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MARCOS MARCELO TRAD

Prefeito Municipal

ELZA FERNANDES
Secretária de Educação

SORAIA INÁCIO CAMPOS


Secretária adjunta de Educação

WALDIR LEONEL
Superintendente de Gestão das Políticas Educacionais

MÔNICA OLIVEIRA INÁCIO PRESTES


Gerente do Ensino Fundamental e Médio

ISABEL CRISTINA CORRÊA


Gerente da Educação Infantil

ALCIONE APARECIDA RIBEIRO VALADOARES


Chefe da Divisão de Avaliação

MAGALI LUZIO FERREIRA


Chefe da Divisão de Educação e Diversidade

LIZABETE DE LUCCA COUTINHO


Chefe da Divisão de Educação Especial

JAKES CHARLES ANDRADE DE FIGUEIREDO


Chefe da Divisão de Tecnologias Educacionais

MARIA JOSÉ DO AMARAL


Chefe da Divisão de Coordenação Pedagógica

MARASILVA APARECIDA BARROS


Coordenadora do Centro de Formação para a Educação

MÁRIO CESAR DE PAULA


Chefe da Divisão de Esporte, Arte e Cultura
Coordenação geral
Waldir Leonel-SEMED/SUPED

Coordenação da comissão organizadora e participação técnica pedagógica


Mônica Oliveira Inácio Prestes-SEMED/GEFEM
Ana Maria Ribas- SEMED/SUPED

Autoria e comissão organizadora


Ademilson Borges Ferreira Janine Azevedo Barthimam Carvalho
Adriana Assis Silva Nery João Batista Cunha Silveira
Adriana Severino Moraes Laurinda Silva Gonçalves da Cruz Ferreira
Adriano da Fonseca Melo Leandro Longui Hernandes
Agnaldo de Oliveira Leila Tatiana Garcia
Alda Cristina da Silva Acosta Márcia Rozeli Antunes da Silva
Alessandro Marcon da Silva Maria Larissa Montania Vera
Aletéia Inácia Batistella Feitoza Matheus Vinícius de Sousa Fernandes
Ana Lúcia Serrou Nathalie Rossini
Analice Teresinha Talgatti Silva Páblo Carcheski de Queiroz
Arildo Araújo Lima Rafael Bartimann de Almeida
Berenice Alves da Silva Altafini Rafael Bastazini Lazzari
Carine Fernandes Botelho Rejane Fátima Steinhaus
Cláudia Renata Rodrigues Xavier Sônia dos Santos Boiarenco Amorin
Cristiane Miranda Magalhães Gondin Thaissa Moreira Prado
Dayana Carla da Silva Alfonzo Thiago Oliveira Souza
Douglas de Oliveira Caetano Thiago Teodoro Rupere
Edna Célia Barbosa Roque de Souza Vera Lúcia Gomes Alves
Eliana de Mattos Carvalho Washington Alves Pagane
Elisângela Rodrigues Furtado Revisores
Fabiane Alexandra Rombi da Silva Poleszuk Antônio Balbino Neto
Fernando Vendrame Menezes Berenice Alves da Silva Altafini
Francisco Leandro Oliveira Queiroz Francisco Leandro Oliveira Queiroz
Gilson Demétrio Ávalos Gilson Demétrio Ávalos
Gilson Rocha Santos Gustavo Aurélio Tomé Azuaga
Gleibe Castellani França João Batista Cunha Silveira
Gustavo Aurélio Tomé Azuaga Thiago Oliveira Souza
Janaína Medeiros da Cunha Garcia Thiago Teodoro Ruper
SUMÁRIO

ORIENTAÇÃO CURRICULAR DE ARTE .......................................................................................... 9


HABILIDADES INDICADAS E CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - 1º AO 5º ANO – ARTE –
ARTES VISUAIS ................................................................................................................................. 13
HABILIDADES INDICADAS E CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - 6º AO 9º ANO –ARTE –
ARTES VISUAIS ................................................................................................................................. 28
HABILIDADES INDICADAS E CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - 1º AO 5º ANO – ARTE –
DANÇA................................................................................................................................................. 35
HABILIDADES INDICADAS E CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - 6º AO 9º ANO – ARTE –
DANÇA................................................................................................................................................. 46
HABILIDADES INDICADAS E CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - 1º AO 5º ANO – ARTE –
MÚSICA ............................................................................................................................................... 55
HABILIDADES INDICADAS E CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - 6º AO 9º ANO – ARTE –
MÚSICA ............................................................................................................................................... 70
HABILIDADES INDICADAS E CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - 1º AO 5º ANO – ARTE –
TEATRO ............................................................................................................................................... 76
HABILIDADES INDICADAS E CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - 6º AO 9º ANO – ARTE –
TEATRO ............................................................................................................................................... 85
Em 2020, o Brasil passou a ser afetado pela pandemia causada pela Covid-19,
deslocando o ensino presencial para a forma remota e ressignificando muitas das pedagogias e
metodologias de ensino e aprendizagem, sobretudo as que eram praticadas nos espaços formais
(escolas, instituições de ensino e pesquisa) e passaram a acontecer em ambiente familiar. A
partir de então, embasados em estudos e diálogos realizados pela Secretaria Municipal de
Educação em conjunto com as unidades escolares, foram implementadas diversas medidas para
minimizar os impactos educacionais causados pela interrupção abrupta do ensino presencial.
Ao publicar o Referencial Curricular Circunstancial, a Prefeitura Municipal de Campo
Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, manifesta expectativas de garantir as
aprendizagens essenciais para o ano letivo de 2021. Com isso, o documento estabelece
orientações curriculares para se somarem às medidas de enfrentamento das adversidades
surgidas em virtude da pandemia, buscando a qualidade dos processos educativos.
Diante desse contexto, Campo Grande destaca-se como exemplo nacional de inovação
e eficiência no quesito pedagogias/práticas bem-sucedidas aplicadas ao ensino remoto, tendo
em vista que foi uma das primeiras capitais no Brasil a perceber a necessidade de formular
estratégias para a continuidade do ano letivo de maneira produtiva, mesmo em situação de
distanciamento social. Objetivando abarcar as demandas da comunidade educacional, pode-se
citar como exemplos de estratégias bem-sucedidas a criação da TV Reme e do Caderno de
Atividades 2020.
Portanto, com o Referencial Curricular Circunstancial, a Prefeitura Municipal de
Campo Grande acredita na consolidação de novas políticas educacionais que priorizem a
excelência na qualidade do ensino e da aprendizagem (ainda que em tempos emergenciais),
reafirmando o apoio aos professores e o compromisso com os estudantes na busca por justiça
cognitiva e justiça social.

Marquinhos Trad
Prefeito Municipal de Campo Grande
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) apresenta o Referencial Curricular
Circunstancial (RCC). O documento é resultado de múltiplas demandas dos profissionais da
educação da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande. Sua construção teve início
no segundo semestre de 2020, observando os documentos oficiais dos órgãos educacionais
competentes, a literatura recente sobre ensino remoto e os constantes e produtivos diálogos
entre as unidades escolares e esta Secretaria, para cumprir uma demanda pedagógica específica.
Um dos objetivos do RCC é indicar um conjunto mínimo de aprendizagens essenciais
para 2021, buscando oferecer condições para que haja um ensino de qualidade e aprendizagem
efetiva. Perspectiva essa que possibilite: 1) contemplar a participação, a criticidade e a
colaboração e conceber conhecimentos mais éticos, mais críticos e mais inclusivos; 2) uma
concepção de aprendizagem que possa incorporar a pluralidade e a diferença, compreendendo
múltiplos espaços que produzem cidadãos conscientes de seus valores sócio-históricos e
responsáveis por suas agências.
Com foco nos professores, foram pensadas algumas estratégias metodológicas possíveis
de serem aplicadas em diferentes ambientes de aprendizagem (como está posto nas
Recomendações), tendo em vista o contexto de ensino remoto em que ainda se está vivendo.
Com foco nos estudantes, foram reconhecidos, selecionados e distribuídos conhecimentos
essenciais a serem indicados para o ano escolar a que correspondem, ainda fazendo relação com
saberes do ano anterior (quando necessário). Com isso, entende-se que esta proposta vai ao
encontro das muitas demandas solicitadas pelos profissionais de educação da Reme.
Assim sendo, o Referencial Curricular Circunstancial constitui uma proposta
pedagógica para a comunidade educacional de Campo Grande para o contexto emergencial, em
que se preza por uma nova organização curricular dos conhecimentos essenciais a serem
desenvolvidos em 2021. É, sem dúvida, um documento que resulta de esforços colaborativos.

Elza Fernandes
Secretária Municipal de Educação
Prezados (as) professor (as),
Em fevereiro de 2020, apresentamos a versão do Referencial Curricular da Rede
Municipal de Ensino em consonância com a Base Nacional Comum Curricular, construída,
coletivamente, pelos profissionais de educação da Reme durante o Programa de Formação
“Reflexões Pedagógicas: diálogos entre a teoria e a prática”, em 2019. A versão do Referencial
Curricular da Rede Municipal de Campo Grande-MS atende a Resolução do Conselho Nacional
de Educação/CP n. 2, de 22 de dezembro de 2017, a qual institui e orienta a implantação da
Base Nacional Comum Curricular, a ser respeitada obrigatoriamente ao longo das etapas e
respectivas modalidades, no âmbito da Educação Básica.
No entanto, a partir de março de 2020, a suspensão das aulas presenciais como uma
medida necessária do ponto de vista sanitário para o enfrentamento à pandemia da COVID-19
trouxe consigo desafios que afetaram sobremaneira a educação escolar dos alunos matriculados
na REME, bem como, a prática docente. Diante ao exposto, o entendimento dos desafios a
serem superados na educação do Município perpassa pela reflexão crítica do currículo como
um instrumento orientador da prática docente, que considera os aspectos político-
epistemológicos e sócio-histórico-cultural.
Na perspectiva do reconhecimento do cenário complexo imposto pela pandemia da
COVID-19, apresentamos, neste momento, o Referencial Curricular Circunstancial da
REME/2021. Denominar este documento não foi tarefa fácil, após reflexão crítica dos técnicos
da SUPED, justificamos o uso da palavra “circunstancial”, pelo fato de estarmos vivenciando
uma circunstância atípica e de disrupção, as quais acarretam ações eventuais e não permanentes,
sobretudo que exigem estratégias e políticas educacionais para minimizar as desigualdades
cognitivas.
Salientamos, que o Referencial Curricular Circunstancial da REME/2021, uma das
estratégias pedagógicas, implementadas por esta superintendência, tem como característica a
flexibilização e conexão com o Referencial Curricular da REME de 2020, ou seja, é um
documento que busca apontar os caminhos possíveis, a serem trilhados pelos docentes, a fim
de garantir a aprendizagem dos alunos em um ano em que o acesso à escola presencial ficou
comprometido devido à pandemia. Desta forma, orientamos que as recomendações e análises
presentes no Referencial Curricular Circunstancial da REME/2021 sejam integradas ao
documento oficial Referencial Curricular da REME de 2020.
Por fim, para atingir o propósito do documento “Referencial Curricular Circunstancial
da REME/2021”, é fundamental que as instituições escolares adaptem-se às orientações ao
contexto sócio-histórico-cultural dos alunos. Nota-se que as recomendações, contidas neste
documento, partem do entendimento de que as instituições escolares da REME possuem
realidades distintas, as quais devem ser respeitadas no momento do planejamento do corpo
docente e equipe técnico-pedagógica.
Na oportunidade, desejamos um ótimo trabalho e reafirmamos o compromisso da
Superintendência de Gestão das Políticas Educacionais da Rede Municipal de Ensino de Campo
Grande-MS em apoiar as práticas docentes, visando oportunizar aos alunos uma educação de
qualidade.
Este tempo vai passar!

Atenciosamente,

Waldir Leonel
Superintendente de Gestão das Políticas Educacionais – Semed/Campo Grande-MS
ORIENTAÇÃO CURRICULAR DE ARTE

Em Arte, no referencial curricular da Reme/CG, as atividades artísticas devem ser


iniciadas de maneira em que não haja uma ruptura abrupta entre etapas de ensino. Cabe ao
professor intermediar a adaptação da criança em sua nova rotina e, aos poucos, garantir sua
autonomia, considerando o tempo e o ritmo de modo individual e no coletivo. Deverá, de igual
modo, repensar as possibilidades inerentes ao período e possibilidades do ensino remoto ou
semipresencial.

ANOS INICIAIS

Em Arte (1º ao 5º) os encaminhamentos metodológicos devem propiciar condições para


que o aluno perceba e desenvolva-se por meio de processos de criação e adquira gradativa
autonomia na sua produção durante o ano, bem como adquira os conhecimentos na área em
interlocução com as habilidades propostas. Ao perceber que alguma habilidade ficou com
algum déficit em toda a etapa de ensino do entre um ano e outro, esta deverá ser retomada
durante o ano letivo. Para tanto, sugerimos que o professor reconfigure a habilidade, atentando
para o nível de progressão e complexidade durante todo o percurso da etapa de ensino.
Ainda que não haja avaliação como nota e prova (ESI), faz-se de extrema importância
avaliar, processualmente, o aluno e dedicar à avaliação de cada processo em Arte na escola.
Portanto, é imprescindível documentar a progressão, avaliar, processualmente, e diagnosticar
déficit nas aprendizagens, nas competências e habilidades.
O professor trabalhará cada habilidade de modo gradativo e de acordo com a faixa etária,
respeitando o grau de complexidade da abordagem em consonância com o ano letivo. As
habilidades do 1º ao 5º ano são as mesmas, todavia a abordagem do professor, o grau de
complexidade e os conhecimentos específicos a serem trabalhados devem estar em acordo com
o ano vigente. Nesse sentido, o professor abordará as mesmas habilidades do 1º e 5º ano, com
abordagem e complexidade distintas.
As habilidades deverão ser revistas pelo professor quando houver necessidade, caso
permaneça o ensino de forma remota ou semipresencial: visto que materiais, espaço físico,
coletividade (trabalho em grupo), dentre outras abordagens, nas habilidades, precisarão ser
adaptadas em consonância com a demanda e o caminho proposto. Desse modo, a progressão

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das aprendizagens não está proposta de forma linear, rígida...” como pontua o Ministério da
Educação na BNCC.

ANOS FINAIS

Na etapa dos anos finais, especificamente no sexto ano, há o cuidado de propiciar,


caminhos que possibilitem conhecer o contexto histórico-cultural do aluno de modo não
fragmentar o ensino de Arte entre etapas de ensino. Sendo assim, bem como em todos os anos,
cabe propor um diagnóstico para que, se necessário, retome conhecimentos e habilidades do
ano anterior (e cabe observar que o MEC, em Arte, reitera as mesmas habilidades por etapa de
ensino – bloco de habilidades para anos iniciais e bloco de habilidades para anos finais).
Portanto, o professor deve estar atento ao referencial em todas as etapas, retomando habilidades
e conhecimentos específicos importantes na sua linguagem de formação, quando julgar
necessário e pertinente para o processo de aprendizagem de cada turma/ano em etapas de
ensino.
O professor, nos anos finais, trabalhará cada habilidade de modo gradativo e de acordo
com os conhecimentos específicos de cada ano, respeitando o grau de complexidade da
abordagem em consonância com o ano letivo. As habilidades do 6º ao 9º ano são as mesmas,
todavia a abordagem do professor, o grau de complexidade e os conhecimentos específicos a
serem trabalhados devem estar em acordo com o ano vigente.
As habilidades deverão ser revistas pelo professor quando houver necessidade, caso
permaneça o ensino de forma remota ou semipresencial: visto que materiais, espaço físico,
coletividade (trabalho em grupo), dentre outras abordagens nas habilidades, precisarão ser
adaptadas em consonância com a demanda e o caminho proposto. Desse modo, a progressão
das aprendizagens não está proposta de forma linear, rígida...” como pontua o Ministério da
Educação na BNCC.

A Arte no Currículo

Nas etapas de ensino anos iniciais e anos finais, o professor dará ênfase na sua
linguagem de formação consoante com as premissas estabelecidas pelo Ministério da Educação
na formulação das resoluções no que concerne à formação inicial do professor de Arte na
Educação Básica, respeitando a Lei 13.278 que diz acerca das especificidades da formação

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(trabalhará o quadro das suas habilidades). Há, porém, a possibilidade de articular as linguagens
artísticas, por meio das Artes Integradas, que estão presentes em diversas habilidades reiteradas
na tabela referencial de Arte, com ênfase na linguagem de formação do docente. O referencial,
bem como as perspectivas da área e a própria LDBEN sugerem a falta de pertinência de um
ensino polivalente em Arte.
Em todos os quadros/tabelas referenciais de qualquer linguagem, há a preocupação de
estabelecerem-se as competências para a área e abordar todas as dimensões do conhecimento
em Arte. O ensino e aprendizagem integral em Arte é garantido, ainda que o professor trabalhe
em sua área específica de formação. Para tanto, o ensino integral em Arte não é sinônimo de
abordagem superficial de outra linguagem na qual o professor não tenha formação. É preciso
reiterar que o professor trabalhará sua área de formação e estabelecerá a integração entre as
linguagens quando houver pertinência como mencionado no parágrafo anterior (Por exemplo:
quando se tem o conhecimento sobre Arte Contemporânea, presente nas quatro linguagens,
cabe ao professor propor relações de modo não superficial quando houver necessidade e/ou
pertinência)
Na visualização de quaisquer das tabelas referenciais abaixo, o professor precisa estar
atento ao número de habilidades. Ao propormos a análise para cada tabela por etapa de ensino
e linguagem, temos habilidades que correspondem a 05 (1º ao 5º) ou 04 anos (6º ao 9º)
respectivamente. A título de exemplo: temos 26 habilidades de Artes Visuais para o
Fundamental I, para 05 anos. Ainda que a divisão não seja cartesiana, é preciso compreender
que o professor poderá aprofundá-las durante o percurso de toda a etapa de ensino e não
somente no ano vigente. Ainda, dentro dos objetos de conhecimento, as habilidades são,
geralmente, complementares, não cabendo fragmentação na abordagem. Por exemplo: em um
processo artístico e de criação em Teatro, Música ou na Dança, no objeto de conhecimento
Processos de Criação, o professor pode trabalhar com uma ou várias habilidades do mesmo
objeto de conhecimento. Portanto, as habilidades correspondem-se direta ou indiretamente,
complementam-se.
Professora M.ª Ana Lúcia Serrou
Professor Esp. Douglas de Oliveira Caetano
Professor Dr. Matheus Vinícius de Sousa Fernandes

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HABILIDADES INDICADAS E CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - 1º AO 5º ANO – ARTE – ARTES VISUAIS
CONHECIMENTOS OBJETOS DE
HABILIDADES INDICADAS
ESPECÍFICOS CONHECIMENTO
(CG.EF15AR01.s) Identificar e apreciar formas distintas das Artes Visuais tradicionais e contemporâneas, cultivando a
1º Ano
percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.
(CG.EF15AR31. n) Conhecer e apreciar as manifestações artísticas, presentes em contextos públicos, como um território
Expressão gráfica I: o
artístico (apresentações de rua de caráter teatral, musical, circense, malabaristas, palhaços, grafite, painel, lambe-lambe,
desenho;
sticker e estêncil, esculturas, entre outros) e privados (museus, galerias, ateliês, entre outros).
Figuras e formas;
Contextos e Práticas (CG.EF15AR35. n) Conhecer a produção de artista visual da cidade (pintor, escultor, fotógrafo, e outros), o seu processo
Retratos na vida e na
de criação (envolvimento, pesquisa, experimentações, esboços, dentre outros), como também o produto final, é importante
arte;
para realizar e valorizar seu processo de criação
Brinquedos e
(CG.EF15AR38. n) Conhecer a diversidade das artes visuais latino-americanas, identificando as produções artísticas,
brincadeiras I;
seu contexto histórico e artístico, para desmistificar, construir e teorizar algumas ideias, opiniões e realizar produções
Cultura popular I.
artísticas, textuais e poéticas.
2º Ano
(CG.EF15AR02.s) Explorar e reconhecer elementos constitutivos das Artes Visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço,
movimento, e outros).
Expressão gráfica II: o
Elementos da CG.EF15AR39.n) Conhecer os conceitos e as regras para criar uma composição visual: equilíbrio e harmonia,
desenho;
Linguagem simetria/assimetria, ritmo, peso, contraste, unidade, tensão, direção, tamanho/escala, ponto de vista e proporção.
Cores, texturas e
(CG.EF15AR40.n) Produzir objetos e imagens, explorando os elementos constitutivos para expressar e comunicar ideias,
suportes;
apreciar e interpretar imagens.
Figura e fundo;
Identidade:
autorrepresentação; (CG.EF15AR03.s) Conhecer e analisar a influência de distintas matrizes estéticas e culturais das Artes Visuais nas
Brinquedos e manifestações artísticas das culturas locais, regionais e nacionais.
brincadeiras II; (CG.EF15AR46.n) Reconhecer os elementos da cultura popular e as diferentes manifestações culturais das diferentes
Cultura popular II culturas e etnias.
Matrizes Estéticas e
(CG.EF15AR47.n) Conhecer, identificar e valorizar a diversidade das manifestações artísticas e culturais da cidade
3º Ano Culturais
(indígena, quilombola, paraguaia, boliviana, libanesa, oriental, e outras) como significativa para a formação cultural da
população local e regional.
Formas, cores e (CG.EF15AR53.n) Reconhecer as manifestações folclóricas na cultura popular: artesanato, literatura, música, dança,
texturas; folclore, costumes, crenças e histórias do patrimônio cultural campo-grandense

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Superfície e
dimensão; (CG.EF15AR04.s) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos,
Desenho figurativo e dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos,
abstrato; recursos e técnicas, convencionais e não convencionais.
Arte e identidade; (CG.EF15AR52.n) Conhecer, apreciar e fruir imagem de obras de arte e seus artistas visando ao desenvolvimento à
Artes de rua; interpretação, à leitura estética e à sensibilização do olhar.
Cultura popular- (CG.EF15AR56.n) Pesquisar e manipular as possibilidades oferecidas pelos diversos materiais, como lápis e pincéis de
Materialidades
folclore I. diferentes texturas e espessuras, brochas, carvão, carimbo, e outros; de meios, como tintas, água, areia, terra, argila, e
outros; e de variados suportes gráficos, como jornal, papel, papelão, parede, chão, caixas, madeiras, e outros.
4º Ano (CG.EF15AR57.n) Explorar em diferentes técnicas, suportes e materiais utilizados na produção artística: pintura,
escultura, desenho, tecelagem, gravura, mídias digitais, cinema, vídeo, performance, instalação e outros.
Ritmo e cor - (CG.EF15AR61.n) Explorar e experimentar materiais utilizados, combinações, formas e estruturas que compõem a obra
semelhanças e em si, suas peculiaridades e técnicas em superfícies bidimensionais e tridimensionais.
contrastes;
Espaço e visualidade; (CG.EF15AR06.s) Desenvolver processos de criação em artes visuais, com base em temas ou interesses artísticos, de
O Mundo modo individual, coletivo e colaborativo, fazendo uso de materiais, instrumentos e recursos convencionais, alternativos
tridimensional; e digitais.
Processos de Criação
Cultura popular- (CG.EF15AR65.n) Experienciar situações que possibilitem a imaginação, o senso estético, a criação e expressão, por
folclore II; meio de diferentes gêneros (paisagem, retrato, cenas do cotidiano, e outros) e técnicas (desenho, pintura, modelagem,
Arte visual da/na gravura).
cidade; (CG.EF15AR07.s) Reconhecer algumas categorias do sistema das Artes Visuais (museus, galerias, instituições, artistas,
Arte e tecnologia: artesãos, curadores e outros).
Sistema de (CG.EF15AR71.n) Desenvolver o olhar de apreciação e a observação ao fazer a leitura da obra e ao acessar fontes de
5º Ano linguagem informação sobre obras de arte em museus, galerias (virtuais ou físicos).
(CG.EF15AR72.n) Acessar e interagir com produções de arte no espaço de museu, galerias (virtuais ou físicos) para
Equilíbrio e Harmonia desenvolvimento da sensibilidade estética e a capacidade de apreciação crítica.
na vida e na arte;
Visualidade, cotidiano Matrizes estéticas
e a cidade; (CG.EF15AR24.s) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes
culturais
Arte e cultura popular; matrizes estéticas e culturais.
(artes integradas)
Arte visual regional; (CG.EF15AR82.n) Identificar a influência de diferentes culturas (arte, costumes, valores e hábitos) na constituição da
Arte latino-americana; Patrimônio cultural identidade própria.
Arte, tecnologia e (artes integradas) (CG.EF15AR83.n) Reconhecer e identificar as manifestações artísticas étnicas que formam o patrimônio sociocultural
sociedade; sul-mato-grossense.
Arte e tecnologia
(CG.EF15AR26.s) Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos eletrônicos,
(artes integradas)
gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de criação artística.

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Recomendações:
Optamos, nessa etapa do Currículo 2021, nos anos iniciais, a partir da recomendação do Ministério da Educação para área, ocupar as habilidades por etapa de ensino, bem
como nos documentos já elaborados. O que muda durante o percurso dos anos é a progressão sobre a habilidade e os conhecimentos específicos da linguagem. Os objetos
de conhecimento e as habilidades são os mesmos durante todo esse período, cabendo reiterar que, ainda que o professor trabalhe a mesma habilidade em anos distintos, os
conhecimentos específicos e abordagem metodológica e aprofundamento são variantes. Portanto, o professor terá todos os anos vigentes para aprofundar as habilidades em
cada linguagem artística. Assim, as habilidades em Artes Visuais deverão ser trabalhadas durante toda a etapa dos anos iniciais (1º ao 5º).
1º Ano

A passagem da educação infantil para o ensino fundamental é um processo importante na vida das crianças. Portanto, o professor pode contribuir para que o ensino e
aprendizagem do 1º ano encaminhem-se de um jeito natural e bem-sucedido. Nesse entendimento, as atividades artísticas devem ser iniciadas de maneira lúdica: a leitura de
histórias e as brincadeiras. O papel do professor de intermediar a adaptação da criança a essa nova rotina e, aos poucos, garantir sua autonomia, e considerar o tempo e o
ritmo de cada um.
Encaminhamentos:
Expressão plástica e gráfica- Desenho: nos primeiros anos de escolaridade a expressão plástica e gráfica não representa somente um conjunto de rabiscos, desprovido de
significações, mas é uma forma de representação, na qual o aluno expressa seus pensamentos, sensações imaginação, a expressão e a sua realidade sociocultural. Desenhar
também não é uma questão de dom inato, mas é preciso ser aprendido e praticado. Diante disto, é preciso introduzir as noções básicas dos elementos da linguagem visual.
São estes elementos necessários para a alfabetização visual. O processo de alfabetização visual envolve desenvolver a habilidade de explorar e reconhecer elementos
constitutivos das Artes Visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento, e outros) (CG.EF15AR02.s).
Figuras e formas: na construção de um desenho, o ponto e a linha são os elementos expressivos que dão origem à forma e essa forma gera um desenho com um tema ou
motivo. O desenho de figuras permite desenvolver tonicidade (como o traçado apresenta-se no papel – forte ou fraco), a figuração do esquema e imagem corporal
(representação do corpo); a orientação espacial (tamanho da figura humana e utilização do espaço no papel). Para isto é preciso o desenvolvimento da habilidade para
experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo
uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas, convencionais e não convencionais (CG.EF15AR04.s).
Cores no Cotidiano: a iniciação do estudo da cor permite ao aluno reconhecer o universo das cores nas imagens, na natureza e em todos os ambientes, ou seja, no cotidiano.
Para o desenvolvimento estético, criativo e expressivo da criança, identificar as cores permite que o aluno desenvolva a habilidade para conhecer, apreciar e fruir por meio
imagem de obras de arte e seus artistas visando ao desenvolvimento à interpretação, à leitura estética e à sensibilização do olhar (CG.EF15AR52.n).
Retrato na Vida e na Arte: ao perceber que o aluno já consegue figurar, é importante possibilitar condições para que ele perceba a sua própria imagem, reconheça a sua
individualidade, a sua forma de expressão, o seu modo de ser e estar no mundo. Diante disso, é necessário que o aluno desenvolva a habilidade para identificar e apreciar
formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético (CG.EF15AR01.
s).
Sugerimos diferenciar retrato e autorretrato; apresentar obras de artistas que expuseram seu autorretrato; explorar a percepção das diferenças e semelhanças; identificar marcas
pessoais na maneira de desenhar e pintar; utilizar imagens que fazem parte do cotidiano.
Brinquedos e Brincadeiras I: na arte, as brincadeiras podem ser transformadas em poéticas condutoras do crescimento estético, ressignificando e poetizando o mundo, por
meio do imaginário, da improvisação e da criação. Este conhecimento permite, ainda, descobertas das formas brincantes presentes nas obras de artes, e sua representação,
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em diferentes épocas e culturas, permite que o aluno conheça as matrizes estéticas e culturais. Assim, explorar os brinquedos e brincadeiras permite ao aluno conhecer a
arte brincando e desenvolver a habilidade de caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes matrizes estéticas e culturais
(CG.EF15AR24.s).
Cultura popular: conhecer cultura permite ao aluno a dar os primeiros passos para perceber o folclore regional e conhecer produções artísticas, brincadeiras, jogos e canções
de diferentes tradições culturais presentes em sua comunidade familiar, bairro e cidade. Esse conhecimento permite desenvolver a habilidade para reconhecer as manifestações
folclóricas na cultura popular: artesanato, literatura, música, dança, folclore, costumes, crenças e histórias do patrimônio cultural campo-grandense (CG.EF15AR53. n).
Observação: Caso necessite, o professor pode recorrer às habilidades:
(CG.EF15AR26.s) Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos
processos de criação artística.
(CG.EF15AR72.n) Acessar e interagir com produções de arte no espaço de museu, galerias (virtuais ou físicos) para desenvolvimento da sensibilidade estética e a capacidade
de apreciação crítica.
2° Ano

A linguagem visual, com seus conhecimentos e especificidades, é uma continuidade do 1º ano. No entanto, no 2º ano, a proposta é que seja trabalhada de maneira progressiva.

