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UCSAL-UNIVERSIDADE CATOLICA DO SALVADOR

SALVADOR 2011-03-28

TRABALHO DE INTRODUÇÃO A ADMINISTRÇÃO


PERIODO PRÉ E PÓS SOCRATES
EMPIRISMO
CRITICISMO
POSITIVISMO

GABRIELA LEITE HORTA


INTRODUÇÃO

Entre os séculos IX e VI antes de Cristo, o mundo grego passou por uma profunda transformação. Ocorreu
uma ampla mudança política, social, religiosa e cultural, envolvendo múltiplos fatores que não são ainda
totalmente compreendidos. Por um lado, o contato comercial e cultural muito intenso com outros povos, nesse
período, trouxe ao mundo grego uma variedade de idéias que passaram a ser confrontadas com o pensamento
tradicional. Isso envolveu a entrada de novas concepções religiosas, políticas, filosóficas, científicas. O
aparecimento de uma classe econômica poderosa, através do comércio, enfraqueceu a antiga aristocracia.
Surgiram novos valores e uma sociedade mais aberta, pessoas mais confiantes em seu próprio poder
individual, com um enfraquecimento de toda a tradição cultural e do respeito pelos mitos, pela religião e pela
autoridade antiga.
Costuma-se dividir a Filosofia grega em dois períodos: antes e depois de Sócrates. Os filósofos anteriores a
Sócrates são chamando de Pré-Socráticos e escreveram obras que no entanto não foram conservadas. Tudo o
que se sabe sobre eles é indireto, baseado em pequenos trechos de seus escritos, citados por autores que
vieram depois deles (os fragmentos dos pré-socráticos) e em descrições feitas por autores posteriores a
Sócrates(os testemunhos ou doxografia)
Primeiro Período(Pré Sócrates)

O primeiro período do pensamento grego toma a denominação substancial de período naturalista,


porque a nascente especulação dos filósofos é instintivamente voltada para o mundo exterior,
julgando-se encontrar aí também o princípio unitário de todas as coisas; e toma, outrossim, a
denominação cronológica de período pré-socrático, porque precede Sócrates e os sofistas, que
marcam uma mudança e um desenvolvimento e, por conseguinte, o começo de um novo período
na história do pensamento grego. Esse primeiro período tem início no alvor do VI século a.C., e
termina dois séculos depois, mais ou menos, nos fins do século V. Surge e floresce fora da Grécia
propriamente dita, nas prósperas colônias gregas da Ásia Menor, do Egeu (Jônia) e da Itália
meridional, da Sicília, favorecido sem dúvida na sua obra crítica e especulativa pelas liberdades
democráticas e pelo bem-estar econômico. Os filósofos deste período preocuparam-se quase
exclusivamente com os problemas cosmológicos. Estudar o mundo exterior nos elementos que o
constituem, na sua origem e nas contínuas mudanças a que está sujeito, é a grande questão que
dá a este período seu caráter de unidade. Pelo modo de a encarar e resolver, classificam-se os
filósofos que nele floresceram em quatro escolas: Escola Jônica; Escola Itálica; Escola Eleática;
Escola Atomística
Período Pós-socrático (sécs. III e II a.C.)

Trata-se do último período da Filosofia antiga, quando a polis grega desapareceu como centro político,
deixando de ser referência principal dos filósofos, uma vez que a Grécia encontra-se primeiro sob o domínio
da Macedônia e depois do poderio do Império Romano. Os filósofos dizem, agora, que o mundo é sua cidade
e que são cidadãos do mundo. Em grego, mundo se diz cosmos e esse período é chamado o da Filosofia
cosmopolita, onde os valores gregos mesclam-se com as mais diversas tradições culturais.

Essa época da Filosofia é constituída por grandes sistemas ou doutrinas, isto é, explicações totalizantes sobre
a Natureza, o homem, as relações entre ambos e deles com a divindade (esta, em geral, pensada como
Providência divina que instaura e conserva a ordem universal). Predominam preocupações com a ética - pois
os filósofos já não podem ocupar-se diretamente com a política -, a física, a teologia e a religião.

Entre as novas tendências que surgiram, devemos registrar a fundação de escolas filosóficas como: O
estoicismo e o epicurismo.
EMPIRISMO

O empirismo é a escola do pensamento filosófico relacionada à teoria do conhecimento,


