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Tubos de Polietileno

Mais um serviço para o cliente

O Manual Técnico de PEAD é um serviço que o


Grupo Brastubo disponibiliza aos clientes para
oferecer melhor qualidade no atendimento e
principalmente, maior aproveitamento do produto
em todos os empreendimentos. Um material que
consiste numa detalhada fonte de pesquisa com
informações técnicas que vão desde a matéria-
prima até a aplicação.

Para este projeto, o Grupo Brastubo colheu e reuniu


dados divulgados em importantes publicações,
como o livro Polietileno e Polipropileno, de José
Roberto Danieletto, e o catálogo Duratel¹. O objetivo
é facilitar o acesso às informações de maneira
prática e ordenada, usando como base o foco do
cliente. Ou seja, foram selecionados os pontos que
poderão auxiliar na escolha do melhor tubo e do
melhor serviço para cada obra.

As indicações são apropriadas tanto para os tubos


do Grupo quanto para qualquer outro produto. Entre
as informações estão as curvas de regressão, tabela
de dimensão, tabela de resistência química, fluxo
gravitacional, fluxo sob pressão e todo o histórico
de evolução do PEAD.

Com este material, o Grupo espera agilizar e


qualificar ainda mais o fornecimento, possibilitando
ao cliente a consulta regular e antecipada sobre os
benefícios técnicos de todo o range. É mais um valor
que a Companhia agrega à obra do cliente.

¹ O Grupo Brastubo limitou-se a reunir dados e


portanto, não tem responsabilidade sobre teor das
informações colhidas nas fontes de pesquisa.

Manual Técnico do Polietileno 3


Índice

Histórico e evolução .............................................................................................. 7

Mercado atual ....................................................................................................... 8


Distribuição de gás natural .............................................................................. 8
Distribuição de água ........................................................................................ 8
Emissários submarinos .................................................................................... 8
Comunicação ................................................................................................... 8
Dragagens e transporte de sólidos .................................................................. 9
Transporte de produtos químicos e efluentes industriais ................................. 9
Postos de combustíveis ................................................................................... 9
Volume mundial ................................................................................................ 9

Vantagens dos tubos de PE ................................................................................ 10


Leveza ............................................................................................................ 10
Flexibilidade ................................................................................................... 10
Comparativo dos tubos de PE com o PVC e o FoFo ...................................... 11
PE x PVC ................................................................................................... 11
PE x FoFo .................................................................................................. 11

Vantagens da aplicação de tubos de PE no transporte de água ........................ 12


Emissários submarinos .................................................................................. 12

Especificações básicas de tubos de polietileno (PE) .......................................... 13


Matéria-prima para tubos ............................................................................... 13
Na família dos Polietilenos temos: .................................................................. 13

Curvas de Regressão de tubos de PE 5 tipos A, B e C ...................................... 15

Curva de Regressão de tubos de PE 80 e 100 ................................................... 16


Identificação dos tubos de PE ....................................................................... 17
Nº da Norma .................................................................................................. 17
Designação dos tubos de PE ......................................................................... 17
Diâmetro Externo (DE) .............................................................................. 17
Classe de Pressão (PN ou SDR) ............................................................... 18
Máxima Pressão de Serviço - Tipo A ou B ................................................ 18
Lote de fabricação .................................................................................... 19
Cor dos tubos ........................................................................................... 19
Condições de fornecimento ...................................................................... 20
Tabela de dimensões dos tubos de PE ..................................................... 21

4 Manual Técnico do Polietileno


Cálculo de perda de carga em tubulações de PE .............................................. 27

Métodos de união e conexões para tubos de PE ................................................ 28


1. Soldagem de topo por termofusão ............................................................. 28
Conexões para Solda de Topo por Termofusão ........................................ 29
2. Soldagem Tipo Soquete ou Encaixe por Termofusão ................................. 30
2.1 Conexões para Solda tipo Soquete por Termofusão ........................... 31
3. Soldagem tipo Sela por Termofusão ........................................................... 31
3.1 Conexões para solda tipo Sela por Termofusão .................................. 32
4. Soldagem por Eletrofusão .......................................................................... 33
4.1 Conexões para solda por eletrofusão ................................................. 34
5. Conexões tipo Junta Mecânica de Compressão ........................................ 35
6. Colarinho/Flange ........................................................................................ 36
7. Juntas de Transição PE x Aço .................................................................... 37
8. Juntas mecânicas para reparos ................................................................. 37
9. Reparos de linhas em carga ...................................................................... 38

Estrangulador de vazão ...................................................................................... 38

Análise de Transientes ........................................................................................ 39


8.1.3 Expansão e contração térmicas ............................................................ 41
8.1.4 Instalação de conexões ........................................................................ 42
8.1.5 Passagem por parede ........................................................................... 43
8.1.6 Preenchimento e compactação ............................................................. 43
8.2Instalação superficial ................................................................................ 44
8.2.1 Dilatação e contração térmicas ............................................................. 44
8.2.2 Suportes guias ...................................................................................... 45
8.2.3 Suportes ancoragem ............................................................................. 46
8.2.4 Compensadores de dilatação - Efeito Lira ............................................ 47

10. Considerações de projeto ............................................................................. 48


10.1 Cálculo hidráulico ................................................................................... 48
10.1.1 Fluxo sob pressão ............................................................................... 48
10.1.2 Seleção do diâmetro interno da tubulação .......................................... 48
10.1.3 Perdas de carga .................................................................................. 49
10.1.4 Perda de carga em singularidades ..................................................... 56
10.1.5 Fluxo gravitacional ............................................................................... 56
10.3 Limite de curvatura ................................................................................. 59

Manual Técnico do Polietileno 5


Tubos de Polietileno

6 Manual Técnico do Polietileno


Histórico e
evolução

• PVC surge em 1927

Aplicação em tubos acelera-se na década de 50

• PEAD surge em 1953

Aplicação em tubos acelera-se na década de 80

Principais campos de aplicação dos tubos de PE

• Ramais, redes e adutoras de água

• Captação de água

• Transporte de:

água (bruta, desmineralizada, salgada)

alimentos

lamas (slurry)

• Emissários:

Terrestres e subaquáticos

Industriais

Sanitários

• Travessias de lagoas, rios, baias, etc

• Instalações industriais

• Distribuição de gás

• Recuperação de tubulações danificadas -


inserção (relining)

• Irrigação

• Drenagem

• Dragagem

• Minerodutos (transporte hidráulico de sólidos)

• Dutos elétricos e telefônicos

Manual Técnico do Polietileno 7


Mercado atual

• Distribuição de gás natural

Praticamente 100% das novas redes de distribuição de gás são feitas com tubos de
Polietileno, em todo o mundo.

A substituição de tubos antigos pela técnica de inserção de tubos de PE vem


viabilizando de forma econômica, rápida e segura a recuperação das antigas redes
de distribuição de gás.

No Brasil, as recentes medidas governamentais para um grande incremento da


participação do gás natural na matriz energética, entre elas o gasoduto Brasil-Bolívia,
encontram nos tubos de PE a solução técnica para a construção das novas redes
de distribuição e na substituição e recuperação das redes de Ferro Fundido com a
técnica de inserção.

• Distribuição de água

A participação de tubos de PE nas redes, ramais e adutoras de água, bem como em


esgotos pressurizados cresce a razão de 10% ao ano, em especial na Europa,
substituindo os tubos tradicionais.

Em Ramais e nas Redes de água de diâmetro até 110 mm, na Europa, a


participação dos tubos de PE é de quase 100% e vem aumentando paulatinamente
nos diâmetros maiores.

Nas adutoras e captação de água, com diâmetros chegando a DE 2000, os tubos


de PE vêm firmando sua supremacia, em especial nas aplicações de baixas pressões
(até 6 bar), onde o custo desse material, comparado aos dos materiais tradicionais,
já representa vantagens imediatas.

• Emissários submarinos

As vantagens técnicas, de custo, durabilidade e velocidade de construção


consagraram os tubos de PE como a melhor alternativa na grande maioria das
construções de emissários submarinos em todo o mundo.

• Comunicação

O advento das fibras óticas e TVs a cabo descortinou uma nova aplicação aos tubos
de PE, utilizados em bobinas de 100 a 2.000 metros de comprimento, em diâmetros
de DE 32 mm a 125 mm. Muitas construções vêm utilizando a técnica da instalação

8 Manual Técnico do Polietileno


por Furo Dirigido (sem abertura de valas). Sendo o material básico nessas aplicações,
o volume tornou-se muito expressivo no contexto global.

Nas rodovias recentemente privatizadas no Brasil, estão sendo instalados sistema


de comunicação com telefones de socorro a cada quilômetro e sinalização de tráfico
interativa que implica na instalação de uma infovia com milhares de quilômetros
através de valetadeiras contínuas e bobinas de tubos com grandes lances.

• Dragagens e transporte de sólidos

Caminha velozmente no Brasil. Já se encontra como um dos materiais mais


importantes nas grandes mineradoras brasileiras e em termoelétricas e no transporte
de hidráulico de cinzas. Em países com grande tradição em mineração, como EUA,
Chile e África do Sul, o volume de tubos de PE em diâmetros de até DE 1000 é
surpreendente. Somente no Chile, a aplicação de tubos de PE em mineração supera
o volume total do mercado desses tubos no Brasil.

• Transporte de produtos químicos e efluentes industriais

Dado às suas inquestionáveis virtudes e resistência química, os tubos de PE têm


destaque nas aplicações industriais a baixas temperaturas (<50ºC). No Brasil, sua
participação vem crescendo, em especial nas especificações das novas cervejarias,
plantas petroquímicas e fábricas multinacionais que estão se instalando no país e já
trazem seus projetos especificando esses tubos.

Os tubos de PE destacam-se nas usinas de açúcar e destilarias de álcool no


transporte de vinhoto.

• Volume mundial

Europa aprox. 500 mil ton/ano, crescendo 10% ao ano

EUA aprox. 300 mil ton/ano, crescendo 10% ao ano

Brasil aprox. 10 mil ton/ano, crescendo de 20% a 30% ao ano

Manual Técnico do Polietileno 9


Vantagens dos tubos de PE

• Leveza

Peso específico PEAD = 0,945 a 0,962 g/cm³

PEMD = 0,931 a 0,944 g/cm³

PEBD = 0,910 a 0,930 g/cm³

PP = 0,905 a 0,93 g/cm³

comparação prática 6m tubo de FºFº ø 250 mm, K7 ≈ 246 kg

6m tubo de PEAD ø 280 mm, PN6 ≈ 100,8

∴ PEAD 60% MAIS LEVE

• Flexibilidade

Módulo de Elasticidade PEBD ≈ 2.500 kgf/cm²

PEAD PE 80 ≈ 9.000 kgf/cm² a 12.000kgf/cm²

PEMD ≈ 8.000 kgf/cm²

PP ≈ 12.000 kgf/cm²

AÇO ≈ 2.100.000 kgf/cm²

PEAD PE 100 ≈ 12.000 kgf/cm²

• Rugosidade baixíssima (coeficiente C = 150) Hanzen-Williams

• Elevada resistência ao impacto

• Resistência à maioria dos agentes químicos

• Imunidade total a corrosões eletrolíticas e galvânicas


eletrolíticas

• Reduzido número de juntas


juntas. Eventualmente, ausência total.