Encaminhamentos:

Expressão gráfica- Desenho II: Desenhar não é uma questão de dom inato, mas é preciso ser praticado, para o aluno expandir a imaginação, a expressão e a capacidade
criadora para que se expresse, plástica e graficamente, com ênfase às noções básicas sobre os quatro (4) elementos da linguagem visual: ponto, a linha, a forma e a cor. São
estes elementos que dão formas e os significados na imagem. A linha descreve uma forma. Existem três formas básicas: o quadrado, o círculo e o triângulo equilátero. A
aprendizagem desse conteúdo permite a realização de expressão de formas desenhadas, a fim de desenvolver as habilidades para explorar e reconhecer elementos constitutivos
das Artes Visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento e outros (CG.EF15AR02.s).
Onservação: Ao abordar sobre os elementos constitutivos, recomendamos que elementos sejam apresentados no conjunto da imagem e não isolados e sem significado.
Trabalhar com os elementos isolados não favorece a compreensão da imagem como um todo, além disso, pode ser exaustivo, dificultando o processo de aprendizagem da
arte.

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Expressão e produção de desenhos de objetos do cotidiano;
• Criação e experimentação artística utilizando a pintura e o recorte e colagem;
• Passeio para observação das formas presentes da natureza e/ou ambiente local para desenvolver uma produção artística;
• Contextualização do desenho chamando a atenção para as linhas, formas, apresentando os detalhes, intencionalidade dos traços;
• Leitura de imagens e/ou obras de artes para exercícios de criação, usando pontos, linhas, formas e textura, combinando as cores;
• Experimentação de materiais: meios secos (canetas hidrocor, lápis, giz de cera, carvão, lápis de cor) e aquosos (aquarelas, anilinas, guache, nanquim).

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Cores, texturas e suportes: O conhecimento dos elementos constitutivos permite identificar as cores e texturas ( táctil e visual) presentes nas imagens, na natureza, em
todos os ambientes e em suportes variados. Essa aprendizagem permite que o aluno desenvolva a habilidade para pesquisar e explorar diferentes materiais e suportes,
manipular as possibilidades oferecidas pelos diversos materiais, como lápis e pincéis de diferentes texturas e espessuras, brochas, carvão, carimbo, e outros; de meios, como
tintas, água, areia, terra, argila, e outros; e de variados suportes gráficos, como jornal, papel, papelão, parede, chão, caixas, madeiras, e outros (CG.EF15AR56.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Noções básicas sobre cores e texturas;
• Produção com recorte e colagem, composição com tintas naturais e industriais;
• Experimentação de materiais: papelão, papel kraft, cartolina, papel sulfite, carvão, giz de cera, lápis, canetas e lápis de cor;
• Compreensão das cores presentes na natureza, nas obras de artes de diferentes pintores, nas imagens de revistas, livros e outros;
• Apresentação de artista (biografias e as obras) que apresenta em suas obras características do conhecimento apresentado;
• Criação e experimentação com textura táteis (aspereza, brilho, trama etc.) de superfície variada (moeda, papel, tecido espesso, folha, lixa etc.).

Figura e o Fundo: quando o aluno já reconhece os elementos constitutivos da imagem e consegue representar as forma e identificar a figura, por meio do desenho é o
momento de fazer a distinção entre a figura e o fundo. Os elementos são importantes para a compreensão da estrutura das produções artísticas visuais: o fundo e a figura. A
relação entre a figura ocorre devido à nossa forma de percepção visual por meio da percepção de planos. A figura possui algo, formalmente, diferente em relação ao contexto
sobre o qual está colocada, podendo apresentar uma cor, uma textura ou um formato diferente. Esse conhecimento permite a habilidade para explorar em diferentes técnicas,
suportes e materiais utilizados na produção artística: pintura, escultura, desenho, tecelagem (CG.EF15AR57.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Conhecimento sobre: silhueta, tridimensionalidade e instalação;
• Apresentação da técnica do tangram para trabalhar relação figura e fundo;
• Criação e experimentação: desenho, recorte e colagem por meio da criação de silhueta corporal humana;
• Estudo de croquis de silhuetas humanas inseridas em um contexto qualquer, usando papel sulfite e grafite;
• Criação de desenhos de silhueta, de molde vazado com figuras variadas (não só pessoas, mas também silhuetas urbanas, de animais e objetos);
• Apreciação de imagem com as obras dos artistas: Maurits Cornelis Escher, Walking Man, Jonathan Borofsk, Lotte Reiniger;
• Utilização do computador, tais como softwares e editor de desenho, paint na produção de desenhos com forma positiva e forma negativa.

Identidade – autorrepresentação: trabalhar com autorretrato ajuda o aluno a descobrir sua identidade e o contato com diferentes tipos de representações, possibilita que o
aluno familiarize-se com sua própria imagem, reconheça a sua individualidade, a sua forma, expressão, a valorização do seu modo de ser e estar no mundo e a superação de
estereótipos. A ideia aqui é que o aluno perceba o autorretrato como uma expressão tanto da aparência física quanto psicológica do ser humano e que conheça como os artistas
retrataram-se ao longo dos tempos. Assim, o ponto de partida para esse conhecimento é desenvolver a habilidade e processos de criação em artes visuais, com base em temas
ou interesses artísticos, de modo individual, coletivo e colaborativo, fazendo uso de materiais, instrumentos e recursos convencionais, alternativos e digitais
(CG.EF15AR06.s).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Produção de desenhos de observação para apropriação progressiva da imagem global do corpo;
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• Contextualização de autorretrato: apresentar imagens, biografias e as obras de artistas que expuseram seu retrato;
• Criação de uma composição com diferentes técnicas: desenho, pintura, recorte e colagem, gravura, modelagem e outros;
• Exploração diferentes tipos de materiais: meios secos (canetas hidrocor, lápis, giz de cera, carvão, lápis de cor) e aquosos (aquarelas, anilinas, guache, nanquim);
• Expressão: Utilizar personagens, criando pequenas histórias que trabalhem situações-problema detectadas na turma, envolvendo relacionamento, diferenças e
semelhanças entre os alunos; a importância da inclusão.

Brinquedos e brincadeiras II: esse estudo oportuniza compreender a arte brincando, perceber as formas brincantes nas obras de artes, reconhecer as semelhanças e as
diferenças entre os brinquedos e as brincadeiras antigas e atuais, para desenvolver a habilidade para caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças,
canções e histórias de diferentes matrizes estéticas e culturais (CG.EF15AR24.s).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Contextualização cultural de alguns brinquedos e brincadeiras infantis;
• Contextualização: Apresentar imagens, biografias e as obras de artistas com as características do conhecimento apresentado;
• Explorar atividades lúdicas, com os jogos e brinquedos confeccionados pelos alunos com materiais alternativos;
• Leitura de poemas, de contos, obra artística, ente outros, para resgatar, culturalmente, alguns brinquedos e brincadeiras infantis;
• Expressão plástica: produção, desenhos, objetos do cotidiano, figuras feitas com massa de modelar, dando vida aos personagens;
• Criação e experimentação: propor a criação de personagens e apresentar pequenas histórias para trabalhar situações-problema detectadas na turma, envolvendo
relacionamento;
• Criação e experimentação a partir das brincadeiras presentes na cultura regional e nacional (jogos, cantigas, brinquedos, músicas, parlendas e mímicas).

Cultura popular II: ao falarmos de cultura local, é importante conhecer, perceber e identificar o folclore e a influências culturais presentes nas expressões visuais regionais
para, assim, desenvolver a habilidade, a fim de reconhecer as manifestações folclóricas na cultura popular: artesanato, literatura, música, dança, folclore, costumes, crenças
e histórias do patrimônio cultural campo-grandense (CG.EF15AR53.n).
Observação: caso necessite, o professor pode recorrer às habilidades relacionadas ao uso de espaços virtuais: Sistemas de linguagem: (CGEF15AR72.n). Acessar e interagir
com produções de arte no espaço de museu, galerias (virtuais ou físicos), para desenvolvimento da sensibilidade estética e a capacidade de apreciação crítica.

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Apreciação de imagens de obras de arte Naif;
• Introdução à Arte Naif, características e representantes;
• Produção de composição com diferentes técnicas: desenho, pintura, recorte e colagem, gravura, modelagem e outros;
• Contextualização da cultura popular: danças, músicas, festas, folclore, artesanato, literatura, costumes, crenças e outros;
• Pesquisa sobre as manifestações da cultura popular na família, bairro, ou da cidade: carnaval, danças, festas folclóricas, literatura de cordel, samba, capoeira, artesanato,
cantigas de roda, contos, fábulas, lendas urbanas, superstições e outros;
3° Ano

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Para o 3º ano, os conhecimentos precisam ser abordados de forma gradativa e com maior aprofundamento. Caso seja necessário, o professor pode retomar às habilidades do
ano anterior que não foram alcançadas.

Formas, cores e texturas: esse conhecimento permite entender a maneira como ocorre a organização dos elementos constitutivos no conjunto da imagem, oportuniza perceber
o sentido que o objeto ou obra de arte apresenta, por meio da sua forma, cores e texturas e suportes utilizados. Dessa forma, é preciso desenvolver a habilidade para produzir
objetos e imagens, explorando os elementos constitutivos para expressar e comunicar ideias, apreciar e interpretar imagens (CG.EF15AR40.n).

Observação: No primeiro momento, aplicar os conhecimentos sobre os elementos propostos. Entretanto, recomendamos que elementos sejam apresentados no conjunto da
imagem e não isolados e sem significado. Trabalhar com os elementos isolados não favorece a compreensão da imagem como um todo, além disso, pode ser exaustivo,
dificultando o processo de aprendizagem em Arte.

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Produção e criação artística, por meio desenho, da pintura, do recorte e colagem;
• Estudo da cor: desenvolver o círculo cromático combinando as cores primárias, secundárias, terciárias para compreender origem das cores;
• Exploração das ferramentas digitais, vídeos, fotos, podcasts, stopmotion, slides e blogs, para produção de vídeos curtos ou fotos feitas pelos próprios alunos;
• Experimentação e produção de materiais: meios secos (canetas hidrocor, lápis, giz de cera, carvão, lápis de cor) e aquosos (aquarelas, anilinas, guache, nanquim e outros);
• Pesquisa e observação das formas, cores e texturas presentes da natureza e/ou ambiente local. Leitura de imagens para compreender a função das cores e a utilização
nas produções das obras de arte.

Superfície e dimensão: para esse conhecimento, é preciso observar a organização dos elementos da linguagem visual na superfície. Uma superfície é um espaço plano que
pode ser bidimensional e tridimensional. Uma superfície bidimensional manifesta-se em duas dimensões (altura e comprimento) e em três dimensões do espaço (altura,
comprimento e largura ou profundidade). Para essa aprendizagem, é preciso desenvolver a habilidade para conhecer os conceitos e as regras para criar uma composição
visual: equilíbrio e harmonia, simetria/assimetria, ritmo, peso, contraste, unidade, tensão, direção, tamanho/escala, ponto de vista e proporção (CG.EF15AR39.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Apresentação de imagens, biografias e as obras de artistas com as características do conhecimento apresentado;
• Composição que utilize formas bidimensionais (confecção de cartazes, criação de desenhos e pinturas plana);
• Composição que utilize formas tridimensionais (confecção de móbiles dobraduras, origami, esculturas);
• Exploração das ferramentas digitais, vídeos, fotos, podcasts, stopmotion, slides e blogs, para produção de vídeos curtos ou fotos feitas pelos próprios alunos;
• Produção em superfícies bidimensionais (madeira, tela, jornal, papelão, cartolina, papel Kraft, colorset, sulfite) e tridimensionais (tubos, canudos, caixas de papelão,
pedra, folhas, galhos, gesso, madeira, garrafas de plástico, argila).

Desenho figurativo e abstrato: a abordagem desse conhecimento permite compreender as características de imagens abstratas e figurativas, realizando um paralelo entre
elas; permite a criação de desenhos abstratos e figurativos e conhecimento das características de imagens abstratas e figurativas, realizando um paralelo entre elas; a
aprendizagem desse conhecimento possibilita o desenvolvimento da habilidade para produzir objetos e imagens, explorando os elementos constitutivos para expressar e
comunicar ideias, apreciar e interpretar imagens.

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Sugestão para os procedimentos metodológicos:
• Produção de composições: abstrata e figurativa (simetria e assimétrica) com a técnica de recorte e colagem;
• Noções básicas de desenho: observação, memória, com tema e outros exploração desenvolvimento gráfico;
• Pesquisa sobre as características da Arte Figurativa e Arte Abstrata, para montagem de banco de dados (arquivo);
• Introdução ao conceito de desenhos (observação e memória) Figurativo e Abstrato (informal ou geométrico);
• Contextualização: apresentar imagens, artistas (biografias e as obras) com as características do conhecimento proposto;
• Exercícios de composições simétricas, por meio da técnica de colagem com papéis, materiais alternativos, vidros, plásticos e outros;
• Realização de exposição presencial e virtual adequada aos trabalhos artístico-culturais dos alunos, com identificação autoral, informações sobre o processo de criação e
detalhes das obras.

Arte e identidade: A construção da identidade pessoal está ligada à construção da identidade cultural, não sendo apenas parte dela, mas elemento que se influencia
mutuamente. Este conhecimento desperta para a importância da valorização e do respeito às diferenças culturais e étnicas. Para tanto, é preciso identificar a influência de
diferentes culturas (arte, costumes, valores e hábitos) na constituição da identidade própria (CG.EF15AR82. n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Criação de composições: abstrata e figurativa (simetria e assimétrica) com a técnica de recorte e colagem;
• Compreensão das diferentes manifestações culturais da família e a comunidade a que pertence;
• Percepção da arte visual de diferentes grupos étnico-racial;
• Dialogo sobre o respeito aos diferentes gostos e à identidade racial das crianças;
• Brincadeiras: utilizar os jogos, brincadeiras de faz de conta para percepção de si e o outro, demonstrando empatia;
• Desenvolvimento de vivências éticas e estéticas com outras crianças e grupos culturais, que alarguem seus padrões de referência e de identidades no diálogo e
reconhecimento da diversidade.

Artes de rua: A presença não está reservada somente em ambientes fechados, mas existem outros espaços que a legitimam como arte. Esse conhecimento permite reconhecer
e refletir sobre a arte presente nos espaços públicos, bem como produções de artistas que retratam o cotidiano e a estética usada por artistas que buscam a rua como espaço
de criação, de diálogo e de visibilidade: aprendizagem desse conhecimento permite desenvolver habilidade para conhecer e apreciar as manifestações artísticas, presentes em
contextos públicos: apresentações de rua de caráter teatral, musical, circense, malabaristas, palhaços, grafite, painel, lambe-lambe, sticker e estêncil, esculturas, etc. e privados:
museus, galerias, ateliês, entre outros. (CG.EF15AR31. n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Apreciação e leitura das manifestações artísticas presente na cidade;
• Conhecimento das produções de artistas que retratam o cotidiano e a estética urbana;
• Pesquisa: conhecer algumas técnicas usadas na arte de rua: estêncil, de cartazes e adesivos, poemas urbanos, grafite, monumentos, esculturas, lambe-lambe e outros.

Cultura popular - folclore I: a construção de uma cultura contém elementos significados que identificam um povo como pertencente a uma determinada comunidade ou
região, diferenciando-o de outras comunidades. O folclore é parte do legado da cultura popular, por ser um conjunto das criações culturais baseadas nas tradições de um grupo
ou de sujeitos que expressam sua identidade cultural e social. Esse conhecimento possibilita vislumbrar, conhecer a cultura popular e as peculiaridades relacionadas às
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características culturais e folclóricas, por meio do desenvolvimento da habilidade para reconhecer as manifestações folclóricas na cultura popular: artesanato, literatura,
música, dança, folclore, costumes, crenças e histórias do patrimônio cultural campo-grandense (CG.EF15AR53.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Contextualização da Arte Naif, as características, obras e artistas;
• Produção artística a partir das características do estilo da Arte Naif;
• Conhecimento da arte e da manifestação da cultura popular em Campo Grande;
• Pesquisa sobre manifestações da cultura popular na família, bairro, cidade: carnaval;
• Apreciação de imagens, biografias e as obras de artistas com as características do conhecimento proposto;
• Criação de uma composição com diferentes técnicas: desenho, pintura, recorte e colagem, gravura, modelagem e outros;
• Compreensão dos elementos da cultura popular e suas danças, músicas, festas, folclore, artesanato, literatura, costumes, crenças etc.

Observação: Caso necessite, o professor pode recorrer às habilidade do objeto de conhecimento arte e tecnologia - (CG.EF15AR68. n). Desenvolver a criação pela articulação
com as artes visuais, utilizando as tecnologias de informação e comunicação como suporte para a expressão artística. (artes integradas)
4° Ano

Ritmo e cor - semelhanças e contrastes: este conhecimento oportuniza conhecer como o elemento “cor” cria ritmo e contrate e como isso pode ser usado para criar imagens,
sensações agradáveis e/ou desagradáveis, pela variação de ritmo, semelhança e contraste. Este conhecimento permite desenvolver a habilidade para explorar e reconhecer
elementos constitutivos das Artes Visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento e outros).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Estudo da cor: introdução sobre o conceito e a função das cores;
• Produção e criação artística, por meio desenho, da pintura, do recorte e colagem;
• Compreensão do círculo cromático: combinação de cores: primárias, secundárias, terciárias;
• Produção de composições visuais, utilizando as diversas combinações de cores e contrastes possíveis em composições visuais;
• Exercícios de leitura/recepção/apreciação de obras e imagens de obras com características do conhecimento apresentado: ritmo e cor;
• Percepção visual: Explorar as cores presentes na natureza, nas obras de artes de diferentes pintores, nas imagens de revistas, livros e outros;
• Produção audiovisual utilizando ferramentas digitais (vídeos, fotos, podcasts, stopmotion, slides e blogs), para produção de vídeos curtos ou fotos feitas pelos próprios
alunos;
• Expressão artística por meio do desenho, ou da fotografia, que apresente os seguintes elementos: cores quentes e frias, primárias e secundárias, ritmo e cor - semelhanças
e contrastes.

Observação: Utilizar como referência o texto “A Cor” que aborda a Teoria da Cor em geral, comentando obras de artistas que utilizam cores primárias, secundárias,
complementares, cores quentes e frias, matriz, saturação e tonalidades. Disponível em: OSTROWER, F. Universos da Arte. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1983.

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Espaço e visualidade: para representar uma imagem em um espaço plano, usamos os elementos para criar a ideia de dimensão, distâncias, proporções, comprimentos, e
outros. Esse conhecimento permite conhecer a técnica e os princípios, fundamentos ou conceitos, com relação à organização visual, como: dimensões, orientação e percepção
espaciais dos objetos, perspectiva, profundidade, visão e projeção em 3D. Diante disto, esta aprendizagem possibilita desenvolver a habilidade de identificar e diferenciar
figuras bidimensionais e tridimensionais por meio de suas propriedades (CG.EF15AR54.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Introdução aos conceitos básicos sobre as características do espaço bidimensional, os fundamentos e as técnicas da arte bidimensional;
• Compreensão de composição utilizando o espaço bidimensional: desenho de Emojis, recorte e colagem plana, mosaico, impressão, tingimento (tei day) ou mesmo a
escrita (poema imagem);
• Produção de composição utilizando formas dimensionais: Confecção de cartazes, criação de desenhos e realização de pinturas utilizando de dimensão, distâncias,
proporções, comprimentos e outros;
• Criação e experimentação: Explorar a técnica de desenhos com lápis grafite: Esbatido (uso do lápis criando áreas mais escuras); Esfumado (Efeito de fumaça, feito
esfregando o dedo, algodão, esfuminho); Pontilhado (pontos criados com o lápis pra criar áreas claras e escuras) e Hachuras (riscos e tramas de linhas); Chapado (Efeito
contrastante de áreas escuras com área clara).

Sugestão de vídeos: A Magia de Escher (Exposição com as obras de Maurits Cornelis Escher).

O Mundo tridimensional: os objetos, os corpos e as superfícies que nos cercam são percebidos por meio das três dimensões: altura, profundidade e largura. Esta
aprendizagem tem como objetivo conhecer produções tridimensionais, materiais e técnicas: esculturas, móbiles, origami e outros; permite, ainda, que o aluno desenvolva a
habilidade para explorar e experimentar materiais utilizados, combinações, formas e estruturas que compõem a obra em si, suas peculiaridades e técnicas em superfícies
bidimensionais e tridimensionais (CG.EF15AR61.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Introdução aos conceitos básicos da tridimensionalidade no desenho;
• Apresentação de imagens, biografias e as obras de artistas da “Op art”, que utilizaram da ilusão óptica para criar efeitos de tridimensionalidade;
• Confecção de e realização de pinturas com o uso da dimensão, distâncias, proporções, comprimentos e outros;
• Desenho tridimensional: propor um desenho de observação aplicando as técnicas básicas da perspectiva (linha do horizonte (LH) e ponto de fuga (PF);
• Pesquisa sobre o Cinema em 3D;
• Compreensão sobre a produção de imagens tridimensionais. Criação de um óculos estereoscópicos;
• Produção artística: Composição com formas tridimensionais (confecção de móbiles dobraduras, origami, esculturas);
• Criação e experimentação: Composição com formas bidimensionais (confecção de cartazes, criação de desenhos e pinturas plana);
• Sugere-se disponibilizar as produções artísticas em uma exposição presencial ou virtual.

Observação: Para trabalhar com efeitos de ilusão ópticos, sugerimos o vídeo: “Mago da física”, que apresenta uma coletânea e projeção de imagens que reproduzem o
efeito de ilusão de ótica.
Para saber sobre os cinemas 3D, acessar o site Filmes 3D: “Como funciona o cinema 3D” na plataforma de compartilhamento Youtube.

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Cultura popular- folclore II: a cultura popular caracteriza-se como um conjunto de elementos culturais específicos da sociedade, de uma nação ou região, pois guarda
características peculiares e genuínas de um povo. Esse estudo possibilita conhecer as semelhanças e diferenças entre folclore e cultura popular, assim como identificar a
cultura popular, as suas peculiaridades e características e, assim, desenvolver a habilidade para reconhecer as manifestações folclóricas na cultura popular: artesanato,
literatura, música, dança, folclore, costumes, crenças e histórias do patrimônio cultural campo-grandense (CG.EF15AR53.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Noções básicas sobre a cultura campo-grandense;
• Contextualização: Arte Naif – características, artistas e as obras;
• Produção artística a partir das características do estilo da Arte Naif;
• Criação e experimentação com diferentes técnicas: desenho, pintura, recorte e colagem, gravura, modelagem e outros;
• Conceitos básicos sobre os elementos da cultura popular e suas obras de arte (Naif), danças, músicas, festas, folclore, artesanato, literatura, costumes, crenças e outros;
• Pesquisa sobre as manifestações da cultura popular: carnaval, danças, festas folclóricas, literatura de cordel, samba, capoeira, artesanato, cantigas de roda, contos, fábulas,
lendas urbanas, superstições etc.

Arte visual da/na cidade: a arte visual da/na cidade caracteriza-se pelo modo de concretização das relações humanas, estabelecidas em um espaço e tempo determinados.
Este conhecimento possibilita conhecer da arte visual, as obras e artistas, o patrimônio artístico e cultural da cidade e desenvolver a habilidade para conhecer, identificar e
valorizar a diversidade das manifestações artísticas e culturais da cidade (indígena, quilombola, paraguaia, boliviana, libanesa, oriental e outras) como significativa para a
formação cultural da população local e regional (CG.EF15AR47.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Apreciação de obras de arte, de artistas da cidade;
• Conhecimento sobre a produção artística visual campo-grandense para compreender a realidade histórica;
• Criação e experimentação: Explorar os diferentes estilos: desenho, pintura, recorte e colagem, escultura, modelagem e outros;
• Exploração de softwares de edição de imagens (photoshop), câmera digital para realizar uma produção artística sobre a arte visual no contexto campo-grandense;
• Produção artística: selecionar um artista do contexto campo-grandense e elaborar uma composição artística no computador, usando o programa de edição de imagens;
• Criação e experimentação: Expressar por meio de diferentes de materiais: meios secos (canetas hidrocor, lápis, giz de cera, carvão, lápis de cor) e aquosos (aquarelas,
anilinas, guache, nanquim);
• Apresentar nomes de artistas plásticos que moram e expõem suas obras na cidade e propor uma pesquisa sobre temas abordados nas obras destes artistas (dividir os
temas entre os alunos) e solicitar que elaborem uma leitura textual sobre o tema escolhido.

Arte e tecnologia: atualmente, além das formas tradicionais (desenho, pintura, escultura, gravura, arquitetura), o uso dos recursos tecnológicos, como fotos e vídeos
produzidos, por meio de celulares, imagens veiculadas nas redes sociais, já faz parte do cotidiano dos alunos. Na arte, percebe-se a tecnologia como base material para o
pensar, o fazer poético e o fruir estético, na produção de imagens e criação digital. Para este conhecimento é importante abordar aspectos históricos, conceituais, poéticos
estéticos, obras e artistas da vertente tecnológica da arte contemporânea. Assim, a aprendizagem permite o desenvolvimento de habilidades para desenvolver a criação pela
articulação com as artes visuais, utilizando as tecnologias de informação e comunicação como suporte para a expressão artística (CG.EF15AR26).

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Observação: Caso necessite, o professor pode recorrer à habilidade: (CG.EF15AR07.s): Reconhecer algumas categorias do sistema das Artes Visuais (museus, galerias,
instituições, artistas, artesãos, curadores e outros).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Introdução básica aos conceitos arte e tecnologia;
• Apreciação de obras de arte em museus, galerias (virtuais ou físicos);
• Pesquisa sobre as manifestações artísticas contemporâneas que utilizam a tecnologia como ferramenta de produção;
• Criação e experimentação por meio de diferentes recursos audiovisuais;
• Apresentar imagens, biografias e as obras de artistas que utilizam da tecnologia virtual e digital nas suas produções artísticas;
• Produção de ilustração: elaborar desenhos à mão e no estilo Cartoon, criar animações em 2D de forma simples, utilizando Storyboard;
• Produção e expressão artística utilizando o ambiente virtual, as ferramentas tecnológicas para ser compartilhado no ambiente virtual;
• Criação de História em Quadrinhos e Tirinhas de maneira tradicional e/ou utilizando softwares: Pixton; StoryboardThat; GoAnimate; Make Beliefs Comix; Witty
Comics; Stripcreator Pencil;
• Audiovisual: Desenvolver um projeto com recursos audiovisuais, utilizando como tema as questões sociais: Consciência Negra, Cultura Africana e Afro-brasileira,
Cultura Indígena etc. Ao final, promover uma instalação ou exposição virtual.

Dicas de pesquisa: Filmes e vídeos; Nearpod, GIMP; Gamificação; Livros digitais; Redes sociais (WhatsApp e Facebook); Blogs; Tweets; Memes; GIFs; Vlogs; Fanfics.

Sugestão de artistas que usam a criatividade e a tecnologia: William Latham; Eduardo Kac; Luciana Nunes; Fernando Velásquez; Leandro Mendes; Alberto Zanella;
Henrique Roscoe; Sandro Miccoli, Fernando Mendes e Rafael Cançado
5º Ano

Equilíbrio e Harmonia na vida e na arte: este conhecimento segue um aprofundamento do conhecimento sobre os elementos constitutivos já conhecidos nos anos anteriores.
Assim como na vida dos seres humanos, na arte, para fazer um conjunto harmonioso (pintura, desenho, escultura etc.), é preciso equilíbrio na organização dos elementos,
sejam eles objetos ou espaços vazios, seguindo certos padrões e princípios. Essa aprendizagem permite desenvolver a habilidade para conhecer os conceitos e as regras para
criar uma composição visual: equilíbrio e harmonia, simetria/assimetria, ritmo, peso, contraste, unidade, tensão, direção, tamanho/escala, ponto de vista e proporção
(CG.EF15AR.39.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Introdução aos conceitos necessários sobre: equilíbrio e harmonia;
• Noções sobre harmonia das cores e a escala monocromática e policrômica;
• Produção artística com recorte e colagem enfatizando o ritmo e a harmonia;
• Percepção das diferentes harmonias existentes na cor, pigmento e sua influência em nossas vidas;
Contextualização sobre harmonia e contraste / harmonia das cores análogas, combinando as cores primárias, secundárias e terciárias;
• Criação e experimentação de superfícies bidimensionais (madeira, tela, jornal, papelão, cartolina, papel Kraft, colorset, sulfite) e superfícies tridimensionais (tubos,
canudos, caixas de papelão, pedra, folhas, galhos, gesso, madeira, garrafas de plástico, argila).
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Visualidade, cotidiano e a cidade: a arte está presente em tudo que nos rodeia, ou seja, no cotidiano. Nesse sentido, é preciso olhar para a cidade como palco de produção e
criação artística e cultural. Esse conhecimento permite despertar um novo olhar sobre a cidade, conhecer a arte presente nos espaços públicos, histórias da cidade, memórias
sobre os lugares, sensibilizar para importância da preservação e conservação dos edifícios históricos e elementos da arquitetura. Assim, desenvolver habilidade para conhecer
a produção de artista visual da cidade (pintor, escultor, fotógrafo, e outros), o seu processo de criação (envolvimento, pesquisa, experimentações, esboços, dentre outros),
como também o produto final, é importante para realizar e valorizar seu processo de criação (CG.EF15AR35.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Pesquisar sobre estética urbana;
• Apreciar de produção de artistas que retratam o cotidiano e a estética urbana;
• Apresentar as diferentes expressões de arte urbana e suas relações com o meio em que ela está inserida;
• Introdução à história do audiovisual na cidade de Campo Grande (artistas, cinemas, rádios, televisão etc.).
• Paisagem urbana: elaboração de uma composição visual utilizando programa de edição de imagens do computador;
• Pesquisa de materiais de efeitos gráficos e visuais usadas na arte de rua: estêncil, de cartazes e adesivos, poemas urbanos, grafite, lambe-lambe, esculturas e outros;
• Educação Patrimonial: promover ações educativas para a identificação de referências culturais e fortalecimento dos vínculos, patrimônio cultural e natural, com a
perspectiva de ampliar o entendimento sobre a diversidade cultural.

