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Aula 1- Modelos e Simulação

1.1- Introdução

O desenvolvimento humano foi sempre acompanhado pelo desenvolvimento de modelos. Na


antiguidade já se faziam simulações de guerra, maquetes em escala, etc.

O modelo precisa satisfazer determinadas necessidades de estudo. È criado para isso.


Sinteticamente pode-se dizer que a elaboração do modelo consiste em elaborar e agrupar as etapas:
 Definir procedimentos
 Elaborar formas de representar seus componentes
 Interação entre estes componentes através de alguma lógica matemática.

O modelo é criado pelas dificuldades de se estudar o problema na forma natural em razão dos
custos, riscos, dificuldades de medição e acesso.

O objeto da análise é que determina as características do modelo: grau de detalhamento, precisão,


parâmetros, dados, relações e vínculos, eventuais relações e impacto com o ambiente, etc.

Cada modelo tem suas especificidades e não existe regra ou lei para criá-lo.

Dentro da empresa o modelo serve como exercício de raciocínio, de comunicação interna e de


auxílio no processo de decisão.
Lembrando que: A resolução do modelo do problema não resolve o problema em si.

1.2 – Simulação

Um modelo pode ser uma simples equação matemática ou até uma complexa maquete com
sensores.
Dentro da classificação dos modelos destacam-se os físicos, analógicos, matemáticos e os de
simulação – objetivo do nosso estudo.
A Simulação imita o funcionamento de um sistema real. Conforme PRADO (2005), a definição mais
aceita hoje para a simulação é:

Técnica de solução de problema pela análise do modelo que descreve o comportamento do


sistema, utilizando um computador digital.

O histórico da simulação se confunde com vários outros ramos da computação gráfica.


As linguagens de simulação apareceram na década de 60 (GPSS, GASP, SIMSCRIPT, SIMAN,
ARENA, PROMODEL AUTOMOD, TAYLOR, etc). Hardware é fator limitante de execução.
Em 1980 com a popularização dos PCs surge a simulação visual que teve muita aceitação
Cada software de simulação tem sua própria visão do mundo – como ele enxerga o sistema a ser
simulado. Isto vai influir na maneira correta de fornecer os dados ao sistema.
São aplicações da Simulação:
 Troca ou adição de equipamentos ou produtos nas linhas de produção.
 Alterações no processo de produção.
 Definição de novos leiautes.
 Melhora do fluxo de itens nos estoques.
 Melhor rota de entrega.
 Tabela de horários para aviões e navios (dimensionamento de aeroportos e portos).
 Minimizar filas de banco.
 Dimensionamento de pedágio.
 Melhor utilização de elevadores.
 Racionalização do fluxo de veículos com alteração dos tempos dos semáforos.
 Dedução de tempo de falha e substituição de peças.
 Tempo de resposta em redes de computadores.
 Todos os tipos de estatísticas das chamadas em um em call center.

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Os modernos softwares permitem visualizar o sistema de uma posição privilegiada em vários
cenários diferentes. Os dados podem ser alterados sem os custos de uma simulação real.
Na rotina de uma empresa é comum haverem dúvidas na resolução de problemas como a compra
de equipamentos mais potentes, melhora do fluxo de materiais na produção, mudança na colocação de
pessoal e até a forma de execução do trabalho.
O objetivo é a criação de condições para o rendimento máximo possível – funcionamento eficiente,
equilibrado, regular e com ótimos resultados. Os operadores precisam estar satisfeitos com o ambiente –
condições de trabalho.

1.3 – Teoria das Filas

Para executar uma simulação é necessário modelar o sistema e dentro desta modelagem se
destaca a aplicação da teoria das filas.
A Teoria das filas surgiu em 1908, na Dinamarca com A K Erlang quando estudava o problema de
redimensionamento de redes telefônicas. A abordagem do problema se dá pela via matemática.
A resolução, porém, fica muitas vezes comprometida pela complexidade das fórmulas.
É importante entender o conceito da teoria das filas para operar de maneira mais eficiente os
softwares de simulação.

Bibliografia:

PRADO, D. Usando o ARENA em Simulação. São Paulo: Editora INDG, 2004.

PRADO, D. Teoria das filas e da simulação. São Paulo: Editora INDG, 2002.

STRACK, J. GPSS – Modelagem e simulação de sistemas. São Paulo: Editora Livros Técnicos e
Científicos, 1986.

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