis à luz
(raios UV), e quando expostas a ela tendem a oxidar e a gerar radicais livres como subcompostos,
passando daí a ter atividade pró-oxidante (oxidativa). Contudo se conservados no escuro e
protegidos da luz seu potencial antioxidante mantém-se intacto271.
Na parte da alimentação, podemos amplificar o potencial antioxidante de tudo o que
comemos aromatizando nossas comidas com óleos essenciais naturais. Para isso, pode-se
misturar em 100ml de um bom óleo extra virgem (que pode ser de oliva, açaí, abacate, gergelim,
germe de trigo ou semente de uva que são ricas fontes de vitamina E e antioxidantes) cerca de 6-
10 gotas totais de óleos essenciais de especiarias como manjericão, estragão, erva-doce, funcho,
limão, canela, noz moscada, louro, manjerona, cominho, turmérico (açafrão), laranja, hissopo,
sálvia, grapefruit, cravo da índia, pimenta do reino, bay, bergamota, endro, alcarávia, alho, cebola,
alecrim, hortelã ou gengibre. São óleos terapêuticamente ativos e que não apresentam nenhuma
toxidade nesta diluição, até porque não se irá utilizar todo o azeite preparado de uma só vez.
Podem ser criadas assim, misturas maravilhosas, de sabores exóticos, inesquecíveis, com
alto poder antioxidante e preventivo de doenças, para uso diário na alimentação.

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Comportamento antioxidante dos óleos essenciais

O segredo do potencial antioxidante dos óleos essenciais está diretamente associado à


sua estrutura química. O isopreno, matriz principal da constituição das moléculas dos óleos
essenciais, é a quota máxima de eficácia de sua ação antioxidante; a arma principal dos
isoprenóides na neutralização dos radicais livres que deterioram as células. Quanto mais
isoprenos, maior a estabilidade da molécula isoprenóide e melhor a eficácia da mesma na
51
neutralização dos Radicais Livres .
Apesar de podermos nos basear na escala ORAC para avaliação do potencial antioxidante
de uma substância, é importante que fique claro que in vivo ela nem sempre se comporta como
nos testes laboratoriais e isto vale para os óleos essenciais.
Por exemplo, se formos nos basear na tabela ORAC, iremos crer que o óleo de limão com
660 µTE não tenha grande potencial antioxidante, pois muitos outros alimentos seriam mais
potentes. Mas um número variado de estudos aponta o óleo de limão e alguns de seus
componentes como potentes inibidores da lipoperoxidação, sendo muito útil no tratamento e
prevenção da arteroesclerose135,136. Mas as coisas não funcionam assim. Uma substância pode
funcionar como:

1) Antioxidante DIRETO (captando os radicais livres por uma ação direta sobre eles);
2) Antioxidante INDIRETO (induzindo a fabricação de enzimas antioxidantes nas células
como a glutationa, o que leva o próprio corpo a combater os radicais livres com maior eficiência);
3) Funcionar das duas maneiras.

O d-limoneno presente no limão (Citrus limonum), pelos estudos não mostra grande
potencial antioxidante se comparado a outros óleos, mas quando penetra as células do corpo,
induz a um aumento da glutationa (GSH)121,137, um dos mais importantes antioxidantes enzimáticos
do corpo, conforme já explicado, permitindo as células de se libertarem dos radicais livres. Este
efeito do d-limoneno e de alguns outros componentes de óleos essenciais sobre as taxas de
glutationa (GSH) estaria ligado a um efeito de estímulo sobre a enzima Glutationa-peroxidase (GP)
que torna a GSH ativa contra os radicais livres123. Neste caso o item 2 é o que tem maior
relevância.
Mesmo assim, um estudo demonstrou que o óleo essencial de algumas espécies de limas
e limões, como a lima Tahiti, muito empregada para fazer a bebida caipirinha no Brasil, possuem
ação antioxidante superior ao Trolox, destacando-se neste estudo os componentes geraniol
(também presente na palmarosa em 75-80%), terpinoleno e gama-terpineno133.
Resumindo, os melhores antioxidantes, são os que agem como no item 3, ou seja, das
duas maneiras. Algumas substâncias diterpênicas como o carnosol, ácido carnósico e rosmarínico,
presentes em extratos obtidos via CO2 do alecrim (Rosmarinum officinalis), possuem forte ação
antioxidante, empregada em alimentos139, captando diretamente os radicais livres, ao mesmo
tempo em que conseguem induzir as células a aumentar seus próprios níveis de antioxidantes

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como a GSH140. O próprio óleo essencial do alecrim destilado também tem se mostrado um
antioxidante bem efetivo261.
Em testes realizados com ratos, estes extratos de alecrim ricos em diterpenos conseguiram
impedir a falência hepática pela intoxicação com tetracloreto de carbono, por estimular a síntese
em grande demasia no fígado dos ratos de glutationa (GSH)138,139. É sabido que a depleção da
glutationa (GSH) hepática seja pela ingestão de medicamentos (ex.: antibióticos e analgésicos), ou
outras substâncias tóxicas, pode lesar os hepatócitos desencadeando conforme o grau, falência do
fígado e consequentemente a morte.
Drogas como o paracetamol (acetaminofeno) possuem potencial ação hepatotóxica com
casos registrados de morte por falência hepática142 ou grave intoxicação em crianças141,144. O
citocromo P450 hepático é uma enzima que metaboliza o paracetamol, formando um pequeno, mas
significante metabólito conhecido como NAPQI (n-acetil-p-benzo-quinone imine). O NAPQI é então
irreversivelmente conjugado com grupos sulfidrílicos da glutationa143, diminuindo sua concentração
e atividade até ocasionar sua total destruição145.
As autoridades médicas deveriam obrigar os laboratórios a comercializarem o
medicamento com os antídotos disponíveis, evitando assim, malefícios à saúde do consumidor

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desavisado, pois pessoas com cirrose, hepatite ou outras doenças degenerativas do fígado, jamais
deveriam ingerir medicamentos como este, que é vendido livremente nas farmácias, tanto isso é
verdade que médicos americanos fizeram um apelo veemente ao FDA (Food and Drugs
Administration) para que os produtos contendo acetaminofeno recebam tarja preta e o aviso: "Se
estiver tomando outro remédio que contenha acetaminofeno, cautela: este produto também contém
essa substância)141. Em 1977 conselheiros do FDA, também recomedaram que avisos mais
explícitos de perigo fossem feitos para que não se tomasse este remédio por mais de 10 dias
consecutivos “devido a poderem ocorrer severos danos hepáticos”205.
Certos óleos essenciais e flavonóides conseguem exercer um duplo efeito contra os danos
de drogas hepatotóxicas como o paracetamol. Eles agem como antioxidantes e aumentam os
sistemas dependentes de detoxicação via glutationa139. Assim, o uso de extratos via CO2 do
alecrim139,146 ou o d-limoneno121,122,123 são interessantes alternativas como antídotos para o
paracetamol.
No caso do d-limoneno, um estudo com ratos que ingeriram só o paracetamol na dose de
0,6% na dieta por 10 dias, houve uma redução de 46% da concentração da glutationa (GSH) e
aumento da atividade da Glutationa-S-Transferase (GST) no fígado do grupo de controle. O outro
grupo ingeriu 1% de d-limoneno na dieta por 10 dias juntamente com o paracetamol mantendo as
concentrações de glutationa (GSH) hepática em 92% sem alteração na atividade da GST. O d-
limoneno também aumentou a concentração de GSH em 23% no fígado de ratos que não fizeram
o uso do paracetamol na dose de 1% na dieta122.
O d-limoneno induz a um aumento na atividade da glutationa (t-GPx, Se-GPx and nSe-
GPx) causando com isso uma maior eficiente redução dos radicais livres, levando desta forma à
prevenção do câncer e danos nestes orgãos123,158. Este efeito do d-limoneno dos óleos cítricos
(limão, laranja, tangerina, grapefruit etc) sobre a glutationa também é de efeito extremamente
positivo no tratamento da cirrose148, hepatite147, esteatose149,150, danos causados pelo álcool149,
câncer122, entre outras doenças hepáticas, e deveria ter maior atenção da parte médica, dada à
sua baixa toxidade151.
O mentol, componente presente nos óleos de hortelã pimenta (Mentha piperita) e hortelã
do campo (Mentha arvensis) também mostrou em menores proporções, capacidade de proteger o
fígado contra danos ocasionados pelo paracetamol e pelo tetracloreto de carbono59. O paracetamol
produziu 100% de mortalidade na dose de 1g/KG em camungongos, enquanto a taxa de
mortalidade nos animais tratados com mentol (50mg/kg) foi reduzida em 40%.
Parte do efeito hepatoprotetor do mentol esteve envolvida em mecanismos de bloqueio de
canais de cálcio56,57. O conteúdo de cálcio nas células do fígado tem tendência a subir durante
estudos experimentais de danos hepáticos e drogas bloqueadoras de canais de cálcio como a
nifedipina e verpamil mostraram-se capazes de inibir o desenvolvimento de danos hepáticos
induzidos por diferentes hepatotoxinas como o paracetamol e o tetracloreto de carbono55. Também
a hepatoproteção esteve associada como à capacidade de preservar a glutationa no fígado e a
uma ação antiinflamatória do mentol58, devido à sua capacidade inibitória da lipoxygenase e
ciclooxigenase, enzimas envolvidas nos processos inflamatórios. Como antioxidante, o mentol se

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mostrou capaz de inibir radicais livres (ROS)23, sendo que em estudos com o óleo de várias
mentas, os componentes mentona, isomentona e 1,8-cineol foram os mais potentes neste
sentido258.
Dentre as verduras, aquelas mais ricas em compostos aromáticos, fenóis e flavonóides,
foram as mais potentes como antioxidantes e indutoras da atividade da glutationa. Os extratos de
vegetais crucíferos, como couve-de-bruxelas, brócolis, couve-flor e repolho foram os mais
eficientes neste sentido em um estudo comparativo157.
Como um antioxidante, a glutationa é essencial para ajudar os glóbulos brancos a
funcionarem no máximo de seu potencial sem serem impedidos de agir pela acumulação de
radicais livres durante o requerimento de oxigênio desenvolvido na resposta imunológica. Este tipo
de inatividade da parte do sistema imunológico é muito comum em pessoas que não se alimentam
adequadamente de antioxidantes, de substâncias indutoras da atividade das enzimas antioxidantes
como a glutationa, assim como de minerais alcalinizantes, comendo só produtos refinados e
industrializados. O hemograma mostra estar tudo normal, mas o sistema imunológico não
responde, pois está emparelhado pela acumulação de radicais livres.
Um exemplo disso acontece no Brasil com a “dieta da cesta básica”. A maior parte da

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


população de baixa renda do país, pela falta de condições financeiras acaba aderindo a uma
alimentação restrita em “arroz com feijão”, tendo baixa ingestão de legumes, frutas e verduras e
limitada ingestão de “boas” proteínas. Tal situação envolve um grave problema da saúde pública
brasileira.
Em um estudo científico, um grupo de ratos foi alimentado exclusivamente com a dieta
básica de “arroz com feijão”. Após 28 dias nesta dieta, os ratos apresentaram um significante
aumento (quatro vezes maior) da atividade da enzima hepática gama-glutamiltranspeptidase (GGT)
e uma concomitante queda de 50% na concentração de glutationa (GSH) hepática em comparação
161
com grupos que se alimentavam com a suplementação de caseína .
A gama-glutamiltranspeptidase (GGT) pode conferir resistência contra a toxidade induzida
por radicais livres relacionada à queda da glutationa em células durante a metabolização de drogas
hepatotóxicas162. Elevada atividade desta enzima também é associada com condições de privação
protéica e calórica163, sendo que a qualidade da proteína afeta significativamente a atividade da
GGT161. Isso também justifica o seu aumento no plasma sanguíneo de crianças ou mulheres mal
nutridas e seu retorno à normalidade após a recuperação nutricional163. Também é uma enzima
que se apresenta aumentada em pessoas com doenças graves do fígado.
A adição de aminoácidos sulfurados à dieta dos ratos reduzia a queda na glutationa (GSH)
e induzia a volta da normalidade das taxas de GGT161,164.
Tal queda de 50% de glutationa chega a ser similar aos 46% de redução também
ocasionada no estudo anteriormente citado com o uso de 10 dias consecutivos de paracetamol em
ratos122. Desta forma, se uma dieta baseada exclusivamente em “arroz com feijão” pode ocasionar
queda nos níveis de glutationa hepática (GSH) e aumentos do GGT, subtende-se que tal dieta
possa predispor o fígado a danos causados pela ingestão de remédios e outras drogas que
precisam de glutationa para serem destruídos. É importante dizer que a glutationa (GSH) está
envolvida na proteção intracelular contra componentes tóxicos165.
Tendo o nível de glutationa no fígado reduzido, também há a predisposição de danos na
mitocôndria das células se feito o consumo de álcool160. Sua queda originada de uma má nutrição
também pode causar incapacidade de desintoxicação no corpo de venenos e toxinas, queda nas
respostas do sistema imunológico frente a infecções, aumento de reações inflamatórias,
predisposição ao câncer e envelhecimento precoce.
É vergonhoso ver nutricionistas implantarem uma dieta “básica” fraca em frutas, verduras e
legumes até em hospitais brasileiros, junto a pacientes que deveriam ter uma ingestão elevada de
antioxidantes, enzimas, vitaminas e minerais para se recuperarem e fortalecerem seu sistema
imunológico. Torna-se pior quando este tipo de alimentação é oferecida a doentes com problemas
hepáticos ou que estejam tomando medicações que exigem glutationa para não ocasionarem
danos celulares, como alguns analgésicos, antibióticos, anti-retrovirais e quimioterápicos. Isso
explica porque alguns pacientes não conseguem se curar de certas doenças e ficam piores
mediante o uso contínuo de certos medicamentos que são administrados sem uma prévia correta
orientação dietética.

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Geralmente alimentos crus, como frutas, legumes, verduras e cereais integrais (farelo de
trigo, granola, aveia, etc), possuem alta concentração de antioxidantes e capacidade de induzir
aumento da atividade e concentração de enzimas antioxidantes no corpo. Contudo, quando alguns
destes e outros alimentos são cozidos, eles perdem estas enzimas devido ao aquecimento, e
passam a diminuir a concentração e atividade da glutationa. Foi o exemplo citado anteriormente
com o “arroz com feijão” e que se nota com outras leguminosas cozidas como a ervilha157. O feijão
rajado por exemplo, mostrou quando cru 7.779 µTE de potencial antioxidante na tabela ORAC e
depois de cozido isso caiu para 904 µTE 101.
Como Hipócrates já dizia, os feijões são tão ricos em nutrientes que poderíamos viver só
deles, se não fossem tão tóxicos61. Por isso, recomendava comer os feijões em pequena
quantidade e sempre acompanhados por algum cereal ou verdura, para equilibrá-los. A uma
pessoa doente, Hipócrates proibia os feijões. A sabedoria antiga até hoje prevalece, por mais que
a ciência avance.
O feijão de fato é um alimento muito rico em proteínas e ferro e quando comido deve
sempre vir acompanhado de alimentos ricos em antioxidantes. Contudo uma tabela nutricional não
cita tudo que um alimento tem, acabando por não por em relevância toda sua constituição. Só para

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


citar um exemplo de problemas deste tipo, vale citar também o caso do espinafre que antigamente
era indicado para tratar anemia:
O mito do espinafre começou com uma confusão muito tempo atrás, em 1870, envolvendo
um pesquisador americano, o Dr. E. Von Wolf. Um artigo publicado por ele saiu com um erro de
datilografia: faltou uma vírgula no número que indicava a quantidade de ferro do espinafre. O
resultado foi que a verdura ficou parecendo que tinha dez vezes mais ferro do que realmente
169
possuía .
O ferro é um mineral importante para o organismo humano e a falta dele provoca anemia
ferropriva, uma doença que geralmente deixa a pessoa sem fome, cansada, pálida, sem
disposição para o trabalho e com dificuldade para aprender.
Somente em 1937, químicos alemães decidiram reinvestigar o milagroso vegetal e
corrigiram o erro. Mas Popeye já estava por aí, propagando o mito do espinafre. O personagem
surgiu em 1929, nas histórias em quadrinhos, e em 1933 estrelou, pela primeira vez, um desenho
animado169.
O que poucos sabem, é que no mesmo país de origem do desenho (Estados Unidos), há
algumas décadas atrás, a ingestão de leite batido com espinafre (o objetivo era enriquecer a
bebida com ferro), causou a morte de crianças recém-nascidas. A doença ficou conhecida como
"doença do branco do olho azul", pois o branco dos olhos ficava dessa cor.
Posteriormente, descobriu-se que a presença do espinafre no leite era a causadora da
tragédia, mas na época (1951) o fato foi encoberto e o desenho do marinheiro Popeye continuou a
ser exibido. O espinafre é um dos alimentos vegetais que mais contém cálcio e ferro. Entretanto,
esses dois minerais são pouquíssimo aproveitados pelo nosso corpo, já que o alto teor de ácido
oxálico no vegetal inibe a absorção e a boa utilização desses minerais pelo nosso organismo. Os
estudos mostram também que o ácido oxálico do espinafre pode interferir com a absorção do
cálcio presente em leites e seus derivados. Esse fato sugere que o espinafre em uma refeição
pode reduzir a biodisponibilidade de cálcio de outras fontes que são consumidas ao mesmo tempo.
Outra grande preocupação é o possível efeito tóxico que a ingestão de grandes
quantidades dos fatores antinutricionais presentes na planta pode causar nas pessoas. Com o
objetivo de avaliar todos esses problemas, em 1998 uma pesquisa, que resultou em uma tese de
mestrado, foi desenvolvida na ESALQ/USP. O estudo intitulado "Avaliação química, protéica e
168
biodisponibilidade de cálcio nas folhas de couve-manteiga, couve-flor e espinafre " teve como
objetivos verificar se determinadas plantas podiam ser utilizadas na dieta humana, sem causarem
prejuízos à saúde e o bem estar do indivíduo. Ensaios conduzidos com animais experimentais
avaliaram o valor nutricional das folhas já citadas e verificaram o efeito dos níveis de ácido oxálico
e ácido fítico na biodisponibilidade do cálcio, ou seja, no seu bom aproveitamento pelo organismo
dos animais.
Como conseqüência desse fato, os animais alimentados com a folha de espinafre
morreram na primeira semana, e portanto, não puderam ser avaliados até o final do estudo. Várias
tentativas foram feitas, utilizando dietas com folhas de espinafre cozidas (acreditava-se que o calor
pudesse destruir os fatores tóxicos presentes) ou folhas de espinafre provenientes de outros locais

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(livres de agrotóxicos que pudessem ter influência). Contudo os mesmos resultados repetiram-se,
ou seja, houve a morte dos animais com hemorragia, tremores e perda de peso. Os rins dos
animais mortos foram retirados e analisados pela Faculdade de Odontologia de
Piracicaba/UNICAMP. De acordo com o laudo apresentado pelo Departamento de Patologia, foi
comprovado inchaço renal, indicando uma nefrotoxidade, edema celular e depósito de substâncias
aparentemente cristalizadas nos túbulos renais, o que provoca disfunção renal168.
De acordo com vários pesquisadores, a explicação provável estaria na presença do ácido
oxálico no alimento, que além de causar um balanço negativo de cálcio e ferro, em doses
superiores a 2g/Kg de peso, pode causar toxicidade nos rins. Já o ácido fítico (também existente
na soja170), quando na proporção de 1% na dieta, seria o responsável pela redução do crescimento
dos animais jovens. Na década de 80, estudos já atribuíam ao ácido oxálico sintomas como lesões
corrosivas na boca e trato-intestinal, hemorragias e cólica renal, causados pela ingestão de plantas
ricas nesta substância168.
Se Popeye fosse de verdade, com certeza teria morrido de anemia perniciosa e
osteoporose por ingerir tanto espinafre!
Enfim, finalizando, nem tudo é como se diz ou se crê, principalmente quando analisado de

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


uma perspectiva superficial, dentro de um único ponto de vista ou ainda quando envolve interesse
financeiro de grupos da sociedade. Uma mudança de hábitos e aceitação de novas verdades é
algo muitas vezes difícil de ser feito.

Controversa na hepatotoxidade do cravo

Na página 132 do livro Essential oils Safety14, Robert Tisserand cita que o óleo essencial
de cravo da Índia e seu componente majoritário o eugenol, são hepatotóxicos e que reduzem a
síntese de glutationa (GSH) causando danos nos hepatócitos, se usado principalmente via oral.
Contudo esta informação é não é correta.
O estudo que Tisserand cita como referência em seu livro, foi realizado por Mizutani et al e
teria sido publicado no jornal “Research Communications in Chemical Pathology & Pharmacology”
em junho de 1991 sob o título “Hepatotoxicity of eugenol and related compounds in mice depleted
of glutathione: structural requirements for toxic potency152”. Na citação o autor comenta da
interação medicamentosa do eugenol que leva a hepatotoxidade. O estudo realizado envolvia um
tratamento de camundongos com o eugenol a altas doses (400-600 mg/kg, po) em combinação
com um inibidor da síntese de glutationa (GSH), a butionina sulfoximina (BSO). Este componente é
um aminoácido sintético que inibe a síntese da glutationa através da inibição irreversível da enzima
gama-glutamilcisteína sintetase. A inibição dessa enzima representa um passo crítico na
biossíntese de glutationa. Tem-se demonstrado que ela inibe a resposta proliferativa dos linfócitos
T em humanos, além da inibição macrofágica.
Neste estudo, foi administrado o BSO cerca de 1 hora antes do eugenol, desenvolvendo
hepatotoxidade caracterizada por aumento do peso do fígado, congestão e necrose dos
hepatócitos. Drogas inibitórias do metabolismo como dissulfeto de carbono, metoxisaleno e
butóxido de piperonila preveniram ou significantemente reduziram o efeito hepatotóxico do eugenol
administrado conjuntamente com o BSO. Em paralelo, o tratamento com fenobarbital aumentou a
toxidade. O estudo concluiu que o eugenol é metabolizado pelo citocromo P450 e que a lesão do
fígado é causada por meios inadequados de detoxificação dos metabólitos nos camundongos com
glutationa (GSH) hepática deprimida pelo BSO. Outros fenóis análogos ao eugenol também foram
examinados sobre a sua habilidade de causar danos hepáticos com administração simultânea com
BSO com efeitos similares.
No mesmo ano, o autor deste estudo publicou outro artigo neste mesmo jornal em julho de
1991 sob o título “Hepatotoxicity of eugenol in mice depleted of glutathione by treatment with DL-
buthionine sulfoximine159”. Onde citava que “o eugenol sozinho em dose (acima de 600mg/kg) não
produziu nenhuma hepatotoxidade”.
Estudos também demonstraram inibição da glutationa (GST) pelo eugenol na presença da
enzima tirosinase(?24), utilizada para oxidar o eugenol. Nenhuma inibição foi observada quando a
tirosinase não estava presente45.
Outras pesquisas demonstraram que o eugenol possui capacidade, em baixas doses, de
aumentar glutationa (GSH)112 e induzir a enzima glutationa-s-transferase (GST)126 no fígado e

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intestino delgado de ratos, havendo relação direta disto com propriedades anticancerígenas. Este
efeito também se soma à sua atividade antioxidante frente a radicais livres e inibição da
peroxidação lipídica, que é superior ao BHT e BHA167.
Este efeito antioxidante e indutor sobre a glutationa confere ao eugenol e ao óleo de cravo
na verdade potencial hepatoprotetor, confirmado em testes contra danos ocasionados pela
administração de tetracloreto de carbono (TCLC) em ratos. Nas doses de 0,2, 1,0, 5,0 ou
25,0mg/kg dados 3 vezes ao dia por 3 dias consecutivos, o eugenol preveniu a falência hepática
induzida pelo TCLC. O efeito protetor foi mais evidente nas doses de 1,0 e 5,0mg. Não observou-
se nenhuma alteração histológica ou morfológica no fígado, contudo o eugenol não preveniu a
queda na atividade do citocromo P450 e da G-6-Pase microssomal sugerindo que danos ao retículo
endoplasmático não são prevenidos166.
Para entender melhor o que aconteceu no estudo citado por Tisserand152, pegamos como
exemplo o caso da vitamina C. Em estudos de peroxidação lipídica, o ácido ascórbico (vitamina C)
nas cinco concentrações analisadas apresentou atividade pró-oxidante (induziu à oxidação) que foi
proporcional à sua concentração. Isso ocorreu porque o ácido ascórbico, após doar os dois
hidrogênios redutores, ficou passível de receber elétrons, devido ao radical ascorbila formado, que

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


é um agente oxidante171,172, ou seja, ele se transformou em um radical livre. Tendo a presença
sinérgica da vitamina E, este radical ascorbila é estabilizado e a vitamina C volta a seu estado
normal agindo como efetivo antioxidante. Este é um processo natural que acontece nas células do
corpo todos os dias.
Muito provavelmente, as células do fígado, privadas da glutationa pelo uso do BSO,
ficaram impedidas de livrar-se dos metabólitos (radicais livres) formados do eugenol como a
quinona metídeo eugenol38,39,40, tendo por conta disto sofrido danos graves em seu retículo
endoplasmático e em outras estruturas internas, o que lhes ocasionou a morte. É de conhecimento
também que hepatócitos com níveis de glutationa reduzidos são mais sucetíveis à citotoxidade de
diferentes substâncias. Por conta disto, os efeitos citotóxicos dos metabólitos do eugenol, são
acentuados quando há baixa disponibilidade de glutationa nas células, ou quando o mesmo é
utilizado paralelamente com alguma droga que a deprima e/ou induza a atividade da enzima
citocromo P450, responsável mela metabolização do eugenol. Vale ressaltar que o aparecimento do
metabolito tóxico do eugenol, quinona metídeo eugenol38,39,40, foi prevenido pelo uso de glutationa
(GSH) ou ascorbato (vitamina C) em estudos com ratos.
O tema aqui exposto se torna controverso, por existirem estudos, já citados anteriormente,
onde se notou que o eugenol aumentava os níveis de glutationa (GSH)112 e induzia a enzima
glutationa-s-transferase (GST)126 e não o contrário, ficando possivelmente tal toxidade relacionada
com a dose empregada e as pré-condições gerais do fígado e da dieta dos animais ou das
pessoas. Vale citar um estudo que põe em cheque mate esta questão, onde se notou em exames
de sangue de camundongos que quando eram empregados os óleos de orégano, canela, tomilho e
cravo, em doses baixas de 0,1-0,25 houve aumento da atividade da enzima glutationa peroxidase
(GP), enquanto doses de 1% causaram sua queda. O estudo conclui afirmando que altas doses de
óleos essenciais tem efeitos adversos no metabolismo dos camundongos, representado por queda
no seu peso, mas que em baixas concentrações ocorre o contrário, com positivo efeito nos níveis
antioxidantes dos animais264.
Na tentativa também de avaliar a toxidade do eugenol em seres humanos, em 1996 foi
feito um estudo com voluntários54. Os participantes ingeriram durante 7 dias consecutivos 150mg
de eugenol (equivalente a 3 gotas de eugenol ou cerca de 5 gotas do óleo de cravo com teor
médio de 50-70% de eugenol). Após uma semana de pausa, reutilizaram por mais 7 dias seguidos.
Nos dias 8 e 22 amostras de sangue foram colhidas para avaliação bioquímica. Não se viu
nenhuma alteração clínica no grupo de placebo ou no que ingeriu o eugenol, indicando que a
administração de eugenol em 150mg por 7 dias contínuos intercalando com pausa de uma semana
e volta ao uso por mais 7 dias, não tem efeitos tóxicos. Nos dias 8 e 22 foi administrado
paracetamol (500 mg p.o.) como substância teste para medir a capacidade de biotransformação da
fase II. Então a atividade da enzima glutationa-s-transferase (GST) foi determinada nos eritrócitos e
plasma sanguíneo mostrando pequena redução54.