Arte e cultura popular: uma cultura é construída por meio do diálogo entre as pessoas no dia a dia. Este conhecimento possibilita conhecer o conceito de arte popular,
identificar as peculiaridades e as características das culturas presentes na cidade, exercitando a discussão, a percepção e a apreciação de modo sensível e, assim, desenvolver
a habilidade para conhecer, reconhecer os elementos da cultura popular e as diferentes manifestações artísticas das diferentes culturas e etnias (CG.EF15AR46.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Introdução à Arte Naif: imagens, biografias de artistas e as obras de arte;
• Criação de uma produção artística com as características do estilo da Arte Naif;
• Criação e experimentação com diferentes técnicas: desenho, pintura, recorte e colagem, gravura, modelagem e outros;
• Pesquisa sobre as diferentes expressões culturais (do bairro, da cidade e da região) para descobrir diversificados aspectos das distintas culturas (usos e costumes);
• Compreensão sobre os elementos da cultura popular e suas danças, músicas, festas, folclore, artesanato, literatura, costumes, crenças e outros;
• Produção artística usando diferentes tipos de superfícies: bidimensionais (madeira, tela, jornal, papelão, cartolina, papel Kraft, colorset, sulfite) e tridimensionais (tubos,
canudos, caixas de papelão, pedra, folhas, galhos, gesso, madeira, garrafas de plástico, argila).

Arte visual regional: é a concretização das relações humanas estabelecidas em determinado espaço e tempo, cuja historicidade passada e presente pode ser caracterizados
também pela sua arte. Esse estudo oportuniza conhecer a estética e a história da arte visual de/ em Mato Grosso do Sul, identificando e apreciando as obras de arte e artistas,
as intervenções artísticas, o seu patrimônio artístico e cultural (material e imaterial). Esta aprendizagem permite ao aluno conhecer, reconhecer e identificar as manifestações
artísticas étnicas que formam o patrimônio sociocultural sul- mato-grossense (CG.EF15AR83. n).]

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Leitura de uma obra de arte regional de Mato Grosso do Sul;
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• Contextualização histórica da Arte Visual Regional: biografias e as obras;
• Identificação das produções de artistas que utilizam temáticas centradas no regionalismo pantaneiro;
• Percepção sobre o conceito de intervenção urbana diferenciando esse tipo de arte das pichações dos espaços públicos;
• Introdução à arte rupestre do Mato Grosso do Sul: Sítios arqueológicos, parque municipal na cidade de Alcinópolis, MS;
• Compreensão sobre a influência das diferentes culturas (indígena, quilombola, paraguaia, boliviana e outras) como significativa para a formação musical regional;
• Pesquisa sobre as manifestações artísticas de diferentes etnias presentes na arte regional: influências africanas, indígenas, orientais, europeias, latino-americanas e sua
apropriação pelas formas de expressões estéticas na contemporaneidade; artistas e obras.

Arte latino-americana: o estudo da arte latino-americana, ainda é inexplorado. Assim, esse conhecimento surge da necessidade de conhecer e valorizar nossas raízes culturais.
Nesse sentido, este conhecimento favorece o desenvolvimento de olhar crítico, histórico, expressivo e reflexivo sobre a arte latino-americana e identificar os artistas e as
produções latino-americanas. Esta aprendizagem contribui para que o aluno desenvolva a habilidade para conhecer a diversidade das artes visuais latino-americanas,
identificando as produções artísticas, seu contexto histórico e artístico, para desmistificar, construir e teorizar algumas ideias, opiniões e realizar produções artísticas, textuais
e poéticas (CG.EF15AR38.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Apreciação, fruição e análise estética das obras de arte latino-americanas;
• Apresentação de poetas latino-americanos e propor uma produção artística: poesia e imagem;
• Contextualização: Trabalhar a apreciação/leitura/recepção de imagens de obras e os artistas latino-americanos;
• Promover visita a museus virtuais para identificar a presença da arte latino-americana no contexto da arte contemporânea;
• Expressão plástica: produção, desenhos, objetos do cotidiano, figuras feitas com massa de modelar, dando vida aos personagens;
• Experimentação e produção de materiais: meios secos (canetas hidrocor, lápis, giz de cera, carvão, lápis de cor) e aquosos (aquarelas, anilinas, guache, nanquim);
• História da Arte: Fazer uma breve retrospectiva histórica para contextualizar civilização pré-colombiana para identificar a arte dos Astecas, Maias e Incas.
• Problematizar a hegemonia da arte eurocêntrica, para desenvolver um olhar crítico, histórico, expressivo e reflexivo sobre a arte latino-americana.
Para esse conhecimento, sugerimos:
Assistir ao filme de animação e comédia estadunidense - O Caminho para El Dorado, para perceber a civilização pré-colombina e o encontro entre culturas diferentes.

Referências para pesquisa:


• Livro - GOLDWASSER, Maria Júlia. A civilização asteca. Editora Zahar. Livro em que a autora aborda diversas características da civilização asteca.
• Documentário - “História da civilização asteca”, produzido pelo History Channel (Documentário aborda diversos aspectos da civilização asteca, mostra diversos
documentos e achados arqueológicos relacionados a este povo).
• Animação -“As grandes civilizações, os astecas”. Animação produzida pela TV Escola que mostra a civilização asteca.

Arte, tecnologia e sociedade: na atualidade, com as inovações tecnológicas, surgem diferentes formas de fazer, distribuir e visualizar arte. Diante disso, é necessário refletir
sobre a presença da tecnologia digital na produção imagética ao concentrar-se no uso da computação gráfica na expressão. Este conhecimento permite refletir sobre a presença
da tecnologia digital no cotidiano da sociedade, compreender as características e as produções artísticas contemporâneas. (videoclipe de animação digital, fotografia digital,
museus virtuais, imagem animadas, holografia, eletrografia, audiovisual etc.). Esta aprendizagem, permite que o aluno desenvolva o olhar de apreciação e a observação ao
fazer a leitura da obra e ao acessar fontes de informação sobre obras de arte em museus, galerias (virtuais ou físicos) (CG.EF15AR71.n) e, também, explorar diferentes
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tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de criação artística
(CG.EF15AR26).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Breve contextualização sobre arte, tecnologia e sociedade;
• Promover a discussão sobre o uso da ferramenta, sua utilidade e suas limitações;
• Apreciação e observação a fontes de informação sobre obras de arte em museus, galerias (virtuais ou físicos);
• Contextualização sobre a arte tecnológica: imagens, biografias e as obras de artistas que utilizam da tecnologia virtual e digital em suas produções artísticas;
• Ilustração: Elaboração de desenhos à mão e no estilo cartoon; criação de animações em 2D de forma simples, utilizando Storyboard;
• Criação e experimentação: Produção e expressão artísticas no ambiente virtual utilizando as ferramentas tecnológicas para ser compartilhadas no ambiente virtual.
• Criação e experimentação de História em Quadrinhos e Tirinhas de maneira tradicional e/ou utilizando softwares: Pixton; StoryboardThat; GoAnimate; Make Beliefs
Comix; Witty Comics; Stripcreator Pencil.
• Audiovisual: desenvolver uma produção de audiovisual tendo como referência temas que trabalham as questões sociais, como: Consciência Negra, Cultura Africana e
Afro-brasileira, Cultura Indígena etc. Ao final, promover uma instalação ou exposição virtual.

Observação: Caso necessite, o professor pode recorrer à habilidade (CG.EF15AR07.s): Reconhecer algumas categorias do sistema das Artes Visuais (museus, galerias,
instituições, artistas, artesãos, curadores e outros).

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HABILIDADES INDICADAS E CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - 6º AO 9º ANO – ARTE – ARTES VISUAIS
CONHECIMENTOS OBJETOS DE
HABILIDADES INDICADAS
ESPECÍFICOS CONHECIMENTO
(CG.EF69AR01.s) Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das Artes Visuais tradicionais e
contemporâneas, em obras de artistas brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas e em diferentes matrizes
6º ano estéticas e culturais, de modo a ampliar a experiência com diferentes contextos e práticas artístico-visuais e
cultivar a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.
POVOS PRETÉRITOS: Arte (CG.EF69AR02.s) Pesquisar e analisar diferentes estilos visuais, contextualizando-os no tempo e no espaço.
Contextos e Práticas
Paleolítica; Neolítica; Arte (CG.EF69AR03.s) Analisar situações, nas quais as linguagens das Artes Visuais integram-se às linguagens
Rupestre, Arte Rupestre no audiovisuais (cinema, animações, vídeos etc.), gráficas (capas de livros, ilustrações de textos diversos etc.),
Brasil. cenográficas, coreográficas, musicais etc.
(CG.EF69AR36.n) Conhecer os movimentos artísticos da história, identificando o seu contexto histórico, a
IDADE ANTIGA: Arte no estética visual, as características, os aspectos formais e temáticos e as influências artísticas do período.
antigo Egito; Arte (CG.EF69AR04.s) Analisar os elementos constitutivos das Artes Visuais (ponto, linha, forma, direção, cor,
Mesopotâmica; Arte Greco- tom, escala, dimensão, espaço, movimento etc.) na apreciação de diferentes produções artísticas.
romana. Elementos da (CG.EF69AR42.n) Perceber o sentido que um objeto ou obra de arte propõe, articulando-o tanto aos
Linguagem elementos da linguagem visual, quanto aos materiais e suportes utilizados, visando a desenvolver, por meio
da observação e da fruição, a capacidade de construção de sentido, reconhecimento, análise e identificação
7º ano no conjunto da imagem e de seus produtores.
(CG.EF69AR05.s) Experimentar e analisar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura,
IDADE MÉDIA: Arte cristã colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia, performance etc.).
primitiva, Bizantina e Gótica. (CG.EF69AR43.n) Desenvolver produções artísticas (pintura, escultura, desenho, tecelagem, gravura, mídias
digitais, cinema, vídeo, performance, instalação e outros), percebendo as possibilidades que cada suporte ou
AMÉRICA PRÉ- material possui.
COLOMBIANA (Maias, (CG.EF69AR45.n) Pesquisar produções artísticas e recursos materiais presentes na natureza, fazendo uso
Astecas, Incas, indígenas no Materialidades
sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
Brasil). (CG.EF69AR47.n) Explorar e produzir trabalhos com diferentes tipos de tintas e materiais pictóricos
(industrializados e artesanais), em diferentes suportes, para experienciar possibilidades diversas e perceber
IDADE MODERNA: efeitos com relação ao material, tamanho do suporte, textura e cor, experimentando as diversas
Renascimento; maneirismo. possibilidades de uso de materiais, para desenvolver a pesquisa, a capacidade de observação, a memória
visual e imaginação criadora.

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8º ano (CG.EF69AR06.s) Desenvolver processos de criação em Artes Visuais, com base em temas ou interesses
artísticos, de modo individual, coletivo e colaborativo, fazendo uso de materiais, instrumentos e recursos
IDADE CONTEMPORÂNEA convencionais, alternativos e digitais.
Neoclassicismo; (CG.EF69AR07.s) Dialogar com princípios conceituais, proposições temáticas, repertórios imagéticos e
Processos de Criação
Romantismo; processos de criação nas suas produções visuais.
Realismo; (CG.EF69AR48.n) Desenvolver o potencial criador, mantendo uma atitude de busca articulada à percepção,
Impressionismo; à imaginação, à emoção, à investigação, à sensibilidade e à reflexão, ao realizar e fruir as produções
Pontilhismo; artísticas.
Expressionismo;
Fauvismo;
Cubismo; (CG.EF69AR64.n) Compreender a relação entre as linguagens da arte e suas práticas, no uso das novas
Sistema de
Dadaísmo; surrealismo; tecnologias de informação e comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual, nas condições particulares de
linguagem
produção, na prática de cada linguagem e nas suas articulações.
MODERNISMO NO BRASIL.
Matrizes estéticas
9º ano (CG.EF69AR33.s) Analisar aspectos históricos, sociais e políticos da produção artística, problematizando as
culturais
narrativas eurocêntricas e as diversas categorizações da arte (arte, artesanato, folclore, design etc.).
(artes integradas)
ARTE CONTEMPORÂNEA
Op-art
Pop-art;
Expressionismo Abstrato; (CG.EF69AR34.s) Analisar e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em
Hiper-realismo; especial a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas,
Arte Cinética; Patrimônio cultural favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.
Arte Conceitual; (artes integradas) (CG.EF69AR62.n) Acessar os espaços de divulgação e fomento de arte e cultura, bem como a sistematização
do acesso aos bens culturais: materiais e imateriais existentes na família, na comunidade escolar, no bairro, na
TENDÊNCIAS cidade.
CONTEMPORÂNEAS
Grafite;
Arte Povera;
Land Art;
Minimalismo;
Arte e tecnologia
Performances, Happenings; (CG.EF69AR35.s) Identificar e manipular diferentes tecnologias e recursos digitais para acessar, apreciar,
(artes integradas)
Body Art. produzir, registrar e compartilhar práticas e repertórios artísticos, de modo reflexivo, ético e responsável.

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Recomendações:

Os conhecimentos específicos propostos apontam para a importância de compreender as características da produção artística desde a antiguidade até a atualidade, o
contexto histórico das manifestações e os estilos, a estética, possibilitando ao aluno a compreensão das transformações da produção e dando aos alunos subsídios para sua
formação estética.
Diante disto, é importante um ensino e aprendizagem de Arte que considera compreender a arte a partir de sua historicidade, de uma organização cronológica
baseada nos acontecimentos ocorridos na Europa. Vale ressaltar que essa perspectiva cronológica é classificação realizada por historiadores com intuito de facilitar o estudo
e o ensino da História. Entretanto, isto não significa reduzir a história da Arte a uma visão engessada sobre os períodos históricos e os limites que determinam a passagem
de um período para o outro, mas se deve possibilitar ou potencializar variações de leituras e significados de outros contextos históricos (CG.EF69AR02.s).
Portanto, é importante romper com as fronteiras e abrir espaço para a arte produzida em outros contextos culturais, visto que não é relevante ficar preso às
biografias dos artistas tradicionais, mas deve-se possibilitar ou potencializar variações de leituras e significados por meio de signos e códigos da atualidade. Diante do
exposto, sugerimos relacionar o período estudado com a arte latino-americana, com a arte brasileira, a regional e local. Este conhecimento permite compreender quais as
questões estéticas estão em pauta, ou seja, quais são as determinações históricas que constituem o processo de construção deste conhecimento artístico. Assim, é
importante, problematizar os aspectos históricos, sociais e políticos da produção artística, as narrativas eurocêntricas (CG.EF69AR33.s) .
O professor, ainda, pode, por exemplo, utilizar obras de arte do passado para provocar reflexões sobre a presença das características, estilos que permanecem nas
abras de artistas contemporâneas. A título de exemplo, destacamos as obras do artista Vik Muniz, que revisita obras clássicas (Leonardo da Vinci, Claude Monet, Albert
Dürer, Gerhard Richter, Andy Warhol etc.) e, para isso, utiliza-se de materiais inusitados (chocolate, feijão, açúcar, café, molho de tomate e produtos reaproveitáveis) que
redimensionam a obra do artista, fazendo reflexões sobre a secularização de valores estéticos humanos (CG.EF69AR45.n).
Para o estudo proposto, é preciso contextualizar as diversas manifestações artísticas e culturais, no espaço, no tempo, considerando a estética visual, os artistas e
suas obras, as principais características, as influências na cultura brasileira e suas ressignificações na estética da contemporaneidade (CG.EF69AR01.s).
Em cada período ímpar há que serem abordadas as questões teóricas dos conhecimentos específicos nas dimensões política, histórica, econômica, cultural, estética,
social das manifestações artísticas, observando o contexto histórico, as características, estilos, materiais, suportes, procedimentos, gênero e técnicas empregadas
(CG.EF69AR36.n).
Ao analisar-se uma obra visual é necessário perceber o sentido da obra de arte e identificar elementos constitutivos das imagens. Os elementos serão estudados ou
aprofundados, conforme se manifestam ao longo da história da arte, cabendo ao professor definir um processo gradativo de modo que privilegie a cada ano um
aprofundamento sobre esses elementos (CG.EF69AR04. s). Nesse processo, é pertinente, perceber o sentido de um objeto ou obra de arte, por meio da observação e da
fruição articulando-o tanto aos elementos da linguagem visual, quanto aos materiais e suportes utilizados (CG.EF69AR42.n).
Assim, o professor pode propor exercícios de criação, de pesquisa, de experimentação e de produção, como: materiais tradicionais (tintas, papelão, papel Kraft,
cartolina, papel sulfite, plástico, grafite, giz de cera, lápis, canetas e lápis de cor, cola, argila, gesso etc.), alternativos (carvão, corantes, jornal, papel machê, fitas, fios,
arame, tecidos, botões, madeira etc.), recicláveis (garrafas, café, latas, madeira, emborrachados etc.), naturais orgânicos (terra, galhos, folhas, casca de arvores, sementes,
pedras, urucum, legumes etc.) e superfícies ou suportes bidimensionais, tridimensionais (tela, cerâmica, madeira, computador, vidro, papel, plástico etc.) (CG.EF69AR47.
n).
Na busca da unidade e da totalidade do conhecimento, a compreensão histórica e cultural da arte deve ser articulada à produção artística, para que o aluno entenda
como a arte instaura-se dentro da sociedade, de como a forma de expressão estética exerce influência e é influenciada pelo meio sociocultural em que o aluno está inserido.
O processo de produção artística é, em si, um processo de conhecimento, visto que o processo de criação é resultado de pesquisas de materiais, de instrumentos, de formas,
de cores, de sons, de objetos, de movimentos. Portanto, é preciso explorar a pesquisa, organizar informações sobre a arte em contato com artistas, documentos, acervos
(livros, revistas, jornais, ilustrações, diapositivos, vídeos, filmes, cartazes) e acervos públicos (museus, galerias, centros de cultura, bibliotecas etc.), reconhecendo e
compreendendo a variedade dos produtos artísticos e concepções estéticas. (CG.EF69AR03.s).
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Nesse processo, é preciso que o aluno identifique os códigos e signos artísticos presentes na produção imagética no patrimônio artístico e cultural e em nos
trabalhos pessoais. Diante disso, cabe ao professor orientar para a produção artística e despertar o interesse para criação, articulada à percepção, à imaginação, à
investigação, à sensibilidade e à reflexão crítica, e fruição estética (CG.EF69AR48).
No ensino e aprendizagem da arte é importante que o aluno acesse, aprecie, produza, registre e compartilhe suas criações e repertórios artísticos, de modo reflexivo,
ético em diferentes tecnologias e recursos digitais (CG.EF69AR35.s) e (CG.EF69AR06.s). Para isso, é necessário que o professor dialogue com diversas ferramentas, e
incentive o uso da tecnologia digital como ferramenta para a pesquisa, experimentação, criação e produção, tais como: as redes sociais, a arte da nova mídia (arte digital,
computação gráfica, animação por computador, arte virtual, arte na internet, arte interativa, arte sonora, videogames, holografia em 3D).
Vale ressaltar que a imagem de uma obra de arte é um valioso recurso para levar o observador a conseguir uma série de informações e significados para enriquecer
seus conhecimentos tanto na vida como na arte. Cada aluno assimila de acordo com seu repertório e seu modo de vida e interpreta uma imagem diferente do outro. É
importante a interação com a vasta gama de textos e imagens, sons e movimentos, tanto no espaço da escola, como fora dela, de maneira a possibilitar a apreensão e
compreensão da cultura na sua totalidade e a socialização do saber em arte. Assim, cabe ao professor fazer a mediação desses conhecimentos com o conhecimento estético
e artístico. Nesse sentido, é importante propor atividades para além da sala de aula, como: os corredores e o pátio são locais que possibilitam a exposições das obras
artísticas produzidas, realização de intervenções informáticas exercícios de expressão corporal etc.; na biblioteca, incentivar pesquisa de imagens e literatura; o laboratório
de informática é importante locar para pesquisa e acesso: às imagens de obras, ao audiovisual, aos museus, galerias e pesquisas e criação e construção poética virtual
(CG.EF69AR35.s). (CG.EF69AR08.s)
Os conhecimentos artísticos devem estar em consonância com a contemporaneidade, daí a importância de utilizar-se o próprio repertório do aluno ( sua família,
bairro cidade, país), ou seja, ele compreende a influência de diferentes culturas na sua própria constituição de sua identidade cultural. Neste entendimento, compete ao
professor abordar a diversidade das manifestações artísticas e culturais, como: carnaval, danças, festas folclóricas, literatura de cordel, samba, capoeira, artesanato, cantigas
de roda, contos, fábulas, lendas urbanas, superstições etc. (CG.EF69AR62.n) e (CG.EF69AR55.n) .
A aprendizagem e o ensino da Arte devem estar comprometidos em dar acesso às informações artísticas, para que se tenha conhecimento da diversidade de códigos
em função das etnias, gênero e classe social. Portanto, é importante, haver um diálogo com as diferenças, o respeito à diversidade, para a superação de atitudes relacionadas
ao preconceito, às discriminações raciais, de gênero e às diversas formas de dominação CG.EF69AR32.s). Nesse propósito, é relevante que o professor articule os
conteúdos a projetos temáticos ou interdisciplinares, despertando para a preservação dos direitos fundamentais do ser humano, reflexões sobre as desigualdades que atuam
na perpetuação de práticas sexistas, racistas e para superação da reprodução do preconceito e discriminações.
Sugerimos ainda que o professor utilize, em sua metodologia, a criação de História em Quadrinhos e Tirinhas como uma aliada para desenvolver os conhecimentos
propostos, de maneira tradicional e/ou utilizando softwares: Pixton; StoryboardThat; GoAnimate; Make Beliefs Comix; Witty Comics; Stripcreator Pencil.
A arte é uma linguagem articula com codificações que gera novas significações, daí a importância de compreender a integração entre as linguagens da arte e suas
práticas, no uso das novas tecnologias de informação e comunicação, pelo cinema e pelo audiovisual, nas condições particulares de produção, na prática de cada linguagem
e nas suas articulações e a importância audiovisual (CG.EF69AR03.s). O pensar, o fazer poético e o fruir estético proporciona a apropriação de tecnologia digital para a
produção de imagens e criação de uma obra digital. Diante disso, o professor pode abordar linguagens audiovisuais por meio da produção de vídeos curtos, fotos feitas
pelos próprios alunos, cinema, animações, vídeos, cenográficas, animação digital (podcasts, stopmotion, slides e blogs).
Vale ressaltar a importância de explorar e produzir trabalhos com diferentes tipos de tintas e materiais pictóricos (industrializados e artesanais), em diferentes
suportes, para experienciar possibilidades diversas e perceber efeitos com relação ao material, tamanho do suporte, textura e cor, experimentando as diversas possibilidades
de uso de materiais, para desenvolver a pesquisa, a capacidade de observação, a memória visual, a imaginação criadora.

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6º Ano

Encaminhamentos:

A história da arte para o 6º ano inicia na Pré-história pelas primeiras manifestações pictóricas chamadas de arte rupestre. Estas pinturas eram feitas, em rochas na parede das
cavernas. Na História da Arte deste período, os achados mais antigos datam do período Paleolítico Superior: pinturas e esculturas, os objetos de marfim, ossos, pedra e
madeira e no Neolítico os objetos feitos de pedra polida, as construções de pedra e as primeiras arquiteturas. É importante, também conhecer as manifestações da Arte
Rupestre no Brasil e em Mato Grosso do Sul. Na sequência introduz-se a arte na Idade Antiga (4000 a.C.). Esse período acompanha todas as civilizações da Antiguidade,
sendo representado pela arte Egípcia; Arte Mesopotâmica; Arte Greco-romana, cujos elementos foram apropriados pela cultura paleocristã. Vale destacar que professor tem
a liberdade para escolher qual o período será mais evidenciado.

7° Ano

Encaminhamentos:

A história da arte inicia-se na Idade Média e na sequência introduz a Idade Moderna. A Arte Medieval (século V ao XV) inicia-se com a arte cristã primitiva, sendo uma
derivação da arte romana, associada à religiosidade e apresenta um caráter didático. Em seguida, apresenta-se a arte bizantina (V e XV), que tem como marco influências
gregas, romanas, de povos do Oriente e da arte gótica (XII e XVI).
Na passagem da Idade Média, para o período moderno (XIV até finais do século XVI) surge o Renascimento. Na Itália (século XV), as características do renascimento
influenciaram a arte renascentista. A Idade Moderna foi o momento histórico em que a Arte é marcada pela revalorização dos referenciais culturais da Antiguidade Clássica,
pelas revoluções e substituição do sistema feudal para o sistema capitalista. A Arte Barroca, estilo que sucedeu o Renascimento e teve seu auge na Itália (século XVIII),
espalhando-se para outros países da Europa e no Brasil (tardiamente). O Rococó é um estilo artístico originado na França, em 1720, como uma evolução do Barroco, mas
chegou ao Brasil somente no século XIX. O Rococó surge como reação da burguesia francesa contra a suntuosidade do barroco tradicional
8° Ano

Encaminhamentos:

A história da arte aborda a Idade Contemporânea, (início do século XVIII), reflexo pós Revolução Francesa. Período, marcado por diversas manifestações artísticas chegando
aos dias atuais. É importante evidenciar as transformações sociais, que influenciam nos acontecimentos do decorrer da Idade Contemporânea. A arte no Romantismo, marcada
pela modernidade e formas pré-clássicas. Na arte do Realismo e Impressionismo, apresentam a estética da denúncia social, o realismo fotográfico, o paisagismo, a nova
arquitetura das cidades e ferrovias e a crise das vanguardas artísticas, os artistas da vanguarda pós-impressionista. E ainda, o Cubismo; o Expressionismo; no Futurismo; o
Primitivismo; o Dadaísmo; o Surrealismo.
Os movimentos artísticos selecionados para o 8º ano possuem estilos variados, portanto o professor tem a liberdade de escolher qual será mais evidenciado.

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9° Ano

Encaminhamentos:

A história da arte para o aborda a arte contemporânea. Essa tendência artística surgiu na segunda metade do século XX, após a Segunda Guerra. Este período é caracterizado
pelo avanço da globalização, cultura de massa e o desenvolvimento das novas tecnologias e mídias. Diante disso, esse estudo aponta para a importância de conhecer os
movimentos: Op-Art; Pop-Art; Expressionismo; Abstrato; Hiper-Realismo; Arte Cinética; Arte Conceitual.
A arte contemporânea é influenciada pelas novas mídias e apresenta estilos variados, diversos conceitos, temas, materiais, formas e meios, como: Arte Urbana (Grafite), Arte
Povera, Landart, Arte Conceitual, Minimalismo, Performances, Happenings, Bodyart, Instalações, Arte das novas mídias, entre outros e ,ainda, a arte Latino- americana. Este
estudo surge da necessidade de conhecer as produções, as obras, os artistas da arte da América Latina. Os movimentos artísticos selecionados para o 8º ano possuem estilos
variados, portanto o professor tem a liberdade de escolher qual será mais evidenciado.

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HABILIDADES INDICADAS E CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - 1º AO 5º ANO – ARTE – DANÇA

CONHECIMENTOS OBJETOS DE
HABILIDADES INDICADAS
ESPECÍFICOS CONHECIMENTO
1º ano (CG.EF15AR08.s) Experimentar e apreciar formas distintas de manifestações da dança presentes em
diferentes contextos, cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório
O corpo e o movimento da Dança I; corporal.
Dança e o corpo que fala; (CG.EF15AR89.n) Reconhecer, identificar, apreciar e fruir, estética e sensivelmente, obras de dança de
Contextos e Práticas diferentes gêneros, artistas e contextos, contemplando, especialmente, artistas locais da dança e suas
Jogos e brincadeiras dançantes;
Dança, sentidos e sensações. produções.
(CG.EF15AR90.n) Entender e Identificar a dança como linguagem artística especifica com símbolos e
2º ano códigos próprios de comunicação.