• Manuseio e instalação fáceis

• Imper meável
Impermeável

• Atóxico

• Baixíssimo efeito de incr ustação


incrustação

• Elevada vida útil (mais de 50 anos)

10 Manual Técnico do Polietileno


Comparativo dos tubos de PE com o PVC e o FoFo
PE x PVC

- Não colável e não aceita pintura

- Maior resistência ao impacto

- Maior flexibilidade - bobinas e curvas em obras

- Maior resistência química

- Maior resistência a transientes hidráulicos

- Total atoxidade

- Menos suscetível a ataque de roedores e cupins

PE x FoFo

- Menor resistência à pressão

- Total imunidade à corrosão galvânica e eletrolítica

- Muito maior resistência química

- Melhores características hidráulicas

- Grande facilidade de soldagem

- Maior facilidade e velocidade de instalação

- Maior flexibilidade - bobinas e curvas em obras

- Maior facilidade de reparos e expansões

- Menor custo final da instalação

- Mais resistência a acomodações e recalques de solo

- 5 vezes menos energia para sua produção

- Menor índice de incrustações

Manual Técnico do Polietileno 11


Vantagens da aplicação de tubos de PE no transporte de água

• Total atoxidade

• Grande resistência ao impacto

• Grande flexibilidade (propicia curvas longas)

• Total resistência à corrosão

• Leveza - facilidade de manuseio/instalação

• Menor custo de preparação e menor dimensão de valas (acomoda-se ao terreno e


soldagem fora da vala)

• Grande soldabilidade / facilidade de execução

• Conexões mecânicas de simples manuseio e resistentes aos esforços axiais

• Menor número de emendas, barras de 12 m ou mais e bobinas de 100 m ou mais


para tubos de até ø 125 mm

• Conexões que propiciam facilidade para execução de Ramais e ligações


domiciliares

• Baixo coeficiente de atrito hidráulico (fator “C” de Hazen-Williams = 145 a 150)

• Baixíssimo efeito de incrustação

• Vida útil maior que 50 anos

• Menor custo final

Emissários submarinos
• Podem repousar diretamente sobre o leito oceânico, sem preparo prévio deste

• Resistência a forças extremas de correntezas

• Podem acompanhar mudanças no leito sem sofrer danos

• Flutuam, facilitando transporte marítimo

• Podem ser rebocados em longas secções pré montadas, até o local de instalação

• Podem ser extrusados em comprimentos grandes (500 m a 1000 m ou mais) a


partir de extrusoras móveis ou fixas, instaladas junto a cursos d´água, baias, etc.

12 Manual Técnico do Polietileno


Especificações básicas de tubos de polietileno (PE)

Matéria-prima para tubos

Assim como outros materiais, como aço ou madeira, existem vários tipos de Polietileno.
alguns são mais flexíveis, outros mais rígidos, com maior ou menor resistência, etc.,
existindo uma vasta gama de características direcionadas às diversas aplicações.

Os polietilenos utilizados para sacos, sacolas, brinquedos, etc. não servem para
fabricação de tubos, pois têm menor resistência e vida útil, e portanto são mais baratos.

Na família dos Polietilenos temos:

Polietileno de Baixa Densidade (PEBD);

Polietileno de Média Densidade (PEMD);

Polietileno de Alta Densidade (PEAD).

Ainda dentre estes materiais, existem vários tipos de Polietileno de Baixa Densidade,
como de Média, e de Alta, mas somente alguns tipos específicos servem para tubos.

O PEBD é utilizado para tubos de pequenos diâmetros (9 a 32 mm) e de baixa


pressão (4 bar), com finalidade de irrigação, onde se necessita muita flexibilidade,
mas baixa resistência à pressão e a esforços mecânicos.

O PEAD é utilizado para a maioria dos tubos de pressão (16 a 1600 mm); é mais
rígido e tem maior resistência à pressão.

• O PEMD é muito parecido com o PEAD, sendo difícil perceber a diferença entre
um e outro, porém tem praticamente a mesma resistência do PEAD e é um pouco
mais flexível. É utilizado normalmente para a fabricação de tubos para distribuição
de gás natural.

Atualmente não se distingue mais os materiais como PEAD e PEMD, pois com as
novas tecnologias de fabricação desses materiais, a densidade já não retrata
totalmente o seu desempenho.

Manual Técnico do Polietileno 13


Existem ainda, produtos fabricados com materiais recuperados de lixo e sucata,
chamados de Reciclados. Certamente, estes materiais, além de serem, em sua
maioria provenientes de sacos e brinquedos, ainda são contamidados e misturados
a outros plásticos, não servindo para tubos.

Todavia, é comum encontrar-se em lojas mangueiras pretas ditas de polietileno, que,


por serem produzidas com sucatas, apresentam rachaduras e rompimentos em pouco
tempo (3 a 6 meses). Estes materiais não são classificados para tubos, e as normas
proíbem seu uso nas aplicações técnicas.

PORTANTO, OS MATERIAIS UTILIZADOS PARA TUBOS DEVEM SER QUALIFICADOS


E CLASSIFICADOS PARA ESTE FIM.

Os materiais são classificados conforme seu desempenho à pressão para uma vida
útil de 50 anos na temperatura de 20º C.

Esse desempenho é analisado em testes de pressão a temperaturas elevadas (80º)


para simular uma vida útil de 50 anos, e têm por finalidade determinar a resistência
(tensão hidrostática) do material à pressão no fim de sua vida útil. Os testes demoram
10 mil horas (mais de um ano).

OS ENSAIOS DE PRESSÃO DE LONGA DURAÇÃO DEFINEM A CUR


CURVVA DE
REGRESSÃO DO MATERIAL.

O valor da tensão hidr ostática mínima do material, para uma vida útil de 50 anos a
hidrostática
20º C é o númer
número o utilizado para classificar o material (MRS - minimum hydrostatic
strenght), e que também é utilizado para determinar a espessura do tubo.

Logo,

QUANTO MAIOR A TENSÃO HIDROSTÁTICA DE LONGA DURAÇÃO, MENOR A


ESPESSURA DO TUBO.

14 Manual Técnico do Polietileno


Curvas de Regressão de tubos de PE

(conforme DIN 8075 e ISO 4437/88)

Manual Técnico do Polietileno 15


Curva de Regressão de PE 80 e 100

(Conforme ISO 4437/92 e 4427/94)

16 Manual Técnico do Polietileno


Identificação dos tubos de PE
Todos os tubos devem fazer uma marcação de metro em metro, por processo a
quente (hot-stamping) que tenha as seguintes informações mínimas:

Nome/Mar
Nome/Marca ca do Fabricante --- nº da Nor ma --- Classificação do material --- Diâmetr
Norma o
Diâmetro
no (DE) --- Espessura (mm) --- PN ou SDR ou ambos --- lote de fabricação
Externo
Exter

REJEITE TUBOS QUE NÃO TENHAM ESSA MARCAÇÃO

Nº da Norma

As normas mais utilizadas são:

- DIN 8074 - norma alemã para tubos de PEAD para uso geral, exceto gás.

- ISO 4427 - norma internacional para tubos de água. O material pode ser PE 80 ou
PE 100 e deve estar discriminado na marcação do tubo. A ABPE, SABESP e
COBRACON estão preparando a versão brasileira.

- ISO 4437 - norma internacional que refere-se a tubos amarelos para gás PE
100 e PE 80.

- ABNT NBR 8417 - norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas para tubos
de Ramal Predial, nos diâmetros de DE 20 e 32 mm. O material do tubo deve ser do
tipo PE 80 ou PE 100, pretos, e a espessura deve ser de 2,3 e 3,0 mm,
respectivamente. A nova versão está em processo de votação nacional.

- NBR 14462 - norma brasileira para tubos amarelos para gás PE 80 e PE 100 - 4 e 7
bar, respectivamente.

Designação dos tubos de PE


Diâmetro Externo (DE)

Os tubos de Polietileno são mundialmente designados pelo Diêmetro Externo Nominal


(DE), diferentemente dos tubos brasileiros de PVC, AÇO e FERRO, que são
designados pelo Diâmetro Nominal (DN).

Manual Técnico do Polietileno 17


DN corresponde aproximadamente, ao diâmetro interno do tubo em milímetros,
enquanto o DE é o diâmetro externo do tubo em milímetros. Quando dizemos que o
tubo tem DE 63, significa que seu diâmetro externo é de, no mínimo, 63 mm. Nunca
menor, pois somente se admite tolerância para cima. Enquanto seu diâmetro interno
é função da espessura.

Ex.: tubo de PE 80 DE 110, para classe de pressão PN 10.

Seu diâmetro externo será de, no mínimo, 110 mm, sendo sua espessura de 8,2 mm.
Portanto, seu diâmetro interno será de: 110 - (2. x 8,2) = 93,6 mm.

Classe de Pressão (PN ou SDR)

A Classe de Pressão do tubo refere-se à pressão máxima que o tubo pode suportar
à 25ºC;

A Classe de Pressão pode ser expressa por:

- PN (Pressão Nominal), que corresponde à pressão em bar (ou kgf/cm²), ou seja,


PN 10 corresponde a 10 bar (ou kgf/cm²) de pressão. PN 8 corresponde a 8 bar (ou
kgf/cm²) de pressão, e assim por diante.

- MPa (Megapascal), que corresponde à PN 10. Ou seja, 1 MPa corresponde a PN


10, assim como 0,6 MPa corresponde a PN 6, e assim por diante.

- SDR (relação diâmetro externo/espessura)

TODOS OS TUBOS DE MESMO SDR E DE MESMO MATERIAL (PE 80 OU 100) SÃO


DA MESMA CLASSE DE PRESSÃO, OU SEJA, DE MESMO PN
PN.

Máxima Pressão de Serviço - Tipo A ou B

Conforme o comportamento do material, os mesmos são ainda designados por Tipo


A ou B, ou seja, um PE 80 pode ser PE 80 A ou PE 80 B, pois refere-se à resistência
à pressão do tubo em função da temperatura.

Quando o tubo for transportar fluidos que estejam a temperaturas superiores a 25ºC,
o projetista da obra deverá dizer qual a máxima pressão que ele suportará, pois:

18 Manual Técnico do Polietileno


QUANTO MAIOR A TEMPERATURA, MENOR A PRESSÃO QUE SUPORTA

MPS=PN.FT

Fatores de rredução
Fatores edução de pressão em função da temperatura e tipo do composto.
pressão

Ex.: Um tubo PN 10 a 25ºC suporta 10 bar, enquanto que a 40ºC suporta no máximo
7,4 bar.

Lote de fabricação

Todo tubo deve ter indicado seu lote de fabricação. Cada fabricante tem seu sistema
e tipo de codificação.

O instalador deve registrar esse código, pois no caso de haver problemas com a
tubulação, o fabricante poderá identificar o material do tubo e os resultados dos
ensaios executados, facilitando a avaliação do problema ocorrido.