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O cérebro e os óleos essenciais

Os radicais livres também estão envolvidos com danos aos nervos e ao processo de
envelhecimento cerebral, que leva ao esquecimento, déficit de memória, raciocínio lento e
degeneração neural. Pesquisadores demostraram capacidade do óleo de cravo e de tomilho de
protegerem o cérebro e os olhos de danos dos efeitos deletérios dos radicais livres. Eles relataram
que o cravo aumenta os níveis de DHA em 30% nas retinas de ratos velhos180. O DHA (ácido
docosahexaenóico) é uma das principais gorduras do tipo ômega 3, que fazem parte da
constituição dos neurônios e da retina, sendo a sua falta origem da degeneração macular e de
distúrbios como a depressão, déficit de atenção e senilidade cerebral.
Em 1997, outra pesquisa184 mostrou que o eugenol possui a capacidade de proteger os
neurônios do cérebro da perda de oxigênio (como na isquemia) e de danos ocasionados por
excitotocinas (como o glutamato monossódico183 e o aspartame181,182,185), que causam morte
prematura de estruturas do cérebro através de estimulação excessiva, ou induzem ao câncer182,185.
Na pars compacta da substância negra (SN) do cérebro, a neuromelanina é conhecida

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


como principal armazenador de ferro, tendo relação direta com a cor destes neurônios. Ela não é
detectável durante o primeiro ano de vida e aumenta a partir da segunda década, continuamente,
até os 80 anos190.
Suspeita-se que agentes tóxicos presentes em pesticidas e metais de transição como
manganês e ferro, e que são geradores de espécies reativas de oxigênio (ROS)186,187, se
associem à neuromelanina188. Por exempo, em um estudo notou-se que indivíduos que foram
expostos a pesticidas, tiveram 70% maiores níveis de incidência da doença de Parkinson do que
aqueles que não foram expostos189. È importante também citar que o autismo em crianças também
tem sido associado à presença de pesticidas geradores de ROS199.
A neuromelanina foi identificada como uma melanina neural com forte habilidade quelante
para o ferro e com afinidade para compostos como lipídeos, fármacos dopaminérgicos (haloperidol,
cloropromazina, imipramina), pesticidas como o cyperquat e paraquat (1-methyl-4-
phenylpyridinium), tendo assim, consistente função protetora dos neurônios194. Contudo, seu efeito
protetor pode ser extinto em condições de sobrecarga de toxinas.
A neuromelanina também mostrou habilidade quelante do 1-metil-4-fenil-1,2,3,6-
tetrahidropiridina (MPTP). Este composto é obtido por erro de síntese química e é injetado por
drogados como contaminante de derivados da meperidina ou da heroína sintética. Após algumas
horas ou dias, dezenas de pacientes desenvolvem sinais e sintomas de Parkinson
irreversível195,200.
A neuromelanina da SN armazena grande quantidade de ferro que pode migrar
progressivamente para o citosol durante a patogênese da doença de Parkison, aumentando os
radicais livres (ROS) e fazendo com que os neurônios dopaminérgicos nigrais sejam peculiarmente
suscetíveis ao estresse oxidativo194. O desmantelamento da neuromelanina, possivelmente e
primariamente, provocado pela falta da vitamina B2 e de seus metabólitos ativos pode,
evidentemente, levar à liberação de metais de transição e neurotoxinas orgânicas cumulativamente
captados pela neuromelanina, provocando efeito contrário à sua função tamponadora original195.
Evidências histológicas demonstram que neurônios mais pigmentados são os primeiros a
degenerarem na doença de Parkinson191. Qualquer evento que concorra para aumentar o potencial
oxidativo desses neurônios (mobilização de Fe, aumento da concentração de dopamina
intracelular, estabilização de protofibrilas protéicas como α-sinucleína) poderiam constituir o evento
inicial desencadeante da cascata de degradação oxidativa192,193.
Antioxidantes tem atraído a atenção como meio de prevenir a progressão da doença de
parkinson. A dopamina, associada à eficiência do processamento de informação, quando entra em
queda, como na doença de Parkinson, causa problemas de memória e de concentração. O
eugenol em injeções intracerebroventriculares em ratos entre 3 a 7 dias preveniu a redução da
dopamina e seus metabólitos por uma ação direta e indireta. A ação indireta esteve relacionada
por um efeito de prevenção da peroxidação lipídica e aumento da glutationa (GSH) e l-
ascorbato112.
Apesar de tal estudo ter sido feito com injeções, é possível que a interação sinérgica de
outros antioxidantes como ácido lipóico, coenzima Q10, ascorbato, tocoferol, metilcobalamina, n-

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acetil-cisteína, somado à poderosa atividade indutora enzimática e antioxidante dos óleos


essenciais via oral, possam agregar potente ação neuroprotetora e preventiva do avanço da
doença de Parkinson e outras patologias degenerativas dos nervos como a esclerose múltipla,
Alzheimer, assim como também do autismo. A inalação é uma porta aberta para o cérebro, e esta
forma de uso também poderia apresentar nas combinações sinérgicas já citadas, consideráveis
efeitos.
Vale citar também que o estresse oxidativo ocasionado pelos radicais livres e níveis
reduzidos de glutationa no cérebro, tem mostrado relação direta com condições psiquiátricas como
a esquizofrenia236, distúrbio bipolar236 e depressão225, e componentes capazes de aumentar sua
concentração no cérebro são de relevante importância na melhoria de tais distúrbios.
Além do eugenol, existem outros fenóis com considerável potencial antioxidante, sendo o
timol e carvacrol exemplos. Um estudo científico realizado com ratos mostrou que uma
suplementação com óleo de tomilho QT timol aumentou seu tempo médio de vida, devido ao
potencial antioxidante do tomilho111.
Grupos de ratos velhos (com 28 a 45 meses de idade) alimentados com óleos essenciais,
especialmente tomilho e cravo, apresentaram também melhora geral com ganho de peso, redução

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


da excreção de 3-metil-histidina, creatinina e redução da degradação protéica miofibrilar com
conseqüente retenção da massa corpórea221. O mesmo foi observado em galinhas suplementadas
com óleo essencial de tomilho202. Os níveis de excreção da creatinina e da 3-metil-histidina são
marcadores bastante precisos da degradação protéica muscular.
Outro estudo demonstrou que ratos que recebiam tanto tomilho ( 0.5% ou 2.0%) na
alimentação ou os principais componentes ativos do tomilho, o timol (50-200 mg/kg) e do orégano,
o carvacrol (50-200 mg/kg) uma vez ao dia por 7 dias consecutivos, tiveram seus níveis de
glutationa (GST) aumentados125,, tendo tal efeito intrínseca relação com os efeitos destes óleos no
processo do envelhecimento destes animais.
No processo natural do envelhecimento, e especialmente com o aumento da produção de
radicais livres, os níveis de DHA nos tecidos tende a diminuir. Como exposto anteriormente,
reduzidos níveis de DHA (ácido docosahexaenóico) se relacionam com declíneos na memória e
função cognitiva. Assim como o cravo mostrou ser efetivo na preservação dos níveis de DHA na
retina de ratos180, os mesmos pesquisadores descobriram que o uso diário do óleo de tomilho rico
em timol (42.5 mg/K por peso corporal) diminuiu drasticamente a degradação e perdas com a idade
do DHA no cérebro196. Surpreendentemente, níveis de DHA no cérebro de animais de 28 meses de
idade se assemelhavam ao de animais com 7 meses apenas. Em termos humanos comparativos
isso equivaleria a um idoso de 80 anos ter um cérebro com a constituição de um rapaz de 20 anos.
Estudos posteriores demostraram também que o tomilho não só preserva o DHA no
cérebro, mas também no coração, fígado e rins, prevenindo o surgimento de doenças
degenerativas nestes órgãos pela sua falta111,196.
Devido ao efeito positivo do óleo essencial de tomilho sobre os níveis de glutationa nas
células, descobriu-se que, assim como o eugenol do cravo da Índia166, em doses baixas o timol
também é um eficiente hepatoprotetor que protege o fígado de ratos contra danos provocados pelo
tetracloreto de carbono197.
A ação antioxidante do tomilho se extende também sobre o sistema imunológico
(neutrófilos), onde acaba agindo na inibição de espécies reativas de oxigênio (ROS), como óxido
nítrico e peroxinitrito, responsáveis por processos inflamatórios201.
Outros óleos ricos em timol e carvacrol como o tomilho têm apresentado capacidade
antioxidante similar. A segurelha, por exemplo, mostrou-se capaz de inibir em 95% a peroxidação
do ácido linolênico presente no óleo de girassol256. Além destes, descobriu-se também que outros
óleos ricos em componentes distintos, como amêndoas amargas, noz moscada, pimenta e
estragão, assim como aqueles também ricos em constituintes majoritários presentes nestes óleos,
possuem efeitos próximos daqueles obtidos com o cravo e tomilho221.
Em ratos com danos cerebrais induzidos por álcool, a curcumina, um polifenol encontrado
na oleoresina e extrato via CO2 do turmérico (Curcuma longa), exerceu efeito neuroprotetor
resultante de sua capacidade de indução da glutationa (GST e GP) e redução da lipoperoxidação
nas membranas neurais. Adicionalmente, a curcumina também protegeu in vivo células endoteliais
do cordão umbilical da entrada do peptídeo β-amilóide, uma substância que induz estress oxidativo
e está involvida com a deteriorização neural observada na doença de Alzheimer. As membranas

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que revestem os eritrócitos também foram protegidas da ação deletéria dos radicais livres, assim
como os microssomos do fígado de ratos52,53. O turmérico é conhecido popularmente no Brasil
como açafrão da terra ou cúrcuma, sendo ingrediente responsável pela cor amarela do tempero
indiano “curry”.
A importância de uma boa alimentação rica em antioxidantes sobre a prevenção da doença
de Alzheimer pode ser vista também em um estudo feito com o suco natural de maçã nos EUA.
Ratos que ingeriram o suco reduziram a produção do peptídeo β-amilóide, responsável por formar
as "placas senis" comumente encontradas no cérebro de pessoas com esta doença, protegendo
também as células cerebrais do envelhecimento normal224.

“A diferença entre o remédio e o veneno é a dose”


Paracelso

Por tudo exposto anteriormente se nota que o problema da toxidade de muitos


componentes presentes nos óleos essenciais como os fenóis estaria relacionado com sua
dosagem264.

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


A questão da diferença entre a dose terapêutica e a dose tóxica é vista em vários sentidos,
por exemplo, até a radiação gama mostrou-se saudável como imunoestimulante em doses
extremamente baixas, quando comparada a doses altas (na radioterapia) que lesam e matam
tecidos312.
Por exemplo, existe o caso de falência hepática fulminante de um menino após a ingestão
de 10ml de óleo essencial de cravo (Syzygium caryophyllata)63. Há casos de envenenamentos
também seguidos de morte com 1 colher de sopa de óleo de cânfora em um adolescente de 16
anos103, 15ml de citronela ingerida por uma criança de 21 meses104 e a ingestão de 30ml de óleo
de eucalipto glóbulus105 por um menino de 10 anos de idade. Todas doses absurdamente altas!
Informações sobre a toxidade oral dos óleos essenciais tem sido frequentemetne alteradas,
modificadas e aumentadas por vários livros de aromaterapia, assim como pessoas desinformadas
ou com pouco estudo na área, levando as pessoas leigas a acreditarem serem os óleos essenciais
produtos altamente perigosos e que causam sérios danos á saúde.
É muito importante deixar claro, contudo que não existem casos relatados de intoxicação,
lesão ou morte em nenhuma literatura médica já publicada pelo uso de poucas gotas de óleos
essenciais com finalidades terapêuticas.
Como exposto, todos os casos de intoxicação com ou sem morte pela ingestão de óleos
essenciais, em humanos e animais, são descritos como o indivíduo tendo feito a ingestão de doses
extremamente elevadas60,63,103-106,208-218 ou seja, muito além daquelas poucas gotinhas em mel que
um aromatologista qualificado recomendaria para finalidades terapêuticas, mas infelizmente os
espalhadores de boatos não levam isso em consideração. O que poderia se esperar de alguém
bebendo 30ml105,214 ou 75ml215 de óleo de eucalipto, 10ml208,209 de tea tree, 10ml de absinto218,
30ml60 de poejo, ou ainda 2ml217 de tuia diariamente por 5 dias consecutivos?
Dentro das estatísticas médicas com drogas alopáticas, se vêem acima de 4.000 mil
mortes anuais por erosão intestinal e sangramento pela ingestão de remédios antiinflamatórios
não-esteroidais (ácido mefenâmico, indometacina, ibuprofeno, naproxeno)204 e 200 casos anuais
de morte por paracetamol204,205,207, onde um número significativos dos sobreviventes ficam com
danos irreparáveis do fígado. Nos EUA, cerca de 56.000 casos emergenciais são relatados por
overdose com paracetamol205,206,207. Vale citar também que o álcool mata 30.000 pessoas
anualmente e o câncer pulmonar 40.000, sendo muitos casos relacionados ao cigarro204.
Para informação, nenhuma estatística significante foi publicada pela “Unidade Nacional de
Envenamentos203,219” na literatura mundial relatando toxidade humana com óleos essenciais. Ao
longo de muitos anos existem apenas poucas descobertas de mortes resultantes da ingestão de
óleos essenciais. Há um número menor de casos de desordens estomacais pelo consumo
excessivo e poucos casos tiveram problemas mais sérios como resultado, incluindo desordens
funcionais do fígado, mas em alguns casos após a recuperação, as funções do fígado e de outros
órgãos voltaram ao normal.
Óleos essenciais ricos principalmente em fenóis e aldeídos podem causar em doses
inapropriadamente altas lise da membrana plasmática levando as células à morte62,114,175. Assim,
apesar do grande potencial antioxidante e terapêutico de componentes como o eugenol, timol e

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carvacrol, se empregados em doses inapropriadas, podem ocasionar mais danos do que


benefícios e acabar danificando o fígado e outros órgãos, ao invés de protegê-los. Vale também
citar que, em baixas doses o eugenol em um estudo teve efeito positivo inibindo a destruição da
gordura que forma a membrana que reveste os glóbulus vermelhos220. A destruição desta
membrana danifica a habilidade dos glóbulus vermelhos de transportar oxigênio para as células e
pode ocasionar em altas proporções a lise celular.
Dentro de um aspecto comparativo, cada substância dos óleos essenciais possui um grau
de toxidade diferente. No caso de componentes como o d-limoneno, estudos demonstraram que
doses altas (1-16gramas154) ao dia não apresentam toxidade e se mostraram efetivas no
tratamento de um variado número de cânceres107,154. Fenóis, aldeídos e alguns outros
componentes de óleos essenciais, se ingeridos nestas proporções, poderiam causar sérias
intoxicações e levar à morte.
Enquanto existem relatos de morte pela ingestão de 10ml de alguns óleos essenciais,
outros óleos geralmente ricos em monoterpenos hidrocarbonetos, mesmo em doses altas não
chegam a ser tão tóxicos154. Há o relato, por exemplo, de uma senhora que ingeriu numa tentativa
de suicídio quase 500ml de óleo de pinheiro, saindo viva após fazer uma hemodiálise106. Com

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


certeza se ela tivesse empregado os óleos de cravo, canela, tuia ou tea tree, teria falecido
imediatamente sem tempo para fazer qualquer tratamento sintomático.
A questão da diferença da dosagem terapêutica e da tóxica também pode ser observada
em um estudo feito com o óleo essencial de sálvia dalmaciana (Salvia officinalis) em células
hepáticas frescas isoladas de ratos. Os resultados demonstraram que o óleo essencial não é tóxico
quando presente em concentrações abaixo de 200nl/ml; sendo que somente na diluição de
2.000nl/ml, (ou seja, 10X mais alta) foi observada lise celular com hemólise e queda na glutationa
(GSH), indicando danos celulares116.
Em um estudo já citado, baixas doses de óleo de orégano, canela e tomilho tiveram efeito
antioxidante positivo em exames de sangue de ratos, enquanto doses elevadas efeitos negativos e
altamente prejudiciais nos animais264. Assim, doses indevidamente altas de fenóis, aldeídos,
cetonas, éteres e alguns outros componentes de óleos essenciais acabam agindo como radicais
livres ao invés de antioxidantes, tendo efeito citotóxico permeado por estresse oxidativo que acaba
danificando as células62,114,116,175.
Finalizando, também vale dizer que alguns componentes da classe dos éteres (ex.
safrol178,179, estragol176,177) e cetonas (pulegona173,174) ao serem metabolizados no corpo, acabam
dando origem a metabólitos tóxicos para o fígado. No caso da pulegona, mesmo em doses baixas,
é prejudicial ao organismo humano, por ter tem metabolismo similar ao do paracetamol.

Óleos essenciais e rejuvenescimento da pele

Em aplicações cosméticas, componentes antioxidantes ou que interferem na atividade da


glutationa, catalase, superóxido e outras enzimas antioxidantes, possuem uma imensa importância
no tratamento e processo do rejuvenescimento da pele, que é ataca constantemente por radicais
livres da poluição atmosférica ou advindos de nossa própria alimentação e metabolismo.
Os radicais livres (ROS) exercem uma forte influência sobre a pele. Por exemplo, recentes
estudos mostraram fortes evidências do envolvimento do estresse oxidativo na patogenia de
247
úlceras que não se cicatrizam , comuns, por exemplo, em diabéticos e em pacientes acamados
(escaras).
O componente curcumina, encontrado na oleoresina ou no óleo obtido via CO2-TO de
turmérico (Curcuma longa) em aplicações tópicas na pele de camundongos mostrou-se capaz de
induzir aumento nos níveis de glutationa e a na atividade da enzima glutationa-s-transferase,
protegendo o DNA e regenerando os tecidos de maneira mais eficiente que a vitamina E. Ao
mesmo tempo inibiu a peroxidação lipídica nos tecidos da pele e causou bloqueio da atividade das
enzimas ciclooxigenase e lipooxigenase, ambas responsáveis por reações inflamatórias no
corpo29.
O tratamento com a curcumina também mostrou aumento nos níveis das enzimas catalase
e superóxido dismutase com conseqüente aceleração da cura de ferimentos e úlcerações246.
De maneira similar, o componente linalol, foi outro composto que apresentou potente
eficácia de ação como antioxidante, tendo margem de eficiência muito próxima à da vitamina E e

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do ácido lipóico na prevenção da peroxidação lipídica. De maneira complementear, a vitamina E, o


ácido lipóico e o linalool mostraram-se como meios terapêuticos para limitar danos da reação de
oxidação de ácidos graxos insaturados e poliinsaturados228,229. Isso talvez explique os efeitos
benéficos de óleos ricos em linalol como a lavanda e o pau rosa no tratamento de problemas de
pele e que são citados em dezenas de livros1-15.
Estudos demonstraram que a glutationa possui a capacidade de aumentar nas células sua
resistência ao calor o que ajuda na proteção contra queimaduras245. Isto se torna muito positivo
quando se pensa no uso de óleos essenciais indutores da glutationa em cosméticos com
finalidades de proteção da pele contra os raios UV do sol e na prevenção do câncer de pele, uma
vez que este também tem relação direta com danos oxidativos neutralizáveis normalmente pela
glutationa. De maneira similar alguns óleos essenciais (ex. hortelã, gengibre etc) também tem
atuado protegendo tecidos in vitro e in vivo contra danos ocasionados por radiações307-311.
Sobre a questão do câncer de pele, um estudo do Colégio de Medicina Baylor nos EUA
examinou os efeitos protetores que antioxidantes como a vitamina C e E, selênio, carotenóides etc,
tinham na sua prevenção. Dois grupos experimentais de animais foram expostos a tratamentos
com luz ultravioleta. Os animais de um grupo receberam uma dieta comum, enquanto os animais

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


do outro grupo receberam uma alimentação mais saudável rica nestes antioxidantes. Ao final de 24
semanas os animais foram avaliados. Cerca de 24% daqueles que ingeriram uma dieta dita
“comum” desenvolveram câncer de pele, enquanto nenhum câncer foi encontrado nos animais que
receberam uma alimentação mais saudável rica em vitaminas antioxidantes276.
Isso nos leva a pensar por que no planeta que nós vivemos, diante dos problemas todos
com a camada de ozônio, os animais que vivem soltos na natureza não estão desenvolvendo
câncer como nós seres humanos. Não se houve falar de coelhos, leões, focas, golfinhos ou baleias
com câncer. A não ser os cães e gatos que criamos com uma alimentação inadequada. Além
disso, nós fomos feitos sem roupa, adaptados a conviver com o sol enquanto vivíamos na
natureza, como os outros animais. Por que só agora na atualidade, e ainda vestidos, seríamos tão
sujeitos à esta doença?
Sabe-se que o câncer de pele inicia-se pela indução dos raios UV na peroxidação dos
lipídeos presentes na pele e que a presença de antioxidantes, como os óleos essenciais, que
inibem a lipoperoxidação mostram-se altamente benéficos na sua prevenção. Descobriu-se que
289-291
quanto mais gordura se tem na dieta, maior é a incidência do câncer , principalmente se estas
gorduras forem refinadas e livres de antioxidantes naturais. Uma dieta que é rica em gorduras
refinadas livres de antioxidantes não mantém tecidos saudáveis. Gorduras poliinsaturadas também
são mais sensíveis à oxidação do que as gorduras saturadas e as monoinsaturadas, e possuem
uma tendência maior a gerar radicais livres e câncer quando em excesso no organismo294,295.
O consumo de gordura poliinsaturada na alimentação da população tem aumentado
tremendamente nos últimos 80 anos. Em 1985, segundo pesquisas cada americano utilizava em
torno de 10 litros de óleo vegetal por ano. Quando comparado com 1909 onde o consumo não
chegava a 1 litro por ano este volume é extraordinariamente alto292. Isto explica o porquê de nos
últimos anos a incidência de câncer de pele ter aumentado tanto, assim como o envelhecimento
precoce da pele e a formação excessiva de manchas. O consumo de marganina por pessoa
também aumentou, entre 1950 e 1972 houve um aumento de 3 kg por pessoa ao ano para mais de
6kg292. Hoje estes números praticamente dobraram.
Devido aos problemas da formação de radicais livres, inibição da utilização de oxigênio
pelas células, aumento da produção de câncer e depressão do sistema imunológico, as gorduras
poliinsaturadas e gorduras trans estão implicitamente relacionadas à epidemia de câncer de pele
nos dias de hoje. Informações hoje acusam uma taxa de 300.000 casos por ano que vêm
aumentando rapidamente. De 1963 a 1973 os números de casos de câncer dobraram293.
O sol tem sido tachado como o grande vilão, enquanto na verdade um número variado de
estudos tem demostrado ser o sol indispensável para uma boa saúde e como agente útil no
tratamento de um variado número de cânceres296 e doenças277.
Infelizmente a população tem vivido uma pandemia fugindo do sol, sendo induzida ao uso
de protetores solares, óculos escuros, se protegendo de todas as formas possíveis, tornando-se
escravas da mesma indústria que lhes ensina a ter uma alimentação errada e fraca em
antioxidantes. Esta alimentação proporciona o aparecimento de doenças que para serem tratadas

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exigem que se compre remédios desta mesma indútria. É um ciclo vicioso, onde poucas pessoas
têm acesso a informações que mudam suas vidas.
Esta fuga do sol tem ocasionado outra doença de grau ainda maior que é a “fotofilia”, ou
“doença da ausência da luz”277, motivo de amplas discussões internacionais, pelo seu
envolvimento no aparecimento de várias disfunções, entre elas o próprio câncer.
A falta da luz do sol provoca a queda na produção de um dos hormônios de ação
regenerativa e antioxidante mais poderosa de nosso corpo, a melatonina278. Nós dormimos quase
que exclusivamente para fabricar a melatonina com o objetivo de regenerar as células do nosso
organismo do desgaste do dia.
Para produzir melatonina à noite, temos de estar em completa escuridão e devemos ter
tido contato visual com a luz solar de dia. Se não tomarmos sol, não adianta fica no escuro à noite,
que não fabricamos melatonina. Sem melatonina, surgem distúrbios hormonais, a pressão sobe,
aumentam os riscos de doenças cardíacas, depressão, distúrbio bipolar, mutações celulares que
levam ao câncer e outros distúrbios278.
A situação é tão grave, que após anos privados do sol, nós seres humanos estamos
desenvolvendo atrofia (calcificação) da glândula pineal (epífise), o que tem um impacto violento em

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


nossa saúde e comportamento, pois uma vez atrofiada, a pineal cessa de produzir melatonina279,
seratonina e pinolina. Um estudo realizado em 1974,demonstrou que mais de 60% dos americanos
tem glândulas pineais calcificadas quando chegam aos 50 anos de idade285. Hoje, com o medo do
sol, estes números com certeza são mais altos. No Japão, 9,9%286 das pessoas têm a glândula
pineal calcificada e na Nigéria 5,04%287 da população.
A pinolina é um poderoso antioxidante formado na glândula pineal durante o metabolismo
da melatonina280 e tem sido relacionado com nossa sensibilidade e percepção extra-sensorial281,
vivenciada comumente por pessoas durante uma oração, prática de cura com as mãos, estado
mediúnico, sonhos282 ou meditação. Sem pinolina, some nossa conexão com Deus! Isto talvez
explique o comportamento anti-espiritual da humanindade na atualidade e a ganância e o
esquecimento de princípios maiores.
À pinolina têm se atribuído um efeito alucinógeno similiar ao da cocaína, porém não
danoso ao organismo, induzindo a sonhos lúcidos e halucinações282. Tem-se também relacionado
os efeitos da pinolina como sendo semelhantes àqueles obtidos com o DMT (dimetiltriptamina)
encontrado na Ayhuaska, chá utilizado pelos índios e algumas religiões como o Santo Daime e a
União do Vegetal com objetivo de ter visões283. É considerado que a arruda Síria (Peganum
harmala), planta usada na medicina ayurvédica com objetivos similares aos da Ayhuaska, também
tenha pinolina entre seus alcalóides constitucionais281.
A queda na produção da melatonina, devido à calcificação da glândula pineal, estimula a
produção de estrogênio e aumenta a incidência de câncer de mama284.
Quando ratos jovens são mantidos em contato com a luz continuamente, eles vêem a
desenvolver sua sexualidade muito mais cedo do que aqueles em contato com os ciclos da noite e
do dia. Ratos são ativos durante a noite enquanto humanos são ativos durante o dia. Eles, portanto
possuem uma resposta muito diferente para com a luz297. Crianças humanas quando são mantidas
no escuro (como aquelas que ficam mais dentro de casa principalmente de cortinas ou persianas
fechadas), vem a desenvolver sua sexualidade muito mais cedo. Esta é a razão de tantas meninas
pequenas estarem menstruando antes do tempo, por que ficam enclausuradas dentro de
apartamentos privadas da luz solar289. Isto é algo que tem acontecido muito nas pessoas que
vivem na cidade, diferente daquelas que vivem no campo, onde as crianças têm mais contato com
a luz. As alterações provocadas pela falta de sol, com cliclos hormonais antecipados, tendem a
interferir também com o processo natural do envelhecimento, que tende a ser mais rápido.
Câncer de pele e melanomas são associados à atrofia da glândula pineal e a não produção
mais de melatonina no corpo279. Juntando isso à uma alimentação “básica” privada de
antioxidantes e de uma ingestão excessiva de gordura poliinsaturada, fica então bem claro os
motivos e origens reais do câncer de pele na atualidade288.
A glutationa em dose dependente inibe a síntese de melanina na pele248, ao mesmo tempo
que aumenta sua resistência à queimaduras e aos raios solares245. Este efeito acontece por uma
capacidade da glutationa de inativar a enzima tirosinase, responsável pela síntese de melanina.
Isso evidencia possibilidades de seu uso no tratamento de manchas escuras de pele249.

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Uma superprodução de melanina pode estar asociada ao câncer de pele e a


hiperpigmentação. Em um estudo, extratos de colônia de Java (Alpinia galangal) e turmérico
(Curcuma aromatica) foram capazes de induzir aumento na atividade da enzima glutationa
peroxidase e nas concentrações de glutationa (GSH) na pele protegendo-a contra danos
ocasionados pelos raios UV. Análises mostraram que os componentes ativos foram o eugenol e a
curcumina, ambos potentes antioxidantes250. Em outras pesquisas o eugenol e a curcumina
mostraram ações similares20.
No caso do óleo de canela do Ceilão, tanto o eugenol quanto o cinamaldeído apresentaram
grande potencial também como inibidores da tirosinase. Esta pesquisa foi feita com extratos via
CO2-TO das cascas da canela, que se mostraram capazes de reduzir a formação de manchas
insolúveis de melanina na pele18. No caso dos óleos cítricos, o citral e o mirceno foram os
componentes mais eficientes neste processo19.
Em muitos casos, como no alecrim e gengibre, os extratos obtidos por hexano (concretos e
absolutos) e CO2 tem se mostrado mais eficientes no controle da oxidação do que os óleos
esssenciais destilados por conseguirem arrastar compostos polifenólicos mais potentes como
antioxidantes275.

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


A respeito da capacidade preservativa dos óleos esenciais, um número variado tem se
mostrado muito eficiente. O mastique, a mirra e o olíbano são exemplos que têm sido pesquisados
sobre seu potencial antioxidante na conservação de cosméticos e medicamentos267.
Os hidrossóis (águas da destilação) dos óleos essenciais também têm demonstrado
potencial antioxidante considerável, ainda pouco valorizado pela indústria. Podem ser empregados
em cosméticos com finalidades de tratar da pele, regenerar tecidos e aumentar o tempo de
conservação dos cosméticos15. A triste realidade é que, contudo, a maior parte das destilarias joga
fora este produto como resto de sua produção.
No caso do hidrossol de gerânio, este foi testado quanto ao seu potencial antioxidante
conjuntamente com o óleo mostrando ambos, forte atividade antioxidante21. Sabe-se que o
componente geraniol presente no óleo de gerânio e em seu hidrossol, possui capacidade indutora
da glutationa120 e forte atividade antioxidante235, utilizado inclusive contra variados tipos de
cânceres232-234. Vale ressaltar que outros hidrossóis têm demonstrado potenciais similares15.

Fatores ambientais e sua interferência na capacidade antioxidante dos óleos essenciais

A diversidade química e biológica das plantas medicinais depende de vários fatores como
a área de cultivo, condições climáticas, fase vegetativa assim como modificações genéticas270. As
plantas aromáticas são cultivadas e comercializadas há séculos, havendo ainda poucas
informações sobre o efeito da fertilização sobre a atividade destas plantas.
Em um estudo realizado entre 2002-2006 com a lavanda, descobriu-se que a fertilização
leve com nitrogênio diminuiu a concentração de componentes fenólicos (responsáveis pela ação
antioxidante da planta) nas flores e nenhum efeito sobre a clorofila e carotenóides, contudo houve
aumento da concentração destes fenóis, carotenóides e clorofila nas folhas. A atividade
antioxidante nas flores da lavanda foram mais altas no tratamento de fertilização co nitrogênio na
dose de 50 kg N·ha-1 e diminuído nas concentrações de 100 e 200 kg N·ha-1269.
No caso da camomila, a fertilização com nitrogênio aumentou o rendimento do óleo
essencial entre 25-42%, não havendo diferenças na composição do óleo essencial272.
A palmarosa com a aplicação de 200 kg ha-1 ano-1 de nitrogênio aumentou o rendimento
total da massa foliar da erva em 104.5% e rendimento total do óleo essencial em torno de 102.6%,
quando comparado com o grupo de controle. A adição de potássio em 123 kg ha-1 ano-1 aumentou
o rendimento da massa foliar da erva em 21.8% e o teor de óleo essencial por volta de 23.7%.
Neste caso, o óleo manteve níveis normais de geraniol (75-84%) e acetate de geranial (7.8-
13.3%)273.
Possivelmente o uso de agrotóxicos deve ocasionar alterações também no rendimento e
teor de compostos antioxidantes nos óleos essenciais, uma vez que conseguem alterar em muito o
volume de antioxidantes e nutrientes nos vegetais quando é feita uma comparação com plantas de
cultivo orgânico274.

Indução e inibição de enzimas antioxidantes por óleos essenciais

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Como catalizadores, as enzimas antioxidantes são proteínas dotadas da capacidade de


afetar a velocidade de reações químicas, não sendo alteradas durante este processo. Contudo,
são muito sensiveis às alterações do substrado que as permeia, como o ph e a temperatura.
Também são essenciais para as células aeróbicas, pois mantém dentro de níveis aceitáveis as
concentrações de radicais livres.
Como têm um ou mais elétrons ímpares, os radicais livres são altamente instáveis. Eles
vasculham o corpo para se apropriar ou doar elétrons e, por esta razão, prejudicam as células,
proteínas e DNA (material genético). O mesmo processo oxidativo também causa o ranço no óleo,
a cor marrom em maçãs ou bananas descascadas e a ferrugem no ferro.
Como já explicado, as enzimas antioxidantes superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT)
e glutationa peroxidase (GPx) servem como linha primária de defesa na destruição dos radicais
livres.
-
O SOD primeiro reduz (adiciona um elétron) o radical superóxido (O2 ) para formar
peróxido de hidrogênio (H2O2) e oxigênio (O2).

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


2O2- + 2H --SOD --> H2O2 + O2

A catalase e a GPx então trabalham simultaneamente com a proteína glutationa para


reduzir o peróxido de hidrogênio e por fim produzir água (H2O).

2H2O2 --CAT --> H2O + O2


H2O2 + 2glutationa --GPx --> glutationa oxidada + 2H2O
2H2O2 --CAT --> H2O + O2

A glutationa oxidada é então reduzida por uma outra enzima oxidante - a glutationa
reductase. Juntas, elas consertam o DNA oxidado, reduzem a proteína oxidada e destróem os
lipídios oxidados.
Estas enzimas podem ser induzidas ou inibidas por certas substâncias como os óleos
essenciais. Quando nos referimos à indução de enzimas, queremos dizer que certos princípios
ativos presentes nos óleos essenciais conseguem aumentar consideravelmente a atividade de
enzimas em virtude de intensificarem a sua biossíntese, ou seja, o aumento se dá em virtude da
síntese de enzimas microssômicas e não por causa de uma alteração na atividade das moléculas
enzimáticas64. No caso de inibição, as taxas das mesmas enzimas são deprimidas e bloqueada
sua biossíntese.
É importante dizer que a interação de enzimas antioxidantes e óleos essenciais acontece
também de maneira inversa, ou seja, os próprios antioxidantes exógenos, neste caso óleos
essenciais, podem ser preservados por aqueles endógenos (enzimáticos), ou haver a interação
sinérgica entre vários antioxidantes quando combinados. Por exemplo, em estudos visando
preservar constituintes aromáticos (antioxidantes) de vinhos, como o linalol, acetato de isoamila,
etil hexanoato etc, descobriu-se que se adicionando glutationa ou n-acetil-cisteína aos vinhos,
conseguia-se preservar por mais tempo estas moléculas aromáticas contra danos de oxidação,
permitindo assim ao vinho aroma e qualidades mais prolongados49,50. O efeito protetor da
glutationa e n-acetil-cisteina foram superiores ao do anidrido sulfuroso que é comumente
empregado com estas finalidades.
Acontece que, dentro de uma combinação sinérgica de antioxidantes, aqueles com maior
capacidade de doar elétrons agem na linha de frente, estando os outros logo atrás na função de
restauradores destes primeiros. Temos os exemplos da interação da vitamina E que restaura a
função antioxidante da vitamina C ou da glutationa, ou o efeito de alguns componentes de óleos
essenciais na sua interação com a glutationa, catalase ou superóxido dismutase.

Glutationa

O fator limitante no tocante à taxa de desintoxicação de metabólitos ativos é a glutationa.


Estes metabólitos compreendem radicais livres (ROS) que possam ocasionar danos às células do
corpo ou podem envolver também drogas medicamentosas, toxinas e venenos.