O corpo, o movimento e a Dança (CG.EF15AR09.s) Estabelecer relações entre as partes do corpo e dessas com o todo corporal na
II; construção do movimento dançado.
Dança e Identidade; (CG.EF15AR91.n) Identificar as dinâmicas do movimento dançado (espacialidade, ritmo, qualidades de
O eu, o outro, o nós e a Dança; Elementos da movimento, entre outros), como vocabulários da expressividade da Dança relacionados ao seu contexto de
Folclore e Cultura Popular; Linguagem manifestação.
Jogos Coreográficos II; (CG.EF15AR94.n) Explorar a percepção corporal, a partir da sensibilidade sinestésica, e experimentar
Dança e Diversidade as possibilidades expressivas de movimentos em danças, identificando e respeitando a singularidade dos
corpos e dos movimentos de cada indivíduo.
3º ano
(CG.EF15AR11.s) Criar e improvisar movimentos dançados de modo individual, coletivo e colaborativo,
O corpo, movimento e a Dança III; considerando os aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos dos elementos constitutivos do movimento,
Dança: imigração e regionalidade; com base nos códigos de dança.
Dança: artistas locais e regionais; (CG.EF15AR12.s) Discutir, com respeito e sem preconceito, as experiências pessoais e coletivas em danças
Processos de Criação
Corpo e Comunicação e Estética da vivenciadas na escola, como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios.
Dança; (CG.EF15AR96.n) Explorar processos de criação em dança a partir do improviso ou de repertórios próprios,
Jogos coreográficos . experimentando diferentes provocações e inspirações para a criação do movimento e de cenas em dança.

4º ano Processos de Criação (CG.EF15AR23.s) Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais entre
(artes integradas) diversas linguagens artísticas.

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O corpo e o movimento IV;
Dança, cultura e artistas indígenas; Matrizes Estéticas e
(CG.EF15AR24.s) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias
Dança afro-brasileira; Culturais
de diferentes matrizes estéticas e culturais.
Dança do mundo e o mundo da (artes integradas)
Dança;
Dança e Diversidade; Jogos (CG.EF15AR25.s) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em
Patrimônio Cultural
Coreográficos IV especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas,
(artes integradas)
favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.
5º ano

O corpo e o movimento V;
Dança contemporânea e outros
estilos; Arte e tecnologia
(CG.EF15AR26.s) Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos
Arte, multimídia e Dança; (artes integradas)
eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de criação artística
Dança e Diversidade III;
Dança e o corpo que fala;
Jogos Coreográficos V.

Recomendações:

Optamos nessa etapa do Currículo 2021, nos anos iniciais, a partir da recomendação do Ministério da Educação para área: ocupar as habilidades por etapa de ensino, bem
como nos documentos já elaborados. O que muda durante o percurso dos anos é a progressão sobre a habilidade e os conhecimentos específicos da linguagem. Os objetos de
conhecimento e as habilidades são os mesmos durante todo esse período, cabendo reiterar que, ainda que o professor trabalhe a mesma habilidade em anos distintos, os
conhecimentos específicos e abordagem metodológica e aprofundamento são variantes. Portanto, o professor terá todos os anos vigentes para aprofundar as habilidades em
cada linguagem artística. Portanto, as habilidades de Dança deverão ser trabalhadas durante toda a etapa dos anos iniciais (1º ao 5º). Em toda esta etapa do conhecimento,
espera-se que no desenvolvimento destas habilidades, em linhas gerais (é fundamental o aprofundamento de modo a ir além, ou a fundo, das linhas gerais), o aluno possa:

• Experimentar, fruir, investigar, testar, fazer e refazer com prazer e, ao mesmo tempo, estranhamento, movimentos corporais que sejam arranjados de forma a constituir
diferentes formas de dança, presentes em diversos contextos. A experimentação de movimentos em determinados ritmos amplia a construção de repertório e
significado do movimento corporal. Apreciar seus próprios movimentos e de outros, presencialmente ou por meio da projeção de vídeos de diferentes manifestações
da dança, amplia o repertório corporal, a imaginação, a percepção e a construção de significado do movimento corporal.

• identificar as relações entre as partes do corpo (pés, dedos dos pés, mãos, dedos das mãos, quadris, cabeça, pescoço, musculaturas específicas do abdome, dos joelhos,
do rosto etc.) e destas com o todo corporal conhecendo e experimentando os movimentos do seu próprio corpo (consciência corporal) e compreendendo a possibilidade
de criação de movimento dançado.
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• Experimentar, investigar, testar, fazer, refazer e sentir prazer e estranhamento com o corpo, na vivência de espaços, orientações e ritmos diferentes. Movimentar-se
muito devagar, tomando minutos inteiros para realizar movimentos simples, como colocar a mão sobre a cabeça e olhar para os lados, e depois repetir esses
movimentos muito rapidamente, percorrer trajetos comuns de costas, de lado, ou equilibrar-se em terrenos planos, depois, íngremes, enfim, a experimentação nesta
habilidade contribui para a compreensão da tríade corpo-espaço-movimento e o entendimento do espaço para além do mero lugar, reconhecendo-o como onde o
corpo se move, realiza formas conforme se mexe e dança.

• Criar e improvisar movimentos, o que implica fazer e refazer múltiplas experimentações para utilizar e combinar os elementos estruturantes da dança — movimento
corporal, espaço e tempo — aos códigos específicos de cada ritmo.

• Dialogar com objetivo de descrever, escutar, construir argumentos, ponderações e refletir sobre as experiências individuais e coletivas vivenciadas em dança. É
importante cuidar para evitar considerações fechadas e preconceituosas, problematizando imitações ou julgamentos baseados em estereótipos. O desafio é criar um
clima de abertura e respeito dos alunos sobre suas próprias expressões e as do outro, contribuindo para a construção de vocabulário e repertório próprios, que
consideram a pluralidade e respeitam diferenças.

• Reconhecer e experimentar, de modo a investigar, pesquisar e explorar a relação e as possibilidades de criação com as linguagens da arte e a dança, reunindo e
utilizando elementos e recursos processuais específicos de cada uma na realização de um projeto.

• Identificar as características das diferentes matrizes estéticas e culturais, experimentando as formas de expressão de cada cultura, desde os seus brinquedos e
brincadeiras as manifestações artísticas.

• Conhecer e valorizar, de modo a incluir identificar, caracterizar, investigar, experimentar e refletir sobre as manifestações culturais de sua e de outras comunidades,
experimentando brincadeiras, jogos, danças, canções, histórias e expressões das diferentes matrizes estéticas e culturais, principalmente as pertencentes à cultura
brasileira, evitando a simples reprodução, buscando entender tais questões a partir de seus contextos.

• Explorar com objetivo de descobrir, conhecer e utilizar os recursos tecnológicos e digitais e sua potencialidade nos processos criativos, aproximando-se da
imaterialidade na arte, desenvolvendo sensibilidade para a utilização das ferramentas tecnológicas e eletrônicas. (A imaterialidade, aqui, é um termo usado para o
que não é possível ser tocado fisicamente, que não se desgasta com o tempo, que pode ser reproduzido infinitamente e está salvo em arquivos digitais ou virtuais,
como quando se trabalha com fotografia digital — seja com máquina fotográfica ou celular —, audiovisual, vídeo, arte computacional etc.).

Reiterasse que o conjunto de habilidades e conhecimentos específicos propostos, nesta etapa, sugere um maior aprofundamento e complexidade de desenvolvimento da
linguagem para além das linhas gerais, que deve acontecer de acordo com as possibilidades do docente e dos estudantes.

1º Ano

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Corpo e o Movimento na Dança I: A Dança, assim como as outras áreas da Arte, possui seus próprios elementos que a constitui como linguagem específica. No
caso, o corpo e o movimento são, essencialmente, os elementos primários da dança. Os alunos do 1º ano, de modo geral, estão passando por um momento de transição muito
importante no seu processo de aprendizagem, a mudança do ciclo da educação infantil para o fundamental I. Assim, é importante que os alunos desenvolvam, nesse
conhecimento específico, a ideia do corpo e do movimento como os elementos fundamentais da linguagem da dança, de modo a construírem o conhecimento básico do “o
que é” a dança. Por meio das práticas, é fundamental que nesse primeiro momento, os alunos estabeleçam um primeiro contato com seus corpos, como expressivos, sensíveis,
e dançantes, em que, por meio da teoria e da prática, propõe-se a sensibilização do corpo para a Dança/Arte. Sugerimos como possível articulação desse conhecimento, o uso
das habilidades CG.EF15AR09.s, CG.EF15AR10, CG.EF15AR91.n e CG.EF15AR89.n.
Dança e o Corpo que Fala: A aprendizagem de Dança não se deve pautar somente no ensino e no desenvolvimento de suas técnicas e/ou experimentações e
movimentações corporais. É fundamental que o professor vá além com seus alunos, é necessário “despertar a visão” para os signos e para os dizeres do corpo. Não é suficiente
ensinar os mecanismos da dança. É preciso, também, ensinar que esses mecanismos estão a favor da expressividade, a favor de um corpo que tem algo a dizer. Assim, desde
já, é preciso que o professor de Dança desperte em seu aluno, o sentimento de pertencer a um sistema corporal vivo, que, ao dançar, dança algo, procura dizer algo, ou ao
menos faz sentir algo, comunicando e “falando” a seu modo, como dança/corpo. Podem aqui serem desenvolvidos diversos jogos corporais e dinâmicas de Dança, em que o
foco seja a comunicação por meio da dança/corpo. As habilidades CG.EF15AR89.n, CG.EF15AR92.n, CG.EF15AR93.n, e CG.EF15AR24.s podem ser desenvolvidas aqui.
Jogos e Brincadeiras Dançantes: O Brincar é fundamental no processo de aprendizagem na educação infantil, é por meio da brincadeira que a criança apreende e
dá significado ao mundo a sua volta. Considerando o 1º ano do ensino fundamental como o início de um novo ciclo e modelo de aprendizagem, em que o brincar fica em 2º
plano no processo de aprendizagem dos conteúdos, sugere-se aqui, desenvolver os elementos da Dança a partir de jogos e brincadeiras que estimulem o olhar e a percepção
do corpo para a dança, de modo que exista uma transição gradual do processo de aprendizagem do aluno na passagem da educação infantil para o fundamental I. A proposta
é que os estudantes tenham um primeiro contato com os elementos e dinâmicas da linguagem da dança a partir de jogos e brincadeiras, que permitam a exploração e o
desenvolvimento dos elementos básicos da linguagem da dança. As habilidades CG.EF15AR24.s, CG.EF15AR08.s e CG.EF15AR11.s podem ser usadas como um caminho
para articulação desse conhecimento.
Dança, Sentidos, e Sensações: É preciso trabalhar o olhar, os sentidos, é necessário proporcionar inteligência ao corpo, por meio de experiências sensíveis em sala
de aula, coisas primárias e simples, como despertar a atenção para a sensação que se tem nos pés ao pisar na grama, ou ao sentir o sol na pele, de molhar-se da cabeça aos pés,
depois de ter experimentado pintar uma grande cartolina com o corpo. As possibilidades de experiências com a dança/corpo que estimulem a sensibilidade corporal são
inúmeras, e nesse momento são fundamentais para que os alunos desenvolvam corpos sensíveis e potentes para a criação/apreciação/fruição de dança. Para “ler” e perceber o
corpo/dança do outro, é necessário começar pela própria experiência. As habilidades CG.EF15AR94.n, CG.EF15AR89.n, CG.EF15AR92.n podem ser desenvolvidas aqui.
Dança e Artes Integradas: O objetivo aqui é que os estudantes experimentem a dança, a partir da ideia de Artes Integradas, percebendo e explorando como a dança
pode ser atravessada por diversas linguagens artísticas, criando, pensando e explorando a dança a partir das diversas possibilidades que as outras linguagens podem oferecer,
entendendo e identificando a Arte como um campo de diversos conhecimentos que se cruzam e por vezes se complementam. As habilidades CG.EF15AR08.s,
CG.EF15AR93.n, e CG.EF15AR23.s podem ser desenvolvidas aqui.
Jogos Coreográficos I: É fundamental desenvolver nos alunos a consciência de que são sujeitos capazes de pensar e produzir dança. Nesse conhecimento, a proposta
é que o aluno, por meio da orientação e da provocação do professor, experimente, explore, e desenvolva seu reportório corporal de movimento, de modo a perceber as
possibilidades da organização desse repertório como linguagem cênica da dança. A ideia é que os alunos tenham um primeiro contato com a dança como linguagem cênica,
compondo e experimentando sequências de movimentos e coreografias idealizadas a partir das experiências e reportórios dos alunos, de modo lúdico, percebendo as
possibilidades de organização do movimento e do corpo a partir de jogos coreográficos, que podem ser propostos pelo professor e pelos próprios alunos, respeitando sempre

38
os processos individuais de aprendizagem de cada aluno e da turma como grupo. As habilidades CG.EF15AR97.n, CG.EF15AR11.s, CG.EF15AR10, CG.EF15AR91.n são
algumas das habilidades sugeridas para o desenvolvimento dessa experiência.
2° Ano

O Corpo e o Movimento na Dança II: Os elementos da linguagem da Dança, como o ritmo, os níveis, a espacialidade, e todas as qualidades que podem vir a
constituir o movimento dançado, são fundamentais para a “escrita” e “leitura” da Dança. No 2º ano, é importante que exista uma gradação do trabalho prático/teórico em
Dança em relação ao 1º ano. Entender o corpo e o movimento como uma especificidade da linguagem da Dança, é um dos primeiros passos para efetivar a apreciação e fruição
artística da linguagem, garantindo a autonomia dos corpos que dançam, e do espectador em Dança. Sugere-se que o professor utilize como ferramentas para exercícios de
exploração de espaço e movimento, músicas sugeridas pelos alunos e selecionadas pelo professor. Sugere-se como ferramenta, também, recursos tecnológicos como projetores
de imagem, que podem viabilizar exercícios de exploração de movimento e reconhecimento do corpo a partir de jogos de sombras, assim como filmagens e fotografias
realizadas pelos próprios estudantes nos processos exploratórios. Assim como podem ser apreciados vídeos de apresentações ou coreografias de dança que contemplem as
propostas de atividades de investigação de movimento enriquecendo o repertório dos alunos encontrados em sites de vídeo como Youtube e Vimeo . Assim, é importante que
os trabalhos corporais ganhem mais complexidade com novas dinâmicas, iniciando novos conceitos (como dramaturgia da Dança), e enriquecendo o repertório corporal e
artístico dos alunos. Portanto, é sugerido a articulação mais profunda entre as habilidades CG.EF15AR09.s, CG.EF15AR10.s, CG.EF15AR91.n, CG.EF15AR92.n e
CG.EF15AR23.s.
Dança e Identidade: Os elementos da Dança que a definem como linguagem, ao mesmo tempo em que são comuns ao trabalho em dança/educação, trazem também,
particularidades trazidas de cada corpo. Aqui, a ideia é que o estudante perceba-se como sujeito por meio do corpo. Assim, essa proposta, sugere que os estudantes
reconheçam-se como sujeitos/indivíduos a partir do trabalho com a Dança, criando caminhos e possibilidades para que os alunos explorem a sua individualidade, suas
diferenças, seus “limites”, e seus modos particulares de pensar, perceber, e expressar corpo. Sugerimos como interessante a articulação das Habilidades CG.EF15AR08.s, e
CG.EF15AR94.n Para isso, recomendamos como ferramenta para essa exploração, espelhos, tintas para demarcação do corpo, ferramentas tecnológicas como fotografias e
vídeos que podem ser produzidos pelos próprios alunos, durante a exploração da ideia de corpo x identidade, assim como podem ser utilizados, também, filmes que questionam
a construção de identidades, individuais ou coletivas, que correspondam, obviamente, a esta etapa do conhecimento. Outras linguagens da Arte e respectivos artistas podem
ser uma potente ferramenta para a abordagem do tema.
Dança e Diversidade I: Quando abordamos os conhecimentos em Dança, historicamente, esses saberes são sempre atravessados por questões de gênero. Nesse
conhecimento especifico, busca-se desconstruir as ideias sobre a Dança pertencer a um gênero específico, de modo que seja desenvolvida a linguagem da Dança, por uma
perspectiva que desconstrua pela clareza e do conhecimento, qualquer tipo de preconceito em relação à Dança, gênero, cor, e diversidade cultural, abrindo caminho para,
posteriormente, em Dança e Diversidade II, Danças Afro-brasileiras, e Dança e Cultura Indígena, desconstruir conceitos mais complexos a respeito da ideia de diversidade
dentro da Arte/Dança/Cultura. As habilidades CG.EF15AR12.s, CG.EF15AR24.s, e CG.EF15AR25.s, são importantes nesta abordagem. Sugerimos para a abordagem deste
tema, ferramentas que contemplem e façam emergir a ideia de diversidade do grupo, podendo ser realizada uma ponte com o conhecimento específico anterior Dança e
Identidade, assim como vídeos que abordem questões acerca da ideia de diferença, e que sejam pertinentes a etapa de ensino.
Eu, o Outro, Nós, e a Dança: Uma das configurações mais comuns da produção artística em Dança são os grupos. São produzidos inúmeros trabalhos de Dança em
processos colaborativos, e que muitas vezes abordam, direta ou diretamente, a coletividade em cena. A idea de grupo na Dança, foi, é, e, provavelmente, será sempre latente.
O processo de criação artística em grupo é diferente de um processo feito por um único indivíduo. Automaticamente, essas condições geram obras e experiências diferentes,
o que nos sugere diferentes possibilidades de leitura e apreciação quando falamos de Dança dentro da escola. Assim, é necessário pensarmos nos efeitos que pretendemos e
que muitas vezes, automaticamente, atingimos com o trabalho do professor. É necessário que o aluno, além de experimentar Dança, tenha condições de fruir e apreciá-la. As

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propostas desse tema, é que os estudantes tenham referências de trabalhos e de artistas da Dança, que abordem, de algum modo, as individualidades, o sujeito, as ideias de
grupo/coletivo/sociedade e as particularidades que acompanham o trabalho com o corpo. Sejam no conceito, na prática, ou na estética, as referências para apreciação em
Dança, relacionadas a este tema, articuladas pelo professor, deverão possibilitar muito mais sentido aos trabalhos práticos e experiências vividas pelos alunos. As habilidades
CG.EF15AR89.n, CG.EF15AR94.n e CG.EF15AR92.n auxiliam na estruturação dos conhecimentos. Sugerimos como ferramentas potencializadoras deste conhecimento
específico, a abordagem do corpo e da dança a partir de tipos que privilegiam a dança em grupo, como hip-hop e danças indígenas, assim como, ao mesmo tempo, é pertinente
a exploração da ideia de solos, ou duplas nas explorações.
Folclore e Dança Popular: Os folclores brasileiros e regionais são, extremamente, ricos em tradições que representam a cultura local e manifestam-se por meio da
dança. É fundamental, para o aluno, identificar e perceber a dança nos seus mais diversos contextos. A cultura popular está, mesmo que não reconhecidamente, presente no
nosso cotidiano. Ao falar-se de dança, é fundamental reconhecer e perceber, a partir do folclore e da cultura local, os modos de se pensar e realizá-la. Além das inúmeras
danças populares, é importante também pensar em como transpor outros tipos de manifestações artísticas do folclore e da cultura popular para a Dança, como lendas, folguedos,
ritos, produções visuais etc. Aqui, se propõe que os estudantes pesquisem e vivenciem a Dança, a partir do seu atravessamento pela cultura popular. Para o desenvolvimento
desse conhecimento, podem-se utilizar as habilidades CG.EF15AR24.s, CG.EF15AR08.s, e CG.EF15AR11.s. Assim sugere-se como ferramenta para a abordagem deste
conhecimento, livros com história populares que transitam entre a tradição oral e os folguedos, como por exemplo o “Bumba meu Boi”, e outros, explorando também as
matrizes de movimentos corporais populares, a partir de canções e danças folclóricas, como “quebra coco”, “catira”, “frevo”, que podem ser explorados pelos estudantes a
partir de vídeos de brincantes disponíveis em sites como YouTube e Vimeo.
Dança, Sentidos e Sensações: É preciso trabalhar o olhar, os sentidos; é necessário proporcionar inteligência ao corpo, por meio de experiências sensíveis em sala
de aula, coisas primárias e simples, como despertar a atenção para a sensação que se tem nos pés ao pisar na grama, ou ao sentir o sol na pele, de molhar-se da cabeça aos pés,
depois de ter experimentado pintar uma grande cartolina com o corpo. As possibilidades de experiências com a Dança que estimulem a sensibilidade corporal são inúmeras
e, nesse momento, são fundamentais para que os alunos desenvolvam corpos sensíveis e potentes para a criação/apreciação/fruição de Dança. Para “ler” e perceber o
corpo/dança do outro, é necessário começar pela própria experiência. As habilidades CG.EF15AR94.n, CG.EF15AR89.n, CG.EF15AR92.n podem ser desenvolvidas aqui.
Sugere-se que sejam utilizados como ferramentas para a exploração deste conhecimento específico, elementos diversos que podem causar diferentes sensações aos corpos,
baldes com folhas, bolas, água quente/gelada, gelo, lixas, perfumes, temperos, sons de diferentes alturas, volumes, timbres e outros, de modo que o estudante explore diferentes
possibilidades de sentidos e sensações no que tange à proposta deste conhecimento.
Jogos Coreográficos II: Assim como em o “Corpo e o Movimento na Dança II”, a proposta é que, conforme o repertório dos alunos é ampliado, ampliem-se, também,
os modos de se pensar e criar Dança, por meio de jogos coreográficos. É fundamental desenvolver de diferentes modos a “escrita” da linguagem da Dança e, para isso; é
necessário que os alunos passem por diferentes experiências com os elementos práticos/teóricos da Dança, além de passar por diferentes experiências de apreciação e fruição
em Dança, seja ela a partir de espetáculos, na escola, ao vivo, ou em vídeos. A criação, a partir de jogos, deve considerar o repertório individual e de grupo (sejam duplas,
trios, ou toda uma turma), sem excluir os alunos que, por ventura, não tiveram contato com a Dança, que podem tomar outras funções na criação artística. A articulação das
habilidades CG.EF15AR94.n, CG.EF15AR23.s, CG.EF15AR11.s, CG.EF15AR09.s e CG.EF15AR23.s são interessantes para o desenvolvimento dos jogos. Sugere-se a
utilização das mais variadas ferramentas utilizadas nos conhecimentos específicos anteriores para a elaboração dos jogos e coreografias com os alunos. A retomada das
ferramentas anteriores possibilita a exploração do repertório adquirido durante os processos, para a elaboração de produções artísticas com os estudantes de forma mais
completa.
3° Ano

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O corpo e o movimento na Dança III – Dança e Sociedade: Não é somente por meio de escolas, espetáculos e profissionais da cena, que a dança faz-se presente
no cotidiano. É importante identificar e entender a dança, como algo que está presente no nosso cotidiano mesmo, nem sempre, tão perceptível. A questão é como a dança
está presente no cotidiano dos alunos? Como tal linguagem atravessa a rotina das suas famílias? É fundamental entender como a dança faz parte da sociedade de diversos
modos, seja na rua, nos bailes, na academia, na escola, ou em manifestações populares. Voltar o olhar para o corpo e o movimento no cotidiano é, também, voltar o olhar para
a linguagem da Dança no nosso dia a dia, é identificar a linguagem como meio de comunicação política e social, por exemplo. É importante dançar o que se vive e experimentar
os elementos da dança cotidianamente, desde em movimentos simples e/ou corriqueiros, ou até em organizações de movimentos da dança em contextos mais complexos. É
importante para os alunos adquirir a percepção da dança no seu cotidiano de várias formas, experimentando outras formas de movimentarem-se, ampliando seus repertórios
corporais de diversos modos. As habilidades CG.EF15AR88.n, CG.EF15AR89.n, CG.EF15AR95.n, CG.EF15AR11.s e CG.EF15AR91.n apontam caminhos interessantes para
esta abordagem de conhecimento. Sugere-se aqui, o uso de ferramentas tecnológicas que podem auxiliar na percepção do corpo e do movimento no cotidiano, como fotografias
e vídeos, de modo a registrar manifestações da dança, do corpo e do movimento, no meio familiar, escolar, religioso, político etc.
Dança - Imigração e Regionalidade: A Dança pode também ser entendida, como a manifestação da cultura de um povo a partir do corpo e do movimento. Essas
manifestações são marcadas por códigos e elementos únicos que as diferem de outras Danças. A cultura de Mato Grosso do Sul está, extremamente, ligada aos processos
migratórios internos (que ocorrem dentro do território nacional), e externos (que ocorrem dos territórios internacionais para o nacional). Japoneses, libaneses, sírios, gaúchos,
bolivianos, paraguaios, e outros se “misturam” à cultura do estado de diversas formas, inclusive a partir da dança. Para entender e perceber a dança como fundamental à
cultura e à sociedade é necessário que os alunos tenham essa percepção da pluralidade cultural que esse contexto nos oferece, e tratando-se de dança, é fundamental essa
percepção a partir da experimentação dessas culturas, por meio do corpo, do movimento, ou dos “tipos” de dança que surgem dos respectivos contextos. A gastronomia,
rituais, tradições, e vestimentas e outras podem ser consideradas, pensadas e experimentadas, a partir da linguagem da Dança, com as habilidades: CG.EF15AR08.s,
CG.EF15AR89.n, CG.EF15AR24.s e CG.EF15AR91.n. Sugere-se aqui como ferramenta a utilização de vídeos que sejam retrato das manifestações culturais do
estado/munícipio, que permitam a exploração dos diferentes tipos de dança presentes na região, assim como o que as define como regionais, explorando as expressões
regionais oriundas dos processos imigratórios de países e estados fronteiriços.
Dança, artistas locais e regionais e suas produções: Quando se pensar em regionalidade para Dança, não, necessariamente, está-se tratando, unicamente, de
manifestações populares ou folclore. A possibilidade de sensibilizar os estudantes para a apreciação de danças deve ser encarada como fundamental para a formação desses
sujeitos; é imprescindível ensinarmos nossos estudantes a serem públicos de danças e arte em geral. Desse modo, é importante que os estudantes conheçam os artistas locais
e regionais que produzem dança. Campo Grande/MS conta com artistas da dança, produzindo, cenicamente, a linguagem em diferentes estilos: dança contemporânea; dança
de salão; danças urbanas; ballet clássico; danças populares, folclóricas e modernas; entre outros estilos produzidos pelos artistas, a partir de diferentes estéticas e perspectivas.
Assim, pode-se considerar a produção dos artistas da dança locais/regionais como uma base que mantém a dança e a arte em movimento no município e no estado. A partir
da apreciação, da fruição e do contato com essas obras e artistas, os estudantes podem fazer experimentações de movimento, produções, e processos contextualizados às
propostas das produções. Para tanto, podem ser utilizadas as habilidades CG.EF15AR11.s, CGMSCG.EF1506, CG.EF15AR08.s e CGMSCG.EF1502. Sugere-se aqui, utilizar
como ferramenta, sites como Youtube e Vimeo, que dispõem de diversas produções de espetáculos de Dança de renomados artistas locais e regionais. Sugere-se a apreciação
dos espetáculos disponíveis, assim como sua utilização como provocadores dos processos criativos e exploratórios.
Corpo, Comunicação, e Estética da Dança: Quanto mais a Arte da Dança for apreciada, mais o sujeito encontrará familiaridades e conexões das obras com seu
próprio sujeito. Uma atividade que desenvolva a comunicação da/em dança e o corpo que “fala”, tanto do lado de quem dança e expressa-se, quanto do lado de quem observa
e “lê”, deve ser trabalho recorrente. A apreciação no processo de aprendizagem em Dança deve ocupar um lugar importante em seu processo de ensino e aprendizagem.
Propor dinâmicas em que, por exemplo, os alunos apreciem o modo que outros colegas dançam ideias, textos, ou sentimentos do seu cotidiano, sem dúvida, seria um ótimo
caminho, que desenvolveria, além de tudo, ferramentas para estabelecer relações estéticas com “o que” se dança. Os corpos que dançam têm a possibilidade de provocar
leituras sensíveis e racionais, assim, aqui, estética não se refere, necessariamente, à forma dos corpos ou da dança, mas sim à capacidade de sentir e interpretar tal forma/dança.
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As Habilidades CG.EF15AR88.n, CG.EF15AR89.n, CG.EF15AR90.n, CG.EF15AR91.n, e CG.EF15AR93.n são opções de desenvolvimento interessantes para esse
conhecimento especifico. Sugere-se, aqui, ferramentas de streaming como Netflix, YouTube, e Vimeo, como mediadoras potentes de documentários e espetáculos de dança
elaborados especialmente para o vídeo, assim como vídeo clipes que se podem tornar instrumentos de apreciação e discussão acerca de dança e estética.