Cor dos tubos

Pr eto PE 80 e PE 100:
Preto Para água e aplicações gerais - pode ser utilizado
exposto ao tempo

Amar elo PE 80:


Amarelo Para gás - somente para instalações enterradas até
4 bar

Manual Técnico do Polietileno 19


Laranja PE 100: Para gás PE 100 até 7 bar enterrados

Azul PE 80 E PE 100: para água - somente para tubos enterrados

Outras cor es: somente para tubos enterrados


cores:

Condições de fornecimento

Os tubos são normalmente fornecidos em barras com comprimento de 6, 12, 18


metros. Podendo ser fornecidos em outros comprimentos.

Os tubos de Polietileno podem ainda, ser fornecidos em bobinas com comprimentos


de 50, 100, 200m ou mais, nos diâmetros até DE 125, porém somente para os tubos
que possuem SDR ≤ 17, ou seja:

PE 80 ≥ PN 8

PE 100 ≥ PN 10

O diâmetro interno da bobina deve ser


suficientemente grande para não provocar
ovalizações excessivas no tubo.

Para tanto, as normas recomendam os


seguintes diâmetros mínimos para as bobinas:

NORMA ISO 4427/96 NORMA DIN 8074


STANDARD ISO 4427/96 / NORMA ISO 4427/96 STANDARD DIN 8074 / NORMA DIN 8074

ø tubo ø i(min) øe ø tubo ø INT. ALTURA ø EXT


ø tube ø i(min) (referencial) ø tube ø INT. HEIGHT ø EXT
ø tubo ø i(min) (reference) ø tubo ø INT. ALTURA ø EXT
(mm) SDR < 17 (referencial) (mm) (mm) (mm) (mm)
20 600 900 20 700 190 900
25 600 980 25 700 190 980
32 700 1.200 32 900 260 1.200
40 800 1.300 40 900 330 1.300
50 1.000 1.600 50 1.200 360 1.600
63 1.300 2.000 63 1.500 390 2.000
75 1.500 2.400 75 1.800 390 2.400
90 1.800 2.800 90 2.200 460 2.800
110 2.200 3.000 110 2.200 560 3.000
125 2.500 3.200 125 2.500 640 3.200
* Válido para PN > 8 * Válido para RDE (Relação Diâmetro/Espessura) < 17,6
* Valid for PN > 8 * Valid for SDR (Standart Dimension Ratio) < 17,6
* Válido para PN > 8 * Válido para RDE (Relación Diámetro/Espesor) < 17,6

20 Manual Técnico do Polietileno


Tabela de dimensões dos tubos de PE

SDR 32.25 SDR 26 SDR 21 SDR 17 SDR 13.6 SDR 11 SDR 9 SDR 7.25
PE 80 PN 4 PN 5 PN 6 PN 8 PN 10 PN 12.5 PN 16 PN 20
PE 100 PN 5 PN 6 PN 8 PN 10 PN 12.5 PN 16 PN 20

Peso Peso Peso Peso Peso Peso Peso Peso


DE e e e e e e e e
médio médio médio médio médio médio médio médio
mm mm mm mm mm mm mm mm mm
kg/m kg/m kg/m kg/m kg/m kg/m kg/m kg/m

20 2.3 0.131 2.8 0.152


25 2.3 0.168 2.8 0.197 3.5 0.238
32 2.4 0.228 3.0 0.275 3.6 0.323 4.5 0.390
40 2.4 0.290 3.0 0.351 3.7 0.425 4.5 0.504 5.6 0.605
50 2.3 0.354 2.4 0.368 3.0 0.447 3.7 0.543 4.6 0.660 5.6 0.782 6.9 0.930
63 2.3 0.451 2.5 0.486 3.0 0.571 3.8 0.713 4.7 0.866 5.8 1.043 7.0 1.228 8.7 1.477
75 2.4 0.562 2.9 0.665 3.6 0.818 4.5 1.006 5.6 1.226 6.9 1.475 8.4 1.756 10.4 2.101
90 2.8 0.779 3.5 0.965 4.3 1.172 5.4 1.446 6.7 1.757 8.2 2.111 10.0 2.502 12.5 3.026
110 3.5 1.189 4.3 1.447 5.3 1.760 6.6 2.152 8.2 2.630 10.0 3.131 12.3 3.763 15.2 4.500
125 3.9 1.497 4.9 1.859 6.0 2.249 7.5 2.777 9.3 3.385 11.4 4.062 13.9 4.825 17.3 5.814
140 4.4 1.898 5.4 2.304 6.7 2.816 8.3 3.446 10.4 4.235 12.8 5.097 15.6 6.066 19.4 7.297
160 5.0 2.447 6.2 3.022 7.7 3.694 9.5 4.498 11.9 5.523 14.6 6.646 17.8 7.904 22.1 9.506
180 5.6 3.091 7.0 3.812 8.6 4.641 10.7 5.689 13.4 7.004 16.4 8.401 20.0 9.986 24.9 12.026
200 6.2 3.810 7.7 4.667 9.6 5.751 11.9 7.021 14.9 8.636 18.2 10.360 22.3 12.379 27.6 14.821
225 7.0 4.806 8.7 5.925 10.8 7.267 13.4 8.904 16.7 10.894 20.5 13.112 25.0 15.596 31.1 18.791
250 7.8 5.952 9.7 7.334 11.9 8.894 14.9 10.979 18.6 13.478 22.8 16.188 27.8 19.271 34.5 23.152
280 8.7 7.453 10.8 9.139 13.4 11.227 16.6 13.710 20.8 16.870 25.5 20.286 31.2 24.231 38.7 29.068
315 9.8 9.411 12.2 11.631 15.0 14.109 18.7 17.362 23.4 21.361 28.7 25.670 35.0 30.555 43.5 36.764
355 11.1 12.037 13.7 14.687 16.9 17.914 21.1 22.096 26.3 27.058 32.3 32.573 39.5 38.870 49.0 46.649
400 12.4 15.127 15.4 18.611 19.1 22.843 23.8 28.032 29.7 34.392 36.4 41.345 44.5 49.333 55.2 59.243
450 14.0 19.160 17.4 23.640 21.5 28.889 26.7 35.383 33.4 43.520 41.0 52.341 50.0 62.335 61.7 74.544
500 15.5 23.601 19.3 29.131 23.9 35.642 29.7 43.718 37.1 53.722 45.5 64.571 55.6 77.026
560 17.4 29.664 21.6 36.478 26.7 44.608 33.2 54.767 41.5 67.267 51.0 81.009
630 19.6 37.554 24.3 46.178 30.0 56.351 37.4 69.366 46.7 85.125 57.3 102.451
710 22.1 47.753 27.4 58.649 33.9 71.749 42.1 88.015 52.6 108.054
800 24.9 60.507 30.8 74.226 38.1 90.944 47.5 111.815 59.3 137.265
900 28.0 76.516 34.7 94.065 42.9 115.071 53.4 141.413
1000 31.1 94.542 38.5 115.977 47.7 142.167 59.3 174.482
1200 37.3 135.973 46.2 167.007 57.2 204.624

Manual Técnico do Polietileno 21


PEAD PP PEAD PP
PRODUTO CO NC. PRODUTO CO NC.
2 0 oC 6 0 oC 2 0 oC 6 0 oC 2 0 oC 6 0 oC 2 0 oC 6 0 oC
Acetaldeído 100 R PR PR 40 R R R R
Ácido fluosilícico
50 R R
Acetato de alumínio R
50 R R R R
Acetato de amila 10 0 R R PR NR Ácido fórmico
Acetato de amônio SS R R R R 98 - 100 R R R NR
Acetato de butila 100 R PR PR NR 50 R R R R
Ácido fosfórico
Acetato de cálcio SS R R (Ácido ortofosfórico)
95 R PR R R
Acetato de chumbo SS R R R R
Acetato de cobre SS R Ácido ftálico 50 R R NR

Acetato de etila 100 PR NR PR NR Ácido glicólico S ol R R R R

Acetato de metila R R PR Ácido glucônico > 10 R R R


Acetato de potássio R Ácido graxos 100 R PR R PR
Acetato de prata SS R R R R Ácido hidrofluosilícico 32 R R
Acetato de sódio SS R R R R Ácido hipocloroso 10 R R
Acetato de vinila R Ácido lático 100 R R R R
Acetato de zinco R R Ácido maléico SS R R R R
Acetileno R R R Ácido málico R R
Acetofenona R PR Ácido metassilícico R R R R
Acetona 10 0 R R R R Ácido monocloroacético 50 R R R NR
Acetonitrila R Ácido nicotínico < 10 R
10 R R R R 25 R R R R
Ácido acético
(Ácido etanoíco) 50 R PR 50 PR NR PR NR
Ácido nítrico
80 R NR 75 PR NR NR NR
Ácido acético glacial 96 R PR R PR 100 NR NR NR NR
Ácido adípico Ácido oléico 100 R PR R PR
SS R R R R
(Ácido adipínico) 50 R R R R
Ácido arsênico SS R R R R Ácido ortofosfórico
95 R PR R R
Ácido de baterias R R
Ácido oxálico SS R R R PR
Ácido benzóico SS R R R R
Ácido palmítico 70 PR PR NR
Ácido benzolsulfônico R R NR
20 R R R R
Ácido bórico SS R R R R
Ácido perclórico 50 R PR
Ácido brômico 10 0 NR
70 R NR PR NR
Ácido bromídrico 100 R R R R
Ácido pícrico SS R R
Ácido butírico
10 0 R PR R PR
(Ácido butanóico) 50 R R R R
Ácido propiônico
Ácido carbônico SS R R R R 100 R PR R
Ácido cianídrico R R R R Ácido prússico
R R R R
Ácido cítrico SS R R R R (Ácido cianídrico)
Ácido clórico R NR Ácido salicílico R R
Ácido succínico (Âmbar) SS R R R R
Ácido clorídrico gasoso ou 10 R R R R
líquido Ácido sulfâmico NR
conc. R R R R Ácido sulfídrico 100 R R R R
Ácido cloroacético R R R 10 R R R R
Ácido clorosulfônico NR NR
Ácido sulfúrico 50 R R R PR
Ácido cresílico PR
98 PR NR NR NR
50 R PR R R
Ácido crômico Ácido sulfúrico fumegante
80 R NR R NR NR NR NR
(Oleum)
50 R R Ácido sulfuroso 30 R R R R
Ácido dicloroacético
10 0 R PR Ácido tânico 10 R R R R
Ácido diglicóico R R R R Ácido tartárico R R R R
Ácido esteárico 10 0 R PR R PR
Ácido titânico R R
Ácido fluobórico 10 0 R R
50 R R R R
4 R R R R Ácido tricloroacético
Ácido fluorídrico 100 R NR
60 R PR R PR
Acrilonitrila R R R PR
Água R R R R