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No caso de medicamentos, componentes de óleos essenciais que tenham a capacidade de


induzir a atividade da glutationa (GST, GP) fazem com que tais medicamentos sejam
metabolizados mais rapidamente, podendo ocasionar assim redução na sua eficácia ou tempo de
ação. Há contudo, uma mais eficiente detoxicação dos metabólitos deste componente para fora do
corpo, quando necessário.
Resumindo, dentre os principais benefícios que se tem com substâncias que induzem
aumentos na atividade e concentração a glutationa (GST) e suas enzimas antioxidantes (GST e
GP) no organismos são:

1. Prevenção do envelhecimento precoce125, 221,202;


2. Prevenção de danos cerebrais e de doenças do sistema nervoso52,53,111,112,180,196;
3. Redução e modulação de quadros de depressão225;
4. Efeito hepatoprotetor útil em doenças como a cirrose, hepatite, ou de danos
ocasionados por drogas hepatotóxicas166,197,122,123,158;
5. Rejuvenescimento da pele (em cosméticos) e indução da regeneração de
feridas15,29,246;

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


6. Melhor oxigenação celular220;
7. Aumento da imunidade e imunomodulação26;
8. Prevenção de doenças degenerativas e inflamatórias26,111,196;
9. Inibição de carcinógenos químicos126 e do câncer107,137,154,226,232-234

Geralmente drogas que deprimem as reservas de glutationa induzem a hepatotoxidade.


Óleos essenciais que são ricos em constituintes que reduzem os níveis de glutationa podem
aumentar a hepatotoxidade de drogas dependentes de glutationa para serem metabolizadas, como
o paracetamol, se estes óleos forem tomados conjuntamente com tais medicamentos. Contudo não
existem ainda relatos desta interação em acompanhamentos clínicos.
O uso externo de óleos essenciais que deprimem a glutationa, como nos escalda-pés,
massagem e inalação, não conseguem exaurir a glutationa a não ser que ela já esteja baixa por
outros motivos no organismo, como o uso abusivo de certos medicamentos como analgésicos
(como o paracetamol)142, antiepilépticos (como o ácido valpróico)237, quimioterápicos, doentes de
câncer239,251 ou aids238,239 ou ainda usuários de drogas recreativas (como heroína240, cocaína241,
maconha242,243) e fumantes244,254. Entretanto, a ingestão oral, potencialmente pode fazer isso se
usado por muito tempo ou em altas doses.
A glutationa tem mostrado ter diferentes respostas sobre o sistema imunológico, tanto
estimulando quanto inibindo a resposta imunológica com o objetivo de controlar a inflamação. Em
doenças inflamatórias e auto-imunes têm se visto estreita relação destes problemas com quedas
ou alterações na atividade da glutationa nos tecidos e sistema imunológico26.
A inflamação é um resultado direto da ativação do sistema imunológico. O processo da
inflamação aguda ocorre durante curtos períodos em resposta a microorganismos patogênicos ou
pode ser ativada por espécies reativas de oxigênio (ROS) intracelulares, sendo que o uso de
antioxidantes tem se mostrado benéfico em estimular células a aumentar a fagocitose e regular os
processos inflamatórios25,230,231.
Abaixo segue uma lista com as devidas referências de componentes e óleos essenciais
onde são encontrados com suas porcentagens médias e os efeitos que exercem sobre a glutationa
e suas enzimas antioxidantes (GST e GP).

ALGUNS COMPONENTES DE OE QUE ALGUNSCOMPONENTES DE OE QUE


DEPRIMEM A GLUTATIONA (GSH) NAS AUMENTAM A GLUTATIONA (GSH) NAS
CÉLULAS, ESPECIALMENTE NO FÍGADO CÉLULAS, ESPECIALMENTE NO FÍGADO
Componente Óleos essenciais e % Componente Óleos essenciais e %

aldeído cinâmico Canela da China e Ceilão d-limoneno121,122,123 Laranja (90%), grapefruit


(cinamaldeído)30-37 cascas (75-85%) e folhas (93%), tangerina (85-90%),
(2-15%) limão (55-65%), lima (55-
65%), tangelo (85%),

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mandarina (80-85%),endro
sementes (12-30%), aipo
sementes (60-70%)
d-pulegona41 Poejo (45-70%) 6-gingerol223 Gengibre CO2-TO (10-55%)
safrol48 Sassafrás (40-75%), betel curcumina52,53 Turmérico CO2-TO (25-
(55-75%) 55%)
terpinen-4-ol222 *(A) Tea tree (30-45%), timoquinona113 Cominho negro (10-30%)
manjerona (12-30%)*(B)
mentofurano41 Hortelã pimenta (5-7%) carnosol e ácido Alecrim CO2-TO (7-30%) e
carnósico118 Sálvia dalmaciana CO2-TO
(12-40%)
isoeugenol46 *(C) Cravo da Índia (0,14- anetofurano121 endro erva, alcarávia
0,23%)
α-humuleno115 *(D) Erva-baleeira (3%), ylang mentol23,59 Hortelã pimenta (35-70%),
ylang (0-10%), macela do hortelã do campo (50-85%)
campo (0-10),

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


eugenol112,126 Cravo da Índia botões (45-
85%), folhas (75-90%),
pimenta bay (70-90%),
manjericão cravo (40-70%),
pimenta de macaco (40-
70%), canela folhas (75%)
1,8-cineol127 Eucalipto globulus, radiate,
dives, viminalis,
camaldulense (65-90%),
ravensara aromática (15-
32%), alecrim (12-40%)
santalol124 Sândalo indiano (85-90%),
australiano (40-70%),
Papua e Vanuatu (40-90%)
carvacrol125 Orégano (55-90%),
malvariço (30-45%),tomilho
(5-70%)
timol125, 196 Tomilho (40-75%)
carvona121 *(E) Endro (35-65%), alcarávia
(40-65%), hortelã verde
(40-68%)
α-asarono47 *(F) Cálamo (45-80%)
β-cariofileno126 Copaíba (50-70%), ylang
ylang (3-8%), cravo botões
(15-50%)
geraniol120,235 *(G) gerânio (7-30%),
palmarosa (70-85%), rosa
(20-30%)
linalol *(G) pau rosa (75-85%), lavanda
(30-50%), tea tree lavanda
(70-85%), xantoxilum (70-
80%), manjericão QT linalol
(40-70%), hortelã limão
(30-40%), ho Wood e leaf
(85-98%), coentro
sementes (70-90%),
bergamota (20-30%), sálvia
esclaréia (20-30%) e
petitgrain de laranja (20-
30%), ylang ylang (2-20%)

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(A) O estudo realizado com o terpinen-4-ol levado em consideração aqui foi feito com a larva da mariposa
Mythimna separata, não tendo sido testado, contudo, em ratos ou humanos. Vale citar contudo uma pesquisa
a respeito da atividade do óleo de tea tree sobre o sistema imunológico, onde demonstrou possuir a
capacidade de proteger o organismo contra o excesso de espécies reativas de oxigênio (ROS) produzidas por
monócitos e neutrófilos, através de uma atividade antioxidante contra radicais livres230. De maneira similar,
outro estudo demonstrou que a inalação deste óleo exerceu forte efeito antiinflamatório no sistema
imunológico de camundongos iduzidos a quadro inflamatório. Contudo o óleo inalado não teve nenhum efeito
sobre os níveis de radicais livres (ROS) e atividade da ciclooxigenase em animais que não apresentavam
quadro inflamatório231.

(B) Apesar da atividade inibitória da glutationa citada para o terpinen-4-ol, um estudo demonstrou que o óleo
essencial de manjerona, que se compõem de um número variado de constituintes, possui consideráveis
propriedades antioxidantes eficientes contra danos oxidativos no fígado, cérebro e na área da fertilidade,
110
ocasionados pelo álcool .

(C) Apesar do isoeugenol ser considerado citotóxico e ser mencionado como alergênico, ele é um potente
antioxidante299. A sua citotoxidade pode ser atribuída à sua capacidade de induzir espécies reativas de
oxigênio (ROS) e a redução dos níveis de glutationa (GSH), possivelmente devido à sua atividade

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


prooxidante300.

(D) Apesar do a-humuleno ter se mostrado capaz de deprimir a enzima glutationa-s-transferase na área
115
pulmonar , em outro estudo foi destacado como de efeitos indutores no fígado e intestino delgado de
ratos126.

(E) Curiosamente, a administração oral de 20mg de carvona em óleo de milho a camundongos diariamente
por três dias, causou uma redução na concentração de glutationa no fígado e aumento da atividade da enzima
121
glutationa-s-transferase .

(F) Apesar das propriedades antioxidantes do asarono presente no óleo de cálamo, este óleo não deve ser
ingerido, pois existem estudos que mostraram ser hepatotóxico, nefrotóxico e cancerígeno14,301.

(G) O linalool têm se mostrado eficiente no tratamento de um número variado de tipos de câncer, induzindo
22
nestas células doentes queda nos níveis de glutationa (GSH) e aumento da fabricação de ROS . Contudo
não tem se encontrado estudos de seu efeito sobre a glutationa em células saudáveis. Isômero similar ao
linalol é o geraniol, que tem se mostrado altamente eficiente no tratamento do câncer99,100,234-235. O geraniol
apresentou capacidade indutora da enzima glutationa-s-transferase em pesquisas com ratos235, e também
120
com plantas (soja) . É provável que o linalol tenha propriedades parecidas com este composto, induzindo
aumento na atividade da glutationa em células saudáveis e não o contrário, e isto talvez justifique seus efeitos
imunomoduladores e regenerativos da pele quando presente em altas concentrações em óleos essenciais. O
linalol também se mostrou como um potente antioxidante228,229.

Para referência alguns óleos listados acima que agem deprimindo as funções da
glutationa, não tem sido apontados como hepatotóxicos ou como perigosos ao uso, e muito pelo
contrário, até possuem propriedades terapêuticas muito úteis. Destes, podem ser citados o
terpinen-4-ol, o cinamaldeído, o linalol, e o α-humuleno.
Outros componentes, contudo, como a pulegona e o metofurano apresetam
hepatotoxidade extremamente acentuada, com forte potencial de ligação com a glutationa. O safrol
apresentou potencial carcinogênico179 e o isoeugenol irritante233.

Notas:

Em um estudo, notou-se que o anetol apresentava citotoxidade elevada quando era


testado com dietil maleato (DM) em combinação com butionina sulfoximina (BSO), drogas que
deprimem a glutationa no fígado. Contudo, quando os hepatócitos não foram tratados com DM e
BSO, a citotoxidade dos metabólitos do antetol (epóxi-anetol) foi sem significância. Medicamentos
que deprimem a glutationa, não devem ser tomadas conjuntamente com óleos ricos em anetol por
poderem apresentar mais elevada hepatotoxidade 252.
Por outro lado, tem sido demostrado acentuadas propriedades antioxidantes do óleo de
funcho (rico em anetol), comparáveis às da vitamina E e do BHT. Estas mesmas pesquisas
mostraram que o óleo de funcho, além de antioxidante, também foi ativo contra um grande número

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de bactérias patogênicas, implicando seu uso na conservação de alimentos, remédios e


cosméticos259.
O citral mostrou capacidade de induzir a atividade antioxidante da enzima glutationa-s-
transferase (GST), implicando possibilidade de uso na prevenção do câncer de pele44. Contudo,
eritrócios (glóbulus vermelhos) tratados com citral em altas doses, demonstraram redução da
glutationa (GSH) com desaparecimento total após início da hemólise (rompimento da membrana
plasmática)42,43.
Pesquisas realizadas com um número variado de óleos essenciais e não seus
componentes isolados, tem confirmado seu potecial indutor sobre a glutationa e suas enzimas. Os
óleos de noz moscada, xantoxilum (rico em linalol), cardamomo, aipo sementes, cominho
sementes, coentro e gengibre, apresentaram todos em um único estudo potencial indutor da
GST17. O vetiver foi outro óleo com potente atividade antioxidante e capacidade protetora dos
níveis da glutationa (GSH) em glóbulus vermelhos16.
Sobre óleos que deprimem a glutationa, causando inibição das suas enzimas e/ou queda
na concentração da glutationa reduzida (GSH) nas células vale se comentar a respeito do aldeído
cinâmico (cinamaldeído), componente majoritário do óleo das cascas da canela. A canela é um

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


óleo que deve se ter cautela quanto à sua ingestão, devendo ser aplicada só externamente (em
doses devidaente diluídas), onde apresenta maravilhosos resultados no tratamento de doenças
reumáticas como a artrite e reumatismo302 .
Um estudo com ratos demonstrarou que o aldeído cinâmico se combina com a glutationa
na forma de um conjugado e possui forte citotoxidade por um efeito de diminuição da atividade da
glutationa-s-transferase, glutationa-peroxidase e outras enzimas como a catalase e superóxido
dismutase30-37. Tal efeito foi prevenido pelo uso de n-acetil-cisteína117.
A importância de níveis normais de glutationa nas células é que quando em baixa, as
células se tornam mais suceptíveis à citotoxidade. Isso talvez explique os efeitos quimioterápicos
contra o câncer de certas drogas citotóxicas. No caso do aldeído cinãmico por exemplo, notou-se
considerável potencial de seu uso como quimioterápico no tratamento do câncer37.
Neste caso, existem duas linhas de frente de uso de óleos essenciais no combate ao
câncer, aqueles indutores de enzimas antioxidantes, que uma vez elevadas fazem com que o
sistema imunológico responda matando as células cancerosas ao mesmo tempo em que estas são
induzidas à apoptose (suicídio)27. Ou a segunda linha de ação seria deprimindo as mesmas
enzimas37 o que aumenta a citotoxidade de certas sustâncias sobre células cancerígenas, mas
também sobre as saudáveis. Este último é o mecanimo de ação de alguns medicamentos
quimioterápicos atualmente empregados contra o câncer.
No caso da toxidade do óleo de poejo, seu constituinte majoritário, a pulegona, quando
metabolizada no fígado, dá origem a mentofurano41,303 e p-cresol304, ambos fortíssimos
depressores da glutationa41,303,304. Nas plantas, a pulegona possui efeito protetor contra seus
predadores, uma vez que pode causar a morte de quem se alimentar delas em grandes
proporções. Além disso, funciona como repelente de insetos.

Superóxido dismutase

As enzimas do grupo superóxido dismutase são a primeira linha de defesa contra o dano
oxidativo, convertendo o radical superoxido O2- em H2O2, que então depois é convertido em água
pela enzima catalase. O radical superóxido, conforme já estudado tem sua origem principalmente
nas mitocôndrias, da ativação fagócitária do sistema imunológico ou como subproduto do
metabolismo enzimático255.
A quantidade de pesquisas na atualidade sobre a atuação dos óleos essenciais sobre a
superoxido dismutase é limitada.
Em um estudo, notou-se uma relação do linalol em sementes de manjericão (Ocimum
basilicum) com baixos índices de radicais livres e peroxidação lipídica devido a uma alta atividade
da enzima superóxido dismutase. Em sementes com baixa atividade da superóxido dismutase e
alta peroxidação lipídica, tinham baixa concentração de linalol108. Valendo frisar que, o acetato de
linalila, presente na lavanda, petitgrain, sálvia esclareia e outros óleos calmantes, quando
metabolizados pelo fígado, é transformado em linalol305,306, podendo apresentar efeitos similares.

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Com o processo do envelhecimento, se acaba tendo uma redução no grau de atividade de


enzimas antioxidantes do grupo da glutationa e da superóxido dismutase. Se observou contudo em
um estudo, que ratos suplementados com óleo de tomilho na alimetação, tiveram aumento nestas
enzimas196.
Se observou que o oleo de Melaleuca armillaris, que dá um óleo de tea tree com teor e 1,8-
cineol (eucaliptol) mais alto que a Melaleuca alternifolia, porém mais baixo de terpinen-4-ol, teve
considerável potencial antioxidante contra radicais livres, mantendo elevada taxa de superóxido
dismutase e outros antioxidantes como a Vitamna C e E em ratos que haviam sido induzidos a
danos hepáticos pelo tetracloreto de carbono128. Notou-se contudo, que o óleo essencial da
Melaleuca alternifólia foi capaz de agir como imunomodulador sobre o sistema imunológico em
quadros inflamatório, suprimindo a produção do radical superóxido pelos monócitos, mas não pelos
neutrófilos129.
O princípio ativo do gengibre, o gingerol, mostrou-se eficiente também em aumentar os
níveis de glutationa (GSH), superóxido dismutase e catalase223. assim como a curcumina do
turmérico (Curcuma aromatica)253.
Também se verificou efeitos indutores sobre a superóxido dismutase com os componentes

Capítulo: RADICAIS LIVRES E ÓLEOS ESSENCIAIS - LIVRO DO CURSO DE AROMATOLOGIA MÓDULO 2


geraniol (45%) e canfeno (29%). Sobre a glutationa (GSH) o aumento foi de geraniol (120%) e
canfeno (28%). A inibição de ROS foi de geraniol (64,61%) e canfeno (83,84%) em céulas
pulmonares induzidas a estresse oxidativo235. Esta observação implica em grande potencial do uso
de óleos essenciais ricos em geraniol, o componete mais eficiente no estudo, como a palmarosa
(75-85% geraniol) no tratamento de doenças pulmonares e danos ocasionados pelo cigarro como a
enfisema. Só a inalação já poderia mostrar grandes benefícios.

Catalase

A calalase não é essencial para alguns tipos de células em condições normais mas tem um
importante papel na aquisição de tolerância ao estresse oxidativo na resposta adaptativa das
células. A catalase captura o H2O2 antes que possa escapar da célula e o converte em oxigênio
molecular. Se por outro lado a célula não tem níveis adequados de catalase, ela então terá de
utilizar outras vías mais importantes, gastando por exemplo glutationa para decompor o H2O2 em
H2O + O2255.
Células danificadas pelo excesso de radicais livres ou danificadas por metabólitos tóxicos,
podem perder as suas reservas de catalase, tornando-se ineficientes em livrar-se de radicais
óxidos, sobrevindo assim danos às membranas plasmáticas, mitocôndrias e outras organelas.
Geralmente órgãos de excreção como os rins e fígado são os mais atingidos.
Vale dizer também que elementos tóxicos presentes no cigarro são fortes depressores da
catalase244, e estudos mostraram efeitos prejudiciais em grau de extensão nos fumantes passivos
similar ao dos ativos254.
Existem poucas pesquisas também destacando os efeitos dos óleos essenciais sobre a
catalase. Pode-se dizer que a maioria dos óleos que foram citados anteriormente como tendo
potencial indutor da glutationa, também exercem papel similar com a catalase.
Em um estudo 150 pacientes com bronquite foram avaliados sobre os efeitos de óleos
essenciais sobre o sistema de defesa contra a peroxidação lipídica, assim como sobre o
metabolismo de lipídeos no corpo. Houve ativação da catalase nos glóbulus vermelhos e redução
no plasma de cetonas e conjugados dienicos quando os pacientes foram expostos aos óleos
essenciais de alecrim, manjericão, abeto e eucalipto. O óleo de lavanda promoveu normalização
dos níveis totais de lipídeos no sangue e manteve a relação do colesterol total na sua fração
alfa109. A fração alfa (ou HDL) do colesterol é tida como protetora do desenvolvimento da
aterosclerose.
O gingerol, presente no óleo de gengibre obtido via CO2-TO ou na oleoresina, foi outro
componente citado em estudos como ativador da catalase e capaz de restaurar as funções renais
normais em ratos previamente induzidos à falência dos rins. O interessante é que o efeito foi
múltiplo, induzindo também a superóxido dismutase e aumento na concentração da glutationa
(GSH)223.
Copyright ©. Proibida publicação, cópia ou veiculação deste material sem expressa autorização.
Livro com previsão de publicação para dez/2009 a março/2010.

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2. Farmacocinética
A farmacocinética é o estudo da velocidade com que os fármacos atingem o sítio de ação e são
eliminados do organismo, bem como dos diferentes fatores que influenciam na quantidade de fármaco a atingir o
seu sítio. Basicamente, estuda os processos metabólicos de absorção, distribuição, biotransformação e
eliminação das drogas.
O metabolismo das drogas geralmente converte compostos químicos lipofílicos em produtos mais
prontamente excretados. Sua taxa é um determinante importante da duração e intensidade da ação farmacológica
das drogas.
A formação de metabólitos polares que tem menor solubilidade lipídica resulta em uma reabsorção tubular
renal reduzida, e consequentemente, em velocidade maior de excreção da droga.
Portanto, o metabolismo das drogas é sempre no sentido de tornar os agentes exógenos mais polares
para a sua eliminação.
O metabolismo da droga pode resultar em intoxicação ou desintoxicação - a ativação ou desativação do
composto químico. Embora ambos possam ocorrer, a maioria dos metabólitos da maioria das drogas são produtos
de desintoxicação.
A modificação bioquímica das drogas altera sua atividade farmacológica e sua velocidade de excreção. A
metabolização de fármacos leva a formação de metabólitos que podem ser mais ou menos tóxicos do que o
produto original.
Enzimas responsáveis pela biotransformação de muitos fármacos estão localizados no retículo
endoplasmático liso do fígado (fração microssômica). Tais enzimas também são encontradas em outros órgãos,
como rins, pulmões, pele e epitélio gastrointestinal, embora em menor concentração. Quantitativamente, o retículo
endoplasmático liso do hepatócito é o principal órgão do metabolismo das drogas, embora todos os tecidos
biológicos possuam alguma habilidade em metabolizar drogas
A farmacocinética é um trabalho fundamentalmente hepático e que envolve duas fases:

Fase I de exposição do grupo funcional terapêutico e que determina, em geral, a perda de actividade,
exceptuando-se as pró-drogas; pode ser de redução ou de oxidação.

Fase II de conjugação, em que se dá ligação a veículos de eliminação para o exterior do organismo,


tornando os compostos solúveis em água quer por conjugação com glutationa, açúcar ou grupo sulfúrico.

Ligação com a albumina plasmática

Algumas substâncias quando entram na corrente sanguínea, se ligam com a albumina do plasma, uma
proteína solúvel que está presente em alta concentração no sangue. Isso acontece por que os óleos essenciais
são eletricamente carregados no pH do corpo.
A união do princípio ativo do óleo essencial à albuina plasmática torna as moléculas
farmacologicamente inativas. Apesar da ligação a albumina plasmática ser reversível, enquanto os princípios
ativos estiverem na forma de um complexo, eles não farão efeito algum e também não serão filtrados no rim, uma
vez que o complexo componente albumina é totalmente protegido pela filtração glomerular.
Quando isso acontece, o complexo componente albumina atua como um reservatório circulante,
diminuindo a intensidade dos componentes dos óleos essenciais e aumentando a duração da ação dos princípios
ativos.
Cetonas, ésteres, aldeídos e ácidos carboxílicos são exemplos de algumas classes químicas de óleos
essenciais que interagem com a albumina.
Em pessoas que sofram de doenças renais crônicas, ou cirrose, a dose oral dos óleos essenciais ricos
nos componentes acima deve ser reduzida pela metade para evitar uma concentração mais alta do que o normal
na corrente sanguínea com consequente aumento de toxidade também.

Citocromo P450

A fase I é usualmente realizada por enzimas do citocromo P450. Citocromo P450 (abreviado CYP, P450,
com menos freqüência CYP450) é uma superfamília muito ampla e diversificada de hemoproteínas identificadas
em todas as linhagens vivas, incluindo mamíferos, aves, peixes, insetos, vermes, echinoideas, urochordatas,
plantas, fungos, mycetozoas, bactérias e archaeas. Mais de 7.700 seqüências distintas de CYP são conhecidas.
Citocromos P450 usam vários compostos exógenos e endógenos como substratos nas reações
enzimáticas.
A reação mais comum catalisada pelo citocromo P450 é uma reação monooxigenase, isto é, inserção de
um átomo de oxigênio em um substrato orgânico (RH) enquanto o outro átomo oxigênio é reduzido à água:

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RH + O2 + 2H+ + 2e– → ROH + H2O

Citocromo refere-se à coloração do tecido hepático, que se torna avermelhado devido ao conteúdo em
ferro e «450» advém da característica absorção do comprimento da onda 450nm da luz ultravioleta quando
expostos ao monóxido de carbono.
É constituído por um conjunto de proteínas contendo um grupo heme que se localiza na parede do
sistema reticular endoplásmico, responsável pela fase final da oxidação, transferindo elétrons do oxigénio
molecular para os medicamentos oxidados. Com transmissão autosómica recessiva, estas enzimas estão
acopladas a um NADPH-citocromo P450 reducatse, na proporção de 10 P450 para 1 citocromo P450 reductase.
Sendo um conjunto de doze famílias, são, no entanto, as famílias 1, 2 e 3 as implicadas no metabolismo
dos medicamentos, com particular relevo para 6 isoformas.
O citocromo P 450 é de extrema importância para o metabolismo dos óleos essenciais, uma vez que ele
participa do processo de sua inativação e degradação. Além disso, a atividade do citocromo P450 pode ser
induzido ou inibido na presença de certos componentes de óleos essenciais, interferindo diretamente na sua
viabilidade de ação.

Retículo endoplasmático

O retículo endoplasmático é uma organela presente no interior das células sendo formado por canais
delimitados por membranas. Esses canais comunicam-se com o envoltório nuclear (carioteca). O retículo
endoplasmático pode ser considerado uma rede de distribuição, levando material de que a célula necessita, de
um ponto qualquer até seu ponto de utilização. O retículo endoplasmático tem portanto função de transporte
servindo como canal de comunicação entre o núcleo celular e o citoplasma.

Reconhecem-se dois tipos de retículo endoplasmático, liso e rugoso.

Retículo endoplasmático rugoso

O Retículo Endoplasmático Rugoso é formado por sistemas de túbulos achatados e ribossomos


aderidos a membrana o que lhe confere aspecto granular. Função: Participa da síntese de proteínas, que serão
enviadas para o exterior das células. Esse tipo de retículo é muito desenvolvido em células com função secretora.
É o caso por exemplo das células do pâncreas, que secretam enzimas digestivas, e também o caso das células
caliciformes da parede do intestino, que secretam muco.

Retículo endoplasmático liso

O retículo endoplasmático liso ou agranular é formado por sistemas de túbulos cilíndricos e sem
ribossomos aderidos a membrana. Função: Participa principalmente da síntese de esteróides, fosfolipídios e
outros lipídios. Atua também na degradação do etanol ingerido em bebidas alcoólicas, assim como a degradação
de medicamentos ingeridos pelo organismo como antibióticos e barbitúricos (substâncias anestésicas), desta
forma o REL tem, como uma de suas funções, a desintoxicação do organismo. Esse tipo de retículo é abundante
principalmente em células do fígado das gônadas e pâncreas. São nos microssomos, pequenos fragmentos
vesiculares que constituem o retículo endoplasmático, que são metabolizados osmedicamentos e óleos essenciais
pela ação do citocromo P450.

O etanol, ou mesmo certas drogas, como sedativos, quando ingeridos em excesso ou com freqüência,
induzem a proliferação do retículo liso e de suas enzimas. Isso aumenta a tolerância do organismo à droga, o que
significa que doses cada vez mais altas são necessárias para que ela possa fazer efeito. Esse aumento de
tolerância a uma substância pode trazer como conseqüência o aumento da tolerância a outras substâncias úteis
ao organismo, como é o caso de antibióticos. Esse é uma alerta importante para que possamos entender parte
dos problemas decorrentes da excessiva ingestão de bebidas alcoólicas e do uso de medicamentos sem
prescrição,e controle médico.

Fase I do Metabolismo

Convertem o fármaco original em um metabólito mais polar através de oxidação, redução ou hidrólise.
As reações de Fase I geralmente antecedem as de Fase II, embora não necessariamente. Durante estas reações,
corpos polares são introduzidos ou expostos, o que resulta em metabólitos mais polares que as substâncias
químicas originais. O metabólito resultante da Fase 1 pode ser farmacologicamente inativo, menos ativo ou, às
vezes, mais ativo que a molécula original. Quando o próprio metabólito é a forma ativa, o composto original é
denominado pró-droga.

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Reações de oxidação:

A maioria das reações oxidativas são realizadas pela ação do Citocromo P-450. Outras enzimas
oxidativas incluem a Monoaminooxidase (MAO) e a Diaminooxidase (DAO) que são mitocondriais e desaminam
oxidativamente aminas primárias e aldeídos. A MAO está envolvida no metabolismo das catecolaminas e alguns
antidepressivos são seus inibidores e podendo interferir no metabolismo de outras drogas. A DAO metaboliza
histamina.
A maioria dos componentes dos óleos essenciais passam por este processo na sua metabolização
inicial Por exemplo, no caso do óleo de canela, o cinamaldeído é transformado em aldeído cinâmico por uma
reação de oxidação.

Reações de Hidrólise:

Ocorre no fígado, no plasma, e em muitos tecidos. Ésteres como a procaína e amidas como a lidocaína
são hidrolisadas por várias esterases inespecíficas. As proteases hidrolisam os polipeptídeos e proteínas e tem
grande importância na aplicação terapêutica.

Reações de redução:

São mais raras, mas algumas delas são importantes. Como exemplo, o fármaco warfarina é inativa por
conversão de um grupo cetônico em um grupo hidroxila. Os glicorticóides ainda são ocasionalmente
administrados como cetonas, que tem que ser reduzidas em compostos hidroxilados para poder agir.

Fase II do Metabolismo

Compreende reações de conjugação:

Conjugação com ácido glicurônico: é a principal envolvida no metabolismo de drogas e forma os


glicuronídeos que é a maior fração de metabólitos de muitos fármacos que contém um grupamento fenol, álcool
ou carboxil. De modo geral, são inativos e rapidamente secretados pela urina e pela bile por um sistema de
transporte aniônico.
Pacientes portadores de deficiência hereditária para a formação de glicuronídeos (clinicamente
apresentada como uma icterícia não hemolítica devida a um excesso de bilirrubina não conjugada) podem agravar
após administração de drogas que são normalmente conjugadas por essa via.
Alguns tipos de glicuronídeos podem ser hidrolisados enzimaticamente no intestino após excreção
biliar, com posterior reabsorção do fármaco liberado. Criando um ciclo êntero-hepático que prolonga a ação do
fármaco.
A maioria dos componentes dos óleos essenciais passam pela transformação em glicuronideos, sendo
assim depois excretados do corpo pelas vias urinárias.

Conjugação com glicina e glutamina: Ocorre com ácidos carboxílicos aromáticos, como o ácido
salicílico.

Conjugação com o acetato: Doador ativo de acetato é Acetilcoenzima-A que reage com um grupo
amino na droga para formar uma acetilamida. Exemplos: isoniazida, hidralazina, procainamida, sulfonamidas,
histamina. Reações deste tipo ocorre em todo organismo.

Conjugação com o grupo metil: Envolve S-adenosil metionina como doador de metil as drogas com
grupos amino, hidroxil ou tiol livres. Por exemplo a Catecol O-Metil Transferase que metaboliza as catecolaminas.

Outras conjugações como o sulfato ou a formação de ácido mercaptúrico através da reação com a
glutationa são vias relativamente incomuns.
Algumas drogas são conjugadas na sua forma original sem passar por reações da Fase I. Por exemplo
a isoprenalina.
É importante para drogas com circulação entero-hepática. Assim a carbenoxolona, por exemplo, que é
excretado pela bile como um glicuronídeo, perde ácido glicurônico por atividade microbiana, tornando-se livre para
reabsorção através do íleo terminal.

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Exemplo de metabolismo - O acetilsalicílico que por hidrólise é metabolizado a ácido salicílico (que ainda possui
atividade farmacológica) e depois é conjugado ao ácido glicurônico ou a glicina gerando portanto dois metabólitos
diferentes, que já não apresenta atividade e são mais hidrossolúveis sendo facilmente excretados pelos rins.