Jogos Coreográficos III: É fundamental, no processo de aprendizagem da Dança, que exista um espaço voltado ao momento de criação. É importante que esse
momento de criação considere, sempre, a individualidade dos alunos, ao mesmo tempo em que a coletividade do grupo, de modo que os jogos e práticas de criação sejam
pensados e provocados, a partir do que os estudantes trazem de repertório corporal, de ideias, vontades e experiências. A composição coreográfica pode, por exemplo, estar
atrelada aos conhecimentos específicos já trabalhados durante o ano, desenvolvendo a composição coreográfica de jogos proposto pelo professor e, agora, no 3º ano, com
jogos que podem ser propostos e criados pelos próprios alunos. As habilidades CG.EF15AR97.n, CG.EF15AR12.s, CG.EF15AR11.s e CG.EF15AR89.n são interessantes
para o desenvolvimento dessas experiências e conhecimentos. Sugere-se a utilização das mais variadas ferramentas utilizadas nos conhecimentos específicos anteriores para
a elaboração dos jogos e coreografias com os alunos. A retomada das ferramentas anteriores possibilita a exploração do repertório adquirido durante os processos, para a
elaboração de produções artísticas com os estudantes de forma mais completa.
4° Ano
O corpo e o Movimento na Dança IV – Danças Brasileiras, Folclore e Cultura Popular: De uma forma geral, a arte e a cultura brasileira são caracterizadas pela
pluralidade de povos e culturas que as influenciaram/influenciam. E claro, com a dança, não é diferente. O modo com que os corpos e os elementos da dança apresentam-se,
ao se falar de danças brasileiras, é bem diferente da construção e do modelo europeu de corpo, por exemplo. Os contextos e os códigos das danças brasileiras estão,
intrinsecamente, ligados às manifestações populares e ao folclore, assim, a proposta é que os estudantes desenvolvam os conhecimentos e os elementos da linguagem da
Dança, a partir de uma abordagem prática, contextualizada nas danças brasileiras e populares, além do folclore, de modo a: criar, experimentar movimentos, pensar e praticar
ações corporais. As habilidades CG.EF15AR88.n, CG.EF15AR94.n e CG.EF15AR12.s são possibilidades para articular esses conhecimentos. Assim, sugere-se, como
ferramenta, para a abordagem deste conhecimento, livros com história populares que transitam entre a tradição oral e os folguedos, como, por exemplo, o “Bumba meu Boi”,
e outros como em anos anteriores. Porém, dessa vez, utilizando-se de ferramentas que permitam uma exploração mais profunda do conceito e da prática das denominadas
“Danças Brasileiras”, explorando mais a fundo suas matrizes estéticas e de movimento. Vídeos de brincantes disponíveis em sites como YouTube e Vimeo são uma ferramenta
para a construção desse conhecimento, assim como para a pesquisa de músicas que correspondem ao tema.

Dança, Arte, Artistas, e Cultura Indígena: Quando se propõe pensar sobre arte e cultura em Mato Grosso do Sul, é imprescindível pensar sobre arte e cultura
indígena. Nesse contexto geográfico, é fundamental viabilizar um olhar crítico para a situação dos povos indígenas em diversas circunstâncias, como as culturais e sociais,
por exemplo. Não basta saber reconhecer suas produções culturais, é necessário entender e identificar os processos que envolvem essas produções, de modo a entender
questões como religiosidade, cotidiano, e contexto social, como elementos que são atravessados pelas condições de existência dos povos indígenas. Assim, é importante
entender como a dança faz-se presente nesse contexto, sendo portanto permeada por essas imbricações e como está relacionada à vida cotidiana e a cultura indígena de forma
intrínseca. As habilidades CG.EF15AR89.n, CG.EF15AR12.s CG.EF15AR88.n, CG.EF15AR08.s, CG.EF15AR23.s, CG.EF15AR24.s e CG.EF15AR25.s oferecem caminhos
possíveis para realizar tais abordagens. Sugere-se como ferramenta para a abordagem deste conhecimento, a utilização de documentários e reportagens disponíveis na internet
que abordem a cultura indígena em sua totalidade, danças, músicas, hábitos, crenças e outros, de modo a possibilitar a exploração das danças indígenas a partir de uma
compreensão cultural dos povos indígenas, assim como tais vídeos e documentários podem servir para uma discussão acerca de temas como apropriação cultural, indígenas
em MS e outros.

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Dança, Arte, Artistas, e Cultura Afro-brasileira: De forma contextualizada, os debates sobre história e cultura afro, empoderamento negro e religiões africanas
precisam ganhar ainda mais espaço no cotidiano escolar, transcendendo data pontuais como a de 20 de novembro. É importante entender os contextos das manifestações
culturais e produções artísticas afro-brasileiras, de modo a problematizar e tecer um olhar crítico a respeito das estruturas sociais oriundas dos processos de escravização e
colonização do Brasil, entendendo como a arte e a cultura afro-brasileira podem refletir de diversos modos nos contextos sociais. Desse modo, faz-se fundamental a abordagem
das manifestações culturais, das produções artísticas, e das danças afro-brasileiras, de modo a viabilizar a experiência com essas manifestações, discutindo e problematizando
preconceitos, entendendo a origem dessas danças e das problemáticas relacionadas à condição dos negros no Brasil. As habilidades CG.EF15AR89.n, CG.EF15AR12.s
CG.EF15AR88.n, CG.EF15AR08.s, CG.EF15AR23.s, CG.EF15AR24.s, e CG.EF15AR25.s oferecem um caminho importante paras essas práticas. Sugere-se como ferramenta
para a abordagem deste conhecimento, a utilização de documentários e reportagens disponíveis na internet que abordem a cultura Afro-brasileira em sua totalidade, percurso
histórico, escravização, racismo, danças, músicas, crenças, e etc. de modo a possibilitar a exploração das danças e da cultura Afro-brasileira a partir de uma compreensão
cultural e histórica, assim como tais vídeos e documentários podem servir para uma potente discussão acerca de temas como apropriação cultural, racismo, e outros.

Danças do Mundo e o Mundo das Danças: O corpo, o movimento, e a Dança, podem ser considerados linguagens universais. A maneira com que a dança configura-
se ao redor do mundo, é naturalmente plural, apesar da universalidade da linguagem. É importante para os alunos, identificar a diversidade cultural das manifestações artísticas
de dança ao redor do mundo, por meio dos elementos, conceitos e práticas que permitem tal pluralidade. A simples ação de olhar para a dança feita no oriente e relacioná-la
à produção ocidental já abre um grande leque de possibilidades para pensar o fazer da dança. Identificar a diversidade cultural, ao falarmos de arte, é fundamental para
entender e identificar como a arte é reflexo de seus contextos. Índia, Japão, Rússia, Chile, Bolívia, por exemplo, cada um com seus contextos artísticos, culturais e sociais
específicos pensam e produzem dança a seus modos, a partir de suas tradições, cultura, história etc. Assim, é importante conhecer e identificar produções e artistas da dança
de diferentes lugares, estabelecendo relações universais com essas produções, em seus contextos culturais, tradicionais e contemporâneos. As habilidades CG.EF15AR08.s,
CG.EF15AR88.n e CG.EF15AR90.n apontam caminhos interessantes para esse desenvolvimento. Sugere-se aqui, a utilização de ferramentas como YouTube e Vimeo para a
exploração dos inúmeros tipos de dança ao redor do mundo, buscando ao mesmo tempo nestes vídeos, filmes, e documentários, relações universais da dança de diferentes
lugares.

Dança e Diversidade II: A intenção desse conhecimento específico é desenvolver o entendimento da Dança como uma linguagem da Arte que pode ser pensada e
construída a partir de um posicionamento crítico social de diversas formas, como uma linguagem que pode carregar signos de gênero, de condição social e econômica, por
exemplo, e, principalmente, como uma linguagem de comunicação que sugere a desconstrução de preconceitos em relação a cor, etnia, gênero, corpo, religião, língua e
origem, percebendo caminhos para produzir, apreender, e pensar dança, de modo a posicionar-se sobre tais transversalidades, abordando esses preconceitos presentes nos
alunos como sujeito sociais. As habilidades CG.EF15AR08.s, CG.EF15AR88.n, CG.EF15AR89.n, CG.EF15AR94.n, CG.EF15AR91.n, CG.EF15AR12.s e CG.EF15AR25.s
podem ser desenvolvidas para esse escopo. Sugerimos para a abordagem deste tema, ferramentas que contemplem e façam emergir a ideia de diversidade do grupo, ao mesmo
tempo que sua(s) individualidade(s). Vídeos que abordem questões acerca da ideia de diferença, e que sejam pertinentes à etapa de ensino, produções diferentes linguagens
artísticas, cinema, música, e artes visuais, podem ser gatilhos para a exploração dos conceitos desse conhecimento especifico no corpo e na dança.

Jogos Coreográficos IV: É fundamental que, no processo de aprendizagem da Dança, exista um espaço voltado ao momento de criação. É importante que esse
momento de criação considere sempre a individualidade dos alunos ao mesmo tempo que a coletividade do grupo, sendo pensada e provocada, sempre a partir do que os
estudantes trazem de repertório corporal, de ideias, vontades e experiências. A composição coreográfica pode, por exemplo, atrelar-se aos conhecimentos específicos
desenvolvidos até então, articulando o desenvolvimento de composição coreográfica com jogos propostos pelo professor e pelos próprios alunos. As habilidades
CG.EF15AR97.n, CG.EF15AR94.n, CG.EF15AR23.s CG.EF15AR12.s, CG.EF15AR11.s e CG.EF15AR89.n são interessantes para o desenvolvimento das experiências e
conhecimentos. Sugere-se a utilização das mais variadas ferramentas utilizadas nos conhecimentos específicos anteriores para a elaboração dos jogos e coreografias com os
alunos. A retomada das ferramentas anteriores possibilita a exploração do repertório adquirido durante os processos, para a elaboração de produções artísticas com os
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estudantes de forma mais completa e complexa, de acordo com esta etapa do conhecimento. Podem ser explorados aqui, diferentes suportes para a produção coreográfica,
como vídeos, fotografias e ferramentas extracorpo.

5º Ano
O Corpo e o Movimento V: Corpo e Comunicação, Cultura e Contemporaneidade: O corpo é um dos nossos principais meios de comunicação. Ao entender-se
como sujeito que se expressa, cotidianamente, por meio do corpo, torna-se fundamental pensar e problematizar a relação entre corpo, comunicação e cultura na sociedade na
contemporânea. A dança, como uma das artes do corpo, acaba por se configurar, também, como um meio de se posicionar perante a realidade que nos cerca, de modo cultural,
político, ideológico etc. Desse modo, tal conhecimento específico sugere explorar o corpo e a dança como possibilidades de se comunicar e de se posicionar, política e
culturalmente, na contemporaneidade, a partir de uma abordagem que considere a exploração das construções do corpo dos estudantes, explorando os elementos da dança
como potencializadores da comunicação das questões que atravessam os sujeitos, culturalmente, no contexto contemporâneo, transformando suas vivências e ideias
individuais em comunicação e arte por meio da dança. As Habilidades CG.EF15AR91.n, CG.EF15AR92.n, CG.EF15AR93.n, CG.EF15AR94.n e CG.EF15AR95.n podem ser
caminho interessante nesse escopo. Sugere-se aqui, a exploração de ferramentas que possibilitem o entendimento da produção em dança em diferentes suportes, como vídeos,
cinema, fotografia, projeções e o próprio corpo, no contexto contemporâneo, tendo como ferramenta de produção, por exemplo, o conceito de performance em dança.

Dança Contemporânea e Outros Estilos: Existem diversas maneiras de os elementos da linguagem da Dança organizarem-se, gerando diversos estilos e modos de
se fazer e pensar danças a partir de seus contextos. A contemporaneidade, do mesmo modo, propõe a “dissolução” dos modos de pensar e fazer dança, permitindo um
pensamento híbrido em relação a técnicas, estilos, conceitos, estéticas, linguagens etc. Assim, é importante entender o contemporâneo e os diferentes estilos de dança, como
reflexos dos contextos em que se inserem/se configuram. Entender a dança, na contemporaneidade, é entender, criticamente, os dias atuais, a sociedade, as relações humanas,
as relações de poder, o mercado. Para levantar essas questões, podem ser articuladas as habilidades CG.EF15AR08.s, CG.EF15AR89.n e CG.EF15AR95.n. Aqui, sugere-se a
exploração das inúmeras possibilidades de movimento na dança a partir dos seus mais variados estilos, que podem ser abordados, tecnicamente, a partir de vídeos, oficinas,
e aulas específicas de técnica, sem deixar de lado o desenvolvimento crítico e conceitual acerca de tais possibilidades e manifestações da dança.

Dança e Artes Integradas: Quando se pensa a dança como uma linguagem cênica, contextualizada na contemporaneidade, é quase impossível não atingir
pensamentos e produções em dança que se caracterizam pela integração de diversas linguagens artísticas. Quais as possibilidades de articular a linguagem da Dança com as
Artes Visuais, com o Teatro, com a Música, com a tecnologia e outras? Quais são os possíveis caminhos estéticos, que podem ser trilhados pela Dança a partir dessas
articulações? É importante pensar a ideia de integração sempre a partir da linguagem da Dança, buscando, como cada umas das outras linguagens, integram-se na “escrita”
da linguagem da Dança, seja por meio do figurino, da trilha sonora, da expressão do corpo, de um vídeo arte, de um vídeo dança, de signos encontrados nos cenários,
iluminação, dança teatro, enfim, as possibilidades de integração da Dança com as outras linguagens da Arte são inúmeras. É fundamental para os estudantes perceberem estas
integrações, e identificá-las, de modo a perceber e relacionar-se além do senso comum com a contemporaneidade, com suas questões, e suas produções artísticas, suas questões
sociais e culturais, identificando, por meio da integração entre as Linguagens, a linguagem universal da arte. Podem ser usadas as habilidades CG.EF15AR23.s,
CG.EF15AR89.n. e CG.EF15AR96.n. Desse modo, sugere-se que sejam utilizadas ferramentas que articulem o Teatro, a Música, e as Artes Visuais com a Dança, de modo a
criar possibilidades de exploração e criação de movimento a partir de interações estéticas destas linguagens com a Dança. Espetáculos que utilizam da integração de Dança e
Artes Visuais, Dança e Música, Dança e Teatro (gênero independente) podem ser encontrados em plataformas como Youtube, Vimeo, Netflix, e outras.

Arte Multimídia e Dança: Ao se pensar em dança nos dias de hoje, facilmente, pode-se encontrar com os mais diversos modos de se pensar e apresentá-la. A Dança
pode ser pensada e produzida mediante diversos recursos tecnológicos, como celulares, câmeras, projetores de imagem, e até as redes sociais podem integrar a construção e
o pensamento de dança e corpo. Além disso, existe uma forte indústria cultural em volta da dança, incluindo cantores de diversos gêneros, vídeo clipes, shows de talento,
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programas televisivos, inclusive toda uma publicidade específica, o que permite (re)encontrar a dança dentro da indústria cultural, não só como “adorno”, “complemento” ,
ou “ferramenta” para algo, mas, muitas vezes, como produto principal dessas produções. Toda essa relação com a indústria cultural e com as novas tecnologias transforma e
produz novos meios de se pensar e produzir dança. Desse modo, é fundamental para que o aluno entenda e experiencie a dança nos dias de hoje, passando tanto pela produção
de dança com a utilização de recursos tecnológicos, quanto pela apreciação e problematização da dança como produto cultural dentro do ramo do entretenimento. As
habilidades CG.EF15AR88.n, CG.EF15AR89.n, CG.EF15AR92.n, CG.EF15AR12.s, CG.EF15AR96.n, CG.EF15AR97.n, CG.EF15AR23.s e CG.EF15AR26.s são
recomendadas para tais abordagens. Sugere-se aqui que a exploração do corpo e movimentos na Dança, seja totalmente pautada nas possibilidades de interação da linguagem
com a tecnologia. Celulares, projetores de imagem, animações, vídeo-mapping’s, fotografia, cinema, redes sociais, e qualquer ferramenta tecnológica que possibilite interação
com o corpo, é bem vinda neste momento.

Dança e Diversidade III: É importante desenvolver a dança de um modo que ela seja apreendida e interpretada como uma linguagem democrática da arte. Que tipo
de corpo é necessário para ser possível experimentar a dança? Quais são os corpos que podem dançar? Existe algum tipo de corpo que é inapto ou sem condições de dançar?
A dança seria exclusiva de algum tipo específico de corpo, gênero, orientação sexual, trabalho, condição econômica, social, religiosa etc? Independente do questionamento,
ou do preconceito a ser desconstruído, o fundamental é entender e experimentar a dança como uma linguagem da arte que, essencialmente, pode levantar tais questões, de
modo que sua própria condição de existência, permeada por tais problemáticas sociais, é importante ser abordada em sua criação/apreciação/fruição, a fim de explorar as
individualidades dos que produzem a dança dentro ou fora da escola, entendendo a dança como uma linguagem artística que, em sua produção e experimentação, deve permitir
individualidades e particularidades de quem a executa. As habilidades CG.EF15AR88.n, CG.EF15AR89.n, CG.EF15AR92.n, CG.EF15AR12.s e CG.EF15AR25.s podem ser
utilizadas para esse conhecimento específico. Sugerimos para a abordagem deste tema, ferramentas que contemplem e façam emergir a ideia de diversidade do grupo, ao
mesmo tempo em que põe em voga sua(s) individualidade(s). Vídeos que abordem questões acerca da ideia de diferença, e que sejam pertinentes a etapa de ensino, assim
como nos anos anteriores, e produções diferentes linguagens artísticas, cinema, música, e artes visuais, podem ser gatilhos para a exploração dos conceitos desse conhecimento
especifico no corpo e na dança. Neste momento, é importante a utilização de ferramentas que permitam a exploração da dança e do corpo como suporte para levantar os
questionamentos, desejos de fala, posicionamento, e reconhecimento dos alunos em relação as suas identidades e o que os cerca.

Dança e o Corpo que Fala: A aprendizagem de Dança não se deve pautar somente no ensino e no desenvolvimento de suas técnicas e/ou experimentações e
movimentações corporais. É fundamental que o professor vá além com seus alunos, é necessário “despertar a visão” para os signos e para os dizeres do corpo. Não é suficiente
ensinar os mecanismos da Dança; é preciso também ensinar que esses mecanismos estejam a favor da expressividade, a favor de um corpo que tem algo a dizer. Assim, desde
já, é preciso que o professor de Dança desperte, em seu aluno, o sentimento de pertencer a um sistema corporal vivo que, ao dançar, dança algo, procura dizer algo, ou, ao
menos, fazer sentir algo, comunicando e “falando” a seu modo. Corroborando o conhecimento proposto, podem ser desenvolvidos diversos jogos corporais e dinâmicas de
dança, em que o foco seja a comunicação, por meio da dança/corpo. As habilidades CG.EF15AR89.n, CG.EF15AR92.n, CG.EF15AR93.n e CG.EF15AR24.s contribuem.
Sugere-se a interação com outros componentes curriculares, como, por exemplo, Língua Portuguesa, no que tange aos estudos de gêneros textuais, de modo que os alunos
abordem em suas explorações e criações em dança, notícias, artigos, de assunto que lhe interessem.

Jogos Coreográficos V: É fundamental que, nesse momento, os processos de criação em Dança, dentro das possibilidades, tomem rumos mais genuínos por parte
dos estudantes, sendo desenvolvidos a partir de suas realidades, de modo a abordar o que de fato os “atinge/atravessa” como sujeitos e agentes da sociedade em que estão
contextualizados. Nesse momento, tanto nos processos de criação quanto nas práticas de elementos da linguagem, é importante trabalhar com a integração entre as linguagens
da Arte, oferecendo aos estudantes a possibilidade de pensar e fazer Dança atrelada às experiências advindas de outras linguagens artísticas. As habilidades CG.EF15AR89.n,
CG.EF15AR90.n, CG.EF15AR96.n, CG.EF15AR93.n, CG.EF15AR11.s e CG.EF15AR23.s podem ser desenvolvidas. Sugere-se a utilização das mais variadas ferramentas
utilizadas nos conhecimentos específicos anteriores para a elaboração dos jogos e coreografias com os alunos. A retomada das ferramentas anteriores possibilita a exploração
do repertório adquirido, durante os processos, para a elaboração de produções artísticas com os estudantes de forma mais completa e complexa, de acordo com esta etapa do
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conhecimento. Podem ser explorados aqui, diferentes suportes para a produção coreográfica, como vídeos, fotografias, e ferramentas extracorpo, assim como podem ser
desenvolvidas também produções em grupos.

HABILIDADES INDICADAS E CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - 6º AO 9º ANO – ARTE – DANÇA


CONHECIMENTOS OBJETOS DE
HABILIDADES INDICADAS
ESPECÍFICOS CONHECIMENTO
(CG.EF69AR09.s) Pesquisar e analisar diferentes formas de expressão, representação e encenação da dança,
reconhecendo e apreciando composições de dança de artistas e grupos brasileiros e estrangeiros de diferentes
épocas.
6º ano (CG.EF69AR67.n) Pesquisar, analisar e identificar como os processos migratórios e de colonização, influenciam a
dança nos contextos locais, regionais e nacionais, em suas diferentes formas de expressão, estilos e códigos.
Povos pretéritos; (CG.EF69AR68.n) Reconhecer, identificar e analisar de maneira crítica as relações entre a história da dança (e da
Contextos e Práticas
Povos pré-colombianos; arte) e a atualidade, percebendo nos âmbitos sociais, artísticos e políticos a influência da história nos fenômenos
Antiguidade; contemporâneos.
Práticas da linguagem; (CG.EF69AR69.n) Conhecer e identificar artistas da dança, locais e regionais, apreciando e fruindo suas
Composição Coreográfica I produções artísticas, reconhecendo sua relevância cultural e artística em diversos contextos.
(CG.EF69AR70.n) Reconhecer, debater com respeito e identificar criticamente as relações do corpo e da dança
com a sociedade (questões de gênero, questões étnico-raciais, diversidade e outras).
7º ano CG.EF69AR10.s) Explorar elementos constitutivos do movimento cotidiano e do movimento dançado, abordando
Elementos da criticamente o desenvolvimento das formas da dança em sua história tradicional e contemporânea.
Idade Média; Linguagem (CG.EF69AR11.s) Experimentar e analisar os fatores de movimento (tempo, peso, fluência e espaço) como
Renascimento; elementos que, combinados, geram as ações corporais e o movimento dançado.
Dança, colonização e (CG.EF69AR73.n) Experimentar e identificar os elementos técnicos da dança, a partir de diferentes estilos,
processos migratórios no contextos históricos, técnicas e artistas da dança, explorando fatores de movimento, como espacialidade, tempo,
Brasil; ritmo e fluência, nos diferentes contextos do movimento dançado.
Práticas de linguagem; (CG.EF69AR12.s) Investigar e experimentar procedimentos de improvisação e criação do movimento como fonte
Composição Coreográfica para a construção de vocabulários e repertórios próprios.
II (CG.EF69AR13.s) Investigar brincadeiras, jogos, danças coletivas e outras práticas de dança de diferentes
matrizes estéticas e culturais como referência para a criação e a composição de danças autorais, individualmente e
em grupo.
8º ano Processos de Criação (CG.EF69AR14.s) Analisar e experimentar diferentes elementos (figurino, iluminação, cenário, trilha sonora etc.)
e espaços (convencionais e não convencionais) para composição cênica e apresentação coreográfica.
Romantismo na Dança; (CG.EF69AR15.s) Discutir as experiências pessoais e coletivas em dança vivenciadas na escola e em outros
Dança Moderna; Práticas contextos, problematizando estereótipos e preconceitos.
de Linguagem, (CG.EF69AR77.n) Investigar e experimentar a criação e composição coreográfica, a partir da apreciação de obras
Composição Coreográfica de dança e de diferentes linguagens artísticas.
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III; Dança em Mato Grosso
Contextos e práticas (EF69AR31.s) Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social, cultural, política, histórica,
do Sul
econômica, estética e ética.
(artes integradas)
Processos de Criação (CG.EF69AR32.s) Analisar e explorar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens
9º ano (artes integradas) artísticas.
Matrizes Estéticas e
Séculos XIX e XX e a
Culturais (EF69AR33.s) Analisar aspectos históricos, sociais e políticos da produção artística, problematizando as narrativas
Dança;
eurocêntricas e as diversas categorizações da arte (arte, artesanato, folclore, design etc.).
Contemporaneidade na (artes integradas)
Dança;
Composição Coreográfica
Patrimônio Cultural (EF69AR34.s) Analisar e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a
IV;
brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, e favorecendo a
(artes integradas) construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.
Dança, comunicação e
sociedade Arte e tecnologia
(EF69AR35.s) Identificar e manipular diferentes tecnologias e recursos digitais para acessar, apreciar, produzir,
(artes integradas)
registrar e compartilhar práticas e repertórios artísticos, de modo reflexivo, ético e responsável.
Recomendações
Optamos, nessa etapa do Currículo 2021, nos anos finais, a partir da recomendação do Ministério da Educação para área, ocupar as habilidades por etapa de ensino, bem
como nos documentos já elaborados. O que muda, durante o percurso dos anos, é a progressão sobre a habilidade e os conhecimentos específicos da linguagem. Os objetos
de conhecimento e as habilidades são os mesmos durante todo esse período, cabendo reiterar que, ainda que o professor trabalhe a mesma habilidade em anos distintos, os
conhecimentos específicos e abordagem metodológica e aprofundamento são variantes. Portanto, o professor terá todos os anos vigentes para aprofundar as habilidades em
cada linguagem artística. Portanto, as habilidades de dança deverão ser trabalhadas durante toda a etapa dos anos finais (6º ao 9º). Em toda esta etapa do conhecimento,
espera-se que, no desenvolvimento destas habilidades, em linhas gerais (é fundamental o aprofundamento de modo a ir além, ou a fundo, das linhas gerais), o aluno possa:
• Pesquisar e analisar, acessando e fruindo da dança em diversas culturas, de modo a possibilitar a articulação e compreensão das formas de expressão, representação
e encenação da dança, em diferentes contextos e momentos da história, ampliando as possibilidades de construção de repertório corporal e a compreensão de
movimentos e formas diferentes de se expressar em cada proposição.

• Observar e explorar movimentos espontâneos do cotidiano em um espaço e tempo determinados, levando o estudante, ao mesmo tempo, às possibilidades de
transformação estético-artística desse movimento para a criação de movimentos expressivos, alterando o tempo e o espaço, expressando um novo significado,
auxiliando o aluno na compreensão da dança contemporânea.

• Experimentar, perceber e avaliar, as possibilidades de ações corporais e do movimento dançante, compreendendo os fatores estruturantes do movimento, relacionando:
1. o tempo ao pulso, ritmo, duração, intensidade, velocidade e as ações de começo, intervalo e encerramento; 2. o peso aos movimentos de subida e descida,
considerando a força necessária; 3. a fluência dos movimentos contidos ou com liberdade de expressão; 4. o espaço à dimensão ocupada pelos membros do corpo,
em todas as direções e inflexões.

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• Testar e explorar com a finalidade de construir vocabulário e repertório próprio na dança e, assim, ter uma base para os procedimentos de improvisação e criação de
movimentos expressivos, inspirados ou não em manifestações de dança, de modo a explorar os diversos métodos e procedimentos que desenvolvem a improvisação
e o repertório na contemporaneidade, explorando trabalhos com o movimento expressivo, desencadeando a improvisação considerando fatores como espaço, tempo,
fluência e peso, estética etc.

• Investigar, experimentar e pesquisar por meio de vivência em jogos, brincadeiras e muitas outras formas práticas de dança, ampliando a construção de um repertório
singular e possibilitando a criação e a composição de uma coreografia autoral de maneira individual ou em grupos.

• Analisar, o que se refere a experimentar, pesquisar, observar e explorar, criando e produzindo apresentações nas linguagens das artes do corpo – teatro e dança – de
formas coletivas, envolvendo diferentes linguagens da arte e diferentes áreas, estéticas, e produções, experimentando e analisando o potencial de cada uma – direção,
iluminação, figurino, cenário, trilha sonora –, assim como espaços com diferentes características para apresentação, ampliando e consolidando a expressão de uma
composição cênica e apresentação coreográfica.

• Discutir (com objetivo de dialogar, descrever, escutar e argumentar) sobre as vivências individuais e coletivas experimentadas em dança, possibilitando a observação
e reflexão dos alunos sobre as próprias expressões ao caracterizar uma pessoa ou um enredo: movimentos, gestos, entonação de voz, trejeitos etc. evitando por meio
da mediação do professor, colocações estereotipadas e preconceituosas, desenvolvendo autoconhecimento e autocrítica.

• Elevar as práticas artísticas como ferramentas propositoras de reflexão sobre dimensões da vida social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética.
Identificando, selecionando, e integrando diversos elementos e recursos, incluindo informações da mídia, para possibilitar experiências, pesquisas e análises ao
trabalhar, artisticamente, temas em dança e outras linguagens, dialogando com assuntos da vida contemporânea.

• Avaliar e experimentar o estudo das possibilidades de utilização de recursos de mais de uma linguagem da arte em um mesmo trabalho.

• Investigar e pesquisar - para poder avaliar - elementos históricos, sociais e políticos da arte, de modo a valorizar e conscientizar-se sobre a necessidade de um olhar
diversificado, a partir das contribuições de diferentes matizes culturais, em detrimento da valorização eurocêntrica nas manifestações artísticas, assim como a
institucionalização das categorias na arte, provocadoras da valorização, como, por exemplo, da alta cultura em detrimento da cultura popular.

• Conhecer e utilizar a tecnologia e os recursos digitais para a arte e para a dança, ampliando as possibilidades de fruir, produzir, registrar e compartilhar práticas e
repertório artístico e corporal. Assim, aproximando-se do mundo digital de modo a refletir sobre a imaterialidade na arte, sensibilizando-se para novas aprendizagens
que demandam cuidados éticos e responsáveis. (A imaterialidade é um termo que é usado aqui como tudo aquilo que não é possível tocar fisicamente, que não se
desgasta com o tempo, como imagens que podem ser reproduzidas infinitamente e estão salvas em arquivos digitais e virtuais, o que se dá quando se trabalha com
fotografia digital, seja com máquina fotográfica ou celular, com audiovisual, vídeos ou arte computacional.)