22 Manual Técnico do Polietileno


CON- PEAD PP PEAD PP
PRODUTO PRODUTO CONC.
C. o
20 C o o
60 C 20 C 60 C o 2 0 oC 6 0 oC 2 0 oC 6 0 oC
Água amoniacal R R Butanodiol 100 R R R R
Água de bromo NR NR NR NR Butanol (Álcool butílico) 100 R R R R
Água potável clorada R R R R Butanotriol R R
Água do mar R R R R Butilftalato R R
Água regia NR NR NR NR Butilenoglicol R R R R

Águarrás PR PR NR NR Butinodiol 100 R


Butoxyl R PR
Alcatrão R PR
Cacao R R
Álcool alílico 96 R R R R
Café R R
Álcool amílico 100 R PR R R
Cânfora R PR R
Álcool benzílico R PR R R
Carbonato de amônio SS R R R R
Álcool butílico 100 R R R R
Carbonato de bário SS R R R R
Álcool diacetônico 100 R
Carbonato de cálcio SS R R R R
Álcool etílico R R R R
Carbonato de cobre R
Álcool furfurílico 10 R R R PR
Carbonato hidrogenado de sódio R R R R
Álcool isopropílico 100 R R R R
Álcool metílico 100 R R R R Carbonato de magnésio SS R R R R
Álcool polivinílico R R Carbonato de potássio SS R R R R
Álcool propargílico 7 R R R R Carbonato de sódio SS R R R R

Álcool propílico 100 R R Carbonato de zinco SS R R R R


Cera de abelhas R NR
Alume S ol R R R R
Cera de pisos R PR
Amido R R R R
Cerveja R R R R
Amoníaco gasoso 100 R R R R
Cetonas R PR
Amoníaco líquido 100 R R R PR
Cianeto de cobre SS R R
Anidrido acético 100 R PR R PR
Anidrido sulfúrico 100 NR NR NR NR Cianeto férrico de potássio SS R R R R
Anidrido sulfuroso 100 R R R Cianeto férrico de sódio SS R R
Anilina 100 R PR R PR
Cianeto ferroso de potássio SS R R R R
Anilina aquosa SS PR PR PR PR
Cianeto ferroso de sódio SS R R
Anticongelante de radiador R R
Cianeto de mercúrio SS R R R R
Asfalto R PR
Aspirina R R Cianeto de metila (Acetonitrila) R
Azeite R R Cianeto de potássio SS R R R R
Bebidas alcoólicas todas R R Cianeto de prata SS R R R R
Benzaldeído 100 R PR R R Cianeto de sódio SS R R R R
Benzeno 100 PR PR PR NR Ciclohexano R R PR NR
Benzina R PR PR NR Ciclohexanol 100 R R R PR
Benzoato de sódio SS R R R R Ciclohexanona 100 R R R PR
Benzol (Benzeno) 100 PR PR PR NR Citrato de magnésio R R
Bicarbonato de potássio SS R R R R Clorato de cálcio SS R R R R
Bicarbonato de sódio SS R R R R Clorato de potássio SS R R R R
Bicromato de potássio 40 R R R Clorato de sódio SS R R R R
Bifluoreto de amônio R R Cloreto de acetila R R
Bissulfato de potássio SS R R R R Cloreto de alumínio SS R R R R
Bissulfato de sódio R R R R Cloreto de amila 100 NR
Bissulfito de cálcio R R Cloreto de amônio SS R R R R
Bissulfito de potássio S ol R R R Cloreto de antimônio
90 R R R R
(Tricloreto de antimônio)
Bissulfito de sódio S ol R R R R
Cloreto de bário SS R R R R
Borato de potássio 1 R R R R
Cloreto de benzila R
Borato de sódio SS R R R R
Cloreto de cálcio SS R R R R
Bórax R R R R
Cloreto de chumbo R R
Borofluoreto de cobre R Cloreto de cobre SS R R R R
Bromato de potássio SS R R R R Cloreto de enxofre PR NR
Bromato de sódio R PR R PR Cloreto de estanho SS R R R R
Brometo de metila PR NR NR Cloreto de etila 100 PR PR NR
Brometo de potássio SS R R R R Cloreto de etileno 100 PR PR NR
Brometo de sódio SS R R R R Cloreto férrico SS R R R R
Bromo gasoso e líquido 100 NR NR NR NR Cloreto ferroso SS R R R R
Butadieno R NR R R Cloreto fosforílico R PR R PR
Butano gasoso 100 R R R R Cloreto de magnésio SS
Manual R
Técnico R Polietileno
do R R 23
Butano líquido 100 PR PR R Cloreto de mercúrio SS R R R R
CON- PEAD PP CON- PEAD PP
PRODUTO PRODUTO
C. 2 0 oC 6 0 oC 2 0 oC 6 0 oC C. 2 0 oC 6 0 oC 2 0 oC 6 0 oC
Cloreto de metila NR NR Etanol 40 R PR R R
Cloreto de metileno PR PR PR Etanolamina 100 R R
Cloreto de níquel SS R R R R Éter PR PR PR
Cloreto de potássio SS R R R R Éter dietílico 100 PR PR PR NR
Cloreto de sódio SS R R R R Éter dibutílico R NR PR NR
Cloreto de sulfurila NR NR Éter isopropílico PR NR PR NR
Cloreto de tionila 100 NR NR NR NR Éter de petróleo 100 R PR NR NR
Cloreto de zinco SS R R R R Etilbenzeno 100 PR NR
Cloridrato de anilina R PR R PR Etilenodiamina R R R
5 R R R R Etilenoglicol 100 R R R R
Clorito de sódio
50 R PR NR Fenilhidrazina PR PR
Cloro gasoso 100 PR NR NR NR Fenol > 10 R R R R
Cloro líquido NR NR PR NR Fermento (Levedura) R R R R
Clorobenzeno (Clorobenzol) PR NR PR NR Ferricianeto de potássio SS R R R R
Cloroetanol R R R R Ferricianeto de sódio SS R R
Clorofórmio 100 NR NR PR NR Ferrocianeto de potássio SS R R R R
Clorometano 100 PR Ferrocianeto de sódio SS R R
Creosoto R R Fertilizantes SS R R R R
Cresol R R R PR Flúor gasoso 100 NR NR NR NR
Criolita R R Fluoreto de alumíno SS R R R R
Cromato de potássio SS R R R R Fluoreto de amônio 20 R R R R
Cromato de sódio R R Fluoreto de cobre SS R R
Decahidronaftaleno 100 R PR PR NR Fluoreto hidrogenado de amônio 50 R R R R
Decalina 100 R PR NR NR Fluoreto de potássio SS R R R R
Detergentes sintéticos R R R R Fluoreto de sódio SS R R R R
Dextrina S ol R R R R Formaldeído 40 R R R R
Dextrose R R Formalina R R
Dibutiftalato 100 R PR R PR Formamida R R
Dicloreto de enxofre PR PR Fosfato de amônio R R R R
Diclorobenzeno (Diclorobenzol) PR NR PR Fosfato hidrogenado de potássio R R R R
Dicloroetano (Cloreto de etileno) 100 PR PR NR Fosfato hidrogenado de sódio R R
Dicloroetileno 100 NR NR Fosfato de sódio SS R R R R
Dicromato de potássio SS R R R R
Fosfogênio 100 PR PR PR
Diesel (Óleo diesel) 100 R PR R PR
Furfural PR NR
Dietanolamina R R
Gases de exaustão contendo
traços R R R R
Dietilamina R fluoretos hidrogenados
Dietiléter 100 PR PR Gases de exaustão contendo
R R R R
ácidos carbônicos
Dihexiftalato R R
Gasolina comum R PR PR NR
Diisobutilcetona R NR R NR
Gasolina super PR NR
Dimetilamina R PR R
Glicerina (Glicerol) 100 R R R R
Dimetilbenzeno (Xileno) 100 PR NR NR NR
Glicol C on R R R R
Dimetilformamida R PR R R
Glicose SS R R R R
Dinoniftalato R R
Graxas R PR R PR
Dioctiftalato 100 R PR R PR
Heptano 100 R NR R PR
Dissulfeto de carbono 100 PR NR NR NR
Hexano 100 R PR R PR
Dissulfito de sódio R R
Dioxano 100 R R PR PR Hexanotriol SS R R R R

Dióxido de carbono seco 100 R R R R Hidrazina hidratada R R R R

Dióxido de carbono úmido 100 R R R R Hidrogênio 100 R R R R


Hidroquinona SS R R R R
Dióxido de cloro seco 100 R R PR NR
Dióxido de enxofre Hidróxido de alumínio SS R R
100 R R R
(Anidrido sulfuroso)
Hidróxido de amônio 10 R R
Dióxido de nitrogênio R R
Hidróxido de bário SS R R R R
Enxofre R R R R
Hidróxido de cálcio SS R R R R
Epicloridrina 100 R
Hidróxido férrico SS R R
Ésteres alifáticos R PR
Hidróxido ferroso SS R R
Éster etil monocloroacético R R
Hidróxido de magnésio SS R R R R
Éster metil monocloroacético R R
Hidróxido de potássio
24 EtaManual
nodiol (EtilTécnico
enoglicol) do Polietileno
100 R R R R 50 R R r R
(Potassa cáustica)
CON- PEAD PP PEAD PP
PRODUTO PRODUTO CONC.
C. 20oC 60oC 20oC 60oC 2 0 oC 6 0 oC 2 0 oC 6 0 oC