que pensa estar na experiência a origem de todas as ideias. O nome empirismo vem do
latim: empiria (experiência) e -ismo (sufixo que determina, entre outras coisas, uma
corrente filosófica). Temos, assim, a “corrente filosófica da experiência”.
Ao longo de toda a história da filosofia, diversos pensadores abordaram a questão, dando
importância ao conhecimento da experiência (da sensibilidade) ao invés de apenas ao
intelectual. Entretanto, o principal defensor do empirismo foi John Locke (1632-1704),
filósofo inglês. O empirismo defendido ficou conhecido como empirismo britânico, e
influenciou diversos filósofos.
Locke defendeu que a experiência forma as ideias em nossa mente, no seu livro Ensaio
acerca do entendimento humano, de 1690. Na introdução, ele escreve que “só a experiência
preenche o espírito com ideias”. Para argumentar a favor, Locke critica o conceito de que já
existem ideias em nossa mente (ideias inatas). Ele procura demonstrar que qualquer ideia
que temos não nasce conosco, mas se inicia na experiência.
A experiência, para Locke, não são as experiências de vida. Experiência para ele são as
nossas sensações (sentidos). Ouvimos, enxergamos, tocamos, saboreamos e cheiramos.
Cada um dos cinco sentidos leva informações para o nosso cérebro. Quando nascemos não
sabemos o que é uma maçã, mas formamos a ideia de maçã a partir dos sentidos. Vemos a
sua cor, sentimos o seu aroma, tocamos sua casca e mordemos a fruta. Cada uma dessas
sensações simples nos faz ter a ideia de maçã. A partir da sensação, há a reflexão. Dessa
forma, nossas ideias são um reflexo daquilo que nossos sentidos perceberam do mundo.
Com essa constatação, Locke afirma que, ao nascermos, somos como uma folha em branco.
São, então, os sentidos responsáveis pelo preenchimento dessa folha.
Para confirmar sua teoria, o filósofo inglês antecipa futuras críticas. Entre as possibilidades
de crítica, existe o argumento de que somos capazes de ter ideias de coisas que nunca foram
percebidas pelos nossos sentidos. Locke argumenta contra este tipo de crítica, pois mesmo
ideias de seres mitológicos como sereias, unicórnios e faunos são apenas junções de ideias
que já tivemos anteriormente. Uma sereia é a união da ideia de mulher e peixe. Um
unicórnio é a união da ideia de cavalo com a de chifre. Um fauno é a mistura de homem
com bode. Não há nada nessas ideias que não tenha sido conhecida previamente. Até
mesmo a ideia recente de alienígenas nada mais é do que a ideia de um homem deformado
(com cabeça e olhos maiores, corpo pequeno etc.)
Depois de Locke, o empirismo britânico conheceu a reformulação feita pelo irlandês
George Berkeley (1685-1753). Para ele, o que conhecemos do mundo não é realmente o
que o mundo é. O mundo não é o que percebemos dele. Podemos perceber o mundo através
dos sentidos, mas não conhecê-lo de verdade.
Mais radical do que o empirismo de Berkeley está o que pensou David Hume (1711-1776),
natural de Edimburgo, Escócia. De acordo com Hume, só existe o que percebemos. Todas
as relações que fazemos entre o que conhecemos não são conhecimentos verdadeiros.
Podemos conhecer uma bola e podemos conhecer um pé, porém se chutamos uma bola não
há nada que confirme que a bola se move porque foi o pé que a moveu. Com isto, Hume
critica as ciências, pois trabalham com a ideia de causa e efeito. Essa relação de causalidade
(causa-efeito) é uma relação entre ideias e é, portanto, não verdadeira. Tudo o que
pensamos ser verdadeiro, como a causa do movimento da bola, é imaginação.
Se o que sabemos vem da experiência e a experiência apenas nos informa um pouco sobre
como o mundo é, precisamos, de acordo com o empirismo, estar atentos e críticos às falsas
ideias que não podem ser verificadas pelos sentidos.

Criticismo

Criticismo tem origem no alemão Kritizismus, representa em filosofia a posição


metodológica própria do kantismo Caracteriza-se por considerar que a análise crítica da
possibilidade, da origem, do valor, das leis e dos limites do conhecimento racional
constituem-se no ponto de partida da reflexão filosófica. Doutrina filosófica que tem como
objeto o processo pelo qual se estrutura o conhecimento. Estabelecida pelo filósofo alemão
Immanuel Kant, a partir das críticas ao empirismo e ao racionalismo.

As teorias do conhecimento que se desenvolveram na Antiguidade e na Idade Média não


colocavam em dúvida a possibilidade de conhecer a realidade tal qual ela é. Contudo as
influências do Renascimento levaram, a partir do século XVII, ao questionamento da
possibilidade do conhecimento, dando, nas respostas ensaiadas, origem às teorias
empiristas e racionalistas. Kant supera essa dicotomia, concluindo que o conhecimento só é
possível pela conjunção das suas fontes: a sensibilidade e o entendimento. A sensibilidade
dá a matéria e o entendimento as formas do conhecimento. O criticismo kantiano tinha
como objectivo principal a critica das faculdades cognitivas do homem, no sentido de
conhecermos os seus limites. Em consequência dessa «critica», foi levado à negação da
possibilidade de a razão humana conhecer a essência das coisas (númeno).

Assim, em sentido geral, merece a denominação de criticismo a postura que preconiza a


investigação dos fundamentos do conhecimento como condição para toda e qualquer
reflexão filosófica. Segundo esta posição, a pergunta pelo conhecer deve ter primazia sobre
a pergunta acerca do ser, uma vez que, sem aquela, não se pode garantir com segurança
sobre que base a questão do ser está a ser afirmada. Levado às suas últimas consequências,
o criticismo pode ser encarado como uma atitude que nega a verdade de todo conhecimento
que não tenha sido, previamente, submetido a uma crítica de seus fundamentos. Neste
sentido, o criticismo aproxima-se do cepticismo, por pretender averiguar o substrato
racional de todos os pressupostos da acção e do pensamento humanos. Devemos referir que
tal como o dogmatismo o criticismo acredita na razão humana e confia nela. Mas ao
contrario do dogmatismo, o criticismo "pede contas à razão Moacir Neto".

Em sentido restrito, o criticismo é empregue para denominar uma parte da filosofia


kantiana (aquela que diz respeito à questão do conhecimento). Esta propõe-se investigar as
categorias ou formas a priori do entendimento. A sua meta consiste em determinar o que o
entendimento e a razão podem conhecer, encontrando-se livres de toda experiência, bem
como os limites impostos a este conhecimento pela necessidade de fazer apelo à
experiência sensível para conhecermos. Este projecto pretende fundamentar um
pensamento metafísico de carácter não dogmático. Entre o cepticismo e o dogmatismo, o
criticismo kantiano instaura-se como a única possibilidade de repensar as questões próprias
à metafísica. Marcelo Marcos agora virou crente e Emerson Lucas tambem.