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O Imperialismo e a Primeira Guerra Mundial

O grande desenvolvimento tecnológico e a grande produção mundial desencadearam um lucro, um


acúmulo de capital, que necessitava de novos locais para reinvestir. Também, as novas matrizes energéticas
(petróleo) deveriam ser obtidas fora do território europeu. Estes países desejavam, além de matérias primas,
consumidores para os seus produtos e uma produção mais barateada com o uso de mão-de-obra mais
desqualificada e, portanto com menor custo.
Esses países imperialistas promoveram um processo de expansão que culminou na partilha das zonas de
interesse na África e Ásia, também conhecido como neocolonialismo. Soma-se a isso, a população mais pobre
da Europa também migrou junto para tentar uma vida melhor nestes outros lugares, as tensões sociais internas e
enfraquecendo os movimentos sindicais e operários.

Os passos Imperialistas que desencadearam a Primeira Guerra Mundial

Descoberta de diamantes e ouro em Transvaal (1867), ouro e Cobre na Rodésia (1889).


Rei belga Leopoldo II adquire um domínio particular no Congo, o que desagrada as demais potências e provoca
a convocação da Conferência de Berlim (1885-87) na qual promove desagrado de Itália e Alemanha, reacende
as rivalidades entre França e Inglaterra e colocam os países dominados em guerra para proteção de seu
patrimônio e cultura.
Guerra dos Bôeres: colonos holandeses x ingleses: vitória inglesa e domínio na região de Orange e Transvaal
Canal de Suez (1875): França e Inglaterra derrotam nacionalistas no Egito e Sudão e obtém rota para a Índia.
Guerra do Ópio (1840-42): britânicos abrem o mercado da China para a droga que era produzida em seus
domínios na Índia. Adquiriu o porto de Hong Kong. Após o tratado de concessão extraterritorial e a retirada da
autoridade chinesa em diversos territórios, houve a Revolta dos Taiping contra a dinastia Manchu, acusada de
subserviente. Mai tarde, 1895, os rebeldes Punhos da Harmonia promovem uma série de atentados contra
diplomatas europeus, a Rebelião dos Boxers que desencadeia a união das potências e a permanência de seus
exércitos na China.
Rebelião dos Cipaios em 1857 (militares hindus): após o episódio, a Inglaterra assume o território indiano. 1885
os hindus se reúnem no CONGRESSO NACIONAL DA ÍNDIA contra a discriminação inglesa, mas não obteve
sucesso.
Rússia:
Japão: isolado até 1850 com uma rígida estrutura feudal: Imperador, Xogum, Daimios e Samurais. Com receio
de acontecer com o Japão o mesmo que aconteceu com a China, assinou-se o Tratado de Nanagawa (1854)
abrindo portos aos EUA e depois às potências europeias. Reações nacionalistas derrubaram o imperador e
inauguraram a Era Meiji (1868) que modernizou o país segundo modelo Ocidental. Forte industrialização e
ambições imperialistas. Cominou ilhas no Pacífico e fez guerra contra a China (1894-95) ocasionando a
independência da Coreia e a anexação de Formosa (Twain) e guerra Russo-japonesa (1904-05)
EUA: 1823 Doutrina Monroe. 1889 Primeiro congresso Panamericano. 1898 Guerra contra a Espanha por Cuba
e Filipinas. Big Stick (Theodore Roosevelt) – missão civilizadora e proteção das Américas. Destino Manifesta
justificava o direito à expansão. Intervenção armada para defender a democracia e restabelecer a ordem.
Emenda Platt (1901) intervenção dos EUA em Cuba e instalação de Guantánamo. Por fim, incentivou a
independência do Panamá (1903) e adquiriu posse perpétua sobre o canal.
América Latina: aparecimento dos Caudilhos e líderes Populistas.

Conclusão: justificativa ideológica: não mais a fé, mas a civilização e a ciência, desequilíbrio entre as potências
gerando uma corrida armamentista e a eclosão da Primeira Guerra-Mundial.