Hidróxido de sódio 40 R R R R Óleo diesel 100 R PR R PR


(Soda cáustica) Óleo de linhaça R R R R
100 R R
Óleo lubrificante PR PR
Hipoclorito de cálcio SS R R R R
Hipoclorito de potássio > 10 R PR Óleos minerais R PR R PR
5C l R R PR PR Óleo de parafina R R R PR
Hipoclorito de sódio
12Cl PR NR PR PR Óleo de rícino 100 R R
Iodeto de potássio SS R R R R Óleo de silicone R R PR PR
Iodo Norm R PR R PR Óleo de transformador 100 R PR R NR
Isooctano R PR PR PR Óleos vegetais e animais R PR R PR
Isopropanol R R R R
Ortofosfato dissódio SS R R
Lanolina R R R PR
Ortofosfato de potássio SS R R
Leite R R R R
Ortofosfato de sódio R R
Levedura (Fermento) R R R R
Oxalato de sódio R R
Líquido de freios R R
Oxicloreto de fósforo R PR
Lisol R PR
Lixivia de branqueamento Óxido de etileno NR PR
Norm PR NR PR PR
contendo 12.5% de cloro ativo Óxido nitroso R R
Lixivia contendo SO2 SS R R R R Óxido de propileno R R
Melaço R R R R Óxido de zinco SS R R
Mentol R PR R
Oxigênio 100 R PR R PR
Mercúrio 100 R R R R
Ozônio 100 PR NR PR NR
Metafosfato de amônio SS R R
Ozônio - sol. aquosa para bebidas R R
Metano R R
Metanol 100 R R R R Parafina 100 R PR
Metassilicato de sódio R R Pectina SS R R
Metilamina 32 R R Pentacloreto de fósforo
R PR R PR
(Cloreofosforílico)
Metilbutanol (Álcool amílico) 100 R PR R R
Pentóxido de fósforo 100 R R R R
Metiletilcetona R NR PR NR
Metilglicol R R
Perborato de potássio R R
Metoxibutanol 100 R PR R PR Perborato de sódio SS R R
48/49/- Perclorato de potássio SS R R R R
NR NR
Mistura de ácidos 3 Perclorato de sódio R R
H2SO4/HNO3/Água 50/50/-
NR NR Percloroetileno (Tetracloroetileno) PR PR NR
0
10/20/- Permanganato de potássio 20 R R R R
R PR R PR
70 30 R R R R
Mistura de ácidos 10/87/- Peróxido de hidrogênio 50 R PR PR NR
NR NR
H2SO4/HNO3 3
90 R NR R NR
50/31/-
NR NR Peróxido de sódio R R
9
Monocloro benzeno Persulfato de amônia SS R R
PR NR PR NR
(Clorobenzeno)
Persulfato de potássio SS R R R R
Monóxido de carbono 100 R R R R
Persulfato de sódio R R R R
Morfolina R R R R
Petróleo R PR R PR
Nafta R PR R PR
Naftaleno R PR R R Piridina 100 R PR R PR
Nitrato de alumínio R R Poliglicois R R
Nitrato de amônio SS R R R R Propano gasoso R R R
Nitrato de bário SS R R Propano líquido 100 NR R
Nitrato de cálcio SS R R R R Propanol (Isopropanol) R R R R
Nitrato de chumbo SS R R Propilenoglicol R R R R
Nitrato de cobre SS R R R R Querosene R PR
Nitrato de ferro S ol R R R R
Quinina R
Nitrato de magnésio SS R R R R
Revelador fotográfico Norm R R R R
Nitrato de mercúrio S ol R R R R
Sabão S ol R R R R
Nitrato de níquel SS R R R R
Salmoura SS R R
Nitrato de potássio SS R R R R
Nitrato de prata SS R R R R
Sais de alumínio SS R R
Nitrato de sódio SS R R R R Sais de níquel SS R R
Nitrato de zinco R R Sebo 100 R R R R
Nitrito de sódio SS R R R R Silicato de sódio SS R R R R
Nitrobenzeno (Nitrobenzeno) R PR R R
Soda cáustica 40 R R R R
Octano 100 R PR
(Hidróxido de sódio)
Octilcresol 100 PR NR 100 R R
Óleo combustível R PR Sódio SS
Manual R
Técnico do Polietileno R 25
CON- PEAD PP CON- PEAD PP
PRODUTO PRODUTO
C. 2 0 C 6 0 C 2 0 C 6 0 oC
o o o C. 20oC 60oC 20oC 60oC
Sucos de fruta R R R R Trioctilfosfato PR R PR
Sulfato de alumínio SS R R R R Trióxido de enxofre
100 NR NR NR NR
(Anidrido sulfúrico)
Sulfato de amônio SS R R R R
Uréia S ol R R R R
Sulfato de bário SS R R R R
Urina R R R R
Sulfato de cálcio SS R R R R
Vapores do bromo PR
Sulfato de chumbo R R
Vaselina PR PR R PR
Sulfato de cobre SS R R R R
Vinagre R R R R
Sulfato crômico de potássio R R R R
Vinho R R
Sulfato de ferro SS R R R R
Xampu para cabelo R R
Sulfato hidrogenado de potássio R R
Xileno (Xilol) 100 PR NR NR NR
Sulfato de magnésio SS R R R R
Sulfato de manganês R R
Sulfato de mercúrio SS R R
Sulfato de níquel SS R R R R
Sulfato de potássio SS R R R R
Sulfato de prata R R
Sulfato de sódio SS R R R R
Sulfato titânico R R
Sulfato de zinco SS R R R R
Sulfeto de amônio SS R R R R
Sulfeto de bário R R R R
Sulfeto de cálcio > 10 PR PR
Sulfeto de carbono PR R R
Sulfeto ferroso R R
Sulfeto de potássio S ol R R R R
Sulfeto de sódio SS R R R R
Sulfito hidrogenado de potássio > 10 R R
Sulfito hidrogenado de sódio > 10 R R R
Sulfito de sódio R R R R
Tetrabrometo de acetileno
NR NR
(Tetrabromoetano)
Tetracloreto de carbono 100 NR NR NR NR
Tetracloroetano PR NR PR NR
Tetracloroetileno PR PR PR
Tetraetilo de chumbo R R
Tetrahidrofurano PR NR NR NR
Tetrahidronaftaleno R PR R NR
Tetralina PR NR NR
Tinta de escrever R R
Tiocianato de amônio SS R R
Tiocianato de sódio R R
Tiofeno PR PR PR PR
Tiossulfato de sódio
R R R R
(Fixador fotográfico)
Tolueno 100 PR NR NR NR
Tributilfosfato R R R R
Tricloreto de antimônio 90 R R R R
Tricloreto de fósforo 100 R PR R
Tricloroetano PR PR
Tricloroetileno 100 PR NR NR NR
Triclorometano (Clorofórmio) 100 NR NR PR NR
Tricresilfosfato R R R PR
Trietanolamina 100 R R R

26 Manual Técnico do Polietileno


Cálculo de perda de carga em tubulações de PE

Os cálculos se fazem da mesma forma que para os tubos convencionais, ou seja, através
das fórmulas de Hazen-Williams ou Colebrook, com exceção do coeficiente de atrito
que, por ser bem menor para tubos de PE, resulta em tubulações de menores diâmetros.

HAZEN - WILLIAMS

10,643

Onde: J = Perda carga unitária (m/m)

Q = vazão (m³/s)

D = Diâmetro interno do tubo (m)

C = Coeficiente de atrito (145 a 150)

COLEBROOK

K = 0,01 mm para diâmetros até 200 mm

K = 0,05 mm para diâmetros maiores que 200 mm

Onde: ν = viscosidade cinemática do fluido (m³/s)

v = velocidade média do fluido (m/s)

Manual Técnico do Polietileno 27


Métodos de união e conexões para tubos de PE

Os tubos de PE podem ser unidos através de soldagem ou juntas mecânicas.

Dentre os métodos de soldagem temos:

Soldagem Ter mofusão: Topo


ermofusão:

Soquete

Sela

Eletr ofusão: Luva


Eletrofusão:

Sela

Dentre os métodos de união por junta mecânica, destacam-se:

Juntas mecânicas: Conexões de compressão

Colares de tomada

Colarinho/Flange

Juntas de transição PE x Aço

Cada um destes sistemas oferece um conjunto de peças, ou conexões, para curvas,


derivações, tês, reduções, etc.

1. Soldagem de topo por termofusão


Pode ser utilizada para qualquer diâmetro de tubo, todavia é mais adequada para
tubos de DE ≥ 6363.

É a forma de união mais tradicional e aplicada em tubos de PE. Apresenta uma


história de grande confiabilidade, segurança e desempenho.

Neste tipo de soldagem, os tubos ou conexões são soldados topo a topo, desta
forma, para a união de tubos, não necessita peças de conexão.

As conexões para solda de termofusão de topo são aplicadas para executar-se


Transições, Tês, Curvas de pequenos raios ou Reduções.

28 Manual Técnico do Polietileno


Conexões para Solda de Topo por Termofusão

As Conexões para Soldas de Termofusão de topo são Conexões Tipo Ponta, isto é,
as suas dimensões na região de soldagem correspondem às dimensões do tubo
equivalente. As conexões podem ser dos seguintes tipos:

a) injetada - normalmente disponíveis em diâmetros de até DE 315;

b) segmentada - quando é produzida pela soldagem de seções de tubos de


polietileno, em ângulos adequados à conformação da peça. Podem possuir reforços
externos;

c) cur vada a quente - utilizada para confecção de curvas de raio longo; raios
curvada
maiores que 3.DE;

d) usinadas - produzidas através de placas ou tarugos de polietileno. Mais normalmente


empregadas para confecção de colarinhos e reduções de grandes diâmentros.

Manual Técnico do Polietileno 29


2. Soldagem Tipo Soquete ou Encaixe por Termofusão
Pode ser aplicada para tubos de DE 20 a 110, todavia é mais adequada para tubos
de DE 20 a 63 com SDR ≤ 17 17, ou seja

PE 80 ≥ PN8

PE 100 ≥ PN 10

Seu uso vem diminuindo em redes de água e não se utiliza mais em redes de água e
gás na Europa, sendo ainda empregada nos EUA em pequenas instalações industriais.

Este tipo de solda emprega uma conexão que possui uma bolsa, onde o tubo será
introduzido. Através de um dispositivo térmico de aquecimento, as superfícies interna
da bolsa e externa do tubo são levadas à fusão. A seguir, o tubo é introduzido na
bolsa, promovendo a interação da massa fundida da peça com a do tubo, mantendo
o conjunto imóvel até que ocorra o resfriamento.

30 Manual Técnico do Polietileno


2.1 Conexões para Solda tipo Soquete por Termofusão

São oferecidas em vários tipos: luvas de união, redução, Tês, cotovelos, etc.

3. Soldagem tipo Sela por Termofusão


É utilizada para fazer-se derivações de linhas, ou ligações de ramais.

Aplica-se para tubos de DE ≥ 63, sendo que os tubos de DE 63 devem ter SDR ≤
11 e os tubos de DE > 63 devem ter SDR ≤ 17 17.

Seu uso vem diminuindo em redes de água e não se utiliza mais em redes de água
e gás, sendo ainda empregado nos EUA e na fabricação de Tês de Redução.

Consiste na soldagem de uma conexão injetada ou usinada, que possui uma base
em forma de sela, que assenta sobre o tubo. Através de um dispositivo térmico de
aquecimento, funde-se o material da base da conexão e da superfície externa do

Manual Técnico do Polietileno 31


tubo, comprimindo-se, a seguir, a peça contra o tubo, promovendo-se a interação
das massas fundidas, até que resfriem.

3.1 Conexões para solda tipo Sela por Termofusão

As conexões tipo Sela são de dois tipos:

a) Sela simples ou Tê de Sela

Aplica-se em linhas sem carga. Após a soldagem utiliza-se uma broca, ou serra
copo para furar o tubo e estabelecer a ligação.

b) Sela com punção ou Tê com punção ou Tê de ser viço ou T


serviço apping T
Tapping ee
Tee

Aplica-se em linhas em carga. Contém uma ferramenta de corte integrada capaz de


puncionar (furar) o tubo em carga para estabelecer a ligação.

32 Manual Técnico do Polietileno


4. Soldagem por Eletrofusão
Pode ser aplicada para tubos de DE 20 a 315 e com SDR ≤ 17
17. Alguns fabricantes
já oferecem peças com diâmetros até DE 710mm.

É muito empregada em tubulações de gás, em especial em diâmetros até DE 125, e


seu uso vem crescendo em rede e ramais de água, pois seu custo vem diminuindo,
tornando-se competitivo. Apresenta grande segurança e facilidade de execução.