Fatores modificadores da biotransformação

Poliforfismos genéticos, influências ambientais incluindo o uso concomitante de outras substâncias que
induzam ou inibam enzimas metabolizadoras de fármacos e doenças hepáticas.
A atividade das enzimas de biotransformação hepática é baixa no recém-nascido. A menor atividade de
conjugação contribui para a hiperbilirrubunemia e risco de encefalopatia em prematuros, portanto fármacos como
cloranfenicol, sulfas e determinados opióides podem agravar o caso devido a competição pelas enzimas
conjugadoras.
O principal fator de alteração no metabolismo é a interação entre drogas em nível de indução ou
inibição enzimática. Onde uma droga aumenta ou diminui metabolismo de outra.
Por exemplo, a indução do citocromo P450 é menos importante que a inibição pois esta última origina
um aumento rápido dos níveis sanguíneos da droga, exacerbando os efeitos tóxicos da droga, podendo mesmo
chegar a overdose. De uma forma geral altera a biodisponibilidade de outros fármacos também metabolizados por
esta via. Em contraste, a indução do citocromo P450 diminui os níveis sanguíneos, o que compromete a eficácia
terapêutica.

INDUTOR Aumenta o risco de ineficácia do tratamento

INIBIDOR Aumenta o risco de toxicidade

INIBIDOR SUICIDA Substância que inibe uma enzima metabolizadora (ex. CYT P450), formando com ela uma
ligação covalente como resultado do seu próprio mecanismo de metabolização

Inibição enzimática

A competição entre dois fármacos para uma mesma enzima pode diminuir o metabolismo de um deles,
dependendo das concentrações de cada substrato e de suas afinidades para a enzima Exs. de inibidores:
exposição aguda ao etanol, cloranfenicol (!Crianças), Cimetidina, propoxifeno, fenilbutazona inibe o metabolismo
da warfarina e desloca as proteínas plasmáticas
A inibição das enzimas microssomais que participam na metabolização resulta em maior incidência de
toxicidade da droga

Consequências

- Diminui a velocidade de produção de metabólitos


- Diminui a depuração total
- Aumenta a meia vida da droga no soro
- Aumenta as concentrações séricas da droga livre e total
- Aumenta os efeitos farmacológicos se os metabólitos forem inativos

Indução enzimática

Muitas enzimas são capazes de aumentar em quantidade e em atividade em resposta a certas


substâncias conhecidas como indutoras.
Um indutor pode estimular ativamente a síntese de uma enzima, ocasionando assim uma metabolização
de outros fármacos e/ou de si próprio (autoindução).
O citocromo P450 é rapidamente induzido por muitas drogas. Normalmente o processo da indução é
reversível Exs: poluentes ambientais; tabaco, álcool (crónico), barbitúricos (fenobarbital), hipoglicemiantes,
hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, esteróides, hipolipidémicos, antibióticos macrólidos, etc.
O udo de óleos indutores com substâncias hepatotóxicas tende a aumentar sua hepatotoxidade em
alguns casos em que enzimas hepatoprotetoras como a glutationa nãosão induzidas conjuntamente.

Consequências:

- Aumenta a velocidade de biotransformação hepática da droga


- Aumenta a velocidade de produção dos metabólitos
- Aumenta a depuração hepática da droga

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- Diminui a meia-vida sérica da droga
- Diminui as concentrações séricas da droga livre e total
- Diminui os efeitos farmacológicos se os metabólitos forem inativos.

Tabela de interação entre óleos essenciais e enzimas microssomiais do grupo citocromo P450

Citocromo P450
Indutores Inibidores
Noz moscada Cardamomo
Xantoxilum Hortelã pimenta
Alecrim Hortelã do campo
Safrol Semente de cenoura
d-limoneno (óleos cítricos) Citral (capim limão)
Timol (tomilho) Mentofurano (hortelã pimenta, poejo)
Carvacrol (orégano) Terpinen-4-ol (tea tree, manjerona)
Linalol (pau rosa, ho wood, lavanda) Pulegona (Poejo) (inibidor destrutivo)
Mirceno (pindaíba, cape may)
Geraniol (palmarosa, rosa, gerânio)
Cálamo (asarono)
Buchu (B. crenulata)
Cedro do atlas
Borneol (canfora de Borneo, alecrim)
Terpineol (eucalipto radiata, ravensara)
Alho (disulfeto dialílico)
1,8-Cineol (eucaliptos, ravesara, alecrim, etc)
*Baseado em pesquisas científicas.

Tabela de interação medicamentosa

Medicamentos metabolizados via citocromoP450 e óleos essenciais que podem interferir em seu efeito
se ingeridos conjuntamente. Também medicamentos de ação antidepressiva com óleos de ação sobre o sistema
nervoso podem interagir assim como medicamentos que interfiram na pressão arterial com óleos vasodilatadores
e que interfiram em mecanismos de canais de cálcio.

MEDICAMENTOS ÓLEO ESSENCIAL

Incompatibilidades, mesmo se o óleo for aplicado topicamente


Warfarina Bétula doce, wintergreen
Prováveis incompatibilidades se oóleo essencial for tomado em doses orais
Aspirina (ácido acetil-salicílico) Bay pimenta, pimenta betel, canela folhas,
cravo da índia, alho, manjericão QT eugenol,
cebola, Pimenta da jamaica, lavanda, lavandim,
pau rosa, ho wood e leaf
Heparina Bay pimenta, pimenta betel, canela folhas,
cravo da índia, alho, manjericão QT eugenol,
cebola, Pimenta da jamaica, lavanda, lavandim,
pau rosa, ho wood e leaf
Paracetamol Erva-doce,funcho, anis estrelado, buchu (B.
(=acetaminofeno) crenulata), cálamo, canfora marrom ou
amarela, canela da china, canela do Ceilão
folhas, poejo, sassafrás, estragão, tejpat folhas,
Bay pimenta, pimenta betel, canela folhas,
cravo da índia, alho, manjericão QT eugenol,
cebola, Pimenta da jamaica
Petidina Salsa folhas, salsa sementes, pastinaga.
Fenobarbitona Buchu (B. crenulata), calamo, poejo.
(=fenobarbital)
Warfarina Bay pimenta, pimenta betel, canela folhas,
cravo da índia, alho, manjericão QT eugenol,

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cebola, Pimenta da jamaica, lavanda, lavandim,
pau rosa, ho wood e leaf
Possíveis incompatibilidades se osóleos essenciais são tomados em doses orais
A lista seguinte é definida por questões de cautela, contudo sem confirmações clínicas.
Aminopirina (= amidopirina) Eucaliptos
carbamazepina Veja tabela de indutores do citocromo P450
Difenhidramina Veja tabela de indutores do citocromo P450
Hexobarbitona (= hexobarbital) Cedro do atlas
Nitrazepan (= mogadon) Veja tabela de indutores do citocromo P450
Pentobarbitone (= pentobarbital) Cedro do atlas, eucaliptos
Petidina Macis, noz moscada, e veja tabela de indutores
do citocromo P450
Fenelzina sulfato Mace, noz moscada, salsa folhas, salsa
(MAO inibidor - antidepressivo) sementes, pastinaga
Fenitoína Veja tabela de indutores do citocromo P450
Progestogenos Veja tabela de indutores do citocromo P450
(em muitas pílulas contraceptivas)
Zoxazolamine Eucaliptos

Óleos essenciais ou componentes de ação Óleos essenciais ou componentes de ação


hipotensora convulsiva
Linalol e acetatode linalila (lavanda, lavandim, Canfona (=cânfora)(alecrim QT cânfora, lavanda
pau rosa, ho wood e leaf, xantoxilum etc) spike, sálvia espanhola, cânfora chinesa etc)
Citral (capim limão, melissa, verbena, litsea Tuiona (artemisia branca oumarroquina),
cubeba, etc) absinto, laniana, tanaceto, tuia ou cedro maçã,
sálvia dalmaciana)
Tagetenona (tagetes)
Terpinen-4-ol(tea tree, manjerona)
Iso-pinocanfona (Hissopo)
Nerol,geraniol, terpineol, cineol, asarono,
mentol, carvona, a-bisabolol, eugenol

Óleos essenciais ou componentes de ação Óleos essenciais ou componetes de ação


antigoagulante hipertensora
Linalol e acetatode linalila (lavanda, lavandim, Canfona (=cânfora)(alecrim QT cânfora, lavanda
pau rosa, ho wood e leaf, xantoxilum etc) spike, sálvia espanhola, cânfora chinesa etc)
Alho e cebola
Eugenol (Bay pimenta, pimenta betel, canela
folhas, cravo da índia, manjericão QT eugenol,
pimenta da jamaica, cravo do campo etc)

Outros fatores que afetam a metabolização dos fármacos e possivelmente dos óleos essenciais

Genéticos, ambientais e fisiológicos. São vários os fatores ambientais que afectam o metabolismo, como a dieta,
tabaco e poluentes:

• Hidroxitolueno butilado (aditivo alimentar) – inibe peroxidação lipídica


• Cafeína inibe ou induz o metabolismo oxidativo de alguns fármacos
• Carne grelhada no carvão (hidrocarbonetos aromáticos policíclicos) ou fumo de tabaco – induzem CYP1A1 e
CYP1A2
• Crucíferas (repolho, couve-flor, couve de Bruxelas) induzem CYP1A1 e CYP1A2
• Sumo de toranja inibe CYP3A4
• Vitamina C induz metabolismo oxidativo nos idosos com deficiência de Vit C
• Propriedades físico-químicas das moléculas
• Via de administração (efeito de 1ª passagem)
• Dose (pode exceder a capacidade das enzimas)
• Pode ser seriamente afectada por substâncias ou patologias que provoquem quer inibição quer a indução
hepática Idade e sexo (baixa capacidade de conjugação no recém nascido A actividade do Citocromo P450
diminui com a idade (actividade reduzida ou redução de cofactores endógenos)
• Dieta (pode afectar os substratos necessários para as reacções)

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No caso da alimentação:

• Ex. subnutrição em crianças reduz a clearance da antipirina em 33 %


• Na obesidade, a clearance de fármacos intensamente metabolizados não apresenta um padrão claro de
alteração (acetaminofeno tem maior Cl nos obesos, diazepam não tem alterações de Cl e a antipirina tem menor
Cl)
• A quantidade de calorias ingeridas é o maior factor de influência na metabolização dos fármacos. Uma redução
de calorias, leva à redução da Cl.
• As proteínas são o macronutriente com mais importância na Cl da teofilina e antipirina, sendo directamente
proporcionais.
• Fármacos com elevada Cl são mais sensíveis às dietas que afectam o metabolismo
• O consumo de bife grelhado no carvão aumenta o metabolismo dafenacetina, antipirina e teofilina
• Ingestão de vegetais como repolho e couve de Bruxelas (crucíferas) aumenta o metabolismo da fenacetina e
cafeína
• O ácido ascórbico e zinco podem aumentar a eliminação da antipirina
• A administração de fármacos nas 3 h após a ingestão de alimentos reduz a Cl pré-sistémica e aumenta a
biodisponibilidade de alguns fármacos intensamente metabolizados (ex. propranolol) mas não de outros como é o
caso da aspirina e codeína.
• A administração simultânea de alimentos e fármacos reduz o efeito de 1ª passagem de um modo imprevisível:
As AUC para o propranolol, podem ter valores de 80 a 638%, em diferentes indivíduos.
• O efeito dos alimentos é mais significativo nas pessoas com elevada clearance
• Nas formulações de libertação prolongada de propranolol, a alimentação não afecta a sua biodisponibilidade.

No caso de doenças hepáticas:

• O efeito das patologias hepáticas na metabolização de fármacos depende do tipo de patologia.


• As alterações tendem a ser mais significativas nas doenças hepáticas crónicas do que numa hepatite aguda
• Numa doença crónica há geralmente uma menor clearance hepática devida a dificuldades de realização das
reacções da fase I. Crê-se que as de fase II não são muito afectadas por patologias crónicas do fígado.
• Na doença crónica, a biodisponibilidade oral de alguns fármacos pode estar aumentada por diminuição do efeito
de 1ª passagem.
• Também o Vd pode aumentar nas doenças crónicas em que há hipoalbuminémia ou ascite, particularmente de
fármacos com elevada % de ligação às proteínas plasmáticas (ex. Verapamil)
• Por fim, na Síndrome hepatorenal, que é uma complicação das patologias hepáticas crónicas, a eliminação renal
também está afectada devido à diminuição da filtração glomerular e do fluxo sanguíneo.

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3. PH e homeostase

O Dr Arthur C. Guyton, M.D., um autor conhecido mundialmente pelos seus livros de anatomia e
fisiologia humanas (amplamente utilizados por estudantes de medicina) disse: "O primeiro degrau para manter a
saúde é alcalinizar o corpo. As células de um corpo saudável são alcalinas, enquanto as células de um corpo
doente são ácidas – com pH abaixo de 7.0. Quanto mais ácidas as células, mais doente nós ficamos. Se o corpo
não consegue alcalinizar as células elas vêm a se tornar ácidas e as doenças se instalam. Nosso corpo produz
ácidos como produto de seu metabolismo normal. Mas o nosso corpo não fabrica alcalinidade, assim nós
precisamos suprir a alcalinidade através de alguma fonte externa para nos proteger de virmos a ficar ácidos e
morrermos."

Ácidos contêm íos (prótons) de hidrogênio carregados positivamente, enquanto os radicais livres
podem ser íons carregados positivamente de qualquer tipo de elemento ou molécula, contudo nem todos os íons
carregados positivamente são radicais livres. Para serem radicais livres, eles precisam ser instáveis para virem a
se tornar positivamente carregados. Por exemplo, o íon de cálcio é positivamente carregado (Ca++). Mas por
outro lado é composto por 8 elétrons pareados, assim o íon é estável e não busca repor elétrons, não sendo
desta forma um radical livre.
Basicamente, tanto ácidos quanto radicais livres são íons com cargas elétricas positivas, átomos
procurando elétrons. Em um átomo balanceado, o número de elétrons com cargas elétricas negativas é igual ao
número de prótons com cargas elétricas positivas.
Danos associados com ácidos não provém somente de ataque direto sobre as células. Quando os
fluídos do corpo vêm a se tornar ácidos, a habilidade destes fluídos absorverem oxigênio é profundamente
comprometida, enquanto cada célula do corpo continua precisando de oxigênio o tempo todo.
A causa imediata de todas as doenças é a deficiência de oxigênio, que é causada por várias causas
como a acidose anteriormente mencionada e que está envolvida em danos ocasionados por radicais livres que
não são neutralizados adequadamente por uma dieta deficiente em antioxidantes.
Ácidos e radicais livres são o que inicia o câncer no primeiro momento. Os ácidos e radicais livres
danificam as células e levam elas a entrarem em mutação. E o sistema imunológico por já estar fraco,não
consegue detectar e destruir estas células mutantes antes que elas comecem a se dividir e fiquem fora de
controle.
Um corpo ácido e privado de oxigênio é sucetível a bactérias, vírus, fungos, radicais livres e outros
agentes tóxicos e prejudiciais. A condição ácida é adquirida por uma deficiência nutricional ocasionada por uma
alimentação inapropriada com comida processada, refinada, congelada, enlatada, provinda de solos
enfraquecidos, do uso de fertilizantes químicos, pesticidas, combinada à incapacidade do corpo de assimilar,
circular e entregar nutrientes às células de maneira eficiente e de eliminar suas toxinas eficientemente.
Os fluídos corpóreos precisam manter um pH entre 7.0 e 7.8 com o objetivo de se manterem saudáveis, e
os níveis do pH do sangue precisa ficar entre 7.35 e 7.45 ou senão você morre. Esta é uma margem com mínima
tolerância de variação.
Assim, com o objetivo de manter o corpo saudável, os fluídos corpóreos, com exceção da urina e ácido
estomacal, precisam se manter alcalinos, o que não é uma coisa fácilde fazer quando nós somos constantemente
bombardeados por ácidos e radicais livres externos ou produzidos dentro do nosso próprio corpo, seja a partir do
que comemos, bebemos, do ar que respiramos ou dos sentimentos que carregamos, já que o estresse é um
elemento chave desencadeador da liberação de hormônios e neuropeptídeos acidificantes do corpo e indutores
da formação de um número variado de espécies reativas de oxigênio (= radicais livres).

Enzimas e pH

As enzimas são afetadas por mudanças no pH. O mais favorável valor de pH – o ponto onde a enzima
é mais ativa – é conhecido como pH ótimo.
Valores de pH extremamente altos ou baixos geralmente resultam em completa perda de atividade para
muitas enzimas. O pH é também um fator de estabilidade para enzimas.
O pH ótimo para a enzima glutationa peroxidase (GPx) é próximo de 8,0, mas a enzima continua ativa
com valores elevados. Sua atividade é mínima em pH abaixo de 6,0 (Mills, 1959). Se os tecidos do corpo
encontram-se ácidos, a atividade da glutationa é quase nula.

pH para ótima atividade


Enzima pH Ótimo
Lipase (pancreas) 8.0
Lipase (estômago) 4.0 - 5.0

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Lipase (óleo de rícino) 4.7 Os principais elementos alcalinizantes do sangue são os sais
minerais. Os cloretos, os ascorbatos, citratos, orotatos, carbonatos e
Pepsina 1.5 - 1.6 bicarbonatos figuram entre os principais radicais com a melhor absorvência
Tripsina 7.8 - 8.7 pelo trato intestinale que conseguem levar minerais como magnésio, cálcio e
potássio que são potentes elementos alcalinizantes.
Urease 7.0 Para quem busca alcalinizantes naturais na alimentação, as
Invertase 4.5 melhores fontes são alimentos crus, frutas,verduras e legumes. Os alimentos
cozidos podem perder tais elementos, como também aumentar a
Maltase 6.1 - 6.8
concentração de compostos mucolíticos formados pela quebra de moléculas
Amilase (pancreas) 6.7 - 7.0 durante o cozimento e que elevam a produção de espécies reativas de
oxigênio no organismo (especialmenteno sistema imunológico) visando o seu
Amilase (malte) 4.6 - 5.2
metabolismo. Com isso, consequentemente se tem aumento do índice de
Catalase 7.0 acidez dos tecidos, já que no sangue este índice tem que ser mantido
Glutationa 8.0 inalterado.
Dentre os sais, os mais comuns e fáceis de uso são o cloreto de
Superoxido dismutase 7.8 magnésio e o bicarbonato de sódio. Para uma boa absorção de vários
minerais é obrigatória a presença de magnésio na membrana plasmática das
células, sendo assim, o cloreto de magnésio além de alcalinizante, também é um favorecedor deste processo.
Grupos de ratos velhos (com 28 a 45 meses de idade) alimentados com óleos essenciais,
especialmente tomilho e cravo, apresentaram melhora geral com ganho de peso, redução da excreção de 3-metil-
histidina, creatinina e redução da degradação protéica miofibrilar com conseqüente retenção da massa corpórea.
Excreção de Creatinina e de 3-Metil-Histidina (3-M-H): são marcadores bastante precisos da degradação protéica.
Williams et al. (1991) estudaram a degradação protéica miofibrilar (através da excreção urinária de 3-metil
histidina) de pacientes com IRC acidóticos, fornecendo em 2 semanas dietas normoprotéicas e depois uma dieta
com 0,6 g de ptn/kg/dia, junto com suplemento de bicarbonato de sódio (1mEq/kg/d), para correção de acidose.
Verificaram que com este último tratamento com o bicarbonato, houve uma significante redução na degradação
protéica (p<0,01).
Em outra pesquisa israelense conduzida por Mizrahi et al, a atividade antibacteriana e antiinflamatória
do cloreto de magnésio em combinação com óleos cítricos foram investigadas. Notou-se considerável aumento da
atividade antibacteriana e antiinflamatória, com baixos níveis de TNF-alfa e migração leucocitária com
estabilização dos nívesi de IL-10 comparado ao grupo de controle.

Cloreto de magnésio

Suplemento mineral, procedente da água do mar. Catalisa a atividade de enzimas, hormônios e


vitaminas necessárias à vida, estimula as sínteses bioquímicas do organismo, age sobre o sistema simpático,
freando a atividade nervosa, acelera a respiração celular, influi sobre o equilíbrio neuro-muscular, entra na
formação dos dentes e ossos, regula a absorção do cálcio e potássio. Equilibra o ph sanguíneo pela neutralização
direta de ácidos no sangue. Como resultado, ele colabora para a formação e fortalecimento dos tecidos ósseos e
cartilaginosos, revigorando o organismo e estimulando sua produção de defesas contra enfermidades. O cloreto
de magnésio não é remédio, mas alimento. Na maioria dos casos não possui contra-indicações, a não ser para
quem sofra de insuficiência renal, devendo-se evitar também em doentes cardíacos. Doses além das
recomendadas podem ocasionar diarréia. É compatível com qualquer medicamento simultâneo. O adulto
precisaria obter dos alimentos o equivalente a três doses; se não conseguir, pode aumentar um pouco a dose
diária para não adoecer; dificilmente se ultrapassa o limite, pois as doses indicadas para pessoas de 40 a 100
anos são mínimas. É substituível pelo hidróxido de magnésio (leite de magnésia), pois este ao entrar no estômago
reage com o ácido clorídrico, transfomando-se em cloreto. O cloreto contudo, é melhor absorvido.

Preparo: dissolver 33 gramas de cloreto de magnésio em 1 litro de água filtrada. Depois de bem misturado,
colocar em vasilhames de vidro e guardar na geladeira. A dose é um cálice de licor (ou copo de cafezinho)
segundo a idade: dos 20 anos aos 55 anos 1/2 dose, ou seja, meio cálice; dos 55 anos, aos 70 anos, uma dose
(um cálice), dos 70 anos aos 100, uma dose pela manhã e 1 dose à noite. Em casos crônicos de doenças 2 X ao
dia. Ref.: J. Shorr - Padre, Professor de Física, Química e Biologia do Colégio Catarinense / Sta. Catarina.

Algumas pesquisas

1. Atherogenesis inhibition induced by magnesium-chloride fortification of drinking water.


Cohen H, Sherer Y, Shaish A, Shoenfeld Y, Levkovitz H, Bitzur R, Harats D.
Institute of Lipid and Atherosclerosis Research, Sheba Medical Center, Tel-Hashomer, and Sackler Faculty of
Medicine, Tel Aviv University, Tel Aviv Israel.

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[Magnesium (Mg) modulates blood lipid levels, atherogenesis, and atherosclerosis in rabbits, when supplemented
to diet. We have recently reported that a high concentration (50 g/L) of Mg sulfate fortification of drinking water
attenuates atherogenesis in male and female LDL-receptor-deficient mice fed a high-cholesterol diet.] ..[An
additional Mg salt (Mg-chloride) fortification of drinking water is capable of inhibiting atherogenesis in male LDL-
receptor-deficient mice.]

2. [A 90-day repeated dose oral toxicity study of magnesium chloride in F344 rats]
Takizawa T, Yasuhara K, Mitsumori K, Onodera H, Koujitani T, Tamura T, Takagi H, Hirose M. Japan.

In order to examine the toxicity of magnesium chloride hexahydrate, four groups of 10 male and 10 female F344
rats received the compound by dietary supplementation at 2.5, 0.5, 0.1 or 0% for 90 days. No treatment-related
death was observed during the study. Transient soft stool and sustained increase in water consumption were
observed both in males and females of the 2.5% group and slight reduction in body weight gain was noted in the
high-dose males. There were no toxic changes in food consumption, organ weights, hematology and
biochemistry, and histopathological examinations in any treated-groups. Based on these results, the no-
observed-adverse-effect-level was estimated to be 0.5%, and 2.5% is considered to be appropriate as highest
dose for a 2-year carcinogenicity study.

3. Magnesium inhibits norepinephrine release by blocking N-type calcium channels at peripheral


sympathetic nerve endings.
Shimosawa T, Takano K, Ando K, Fujita T. - Department of Internal Medicine, Faculty of Medicine, University of
Tokyo, Bunkyo-ku, Tokyo, Japan.

[These findings suggest that Mg2+ blocks mainly N-type Ca2+ channels at nerve endings, and thus inhibits
norepinephrine release, which decreases blood pressure independent of its direct vasodilating action. ]

4. Oral magnesium supplementation improves insulin sensitivity in non-diabetic subjects with insulin
resistance. A double-blind placebo-controlled randomized trial.
Guerrero-Romero F, Tamez-Perez HE, Gonzalez-Gonzalez G, Salinas-Martinez AM, Montes-Villarreal J, Trevino-
Ortiz JH, Rodriguez-Moran M. - Medical Research Unit in Clinical Epidemiology of the Mexican Social Security
Institute, and Research Group on Diabetes and Chronic Illnesses, FACP Siqueiros 225 esq./Castaneda, 34000
Durango, Dgo., Mexico.

CONCLUSIONS: Oral magnesium supplementation improves insulin sensitivity in hypomagnesemic non-


diabetic subjects. Clinical implications of this finding have to be established.

Indicações gerais

1. Problemas circulatórios, como ateroesclerose, edemas, varizes, inchaços.


2. Risco de infarto, síndrome do prolapso da válvula mitral, arritmias, perda do tônus cardiaco.
3. Stress crônico, depressão moderada, síndrome do pânico, desgaste do sistema nervoso.
4. Inflamações como artrites, reumatismo, osteoartrites e dores como a fibromialgia.
5. Diabetes do tipo I e II.
6. Osteoporose e problemas ósseos.
7. Prisão de ventre.
8. Hipertensão.
9. Cãimbras e dores nas pernas e extremidades.
10. Ataques asmáticos
11. Rachaduras de pele, psoríases, eczema, acne, alergias e outros problemas de pele.
12. Síndrome da fadiga crônica.
13. Equilíbrio do ph sanguíneo.
14. Prevenção do câncer.
15. Equilíbrio das funções do sistema imunológico.
16. Gastrite.
17. Parkinson.
18. Síndrome da fadiga crônica.
19. Gota e ácido úrico.

Para saber mais sobre os efeitos terapêuticos do magnésio, visite:

www.afibbers.org/magnesium.html

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www.weight-care.com/magnesium_chloride.htm
www.arthritistrust.org/Articles/Magnesium%20Chloride%20Hexahydrate%20Therapy.pdf
www.magnesiumforlife.com/index_references.shtml

4. Metabolismo Secundário

4.1. INTRODUÇÃO

Uma das características dos seres vivos é a presença de atividade metabólica. O metabolismo nada
mais é do que o conjunto de reações químicas que ocorrem no interior das células. No caso das células vegetais,
o metabolismo costuma ser dividido em primário e secundário.
Entende-se por metabolismo primário o conjunto de processos metabólicos que desempenham uma
função essencial no vegetal, tais como a fotossíntese, a respiração e o transporte de solutos. Os compostos
envolvidos no metabolismo primário possuem uma distribuição universal nas plantas. Esse é o caso dos
aminoácidos, dos nucleotídeos, dos lipídios, carboidratos e da clorofila. Em contrapartida, o metabolismo
secundário origina compostos que não possuem uma distribuição universal, pois não são necessários para todas
as plantas. Como conseqüência prática, esses compostos podem ser utilizados em estudos taxonômicos
(quimiosistemática). Um exemplo clássico são as antocianinas e betalainas, as quais não ocorrem conjuntamente
em uma mesma espécie vegetal (Fig. 1). As betalainas são restritas a dez famílias de plantas, pertencentes a
ordem Caryophyllales, que conseqüentemente não possuem antocianinas. Como a beterraba (Beta vulgaris)
pertence a uma dessas famílias (Chenopodiaceae), a coloração avermelhada de suas raízes só pode ser atribuída
à presença de betalainas, e não às antocianinas, como erroneamente costuma se pensar.

Figura 1. Exemplo de dois compostos do metabolismo secundário que podem ser utilizados em taxonomia. A betacianidina é
um alcalóide com propriedades químicas (solubilidade em água) e físicas (coloração) semelhante às antocianinas. Contudo, as
betacianidinas só ocorrem em famílias de plantas pertencentes a ordem Caryophyllales (Ex. Chenopodiaceae).
Embora o metabolismo secundário nem sempre seja necessário para que uma planta complete seu
ciclo de vida, ele desempenha um papel importante na interação das plantas com o meio ambiente. Um dos
principais componentes do meio externo cuja interação é mediada por compostos do metabolismo secundário são
os fatores bióticos. Desse modo, produtos secundários possuem um papel contra a herbivoria, ataque de
patógenos, competição entre plantas e atração de organismos benéficos como polinizadores, dispersores de
semente e microorganismos simbiontes. Contudo, produtos secundários também possuem ação protetora em
relação a estresses abióticos, como aqueles associados com mudanças de temperatura, conteúdo de água, níveis
de luz, exposição a UV e deficiência de nutrientes minerais.
Existem três grandes grupos de metabólitos secundários: terpenos, compostos fenólicos e alcalóides
(Fig. 2). Os terpenos são feitos a partir do ácido mevalônico (no citoplasma) ou do piruvato e 3-fosfoglicerato (no
cloroplasto). Os compostos fenólicos são derivados do ácido chiquímico ou ácido mevalônico. Por fim, os
alcalóides são derivados de aminoácidos aromáticos (triptofano, tirosina), os quais são derivados do ácido
chiquímico, e também de aminoácidos alifáticos (ornitina, lisina).

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Figura 2. Principais vias do metabolismo secundário e suas interligações. A seguir iremos considerar cada um dos três
grandes grupos de compostos do metabolismo secundário.

4.2. COMPOSTOS FENÓLICOS

Os fenólicos são um grupo de compostos bastante presentes no nosso dia a dia, embora nem sempre
nos demos conta disso. Desse modo, muito do sabor, odor e coloração de diversos vegetais que apreciamos são
gerados por compostos fenólicos. Alguns desses compostos, como o aldeído cinâmico da canela (Cinnamomum
zeyllanicum) e a vanilina da baunilha (Vanilla planifolia), são inclusive empregados na indústria de alimentos. Os
compostos fenólicos não são apenas atrativos para nós, mas também para outros animais, os quais são atraídos
para polinização ou dispersão de sementes. Além disso, esse grupo de compostos é importante para proteger as
plantas contra os raios UV, insetos, fungos, vírus e bactérias. Há inclusive certas espécies vegetais que
desenvolveram compostos fenólicos para inibir o crescimento de outras plantas competidoras (ação alelopática).
Exemplos de compostos fenólicos com ação alelopática são o ácido caféico e o ácido ferúlico.
Além de sua importância na proteção das plantas contra fatores ambientais e bióticos adversos,
acredita-se que os compostos fenólicos tenham sido fundamentais para a própria conquista do ambiente terrestre
pelas plantas. Esse é o caso da lignina, a qual proporcional o desenvolvimento do sistema vascular, dando rigidez
aos vasos. De modo coerente com essa hipótese, plantas primitivas que habitam principalmente ambiente
úmidos, como briófitas e pteridófitas, são pobres em compostos fenólicos.
Quimicamente dizendo, os chamados compostos fenólicos são substâncias que possuem pelo menos
um anel aromático no qual ao menos um hidrogênio é substituído por um grupamento hidroxila. Esses compostos
são sintetizados a partir de duas rotas metabólicas principais: a via do ácido chiquímico (Fig. 3) e a vida do ácido
mevalônico, a qual é menos significativa.

Figura 3. Via do ácido chiquímico para biossíntese de compostos fenólicos e alguns alcalóides. Uma importante enzima nessa
via é a fenilalanina amônio liase (PAL) a qual produz o ácido cinâmico. Uma importante classe de compostos derivada do ácido
cinâmico são as ligninas, já que essas nada mais são do que um polímero de fenilpropanos altamente ramificado.