Reitera-se que, o conjunto de habilidades e conhecimentos específicos propostos nesta etapa, sugerem um maior aprofundamento e complexidade de
desenvolvimento da linguagem para além das linhas gerais, que devem acontecer de acordo com as possibilidades do docente e dos estudantes.

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6º Ano
Encaminhamentos
No 6º ano, os conhecimentos específicos selecionados buscam contemplar, historicamente, as formas de representação da dança e da arte em geral, contextualizadas
como as primeiras manifestações de artístico-culturais que se tem conhecimento. Cunha-se o termo histórico “povos pretéritos”, na intenção de desconstruir o pensamento
intrínseco que acompanha o termo “pré-história”, com a ideia de que a “história” só passa a existir a partir da criação da escrita, o que pode, equivocadamente, sugerir a falta
de conhecimento dos povos desse contexto histórico. É importante que, nesse momento, seja traçado um panorama histórico da dança e da arte, das suas origens até a
sociedade antiga, de modo que o aluno identifique e entenda de maneira contextualizada as primeiras manifestações artísticas e culturais que se tem registro, e como estas
evoluíram e influenciaram o que se tem de dança, arte, e cultura, na antiguidade. É fundamental que durante esta abordagem histórica, sejam considerados os povos latino-
americanos, orientais, os povos originários do Brasil e as influencias artísticas e culturais decorrentes do processo de colonização do país, desmistificando a “supremacia”
europeia nos pensamentos e no ensino da História da Arte. As habilidades CG.EF69AR15.s CG.EF69AR31.s, CG.EF69AR33.s e CG.EF69AR70.n podem ser encaradas como
fundamentais para a realização desta abordagem de conhecimentos.
Durante esse processo, é fundamental que sejam articuladas a teoria e prática, de modo que os alunos ao mesmo tempo em que desenvolvem os conhecimentos
históricos, desenvolvem, também, os conhecimentos práticos e técnicos dos elementos da dança. É fundamental que os estudantes aprendam a história da dança com o corpo,
não somente a partir da contextualização teórica. Desse modo, é fundamental que sejam reconhecidas as relações da história com a contemporaneidade, por exemplo: ainda
hoje, a dança pode estar ligada ao sagrado (sociedades ágrafas)? Ou ligada a movimentos de resistência cultural (afro-brasileira)? Ou então, estar relacionada ao entretenimento
ou a chamada política de “pão e circo” (greco-romano)? Assim, a teoria e a prática devem ser articuladas, para que a partir do contexto histórico, os alunos tenham condições
de perceber, criticamente, o seu cotidiano e a contemporaneidade. As habilidades CG.EF69AR70.n, CG.EF69AR68.n, CG.EF69AR73.n, CG.EF69AR10.s e CG.EF69AR31.s
são possibilidades interessantes para o desenvolvimento desses conhecimentos.
Desse modo, é imprescindível que os elementos técnicos da linguagem da dança sejam trabalhados além da constituição de repertório, de modo a proporcionar
consciência corporal aos alunos, para que esses possam articular suas composições coreográficas com os conhecimentos relacionados às origens da dança e à Antiguidade,
de modo a expressar seus posicionamentos, ideias, críticas, conhecimentos, e entendimentos gerados, sobretudo, pela contextualização da história da dança, na
contemporaneidade. CG.EF69AR12.s, CG.EF69AR13.s, CG.EF69AR15.s e CG.EF69AR77.n são possibilidades de habilidades para abordar a composição coreográfica no
contexto do 6º Ano.
A proposta de conhecimentos específicos para dança apresenta uma organização cronológica histórica possível, porém isso não significa a necessidade de uma
abordagem linear dos períodos propostos, mas apenas uma possível organização metodológica e didática de abordar esses conhecimentos. Independente dos modus operandi
elegido, é importante que cada conhecimento específico seja abordado a partir da dialética histórica e cultural, da/na sociedade, em suas dimensões política, histórica,
econômica, cultural, e estética, por meio da articulação entre teoria e prática, de modo a desenvolver o entendimento destas questões de maneira contextualizada ao sujeito
(aluno), tornando esses conhecimentos ferramentas de ação na sociedade.
7° Ano

Encaminhamentos:
No 6º ano, os conhecimentos específicos tratavam dos primeiros registros de dança, arte, e cultura, passando pelos processos de desenvolvimento destas linguagens,
até o período da Antiguidade. No 7º ano, é importante considerar esse processo buscando o entendimento de sua continuidade, desenvolvendo agora, os conhecimentos de
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dança, arte, e cultura, contextualizados no período da idade média e do renascimento. Assim, é fundamental realizar uma articulação dos conhecimentos que apresentam os
caminhos da dança, arte, e cultura, da Antiguidade até a Idade Média, para, assim, dar continuidade ao desenvolvimento desses conhecimentos, considerando a passagem do
6º para o 7° ano não de forma estanque, mas sim, progressiva. Ao abordar a Idade Média, é fundamental que os conhecimentos trabalhados contextualizem os pensamentos
de corpo e dança da época. É imprescindível que os alunos estabeleçam relações entre cultura, política, igreja, dança, corpo, poder, e arte, de modo a reconhecer de maneira
crítica, como as relações de poder podem influenciar a produção cultural e artística, identificando, também, como os elementos da arte podem ser usados para a manutenção
destas relações de poder, fazendo sempre relações do período em questão, com os contextos contemporâneos, estabelecendo links desses conhecimentos com a vida política,
cultural, artística, e social do aluno. De um modo geral, o teatro e a dança estabelecem diálogos importantes nesse período. Podem ser utilizadas as habilidades
CG.EF69AR68.n, CG.EF69AR70.n, CG.EF69AR72.n, CG.EF69AR10.s e CG.EF69AR31.s.
É interessante, também, que sejam abordados os processos históricos da dança e da arte durante a transição da Idade Média para o Renascimento. A abordagem do
modo com que o pensamento humano começou a ganhar novas configurações durante essas transições, é fundamental para entender como a dança e a arte organizaram-se
nesse período. As questões de gênero da época, as figuras políticas, a política, os filósofos, a maneira com que o conhecimento passou a ser tratado durante o Renascimento,
estão diretamente ligados aos modos de se pensar e fazer dança na época, assim, o entendimento desse contexto histórico é indissociável do entendimento da dança e arte
nesse período. É fundamental identificar, nesse momento, os novos modos de configuração da dança que surgiram, e que se tornaram a base de muitas técnicas e pensamentos
que perduram até os dias de hoje. Nesse momento, as habilidades CG.EF69AR68.n, CG.EF69AR70.n, CG.EF69AR71.n, CG.EF69AR10.s, CG.EF69AR11.s, CG.EF69AR73.n,
CG.EF69AR31.s e CG.EF69AR32.s potencializam e articulam a abordagem desses conhecimentos.
As danças populares brasileiras são entendidas como as danças não eruditas, advindas das tradições populares e que se manifestam nas diferentes regiões do Brasil,
de acordo com a cultura local e com as diversas influências que compõe cada região. As danças afro-brasileiras são aquelas manifestações de dança que se constituem a partir
da presença da cultura africana no Brasil. As indígenas são aquelas dançadas pelos povos indígenas originários do Brasil. Todas elas possuem características específicas de
movimentos corporais e expressividades e devem ser entendidas como arte genuinamente brasileira, o que legitima seus estudos e sua prática na educação básica.
Concomitantemente, é importante que os alunos reconheçam a relação dos processos migratórios e de colonização do Brasil com estas manifestações de dança, entendendo
como tais processos, por meio das culturas trazidas pelos povos escravizados e pelos migrantes, construíram a identidade cultural e artística do Brasil, e, consequentemente,
a dança. Assim, as habilidades CG.EF69AR09.s, CG.EF69AR67.n, CG.EF69AR69.n, CG.EF69AR71.n, CG.EF69AR72.n, CG.EF69AR10.s, CG.EF69AR73.n,
CG.EF69AR15.s e CG.EF69AR77.n são importantes nesse processo.
Ao mesmo tempo em que esses conhecimentos supracitados são articulados teoricamente, é preciso articulá-los de modo prático, criando, experimentando,
investigando, e percebendo os elementos práticos da linguagem da dança como indissociáveis da teoria, reconhecendo a prática do movimento dançado como teoria da dança.
Essa teoria/prática deve sempre se efetivar nos processos de criação cênica e composição coreográfica, em que, a partir da criação, os alunos efetivem os conhecimentos
adquiridos, com a utilização destes na sua produção, comunicação, e expressão artística, que devem, sempre, ser permeadas por: ideias, contextos, e vontades dos alunos, de
modo a reconhecerem a criação em dança e em arte, como maneiras de se posicionar perante sua realidade e mundo. Para desenvolver os elementos da linguagem da dança
e os processos de composição coreográfica, as habilidades CG.EF69AR10.s, CG.EF69AR11.s, CG.EF69AR73.n, CG.EF69AR74.n, CG.EF69AR75.n, CG.EF69AR76.n,
CG.EF69AR12.s, CG.EF69AR13.s, CG.EF69AR14.s, CG.EF69AR15.s, CG.EF69AR77.n e CG.EF69AR32.s podem ser trabalhadas nesse momento.
8° Ano
Os conhecimentos específicos do 8º ano são voltados para o surgimento das vanguardas artísticas da dança. É importante que os alunos reconheçam os caminhos
históricos da dança e da arte percorridos durante o período abordado no 7º ano, identificando os contextos históricos e sociais que resultaram nos pensamentos, movimentos,
e vanguardas da dança e da arte que serão estudados no 8º ano. Identificar tal transição é fundamental para contextualizar os novos conhecimentos que serão abordados.

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Assim, é importante entender como as danças de triunfo e o ballet de corte, por exemplo, têm relação com o surgimento e a prática do ballet romântico. Desse modo, é
primordial que os alunos identifiquem os contextos que fazem a dança apropriar-se de novos conceitos e linguagens como: personagens, dramaturgia, luz, cenário, além de
outros contextos que resultaram na criação dos ballets de repertório. É importante, também, problematizar as questões de gênero que envolvem a dança nesse contexto
histórico, de modo a tecer um olhar crítico a respeito da dança na história e na contemporaneidade. Para essas abordagens, as habilidades CG.EF69AR09.s, CG.EF69AR68.n,
CG.EF69AR70.n, CG.EF69AR71.n, CG.EF69AR73.n, CG.EF69AR74.n, CG.EF69AR14.s, CG.EF69AR31.s e CG.EF69AR32.s possibilitam o desenvolvimento desses
conhecimentos.
As revoluções, as guerras e o comportamento da sociedade, de modo geral, não diferente de outros momentos; têm relação direta com a dança/arte. Para a compreensão
da dança neoclássica e moderna, é necessário ter uma abordagem que contemple o contexto de mundo. Na modernidade, as relações do ser humano com o trabalho tomam
uma nova configuração, as guerras influenciam o pensamento humano e diversos contextos, quais sejam políticos, sociais, econômicos, filosóficos, e, consequentemente, a
dança/arte. Esse cenário foi fundamental para o surgimento de novos modos de se pensar e fazer dança. Assim, é necessário que os alunos reconheçam tal cenário histórico a
partir das produções de dança da época. É impossível desvencilhar a produção artística teórica e prática das vivências humanas de um determinado contexto histórico social.
Aqui, é importante, também, contextualizar a transição do período moderno para o contemporâneo. As habilidades CG.EF69AR09.s CG.EF69AR68.n 06 CG.EF69AR71.n
CG.EF69AR72.n CG.EF69AR10.s CG.EF69AR73.n CG.EF69AR74.n CG.EF69AR31.s e CG.EF69AR33.s podem ser utilizadas para o desenvolvimento desses
conhecimentos.
Ao mesmo tempo em que é traçado o caminho da dança na Europa, é preciso considerar os caminhos que levam as outras danças locais. Entender e identificar a dança
em Mato Grosso do Sul e, em Campo Grande, “amarra” os conhecimentos adquiridos, durante o processo de aprendizagem, à realidade, ao cotidiano, e ao contexto cultural
dos alunos, que nesse momento podem estabelecer experiências com a dança que está mais próxima de sua realidade. É imprescindível que o aluno reconheça e estabeleça
relações com a história e com os artistas locais da dança, experimentando, apreciando, fruindo, conhecendo, investigando, pesquisando, entrevistando, e vivenciando, de todos
os modos possíveis, a dança produzida aqui, tornando-se mais sensíveis com o próprio corpo, além da postura de espectadores, público e sujeitos capazes de pensar e fruir
dança e arte de maneira crítica. As habilidades CG.EF69AR09.s, CG.EF69AR67.n, CG.EF69AR69.n, CG.EF69AR71.n, CG.EF69AR72.n, CG.EF69AR10.s, CG.EF69AR73.n,
CG.EF69AR15.s e CG.EF69AR77.n são importantes nesse processo.
De modo simultâneo em que esses conhecimentos supracitados são articulados teoricamente, é preciso, ainda, articulá-los de maneira prática, criando,
experimentando, investigando, e percebendo os elementos pragmáticos da linguagem da dança como indissociáveis da teoria, reconhecendo a prática do movimento dançado
como teoria da dança. Esta teoria/prática deve sempre se efetivar nos processos de criação cênica e composição coreográfica, em que, a partir da criação, os alunos efetivarão
os conhecimentos adquiridos na própria produção, comunicação, e expressão artística, que deve sempre ser atravessada pelas ideias, contextos, e vontades dos alunos, de
modo a reconhecerem a criação em dança/arte como maneira de se posicionar perante sua realidade e mundo. Para desenvolver os elementos da linguagem da dança e os
processos de composição coreográfica, as habilidades CG.EF69AR10.s, CG.EF69AR11.s, CG.EF69AR73.n, CG.EF69AR74.n, CG.EF69AR75.n, CG.EF69AR76.n,
CG.EF69AR12.s, CG.EF69AR13.s, CG.EF69AR14.s, CG.EF69AR15.s, CG.EF69AR77.n e CG.EF69AR32.s podem ser trabalhadas nesse momento.
9° Ano
Nesse momento, é fundamental que sejam abordadas as transições dos tempos modernos para o contemporâneo. É importante o estudante entender como esses
conceitos e pensamentos estão, diretamente, ligados aos momentos históricos em que estão contextualizados. Entender os conceitos de contemporâneo e contemporaneidade
passa primeiro pelo entendimento de como caminhamos do pensamento moderno para os pensamentos dos dias atuais, reforçando a ideia de que a arte, independentemente,
da linguagem, é sempre um reflexo de seu contexto histórico, cultural, e social. É pertinente abordar como a linguagem da dança refletiu (e reflete) tais conceitos/contextos,
partindo dos estilos e pensamentos que mais, recentemente, encaminharam o pensar e fazer dança na contemporaneidade, como, por exemplo, a contribuição da dança/teatro

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e de seus “fazedores” para o contexto contemporâneo. A dança contemporânea e as danças da contemporaneidade não surgiram do nada ou ao acaso; são resultados de
caminhos, fazeres, e pensamentos de dança/arte ainda em movimento. As habilidades CG.EF69AR09.s, CG.EF69AR68.n, CG.EF69AR70.n, CG.EF69AR71.n,
CG.EF69AR74.n, CG.EF69AR14.s, CG.EF69AR15.s, CG.EF69AR77.n, CG.EF69AR31.s, CG.EF69AR32.s e CG.EF69AR33.s podem ser desenvolvidas nesse processo.
Ao se falar em dança contemporânea, deve-se atentar em não confundir com qualquer dança que é feita nos tempos atuais. É importante esclarecermos que dança na
contemporaneidade trata-se de algo diferente da dança contemporânea. Dança na contemporaneidade refere-se a danças dançadas nos dias atuais, qualquer dança, ou outras
manifestações artísticas que aconteçam atualmente. Porém, nem todas são “contemporâneas”, considerando o termo como uma característica definidora de uma maneira de
se executar, pensar, e conceber uma obra, no caso, de um gênero de dança. Quando se fala em dança contemporânea, é importante termos claro que estamos tratando de uma
linguagem específica de dança, um modo de pensar e fazer que tenha as suas características próprias. Do mesmo modo que o ballet clássico define-se pela sua técnica
específica, as danças urbanas definem-se, também, por suas características, como ocorre com as danças folclóricas, a dança/teatro, as danças de salão, as danças populares e
as danças contemporâneas. Enfim, todas se definem pelas características próprias. E por serem dançadas nos dias atuais, acontecem na contemporaneidade. É importante que
os alunos identifiquem as diferenças desses termos, pois uma das características da dança contemporânea é valer-se das danças (e outras manifestações corporais) da
contemporaneidade. Ressaltamos que “técnica” é um procedimento para obtenção de um determinado resultado. No caso da dança, é importante um procedimento que prepara
o corpo do bailarino para executar os passos de um determinado tipo de dança com suas qualidades de movimento específicas como: força, leveza, agilidade, peso, fluidez,
entre outras. A dança contemporânea tem como técnica a que o coreógrafo ou bailarino optar por usar para preparar seu corpo, normalmente, há que compreender ser mais
apropriada ao trabalho que será desenvolvido. A técnica, no caso, é escolhida por um grupo, por um bailarino ou por um coreógrafo, que opta por estabelecer a maneira de
criação ou composição, normalmente, a que ele mais domina. Além disso, a dança contemporânea pode-se valer de técnicas que não são propriamente de dança, como, por
exemplo, as artes marciais. A dança contemporânea é um conceito vasto, que pode ser entendida com um modo de se fazer e pensar dança. Pode abarcar construções
coreográficas, estéticas, e linguagens muito diversas, de variados lugares e culturas. Pode-se entender, então, que a dança contemporânea preocupa-se tanto com o conceito,
quanto com seu conteúdo expressivo. Assim, tem ultrapassado limites de inteligibilidade e de racionalismo. Isso nos permite estabelecer uma relação subjetiva com a dança,
nativa de uma experiência estética, a partir das individualidades do expectador e das individualidades da produção. As habilidades CG.EF69AR10.s, CG.EF69AR11.s,
CG.EF69AR73.n, CG.EF69AR74.n, CG.EF69AR75.n, CG.EF69AR76.n, CG.EF69AR12.s, CG.EF69AR13.s, CG.EF69AR14.s, CG.EF69AR15.s, CG.EF69AR77.n e
CG.EF69AR32.s podem ser articuladas nesses momentos.
O 9º ano é a finalização de um ciclo de escolarização. Nesse momento, é relevante que o aluno construa o entendimento da arte e da dança como linguagens, como
comunicação, carregada de símbolos, signos, significações e semiótica, organizados para a comunicação de modo direto e racional, sensível e estético. A partir dessa clareza,
é importante que os estudantes percebam e experimentem a dança e o corpo como modo de comunicar-se, socialmente, em diversas instâncias, percebendo o quanto é possível
utilizar-se da linguagem para se posicionar, crítica e politicamente, a respeito de qualquer temática que nos atravesse, de modo a entender o quanto a dança e o corpo podem
representar diversos tipos de pensamentos, lutas sociais, classes econômicas, religiões e outras, além de ser uma linguagem que junto com o corpo é utilizada pelo
entretenimento e pela publicidade como ferramenta para diversos fins. Desse modo, construindo um pensamento mais profundo e crítico a respeito de dança, corpo e arte,
pois estabelece relações conceituais com a realidade local de produção em dança e arte. Podem, aqui, ser desenvolvidas as habilidades CG.EF69AR09.s, CG.EF69AR68.n,
CG.EF69AR69.n, CG.EF69AR70.n, CG.EF69AR71.n, CG.EF69AR72.n, CG.EF69AR76.n, CG.EF69AR13.s, CG.EF69AR77.n, CG.EF69AR31.s, CG.EF69AR33.s e
CG.EF69AR35.s.
Ao se pensar em dança nos dias de hoje, podemo-nos, facilmente, encontrar com os mais diversos modos de apresentá-la. A dança pode ser pensada e produzida por
intermédio de diversos recursos tecnológicos, celulares, câmeras, projetores de imagem, e até as redes sociais podem integrar a construção e o pensamento de dança e corpo.
Além disso, existe uma forte indústria cultural em volta da dança, cantores de diversos gêneros, vídeo clipes, shows de talento, programas televisivos, publicidade etc. Esses
são apenas alguns exemplos em que se pode encontrar a dança dentro da indústria cultural, não só como “adorno”, “complemento” ou “ferramenta” para algo, mas, muitas
vezes, como produto principal dessas produções. Essa relação com a indústria cultural e com as novas tecnologias transforma e produz novos meios de se pensar e produzir
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dança. Desse modo, é fundamental que o aluno entenda e vivencie a dança nos dias de hoje, experimentando, tanto a produção de dança com a utilização de recursos
tecnológicos, quanto apreciando e problematizando a dança como produto cultural dentro da indústria do entretenimento. As habilidades CG.EF69AR71.n, CG.EF69AR72.n,
CG.EF69AR10.s, CG.EF69AR77.n, CG.EF69AR31.s, CG.EF69AR32.s, CG.EF69AR33.s e CG.EF69AR35.s, podem ser utilizadas para desenvolver tais questões.
É importante, nesse momento, que os processos de criação em dança, dentro das possibilidades, tornem-se mais genuínos, contemplando os desejos e experiências
dos estudantes, sendo desenvolvidos a partir de suas realidades, de modo a abordar o que de fato os toca como sujeitos e agentes da sociedade em que estão contextualizados,
tanto nos processos de criação, quanto nas práticas de elementos da linguagem.

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HABILIDADES INDICADAS E CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - 1º AO 5º ANO – ARTE – MÚSICA
CONHECIMENTOS E
OBJETOS DE
ESPECIFICIDADES DA HABILIDADES INDICADAS
CONHECIMENTO
LINGUAGEM
(CG.EF15AR13.s) Identificar e apreciar, criticamente, diversas formas e gêneros de expressão musical,
1º Ano reconhecendo e analisando os usos e as funções da música em diversos contextos de circulação, em especial,
aqueles da vida cotidiana.
Contextos e Práticas (CG.EF15AR99.n) Interpretar melodias com percussão corporal, observando diferenças de alturas (sons
Introdução à música: sonoridade e graves e agudos).
expressão; (CG.EF15AR.100.n) Desenvolver a percepção auditiva, a imaginação, a sensibilidade e memória musical
Percepção sonoro-musical: som, pela escuta dos sons percebidos na natureza e no/do cotidiano.
silêncio e pulsação; (CG.EF15AR14.s) Perceber e explorar os elementos constitutivos da música (altura, intensidade, timbre,
Identidade - eu e a música; melodia, ritmo etc.), por meio de jogos, brincadeiras, canções e práticas diversas decomposição/criação,
Vivências sonoras I; Elementos da execução e apreciação musical.
Cantigas populares brasileiras; Linguagem (CG.EF15AR104.n) Ouvir e discriminar de modo lúdico fontes sonoras (sons produzidos pelo corpo, por
Percussão corporal I. animais, objetos sonoros e instrumentos musicais) e semelhanças e contrastes sonoros (altura: sons graves e
agudos/duração: sons longos e curtos/timbre: características dos sons / intensidade: sons fortes e suaves).
(CG.EF15AR15.s) Explorar fontes sonoras diversas, como as existentes no próprio corpo (palmas, voz,
2º Ano percussão corporal), na natureza e em objetos cotidianos, reconhecendo os elementos constitutivos da música
e as características de instrumentos musicais variados.
Percepção sonoro-musical: (CG.EF15AR106.n) Expressar e vivenciar, musicalmente, além de acompanhar canções e gravações com
Pulsação e ritmo; Materialidades gestos e percussão corporal.
Expressão musical: voz; (CG.EF15AR107.n) Explorar composições rítmicas, melódicas e harmônicas com instrumentos
Identidade: eu, nós e a música; convencionais e não convencionais.
(CG.EF15AR108.n) Conhecer e identificar os padrões rítmicos, melódicos e/ou demais elementos que
Vivências sonoras II:
caracterizam a música da cultura popular brasileira.
Jogos e brincadeiras musicais; (CG.EF15AR16.s) - Explorar diferentes formas de registro musical não convencional (representação gráfica
Instrumentos sonoros e musicais de sons, partituras criativas etc.), bem como procedimentos e técnicas de registro em áudio e audiovisual, e
I. Notação e Registro
reconhecer a notação musical convencional.
Musical
(CG.EF15AR111.n) Conhecer o conceito de paisagem sonora e fazer o registro gráfico alternativo (notação
3º Ano não tradicional) dos elementos do som em paisagens sonoras.
(CG.EF15AR17.s) Experimentar improvisações, composições e sonorização de histórias, entre outros,
Percepção sonoro-musical: Ritmo, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos musicais convencionais ou não convencionais, de modo
melodia e harmonia; Processos de Criação individual, coletivo e colaborativo.
(CG.EF69AR92.n) Expressar e vivenciar, musicalmente, com o corpo, por meio da percussão corporal,
Música: paisagem sonora;
acompanhar canções e gravações com gestos e percussão corporal, movimentando-se a partir de canções,

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Brincadeiras populares melodias, sons vocais, instrumentais e gravações, associando os movimentos à pulsação, andamento,
brasileiras; dinâmica, divisão binária/ternária e realizar coreografias
Instrumentos sonoros e musicais (CG.EF15AR116.n) Expressar, musicalmente, com a voz, dizer, entoar e cantar rimas e cantilena, cantar
II; canções e experimentar sons vocais.
Música étnica;
Jogos musicais com percussão (CG.EF15AR23.s) Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas
corporal. linguagens artísticas.
Processos de criação (CG.EF15AR120.n) Integrar a linguagem musical com outras linguagens (audiovisual, mídias, artes visuais,
(artes integradas) teatro e a dança), nas práticas de criar, ler, produzir, construir, exteriorizar e refletir sobre essas formas
4º Ano artísticas.
(CG.EF15AR24.s) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias
Parâmetros da música e do som; Matrizes estéticas de diferentes matrizes estéticas e culturais.
Notação gráfica; culturais (CG.EF15AR122.n) Identificar e ampliar o repertório de cantigas tradicionais, danças, jogos, brincadeiras e
Os instrumentos musicais: (artes integradas) músicas folclóricas.
diversidade de sons;
Música no contexto campo- (CG.EF15AR25.s) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em
grandense; especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas,
Música e as matrizes: indígena e favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.
afro-brasileira; CG.EF69AR97.n) Discutir e refletir sobre as músicas e influências do contexto sociocultural, conhecendo
Música da/na cultura popular. suas funções em épocas e sociedades distintas, percebendo as participações das etnias.
(CG.EF15AR125.n) Desenvolver atitudes de sentidos éticos e estéticos na construção da sua identidade
Patrimônio cultural pessoal e social e o respeito à diversidade cultural presente na escola.
5º Ano (artes integradas) (CG.EF15AR126.n) Conhecer música popular e compreender o que seja patrimônio cultural - material e
imaterial, para valorizar, preservar e realizar propostas musicais relacionadas à valorização e preservação
Melodia, harmonia e ritmo; desses patrimônios.
Criação e experimentação (CG.EF15AR.127.n) Reconhecer a diversidade e as influências de diversas matrizes étnicas que
musical; contribuíram para a constituição da identidade da música sul-mato-grossense.
Música regional;
Música latino-americana; (CG.EF15AR26.s) Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos
Música da/na cultura popular: Arte e tecnologia
eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de criação artística.
Música e tecnologia. (artes integradas)

Os conhecimentos propostos para música para ensino fundamental I e II não têm como objetivo a formação de músicos, instrumentistas, concertistas e nem o domínio dos
instrumentos ou cantar almejando uma carreira profissional, mas trabalhar a música ou tocar algum instrumento, deve ter como objetivo educação musical do aluno.

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Convém lembrar que a tecnologia também pode ajudar nas descobertas dos sons e dos instrumentos. Nesse sentido, sugerimos utilizar recursos do computador, tais como
softwares para pesquisa e produções artísticas musicais. Diante disto, sugerimos utilizar:
• Softwares Educativos e sistematização das informações obtidas.
• Jogos interativos com o objetivo de trabalhar os conteúdos desenvolvidos em aula: gamificação.
• Sonoplastia para registro dos sons (em ruídos naturais, falas e ruídos de efeitos)
• Vídeos das plataformas de compartilhamento.
• Desenho de animações, filmes e vídeos e CDs de músicas do cancioneiro infantil e músicas clássicas.
• Pesquisa: repertório sinfônico e os principais compositores, disponível em aplicativos como o My First Orchestra App, desenvolvido pela gravadora Naxos; o Music
Superheroes, da Lisbon Labs, de Portugal; e o Tuhu Musical, da brasileira Baluarte.
• Instrumentos acústicos, eletrônicos e as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para a criação de pequenas peças musicais partindo de determinadas formas e
estruturas de organização sonora e musical.

1º Ano
A passagem da educação infantil para o 1º ano do ensino fundamental I é um processo importante na vida das crianças. Neste entendimento, é importante que o primeiro
contato com a música seja voltado para a sensibilização sonora, descoberta, expressividade, experimentação de maneira lúdica.

Encaminhamentos:
Introdução à música - sonoridade e expressão: Esta aprendizagem permite que o aluno reconheça e diferencie fontes sonoras (sons produzidos pelo corpo, por animais,
objetos sonoros e instrumentos musicais) e semelhanças e contrastes sonoros (altura: sons graves e agudos/duração: sons longos e curtos/timbre: características dos
sons/intensidade: sons fortes e suaves) (CG.EF15AR104.n). Para tanto, sugerimos propor experiências com a própria voz (cantar, rir, falar, chorar etc.); imitar sons da
natureza, animais etc. Imitar ritmos sugeridos pelo professor; acompanhar canções com gestos, batimentos rítmicos utilizando as mãos, pés, dedos, pernas e outros;
movimentar-se a partir de sons vocais, melodias, canções e outros; experimentar potencialidades sonoras de objetos e instrumentos musicais; emitir sons graves / agudos,
forte/fraco, longos / curtos.