Este tipo de solda emprega uma conexão provida de uma bolsa, ou sela,
respectivamente denominadas como do tipo bolsa ou do tipo sela, que possui uma
resistência elétrica espiralada incorporada, cujas extremidades são conectadas a

Manual Técnico do Polietileno 33


terminais que se localizam na parte externa da peça e que, quando submetidas a
determinada intensidade de corrente elétrica e tempo, geram calor a fim de possibilitar
a solda da peça ao tubo, cuja superfície externa é concomitantemente fundida.

4.1 Conexões para solda por eletrofusão

As conexões de eletrofusão são produzidas por injeção e são do tipo sela ou bolsa.

As de sela podem ser do tipo Sela simples (Tê de sela) ou Sela com punção (Tê de
serviço ou Tapping Tee).

34 Manual Técnico do Polietileno


5. Conexões tipo Junta Mecânica de Compressão
São aplicadas em tubos de PE e PP, havendo algumas versões para tubos de PVC.

As conexões de compressão são muito aplicadas para tubos de DE 20mm a 110mm


em redes e ramais prediais de água, devido a seu bom preço, segurança e facilidade
de instalação. Alguns fabricantes oferecem peças para diâmetros de até DE 160mm,
que também se pretam bastante bem para reparos.

São produzidas por injeção em polipropileno ou PVC, existindo modelos em poliacetal


e latão.

No exterior, em especial nos EUA, existem peças específicas para linhas de gás,
porém, por ora, somente são disponíveis no Brasil através de importadores.

Consistem de uma bolsa onde o tubo é introduzido, fazendo-se a vedação por anel
de borracha. Através de uma garra, que deve ser de um material mais duro que o
PE, geralmente Poliacetal, e uma porca externa cônica, a conexão é travada no
tubo, devendo possuir capacidade de travamento para resistir ao máximo esforço
de tração que o tubo pode ser submetido sob pressão.

Devem suportar no mínimo 10 bar de pressão (1 MPa).

Manual Técnico do Polietileno 35


6. Colarinho/Flange
Este tipo de acoplamento é indicado para transições entre tubo e bomba ou válvulas,
ou entre tubo de PE ou PP e de outros materiais.

Consiste de uma peça de PE injetada ou usinada, denominada de colarinho, que é


soldada ao tubo de PE, e um flange solto de aço, com furação padrão DIN (ABNT)
ou ANSI, conforme a peça a acoplar-se. A vedação entre as flanges é feita por
manta de borracha.

As dimensões do colarinho são definidas pela DIN 16963.

Tem um ótimo desempenho, devendo contudo, assegurar-se que a ligação entre os


flanges não fique submetida a esforços de torção e flexão, que poderiam levar a
uma ruptura do colarinho ou da solda com o tubo.

36 Manual Técnico do Polietileno


7. Juntas de Transição PE x Aço
Apesar do acoplamento colarinho-flange e das juntas mecânicas de compressão
do tipo adaptador serem utilizadas nas transições de tubos de PE ou PP para outros
materiais, ou bombas e válvulas, a denominação Junta de Transição PE x Aço tem
sido empregada a um determinado tipo de peça, mais utilizada em linhas de tubos
de PE para gás.

Esta peça possui uma extremidade ponta ou bolsa de eletrofusão para soldar-se ao
tubo de PE e a outra extremidade em aço do tipo ponta ou rosca. Sua utilização
básica é a ligação do tubo de ramal da linha de gás ao medidor do consumidor.

8. Juntas mecânicas para reparos


Estas peças são utilizadas em situações de emergência, onde se faz necessário um
reparo rápido, em especial quando a tubulação não pode ter o fluxo de água
completamente estancado, impossibilitando os métodos de soldagem. Deve ser
dada preferência às peças do tipo auto-travadas, que oferecem um maior grau de
segurança à estanqueidade.

Manual Técnico do Polietileno 37


9. Reparos de linhas em carga
A soldagem não pode ser feita com água vazando. Portanto, para se estancar o fluxo
de água, utiliza-se o método do estrangulador de vazão para tubos de até DE 400.

Método do Estrangulador de Vazão (pinçador)


Vazão

O estrangulador deve ser qualificado.

Estrangulador de vazão

• O estrangulador deve possuir limitadores de esmagamento em função do diâmetro


e espessura do tubo para que o esmagamento não ultrapasse 30% do dobro da
espessura do tubo, ou seja, o esmagamento deve ser interrompido quando a
distância entre os roletes de esmagamento atingir 70% do dobro da espessura do
tubo. Por exemplo, se o tubo tem espessura de 10 mm, a distância entre os roletes
de esmagamento não deve ser menor que 14 mm (70% de 20 mm).

• O estrangulamento deve ser feito a uma distância não inferior a 500 mm ou 4.DE, o
que for maior, de qualquer união, derivação, ou estrangulamento feito anteriormente.

• Se necessário, usar dois ou mais estranguladores consecutivos de cada lado do


trecho a ser cortado.

38 Manual Técnico do Polietileno


Análise de Transientes

Para a análise de transientes em tubulações de PE ou PP deve-se levar em conta


algumas particularidades:

• as tubulações de PE e PP devem ser consideradas de parede espessa (a distribuição


de tensões não é uniforme ao longo da parede - veja cálculo da celeridade);

• a celeridade nas tubulações de PE e PP é muito menor que em outros materiais,


consequentemente, as variações de pressão provocadas por transientes também
são menores;

• durante a ação de transientes, podem ser aceitas sobrepressões até 50% superiores
às pressões de serviço das tubulações;

• tubulações de baixo PN podem sofrer colapso devido à subpressão. O quadro


abaixo mostra a pressão de colapso Pko (tubo não deformado, não enterrado no
solo, sujeito à pressão externa ou vácuo interno) para cargas de curta e longa
duração no PE:

PN Pkoc (3 min) Pkol (50 anos)


(Kgf/cm²) (mca) (mca)
2.5 4 0.4
3.2 8 0.9
4 15 1.7
5 30 3.3
6 52 5.8
7 82 9.1
8 123 13.7
9 175 19.4
10 240 26.7
12 415 46.1
14 659 73.2
16 983 109.2

Essas pressões de colapso devem ser levadas em consideração na escolha da


classe de pressão de uma tubulação, podendo-se, quanto ao efeito de transientes,
adotar a seguinte regra geral:

• PN 2.5 SDR 32,25: usar apenas em tubulações não sujeitas a subpressão em


hipótese alguma, como adutoras por gravidade ou sifões;

Manual Técnico do Polietileno 39


• PN 3.2 e 4 SDR 26 e 21: quando houver a possibilidade de ocorrer subpressão,
devem ser instalados dispositivos de proteção (como chaminé de equilíbrio, tanque
de alimentação unidirecional, etc).

• PN 5 ou maior SDR 17: suportam subpressão, inclusive o vácuo absoluto para


solicitações de curta duração.

Cálculo da celeridade

onde:

a = celeridade (m/s)

K = módulo de elasticidade do fluido (K=2.2 GPa para a água)

ρ = densidade do fluido (ρ = 1000 Kg/m3 para água)

c1 = coeficiente (veja cálculo a seguir)

D = diâmetro interno da tubulação (m)

E = módulo de elasticidade da tubulação (E = 1.0 GPa para PE)

e = espessura da tubulação (m)

µ = coeficiente de Poisson da tubulação (µ = 0.5 para o PE)

cálculo do coeficiente c1:

a) tubo fixado somente a montante

b) tubo ancorado contra movimento longitudinal (adutoras enterradas em PE ou PP)

c) tubo com juntas de expansão em todo o comprimento

40 Manual Técnico do Polietileno


PN celeridade
(Kgf/cm²) (m/s)
2.5 177
3.2 198
4 219
5 242
6 262
7 280
8 296
9 310
10 324
12 347
14 367
16 384

A tabela abaixo mostra os valores da celeridade calculados para a tubulação PEAD


fixada contra movimento na longitudinal:

Nota: os valores do módulo de elasticidade e do coeficiente de Poisson apresentados


são correspondentes a cargas de curta duração, que são os valores que devem ser
usados para a análise de transientes.

8.1.3 Expansão e contração térmicas

É importante considerar as características de expansão e de contração térmica no


projeto e na instalação de sistemas de PE. O coeficiente de expansão e contração
térmica para o polietileno é aproximadamente 10 vezes maior de que para o aço ou
o concreto. No entanto, as propriedades viscoelásticas deste material o tornam
bastante adaptável para ajuste com o tempo aos esforços impostos pelas alterações
térmicas. Quando a instalação é feita no verão, devem ser utilizados comprimentos
um pouco maiores de tubulações que devem ser colocadas de forma serpenteante
para compensar a contração da tubulação no interior (mais frio) da vala.

Se a instalação é realizada no inverno pode ser feita com o comprimento real da tubulação.

Quando o material de preenchimento for mole ou pastoso, como em pântanos ou


leitos de rios, a tubulação pode não sofre pressão do material de preenchimento
quando da movimentação causada pela expansão ou contração térmicas. Além

Manual Técnico do Polietileno 41


disso, as tensões sofridas pela tubulação são transmitidas a suas extremidades,
podendo danificar conexões não resistentes. Quando possível, devem ser instalados
elementos de ancoragem apropriados imediatamente antes das extremidades,
visando isolar e proteger as conexões.

A força causada por variações térmicas resulta da tensão na parede da tubulação e


na área transversal da parede. O comprimento da tubulação necessária para ancorar
toda a instalação contra esta força calculada depende da circunferência da tubulação,
da pressão média de contato entre o chão e a tubulação, e o coeficiente de atrito
entre o material de preenchimento e a tubulação.

Uma vez instalada a tubulação e com carga de trabalho, a variação de temperatura


geralmente é pequena, ocorrendo durante um período de tempo prolongado e não
causando tensão significativa na tubulação.

8.1.4 Instalação de conexões

Quando as tubulações ou conexões são conectadas a estruturas rígidas, deve-se


evitar movimentos ou flexões no ponto de conexão. Para isto, utiliza-se material de
preenchimento bem compactado ou um bloco de concreto armado construído sob
a tubulação ou conexão, que deve ser conectado à estrutura rígida, prolongando-se
um diâmetro da tubulação, ou no mínimo 30cm a partir da união flangeada. A figura
8.1 ilustra o método indicado.

Recomenda-se que os parafusos colocados nas conexões flangeadas como nas


abraçadeiras dos blocos de suporte, passem por um aperto final, quando de sua
primeira instalação.

42 Manual Técnico do Polietileno


É necessário ter especial cuidado com a compactação realizada em volta das conexões.
Esta deverá estender-se vários diâmetros de tubulação, além dos terminais das conexões.
Recomenda-se uma compactação de 90% de densidade Proctor nestas áreas.

8.1.5 Passagem por parede

Quando a tubulação atravessar paredes, pode ser ancorada por meio de um anel
ou estrutura lateral acoplada à tubulação, selando a passagem na parede. Para
selar o anel entre a passagem e a tubulação de PEAD, foram testadas com sucesso
vedações em borracha expansível mais selante.