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Como pode ser observado na figura 3, o ácido chiquímico é formado pela condensação de dois
metabólitos da glicose, ou seja, o fosfoenolpiruvato e a eritrose-4-fostato. O próximo passo dessa via e a
formação do ácido corísmico através da junção do ácido chiquímico e uma molécula de fosfoenolpiruvato. O ácido
corísmico por sua vez gera os aminoácidos aromáticos (triptofano, fenilalanina e tirosina) que são precursores de
vários alcalóides. Contudo, um dos primeiros grupos de compostos fenólicos formados a partir do ácido corísmico
são os fenilpropanóides. Esses compostos costumam ser voláteis, sendo considerados, juntamente com os
monoterpenos (ver adiante), óleos essenciais. Os fenilpropanóides são também precursores da lignina, já que
esta nada mais é do que um polímero de fenilpropanos, altamente ramificado. Contudo, não se sabe ainda ao
certo a estrutura molecular das ligninas.
A via do ácido chiquímico (ou shiquimico) é presente em plantas, fungos e bactérias, mas não em
animais. Por isso, os aminoácidos triptofano e fenilalanina são considerados essenciais. Como a tirosina pode ser
formada a partir da fenilalanina, ela não é considerada essencial na dieta humana. Uma importante enzima nessa
via é 5-enolpiruvil-3-fosfochiquimato (EPSP sintase). O herbicida glifosato é um conhecido inibidor dessa enzima.
Existe um gene que codifica uma forma mutante da enzima EPSP, a qual deixa de ser inibida pelo glifosato. Tal
gene tem sido utilizado para produção de plantas transgênicas resistentes a herbicidas, como por exemplo a soja
Roundup Ready®. Contudo, a principal enzima da via do ácido chiquímico é a fenilalanina amônio liase (PAL).
Essa enzima retira uma amônia da fenilalanina formando o ácido cinâmico. A PAL é regulada por fatores
ambientais como o nível nutricional, a luz (pelo efeito do fitocromo) e infecção por fungos. Entre as substâncias
formadas após a ação da PAL estão o ácido benzóico, o qual dá origem ao ácido salicílico, um importante
composto na defesa das plantas contra patógenos (Fig. 4).

Figura 4. Principais compostos fenólicos derivados da enzima fenilalanina amônio liase (PAL).

Outra importante classe de compostos derivados da PAL é representada pelos flavonóides (Fig 4).
Embora os flavonóides sejam quase ausentes em fungos, algas, briófitas e pteridófitas1, sua importância nas
angiospermas é muito grande. Esses compostos estão envolvidos principalmente na sinalização entre plantas e
outros organismos e na proteção contra UV. No que se refere à sinalização entre plantas e outros organismos,
pode se incluir nesse item a relação entre os vegetais e seus agentes polinizadores, sendo a coloração das flores
um dos principais atrativos. Exemplos de compostos que as plantas utilizam para colorir suas flores são as
antocianinas, uma classe de flavonóides. As antocianinas são glicosídeos de flavonóides (Fig. 1). A aglicona
(molécula sem o açúcar) é conhecida como antocianidina. As antocianinas são bastante solúveis e se acumulam
nos vacúolos das células das pétalas. Elas são transportadas para os vacúolos por intermédio de glutationa-S-
transferase (GST) e os transportadores ABC. Além da ação da PAL, para que haja biossíntese de flavonóides, é
necessária a atuação de uma outra importante enzima. Trata-se da chalcona sintase (CHS). Algumas espécies
vegetais sofreram uma mutação nessa enzima, o que deu origem a acumulação de estilbenos, uma classe de
compostos relacionados aos flavonóides (Fig. 5). O resveratrol é um estilbeno de grande importância, pois

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acredita-se que ele diminui o risco de doenças cardíacas. Fontes de resveratrol são a uva (Vitis vinifera) e o
amendoim (Arachis hypogea).

Figura 5. Biossíntese de flavonóides. A enzima chalcona sintase (CHS) é a principal enzima envolvida na biossíntese de
antocianinas, isoflavonóides e taninos. Uma forma mutada da CHS é representadas pela estilbeno sintase (STS), a qual dá
origem ao resveratrol.

A enzima CHS é necessária para que haja formação de importantes flavonóides como as antocianinas,
os flavonóis, os taninos condensados e os isoflavonóides (Fig. 5). Os flavonóis são os próprios precursores de
antocianinas e dos taninos condensados.
Contudo, ps flavonóis, por si só, já desempenham um importante papel absorvendo a radiação UVB (280-320 nm)
para proteção das plantas. Um conhecido exemplo de flavonól é a quercetina (Fig. 13).
Os isoflavonóides são também conhecidos como fitoalexinas, ou seja, uma classe de compostos com ação
antipatógenos (e.g. medicarpina) ou inseticida (e. g. rotenóides).
Os taninos condensados são compostos fenólicos solúveis em água com massa molecular entre 500 a 3.000
Daltons. Esses compostos são responsáveis pela adstringência de muitos frutos. Taninos são defesas contra
pragas pois eles se ligam a proteínas digestivas dos insetos. Esses compostos também são denominados
protoantocianidinas devido ao fato de produzirem pigmentos avermelhados (antocianidinas), após degradação.

4. 3. TERPENOS

Pode se dizer que as plantas possuem dois tipos básicos de polímeros: os ácidos nucléicos (DNA e
RNA) e as proteínas. Contudo existe uma terceira classe de compostos que se assemelham aos polímeros. Trata-
se dos terpenos. Na verdade, cada unidade básica dos terpenos assemelha-se mais a uma peça de lego , do que
propriamente um monômero. Aproveitando a analogia com esse conhecido brinquedo, o equivalente a cada peça
de lego seria uma molécula de cinco carbonos denominada isopreno ou isopentenilpirofosfato. Desse modo, os
terpenos são classificados de acordo com o número de unidades de isopreno que entraram em sua montagem
(Tab. 1).

# Isoprenos # Átomos de C Nome Exemplos


1 5 Isopreno Cadeia lateral das Cks
2 10 Monoterpeno piretróides e óleos essenciais
3 15 Sesquiterpeno ABA, lactonas
4 20 Diterpeno GAs, taxol
6 30 Triterpeno Esteróides (BR), saponinas
8 40 Tetraterpeno Carotenóides
N N Polisopreno Borracha
Tabela 1. Principais terpenóides encontrados nas plantas. Notar que os terpenóides são precursores de quatro
classes hormonais: as citocininas (CKs), o ácido abscísico (ABA), as giberelinas (GAs), e os brassinoesteróides
(BR).

Como pode ser observado na tabela 1, muitos compostos vegetais importantes são terpenos ou
possuem derivados de terpenos em partes de sua molécula. Entre esses compostos encontram-se, inclusive,
quatro, das seis principais classes de hormônios vegetais. Como mencionado anteriormente, os terpenos são
montados através da justaposição sucessiva de unidades de cinco carbonos denominado isopentenilpirofosfato
(IPP). O IPP é derivado do ácido mevalônico ou mevalonato e dá origem a todos os outros terpenos (Fig. 6).
Contudo, é necessário salientar que enquanto os monoterpenos (C10), sequiterpenos (C15) e diterpenos (C20)

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são montados pela adição de uma molécula C5 de cada vez, os triterpenos (C30) são o resultado da junção de
duas moléculas C15 (FPP) e os tetraterpenos de duas moléculas C20 (GGPP).

Figura 6. Biossíntese de terpenos. O isopreno é representado aqui como uma unidade básica, semelhante aos bloquinhos do
brinquedo lego . A junção de duas unidades de isopreno ou isopentenilpirofosfato (IPP) forma o geranilpirofosfato (GPP), o
qual é precursor dos monoterpenos. A adição de mais um IPP gera o farnesilpirofostato (FPP), o qual origina os
sesquiterpenos. A adição de mais um IPP a um FPP origina o geranilgeranilpirofosfato (GGPP), sendo este o precursor dos
diterpenos. A junção de dois FPPs dá origem aos triterpenos. De modo semelhante, são precisos dois GGPPs para obtermos
um tetraterpeno.

A seguir iremos considerar cada um dos principais grupos de terpenos dando ênfase aos compostos
vegetais mais importantes que fazem parte de cada grupo. Os monoterpenos, devido ao seu baixo peso
molecular, costumam ser substância voláteis, sendo portanto denominados óleos essenciais ou essências.
Contudo nem todos os óleos voláteis são terpenóides; alguns podem ser compostos fenólicos (fenilpropanóides).
Os monoterpenos podem ocorrer em pêlos glandulares (Lamiaceae), células parenquimáticas diferenciadas
(Lauraceae, Piperaceae, Poaceae); canais oleíferos (Apiaceae) ou em bolsas lisígenas ou esquizolisígenas
(Pinaceae, Rutaceae). Eles podem estar estocados em flores (laranjeira), folhas (capim-limão, eucalipto, louro) ou
nas cascas dos caules (canelas), madeiras (sândalo, pau-rosa) e frutos (erva-doce).
A função dos óleos essenciais nas plantas pode ser tanto para atrair polinizadores (principalmente os
noturnos) quanto para repelir insetos (pragas). Entre o primeiro grupo estão o limoneno e o mentol (Fig 7), os
quais possuem cheiro agradável também para nós. Um exemplo clássico do segundo grupo são os piretróides
(Fig 7). Esses compostos são inseticidas naturais derivado do cravo-de-defunto (Chrysanthemum spp). A
volatilidade desse inseticida tem sido bastante útil para o desenvolvimento dos conhecidos inseticidas domésticos
para repelir pernilongos.

Figura 7. Estrutura de alguns óleos voláteis.

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Muitos sesquiterpenóides também são voláteis e, assim como os monoterpenos, estão envolvidos na
defesa contra pragas e doenças. Dois exemplo são o gossypol (dímero de C15), o qual está associado à
resistência a pragas em algumas variedades de algodão, e as lactonas, presentes na família Compositae e
responsáveis pelo gosto amargo de suas folhas. Alguns sesquiterpenos são considerados fitoalexinas, como a
rishitina de tomateiro. Contudo, a maior parte das fitoalexinas são na verdade compostos fenólicos
(isoflavonóides). Os diterpenos normalmente estão associados às resinas de muitas plantas. Um exemplo é a
resina cicatrizante de Hymenaea courbaril. Contudo, talvez o principal papel desempenhado por um diterpeno seja
o das giberelinas, as quais são importantes hormônios vegetais responsáveis pela germinação de sementes,
alongamento caulinar e expansão dos frutos de muitas espécies vegetais.
Entre os triterpenos está uma importante classe de substâncias tanto para vegetais quanto para
animais. Trata-se dos esteróides, os quais são componentes dos lipídios de membrana e precursores de
hormônios esteróides em mamíferos (testosterona, progesterona), plantas (brassinoesteróides) e insetos
(ecdiesteróides).
Uma outra classe importante de triterpenos são as saponinas. Como o próprio nome indica, as
saponinas são prontamente reconhecidas pela formação de espuma em certos extratos vegetais. Essas
substâncias são semelhantes ao sabão porque possuem uma parte solúvel (glicose) e outra lipossolúvel
(triterpeno). Nas plantas, as saponinas desempenham um importante papel na defesa contra insetos e
microorganismos. Isso pode ocorrer de diversos modos. Uma delas é a complexação das saponinas com
esteróides dos fungos, tornando-os indisponíveis. As plantas também podem desenvolver saponinas como
análogos de hormônios esteróides de insetos. Esses análogos, denominadas fitoecdisonas, interferem no
desenvolvimento dos insetos, tornando-os estéreis. Há inclusive a possibilidade de sintetizar hormônios animais a
partir de saponinas. Isso tem ocorrido com a saponina diosgenina, derivada de Dioscorea macrostachya, para
produção industrial da progesterona (Fig. 8). A produção industrial de hormônios animais a partir de saponinas
vegetais causou uma significativa mudança no comportamento da sociedade contemporânea, pois foi a base da
produção dos anticoncepcionais (Djerassi, 1970).

Figura 8. Estrutura química da saponina diosgenina e do hormônio esteróide progesterona. A diosgenina costuma ser extraída
do inhame (Dioscorea macrostachya) e empregada industrialmente para fabricação de progesterona.

Um outro triterpeno que tem mudado o comportamento da sociedade, ou pelo menos seus hábitos
alimentares é o colesterol. Embora o colesterol seja um importante componente de membrana e precursor de
hormônios esteróides, sua acumulação tem sido associada com doenças cardíacas. Tal constatação fez com que
a população passasse a buscar alimentos com baixos níveis desses compostos. É comum encontrarmos em
diversos produtos de origem vegetal, tais como óleos, azeites e margarinas, a indicação de que eles não contém
colesterol. Nem poderia ser diferente, já que as plantas normalmente acumulam pouco colesterol devido a ação
da enzima esterol metiltransferase. Essa enzima adiciona metil ou etil ao carbono 24 dos esteróides levando à
acumulação de outros esteróides (sitosterol, campesterol) e não do colesterol, pois esse último não possui CH3
no carbono 24 (Diener et al., 2000).
Outras saponinas que merecem destaque são a azadiractina, uma saponina do tipo limonóide presente
no neem (Azadirachta indica), a tomatidina (um alcalóide esteroidal), a glicirrizina presente no alcaçuz (Glycyrrhiza
blabra) e o protopanaxodiol extraído do ginseng (Panax ginseng). Embora essas saponinas tenham sido
desenvolvidas pelas plantas para sua proteção, elas vem sendo utilizadas pelo homem em diferentes aplicações
como inseticidas naturais (azadiractina) e remédios (protopanaxodiol e glicirrizina).
Os tetraterpenos mais famosos são sem dúvidas os carotenos e as xantofilas.
Esses compostos lipossolúveis desempenham um importante papel tanto nas plantas quanto nos
animais. Nas plantas, basta dizer que os carotenóides fazem parte das antenas de captação de luz nos
fotossistemas. Sem os carotenóides não haveria portanto a fotossíntese. Além disso, esses compostos são
importante antioxidantes e dissipadores de radicais livres gerados pela fotossíntese.
Embora os vertebrados não sejam capazes de sintetizar carotenóides, esses compostos
desempenham importantes papéis no metabolismo animal. Além do betacaroteno ser precursor da vitamina A
(retinal), outros carotenóides como o licopeno são importantes dissipadores de radicais livres nos animais.

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A primeira enzima da biossíntese de carotenóides é a fiteno sintetase (PSY, Fig. 9). Em tomateiro
existe uma isoforma dessa enzima específica de frutos. Enquanto em muitas espécies de frutos a aquisição de
coloração é quase que somente devido a degradação da clorofila que camuflava os carotenóides, no tomate há
uma biossíntese de novo desses compostos durante a maturação. Mutantes de tomateiro defectivos para a
isoforma de PSY específica de frutos acumulam pouco carotenóides nesses órgão, tornando-os apenas
amarelados (Fig. 9), ao invés de vermelhos, quando maduros.
Curiosamente, quando plantas transgênicas superexpressando essa enzima foram produzidas, as
mesmos mostraram um inesperado fenótipo anão. Esses resultados foram
interpretados como sendo causados por uma diminuição nos níveis endógenos de giberelinas devido à
competição por cadeias terpênicas (Fray et al., 1995).
Após a formação do fiteno, o mesmo é reduzido a licopeno pela ação de diferentes dessaturases (PDS
e ZDS, Fig. 9). O licopeno, por sua vez, é prontamente convertido a caroteno pela ação de uma -ciclase. Contudo,
a quase ausência dessa enzima em frutos como o tomate, a goiaba e a melancia faz com eles acumulem licopeno
e adquiram uma coloração vermelha característica. Mutantes de tomateiro com a presença de beta-ciclases nos
frutos podem acumular -caroteno ou -caroteno ao invés de licopeno. No primeiro caso, os frutos ficam com uma
coloração alaranjada, parecido com a da cenoura (Fig. 9). No segundo caso, o acúmulo de delta-caroteno produz
frutos de coloração vermelho alaranjado (Fig. 9). Como o tomate é uma importante fonte de licopeno*, o qual,
como se verá adiante, é um eficiente antioxidante para a dieta humana, as mutações que convertem o licopeno
em outros carotenóides têm pouca aplicação prática. Há no entanto um mutante de tomateiro com total ausência
de atividade de beta-ciclase no fruto. Esse mutante, denominado old gold crimson (og) possui mais licopeno do
que o tomate comum (não mutante). É provável que no futuro essa mutação seja incorporada na maioria das
variedades comerciais de tomateiro.
A oxidação de carotenos dá origem a xantofilas como a luteína e a zexantina (Fig. 9). Essa última é
precursora do hormônio ácido abscísico (ABA). A principal enzima envolvida na quebra da xantofila para produção
de um precursor de ABA é uma dioxigenase conhecida como VP14 em milho ou NOTABILIS em tomateiro.
Curiosamente, a quebra do caroteno para formação de retinal é feita por uma enzima semelhante nos
animais (*O tomateiro possui mais de 10 mg de licopeno por 100 g de peso fresco).

Figura 9. Biossíntese de carotenóides em tomateiro


(Lycopersicon esculentum). Em verde estão representados os
genes que codificam as principais enzimas envolvidas. Em azul
estão representadas mutações conhecidas para alguns dos
referidos genes. O mutante yellow flesh (r) corresponde à
ausência de uma fiteno sintase (PSY) específica de frutos. Os
mutantes Beta (B) e old god crimson (og) correspondem a dois
extremos, ou seja, a alta atividade de uma beta-ciclase (B) e a
não atividade da mesma (og). O mutante Del codifica para uma
beta-ciclase alternativa, a qual produz delta caroteno. A mutação
tangerine (t) corresponde a uma isomerase necessária para a
ação das enzimas fiteno dessaturase (PDS) e zeta-caroteno
dessaturase (ZDS).

Por fim, o último grupo de terpenóides é composto pelos polisoprenos. Entre esses compostos está a
borracha: um terpeno formado por 1.500 a 15.000 unidades de isopreno. A borracha está presente no látex de
diversas plantas, sendo a mais importante a seringueira (Evea brasiliensis).

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5. Composição dos óleos essenciais

Óleos essenciais compõem-se de compostos químicos extremamente voláteis. Muitos são sensíveis
aos efeitos da luz, calor, ar e umidade, e devem ser, portanto guardados em vidros escuros hermeticamente
fechados. Devido a alguns óleos essenciais tenderem a mudar gradualmente sua composição química durante
a estocagem, não é possível garantir com absoluta certeza a composição de uma amostra antiga sem uma
recente análise. A cromatografia de um óleo essencial pode permitir ter-se uma idéia aproximada de sua
composição química recente. O nível desta alteração química variará de acordo com o tipo de óleo essencial e
seu tempo médio de durabilidade.
A grande maioria dos óleos essenciais contém diferentes tipos de compostos (às vezes centenas), mas
com um ou dois em maior intensidade, que dão as propriedades farmacológicas e toxicológicas do óleo. Muitas
das propriedades do óleo de hortelã pimenta podem ser atribuídas aos seus 40% (aproximadamente) de
mentol. Mas nem sempre é necessário alto teor de um composto para que ele provoque alguma reação e
níveis inferiores a 1% podem ter um efeito decisivo nisso. Um exemplo disso é o bergapteno, que torna o óleo
de casca de bergamota extremamente fototóxico, e que é encontrado em concentrações de aproximadamente
0.3% nele.
Muitos óleos essenciais, de espécies e regiões diferentes podem apresentar componentes em comum
e que lhe conferem ações similares e possibilidade até mesmo de substituição, conforme o uso, como
acontece com a lavanda francesa e o pau rosa, ambos contendo alto teor de linalol.

Isômeros

São moléculas que possuem os mesmos átomos constituintes ajustados em diferentes formas. Como
exemplo temos o nerol e o geraniol. Isômeros ópticos são um caso especial devido ao arranjo das moléculas
atômicas afetarem de maneira diferente a polaridade da luz. Isômeros ópticos são imagens espelhadas um do
outro, refletindo assim, em sua solução a luz em direções opostas (para a direita (horário); ou esquerda (anti-
horário)). Esta rotação pode ser avaliada e ajuda a identificar os componentes em questão. Exemplos são (+)-
carvona e (-)-carvona, a primeira reflete a luz no sentido horário do relógio e a última no sentido anti-horário.
O isômero dextrógiro, d-carvona ou (+)-carvona é encontrado no óleo de alcarávia (caraway) e dá o
cheiro característico de alcarávia. O isômero levógiro, l-carvona ou (-)-carvona cheira a menta e é o principal
componente do óleo de hortelã verde (spearmint). Uma mistura igual dos isômeros (+) e (-) é chamada de
racêmica e pode ser identificada no óleo de capim-gengibre ou nos óleos de lavandins (alfazemas).
Também, os isômeros comuns e isômeros ópticos podem gerar compostos com propriedades
terapêuticas diferenciadas, sendo às vezes perceptível também sua diferença pelo seu aroma.

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5.1. Classe de compostos encontrados nos óleos essenciais

Hidrocarbonetos
Terpenos

Compostos com oxigênio


Álcoois
Aldeídos
Cetonas
Ésteres
Fenóis
Éteres e óxidos
Peróxidos
Furanos
Lactonas
Ácidos

Outros componentes
Compostos com enxofre
Compostos com nitrogênio

Hidrocarbonetos e compostos oxigenados

A primeira e maior categoria de compostos O odor e sabor de um óleo essencial são


encontrados nos óleos essenciais são os hidrocar- determinados principalmente pelos seus compôs-tos
bonetos, compostos que contém somente carbono e com oxigênio; o fato deles conterem oxigênio lhes dá
hidrogênio. Destes hidrocarbonetos, as plantas alguma solubilidade na água e considerável
produzem os compostos com oxigênio, e que solubilidade no álcool e gorduras e por isso penetram
constituem a segunda maior categoria. Em muitos com grande facilidade todos os tipos de tecidos de
óleos essenciais, como o pinheiro silvestre, os nosso corpo.
hidrocarbonetos predominam e somente uma Os compostos da tabela acima são
limitada quantidade de compostos com oxigênio encontrados em diferentes partes dentro da natureza
estão presentes. Em outros como o cravo da Índia, e não são portanto limitados somente a OE. Em
a maior parte do óleo consiste em compostos com alguns casos um composto pode vir colocado em mais
oxigênio. Poucos óleos essenciais possuem de uma classificação, como é o caso do eugenol, que
compostos com enxofre e ainda mais raro será é tanto um fenol quanto um éter, mas que é referido
encontrar algum com compostos nitrogenados. como sendo um fenol.

Terpenos

Terpenos são compostos somente por (composta por 5 átomos de carbono), um bloco de
átomos de hidrogênio e carbono. Todos os terpenos construção essencial na bioquímica da planta.
são construídos por uma unidade de isopreno Dividem-se conforme sua constituição em mo-

noterpenos, sesquiterpenos, diterpenos, etc, de átomos de carbono e não serem por isso destiláveis
acordo com a quantidade de unidades de isopreno (o seu peso molecular é muito grande para isso).
presentes em sua constituição. Porém, em óleos Entre os terpenos com mais de 40 átomos de carbono
essenciais somente encontraremos monoterpenos e encontraremos alguns tipos de esteróides e certos
sesquiterpenos e muito raramente diterpenos, isso hormônios.
devido aos outros compostos terem mais de 20

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Alguns terpenos comuns:

Monoterpenos Sesquiterpenos

Canfeno Bisaboleno
Careno Cadineno
Cimeno Cariofileno
Diterpeno Cedreno
Limoneno Camazuleno Unidade de isopreno
Mirceno Copaeno
Ocimeno Farneseno
Felandreno Germacreno D
Pineno Humuleno
Sabineno Selineno
Terpineno Terpinoleno

Solventes de gordura (colesterol) e coágulos nas


artérias: Limoneno (principalmente), pineno,
sabineno
Monoterpenos são constituídos por 2 Expectorantes: Canfeno, cimeno, pineno, sabineno,
unidades isoprênicas juntas e que contém então 10 terpineno
átomos de carbono. Eles são a unidade terpênica Anti-infecciosos: Terpineno, pineno, sabineno
mais básica e encontrada na natureza. Analgésicos: Mirceno (principalmente), pineno,
sabineno, careno
Anti-viral e estimulante imunológico: Limoneno
Descongestionante hepático: Limoneno

Todos os sesquiterpenos possuem propriedades


anti-inflamatórias. Temos também:
Sesquiterpenos são compostos por 3 Anti-infecciosos: Cariofileno, humuleno, farneseno
unidades isopropenicas e, portanto terão 15 átomos (bacteriostático), terpinoleno
de carbono. Ferormonio: Germacreno D
Descongestionante hepático: Camazuleno

Monoterpenos são muito comuns em óleos no (junípero, capim cidreira), cariofileno (pimenta
essenciais e sesquiterpenos são menos freqüen- negra, cravo da índia, copaíba), germacreno D ( ylang
tes. O nome dos terpenos termina em -eno. ylang), camazuleno (camomila alemã e milefólio),
humuleno (lúpulo), bisaboleno (opopanax e orégano
OE onde são encontrados alguns mono e ses- comum), careno, e pineno (pinheiros), sabineno (folha
quiterpenos: limoneno (laranja, limão, lima, grape- de junípero e noz moscada), terpinoleno e terpineno
fruit), canfeno (citronela, alecrim e milefólio), mirce- (tea tree, bergamota), ocimeno (manjericão).

Álcoois

Estes são talvez o mais variado grupo de destilação da madeira de Eucarya spicata, uma
derivados terpênicos. Eles são baseados nos pequena árvore do oeste da Austrália são exemplos
monoterpenos e, portanto contém 10 átomos de de álcoois sesquiterpênicos.
carbono. Linalol (<>pau rosa) e geraniol (<>gerânio) Os nomes dos álcoois terminam em -ol. Por
são exemplos de álcoois monoterpênicos. coincidência, outros componentes dos óleos
Mais raramente, os álcoois de uma planta essenciais, particularmente os fenóis, também são
se baseiam em sesquiterpenos. Os santalóis designados com o final -ol. (Mas nem todos os álcoois
encontrados no sândalo e os fusanóis, obtidos pela farão parte da composição química dos óleos

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essenciais. Etanol, mais conhecido como um geraniol, lavandulol, linalol, nerol, nerolidol, olibanol,
ingrediente de bebidas alcoólicas, não é um pachulol, santalol, vetiverol, terpinen-4-ol. Uma
componente natural de nenhum óleo essencial.) vantagem dos álcoois é que eles possuem potentes
A grande maioria possui propriedades propriedades terapêuticas associadas a agradáveis
regeneradoras, imunoestimulantes e citofiláticas, os fragrâncias e baixa toxidade.
mais potentes são: bisabolol, carotol, cedrol, daucol,

Expectorante: borneol, mentol, neomentol


Anti-inflamatórios: bisobolol, terpineol, terpinen-4-ol
Estrogênico (hormonal): esclareol (álcool diterpênico)

OE onde são encontrados alguns álcoois: borneol (cânfora de Bornel, alecrim), olibanol (olíbano), pachulol
(pachouli), vetiverol (vetiver), bisabolol (camomila alemã, candeia), mentol (hortelãs), farnesol (capins em geral,
rosa e neroli), terpinen-4-ol (tea tree, bagas de junípero), linalol (pau rosa, lavanda, bergamota, esclaréia,
petitgrain laranja da terra), terpineol (tea tree e outros), esclareol (sálvia esclaréia).

Alguns dos álcoois mais comuns:

Álcool benzílico Farnesol Nerolidol Santalol


Bisabolol Geraniol Nuciferol Terpineol
Borneol Lavandulol Olibanol Terpinen-4-ol
Carotol Linalol Pachulol Vetiverol
Cedrol Mentol Feniletil álcool Viridiflorol
Citronelol Neomentol Pinocarveol
Daucol Nerol Sabinol

Aldeídos

Estes podem ser considerados álcoois aqueles que exigem maior cautela por queimar
primários parcialmente oxidados. Aldeídos são facilmente a pele. Todos os aldeídos possuem em maior
encontrados naturalmente como componentes de ou menor escala ação anti-fúngica e estimulante da
óleos essenciais. Exemplos seriam o cinamaldeído circulação local.
(<>casca de canela), citral (<>capim-limão) e
Vasodilatador e anti-fúngico: Citral
citronelal (<>citronela). Freqüentemente podem
Imunoestimulantes, anticancerígenos e antioxidantes:
ocasionar queimaduras ou reações alérgicas se
Aldeído cinâmico, aldeído benzóico, cuminaldeído
passados puros sobre a pele. (Um aldeído muito
conhecido e que não é encontrado em óleos OE onde são encontrados alguns aldeídos:
essenciais é o formaldeído (formol).) O nome dos cinamaldeído (canela), benzaldeído (amêndoas
aldeídos termina em -al ou -aldeído. amargas, folha de pessegueiro), cuminaldeído (cominho,
Poderosos anti-infecciosos. Os mais canela), citral (capim cidreira e limão, melissa, verbena
potentes são o aldeído benzóico (benzaldeído) e o limão), geranial (melissa, litsea cubeba, verbena),
aldeído cinâmico (cinamaldeído). São também anisaldeído (erva-doce, anis estrelado, funcho).

Acetaldeído Cuminaldeído
Alguns aldeídos comuns: Anisaldeído Geranial
Benzaldeído Mirtenal
Cinamaldeído Neral
Citral Perilaldeído
Citronelal Valeranal

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Cetonas

Estes componentes são estruturalmente Estes compostos terão forte ação sobre a
similares aos aldeídos. Eles são produzidos pela regeneração celular, liquefazendo mucosidades e
oxidação de álcoois secundários. Eles são bastante auxiliando a sua eliminação principalmente pelas vias
estáveis e não são, portanto facilmente oxidáveis. respiratórias. Algumas terão também ações anti-
Exemplos são fenchona (<>funcho), carvona sépticas, descongestionantes do fígado, assim como
(<>alcarávia) e cânfora (<>alecrim). Cetonas são sobre o sistema nervoso central.
relativamente resistentes ao metabolismo do corpo Devem ser usadas com mais cuidado, pois
e às vezes são excretadas pela urina intactas. O podem apresentar certa toxidade sobre o sistema
nome das cetonas geralmente termina em -ona. nervoso central.

Expectorantes e estimulantes da circulação: Cânfora, piperitona, pulegona, verbenona


Anti-virais: Tagetona, tuiona
Descongestionantes hepáticos: Verbenona, carvona
Estimulantes do sistema nervoso: Tuiona, cânfora

OE onde são encontrados algumas cetonas: Tuiona (sálvia dalmaciana, tuia folhas, cedro maçã),
tagetona (tagetes), verbenona (alecrim QT3), pulegona (poejos), piperitona (eucalipto dives e capim
gengibre), cânfora (alecrim QT1, cânfora branca, lavanda spike e dezenas de outros OE).

Algumas cetonas comuns:

Acetofenona Perilacetona
Cânfora Pinocanfona
Carvona Pinocarvona
Fenchona Piperitona
Ionona Pulegona
Irona Tagetona
Jasmona Tuiona
Mentona 2-undecanona
Metilheptenona Valeranona
Notkatona Verbenona

Ésteres

Estes componentes freqüente- para acetato de linalil ou linalila. É bem provável que
mente possuem um intenso aroma de frutas. Eles os ésteres sejam encontrados nos óleos essenciais
são produzidos do álcool terpênico correspondente e em quantidades maiores do que os representantes de
um ácido orgânico, e são encontrados em alta qualquer outro grupo. Não é que os óleos essenciais
intensidade em frutas maduras e flores. Na que contêm ésteres como componentes principais
bergamota, quando a fruta está madura, o linalol é sejam muitos, mas mesmo pequenas quantidades de
convertido em acetato linalílico; na hortelã pimenta, alguns ésteres são cruciais para os aromas mais
o mentol é convertido em acetato metílico. Os delicados na fragrância de um óleo essencial. Ésteres
nomes dos ésteres geralmente seguem a seqüência são caracteristicamente sedativos, têm um efeito
final de -ato para o primeiro radical e de –ílico, -il ou calmante que atua diretamente sobre o sistema
-íla para o último. Algumas vezes estas nervoso central e podem ser poderosos agentes anti-
denominações são readaptadas como em: salicilato espasmódicos e anti-inflamatórios. Os mais comuns:
metílico para salicilato de metila ou acetato linalílico

- Angelato butílico – Camomila romana (anti-inflamatório, relaxante, anti-espasmódico e analgésico)


- Acetato linalílico – O mais disseminado nos OE, existe em alta proporção na lavanda, esclaréia, etc
- Salicilato metílico – Wintergreen, bétula doce (analgésico e leve anti-inflamatório)
- Antranilato metílico – Petitgrain (folha) de mexirica carioca ou de mandarina

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Alguns ésteres:

Acetato benzilico Acetato mentílico


Benzoato benílico Antranilato metílico
Acetato bornílico Benzoato metílico
Isovalerato bornílico Butirato metílico
Angelato butílico Salicilato metílico
Acetato citronelílico Acetato neralílico
Formato citronelílico Hidrato de sabineno
Acetato eugenílico Acetato de sabiníla
Acetato geranílico Acetato de terpiníla
Acetato lavandulílico Acetato de vetiveríla
Acetato linalílico

Fenóis

Como álcoois, fenóis possuem um grupo – (<>tomilho) e eugenol (<>cravo) são exemplos de fenóis.
OH (hidroxila). Contudo nos fenóis, o –OH é (Fenol (=ácido carbólico) é um desinfetante derivado da
atachado diretamente a um anel benzênico. Isto hulha de alcatrão e não é encontrado em óleos es-
torna o –OH muito reativo (é fortemente senciais.) O nome da maioria dos fenóis termina em -ol.
eletropositivo) e explica o porquê dos fenóis serem Devido à sua forte reatividade, os fenóis
muito irritantes e de também serem quimicamente possuem uma das mais fortes ações antimicrobiais
muito ativos: resultados terapêuticos com seus usos existentes, possuindo ainda propriedades em alguns
são vistos em pouco espaço de tempo. casos anticarcinogênicas, antifúngicas e anti-
Infelizmente muitos fenóis possuem nomes inflamatórias. Usar principalmente internamente com
que pronunciam-se de forma similar a alguns cautela, podem queimar as mucosas.
álcoois, o que pode ocasionar algumas confusões,
mas quimicamente eles são bem diferentes. Timol

Melhores antifúngicos: Eugenol, cresol, timol, carvacrol


Antitumorais a anticancerígenos: Timol, carvacrol e cresol
Melhores anti-infecciosos e anti-inflamatórios: Cresol, carvacrol, eugenol e timol

OE onde são encontrados alguns fenóis: timol (tomilho, orégano, alecrim pimenta), carvacrol (orégano,
timbra), cresol (tejpat, cade folhas), eugenol (cravo da índia e do campo, folha de canela do Ceilão).

