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UDF – CENTRO UNIVERSITÁRIO DO DISTRITO FEDERAL

DEPARTAMENTO DE DIREITO
ALUNA: ROBERTA CAPRA BRANDÃO MAIA
MATRÍCULA 0615072
MATÉRIA: DIREITO CIVIL – PROFESSOR ATA ABDALA

Estatuto do idoso e a família

Em todo o país, 15 milhões de pessoas - 8,6% da população – já passaram


dos 60 anos. Após 7 anos no Congresso, o Estatuto do idoso foi aprovado em
setembro de 2003 e sancionado pelo Presidente da República no mês seguinte.

O estatuto do idoso – Lei nº 10741/2003 – é o Instituto, destinado a regular


os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta)
anos. Ela tipifica os crimes cometidos contra os idosos, proíbe a discriminação nos
planos de saúde, determina o fornecimento de medicamentos gratuitos, garante
desconto de 50% em espetáculos e atividades culturais além de dar a gratuidade
nos transportes públicos. Em seus vários artigos estabelece vários procedimentos
legais para a melhoria da qualidade de vida e situação geral da população idosa
no Brasil.

A família deve ser o ponto principal e de apoio de todos os idosos. Em


pesquisa recente, a família foi apontada como o principal elemento e importante
ao seu bem estar, de acordo com os próprios idosos.

É citado no Art 3º da Lei: “É obrigação da família, da comunidade, da


sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a
efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao
esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e
à convivência familiar e comunitária.”
Também vemos a participação da família no Estatuto do Idoso, no próprio
Art.3º, Parágrafo único: “A garantia de prioridade compreende:
V – priorização do atendimento do idoso por sua própria família, em
detrimento do atendimento asilar, exceto dos que não a possuam ou careçam de
condições de manutenção da própria sobrevivência.”

O Estatuto prevê ainda, que os idosos sejam inseridos no mercado de


trabalho e que tenha cursos profissionalizantes, sendo observados, claro, suas
condições físicas e psíquicas.

A família também aparece em outros artigos da Lei como: no Art 17: Ao


idoso que esteja no domínio de suas faculdades mentais é assegurado o direito de
optar pelo tratamento de saúde que lhe for reputado mais favorável.
Parágrafo único. Não estando o idoso em condições de proceder à opção, esta
será feita:
II – pelos familiares, quando o idoso não tiver curador ou este não puder ser
contactado em tempo hábil;

Art. 37. O idoso tem direita a moradia digna, no seio da família natural ou
substituta, ou desacompanhado de seus familiares, quando assim o desejar, ou,
ainda, em instituição pública ou privada.

Art. 43. As medidas de proteção ao idoso são aplicáveis sempre que os


direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados:
II – por falta, omissão ou abuso da família, curador ou entidade de atendimento;

Art. 45. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 43, o Ministério
Público ou o Poder Judiciário, a requerimento daquele, poderá determinar, dentre
outras, as seguintes medidas:
I – encaminhamento à família ou curador, mediante termo de
responsabilidade;

Art. 49. As entidades que desenvolvam programas de institucionalização de


longa permanência adotarão os seguintes princípios:
I – preservação dos vínculos familiares;

Também observamos que a Constituição Federal prevê no seu art. 229 que:
“Os pais tem o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos
maiores têm o dever de ajudara amparar os pais na velhice, carência ou
enfermidade”.

Entre outras citações, todas elas, para fortalecer que o idoso deve ser
assistido prioritariamente por sua família. O Estatuto visa humanizar e aproximar
cada vez mais o idoso de sua família e de toda a sociedade.

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