Instalar a tubulação de forma contínua sobre suportes, garante maior resistência


estrutural à instalação, tanto no que se refere à capacidade de pressão de colapso
externa como interna. Atualmente ao instalar tubulações sobre suportes torna-se
extremamente difícil vedar o anel sem deixar falhas.

Pode-se instalar a tubulação com suportes localizados para estabilizar os movimentos


onde exista expansão lateral.

8.1.6 Preenchimento e compactação

O propósito de preencher a vala é criar um apoio firme e contínuo em volta da


tubulação. O fator mais importante de uma instalação subterrânea bem sucedida é
realizar um preenchimento correto em volta da tubulação.

O material de escavação da própria vala pode ser utilizado com material de


preenchimento inicial, desde que se trate de material uniforme que não contenha
pedras nem se desmanche ou desagregue com facilidade. O melhor material para
preenchimento inicial é a areia fina. Se a tubulação for instalada em terreno lodoso
de má qualidade e sob condições de carga externa severa, como em entroncamento
de vias, a areia deverá ser o material de preenchimento utilizado.

O material de preenchimento inicial deve ser colocado em duas etapas: a primeira


até a altura média da tubulação sendo em seguida compactado ou nivelado, molhado
com água para garantir que a parte inferior da tubulação fique bem assentada.
Deve-se atentar para que as laterais da tubulação fiquem bem apoiadas, visto que
a compactação desta área influi de forma importante na deflexão à qual é submetida
a tubulação em serviço. A compactação depende das propriedades do solo, teor
de umidade, espessura das camadas de preenchimento, esforço de compactação
entre outros fatores. Na segunda etapa, devem ser adicionadas camadas de 20 a

Manual Técnico do Polietileno 43


25cm bem compactadas até 15 a 30cm sobre a geratriz superior da tubulação. A
partir desse ponto, pode-se utilizar o material extraído in situ para completar o
preenchimento até o nível do terreno isento de pedras e outros detritos. Deve-se ter
o cuidado de não usar equipamentos pesados de compactação até atingir, pelo
menos, 30 cm sobre gereatriz superior da tubulação.

8.2Instalação superficial

Geralmente, as tubulações de PE são instaladas sob a terra. No entanto, existem


situações nas quais a instalação superficial apresenta vantagens, por exemplo:

• Linhas para a condução de polpas ou resíduos de minas que freqüentemente são


relocadas, permitindo sua rotação de forma a distribuir o desgaste da própria tubulação.

• Condições ambientais; a resistência e flexibilidade das tubulações de PE


freqüentemente permitem instalações em pântanos ou áreas congeladas.

• Instalações em zonas rochosas ou na água são, às vezes, métodos mais econômicos.

• Seu baixo peso e facilidade de instalação, são propícios para montagens rápidas
em instalações temporárias.

8.2.1 Dilatação e contração térmicas

O projeto de uma instalação superficial deve levar em conta as mudanças de


temperatura tanto internas como externas, pois tais mudanças causam dilatação e
contração em todos os tipos de tubulações.

Quando ocorrem mudanças bruscas de temperatura em curtos períodos de tempo, a


movimentação da tubulação pode se concentrar em determinada zona até fazer a
tubulação dobrar. Se o fluxo do fluido transportado é contínuo, as expansões e contrações
da instalação serão mínimas, uma vez estabelecidas as condições de operação.

A tubulação de PE contém um percentual de negro-de-fumo que a protege dos raios


UV, mas o calor absorvido aumenta a taxa de dilatação e contração.

Um método para limitar a dilatação e contração é ancorar adequadamente a tubulação


em intervalos definidos ao longo da instalação.

Ao sofrer dilatação, a tubulação deflete lateralmente, é portanto necessário haver


espaço disponível. Na contração, tenderá a ficar tensa entre os pontos de ancoragem;
isto não danifica a tubulação, pois o PE possui a propriedade de aliviar tensões e
ajustar-se com o passar do tempo.

44 Manual Técnico do Polietileno


Para calcular a deflexão lateral, como mostrado na figura 8.2, pode-se utilizar a
seguinte equação:

Onde:

∆y = deflexão lateral (m)

L = comprimento entre ancoragens (m)

α = coeficiente de expansão térmica, mm/m linear ºC

(α = 0,2mm/m linear ºC)

∆T = variação de temperatura, ºC

8.2.2 Suportes quias

Para o uso apropriado de diferentes tipos de suportes de tubulações respeitar as


seguintes recomendações:

• Se a temperatura ou peso da tubulação e o fluido são elevados, recomenda-se


utilizar um suporte contínuo (temperaturas superiores a 60ºC).

• O suporte deve ser capaz de limitar os movimentos laterais ou longitudinais da


tubulação se assim for projetado. Se a instalação foi projetada para movimentar-se
durante a expansão, os suportes deslizantes devem proporcionar uma guia sem
restrição na direção do movimento.

• As instalações que atravessam pontes podem precisar de isolamento para minimizar


os movimentos causados pelas variações de temperatura.

• As conexões pesadas e as conexões flangeadas devem apresentar suportes em


ambos os lados.

A figura 8.3 mostra exemplos típicos de suportes de tubulações de HDPE.

Manual Técnico do Polietileno 45


8.2.3 Suportes ancoragem

Para prevenir deslocamentos laterais e movimentos nas conexões devem ser


utilizados elementos de ancoragem. Tais elementos devem ser colocados o mais
próximo possível das conexões. No caso do uso de conexões flangeadas, os
elementos de ancoragem devem ser acoplados aos flanges. No entanto, devem ser
evitadas flexões entre a tubulação e os flanges.

Alguns elementos de ancoragem específicos para tubulação de PEAD são mostrados


na figura 8.4.

46 Manual Técnico do Polietileno


8.2.4 Compensadores de dilatação - Efeito Lira

Para minimizar as tensões e deformações de dilatação térmica e na impossibilidade


de permitir-se o livre movimento da tubulação, podem ser adotados compensadores
tipo telescópicos ou sanfonados. Todavia, além de caros, os compensadores
normalmente encontrados no mercado exibem o inconveniente de absorverem
dilatações e contrações muito pequenas, se comparadas às encontradas nos tubos
plásticos (a dilatação do PVC é da ordem de 7 vezes maior que a do aço, a do
PEAD, 18 vezes, e a do PP é de 16 vezes), além de exigirem uma força mínima de
dilatação por vezes maior que as desenvolvidas pelos tubos plásticos.

Desta forma, a utilização de recursos como curvas e liras de compensação são


normalmente preferidos.

O dimensionamento de liras de compensação, de acordo com algumas literaturas


técnicas, deve ser tal que o comprimento da perna da lira (R) seja maior ou igual a:

Abaixo exemplificamos algumas formas de instalações.

Manual Técnico do Polietileno 47


10. Considerações de projeto

10.1 Cálculo hidráulico

A diferença básica no dimensionamento hidráulico de tubulações de PEAD


comparadas às tubulações de materiais tradicionais, reside na baixíssima rugosidade
que estas apresentam.

As tubulações de PEAD possuem uma superfície extremamente lisa, que se traduz


numa excelente capacidade de vazão. Apresentam alta resistência à corrosão,
incrustações e proliferação de bactérias.

Por suas excelentes propriedades, pode-se utilizar um diâmetro menor para transportar
um determinado volume em comparação às tubulações de aço, ferro ou concreto.
Além disso, mantém estas características de fluxo durante toda sua vida útil.

10.1.1 Fluxo sob pressão

As equações que relacionam o fluxo de um fluido com a sua queda de pressão em


um sistema de tubulações, envolvem um fator de atrito que depende do material
da tubulação.

As fórmulas mais comumente utilizadas para cálculos hidráulicos são as de Hazen-


Williams e de Colebrook.

Na fórmula de Hazen-Williams, a influência da rugosidade é considerada no


coeficiente C, que para tubulações de PEAD é determinada pela literatura técnica
em 150.

Na fórmula de Colebrook, os valores de rugosidade adotados são:

Para diâmetro ≤ 200 mm: ε = 10 µm (1,0 x 10-2 mm)

Para diâmetro > 200 mm: ε = 25 µm (2,5 x 10-2 mm)

Para diâmetros médios e velocidades médias, as diferenças resultantes da aplicação


das rugosidades ε na fórmula de Colebrook, e o C=150 na fórmula de Hazen-Williams,
não têm muita importância prática. Atualmente, a fórmula de Colebrook é considerada
como a que proporciona resultados mais exatos.

10.1.2 Seleção do diâmetro interno da tubulação

A partir da velocidade média do fluido, determina-se o diâmetro interno por:

48 Manual Técnico do Polietileno


Onde:

d = diâmetro interno da tubulação (mm)

Q = vazão (m3/h)

v = velocidade média (m/s)

10.1.3 Perdas de carga

As perdas de carga, como explicado anteriormente, podem ser determinadas pelas


fórmulas de Hazen-Williams ou Colebrook. É recomendável aplicar ambas as fórmulas
e adotar a maior perda de carga obtida.

a) Fór mula de Hazen-W


Fórmula illiams
Hazen-Williams

H = 10,643 Q1,85 C-1,85 d-4,87 L

Onde:

H = perda de carga (m.c.a.)

Q = vazão (m3/s)

C = 150

d = diâmetro interno (m)

L = comprimento da tubulação (m)

Ou se desejado, a perda de carga unitária:

h = 10,643 Q1,85 C-1,85 d-4,87

Onde:

h = perda de carga unitária (m.c.a./m)

Manual Técnico do Polietileno 49


b) Fór mula de Colebr
Fórmula ook
Colebrook

Onde:

∆P = perda de carga (Kgf/cm2)

ƒ = fator de atrito

ρ = peso específico do fluido (KN/m3)

d = diâmetro interno (mm)

g = aceleração de gravidade (m/s2)

v = velocidade média (m/s)

L = comprimento da tubulação (m)

Para a água, a fórmula de Colebrook pode ser simplificada da seguinte forma;


obtendo-se a fórmula de Darcy-Weisbach:

Onde:

H = perda de carga (m.c.a.)

ƒ = fator de atrito

L = comprimento da tubulação (m)

d = diâmetro interno (m)

v = velocidade média (m/s)

g = aceleração de gravidade (m/s2)

O coeficiente de atrito ƒ depende do regime do fluxo, isto é, se laminar ou turbulento.

Considera-se que o fluxo é laminar quando o número de Reynolds Re for menor que
2.000. Neste caso, o valor de ƒ é:

Re < 2.000

50 Manual Técnico do Polietileno


Sendo

Onde:

Re = número de Reynolds

v = velocidade média (m/s)

d = diâmetro interno da tubulação (m)

υ = viscosidade cinemática do fluido, m2/s (para água υ=1,01 x 10-6 m2/s)

Para fluxo turbulento, isto é Re ≥ 2.000, temos:

Onde:

ε = rugosidade (m)

d = diâmetro interno (m)

Como a definição do valor de ƒ por esta fórmula implica muitas interações, costuma-
se utilizar uma fórmula simplificada.

Através das fórmulas de Colebrook foram criados diagramas para a definição do


coeficiente de atrito. Entre os mais conhecidos encontramos o diagrama de Moody-
Rouse (Figura 10.1).