Carvacrol Cavibetol Cavicol Cresol


Alguns fenóis comuns: Eugenol Iso-Eugenol Guaiacol Timol

Éteres e óxidos

Éteres são compostos nos quais um O nome dos óxidos freqüentemente termina
átomo de oxigênio está situado entre em -óxido ou inicia-se pela palavra “óxido”. Já os
dois átomos de carbono na molécula: - éteres são muito variáveis, mas podem possuir a
C-O-C-. Um éter cíclico é um éter no palavra éter, o que ajuda distingui-los.
qual o átomo de oxigênio é encontrado
com um anel (veja à esquerda Os éteres possuem muitas vezes proprie-
exemplo). Éteres cíclicos são também dades hormonais (por vezes estrogênicas) e sobre o
conhecidos como óxidos. O mais sistema nervoso central. Todos os éteres devem ser
importante óxido encontrado nos óleos usados com cautela, principalmente internamente,
essenciais é o cineol que existe em duas formas. A pois apresentam uma toxidade mais elevada.
mais abundante é o 1,8-cineol, também conhecido Sabendo utilizar, os menos tóxicos como o anetol e
como eucaliptol, encontrado no eucalipto. estragol, podem ser empregados sem riscos e

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fornecer bons efeitos terapêuticos, mas sempre em nível de toxidade bem baixo (como com o cineol) e
pequenas quantidades. Já os óxidos podem possuir possuem usos bem diferenciados uns dos outros.

Estrogênicos: Anetol, apiol


Alucinógenos, relaxantes e narcóticos: Anetol, apiol, elimicina, miristicina
Cancerígenos (não totalmente provado em seres humanos): Safrol, estragol, asarono
Carminativos e digestivos: Anetol, estragol e apiol

Os óxidos possuem em geral, propriedades maioria dos OE é o cineol (1,8-cineol), mais


muito parecidas com seu composto matriz, por conhecido como eucaliptol ou cajeputol. Possui
exemplo: óxido de bisabolol = bisabolol. Também propriedades expectorantes, analgésicas e
não apresentam toxidade elevada como os éteres. estimulantes da circulação local, especialmente em
O mais comum entre todos, encontrado na grande pancadas e torções.

OE onde são encontrados alguns éteres e óxidos: Anetol (erva-doce, anis estrelado, funcho, manjericão
cheiro de anis), estragol (manjericões, estragão), apiol (endro e salsa), safrol (sassafrás, cânfora amarela e
vermelha, ho wood vermelho, pimenta longa), asarono (cálamo), elimicina e miristicina (elemi, salsa, noz
moscada), cineol (alecrim QT2, eucaliptos, cânfora branca, cajeput, niaouli, etc).

Alguns éteres e óxidos mais comuns:

Éteres Óxidos

Anetol Óxido de bisabolol


Apiol Óxido de bisaboleno
Asarono Óxido de cariofileno
para-Cresil metil éter Cineol
Elemicina Óxido geranílico
Estragol Óxido linalílico
Metil eugenol éter Óxido de linalol
Metil-eugenol Óxido de nerol
Miristicina Óxido de rosa
Feniletil metil éter Óxido de esclareol
Timol metil éter
Safrol
Iso-safrol

Peróxidos

Peróxidos são incomuns, quimicamente O exemplo típico seria o tóxico ascaridol


altamente reativos, e se decompõe facilmente a altas (anti-helmíntico e ascaricida), encontrado no óleo de
temperaturas e em exposição prolongada ao ar ou erva-de-Santa-Maria e no óleo de boldo do Chile.
água. Nos peróxidos dois átomos de oxigênio estão Poucos outros peróxidos existem em óleos
no encaixe entre dois átomos de carbono: -C-O-O-C-. essenciais.

Furanos

Furanos são compostos oxigenados onde o preocupação, pois é muito pequena. O nome de
átomo de oxigênio é parte de um anel de cinco lados. algumas furanos pode terminar em –furano, mas nem
Encontrados em muitos poucos OE em quantidades sempre. Possuem ações terapêuticas bem
muito pequenas. Em altas dosagens os furanos são diferenciadas entre si, como alguns que são
altamente hepatotóxicos. Mentofurano é um exemplo, antiespasmódicos, outros antifúngicos, anti-
encontrado nos óleos de poejo (<0,8%) e hortelã inflamatórios, etc. Exemplos: Ligustilido, mentofurano,
pimenta (0.1-7.5%). O volume de mentofurano dihidrobenzofurano, fitalido butílico, fitalido butilidino.
presente no óleo de hortelã não é fonte de

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Lactonas

Lactonas são ésteres cíclicos que podem com o sufixo -lactona. Possuem propriedades
ser simples moléculas, ou moléculas mais antifúngicas e anti-inflamatórias. O mais comum é
complexas, como o bergapteno, que pode o bergapteno, encontrado na maioria dos cítricos
aumentar o efeito bronzeador dos raios UV sobre a extraídos por prensagem a frio: Bergamota (0.3-
pele. Eles geralmente têm baixa volatilidade. 0.5%), grapefruit (0.012-0.013%), limão siciliano
Costolactona (<>costus), tende a causar reações (0.15-0.25%), lima (0.1-0.3%), laranja da terra
sem a ajuda dos raios ultravioleta. Os nomes das (0.069-0.073%).
lactonas são muito variáveis, algumas terminam
Sdasdasd

Algumas lactonas comuns:

Alantolactona
Ambretolida
Bergapten (=eno)
Costonolida
Costolactona
Cumarina
Pentadecanolida
Xantotoxina

Ácidos

Ácidos são raros em óleos essenciais e é altamente tóxico.


geralmente têm baixa volatilidade. Eles usualmente Surgem geralmente do metabolismo de
têm o grupo COOH. Os nomes de ácidos tomam a compostos mais complexos, como álcoois e
forma: -ico. O ácido hidrociânico (cianeto de aldeídos pela ação de enzimas no fígado (aldeído
hidrogênio ou ácido prússico) é encontrado no óleo de cinâmico = ácido cinâmico). A maioria possui
amêndoas amargas (ele se forma durante a destila- propriedades anti-infecciosas e anti-inflamatória.
ção) e é removido antes do óleo ser empregado, pois

OE onde são encontrados alguns ácidos: ácido benzóico (benjoim), ácido cinâmico (canela casca e
bálsamo de tolu), ácido hidrociânico ou ácido prússico (amêndoas amargas não retificado – o retificado,
encontrado geralmente no comércio não possui este ácido, portanto não é tóxico)

Ácidos comuns:

Ácido atlantico
Ácido anísico
Ácido benzoico
Ácido cinâmico
Ácido citronélico
Ácido hidrociânico
Ácido fenilacético
Ácido valerênico

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Componentes com enxofre

Estas são moléculas fortemente reativas encontradas em somente poucos óleos essenciais. Eles não
são derivados de terpenos ou sesquiterpenos. Nomes químicos para moléculas contendo enxofre normalmente
têm sulf- ou -tio-. São encontrados em OE com forte aroma de alho e mostarda, por vezes desagradáveis. Os
mais comuns são o alho, cebola, mostarda, alho-porro, assa-fétida e raiz forte. São bactericidas, expectorantes
(bronquite), estimulantes da circulação e anti-cancerígenos. Os disulfetos (especialmente o disulfeto de dialil)
encontrado principalmente no óleo de alho e cebola, podem interferir no metabolismo do iodo no corpo
ocasionando problemas na produção dos hormônios da tireóide. Isso pode ocasionar letargia, problemas
metabólicos e são óleos e plantas que não devem ser consumidos principalmente pessoas que sofrem de
problemas de tireóide (em especial hipotireoidismo). Também interferem no equilíbrio dos hemisférios
cerebrais, podendo ocasionar dores de cabeça. O alho possui um forte efeito hipotensor por agir como
vasodilatador.

Componentes com enxofre:

Isotiocianeto alílico
Sulfeto alilmetílico
Disulfeto alilpropilíco Compostos com nitrogênio
Disulfeto dialilílico
Polisulfeto dialílico Raros, pouco comuns em OE. Sintetiza-
Trisulfeto dialílico dos na maioria das vezes. Encontrados por vezes
Tiosulfanato dialílico (=alicina) em algumas flores.
Disulfeto disopropílico
Disulfeto dimetílico
Sulfeto dimetílico
Trisulfeto dimetílico
Disulfeto metílico
Trisulfeto metil alílico
Isotiocianeto feniletílico
Disulfeto propílico

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GRUPOS CHAVE DOS PRINCIPAIS COMPONENTES QUÍMICOS DOS ÓLEOS ESSENCIAIS

Fenilpropanóides - C6com 3 ligações de carbono (unidade de fenilalanina)


Aldeído Éter Éster Fenol Ácido
cinamaldeído anetol acetato de eugenila eugenol gingerol Ácido cinâmico
metil eugenol miristicina Ácido p-coumárico
elimicina
safrol
metil cavicol (estragol)
apiol

Monoterpenos – C10 (2 unidades de isopreno)


Álcool Furano Hidrocarboneto Aldeído Éster Óxido Fenol Cetona
borneol mentofurano Canfeno Citronelal Acetato de bornila 1,8-cineol Carvacrol Canfona
iso-borneol Careno Cuminal Acetato de geranila óxido de linalol Timol Carvona
geraniol Felandreno citral Acetato de linalila Fenchona
nerol Mirceno Acetato de mentila Piperitona
linalol Pineno Angelato de metila Tuiona
mentol Sabineno Salicilato de metila Tagetenona
terpinen-4-ol Cimeno Verbenona
α-terpineol Dipenteno Mentona
Terpineno Ionona
Ocimeno Damascenona
Limoneno Iso-pinocanfona
Pulegona
Criptona
Jasmona

Sesquiterpenos – C15 (3 unidades de isopreno)


Álcool Hidrocarboneto Óxido
Bisabolol cadineno Óxido de cariofileno
Nerolidol cariofileno
Eudesmol copaeno
Ledol cucumeno
Himacalol humuleno
Cedrol farneseno
Patchoulol santaleno
Vetiverol germacreno
Kuzimol himacaleno
Rotundol cedreno
Ciperol vetiveno
Santalol ylangeno
Zizanol zingibereno
Vetivol longifoleno
patchouleno
camazueno
guaiazuleno

Diterpenos – C20 (4 unidades de isopreno)


Flavonóides (diterpenos fenólicos)
Esclareol, carnosol, ácido carnósico

Triterpenos – C30 (6 unidades de isopreno)


Flavonóides (triterpenos fenólicos)
Ginsenosídeo, glicirrizina

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6. ÓLEOS RICOS EM MONOTERPENOS HIDROCARBONETOS

Aroeira Brasileira
Schinus terebinthifolius

Sinônimos: Pimenta rosa, pimenta vermelha, aroeira vermelha, pimenta brasileira, aroeira mansa.

A aroeira-vermelha é nativa do Brasil. Seu fruto, pequeno e de cor vermelha bem forte e
brilhante, é muito procurado pela avifauna. Quando frutifica torna-se muito atraente, pois se recobre
toda de cachos de frutos posicionados nas extremidades dos ramos. A pequena semente do fruto da
aroeira-vermelha, redondinha e lustrosa inscreve-se entre as muitas especiarias existentes e que são
utilizadas essencialmente para acrescentar sabor e refinamento aos pratos da culinária universal. O
sabor suave e levemente apimentado da aroeira-vermelha, bem como sua bonita aparência, de uso
decorativo, permite o seu emprego em variadas preparações, podendo ser utilizada na forma de grãos
inteiros ou moídos. No entanto, a aroeira é especialmente apropriada para a confecção de molhos que
acompanham as carnes brancas, de aves e peixes, por não abafar o seu gosto sutil. Introduzida na
cozinha européia, com o nome de poivre rose (pimenta-rosa) a aroeira-vermelha acrescentou um
gostinho tropical à nouvelle cuisine.
A árvore pode alcançar 4 a 10 m de altura de tronco com casca espessa e copa densa. De
setembro a janeiro é período de sua floração, surgindo pequenas florzinhas de coloração amarelo-
clara, bem aromáticas e que atraem abelhas. Seu fruto possui um formato arredondado de coloração
vermelha e brilhante, reunido em cachos pendentes. Apresenta polpa avermelhada e comestível.
Frutificam de janeiro a julho. As aroeiras, de pequeno porte, são bastante ornamentais, ocorrendo em
grande parte do território nacional desde Pernambuco até o Rio Grande do Sul. Tipicamente a aroeira
vermelha ocorre nativamente no Brasil, Argentina e Paraguay, mas hoje é difundida em todo o mundo
(EUA, Canadá, Austrália, Europa, etc). Seu frutos são utilizados na Flórida para decoração de natal, o
que lhe conferiu a denominação de christmas-berrry.
O fruto contém mais de 5% de óleo essencial e as folhas mais de 2%. Em testes laboratoriais,
o óleo essencial, assim como o extrato das folhas demonstra uma poderosa ação anti-fúgica contra
numerosos fungos e cândida invitro. O óleo essencial e as folhas clinicamente têm demonstrado
atividade antibacteriana e antimicrobial em um grande número de bactérias e patógenos em
numerosos estudos. Em 1996, uma patente americana foi criada para um produto feito com o óleo
essencial de aroeira brasileira, como um remédio tópico de ação bactericida utilizado contra
Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus para seres humanos e animais (um preparado
para ouvido, nariz e peito). A mesma companhia criou uma outra patente em 1997 para um preparado
similar usado para limpeza de pele e de ação anti-bactericida. Em muitos estudos invitro, extratos de
folha da aroeira brasileira demonstram ação antiviral contra vírus de plantas e apresentam ser
citotóxicos contra 9 tipos de câncer das células.
O extrato da fruta e folhas mostrou ter atividade hipotensiva em cachorros e ratos, assim como
também uma ação estimulante do útero em coelhos e porcos da índia.
A resina do fruto possui efeito purgativo. O óleo essencial (tanto do fruto quanto das folhas)
possui ação fungicida e sabe-se que são excretados primeiramente através dos pulmões e rins. O óleo
essencial (das folhas e frutos) é indicado em distúrbios respiratórios, pois contém alta concentração de
monoterpenos. É eficaz em micoses, candidíase (uso local) e alguns tipos de protozoários intestinais.
Age também como auxiliar no tratamento de alguns tipos de câncer (carcinoma, sarcoma , etc) e como
agente antiviral e anti-bactericida. Possui ação regeneradora dos tecidos e é útil em escaras,
queimaduras e problemas de pele. Tem ação cardiotônica (regula a arritmia e hipertensão, fortalecendo
o coração).
Externamente, o óleo essencial utilizado na forma de loções, gels ou sabonetes, é indicado
para limpeza de pele, coceiras, espinhas (acne), manchas, desinfecção de ferimentos, micoses e para
banho. Um especial uso que possui é no tratamento de distúrbios circulatórios, onde é utilizado tanto
interna quanto externamente. Age bem em varixes, varicela, trobose, flebite e outros distúrbios que
envolvam a má circulação. Uso local em forma de gel a 3 % ou internamente 3 gotas 3 X ao dia. O óleo
essencial contém cis-sabinol, r-cimeno, limoneno, simiarinol, a e b-pineno, d-careno, a e b-felandeno,
triterpenos como o ácido masticodienóico, 3-hidroxi-masticadienômico, schinol, terechutona,
baicremona e ácido terebentifólico.

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Olíbano
Boswellia

O óleo de olibano é muito conhecido na aromaterapia dado ao seu uso há séculos no oriente.
Possui um efeito instropectivo e relaxante (reduz a liberação de ACTH) que facilita a meditação. É
considerado um óleo purificante. Há referencias de agir estimulando a glândula pineal, podendo ser útil
em estados depressivos. Auxilia no tratamento de depressão nervosa. A fração não-fenólica da goma
mostrou efeito sedativo quando testada em ratos.
Existem variedades diferentes de olibanos, sendo os de origem africana os melhores (B. carteri).
O óleo de olíbano possui efeito oxigenante celular e potencial anti-raicais livres. Biologicamente
componentes de resina exibiram forte atividade imumoestimulante (90% de transformação os linfócitos)
sendo acessorado por proliferação linfocitária. Este efeito imunoestimulante é eficaz no tratamento de
doenças onde a imunologia possa estar comprometida (imunodeficiência) como infecção, câncer, aids e
outros. Quando testado em carcinomas Ehrlich e tumores S-180 transplantados em ratos, o óleo de
Boswellia serrata aumentou o tempo de vida dos ratos em 24% com redução dos tumores em 24%. O
óleo demonstrou também potencial atividade antibiótica e antifúngica.
O ácido boswelico presente no óleo, mostrou eficaz ação inibitória da biosintese de leucotrienos
por ação inibitoriade protaglandinas (5-lipoxigenase). Com isso acaba ocasionando eficaz efeito
antiinflamatório, por impedir que doenças inflamatórias tenham continuação pela presença local de
leucotrienos (sinalizadores imunológicos. Isto explica o potencial deste óleo no tratamento ayurvédico de
artrite reumatóide, colite crônica, colite ulcerativa, síndrome de Crohn, asma brônquica e edemas
peritumorais no cérebro.
Teste clínico na Alemanha com cães, comprovou eficaz ação do olíbano (B. serrata) no
tratamento de osteoartrite e condições degenerativas 971% deresultado nos cães com o uso de
400mg/kg por 6 semanas0, comproando eficaz ação anti-reumática e anti- inflamatória.
Em três pequenos estudos clínicos o olibano mostrou melhora dos sintomas de colite ulcerariva,
síndrome de Crohn e devido a sua segurança, tem mostrado ser mais eficaz que a mesalazina.
No Brasil temos variedades de olíbano conhecida como breu (Protium heptaphyllum) de ação
similar à do verdadeiro olíbano proveniente do oriente.

Formas de uso: Internamente 3-5 gotas 3x ao dia por 30 dias ou mais. Inalação 6-12 gotas 3x ao dia.
Uso local a 2-4% em gel ou óleo de massagem Casos graves (cancer, AIDS por exemplo) o uso oral é
de 10-12 gotas por vez 3-4 X ao dia.

Referências:

1; Frank MB, Yang Q, Osban J, Azzarello JT, Saban MR, Saban R, Ashley RA, Welter JC, Fung KM, Lin HK.
Frankincense oil derived from Boswellia carteri induces tumor cell specific cytotoxicity.
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2. Camarda L, Dayton T, Di Stefano V, Pitonzo R, Schillaci D. Ann Chim. 2007 Sep;97(9):837-44.
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3. Borrelli F, Capasso F, Capasso R, Ascione V, Aviello G, Longo R, Izzo AA. Br Effect of Boswellia serrata on
intestinal motility in rodents: inhibition of diarrhoea without constipation. J Pharmacol. 2006 Jun;148(4):553-60. Epub
2006 Apr 24.
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through topical application in inflammatory disorders.Phytomedicine. 2008 Jun;15(6-7):400-7. Epub 2008 Jan 28.
6. Sharma ML, Khajuria A, Kaul A, Singh S, Singh GB, Atal CK. Effect of salai guggal ex-Boswellia serrata on cellular
and humoral immune responses and leucocyte migration. Agents Actions. 1988 Jun;24(1-2):161-4.
7. Mikhaeil BR, Maatooq GT, Badria FA, Amer MM. Z Naturforsch C. Chemistry and immunomodulatory activity of
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and promotes TH2 cytokines in vitro. Clin Diagn Lab Immunol. 2005 May;12(5):575-80.

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BREU
Nome científico: Protium heptaphyllum
Origem: Brasil
Parte: Resina
Método: Destilação à vapor

O óleo de breu pode ser obtido de várias espécies de Protium conhecidas popularmente também
como almécega ou almescla. É uma resina exsudada do tronco de árvores amazônicas ou de áreas de
cerrado. Pertence à família das burseráceas, sendo portanto parente do olíbano.
Conforme a região, as espécies podem ser diferentes, originando resinas e óleos essenciais com
constituição química bem distintas [4]. Daí é importante ter o perfil cromatográfico do óleo que você
estiver comprando para ter uma noção correta da composição dele e possível diferencial de uso.
As denominações de breu "branco" ou "preto" estão relacionados puramente à cor da resina, que
pode variar também de árvore para árvore ou conforme espécie.
É uma resina amplamente utilizada pelos índios da Amazônia, que a queimam com a finalidade
de afugentar insetos, tratar doenças respiratórias e também em rituais sagrados, por facilitar a entrada
em estados alterados de consciência. De maneira parecida com a queima do olíbano nas igrejas,
algumas religiões amazônicas, como o Santo Daime e a União do Vegetal, também utilizam o breu.
Existem estudos com o óleo essencial do breu reduzindo a liberação de óxido nítrico em modelos
de inflamação induzida, sugerindo seu uso como antiinflamatório [3]. Não só o óleo em si, mas também
outros de seus componentes possuem ação antiinflamatória e analgésica, como o mirceno [1] e p-
cimeno [2]. O óleo também possui ação antipruriginosa (estabilização da membrana de mastócito)
indicando possibilidade de seu uso em furúnculus e abcessos. Tais estudos confirmam a utilização
popular e dentro da aromaterapia do óleo de breu para tratamento de artrite, reumatismo, bronquite,
sinusite e outras doenças inflamatórias.
Alguns estudos preliminares tem mostrado ser um óleo bastante eficaz como repelente de
mosquitos hematófagos, validando a utilização amazônica do mesmo como repelente.
O óleo possui atividade cercaricida [5], e estudos com triterpenos obtidos da resina da planta (e
não presentes no óleo essencial) tem demonstrado também potencial anti-inflamatório
[6,7,10], analgésico [7,8,9], gastroprotetor (anti-ulcerogênico) [10,11], hepatoprotetor (anti-oxidante) [12]
e ansiolítico [13].
De forma parecida com o olíbano, é um óleo altamente estimulante do sistema imunológico
(recrutador) e fortalecedor do mesmo.
Seu aroma desperta a espiritualidade, facilita a entrada em estados alterados de consciência e
meditação, equilibra o 6o chakra (ajna) e age como um purificador energético de amplo expectro,
eliminando miasmas e energias negativas.

Concentração de uso:

Variam de 0,25-3% em formulações para pele e cabelo. Inalação (6-15 gotas em difusor
ambiental). Óleos de massagem 2-3%. Internamente 3-5 gotas 3x ao dia por 30 dias ou mais. Casos
graves (cancer, AIDS por exemplo) o uso oral é de 10-12 gotas por vez 3-4 X ao dia.

Toxidade:

Considerado um produto seguro e de baixa toxidade.

Referências:

1. Lorenzetti BB, Souza GE, Sarti SJ, Santos Filho D, Ferreira SH. Myrcene mimics the peripheral analgesic activity
of lemongrass tea. J Ethnopharmacol. 1991 Aug;34(1):43-8.
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3. Siani et al, “Evaluation of anti-inflammatory-related activity of essential oils from the leaves and resin of species of
Protium”, Journal of Ethnopharmacology, (1999), 66, 57–69.
4. Lima, Maria da Paz et al. Óleos essenciais de espécies de Protium da reserva Ducke-AM – CPPN, INPA, Manaus,
Amazonas, Brasil - in documentos, IAC, Campinas, 77, 2005
5. Frischkorn CG, Frischkorn HE, Carrazzoni E. Cercaricidal activity of some essential oils of plants from Brazil.
Naturwissenschaften. 1978 Sep;65(9):480-3.
6. Aragão GF, Cunha Pinheiro MC, Nogueira Bandeira P, Gomes Lemos TL, de Barros Viana GS. Analgesic and
anti-inflammatory activities of the isomeric mixture of alpha- and beta-amyrin from Protium heptaphyllum (Aubl.)
march. J Herb Pharmacother. 2007;7(2):31-47.
7. Holanda Pinto SA, Pinto LM, Cunha GM, Chaves MH, Santos FA, Rao VS. Anti-inflammatory effect of alpha, beta-

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Amyrin, a pentacyclic triterpene from Protium heptaphyllum in rat model of acute periodontitis.
Inflammopharmacology. 2008 Feb;16(1):48-52.
8. Lima-Júnior RC, Oliveira FA, Gurgel LA, Cavalcante IJ, Santos KA, Campos DA, Vale CA, Silva RM, Chaves MH,
Rao VS, Santos FA. Attenuation of visceral nociception by alpha- and beta-amyrin, a triterpenoid mixture isolated
from the resin of Protium heptaphyllum, in mice. Planta Med. 2006 Jan;72(1):34-9.
9. Oliveira FA, Costa CL, Chaves MH, Almeida FR, Cavalcante IJ, Lima AF, Lima RC Jr, Silva RM, Campos AR,
Santos FA, Rao VS. Attenuation of capsaicin-induced acute and visceral nociceptive pain by alpha- and beta-amyrin,
a triterpene mixture isolated from Protium heptaphyllum resin in mice. Life Sci. 2005 Oct 21;77(23):2942-52. Epub
2005 Jun 16.
10. Oliveira FA, Vieira-Júnior GM, Chaves MH, Almeida FR, Florêncio MG, Lima RC Jr, Silva RM, Santos FA, Rao
VS. Gastroprotective and anti-inflammatory effects of resin from Protium heptaphyllum in mice and rats. Pharmacol
Res. 2004 Feb;49(2):105-11.
11. Oliveira FA, Vieira-Júnior GM, Chaves MH, Almeida FR, Santos KA, Martins FS, Silva RM, Santos FA, Rao VS.
Gastroprotective effect of the mixture of alpha- and beta-amyrin from Protium heptaphyllum: role of capsaicin-
sensitive primary afferent neurons. Planta Med. 2004 Aug;70(8):780-2.
12. Oliveira FA, Chaves MH, Almeida FR, Lima RC Jr, Silva RM, Maia JL, Brito GA, Santos FA, Rao VS. Protective
effect of alpha- and beta-amyrin, a triterpene mixture from Protium heptaphyllum (Aubl.) March. trunk wood resin,
against acetaminophen-induced liver injury in mice. J Ethnopharmacol. 2005 Apr 8;98(1-2):103-8.
13. Aragão GF, Carneiro LM, Junior AP, Vieira LC, Bandeira PN, Lemos TL, Viana GS. A possible mechanism for
anxiolytic and antidepressant effects of alpha- and beta-amyrin from Protium heptaphyllum (Aubl.) March. Pharmacol
Biochem Behav. 2006 Dec;85(4):827-34. Epub 2007 Jan 3.

ÓLEO ESSENCIAL DE BREU


Fonte: Laszlo Aromaterapia Ltda www.laszlo.ind.br

Nome comercial: Breu branco, breu preto, almescla, alméssega, olíbano brasileiro.
Nomenclatura botânica: Protium heptaphyllum.
Extração: Destilação por arraste à vapor. Pi Constituinte ID %
co
Método de cultivo: Selvagem.
Parte da planta: Resina. 1 α-pineno 38,
Origem: Brasil (Bahia). 2 canfeno 3
1,7
4 sabineno 5,4
5 β-pineno 0,3
7 mirceno 9,4
8 α-felandreno 5,6
9 α-terpineno 2,5
10 p-cimeno 10,
11 limoneno 3
4,8
12 1,8-cineol 4,1
13 γ-terpineno 1,0
15 terpinoleno 11,
16 linalool 0
0,2
17 canfora 0,3
21 α-terpineol 0,2
22 γ-terpineol 0,2
24 β-cariofileno 0,2

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PINDAÍBA QT MIRCENO

Nome científico: Xylopia aromatica


Origem: Brasil (Bahia)
Parte: Frutos
Método: Destilação à vapor

Conhecida também como “pimenta de macaco”, “pimenta de negro”, “pachinhos” e “esfola-


bainha”, a pindaíba tinha sua madeira utilizada para a confecção de mastros de pequenas embarcações,
varais de carroças, etc. A casca fornece fibra para cordoaria. As sementes, aromáticas e carminativas,
substituem a pimenta-do-reino. A árvore é elegantíssima e pode ser usada com sucesso no paisagismo,
principalmente na arborização de ruas estreitas.
O termo "pindaíba" vem do Tupi Guarani (língua dos índios brasileiros). O vocábulo pindá
significava “anzol”; pinda-ib designava a vara de onde pendia o anzol e pinda-aí denominava a parte
recurva, a volta do anzol. Como este, por sua forma recurvada, tem semelhança com certas espécies
vegetais, “pinda-aí” passou a significar, ainda na língua indígena, cipó ou graveto retorcido. Por
metonímia, “pinda-ib”, nome da vara, passou a designar também o cipó ou cipoal. Assim, “estar na
pindaíba” queria significar, para o indígena, estar enleado, amarrado, preso num cipoal retorcido, como é
o anzol, sem condições de se mexer ou de fazer qualquer coisa. Com o advento da civilização, o
significado alterou-se metaforicamente para “ficar imobilizado ou amarrado por não ter dinheiro” ou
simplesmente “não ter dinheiro” e a expressão tem sido empregada alternadamente “estar ou andar na
pindaíba”.
A pindaíba é uma planta muito quimiotipada, apresentando até o momento 3 quimiotipos
principais: QT1 espatulenol/verbenona [4,5] , QT2 óxido de cariofileno [3,5], QT3 mirceno [2,4]. No livro
“Árvores Brasileiras”, vol. 1, de Harri Lorenzi, aparecem três espécies de Xylopia, com frutos e sementes
praticamente iguais: Xylopia aromatica, Xylopia brasiliensis e Xylopia emarginata. O que mais distingue a
primeira é a flor, com tépalas mostrando as faces interiores muito brancas. As outras duas são
chamadas de “pindaíbas” também, e isso pode acabar ocasionando confusões e possibilidade de óleos
com composição diferenciada [5].
O componente mirceno presente no óleo dos frutos, apresentou considerável atividade anti-
oxidante frente a radicais livres [11]. Também notou-se que é efetivo na inibição da produção de óxido
nítrico em doses muito abaixo de sua citotoxidade. Uma significante inibição de gama-interferon e IL4
também foi observada [12].
O mirceno, também é um eficaz analgésico [13,14,15,16,17]. Acredita-se que sua capacidade
de bloqueio da dor se dê por uma ação estimulatória de adrenoreceptores-alfa-2 na liberação de
opióides endógenos [13]. Em contrate com o efeito analgésico central da morfina, o mirceno não causou
tolerância (perda de eficácia pelo uso contínuo) em injeções repetidas em ratos [16]. Sendo assim,
terpenos como o mirceno podem constituir uma linha para o desenvolvimento de novos analgésicos
periféricos com uma forma de ação diferente e menos tóxica daquela de drogas como aspirina e
dipirona.
Existem estudos feitos com extratos da planta demontrando potencial fitoterápico no tratamento
de vários tipos de câncer [6], e ação antibacteriana [6]. O mirceno presente no óleo, também domontrou
em um estudo ação antimutagênica [18], podendo justificar alguma ação quimioterápica.
Na aromaterapia, o aroma levemente cítrico da pindaíba é considerado relaxante e útil para o
alívio do stress. Para aqueles que não conseguem parar com o corre corre e acabam se tornando
vítimas de "doenças inflamatórias do stress". Na perfumaria entra como nota de meio.