Percepção sonoro-musical - Som, silêncio e pulsação: A música manifesta-se por meio da junção de som, silêncios, afetos, vibração e sensações. Inicialmente, para
problematizar a existência do silêncio absoluto, e com isto refletir sobre o silêncio, sua importância na vida das pessoas, sua importância na música. Este conhecimento
permite despertar a curiosidade e o interesse, o reconhecimento das diferentes características geradas pelo silêncio e pelo som, com pulsação (pulso) desenvolver o senso
rítmico. Desse modo, esta aprendizagem favorece o desenvolver a habilidade para a imaginação, da memória musical pela escuta dos sons do cotidiano e da natureza, de
instrumentos, objetos sonoros (CG.EF15AR15.s). Diante disto, sugerimos exercícios a partir de elementos e situações do cotidiano, escuta dos diferentes sons de brinquedos,
dos objetos, do ambiente e do próprio corpo e exercícios de observação, descoberta, pesquisas materiais sonoras.

Identidade - Eu e a música: A iniciação musical, desperta interesse e o gosto, daí a importância de fomentar novas descobertas para construção de identidades e memórias
imaginadas, sensações, acuidade auditiva e atenção e momentos de prazer e alegria. Este conhecimento permite desenvolver atitudes de sentidos éticos e estéticos na
construção da sua identidade pessoal e social e o respeito à diversidade cultural presente no contexto escolar (CG.EF15AR125.n).
Vivências sonoras: Vivenciar música é, antes de tudo, um trabalho de alfabetização sonora. Assim, este conhecimento contribui para a experimentação e exploração de sons
de procedências variadas, vocais e/ou instrumentais, a compreensão da realidade sonora. Para isto é importante identificar e apreciar, criticamente, diversas formas e gêneros
de expressão musical, reconhecendo e analisando os usos e as funções da música em diversos contextos de circulação, em especial, aqueles da vida cotidiana
(CG.EF15AR13.s).
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Cantigas populares brasileiras: As cantigas são canções populares relacionadas com os costumes, cotidiano das pessoas, festas típicas do local, comidas, brincadeiras,
paisagem, flora e fauna, além de fazer parte do folclore brasileiro, por meio de músicas de roda, cantigas de ninar, lendas etc. Assim, este conhecimento oportuniza aprender
brincando, caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de diferentes matrizes estéticas e culturais (CG.EF15AR24.s) e, também,
valorizar, preservar o patrimônio cultural imaterial (CG.EF15AR126.n).

Percussão corporal I: O corpo humano é uma fonte muito rica de sons e pode ser considerado nosso primeiro instrumento musical. Este conhecimento contribui para a
automatização rítmica, descoberta dos ritmos e melodia, percepção corpórea em sua globalidade, ampliação do repertório de sons corporais, a capacidade de criação musical
e o fazer musical. Para tanto, é necessário vivenciar, musicalmente, acompanhar canções e gravações com gestos e percussão corporal (CG.EF15AR106.n).
Observação: É importante que as músicas trabalhadas contenham temas interessantes às crianças, considerar certos elementos e a simplicidade das letras e que estejam
relacionadas com o contexto infantil e a importância da flexibilidade quanto à improvisação das canções, valorizar as canções trazidas pelos alunos (aprendidas ou inventadas).
É válido lembrar que a ausência de instrumento não deve ser empecilho à liberdade da criança para acompanhar as músicas ou brincadeiras trabalhadas.
2º Ano
Encaminhamentos:
Percepção Sonoro-musical II – Pulsação e ritmo: A percepção sonora favorece o desenvolvimento da escuta, o sentir e reconhecer os sons. Neste entendimento, o
conhecimento contribui para a vivência musical, para o conhecimento básico dos elementos da linguagem musical (pulso e ritmo), distinguir ritmo, ouvir e discriminar as
fontes sonoras (corpo, animais, objetos sonoros e instrumentos musicais), semelhanças e contrastes sonoros (altura: sons graves e agudos/duração: sons longos e curtos/timbre:
características dos sons/intensidade: sons fortes e suaves (CG.EF15AR104.n).
Sugestão para os procedimentos metodológicos:
• Introdução das noções básicas dos elementos musicais: pulso e ritmo.
• Experimentação sonora com objetos e instrumentos musicais de diversos ritmos.
• Reconhecimento dos padrões de sons (curtos e longos), padrões rítmicos (iguais e diferentes).
• Percepção de ritmo igual e diferente, agradável, violento e frenético, lento, moderado e rápido etc.
• Vivência lúdica com variados ritmos e velocidades corporais e brincadeiras em diferentes espaços.
• Experimentação e produção de sons com os diversos objetos trazidos, previamente, e com materiais disponíveis em sala de aula como canetas, papel, espiral de caderno
etc.
• Reconhecimento de sons graves e agudos, comparando a diferença entre objetos e diferenças de alturas produzidas com o mesmo objeto.
• Criação e experimentação de sons (individual ou coletivamente), com os instrumentos convencionais e/ou com o próprio corpo.
• Identificação e marcação da pulsação e/ou ritmo de lenga-lengas, canções, melodias e danças, utilizando percussão corporal, instrumentos, voz, movimento etc.
• Compreensão dos ritmos musicais, por meio da observação e do contato com instrumentos musicais (industriais ou artesanais), como: apitos, pandeiro, chocalhos, ocarinas
(instrumento de sopro que emite sons graves e agudos).

Expressão Musical – Voz: O cotidiano é impregnado de sons e ruídos que nos acompanham, diariamente, como uma autêntica trilha sonora. Este conhecimento possibilita
experimentar improvisações, sonorização de histórias, entre outros, utilizando voz. Portanto, é necessário desenvolvimento de vivência musical, expressão musical com a
voz, dizer, entoar e cantar rimas e cantilena, cantar canções e experimentar sons vocais (CG.EF15AR116.n).
Sugestão para os procedimentos metodológicos:
• Expressão e criação de sons com voz.

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• Audição da própria voz ou de pessoas conhecidas por meio de gravações.
• Apreciar produções audiovisuais com musicais, brinquedos cantados, teatro de fantoches.
• Fomento à interação com a música clássica e identificar as vozes relativas aos compositores.
• Expressão e experimentação de variadas entonações de voz, de voz na criação de um personagem teatral.
• Experimentação com sons vocais: Entoar rimas e lenga-lengas, cantar canções, reproduzir pequenas melodias.
• Reprodução com a voz de frases, ruídos sonoros, canções e melodias (cantadas ou tocadas, ao vivo ou de gravação).
• Introdução das possibilidades de sonoridades vocais, incluindo variações com a voz e percussão vocal (assobios, sopros etc.).
• Criação e experimentação: Brincar de cantar palavras, com nome dos colegas, em diferentes ritmos e alturas, expressando ideias e sentimentos, respeitando as regras
estabelecidas nas interações de convívio social.

Identidade: eu, nós e a música: A música tem um papel importante na constituição das identidades, pois favorece novas interações e respeito de si e dos outro. Diante disto,
este conhecimento contribui para noções de identidade, ampliar o modo de perceber a si mesmo e o outro, valorizar sua identidade, respeitar os outros e reconhecer as
diferenças, a partir do espaço de convivência. Assim, esta aprendizagem permite desenvolvimento de atitudes de sentidos éticos e estéticos na construção da sua identidade
pessoal e social e o respeito à diversidade cultural presente no contexto escolar (CG.EF15AR125.n).
Sugestão para os procedimentos metodológicos:
• Compreensão das diferentes manifestações musicais da família e a comunidade a que pertence.
• Percepção da música de diferentes grupos étnico-racial para trabalhar o respeito aos diferentes gostos musicais e à identidade racial das crianças.
• Brincando e expressando: utilizar as músicas e cirandas que evidenciam nomes, para reconhecer sua identidade, seu nome, suas histórias e características.
• Utilização de diversos ritmos sonoros e musicais, expressão dos sentimentos gerados pela música, bem como sobre as mensagens trazidas pelas suas letras.
• Audição de músicas e histórias, brincar com jogos, com as regras ou os pontos ganhados e perdidos, partilhar temas das brincadeiras de faz de conta para perceber a si e
o outro, demonstrando empatia.

Vivências sonoras II: Jogos e brincadeiras musicais: A vivência musical, por meio dos jogos e brincadeiras presentes na cultura local e universal, faz-se presente. Este
conhecimento contribui para a expressão do imaginário e o prazer de descobrir novos sons presentes nos jogos e brincadeiras musicais da cultura infantil. Diante disto, este
conhecimento permite perceber e explorar os elementos constitutivos da música (altura, intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por meio de jogos, brincadeiras, canções e
práticas diversas de composição/criação, execução e apreciação musical (CG.EF15AR14.s).
Sugestão para os procedimentos metodológicos:
• Compreensão e vivência por meio de brincadeiras, elementos da música (altura, intensidade, timbre, ritmo etc.).
• Participação de jogos e brincadeiras que envolvem música, canto e movimento possibilitam a percepção rítmica.
• Exploração de brincadeiras cantadas: Brincar com a música, imitar inventar, interpretar e reproduzir músicas de seu convívio social.
• Produção de diferentes sons, ritmos melódicos, para conhecer diferentes expressões sonoras, por meio de objetos e brinquedos sonoros.
• Criação e experimentação: Brincar com ritmo presentes no cotidiano: no relógio, no andar das pessoas, no voo dos pássaros, nos pingos de chuva, na batida do coração,
numa banda, num motor, no piscar de olhos etc.
• Realização de jogos de mãos (Escravos de Jó, Adoletá, Batom, entre outros) e copos (mantendo uma sequência), cantigas de roda, parlendas, brincadeiras cantadas e
rítmicas.

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Percussão corporal II: Por meio do corpo, é possível conseguir uma variedade de sons percussivos inusitados que podem servir para fazer música. Este conhecimento
possibilita explorar sons e ritmos com a percussão corporal. Portanto, esta aprendizagem contribui à percepção, criação, vivência, a partir de canções, melodias, sons vocais,
instrumentais e gravações, associados a movimentos à pulsação, andamento, dinâmica e realizar coreografias (CG.EF69AR92.n).
Sugestão para os procedimentos metodológicos:
• Criar uma peça musical baseada em percussão corporal no estilo do Grupo de percussão corporal: Barbatuques.
• Interpretação de melodia convencional com percussão corporal, observando diferenças de alturas (sons graves e agudos).
• Exploração de diferentes recursos de percussão corporal, a partir de sons vocais e instrumentais melodias e canções gravações.
• Percussão corporal para acompanhar canções e coreografias elementares, gestos movimentos, passos inventando e/ou reproduzindo.
• Identificação e marcação da pulsação e/ou ritmo de lenga-lengas, canções, melodias e danças, utilizando percussão corporal, instrumentos, voz e movimento.
• Realização de pequenas sequências coreográficas, a partir das vivências, exercícios de percussão corporal, movimentos do cotidiano, sequências e estruturas rítmicas,
percebendo-as por meio das músicas das brincadeiras e jogos como: parlendas, cantigas de roda, trava-línguas, balança caixão, escravos de Jó, cirandas etc.

Instrumentos sonoros e musicais I: este conhecimento contribui para compreender os elementos constitutivos da música e as características de instrumentos musicais
variados. Diante disto, é preciso experimentar improvisações, composições e sonorização de histórias e outros, por meio som dos instrumentos musicais convencionais ou
não convencionais. Acrescentamos, ainda, produção e distinção entre instrumentos e exploração de composições rítmicas, melódicas e harmônicas com instrumentos
convencionais e não convencionais (CG.EF15AR107.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Noções básicas sobre os elementos constitutivos da música.
• Percepção e fruição dos instrumentos, banda coral, orquestra.
• Pesquisa sobre os instrumentos sonoros e musicais alternativos para a criação de possíveis apresentações.
• Percepção sobre as possibilidades instrumentais para o desenvolvimento e ampliação auditiva e a criação musical.
• Identificação auditiva e visual dos instrumentos musicais utilizados em diferentes épocas, estilos e culturas musicais.
• Apreciação de apresentações infantil /ou de grupos musicais (virtual ou presencial), como: orquestras, bandas etc.
• Reprodução com a voz e com instrumentos sonoros, canções e melodias simples (cantadas ou tocadas, ao vivo ou de gravação).

Observação: A ausência de instrumento não deve ser empecilho para trabalhar o conhecimento proposto. Outra opção seria a execução musical com sons alternativos: como:
copos, tubos de PVC, colheres, baldes, bambu, bexigas, latas etc. Caso a escola não disponha de instrumentos musicais convencionais, o professor pode utilizar dos recursos
tecnológicos e audiovisuais.
3º Ano
Encaminhamentos:

Percepção sonoro-musical-Ritmo: Este conhecimento favorece a compreensão dos conceitos básicos dos elementos constitutivos da música: melodia, harmonia e ritmo.
Para tanto, é necessário desenvolver a habilidade de perceber e explorar os elementos constitutivos da música (altura, intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.)
(CG.EF15AR14.s).

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Sugestão para os procedimentos metodológicos:
• Noções básicas dos elementos constitutivos da música: ritmo, melodia e harmonia.
• Percepção dos padrões de sons curtos e longos; padrões rítmicos iguais e diferentes.
• Execução de pequenas harmonias nos instrumentos (convencionais e alternativos).
• Realização de uma pequena composição musical utilizando os conceitos musicais aprendidos.
• Audição de músicas para identificar as características rítmicas, melódicas, harmônicas e formais dos sons de objetos e os instrumentos musicais.
• Uso do espaço para explorar ritmo para contextualizas o conceito de igual e diferente, agradável, violento e frenético, lento, moderado e rápido etc.
• Percepção da pulsação e o ritmo de lenga-lengas, canções, melodias e danças, utilizando percussão corporal, instrumentos, voz, movimento etc.
• Compreensão dos ritmos de musicais, por meio da observação e do contato com instrumentos musicais (industriais ou artesanais), como: apitos, pandeiro, chocalhos,
ocarinas (instrumento de sopro que emite sons graves e agudos).

Música: paisagem sonora: O cotidiano da sociedade é rodeado por diversos estímulos sonoros. Para identificar o som do ambiente acústico, é preciso desenvolver a escuta
e a percepção de sons de diversos ambientes. Este conhecimento permite o desenvolvimento da audição, experimentação, do despertar da sensibilidade para os sentidos da
audição, percepção, do reconhecer dos ritmos diferenciados, os timbres e o ruído dos diversos ambientes ou certas situações (CG.EF15AR104.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Noções básicas sobre conceito de paisagem sonora.
• Compreensão dos timbres diversos da paisagem sonora, da natureza e outros.
• Sonorização de paisagens quadros, fotos, poemas, histórias e outros.
• Percepção da paisagem sonora como constitutiva da música contemporânea (popular e erudita).
• Percepção sonora: registro gráfico alternativo (notação não tradicional) dos elementos do som em paisagens sonoras.
• Problematização sobre a poluição e as consequências dos ruídos em alto volume para a percepção da percepção auditiva por saturar os ouvidos.
• Criação e experimentação: Apresentar amostras, previamente, gravadas de ambientes sonoros como: de trânsito, de natureza, de estádio de futebol, de animais etc. Os
alunos deverão reconhecer todos os sons dos ambientes representados, descrever o cenário onde eles acontecem e em seguida desenhar a cena que estão imaginando e,
por fim, registrar no caderno os sons (onomatopeias).
• Pesquisa da paisagem sonora de diferentes naturezas como: os sons dos animais; os sons dos fenômenos da natureza (vento, chuva, trovões, mar etc.); os sons advindos
dos objetos construídos pelos seres humanos (meios de transporte, aparelhos eletrodomésticos, ferramentas de trabalho etc.); os sons dos seres humanos (falas, sotaques,
ato de caminhar ou correr, as músicas etc.).

Sugestão: Apresentação de vídeos sobre paisagem sonora, e gravações de exploração de sons de inúmeras procedências, vocais e/ou instrumentais, de timbres diversos e
ruídos, produzidos por materiais e equipamentos variados, acústicos e/ou elétricos e/ou eletrônicos.

Brincadeiras populares brasileiras. Esta aprendizagem permite abordar as brincadeiras populares para reconhecer e perceber a si mesmo como um ser social que se relaciona
com o mundo, permite, também, identificar as músicas presentes nos brinquedos, brincadeiras, canções de diferentes matrizes estéticas e culturais (CG.EF15AR24.s) e ampliar
o repertório de cantigas tradicionais e músicas folclóricas (CG.EF15AR122.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


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• Pesquisa e expressar brincando com músicas e instrumentos da cultura popular.
• Utilizar para trabalhar crônicas infantis, folclore, charadas e resgatar brincadeiras típicas brasileiras.
• Experimentação: Explorar as brincadeiras que envolvem música, canto e movimento que possibilitam a percepção rítmica.
• Brincadeiras cantadas: Brincar com a música, imitar inventar, interpretar e reproduzir músicas de seu convívio social.
• Música e cultura: Reconhecer e aproveitar a cultura musical familiar para valorização da identidade, respeito às diferentes manifestações musicais.
• Experimentação: Utilizar objetos e brinquedos para a produção de diferentes sons, ritmos melódicos, para conhecer diferentes expressões sonoras.
• Interpretação e comunicação: Brincar com a voz em repetição de sons, com o uso de estruturas melódicas, mas sem as letras musicais, para desenvolver experiências
prazerosas que contribuam para a musicalização.
• Desenvolvimento do senso de ritmo do cotidiano: no relógio, no andar das pessoas, no voo dos pássaros, nos pingos de chuva, na batida do coração, numa banda, num
motor, no piscar de olhos, em muitas brincadeiras.

Instrumentos sonoros e musicais II: Este conhecimento engloba o conhecimento de instrumentos musicais convencionais e não convencionais, o desenvolvimento de
percepção sonora, expressividade, distinção de instrumentos pelo som, família e origem. Além disso, o professor pode propor a construção de instrumentos de percussão
definida e introduzir noções de escala diatônica. Para tanto é preciso conhecer e as experimentações sonoras com instrumentos sonoros contribui para o desenvolvimento da
capacidade perceptiva, expressiva, produção e distinção entre instrumentos e explorar composições rítmicas, melódicas e harmônicas com instrumentos convencionais e não
convencionais (CG.EF15AR107.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Pesquisa para conhecer uma orquestra e seus instrumentos.
• Criação e expressão de outros sons alternativos para apresentações e/ou performances.
• Pesquisa sobre os instrumentos musicais utilizados em diferentes épocas, estilos e culturas musicais.
• Experimentação sobre as possibilidades sonoras, com o uso de materiais diversificados e alternativos.
• Prática de exercícios de percepção e improvisação musical e formação de grupos para a criação de performances.
• Apropriação das possibilidades instrumentais para o desenvolvimento e ampliação auditiva e a criação musical.
• Compreensão sobre as diferentes maneiras de produzir sons com instrumentos musicais (industriais e alternativos).
• Reproduzir com instrumentos sons isolados, motivos, escalas, agregados sonoros, canções e melodias (cantadas ou tocadas, ao vivo ou de gravação).
• Criação de organizações rítmicas, acompanhando canções ou criando ambiências sonoras para histórias utilizando os instrumentos musicais convencionais ou
convencionais (confeccionado em sala ou não).
• Criação e experimentação: Selecionar uma música. Identificar os instrumentos usados no acompanhamento da música marcando a pulsação no pé, acrescentando outros
movimentos corporais ou sons com materiais diversos.

Observação: A ausência de instrumento não deve ser empecilho para trabalhar o conhecimento proposto. Outra opção seria a execução musical com sons alternativos: como:
copos, tubos de PVC, colheres, baldes, bambu, bexigas, latas etc. Caso a escola não disponha de instrumentos musicais convencionais, o professor poderá utilizar-se do
recurso de mostrar vídeos de músicos, orquestras.

Música Étnica: Este gênero musical é denominado música de raiz, por ser expressão das crenças, dos rituais e da vida cotidiana, e mantém-se sem mudanças no decorrer do
tempo, como por exemplo: indígena, a de tribos africanas, os aborígenes australianos, entre outros. Entretanto, essas civilizações estão, pouco a pouco, sendo dizimadas, e
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sua cultura, inclusive a musical, está quase esquecida. Sendo a cultura local um mosaico de grupos étnicos, esta aprendizagem favorece o conhecimento da diversidade e as
influências de diversas matrizes étnicas que contribuíram para a constituição da identidade da música local e, também, atitudes de respeito com as expressões artísticas
produzidas por diferentes culturas, povos, sociedades, etnias (CG.EF15AR.127.n) e (CG.EF69AR97.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Noções básicas sobre o conceito de música étnica, destacando os elementos constitutivos.
• Cultura: Destacar para a importância de conhecer as nossas raízes ancestrais e para o respeito das diferenças étnico raciais.
• Perceber a diversidade das manifestações musicais presentes na cultura local (indígena, quilombola etc.), como significativa para a formação cultural da população local
e regional.
• Experimentação e expressão com o som de instrumentos musicais dos presentes em diferentes etnias (instrumentos musicais com elementos da natureza).
• Pesquisa musical para conhecer, respeitar e valorizar as diferenças étnicas, regionais que caracterizam o território campo-grandense relacionando-as aos movimentos
migratórios.

Jogos musicais com percussão corporal:


Trabalham-se noções de técnica de percussão corporal e práticas com jogos musicais. A relação dos jogos musicais com a percussão corporal é uma forma de desenvolver
aspectos voltados à aprendizagem de ritmos e atividades de percepção rítmica (CG.EF15AR14.s). Além disso, a música corporal consiste em uma ferramenta importante para
o ensino e aprendizagem em música, visto que dispensa recursos materiais. Esta aprendizagem contribui para e a percepção, a criação, e a vivência a partir de canções,
melodias, sons vocais, instrumentais e gravações, associados a movimentos, à pulsação, andamento, dinâmica e realização de coreografias (CG.EF69AR92.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Uso de jogos para desenvolvimento da percepção rítmica, utilizando o corpo como recurso sonoro.
• Percussão corporal acompanhando canções, criando coreografias com gestos movimentos, passos etc.
• Exploração de diferentes recursos de percussão corporal, a partir de sons vocais e instrumentais, melodias e canções.
• Criação e experimentação peça musical baseada em percussão corporal no estilo do grupo de percussão corporal: Barbatuques.
• Desenvolvimento da percepção musical, por meio da exploração das possibilidades de timbre e de jogos musicais com percussão corporal.
• Percepção e marcação do pulso e/ou ritmo de lenga-lengas, canções, melodias e danças, utilizando percussão corporal, instrumentos, voz, movimento.
• Uso de jogos nos quais a palavra e o verso sejam tomados como ponto de partida para a compreensão e realização de determinadas estruturas musicais (como ostinato).
• Desenvolvimento de atividades lúdicas, de sonoridades e/ou melodias criadas em aula com a utilização da voz, percussão corporal, instrumentos musicais e material
alternativo.

Jogos de movimentos: pulsação, andamento, produção de variações bruscas de andamento (rápido, lento) e intensidade (forte, fraco) e graduais de andamento
(acelerar, retardar) e de intensidade (aumentar, diminuir).
4º Ano

Encaminhamentos:
Parâmetros da música e do som: Sons e ruídos estão impregnados no cotidiano que nos acompanham, como uma autêntica trilha sonora. Isso ocorre quando a música é
trabalha com os sons e ritmos nos diversos modos e gêneros. A compreensão dos parâmetros do som busca o entendimento da escrita musical, uma vez que esses parâmetros
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são usados como referências para a grafia da música na nossa cultura. Tradicionalmente, a grafia musical utiliza-se de quatro parâmetros básicos: altura, intensidade, duração
e timbre. Esta aprendizagem desses conteúdos oportuniza o conhecimento do conceito de timbre e a pesquisa de instrumentos musicais (CG.EF15AR14.s).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Treinamento auditivo com prática de solfejos.
• Percepção de contorno melódico, intervalos, timbres e dinâmicas.
• Contextualização sobre o conceito de altura, intensidade, duração e timbre.
• Desenvolvimento da memória, afinação e coordenação motora como ferramentas para músicos.
• Desenvolvimento da percepção das propriedades do som (elementos de leitura e notação musical).
• Apreciação de músicas e compositores para ampliar seus conhecimentos sobre a produção musical.
• Exploração dos parâmetros do som (altura, intensidade, duração e timbre) e suas principais características.
• Criação musical: propor a produção criadora com sons alternativos, por meio de combinações de sons e movimentos corporais (individual ou em grupo)

Notação gráfica: A notação gráfica é a representação sonora que se expressa por meio de desenhos, símbolos e/ou traços. Esse tipo de notação aplica-se em grande parte à
música contemporânea, a partir da necessidade de registrar sons que escapam aos limites da escrita tradicional. Sons que não são expressos em alturas (notas) precisas ou
ritmos métricos e que para serem interpretados, convenientemente, precisam de outros recursos visuais para além da pauta. Esse estudo permite conhecer tipos de notações
gráficas e a pesquisa dos sons com instrumentos musicais e objetos sonoros disponíveis (CG.EF15AR16.s)

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Contextualização histórica de notação musical.
• Interpretações sonoras a partir de pinturas (obras de arte).
• Iniciação a representação gráfica de sons e leitura musical.
• Realização de jogos de improvisação e interpretações sonoras a partir de pinturas.
• Composição de pequenas melodias, utilizando um software no laboratório de informática.
• Compreensão das notas musicais registradas numa pauta e os símbolos utilizados numa partitura musical.
• Expressão de diferentes formas de registro musical não convencional e reconhecimento da notação musical convencional.
• Compreensão de partituras não convencionais (partitura diferente da convencional), como por exemplo, a música contemporânea, ou da música gregoriana, ou ainda uma
tablatura.

Música no contexto campo-grandense: A música é uma linguagem universal, tendo participado da história da humanidade desde as primeiras civilizações. A história da
música no contexto campo-grandense recebeu influência de diferentes culturas. Diante disto, é importante conhecer, identificar e apreciar diversos estilos e gêneros de
expressão musical, contextos campo-grandenses, e conhecer música, os principais compositores e suas produções musicais (CG.EF15AR13.s).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Noções básicas sobre as manifestações musicais.
• Compreender a formação das matrizes rítmicas da música campo-grandense.
• Conhecer gêneros musicais variados, percebendo a diversidade existente no repertório campo-grandense.
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• Identificar instrumentos musicais, ritmos provenientes dos povos que participaram da formação da identidade musical de Campo Grande.
• Contextualização: Pesquisar e conhecer a produção artística de artistas paranaenses para compreender a realidade histórica e cultural regional.
• Criação e experimentação: Ver e analisar diferentes espetáculos musicais, presencialmente e/ou por meio de vídeos, ou aparelhos audiovisuais, para conhecer gêneros
musicais locais.
• Produção e expressão: Construir um espaço cultural com: fotos, reportagens, convites, catálogos, emissão de opinião, curiosidades, dentre outros, sobre eventos culturais
locais relacionados às artes visuais, dança, música e teatro, expressar a vida cultural do município.
• Pesquisa para conhecer e identificar trabalhos artísticos produzidos por artistas campo-grandenses (orquestras, canto coral, música de câmara, camerata de violões,
camerata de flautas e outros).
• Conhecer produtores (as) de arte e suas obras: artes visuais, dança, música e teatro, que representam, em seus trabalhos artísticos, temáticas lúdicas, alusivas a brincadeiras,
brinquedos, fatos inusitados, criança, infância e outros, para compará-los entre si e com seus contextos.

Música e as matrizes: indígena e afro-brasileira: Uma cultura pode ser compreendida como campo simbólico, por possibilitar às pessoas uma rede de relações sociais que
são construídas por meio de símbolos, signos, práticas e valores. Nesse sentido, é importante perceber o conjunto de elementos culturais presentes em uma nação ou região,
pois guarda características peculiares e genuínas de um povo. Esta aprendizagem possibilita desenvolver a habilidade para conhecer a música das matrizes estéticas e cultuais
(indígena, quilombola) como significativa para a formação cultural da população local e regional (CG.EF15AR.125.n).
Sugestão para os procedimentos metodológicos:
• Compreensão sobre a formação das matrizes rítmicas da música brasileira.
• Identificar instrumentos musicais, ritmos e danças provenientes destes povos.
• Contextualização: Conhecer artistas que utilizaram, em suas músicas, temáticas étnico-raciais.
• Experimentação e expressão com o som de instrumentos musicais indígenas e quilombolas.
• Escuta e apreciação estética de diferentes gêneros musicais observando suas especificidades sonoras e históricas.
• Brincadeiras musicais: Identificar e ampliar o repertório de cantigas tradicionais, danças, jogos e brincadeiras, além de músicas folclóricas.
• Problematização: dialogar sobre a influência da cultura afro-brasileira e indígena na dança, para compreender a presença da diversidade cultural no Brasil.
• Percepção da diversidade das manifestações musicais presentes na cultura local (indígena, quilombola etc.), como significativa para a formação cultural da população
local e regional.