Manual Técnico do Polietileno 51


• Diagrama de MOODY-ROUSE
MOODY-ROUSE

No eixo das abscissas encontramos o valor de Re e Re .

Nas ordenadas temos o valor de ƒ.

As curvas correspondem à relação d/ε.

A seguir, são apresentados 2 ábacos para a fórmula de Hazen-Williams, que permitem


determinar diretamente os valores desejados com boa aproximação, sem ter que
realizar a série de cálculos que implica a utilização da fórmula.

Os ábacos são para tubulações de PEAD PE 100 dimensionadas segundo a norma


ISO 4427. O primeiro ábaco é para pressões nominais PN 10 e PN 16 e o segundo
para pressões nominais PN 4 e PN 6.

52 Manual Técnico do Polietileno


Manual Técnico do Polietileno 53
54 Manual Técnico do Polietileno
Manual Técnico do Polietileno 55
10.1.4 Perda de carga em singularidades

Na seguinte tabela, são listados vários componentes comuns de sistemas de


tubulações e a queda de pressão associada através das conexões, expressa como
um comprimento equivalente de tubulação reta em termos de diâmetros. Multiplicando
os diâmetros de comprimentos equivalentes pelo diâmetro interno, obtém-se o
comprimento equivalente de tubulação. Este comprimento equivalente é somado ao
comprimento total de tubulação para calcular a perda de carga total do sistema.

Estes comprimentos equivalentes podem ser considerados como bons cálculos


aproximados para a maioria das instalações.

CONEXÕES Comprimento
Equivalente
Tê 90° (entrada longitudinal do fluido) 20 D
Tê 90° (entrada lateral do fluido) 50 D
Cotovelo 90° 30 D
Cotovelo 60° 25 D
Cotovelo 45° 18 D
Válvula de globo convencional (completamente aberta) 350 D
Válvula de ângulo convencional (completamente aberta) 180 D
Válvula de comporta convencional (completamente aberta) 15 D
Válvula borboleta (completamente aberta) 40 D
Válvula Check convencional (completamente aberta) 100 D

10.1.5 Fluxo gravitacional

Sistemas de esgoto, instalações para a condução de água e transporte de polpas são


exemplos de vazão gravitacional. Alguns podem operar com vazão a seção plena e outros,
com vazão a seção parcial. Graças às paredes extremamente lisas e às excelentes
propriedades de vazão das tubulações de PE, é possível projetar sistemas muito eficientes.

a) Vazão a seção plena


Vazão

São necessários três aspectos para selecionar uma tubulação de PEAD para um
sistema de vazão gravitacional:

1) As necessidades de vazão.

2) A declividade da instalação

3) A escolha de um diâmetro interno adequado

56 Manual Técnico do Polietileno


Para uma situação de vazão a seção plena, a vazão pode ser calculado a partir da
fórmula de Manning:

Onde:

Q = vazão (m3/s)

A = área seção transversal do diâmetro interno (m2)

Rη = raio hidráulico (DI/4) (m)

DI = diâmetro interno da tubulação (m)

S = declividade (m/m)

η = coeficiente de Manning (η=0,009 para PEAD)

b) Vazão a seção par


Vazão cial
parcial

Em sistemas de vazão gravitacional, cujo fluxo ocorre a seção parcial, que é o de


maior freqüência, a vazão é calculado pela fórmula de Manning, conforme indicado
para fluxo a seção plena. Deve-se no entanto fazer uma correção na área de vazão.

Onde:

Q = vazão (m3/s)

A = área de vazão (m2)

Rη = raio hidráulico (Rη =A/P) (m)

P = perímetro molhado (m)

S = declividade (m/m)

η = coeficiente de Manning (η=0,009)

Manual Técnico do Polietileno 57


O raio hidráulico (Rh) para fluxo a seção parcial é definido como quociente entre a área
de vazão (A) e o perímetro molhado (P). Na figura 10.2 são mostrados estes parâmetros:

No gráfico seguinte (Figura 10.3) são exemplificados estes cálculos ao aplicar um


fator multiplicador à condição de fluxo a seção plena.

58 Manual Técnico do Polietileno


Fluxo a seção plena:

DF = diâmetro interno tubulação

AF = área de fluxo

VF = velocidade de fluxo

QF = vazão

RF = raio hidráulico

Fluxo a seção parcial

DP = altura (h) do fluxo parcial

AP = área de fluxo

VP = velocidade de fluxo

QP = vazão

RP = raio hidráulico

A seguir são apresentados dois ábacos para a fórmula de Manning, com os quais
podemos determinar diretamente os parâmetros desejados de maneira bastante
aproximada, evitando os cálculos que implica a utilização da fórmula.

No Anexo C.3 é dado um exemplo de cálculo para a utilização destes ábacos.

10.3 Limite de curvatura

O raio máximo de curvatura admitido para uma tubulação depende do tipo de pressão
(PN, SDR), do módulo de elasticidade do material e da tensão admitida, que podem
variar em função do tempo de aplicação da carga e da temperatura.

Manual Técnico do Polietileno 59


A tabela abaixo fornece os valores sugeridos para os raios máximos de curvatura
do PE.

SDR Raio máximo


de curvatura
41 50D
33 40D
26 30D
17 30D
11 30D
D: diâmetro máximo
externo da tubulação

Como as tubulações PE têm capacidade de defletir, seu projeto baseia-se justamente


na definição da deflexão esperada, limitando-a a valores adequados. A deformação
maior ou menor depende da relação diâmetro/espessura (SDR) e do tipo e grau de
compactação do solo envolvente.

O método mais usado para determinar as deflexões é o de M. Spangler, que publicou


em 1941 sua fórmula de IOWA, que foi modificada por R. Watkins em 1955, que lhe
deu a forma atualmente usada:

Abaixo, expressa em termos da relação dimensional padrão, SDR:

Em ambas as fórmulas, os termos possuem o seguinte significado:

60 Manual Técnico do Polietileno


∆y = deflexão vertical da tubulação, cm

DL = fator de deflexão de longo prazo recomendado por Spangler

1<DL<1,5 (por segurança, considera-se 1,5)

We = carga do terreno, Kgf/m linear

Wt = cargas vivas, Kgf/m linear

r = raio médio da tubulação, cm

l = momento de inércia da parede da tubulação por unidade

de comprimento (l=e3/12), cm3

E = módulo de elasticidade do polietileno

PE 80 : E= 8000 Kgf/cm2

PE 100 : E= 14000 Kgf/cm2

SDR = relação dimensional padrão (diâmetro externo/espessura)

E’ = módulo de reação do solo, Kgf/cm2

e = espessura da tubulação, cm

K = fator de apoio, depende do ângulo de apoio

(Norma AWWA C-900)

Ângulo de apoio K
(grau)
0 0,110
30 0,108
45 0,105
60 0,102
90 0,096
120 0,090
180 0,083

Anexo B: Normas de referência relacionadas com tubulação e conexões de PE.

Manual Técnico do Polietileno 61


A seguir, apresenta-se um resumo de normas ISO e DIN relacionadas a tubulação e
conexões de PE.

ISO 161-1 1996 Tubos termoplásticos para condução de fluidos –


Diâmetros externos nominais e pressões nominais –
Parte 1: Séries métricas
ISO 1133 1996 Plásticos – Definição da proporção de fluxo de massa
fundida (MFR) e fluxo de volume fundido (MVR)
para termoplásticos
ISO 1167 1996 Tubos termoplásticos para condução de fluidos –
Resistência a pressão interna – Método de teste
ISO 1183 1987 Plásticos – Métodos para determinar a densidade e
densidade relativa de plásticos não celulares
ISO 4065 1996 Tubos termoplásticos - Tabela universal de espessura
de paredes
ISO 4427 1996 Tubos de polietileno (PE) para fornecimento de água –
Especificações técnicas
ISO 6259-1 1997 Tubos termoplásticos – Definição das propriedades de
tensão – Parte 1: Método geral de teste
ISO 6259-3 1997 Tubos termoplásticos – Definição das propriedades de
tensão – Parte 3: Tubos de poliolefin
ISO 11922-1: 1997 Tubos termoplásticos para condução de fluidos –
Dimensões e tolerâncias – Parte 1: Séries métricas
ISO 12162: 1995 Materiais termoplásticos para tubos e fitting para
aplicações de pressão – Classificação e definição –
Coeficiente global de serviço (design)

62 Manual Técnico do Polietileno


DIN 8074 (1999) Tubos de polietileno de alta densidade (HDPE).
Dimensões.
DIN 8075 (1995) Tubos de polietileno de alta densidade (HDPE). Requisitos
gerais de qualidade. Testes.
DIN 16963 (1980) Elementos e Juntas de tubos para tubulações de pressão
Parte 1 de alta densidade (HDPE). Curvas de construção
segmentada para solda de tope.
DIN 16963 (1983) Montagem e assessórios de juntas de tubos para tubos
Parte 2 de pressão de polietileno (HDPE) do tipo 1 e 2. Tês e
seções produzidas por enxerto e encaixes segmentados
para solda de tope.
DIN 16963 (1988) Montagem e acessórios de junta de tubos para tubos de
Parte 4 pressão de polietileno (HDPE) de alta densidade –
Adaptadores para solda de tope por ferramenta
aquecida, flanges e elementos de vedação – Dimensões.
DIN 16963 (1989) Montagem e acessórios de junta de tubos para tubos de
Parte 6 pressão de polietileno (HDPE) de alta densidade –
Acessórios injetados para solda de tope.
DIN 16963 (1989) Montagem e acessórios de junta de tubos para tubos de
Parte 7 pressão de polietileno (HDPE) de alta densidade –
Acessórios para solda por resistência – Dimensões.
DIN 16963 (1980) Montagem e acessórios de junta de tubos para tubos de
Parte 8 pressão de polietileno (HDPE) de alta densidade –
Cotovelos injetados para solda tipo soquete – Dimensões.
DIN 16963 (1980) Montagem e acessórios de junta de tubos para tubos de
Parte 9 pressão de polietileno (HDPE) de alta densidade –
Três injetados para solda tipo soquete – Dimensões.
DIN 16963 (1980) Montagem e acessórios de junta de tubos para tubos de
Parte 10 pressão de polietileno (HDPE) de alta densidade –
Soquetes e terminais injetados para solda tipo soquete –
Dimensões.
DIN 16963 (1980) Montagem e acessórios de junta de tubos para tubos de
Parte 11 pressão de polietileno (HDPE) de alta densidade –
Adaptadores, flanges e elementos de vedação para solda
tipo soquete – Dimensões.
DIN 16963 (1980) Montagem e acessórios de junta de tubos para tubos de
Parte 13 pressão de polietileno (HDPE) de alta densidade –
redutores injetados e de rosca para solda de tope –
Dimensões.
DIN 16963 (1983) Montagem e acessórios de junta de tubos para tubos
Parte 14 de pressão de polietileno (HDPE) tipo 1 e 2 de alta
densidade – Redutores e niples injetados para solda de
tope – Dimensões

Manual Técnico do Polietileno 63