Concentração de uso:

Em óleo, gel ou creme de massagem diluições de 3-10%. Inalação (6-15 gotas em difusor
ambiental). Uso intenro 3-6 gotas 3 X ao dia. Em casos de dores, cefaléias e febre, a dose deve ser de
aproximadamente 500mg (10-12 gotas) entre 1 -2 X ao dia.

Toxidade:

Seu principal constituinte ativo, o mirceno é uma susbtância considerada segura e não tóxica
mesmo em doses elevadas [1,10,14], inclusive para mulheres grávidas e o feto [8,9]. Os outros
componentes do óleo, como o pineno, também não apresentam toxidade elevada.

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Referências:

1. P. J. Schebler, R. L. Mathias, et al. Preliminary toxicokinetic study and analytical method development for
betamyrcene in rat plasma. Life Sciences Division, Midwest Research Institute, Kansas City, MO and Environmental
Toxicology Program, NIEHS, Research Triangle Park, NC.
2. Laszlo aromaterapia Ltda, Análises cromatográficas de Xylopia brasiliensis QT mirceno.
3. Santos, b. R. ; Paiva, Renato ; Castro, et al. Aspectos da anatomia e do óleo essencial em folhas de pindaíba
(xylopia brasiliensis spreng.). Ciência e agrotecnologia, lavras, v. 28, n. 2, p. 347-351, 2004.
4. Lago, Joao Henrique G, Moreira, Isabel C, Tanizaki, Tatiane M, Moreno, Paulo Roberto H, Et al. Mono and
sesquiterpenes from the leaf essential oil of Xylopia brasiliensis Spreng. (Annonaceae) .Journal of Essential Oil
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5. José Guilherme S. Maia , Eloisa Helena A. Andrade, et al. Leaf volatile oils from four Brazilian Xylopia species.
Flavour and Fragrance Journal Volume 20 Issue 5, Pages 474 - 477
6. Suffredini IB, Paciencia ML, Varella AD, Younes RN. In vitro cytotoxic activity of Brazilian plant extracts against
human lung, colon and CNS solid cancers and leukemia. Fitoterapia. 2007 Apr;78(3):223-6. Epub 2007 Feb 6.
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annonaceae plants. Nat Prod Res. 2006 Jan;20(1):21-6.
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Chem Toxicol. 1993 Jan;31(1):31-5.
9. Delgado IF, Nogueira AC, Souza CA, Costa AM, et al. Peri- and postnatal developmental toxicity of beta-myrcene
in the rat. Food Chem Toxicol. 1993 Sep;31(9):623-8.
10. Zamith HP, Vidal MN, Speit G, Paumgartten FJ. Absence of genotoxic activity of beta-myrcene in the in vivo
cytogenetic bone marrow assay. Braz J Med Biol Res. 1993;26(1):93-8.
11. Mitic-Culafic D, Zegura B, Nikolic B, Vukovic-Gacic B, Kneževic-Vukcevic J, Filipic M. Protective effect of linalool,
myrcene and eucalyptol against t-butyl hydroperoxide induced genotoxicity in bacteria and cultured human cells.
Food Chem Toxicol. 2008 Nov 18.
12. Souza MC, Siani AC, Ramos MF, Menezes-de-Lima OJ, Henriques MG. Evaluation of anti-inflammatory activity
of essential oils from two Asteraceae species. Pharmazie. 2003 Aug;58(8):582-6.
13. Rao VS, Menezes AM, Viana GS. Effect of myrcene on nociception in mice. J Pharm Pharmacol. 1990
Dec;42(12):877-8.
14. Paumgartten FJ, Delgado IF, Alves EN, Nogueira AC, de-Farias RC, Neubert D. Single dose toxicity study of
beta-myrcene, a natural analgesic substance. Braz J Med Biol Res. 1990;23(9):873-7.
15. da-Silva VA, de-Freitas JC, Mattos AP, Paiva-Gouvea W, Presgrave OA, Fingola FF, Menezes MA, Paumgartten
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16. Lorenzetti BB, Souza GE, Sarti SJ, Santos Filho D, Ferreira SH. Myrcene mimics the peripheral analgesic activity
of lemongrass tea. J Ethnopharmacol. 1991 Aug;34(1):43-8.
17. Duarte ID, dos Santos IR, Lorenzetti BB, Ferreira SH. Analgesia by direct antagonism of nociceptor sensitization
involves the arginine-nitric oxide-cGMP pathway. Eur J Pharmacol. 1992 Jul 7;217(2-3):225-7.
18. Abteilung Klinische Genetik, Universität Ulm, Federal Republic of Germany. Evaluation of the mutagenicity of
beta-myrcene in mammalian cells in vitro.Kauderer B, Zamith H, Paumgartten FJ, Speit G. Environ Mol Mutagen.
1991;18(1):28-34.

JUNÍPERO

Nome científico: Juniperus communis


Origem: França / Índia / Brasil / Yugoslávia
Parte: Bagas ou folhas
Método: Destilação à vapor

O junípero, também conhecido pelo nome de zimbro, é uma árvore perene que pode ser encontrada
por praticamente todo o hemisfério norte. Por estar amplamente distribuída, existem muitas subespécies de
Zimbro, sua altura é geralmente entre 1 a 2 metros porém pode chegar a até 10 metros. Possui folhas
pontiagudas, verdes e firmes. Seus frutos são pequenos e redondos, semelhante à uva, de cor verde e ao
amadurecer, depois de 2 a 3 anos, adquirem uma coloração arroxeada.
Seus frutos são utilizados para produzir a bebida chamada de "genebra" (do francês genièvre, que
designa os gálbulos), ou abreviadamente "gin", e também o Steinhaeger.
Os britânicos diziam que uma infusão de junípero era capaz de restaurar a juventude perdida; mas o
papel mais importante do junípero era o de proteção. Era uma planta tradicionalmente cultivada na entrada
de uma casa para protegê-la contra o mal e contra fantasmas.
Queimar ramos de junípero era considerado uma forma de evitar doenças contagiosas, e os
médicos medievais mascavam seus frutos quando trabalhavam e queimavam ramos nos hospitais. Na
Segunda Guerra Mundial, a França voltou a queimar junípero em hospitais como anti-séptico, quando o
suprimento de medicamentos do país se reduziu.

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As frutas frescas oferecem o óleo da mais alta qualidade, mas o óleo dos ramos (folhas) ou ramos e
frutos são comercializados também, tendo qualidade similar ao óleo de cipreste europeu.
Todo mundo conhece o familiar cheiro da madeira do junípero, porque ela é usada para fazer lápis.
Com muitas propriedades semelhantes ao cedro, ela também repele traças.
Inalado como vapor, seu óleo essencial alivia a congestão pulmonar, infecções e espamos
bronquiais. Também é indicado em desordens digestivas, como flatulência e digestão lenta.
O óleo de junípero apresenta potencial antimicrobial eficiente contra fungos (micoses, candidíase) e
bactérias patogênicas [1,2,3,4]. É antioxidante [5,6] também.
Muito conhecido na Europa para tratamento de edemas, inchaços, varizes e má circulação. Estudos
com o óleo essencial dos frutos confirmou seu potencial diurético [7,8]. Há possibilidade de seu uso em
massagens (drenagem linfática) ou banhos para isso.
Também é famoso o emprego das suas bagas no tratamento de infecções renais e da bexiga
(nefrites e cistites) e cálculos [13].
Há potencial do uso deste óleo essencial como coadjuvante do tratamento da osteoporose [9], por
uma ação de inibição da perda óssea.
Através de um efeito sobre a enzima elastase [10], o óleo de junípero encontra potencial de uso em
cosméticos como agente anti-envelhecimento no combate a rugas e estrias da pele. Também pode ser
eficiente no tratamento do acne, e em shampoos no combate a caspa e seborréia. Além disso é eficiente em
furúnculos e abcessos.
Na parte emocional, o óleo essencial possui uma característica fria e introspectiva, ajudando a
melhorar a concentração, a meditação e o foco interior. Desta forma, ajuda também as pessoas a
desconsiderarem coisas relevantes, dando maior atenção a si mesmas e situações de maior importância. É
utilizado como um óleo purificador e de limpeza de miasmas e energias negativas, algo que era feito na
Europa e no Tibet. Trabalha o desapego.

Concentração de uso:

Em inalações 6-15 gotas em difusor 3 X ao dia. Em óleos de massagem, gel ou creme, diluído entre
2-3% de diluição. Cosméticos de 0,2-2%. Uso oral de 3-5 gotas em cálculos ou retenção hídrica.

Toxidade:

Existem casos de alergias relatadas ao óleo essencial inalado [11], apesar de ser considerado não
tóxico e seguro. Talvez seja uma questão de cuidado em pessoas com tendência alérgia e evitar o uso de
óleos velhos, pois possíveis alergias podem estar relacionadas a componentes oxidados nestes óleos.
Com relação ao uso do óleo no tratamento de doenças do trato urinário, estudos demonstram que o
óleo não é nefrotóxico [12], sendo considerado seguro para uso interno em problemas renais. Tais
pesquisas descaracterizam a informação popular errônea, inclusive em livros de aromaterapia, do junípero
ser contra-indicado para uso por pessoas com doenças dos rins. Em nenhum destes livros há referência
científica de tal advertência, não tendo portanto nenhum fundamento.

Referências:

1. Cosentino S, Barra A, Pisano B, Cabizza M, Pirisi FM, Palmas F. Composition and antimicrobial properties of
Sardinian Juniperus essential oils against foodborne pathogens and spoilage microorganisms.J Food Prot. 2003
Jul;66(7):1288-91.
2. Pepeljnjak S, Kosalec I, Kalodera Z, Blazevic N. Antimicrobial activity of juniper berry essential oil (Juniperus
communis L., Cupressaceae). Acta Pharm. 2005 Dec;55(4):417-22.
3. Cavaleiro C, Pinto E, Gonçalves MJ, Salgueiro L. Antifungal activity of Juniperus essential oils against dermatophyte,
Aspergillus and Candida strains. J Appl Microbiol. 2006 Jun;100(6):1333-8.
4. Filipowicz N, Kamiński M, Kurlenda J, Asztemborska M, Ochocka JR. Antibacterial and antifungal activity of juniper
berry oil and its selected components. Phytother Res. 2003 Mar;17(3):227-31.
5. Wei A, Shibamoto T. Antioxidant activities and volatile constituents of various essential oils. J Agric Food Chem. 2007
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6. Takácsová M, Príbela A, Faktorová M. Study of the antioxidative effects of thyme, sage, juniper and oregano.
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7. Schilcher H. Juniper berry oil in diseases of the efferent urinary tract?
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8. Ripka O. Diuretic effect of terpineol, a constituent of juniper oil. Sb Lek. 1964 Jun;66:161-6. Czech.
9. Mühlbauer RC, Lozano A, Palacio S, Reinli A, Felix R. Common herbs, essential oils, and monoterpenes potently
modulate bone metabolism. Bone. 2003 Apr;32(4):372-80.
10. Mori M, Ikeda N, Kato Y, Minamino M, Watabe K. Inhibition of elastase activity by essential oils in vitro. J Cosmet
Dermatol. 2002 Dec;1(4):183-7.

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11. Rothe A, Heine A, Rebohle E. Oil from juniper berries as an occupational allergen for the skin and respiratory tract.
Berufsdermatosen. 1973 Feb;21(1):11-6.
12. Schilcher H, Leuschner F. The potential nephrotoxic effects of essential juniper oil. Arzneimittelforschung. 1997
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13. Lorenz T, Lorenz J, et al. Observations on the use of ethereal oils in the treatment of urinary lithiasis. Pol Tyg Lek.
1961 Oct 16;16:1608-12.

Informações extras sobre óleos cítricos

Se compararmos a maioria dos óleos cítricos, eles possuem como carro chefe limoneno e alguns outros
monoterpenos hidrocarbonetos. Tirando cerca de 10% de outros componentes nestes óleos, o seu cheiro é igual. São
em verdade, os compostos oxigenados, presentes em baixas porcentagens nos óleos cítricos, os responsáveis pelos
seus aromas. No caso do limão, o aldeído C-8 (1-octanal) é muito importante para a sua nota cítrica, e ele existe em
apenas 0,1% no óleo.
O limão é citado por dezenas de literaturas acerca de suas propriedades terapêuticas. O suco por exemplo é
usado no tratamento de mais de meia centena de doenças.
O óleo de limão possui, assim como outros óleos cítricos, uma interessante atividade reguladora da divisão
celular, devido à presença do limoneno e outros monoterpenos. Em células cancerosas ele promove um processo de
estímulo à apoptose (suicídio) e em células normais ou submetidas a forte calor ou substâncias tóxicas que poderiam
levá-las à apoptose, ele promove um efeito protetor, inibindo a morte celular. Efeito neuroprotetivo similar também foi
verificado com o óleo de bergamota, o que pode confirmar esta ação como sendo associada aos monoterpenos destes
óleos.
É provável que vários outros óleos essenciais exerçam seus efeitos positivos sobre o organismo dentro de
funções regenerativas (citofiláticas), imunoestimulantes e anti-oxidantes e/ou anti-cancerígenas, devido a este efeito em
comum de reorganização do processo de reprodução celular. Parte deste efeito, creio eu, está associado à ação anti-
oxidante de muitos destes óleos, já que o processo de oxidação danifica os meios naturais de recuperação e
regeneração naturais dos tecidos, levando-os ao envelhecimento ou à morte. Estas são características aproveitadas
dentro da aromaterapia há anos para o tratamento de diversos males.
No campo da cosmética o óleo de limão apresentou forte potencial anti-oxidante para o tratamento cosmético
da pele, além de ter demonstrado capacidade de inibir a enzima elastase. A elastase é uma enzima que degenera a
elastina dérmica, e acredita-se que a sua atividade contribua para a formação de rugas e o envelhecimento da pele.
Além disso ele é um excelente adstringente para a pele sendo útil no tratamento de seborréia, lipomas e acne.
No tocante à perda de peso, de maneira similar a outros cítricos, o óleo de limão também consegue interferir no
metabolismo corporal contribuindo para o emagrecimento. Este efeito está ligado a uma ação sobre o sistema simpático
e um aumento da lipólise (queima de gordura) através de uma resposta histaminérgica, com também a redução do
apetite e conseqüente perda de peso corporal. É uma excelente alternativa para uso em tratamentos estéticos anti-
obsesidade, seja pela massagem, inalação ou uso oral. O efeito no caso do limão e da lima tahiti se mostrou mais
efetivo do que outros óleos cítricos, devido à presença de gama-tepineno no óleo, componente este mais forte que o
limoneno neste tipo de ação.
Creio que parte desta ação se deva também à capacidade de alguns monoterpenos presentes nos óleos
essenciais (limoneno, p-cimeno, d-limoneno) causarem sob a hipófise um estímulo na liberação de monoaminas, como
a dopamina. A dopamina é um neurotransmissor que tem um papel importante nas sensações de recompensa, prazer e
saciedade, sensações essas associadas ao comer, sexo, amor, reprodução, etc. A falta de dopamina pode estar
relacionada ao excesso de apetite em algumas pessoas para compensar a atividade diminuída neste sistema de
recompensa e saciedade. Se óleos cítricos aumentam a liberação de monoaminas, isto pode explicar em parte seu
efeito positivo no tratamento da obesidade, ansiedade, stress, sonolência, hipo ou hipertensão, etc.
Acho que é na área dos problemas circulatórios que encontramos algumas das melhores e mais importantes
atuações dos óleos cítricos, em especial do limão e da lima tahiti. O principal problema na atualidade associado ao
aneurisma, infarto e outras doenças cardíacas é a arterioesclerose. O óleo de limão melhora sensivelmente a
arterioesclerose por um efeito de dissolução do colesterol (LDL) oxidado e desobstrução dos vasos entupidos, além de
exercer um efeito positivo de inibição do processo de oxidação do LDL.
É comum nos primeiros 1-3 meses de uso do óleo de limão se notar um aumento na taxa do colesterol livre
circulante que diminui progressivamente depois com a sua eliminação. Isso está associado ao desprendimento
progressivo do colesterol nos vasos e seu despejo muito rápido na circulação total. Nestes casos, é muito benéfico
ingerir mais água, tomar mais banhos de sol e fazer o uso associado ao cloreto de magnésio (que equilibra o ph
reduzindo a acidez nos tecidos) e lecitina de soja, esta última, junto às refeições, com o objetivo de acelerar este
processo de eliminação do colesterol elevado circulante.
Qual a melhor vantagem do uso dos óleos cítricos no tratamento de doenças? Baixa toxidade, mesmo com uso
prolongado.
Algumas pesquisas mais antigas mostraram efeito tumoral do d-limoneno nos rins de ratos machos e na pele.
Estudos posteriores demonstraram que o d-limoneno dos óleos cítricos não possui risco nefrotóxico, mutagênico ou
carcinogênico para seres humanos ou cães. Em humanos, o d-limoneno tem demonstrado baixa toxidade mesmo com o
uso de doses únicas elevadas ou repetitivas por mais de um ano. Testes in vitro mostraram que os óleos cítricos não
são citotóxicos. Seria aconselhável por outro lado, evitar a inalação de óleos ricos em limoneno e pineno em ambientes
com alto teor de ozônio, pois a sua reação com estes componentes pode gerar substâncias irritantes e alergênicas.

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As cascas de algumas frutas cítricas como a laranja amarga, mandarina, tangerina e bergamota, possuem
consideráveis concentrações de sinefrina, um componente químico parecido com a efedrina. A sinefrina é um alcalóide
com ação adrenérgica, isto é, estimula a liberação de adrenalina e noradrenalina, aumentando assim a termogénese.
Atualmente existem no mercado vários produtos com sinefrina na sua contituição como tendo propriedades lipolíticas
(emagrecedoras). Contudo a presença de sinefrina no óleo essencial é baixa ou praticamente não existente,
principalmente se o óleo for obtido por destilação. Em altas doses, a ingestão de extratos das cascas de frutas cítricas
podem ocasionar aumento da pressão sanguínea e problemas cardiovasculares. Se óleos essenciais cítricos como a
laranja, apresentarem efeito lipofílico, estariam este mais relacionados a monoterpenos presentes no seu óleo, do que à
sinefrina em si.
Componentes fotóxicos presentes em frutas cítricas, como a lima, limão, laranja amarga e bergamota, variam
muito em sua concentração (bergapteno 4-87 ppm, oxipeucedanina 26-728 ppm) conforme o país de origem.
Estudos demonstraram grande potencial de uso do óleo de laranja na eliminação de cupins. A LD50 para os cupins foi
de aproximadamente 6mg de óleo por KG de cupim. Este trabalho mostrou que é possível obter um cupincida com o
uso do OE de cascas de laranja, com baixa toxidade ao ser humano e baixo custo. De maneira similar, experiências
com o uso do OE de laranja demonstraram grande sucesso na eliminação de baratas.

NOME % LIMONENO OUTROS COMPONENTES

Grapefruit 93% 7% (notkatona, etc...)


Laranja 90% 10% componentes variados
Tangerina 85% 15% componentes variados
Mandarina 80-85% 15% componentes variados,
especialmente antranilato metílico
Limão 55-65% 10-20% pineno + 5-15% gama-
terpineno + 10% outros
componentes
Bergamota 55-85% 10-30% linalol + 10-30% acetato
linalílico + 10% outros
componentes

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7. pH
Quando optamos pela preservação, prevenção e revitalização da saúde física, equilíbrio emocional
e potência mental com o objetivo de usufruirmos o máximo da nossa condição humana, é fundamental que
nos conscientizemos de que, por mais impossível que possa parecer, tudo isso depende, diretamente, da
qualidade de vida de nossas células – a qual, por sua vez, reflete a diferença do potencial de hidrogênio
(pH) entre os líquidos intra e extra celulares.
Classifica-se como alcalina qualquer substância composta por moléculas que tenham excesso de
elétrons (em relação aos prótons), ou qualquer movimento físico, atitude mental e emoção/sentimento
cujo resultado metabólico disponibilize um superávit de elétrons, armazenados no organismo como
resíduos alcalinos.
Ácidos são todos os compostos com excesso de prótons, ou ainda qualquer coisa absorvida ou
vivenciada que traga um excedente de carga elétrica positiva (sempre carente de estabilidade) para o
organismo. Por exemplo, a origem das reações oxidantes promovidas pelos radicais livres, que resultam na
proliferação de resíduos ácidos.
pH é a abreviação de “potencial de hidrogênio”, fator que identifica a carga elétrica de qualquer
substância numa escala que varia de 0 a 14. O zero registra o máximo de carga iônica positiva, isto é, de
acidez.. O 14 é a contagem máxima de carga iônica negativa, isto é, de alcalinidade. O 7 marca a
neutralidade.
Quanto maior o índice do pH, mais alcalino e mais rico em Oxigênio o fluido é. Quanto menor o pH,
mais ácido e pobre em Oxigênio é o fluído. O pH varia de 0 a 14, sendo 7 o índice de neutralidade. Tudo
acima de 7 é alcalino, e abaixo de 7 é considerado ácido.

Equilibrando alimentos ácidos/alcalinos

Um surpreendente número e variedade de problemas físicos e doenças pode ser causado pelo
problema de alimentos que são produtores de acidez após a digestão.
Hoje a vasta maioria da população nas nações industrializadas sofre de problemas causados pelo
estresse da acidose, porque tanto o estilo de vida moderno como a dieta promovem a acidificação do
ambiente interno do corpo.
A atual dieta ocidental típica é largamente composta de alimentos formadores de ácidos (proteínas,
cereais, acúcares). Alimentos promotores de alcalinidade como os vegetais são consumidos numa escala
muito menor. Estimulantes como tabaco, café, chá e álcool são também extremamente acidificantes. O
estresse e atividade física (tanto o insuficiente como o excessivo) também causam acidificação.
Muitos alimentos são alcalinizantes por natureza, mas alimentos processados são na maioria
acidificantes. É importante consumir pelo menos 60% de alimentos alcalinizantes em nossa dieta, para se
manter a saúde.
Precisamos abundancia de frutas frescas e particularmente vegetais (alcalinizantes) para equilibrar
nossa necessidade de consumo de proteínas (acidificantes).
E nós precisamos evitar alimentos processados, doces ou carboidratos simples, não apenas porque
eles são acidificantes mas também porque eles elevam o índice de açúcar no sangue muito rápido
(alto índice glicêmico, portanto engordam); além de serem pobres em nutrientes ainda podem ser
intoxicantes.
Mas como os alimentos alcalinizam ou acidificam o corpo?
A definição de um alimento ser alcalinizante ou acidificante do corpo não é tomado como base na
medição do seu pH, mas sim da avaliação de como e em que ele vai ser metabolizado no corpo. Por
exemplo:
Proteínas de origem animal (metionina, cisteína etc) possuem muito enxofre e nitrogênio e ao
serem metabolizadas podem gerar como subprodutos de sua quebra ácidos inorgânicos como o ácido
úrico, nítrico, sulfúrico etc. Para serem eliminados do corpo, precisam roubar uma base (mineral alcalino)
do corpo deixando-o ácido.

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Alimentos cozidos perdem todas as enzimas antioxidantes, como a catalase, glutationa e
superóxido dismutase dado ao aquecimento. Assim, perdem toda condição de neutralizar radicais livres por
ação enzimática, diferente de alimentos crus como frutas, folhas e verduras. Praticamente todos os radicais
livres possuem pH ácido.
Gorduras ricas em peróxido lipídico (aquelas de pasteis refritos), ou isentas de antioxidantes (como
as obtidas por solvente e refino com soda cáustica e ácido sulfúrico) o que pode levar à sua oxidação
progressiva na circulação sanguínea, tendem a acidificar o corpo fortemente devido à presença deste
radical livre.
Um alimento ácido como o limão ou o abacaxi não acidifica o corpo, pois o ácido orgânico cítrico é
facilmente quebrado ou incorporado no ciclo de Krebs nas células gerando energia sem interferência
acidificante. Além de que estas frutas são ricas fontes de enzimas e minerais alcalinizantes.
Diferentemente, o ácido fosfórico inorgânico presente em refrigerantes como a coca cola não são
facilmente quebrados e para sua eliminação roubam do corpo minerais, largando-o ácido.

Qual o pH do corpo?

O sangue humano deveria ser levemente alcalino (7,35 - 7,45). Abaixo ou acima dessa faixa significa
sintomas e doença. Se o pH do sangue se move para baixo de 6,8 ou acima de 7,8 as células param de
funcionar e o corpo morre. O corpo portanto se esforça em equilibrar o pH e quem mede e dá ordens para
isso é o hipotálamo dentro do cérebro. Quando esse equilíbrio é comprometido, muitos problemas podem
ocorrer.
Uma dieta desequilibrada e alta em alimentos acidificantes tais como proteínas, açúcar, cafeína e
alimentos processados exerce uma pressão no sistemas de regulação do corpo para manter a neutralidade
do pH.
A estocagem extra requerida pode debilitar o corpo de substâncias minerais alcalinas como sódio,
potássio, magnésio e cálcio, fazendo a pessoa tender a ter doenças crônicas e degenerativas.
Os minerais são "emprestados" de órgãos vitais e ossos para compensar (neutralizar) a acidez e
removê-la com segurança do organismo. E por causa desse esforço, o corpo pode sofrer dano severo e
prolongado - uma situação que pode ocorrer sem detecção por anos.

Problemas de Saúde causados por acidose

Se você tem um problema de saúde, muito provavelmente está sofrendo de acidose. As pesquisas
mostram que a menos que o pH do corpo esteja levemente alcalino, o corpo não pode auto curar-se.
Assim, independente de que método que vc use para cuidar da saúde, ele não será eficaz enquanto seu pH
não estiver equilibrado. Se seu pH não estiver equilibrado, você não pode, por exemplo, assimilar
vitaminas, minerais e suplementos nutricionais. O pH de seu corpo afeta TUDO.
A acidose diminuirá a capacidade do corpo de assimilar minerais e outros nutrientes, diminuirá a
produção de energia nas células, diminuirá a capacidade do seu organismo de reparar células doentes,
diminuirá a capacidade do organismo de livrar-se de minerais pesados, auxiliará a reprodução de células de
tumores, e fará o corpo mais susceptível de fadiga e doenças.
Um pH ácido pode ocorrer devido a uma dieta acidificante, estresse emocional, sobrecarga de
toxinas, e/ou reações do sistema imunológico ou qualquer processo que dificulte as células de absorver
oxigênio ou outros nutrientes. O corpo tentará compensar o pH ácido usando minerais alcalinos. Se a dieta
não contiver minerais suficientes para compensar, ocorrerá uma acidificação celular. Acidose pode causar
os seguintes problemas:

Dano cardiovascular. Digestão e eliminação lentas. Amolecimento e dolorimento nos


Ganho de peso, obesidade e Aumento de fermentações e dentes.
diabetes. fungos. Gengivas sensíveis, inflamadas.
Problemas da bexiga. Falta de energia, fadiga. Úlceras estomacais e da boca.

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Pedras nos rins. Baixa temperatura corporal. Fissuras no canto dos lábios.
Deficiencia imunológica. Tendencia a contrair infecções. Excesso de ácidos no estômago.
Aceleração do dano por radicais Perda de iniciativa, prazer, e Gastrite.
livres. entusiasmo. Unhas finas e quebradicas.
Problemas hormonais. Tendencias depressivas. Cabelos secos, quebradicos e
Envelhecimento prematuro. Exaustão rápida. queda.
Osteoporose e dor nas juntas. Compleição pálida. Pele seca.
Dores musculares e aumento do Dores de cabeca. Irritação da pele.
ácido lático. Inflammação da córnea e Caimbras nas pernas.
Baixa energia e fadiga crônica. palpebras.

ácido faixa de variação de pH, corpo saudável Alcalino

Mecanismo de regulação do pH pela estocagem de toxinas

Quando ingerimos uma quantidade muito grande de radicais livres e toxinas numa refeição (por
exemplo num churrasco), o corpo não pode soltar tudo isso de uma só vez no sangue, caso contrário
morreria em questão de minutos/horas. Assim, ele usa um mecanismo muito inteligente que é de estocar a
toxina através da fáscia.
Em anatomia, chama-se compartimento fascial ou fáscia ao conjunto de um grupo de músculos ou
tecidos envolvido por um tecido fibroso - o invólucro fascial. A fáscia também conhecida por tecido
conectivo é a base de todo o nosso corpo, pois é ela que faz e mantém todas as ligações e é ela que
mantém unido todo o nosso corpo.
É composta por elastina que lhe dá qualidades elásticas e colagénio que lhe dá qualidades de cola.
E, este equilíbrio, entre a quantidade de elastina e de colagénio, que permite que os tecidos tenham
flexibilidade e elasticidade até determinados limites.
A fáscia envolve qualquer célula, órgão, tecido, músculo, fibra, etc. e hoje sabe-se que ela tem um
papel determinante no estado e condição de qualquer parte do nosso corpo. Ela percorre todo o corpo
ligando todas as partes.
Qualquer problema na fáscia afeta e muitas vezes cria problemas de saúde para os quais não existe
qualquer explicação uma vez que ainda não se consegue ver nem medir a fáscia e a sua condição.
Quem ainda sabe um pouco de costura sabe que o pano não estica ou só estica até determinado
ponto. A partir dali se continuarmos a forçar... o pano rasga. Igualmente, se você jogar no pano um ácido e
sujeira todos os dias, mais cedo ou mais tarde ele vai se danificar. O mesmo acontece com o corpo.
Pelo fato da fáscia estar em constante alteração e se regenerando, diferente do pano, os problemas
vão-se instalando lentamente e só aparecem depois de muitos anos (décadas). Por isso a maioria dos
problemas associados á acidez do corpo por uma má alimentação só
se manifestam em adultos e por vezes só a partir dos 40.
Voltando ao caso da ingestão das toxinas, o corpo passa-as através da fáscia e vai estocá-las no
tecido adiposo. Quando chega a noite e o corpo começa a produzir melatonina, as células identificam que é
o horário para se livrar de toda aquela toxina guardada, e por volta de 2 horas da manhã, coincidentemente
o mesmo horário do fígado na medicina chinesa, o corpo inicia um processo forte de desintoxicação.
Assim, a 1º urina do dia é a mais ácida, mostrando que as toxinas estão sendo postas para fora. A
2ª, 3ª ou 4ª urinas, medias longe do horário das refeições, costuma ficar mais alcalina, mostrando que o
sistema fáscia-depuração do corpo está funcional.

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Contudo, após anos se intoxicando, chega um momento que o “pano estraga”, e a fáscia não
consegue mais reter as toxinas. Neste ponto qualquer horário do dia que medir o pH sempre ficará muito
ácido e o corpo está em processo degenerativo.
Se a medição do pH não acusar um valor ácido, por exemplo abaixo de 6 ou 5.5, e ainda assim a
pessoa estiver doente, a doença poderá estar em encubação a exige que seja feito um trabalho de
alcalinização do corpo. Para curar, o pH deve ser mantido neutro.
Isso se consegue com uma boa dieta rica em alimentos alcalinizantes e recursos extras minerais.

Sistemas tampões

Para que o pH do sangue seja mantido dentro dos seus limites sanos, contamos com inúmeros
sistemas de proteção conhecidos como sistemas tampão - mecanismo pelo qual o organismo consegue
absorver ou neutralizar os resíduos ácidos que a corrente sangüínea não tem mais condição de acumular, e
que os pulmões ou os rins, por incapacidade ou sobrecarga, encontram-se sem condições de eliminar.
Quando utilizamos os tecidos conjuntivos (fáscia) como ‘esponjas metabólicas’, o lixo ácido é
acumulado ao nível do colágeno. E se esse padrão não for interrompido, a estrutura coloidal dos tecidos
tende a se transformar num gel cada vez mais espesso, que acaba se solidificando e provocando
deformações estruturais.
Para neutralizar uma acidez do pH sangüíneo, o organismo tende a utilizar-se do fosfato de cálcio
sob a forma mineral da hidroxiapatite, poderoso alcalinizante que estocamos em abundância nos ossos.
Este, quando em meio ácido, se dissolve rapidamente e deságua na corrente sangüínea até que o pH do
sangue volte ao normal. Assim, em detrimento da densidade
óssea, a possibilidade de um colapso metabólico é
neutralizada. Este é o nascimento da osteoporose por
exemplo.
A solução-tampão é geralmente uma mistura de um
ácido fraco com o sal desse ácido, ou uma base fraca com o
sal dessa base. Essa solução tem por finalidade evitar que
ocorram variações muito grandes no pH ou no pOH de uma
solução.
A seguir temos alguns exemplos de soluções-
tampão:

A eficácia da solução-tampão pode ser vista no nosso


sangue, onde, mesmo com a adição de ácido ou base em
pequenas quantidades ao plasma sanguíneo, praticamente
não há alteração em seu pH.
Como isso ocorre, sendo que, se adicionarmos ácidos
ou bases na água, seu pH muda rapidamente?
O sangue humano é um sistema-tampão ligeiramente básico, ou seja, é um líquido tamponado: seu
pH permanece constante entre 7,35 e 7,45. Um dos tampões mais interessantes e importantes no sangue é
formado pelo ácido carbônico (H2CO3) e pelo sal desse ácido, o bicarbonato de sódio (NaHCO3).

Assim, existem as seguintes espécies nessa solução-tampão:


H2CO3: presente em grande quantidade, pois, sendo um ácido fraco, sofre pouca ionização;
H+: proveniente da ionização do H2CO3;
HCO3-: também presente em alta quantidade, proveniente da ionização do H2CO3e da aissociação do sal
(NaHCO3);
Na+: proveniente da ionização do NaHCO3;

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Se a essa solução for adicionada uma pequena concentração de ácido, irá ocorrer sua ionização,
gerando cátions H+, que irão reagir com os ânions HCO3-presentes no meio, originando ácido carbônico não
ionizado. Não ocorre a variação do pH.
Já se uma base for adicionada, serão gerados ânions OH-. Esses íons se combinam com os cátions
H , provenientes da ionização do H2CO3. Assim, os ânions OH- são neutralizados, mantendo o pH do meio.
+

O ácido cítrico é um ácido orgânico tricarboxílico presente na maioria das frutas, sobretudo nas
cítricas como o limão e a laranja. A sua fórmula química é C6H8O7.
Sua cadeia curta, comprimida por 3 volumosos grupos carboxila, lhe confere poder complexante
(fixa cátions como cálcio, ferro, potássio e magnésio) e tamponante (estabiliza o pH de soluções aquosas),
sendo ele o principal agente de alcalinização do metabolismo orgânico de homens e animais.
Desta forma, cumpre papel importante na estabilização do pH dos líquidos corporais e no sistema
de formação e manutenção óssea.
No suco do limão ele está presente numa concentração que varia de 5 a 7% dependendo da
variedade, condições de cultivo e maturidade do fruto. Além disso, o suco costuma conter cerca de 1 % na
forma do seu sal, o citrato de potássio.
É o ácido cítrico, nesta elevada concentração, o principal responsável pelo sabor ácido do suco do
limão. Mas isso não significa de forma alguma que ele seja um acidificante para o organismo humano. O
fato é que ele não permanece nesta forma ácida após sua ingestão, mas transforma-se em sais alcalinos.
Mas é importante analisar o seguinte: se a alimentação do indivíduo for carente em minerais
alcalinos, o uso do ácido cítrico será pouco ou lentamente eficaz. A melhor combinação é integrar a ele
uma base alcalina e blindá-lo para uma ótima absorção e efeito. Consegue-se isso associando ácido cítrico +
bicarbonato de sódio que dá origem a citrato de sódio, com excelente absorção intestinal.
Ao entrar nas células, o citrato de sódio ele libera o ácido cítrico e o bicarbonato de sódio
novamente neutralizando com eficiência a acidez.

Teste a acidez/alcalinidade de seu corpo com as tiras de papel de teste de pH

É recomendável que você teste seus níveis de pH para determinar se o pH do seu corpo precisa de
atenção imediata. Usando tiras de teste de pH ou análises em líquidos, você pode determinar o seu fator de
pH de maneira rápida e fácil.

Teste do pH da Saliva

Simplesmente molhe um pedaço de papel com a sua saliva. Apesar da saliva geralmente ser mais
ácida que o sangue, o pH salivar espelha o do sangue e nos diz o que o corpo retém. É um indicador justo
da saúde dos fluídos extracelulares e de suas reservas minerais alcalinas. O pH ótimo para a saliva é de 6.4
a 6.8. Uma leitura abaixo de 6.4 indica insuficiência de reservas alcalinas. Depois de comer, o pH da saliva
deve subir para 7.5 ou mais. Um desvio do pH salivar ideal por um tempo longo é um convite à doença.
Se a sua saliva permanece entre 6.5 e 7.5 o dia todo, seu corpo está funcionando dentro de uma
faixa saudável.
Acidose, a permanência por um tempo longo no estado de pH ácido, pode resultar em artrite
reumatóide, diabete, lúpus, tuberculose, osteoporose, pressão sanguínea alta, a maior parte dos cânceres e
muito mais. Se o pH salivar permanece muito baixo, a dieta deve enfocar em frutas, vegetais e água
mineral, bem como procurar remover acidificantes fortes como sodas, trigo integral e carne vermelha.

Teste do pH da Urina

O pH da urina indica como o corpo está trabalhando para manter o pH apropriado do sangue. A
urina revela os ciclos metabólicos alcalinos (construtores-anabólicos) e ácidos (degradativos-catabólicos). O
pH da urina indica os esforços do corpo para regular o pH através dos 'buffer salts" e hormônios, via rins,
supra-renais, pulmões e gônadas. A urina pode prover um quadro bastante preciso da química do corpo,
porque os rins filtram os "buffer salts" da regulação do pH e proporcionam valores baseados naquilo que o

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corpo está eliminando. O pH da urina pode variar de 4.5 a 9.0 nos extremos, mas a faixa ideal está entre 6.0
e 7.0. Se o seu pH urinário flutuar ente 6.0 e 6.5 logo de manhã e entre 6.5 e 7.0 à noite após o jantar, seu
corpo então está funcionando dentro de uma faixa saudável.
O teste da urina pode indicar quão bem seu corpo está excretando ácidos e assimilando minerais,
especialmente cálcio, magnésio, sódio e potássio. Estes minerais funcionam como "buffers". "Buffers" são
substâncias que ajudam a manter e equilibrar o corpo contra o excesso de acidez ou alcalinidade. Mesmo
com quantidades apropriadas de "buffers", níveis ácidos ou alcalinos podem se tornar estressantes para os
sistemas reguladores do corpo. Quando o corpo produz desta acidez ou alcalinidade, ele deve dispensar o
excesso. A urina é o método utilizado pelo corpo para remover qualquer excesso de substâncias ácidas ou
alcalinas que não puderem ser "buffered". Se o sistema de "buffering" do corpo estiver sobrecarregado,
um estado de "auto-intoxicação" ocorre, e deve-se atentar para uma redução deste stress.

Alimentos: são eles alcalinizantes ou acidificantes?

Como já explicado, tenha atenção de que a tendência de um alimento para gerar acidez ou
alcalinidade no corpo não tem nada a ver com o real pH da comida em si mesma. Por exemplo, limões são
bastante ácidos, entretanto os produtos-finais dos mesmos após a digestão e assimilação são bastante
alcalinos, portanto limões geram alcalinidade no corpo. Da mesma maneira, a carne possui um pH alcalino
antes da digestão mas deixa resíduos ácidos no corpo, então, como quase todos os produtos de origem
animal, a carne é classificada como acidificante.
É importante que sua ingestão diária de alimentos aja de maneira a equilibrar naturalmente o pH
do corpo. Para manter a saúde, a dieta deve consistir de pelo menos 60% de alimentos alcalinizantes e de
no máximo 40% de alimentos acidificantes. Para reconstituir a saúde, a dieta deveria consistir de 80% de
alimentos alcalinizantes e 20% de alimentos acidificantes.

CATEGORIA Muito Pouco


Alcalino Pouco Acido Acido Muito Acido
DO ALIMENTO Alcalino Alcalino
Asparago,
Cenoura,
cebola,
quiabo, abóbora, Tomate, milho
Sucos de
feijão verde verde, Batata
vegetais,
(favas), cogumelo, Espinafre (sem
FEIJOES, salsa,
Beterraba, repolho, cozido, alguns casca),
VEGETAIS, espinafre
salsão, ervilha, tipos de Feijões
LEGUMES cru,
alface,abobrinha, Couve-flor, feijões (varios
Brocole,
batata doce, nabo, casca tipos)
Alho,
alfarroba de batata,
capim de
azeitona
cevada
Limão, Laranja,
Tâmara, Figo, Cereja
Melancia, Banana,
Melão,Uva, Ameixa, Suco azeda, Blueberries, Cranberries,
Lima, Cereja,
FRUTA Mamão, Kiwi, de fruta Ruibarbo, Ameixa seca, Suco de Fruta
Grapefruit, Abacaxi,
Amoras, Maca, processado fruta Adoçado
Manga, Pêssego,
Pera, Uva passa enlatada
mamão Abacate
Pão de Arroz
Amaranto, centeio, Trigo branco,
Trigo, Pão branco, Massas
GRAOS, Milheto, germinado Milho,
assadas, biscoitos(espagueti,
CEREAIS Lentilha, milho Pão de trigo, Trigo
macarrão, pizza, etc)
doce, Quinoa Spelt (Triticum sarraceno,
spelta, Dinkel Aveia,

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em alemão), Centeio
Arroz integral
Peru,
Fígado, Carne de vaca, Carne de
CARNES Galinha,
Ostras, Peixes porco, Mariscos
Carneiro
Ovo,
Queijo e leite
Manteiga, Queijo, Leite
OVOS E de soja, Queijo
Leite materno Iogurte, Leite cru homogeneizado, Sorvete,
LATICINIOS e leite de
Queijo fresco, Pudim
cabra, ricota
Creme de leite
Castanha Noz
Sementes de
portuguesa, pecan,
NOZES E abóbora, Amendoim, Noz de natal
Amendoas Castanha do castanha
SEMENTES gergelim e de (Juglans)
Pará, Avelans, de caju,
girassol
Coco Pistache
Óleo de
Óleo de
Canola (Canola
miulho, Óleo
Óleo de Óleo de linhaca é uma Gorduras refinadas, fritas e
ÓLEOS de girassol,
oliva comestível variedade de oxidadas
Margarina,
Colza criada
Toucinho
no Canadá)
Chás de
ervas, Chá de Café, Cerveja, Bebidas alcoólicas,
BEVERAGES Chá verde Chá, Cacau
Água com gengibre Vinho Refrigerantes
limão
Acúcar
branco,
Acúcar
Mel in natura
Melaço de bordo mascavo,
ADOÇANTES, (centrifugado Mel Adoçante artificial,
Estévia (Maple Syrup), Melaços,
CONDIMENTOS a frio), processado Chocolate
melaço de arroz Geléias,
Rapadura
Maionese,
Mostarda,
Vinagre

Porque os ácidos limões são alcalinizantes?

A resposta é simplesmente porque quando o digerimos, ele produz um resíduo alcalino. Por isso o
classificamos como alimento alcalino. Quando digerimos um alimento, este é quimicamente oxidado
("queimado") para formar água, dióxido de carbono e um composto inorgânico. A natureza alcalina ou
ácida desse composto inorgânico que foi formado é que determina se o alimento é alcalinizante ou
acidificante. Se o composto inorgânico contiver mais sódio, magnésio, potássio ou cálcio, é classificado
como alimento alcalino. Se contiver mais enxofre, fosfato ou cloro, é classificado como um alimento
acidificante.

Que diferença faz ter sangue ácido (tóxico)?

Para seu corpo se manter vivo e saudável, ele mantém um delicado e preciso equilíbrio do pH do
sangue em 7,365, o qual é levemente alcalino (acima de 7 é alcalino). O corpo faz tudo o que for necessário

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para manter esse equilíbrio. O problema é que as pessoas tem em geral estilos de vida incrivelmente
acidificantes. Ácidos sao produzidos no corpo sempre que voce sente estresse, emoções negativas ou
quando voce consome alimentos acidificantes.
A dieta típica das pessoas é acidificante. O que ocorre quando seu corpo está mais ácido? Seu corpo
armazena excesso de ácidos em células de gordura (por isso é tão difícil, para muita gente, perder peso).
Com o tempo, seu corpo retira cálcio e outros recursos alcalinos dos ossos em uma tentativa desesperada
de manter o equilíbrio do pH (essa é a razão pela qual as pessoas "encolhem" com a idade).
Seu sangue desempenha um papel importante em sua saúde e energia: ele carrega oxigênio para
suas células! Isso lhe dá energia, e é o que o mantem vivo. O sangue também desempenha um papel chave
no quão energizante seu sono será. E o oxigênio só se dissolve bem em água (líquido) alcalino, quem cria
peixes de raça e entende de pH sabe bem disso.

Abaixo uma gravura de células de sangue saudáveis:

Observe como as células


sanguíneas estao separadas umas das
outras. Como resultado, seu sangue se
move livremente por todo seu corpo, e
penetra nos minúsculos vasos capilares,
e faz voce sentir que seu corpo está
recebendo energia. Durante o sono, o
sangue, estando adequado, flui e a
hidratacao é importante. Quando seu
sangue está como na figura acima, seu
sono é realmente energizante e voce
precisa de menos horas de sono.
As células sanguíneas tem uma
carga negativa na parte externa e
positiva na interna. Isso é o que as
mantem saudáveis a separadas umas
das outras. Entretanto, quando seu
corpo está acidificado, as células do
sangue perdem sua carga negativa. As
células não mais terão aquela forca de
repulsão e se agomeram, como na
figura abaixo:
Quando as células de seu
sangue estao "amontoadas" elas não
mais podem entrar nos minúscuilos
vasos capilares (Nota: as extremidades,
as pontas das veias) de seu corpo e
levar o oxigênio vital às células. O
sangue não mais terá condições de dar
à todas as células de seu corpo os
efeitos energizantes e rejuvenecedores. Essa é a maior razão pela qual algumas pessoas se sentem horríveis
quando acordam, e porque precisam dormir mais. E é também, porque você tende a acordar sentindo-se
desidratado. .
A maioria de nós, desde a infância, é condicionado por nossos pais a temer as doenças e os
"micróbios". Isso ocorre com frases do tipo: "Coloque o suéter ou vai pegar um resfriado!" Entretanto, a
verdade é que a maioria de nós cria um ambiente intoxicado em nosso organismo e é isso que provoca
doenças e um estado quase constante de fadiga. Isso não acontece A VOCÊ, na verdade é VOCÊ que é o
responsável pela ocorrência de doenças.

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Aqui está um bom exemplo: imagine que você tem um peixe-dourado em um aquário e que um dia você
viu que o peixe estava começando a parecer bastante doente. Você também nota que a água está um
pouco suja. O que parece mais sensato? Tirar o peixe da água e tentar consertá-lo? Ou trocar a sua água?
Provavelmente é a água que está deixando o peixe doente, o problema não é o peixe em si mesmo.
Quando você trocar a água, o peixe ficará mais saudável. O fato de que o peixe está doente é na verdade
um sintoma do ambiente pouco saudável, não um problema em si.
Fato: nossos corpos são mais do que 70% de água! E a maior parte do tempo, por causa de nossas
dietas, emoções e estilo de vida, a "água" de nossos corpos está ácida em excesso, e mais claramente:
tóxica. No entanto, mesmo sabendo disso, a medicina moderna convencional põe muito mais atenção na
luta contra os sintomas, e não reconhece a raiz do problema.
Há algumas outras coisas que podem ser feitas, como complemento à dieta, para ajudar a corrigir
este desequilíbrio excessivamente ácido. Entre elas estão a ingestão de enzimas em forma de suplemento,
cálcio orgânico e suplemento de magnésio, minerais coloidais, vitamina A e D, e beber sucos de vegetais
alcalinos (cenoura, salsão e beterrada) e uma bebida de limão/xarope de bordo (maple syrup).
Podemos remediar nossos corpos com excesso de acidez em curto prazo com suplementos
alcalinizantes, mas além disso, devemos também escolher uma dieta que esteja equilibrada do lado dos
alimentos alcalinizantes. Felizmente a maioria destes também tem um indice glicêmico baixo, cuidando do
segundo fator essencial na criação de uma dieta saudável.

Emoções e acidez

Os minerais são os mais potentes ionizadores dos nossos líquidos corpóreos, onde funcionam como
marca-passos para a manutenção da pulsação celular.
Cálcio, zinco, ferro, magnésio, sódio, potássio e manganês são fortes alcalinizantes e atuam como
elementos energizantes e neutralizadores, com uma boa carga negativa pronta a ser liberada.
Fósforo, súlfur (enxofre), cloro, iodo, bromo, flúor, cobre e sílica são poderosos acidificantes, com
excesso de íons positivos indispensáveis à otimização dos líquidos da saliva bucal, do ácido clorídrico
estomacal, do ácido docosahexaenóico (DHA) cerebral etc., assim como para o perfeito desempenho das
funções dos líquidos intra-celulares.
Semelhantes aos minerais, as emoções, os sentimentos, a agilização ou quietude mental ou física,
também têm potencial para alcalinizar ou acidificar partes do organismo em questão de frações de
segundos.
Os problemas aparecem quando entramos na ciranda da simpaticotonia, que sempre funciona nos
dois sentidos, do estresse tendendo a acidificar o sangue, e da acidificação do sangue gerando o estresse.
As glândulas, hipersensíveis às variações do pH, estão sempre espelhando as variações iônicas por meio da
liberação de hormônios que, por sua vez, condicionam o humor, as emoções, os sentimentos etc. que dão o
tom à vida, voltando a interagir com o próprio campo eletromagnético que os gerou.
Um organismo acidificado tende a manifestar sentimentos, emoções e reações ‘ácidas’. O estresse,
a raiva, a inveja, a ansiedade, o ciúme, os julgamentos, os exercícios extenuantes, as competições, o calor, a
secura etc. também induzem à acidificação do organismo em questão de segundos. Do mesmo modo, é
comum ao organismo devidamente alcalinizado compartilhar freqüências, sentimentos e emoções
prazerosos, enquanto que um estado meditativo ou de oração, a vivência do amor, do bem, do belo, da
verdade, do prazer, da compaixão, do yoga, do frio, da umidade etc. são ‘alimentos’ de grande potencial
alcalinizante.

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METABOLISMO OE

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Bibliografia

LIVROS BRASILEIROS RECOMENDADOS PARA LEITURA:

A arte da aromaterapia – Robert Tisserand – Ed. Roca


Robert Tisserand é o fundador do Instituto Tisserand, a primeira organização dedicada à pesquisa e ao
ensinamento da arte e da prática da aromaterapia. Ele é o principal representante dos óleos essenciais,
sendo colaborador de vários artigos com várias conferências na Europa e Estados Unidos. Conteúdo
Odores e seu uso para as curas ? Curando o corpo? Curando a mente e muito mais.

Aromaterapia – Terapia aplicada dos Óleos essenciais – Tetrazini M. dos Anjos – Ed. Roca
A autora, neste livro, mostra a sua experiência com seus pacientes, com a ajuda dos aromas despertando o
padrão mental, físico e espiritual do indivíduo. Um livro que nos encanta e nos concientiza da importância
dos aromas em nossas vidas. Indicado para terapeutas na área de psicologia, psicoterapia, massagistas e
terapias alternativas.

Aromaterapia e as emoções – Shirley Price – Ed. Bertrand Brasil


A autora explica como equilibrar as emoções através da aromaterapia. Mostra como selecionar os óleos
essenciais para interagir com as emoções, e quais são as conseqüências de seu uso. Esta prática é um útil
auxilio nas terapias para depressão, ansiedade, raive e remorso, entre outros.

Tudo sobre aromaterapia – Adão Roberto da Silva – Ed. Roca


Guia sobre a técnica milenar de cura iniciada na Índia através da aplicação de óleos e massagens
relaxantes. O autor mostra como a Aromaterapia pode ser usada em tratamentos auxiliares de doenças
físicas ou psicológicas e ensina a fazer óleos e outras essências usadas em massagens relaxantes.

Aromaterapia – Patricia Davis – Ed. Martins Fontes


Neste livro os temas da aromaterapia que abrangem doenças, plantas, óleos, instrumentos, etc., bem como
temas correlatos são apresentados por ordem alfabética, facilitando a consulta em busca de respostas às
mais diversas questões.

Guia Completo de Aromaterapia - Erich Keller – Ed. Pensamento


Este guia ensina como se beneficiar com essa antiga técnica de cura. Além disso, o livro abre as portas
para o mundo prazeroso e mágico dos perfumes naturais, incluindo receitas, técnicas e dicas para equilibrar
suas emoções, relaxar o corpo, a mente e o espírito, estimular sua sexualidade, fabricar seus próprios
cosméticos, criar um perfume pessoal, estimular estados de meditação, cozinhar usando óleos essenciais,
curar males comuns, e muito, muito mais.

Aromaterapia Holística – Ann Berwick – Ed. Nova Era


O livro ensina a utilizar corretamente 24 óleos essenciais de plantas aromáticas para fins estéticos e
terapêuticos em banhos, massagens e compressas, abordando também práticas de meditação e
visualização.

Aromaterapia – Marcel Lavabre – Ed. Nova Era


Indispensável a naturalistas, terapeutas, massagistas, perfumistas e espiritualistas, este manual descreve
as potencialidades terapêuticas das plantas e seu efeito curativo, ensinando o leitor a utilizar as diversas
formas médicas e populares e as técnicas para obtenção dos preciosos óleos.

Aromaterapia para o amor – Tara Fellner – Ed. Record


Neste livro, você encontrará uma lista de receitas afrodisíacas, como banhos, massagens aromáticas,
incensos, perfumes entre outros. Tudo formulado com autênticos óleos afrodisíacos usados há milhares de
anos por várias civilizações. Unindo a experiência dos cultos antigos e rituais de amor as mais modernas
pesquisas cientificas, é um recurso capaz de aumentar significativamente o prazer dos amantes.

Manual do Uso de Perfumes – Enrique Francetich – Ed. Madras


Enrique Francetich propõe, neste Manual do Uso de Perfumes, a análise dos tipos de personalidade, das
atitudes humanas e de outros tópicos segundo as tradicionais relações existentes entre os elementos da
Astrologia e da Aromaterapia.

Farmacognosia: Da Planta ao Medicamento – Cláudia M. O. Simões – Ed. Empório do Livro e UFRGS

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O grande incremento do uso de plantas para fins medicinais tem provocado renovado interesse pelo
conhecimento das características das drogas delas originadas. Neste livro, os autores reúnem os principais
temas pertinentes ao estudo das drogas, criando o que se poderia denominar de uma neofarmacognosia.

Aromaterapia & Massagem – Clare Maxwell-Hudson – Vitória Régia


A autora ensina através de fotos coloridas, técnicas da massagem aromaterápica, dando noções básicas de
óleos essenciais e carreadores.

O livro da Aromaterapia – Jeanne Rose – Ed. Campus


Um excelente livro para quem quer aprender sobre óleos novos. A autora comenta suas experiências com a
aromaterapia de uma forma atraente e profunda. Dá dicas cosméticas, noções químicas e descreve
dezenas de óleos essenciais um a um.

Aromaterapia Estética - Nelly Grosjean - Editora Mônica M. Thomas


Este livro explora a utilização dos óleos essenciasi dentro do campo da estética, dando receitas, e
esclarecendo sobre o potencial de uso dos óleos essenciais na beleza.

Aromacologia – Uma ciência de muitos cheiros – Sônia Corraza – Ed. SENAC


O livro descreve sobre a ciência da aromacologia, sua história, e descrição de óleos essenciais e sua ação
sobre as emoções.

Compêndio de Fitoterapia – Geske Magrid - Ed. Herbarium


Manual completo e profundo, todo referenciado sobre o potencial terap~eutico das plantas medicinais. Inclui
várias plantas aromáticas e faz alusão aos seus óleos essenciais.

Aromaterapia em dermatologia e estética – Adão Roberto da Silva – Ed. Roca


Aromaterapia em Dermatologia e Estética é uma referência indispensável para médicos, farmacêuticos,
enfermeiras, esteticistas e outros profissionais da área de saúde.

Inteligência Vegetal na Arte da Sedução – Alaide de Sá Barreto – Ed Interciência


O objetivo da obra é fornecer uma visão pluralística e descrever os principais e mais atuais aspectos
evolutivos, farmacológicos, as interações biológicas e os métodos de amostragem de óleos essenciais de
plantas. Apesar da imensa quantidade de títulos disponíveis no mercado que aborda desde aromaterapia
aos ferormônios de atração sexual presentes nos perfumes, a maioria dos textos não engloba os aspectos e
as técnicas científicas mais recentes. No decorrer da leitura o leitor se deparará com este novo universo e
comprovará que os aromas florais, associados à beleza das flores, interferem significativamente no estado
emocional do espírito humano e, constatará que este poder sedutor não é recente, o seu uso remonta à
Antigüidade.

Aromaterapia para Doenças Comuns - Shirley Price – Ed. Manole


Óleos essenciais afetam o físico, emocional e espiritual da pessoa, purificando o corpo, liberando a tensão e
reestabelecendo o equilíbrio da mente. Com instruções passo a passo e ilustrações claras, Aromaterapia
para Doenças Comuns mostra como aplicar trinta óleos para tratar os mais diversos males.Este livro é uma
valiosa contribuição à cura natural e autoterapia. Seguindo as técnicas indicadas, aprende-se como fazer
massagens completas e usar óleos para inalações, banhos, compressas e gargarejos.

Manual prático de aromaterapia - Hermann N. A. Ulrich – Ed.


Um excelente livro, indispensável, com descrições detalhadas e aprofundadas sobre cada óleo essencial,
suas propriedades terapêuticas, formas de uso, etc.

Aromaterapia beleza e saúde – Patricia Davis - Martins Fontes


Neste livro os temas da aromaterapia abrangendo doenças, plantas, óleos, instrumentos, etc., bem como
temas correlatos são apresentados por ordem alfabética, facilitando a consulta em busca de respostas às
mais diversas questões.

LIVROS FRANCESES RECOMENDADOS PARA LEITURA:

Baudoux, Dominique. Les Cahiers Pratiques d’aromathérapie selon l’ecole française (Vol 1, 2,3,4,5) – Ed.
Inspir (2006)
Baudoux, Dominique. L’aromathérapie – Se soigner par lês huiles essentielles – Ed. Amyris (2007)
Roulier, Guy – Les Huiles essentielles pour votre santé – Ed Dangles (2007)
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Dupont, Dr. Paul. Propriétés physiques ET psychiques dês huiles essentielles – Diffusion Rosicrucienne
(2002)
Bernadet, Marcel. Phyto-aromathérpaie pratique – Ed. Dangles (1983)
Bardeau, Fabrice. La medicine par les fleurs – Ed. Robert Laffont (1976)
Telphon, Dr. Thierry. ABC des huiles essentielles – Ed. Grancher (2005)
Raynaud, Jean. Prescription et conseil en Aromathérapie – Ed. Tec & Doc (2006)
Abrassart, Jean-Louis. Aromathérapie Essentielle – Ed. Guy Trédaniel (2006)
Valnet, Dr. Jean. L’aromathérapie – Ed. Santé (1964)
Belaiche, P. Traité de phytothérapie ET d’aromathérapie (Tomes 1,2,3) – Ed. Maloine S.A. (1979)
Daniel Pënoel e Pierre Franchome - Aromatherapie exactement - Ed. Roger Jollois – França
Dogna – Huiles essentielles – Les repertoires de Michel Dogna – Ed. Guy Trédaniel

LIVROS INGLESES RECOMENDADOS PARA LEITURA:

Essential oils safety – Robert Tisserand – Churchill Livingstone


Aromatherapy Scent and Psyche – Peter & Kate Damian – Healing arts press
Medical aromatherapy – Kurt Schnaubelt – Frog, ltd.
Aromatherapy – Vivian Lunny – Smithmark
Enciclopaedia of essential oils – Julia Laws
Aromadermatology – Janetta Bensouilah - Ed. Radcliffe
Essential Chemistry for safe Aromatherapy – Sue Clarke – Churchill Livingstone
Complete aromatherapy handbook – Suzanne Fischer-Rizze – Health Harmony
375 Essential Oils – Jeanne Rose – Ed. Frog Books
Hydrosols – Suzanne Catty – Ed. Healing Arts Press

LIVROS INDIANOS RECOMENDADOS PARA LEITURA:

Herbal Indian Perfumes and Cosmetics – Vaidya Asha Ram – Sri Satguru Publications
The complete technology book of essential oils – NIIR Board – Ed. Asia Pacific Business Press
Essential oils Hand Book – H. Panda – Ed. National Institute of Industrial Research

OUTROS LIVROS RECOMENDADOS:

O Imperador do Olfato: uma História de Perfume e Obsessão – Chandler Burr – Ed.Companhia das letras
Filhos Brilhantes – Alunos fascinantes – Augusto Cury - Ed. Academia de Inteligência
Medicina natural ao Alcance de Todos – Manuel Lezaeta Acharan – Ed. Hemus
Revolucion de La Biologia y Medicina – Kikuo Chishima – Associacion Macrobiotica Del Uruguay
Your Body Many Cries for Water – F. Batmanghelidj – Ed. Global Health Solutions
Reverse Aging – Sang Whang – Ed. Jsp Publishing
Biological Transmutations – Louis C. Kervran – Ed. Swan House Publishing
Transdermal Magnesium Therapy – Mark Sircus – Ed. Phaelos Books
A doença como caminho - Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke - Ed. Cultrix / Pensamento
Memória das células - Paul Pearsall - Ed. Mercuryo

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Referências:
01. Pënoel, Daniel e Franchome, Pierre - Aromatherapie exactement - Ed. Roger Jollois – França
02. Baudoux, Dominique. Les Cahiers Pratiques d’aromathérapie selon l’ecole française (Vol 1, 2,3,4,5) – Ed. Inspir (2006)
03. Baudoux, Dominique. L’aromathérapie – Se soigner par lês huiles essentielles – Ed. Amyris (2007)
04. Roulier, Guy – Les Huiles essentielles pour votre santé – Ed Dangles (2007)
05. Dupont, Dr. Paul. Propriétés physiques ET psychiques dês huiles essentielles – Diffusion Rosicrucienne (2002)
06. Bernadet, Marcel. Phyto-aromathérpaie pratique – Ed. Dangles (1983)
07. Schnaubelt, Kurt. Medical aromatherapy – Ed. Frog Ltd. (1999)
08. Bardeau, Fabrice. La medicine par les fleurs – Ed. Robert Laffont (1976)
09. Telphon, Dr. Thierry. ABC des huiles essentielles – Ed. Grancher (2005)
10. Raynaud, Jean. Prescription et conseil en Aromathérapie – Ed. Tec & Doc (2006)
11. Abrassart, Jean-Louis. Aromathérapie Essentielle – Ed. Guy Trédaniel (2006)
12. Valnet, Dr. Jean. L’aromathérapie – Ed. Santé (1964)
13. Belaiche, P. Traité de phytothérapie ET d’aromathérapie (Tomes 1,2,3) – Ed. Maloine S.A. (1979)
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