Criação e experimentação musical: Este conhecimento aborda a criação musical como ferramenta de transformação no processo de ensino e aprendizagem. Diante disto,
esta aprendizagem permite desenvolver a criação de arranjos simples, experimentar improvisações, composições e sonorização de histórias, por meio da voz, sons corporais
e/ou instrumentos musicais convencionais ou não convencionais (CG.EF15AR17.s).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Produção, criação, expressão e apreciação musical simples de trilhas sonoras, jingles etc.
• Percepção das características melódicas, rítmicas dos instrumentos, das vozes, sonoridades etc.
• Desenvolvimento da criação e experimentação musical, a partir de imagens, vídeos, filmes etc.
• Produção de trabalhos de composição musical utilizando equipamentos e recursos tecnológicos.
• Percepção dos modos de fazer música, por meio de diferentes mídias (cinema, vídeo, TV e computador).
65
• Produção de trabalhos com os modos de organização e composição musical, com enfoque na música.
• Criação e experimentação: Leitura de uma canção conhecida; a recriação de composições de outros grupos; desenho do ritmo do som a partir de uma fonte musical;
realização de sessões de audição para o reconhecimento de sons; imaginar uma composição e praticá-la com os instrumentos disponíveis, incluindo a própria voz; incentivar
a criação de arranjos e improvisações individuais; organizar ritmos, e acompanhar melodias com instrumentos ou realizando movimentos corporais.

Música da/na cultura popular: cultura popular representa um conjunto de saberes determinados pela interação dos indivíduos. Ela reúne elementos e tradições culturais
que estão associados à linguagem popular e oral, como: o folclore, as músicas, as danças, as festas, dentre outras manifestações. Desse modo, conhecimento oportuniza a
compreensão da formação das matrizes rítmicas, a identificação dos instrumentos musicais, ritmos e danças provenientes de formas e temas relacionados com a música
popular CG.EF15AR108.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Pesquisa sobre as músicas e festas da cultura popular.
• Percepção dos modos de fazer música por meio de diferentes formas musicais.
• Pesquisa sobre alguns conceitos construídos, como o de erudito e de popular.
• Produção de trabalhos musicais com características populares e composição de sons.
• Investigação: Estabelecer relações entre o conhecimento com formas artísticas populares e o cotidiano do aluno.
• Noções básicas sobre a música popular: elementos da cultura popular e a constituição dos primeiros ritmos brasileiros.
• Investigação sobre as manifestações folclóricas na cultura popular: artesanato, literatura, música, dança, folclore, costumes, crenças e histórias do patrimônio cultural
local, regional e brasileiro.

Sugestão para pesquisa: Heitor Villa-Lobos que utilizou temas populares na música clássica as (http://www.dicionariompb.com.br/villa-lobos).
5º Ano
Encaminhamentos:

Melodia, harmonia e ritmo: A melodia organiza os sons emitidos em diferentes alturas durante um determinado período de tempo e o ritmo organiza o movimento ordenado
dos sons e silêncio em um determinado tempo. Este conhecimento permite a compreensão dos elementos da linguagem musical. Para tanto, é necessário desenvolver a
habilidade de perceber e explorar os elementos constitutivos da música (altura, intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.) (CG.EF15AR14.s).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Introdução dos elementos musicais: melodia, harmonia e ritmo.
• Análise das características dos elementos da música – ritmo, melodia, harmonia.
• Criação de pequena composição musical utilizando os conceitos musicais aprendidos.
• Identificar, auditivamente, características rítmicas, melódicas, harmônicas dos sons de objetos e os instrumentos musicais.
• Pesquisa sobre as composições musicais contemporâneas reconhecendo os elementos da linguagem musical (melodia, harmonia e ritmo) e os estilos musicais.
• Compreensão dos ritmos de musicais, por meio da audição e contato com instrumentos musicais (industriais ou artesanais), como: apitos, pandeiro chocalhos, ocarinas
(instrumento de sopro que emite sons graves e agudos).

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Criação e experimentação musical: A criação musical é ferramenta de transformação sociocultural (comportamentais, cognitivos e psicológicos), pois revela o modo como
o sujeito interpreta o mundo à sua volta. Diante disto, o conhecimento proposto permite o desenvolvimento da criação de arranjos, de improvisações, de ritmos e
acompanhamento de melodias com instrumentos ou movimentos corporais. Para isto, é necessário desenvolver a habilidade de integrar as linguagens musicais com outras
linguagens (audiovisual, mídias, artes visuais, teatro e dança), nas práticas de criar, ler, produzir, construir, exteriorizar e refletir sobre essas formas artísticas
(CG.EF15AR120.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Apropriação prática e teórica das tecnologias e modos de composição musical nas mídias.
• Produção de trabalhos de composição musical utilizando equipamentos e recursos tecnológicos.
• Percepção dos modos de fazer música, por meio de diferentes mídias (cinema, vídeo, TV e computador).
• Criação e experimentação: Distinguir mistura e combinação rítmica, compor pequenas frases rítmicas e melódicas e improvisação sobre uma estrutura melódica e/ou
harmônica.

Música regional: O conjunto de manifestações musicais do Mato Grosso do Sul tem origem nas diversas contribuições das migrações ocorridas em seu território. Este
conhecimento aborda a música regional. Diante disto, é preciso desenvolver a habilidade para reconhecer a diversidade e as influências de diversas matrizes étnicas que
contribuíram para a constituição da identidade da música sul-mato-grossense (CG.EF15AR.127.n).

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Contextualização histórica da música regional.
• Interpretações sonoras a partir de pinturas (obras de arte).
• Leitura de uma da música regional urbana de mato grosso do sul.
• Percepção sobre as músicas e compositores e grupos musicais do Mato Grosso do Sul.
• Audição, experimentação e exploração de sons vocais e/ou instrumentais da música regional.
• Pesquisa sobre a música regional destacando aspectos características e compositores e intérpretes.
• Identificação da influência das diferentes culturas (indígena, quilombola, paraguaia, boliviana entre outras) como significativa para a formação musical regional.
• Pesquisa sobre os trabalhos artísticos produzidos por músicas sul-mato-grossenses (orquestras, canto coral, música de câmara, camerata de violões, camerata de flautas
e outros).
• Apreciação e fruição sobre as músicas tradicionais e contemporâneas, a partir de seu contexto artístico cultural e suas manifestações regional e nacional, cultivando a
percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.
• Fomento à criação, à improvisação, pequenos arranjos, jingles, trilhas sonoras entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos acústicos ou eletrônicos,
convencionais ou não convencionais, expressando temas da música regional.

Música latino-americana: O estudo da música latino-americana ainda é inexplorada. Daí a importância de conhecer e valorizar nossas raízes culturais. Nesse sentido, este
conhecimento favorece o desenvolvimento de olhar crítico, histórico, expressivo e reflexivo sobre a música latino-americana, identificar os compositores e intérpretes e as
produções latino-americanas. Portanto, esta aprendizagem contribui para conhecer a diversidade das artes visuais latino-americanas, identificando as produções artísticas, seu
contexto histórico e artístico, para desmistificar, construir e teorizar algumas ideias, opiniões e realizar produções artísticas, textuais e poéticas (CG.EF15AR38.n).

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Sugestão para os procedimentos metodológicos:
• Fazer uma breve retrospectiva histórica para contextualizar a música latino-americana.
• Explorar a música latino-americana e conhecer seus expoentes.
• Abordar os músicos e poetas latino-americanos e propor uma pequena produção artística.
• Pesquisar as manifestações musicais e composições musicais e os diferentes estilos artísticos latino-americanos.
• Propor discussões e reflexões sobre a música latino-americana no contexto da arte contemporânea.

Música da/na cultura popular: Atualmente, os meios de comunicação de massa têm influenciado o gosto musical das pessoas, sobressaindo apenas aquelas que estão em
destaque pela indústria cultural. Diante disto, é necessário conhecer e valorizar a sua própria cultura. O sentimento de pertencimento e a identidade cultural faz fortalecer-se
a valorização de um povo. Este conhecimento oportuniza compreender a origem das matrizes rítmicas, as canções populares e tradicionais, a influência do folclore no gênero
musical brasileiro, especialmente no que diz respeito às culturas indígena e africana, identificar instrumentos musicais, ritmos e danças provenientes das variadas formas e
temas relacionados com a música popular. Portanto, é ímpar conhecer e identificar os padrões rítmicos, melódicos e/ou demais elementos que caracterizam a música da
cultura popular brasileira (CG.EF15AR108.n)

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Contextualização histórica da música da/na cultura popular.
• Introdução ao repertório de música popular brasileira – MPB (samba, choro entre outros).
• Audição, experimentação e exploração de sons vocais e/ou instrumentais da música popular.
• Compreender a relação entre os gêneros folclórico, indígena e popular (músicos brasileiros e campo-grandenses)
• Criação e experimentação: conhecer as brincadeiras e jogos da cultura popular presentes no contexto comunitário local e regional.
• Compreensão da música popular como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e da própria identidade.
• Exploração e apreciação da música popular brasileira, entendendo o processo de produção e execução, considerando a época e as influências políticas e culturais.
• Percepção sobre a função da música nos diferentes espaços de divulgação de práticas artísticas: internet, patrimônio cultural entre outros, destacando suas vivências
regionais.

Música e tecnologia: As tecnologias podem oferecer novas maneiras de aprendizagem e fruição musical. Estes aportes tecnológicos fazem jus aos pressupostos da
musicalização contemporânea. Este conhecimento favorece a iniciação no uso do computador como instrumento musical, tanto na composição musical, quanto na produção
de conteúdo em áudio. Além disso, permite abordar aspectos históricos, conceituais, poéticos e estéticos da música na contemporaneidade, como obras e compositores da
vertente tecnológica e deste modo, explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia,
softwares etc.) nos processos de criação artística (CG.EF15AR26.s) e CG.EF15AR23.s), reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais entre
diversas linguagens artísticas.

Sugestão para os procedimentos metodológicos:


• Contextualização: Breve introdução sobre a tecnologia musical.
• Compor trabalhos utilizando elementos musicais, recursos tecnológicos, e alternativos.
• Problematização sobre o uso do computador como instrumento musical: conceitos e utilização.
• Explorar a música eletrônica, música contemporânea em seus diferentes suportes e timbres.
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• Criação e experimentação da música eletrônica, música contemporânea em seus diferentes suportes e timbres.
• Desenvolvimento do uso da tecnologia digital como ferramenta para pesquisa, produção, experimentação codificação e sonorização.
• Identificar, na música, os elementos da linguagem musical e a forma como se organiza uma composição contemporânea, tecno e/ou eletrônica.
• Compreender a articulação entre a música e as tecnologias de informação e comunicação (cinema, audiovisual e outros) desenvolvendo produções sonoras.
Interpretação e comunicação: Audição, experimentação, escolha e exploração de sons de inúmeras procedências, vocais e/ou instrumentais, de timbres diversos, ruídos,
produzidos por materiais e equipamentos diversos, acústicos e/ou elétricos e/ou eletrônicos, empregando-os de modo individual e/ou coletivo em criações e interpretações.

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HABILIDADES INDICADAS E CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - 6º AO 9º ANO – ARTE – MÚSICA
CONHECIMENTOS E
OBJETOS DE
ESPECIFICIDADES DA HABILIDADES INDICADAS
CONHECIMENTO
LINGUAGEM
(CG.EF69AR16.s) Analisar, criticamente, por meio da apreciação musical, usos e funções da música em
6º ano seus contextos de produção e circulação, relacionando as práticas musicais às diferentes dimensões da vida
social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética.
POVOS PRETÉRITOS: sons e (CG.EF69AR17.s) Explorar e analisar, criticamente, diferentes meios e equipamentos culturais de
instrumentos circulação da música e do conhecimento musical.
(CG.EF69AR18.s) Reconhecer e apreciar o papel de músicos e grupos de música brasileiros e estrangeiros
IDADE ANTIGA Mesopotâmica; que contribuíram para o desenvolvimento de formas e gêneros musicais.
Egito; greco-romana; música (CG.EF69AR19.s) Identificar e analisar diferentes estilos musicais, contextualizando-os no tempo e no
Contextos e Práticas
ocidental. espaço, de modo a aprimorar a capacidade de apreciação da estética musical.
(CG.EF69AR78.n) Conhecer diferentes culturas musicais para estabelecer relações entre as músicas
MÚSICA ÉTNICA: indígena, produzidas no mundo e as produzidas na nossa localidade ou região.
afro-brasileira, latino-americana. (CG.EF69AR80.n) Refletir e discutir as relações entre a música e a indústria cultural, observando a
questão da influência dos bens simbólicos, veiculados pelos meios de comunicação de massa, na
7º ano constituição do gosto musical.
(CG.EF69AR82.n) Identificar as funções desempenhadas por músicos(cantor, regente, compositor de
IDADE MÉDIA: música jingles para comerciais e músicas de forma geral), discutindo interpretações, técnicas e expressividade.
medieval; divino e profano; canto (CG.EF69AR20.s) Explorar e analisar elementos constitutivos da música (altura, intensidade, timbre,
gregoriano; cantochão; melodia, ritmo etc.), por meio de recursos tecnológicos (games e plataformas digitais), jogos, canções e
trovadorismo; música polifônica. práticas diversas de composição/criação, execução e apreciação musicais.
(CG.EF69AR83.n) Apreciar e analisar vídeos (música, imagem, representação, dança...), com ênfase na
Elementos da Linguagem
IDADE MODERNA: música produção musical, observando a organização dos elementos formais do som, da composição e de sua relação
renascentista; música polifônica; com os estilos e gêneros musicais.
música vocal; formas musicais. (CG.EF69AR84.n) Conhecer, perceber, comparar e analisar músicas, quanto aos elementos da linguagem
BARROCO (ópera, música vocal musical: estilo, forma, motivo, andamento, textura, timbre, dinâmica, em momentos de apreciar e produzir.
e de câmara; sacra e música
instrumental. CG.EF69AR21.s) Explorar e analisar fontes e materiais sonoros em práticas de composição/criação,
execução e apreciação musical, reconhecendo timbres e características de instrumentos musicais diversos.
SEGUNDA METADE DO (CG.EF69AR85.n) Desenvolver o hábito de ouvir os sons com mais atenção, de modo que se possa
SÉCULO XVI Materialidades identificar os seus elementos formadores, as variações e as maneiras como esses sons são distribuídos e
cantata e canção; música sacra, organizados em uma composição musical para o reconhecimento de como a música se organiza.
oratório; CG.EF69AR86.n) Conhecer, produzir instrumentos musicais experimentando as potencialidades sonoras
música instrumental no barroco e construir fontes sonoras.
tardio.
70
(CG.EF69AR87.n) Desenvolver a audição musical, por meio dos sons da natureza e do meio ambiente,
instrumentos, vozes, para reconhecer os sons de diversas proveniências, distinguir as frases, organizar,
relacionar, dialogar e identificar, segundo o timbre, andamento, ritmo, forma e altura.
8º ano (CG.EF69AR22.s) Explorar e identificar diferentes formas de registro musical (notação musical tradicional,
partituras criativas e procedimentos da música contemporânea), bem como procedimentos e técnicas de
CLASSICISMO: Notação e registro registro em áudio e audiovisual.
sonata, sinfonia, concerto e solo musical (CG.EF69AR89.n) Fazer uso de registro sonoro, convencional ou não convencional, na grafia e leitura de
produções musicais, utilizando algum instrumento musical, vozes e ou sons diversos, desenvolvendo
ROMANTISMO variadas maneiras de comunicação.
Pré e Pós-romantismo (CG.EF69AR23.s) Explorar e criar improvisações, composições, arranjos, jingles, trilhas sonoras entre
Romantismo no Brasil e outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos acústicos ou eletrônicos, convencionais ou não
Realismo. convencionais, expressando ideias musicais de maneira individual.
(CG.EF69AR91.n) Criar e interpretar jingles, trilha sonora, arranjos, músicas do cotidiano e as referentes
Processos de criação
MODERNISMO NO BRASIL aos movimentos atuais com os quais os jovens se identificam.
(CG.EF69AR92.n) Expressar e vivenciar, musicalmente, com o corpo, por meio da percussão corporal,
IDADE CONTEMPORÂNEA acompanhar canções e gravações com gestos e percussão corporal, movimentando-se a partir de canções,
(SÉC. XIX - XX) melodias, sons vocais, instrumentais e gravações, associando os movimentos, a pulsação, andamento,
Impressionismo dinâmica, divisão binária/ternária e realizar coreografias.
Expressionismo Contextos e práticas (CG.EF69AR31) Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social, cultural, política,
(artes integradas) histórica, econômica, estética e ética.
9º ano Processos de criação (CG.EF69AR32.s) Analisar e explorar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas
(artes integradas) linguagens artísticas.
CONTEMPORANEIDADE Matrizes estéticas e
indústria cultural; (CG.EF69AR33.s) Analisar aspectos históricos, sociais e políticos da produção artística, problematizando
culturais
música - mídia e tecnologia. as narrativas eurocêntricas e as diversas categorizações da arte (arte, artesanato, folclore, design etc.).
(artes integradas)
(CG.EF69AR34.s) Analisar e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em
MÚSICA BRASILEIRA Patrimônio cultural especial a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas e
Erudita (artes integradas) favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas. (Artes
Popular integradas).
Folclórica
(CG.EF69AR35.s) Identificar e manipular diferentes tecnologias e recursos digitais para acessar, apreciar,
MÚSICA LATINO- produzir, registrar e compartilhar práticas e repertórios artísticos, de modo reflexivo, ético e responsável.
AMERICANA Arte e tecnologia (CG.EF69AR102.n) Utilizar a tecnologia digital como ferramenta para pesquisa, produção,
(artes integradas) experimentação, codificação e sonorização.
MÚSICA REGIONAL (CG.EF69AR103.n) Compreender a articulação entre a música e as tecnologias de informação e
Mato Grosso Do Sul comunicação, desenvolvendo produções sonoras.

71
Recomendações:

Os conhecimentos específicos propostos apontam para a importância de compreender as características a música desde a antiguidade até a atualidade, o contexto
histórico, os estilos, os gêneros, a fim de possibilitar a compreensão das transformações da produção e dando subsídios para a formação estética.
O ensino e aprendizagem da música abordam a sua historicidade, a partir de uma organização cronológica baseadas nos acontecimentos ocorridos na Europa. Essa
perspectiva cronológica segue uma classificação realizada por historiadores com intuito de facilitar o estudo e o ensino da História. Entretanto, isto não significa reduzir a
história da música a uma visão engessada pelos períodos históricos e os limites que determinam a passagem de um período para o outro. Fato que não é empecilho para
analisar criticamente, por meio da apreciação musical, usos e funções da música em seus contextos de produção e circulação, relacionando as práticas musicais às diferentes
dimensões da vida social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética (CG.EF69AR16.s).
Vale destacar a importância de romper com as fronteiras e abrir espaço para conhecer a música produzida em outros contextos culturais e possibilitar ou
potencializar variações de leituras e significados dos signos e códigos da atualidade. Diante do exposto, sugerimos relacionar o período estudado com a arte latino-
americana, com a arte brasileira, regional e local. Este conhecimento permite compreender quais as questões estéticas estão em pauta, ou seja, quais são as determinações
históricas que constituem o processo de construção deste conhecimento musical. Assim, é importante, problematizar os aspectos históricos, sociais e políticos da produção
artística, as narrativas eurocêntricas (CG.EF69AR33.s).
Para o estudo proposto, é preciso contextualizar as diversas manifestações musicais, no espaço, no tempo, considerando a estética visual, os artistas e suas obras, as
principais características. Em cada período, ímpar é que sejam abordadas as questões teóricas dos conhecimentos específicos nas dimensões política, histórica, econômica,
cultural, estética, social observando o contexto histórico, as características, estilos, gêneros etc.
Ao analisar uma composição musical, é necessário perceber os diferentes meios e equipamentos culturais de circulação da música e do conhecimento musical.
Deste modo, é importante explorar os elementos constitutivos da música, por meio de recursos tecnológicos, jogos, canções e práticas diversas de composição/criação,
execução e apreciação musicais, conforme se manifestam ao longo da história, cabendo ao professor definir um processo gradativo de modo que privilegie a cada ano um
aprofundamento sobre esses elementos (CG.EF69AR20.n).
Na busca da unidade e da totalidade do conhecimento, a compreensão histórica e cultural da música deve ser articulada à produção, para que o aluno entenda como
a música se instaura dentro da sociedade, e como ela exerce influência e é influenciada meio sociocultural.
O processo de produção, em si, um processo de conhecimento, visto que o processo de criação é resultado de pesquisas de materiais, de instrumentos, criação de
improvisações, composições, arranjos, jingles, trilhas sonoras, entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos acústicos ou eletrônicos, convencionais ou
não convencionais, expressando ideias musicais (CG.EF69AR23.s).
Nesse processo, é preciso explorar e analisar fontes e materiais sonoros em práticas de composição/criação, execução e apreciação musical, reconhecendo timbres e
características de instrumentos musicais diversos (CG.EF69AR21).
Cabe ressaltar que, no ensino e aprendizagem da música, é importante identificar e manipular diferentes tecnologias e recursos digitais para acessar, apreciar,
produzir, registrar e compartilhar práticas e repertórios artísticos, de modo reflexivo, ético e responsável. (CG.EF69AR35.s). Para isso, é necessário que o professor
estabeleça um diálogo com diversas ferramentas e incentivar o uso da tecnologia digital como ferramenta para a pesquisa, experimentação, criação e produção.

72
A música enfoca a musicalidade, por meio da vivência, da intervenção e da transformação da natureza e dos materiais sonoros, para utilizá-los criativamente. As
atividades de composição musical também exploram as diferentes formas de criação musical, que possibilitam a improvisação, interpretação, de fragmentos ou trechos
rítmicos entre outros, abrangendo, assim, atividades vocais e instrumentais, podendo chegar à organização de partituras criativas e procedimentos da música
contemporânea), bem como procedimentos e técnicas de registro em áudio e audiovisual ((CG.EF69AR22.s).
Os conhecimentos musicais devem estar em consonância com a contemporaneidade, daí a importância de utilizar o próprio repertório do aluno (sua família, bairro
cidade, país), ou seja, ele compreende a influência de diferentes culturas na sua própria constituição de sua identidade cultural. Neste entendimento, compete ao professor
analisar e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de
diferentes épocas, e favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas (CG.EF69AR34.s).
A aprendizagem da música deve estar comprometida em dar acesso às informações sobre da diversidade de códigos em função das etnias, gênero e classe social.
Portanto, é importante, haver um diálogo com as diferenças, o respeito à diversidade, para a superação de atitudes relacionadas ao preconceito, às discriminações raciais, de
gênero e às diversas formas de dominação.
Nesse propósito, é relevante que o professor articule os conteúdos a projetos temáticos ou interdisciplinares, despertando para a preservação dos direitos
fundamentais do ser humano, reflexões sobre as desigualdades que atuam na perpetuação de práticas sexistas, racistas e para superação da reprodução do preconceito e
discriminações.
Na música, é necessário iniciar os alunos nas novas linguagens da música contemporânea, para ampliar as possibilidades de percepção do aluno, alargar sua
audição, fazendo-o sair do etnocentrismo musical, uma vez que a música permite questionamentos sobre os modos de produção e percepção estética, por meio de uma
contínua pesquisa, investigação e experimentação.
Obs.: Vale destacar que professor tem a liberdade para escolher qual o período será mais evidenciado.

6º Ano

Encaminhamentos:

O estudo da história da música inicia-se na Pré-história. Abordar a música na Pré-história, só é possível por meio de conjecturas de como começou. Há indícios de
que na Pré-história já se produzia música, provavelmente, pela observação dos sons da natureza e pelo vestígio de uma flauta de osso (60.000 a.C.) e a presença de liras e
harpas na Mesopotâmia (3.000 a.C.).
Na Idade Antiga, já aparecem vestígios das civilizações mais avançadas. Na Antiguidade há registros de que a música era impregnada de sentido ritualístico. Na idade
antiga há abordagem da música no Egito, na Mesopotâmia, a greco-romana.

7° Ano

Encaminhamentos:

Esse estudo inicia-se pela música medieval. Esse é o termo dado à música típica do período da alta Idade Média (sec. IX ao XI). Nesse período, destacam-se as
músicas: divino e profano, canto gregoriano (cantochão), trovadorismo, música polifônica. Na música renascentista (sec. XIV e XVII), com estilo policoral, sem
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acompanhamento de instrumentos, com complexidade e sofisticação de combinações harmônicas, destacam-se a música polifônica, música vocal e as formas musicais:
religiosas, celebrações, motete e madrigal. A música barroca está relacionada à música ocidental e, pela primeira vez, surge o aperfeiçoamento e a afirmação de diversos
instrumentos musicais (o violino, o cravo e o órgão: ópera música, vocal de câmara, música sacra, música instrumental) e, não por último, na segunda metade do Século XVI,
surgem os estilos musicais: cantata e canção, música sacra, oratório e música instrumental no barroco tardio.

8° Ano

Encaminhamentos:

O estudo inicia-se pela música clássica, período em que são criadas as sonatas, sinfonia, concerto e solo, adentrando no romantismo, que buscava uma liberdade
maior da estrutura clássica e uma expressão mais densa e viva, carregada de emoções e sentimento nacionalista. O romantismo musical divide-se em: pré-romantismo/ pós-
romantismo; realismo e nacionalismo; romantismo no Brasil. Já, a música contemporânea (Séc. XIX - XX) foi um período marcado pelas inovações, criações, novidades,
tendências. Os gêneros musicais são divididos em várias subdivisões, tais como: neoclássico, impressionismo, expressionismo, vanguardas etc. Quanto aos conhecimentos
apresentadas, seguindo uma cronologia histórica, não representa nosso entendimento sobre a história, que não é evolutiva nem linear, trata-se apenas de uma organização
metodológica e didática da música. Cada temática ou conteúdo deve ser entendido a partir da sua historicidade dialética e pelas formas de expressão estéticas presentes,
também, na contemporaneidade.
Os movimentos artísticos selecionados para o 8º ano possuem estilos variados, portanto o professor tem a liberdade de escolher qual será mais evidenciado.

9° Ano

Encaminhamentos:

A história da Arte para o 9º ano aborda a música na contemporaneidade e a da indústria cultural e das novas mídias na produção, a apropriação dos ritmos, sons e
melodias da música, em diferentes tempos e contextos sociais. Para esse estudo, é importante abordar os aspectos contraditórios da mídia em relação à música não consumida.
O estudo da música brasileira (música popular / música erudita / folclórica/ nacionalismo); cabe ressaltar as influências das matrizes étnicas na identidade musical
brasileira.
Para a música latino-americana, o estudo emerge da percepção e necessidade do estudo das raízes das sonoridades latino-americanas, meio e ação investigadora, para
conhecer e desenvolver um olhar crítico, histórico, expressivo e reflexivo. Música regional é o conjunto de manifestações musicais desenvolvidas em Mato Grosso do Sul:
origens/características/ estilos/elementos formais/ compositores. A música sul-mato-grossense tem origem das diversas contribuições das migrações ocorridas em seu
território. Esse estudo, associado às produções artísticas e às formas de expressões, contribui para o conhecimento do contexto histórico musical, compositores da música
(estilo, gênero etc.), identidade cultural, músicos, compositores e composições.

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HABILIDADES INDICADAS E CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - 1º AO 5º ANO – ARTE – TEATRO

CONHECIMENTOS E
OBJETOS DE
ESPECIFICIDADES DA HABILIDADES INDICADAS
CONHECIMENTO
LINGUAGEM
(CG.EF15AR13.s3.n) Experimentar e conhecer, em prática, questões basilares para introdução da linguagem teatral:
1º ano
o eu e o espaço de jogo, elementos da linguagem por meio da experimentação, jogos etc.
(CG.EF15AR18.s) Reconhecer e apreciar formas distintas de manifestações do teatro presentes em diferentes
Introdução aos Jogos
contextos, aprendendo a ver e a ouvir histórias dramatizadas e cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade
Teatrais I;
Contextos e práticas de simbolizar e o repertório ficcional.
(CG.EF15AR14.s1.n) Ampliar o repertório artístico possibilitando a compreensão e a fruição de diversas
Folclore e Cultura Popular;
manifestações artísticas/teatrais, de modo crítico e reflexivo.
(CG.EFAR142.n) Criar em processos teatrais, em prática como pesquisa, partindo da experimentação e do
Poéticas Corporais I;
repertório teatral adquirido nos mais variados caminhos metodológicos.
Drama como Método de (CG.EF15AR19.s) Descobrir teatralidades, na vida cotidiana, identificando elementos teatrais (variadas entonações
Ensino I; de voz, diferentes fisicalidades, diversidade de personagens e narrativas etc.).
(CG.EF15AR134.n) Identificar, apreciar e ressignificar as teatralidades descobertas na vida cotidiana como fonte
Jogo Dramático I; Elementos da primária para a prática teatral (ressignificação do contexto histórico-cultural).
linguagem (CG.EF15AR135.n) Entender o próprio corpo como campo fundamental e basilar para o entendimento de toda e
2º ano qualquer prática cênica, ainda que em iniciação à linguagem.
(CG.EF15AR136.n) Reconhecer, de modo inicial, os elementos da linguagem teatral em prática e de forma não
Introdução aos Jogos estanque em correlação entre teoria e prática, em caráter de experimentação.
Teatrais II;
CG.EF15AR20.s) Experimentar o trabalho colaborativo, coletivo e autoral em improvisações teatrais e processos
narrativos criativos em teatro, explorando desde a teatralidade dos gestos e das ações do cotidiano até elementos de
Poéticas Corporais II;
diferentes matrizes estéticas e culturais.
(CG.EF15AR21.s) Exercitar o faz de conta, ressignificando objetos e fatos e experimentando-se, no lugar do outro,
Drama como Método de
ao compor e encenar acontecimentos cênicos, por meio de músicas, imagens, textos ou outros pontos de partida, de
Ensino II;
forma intencional e reflexiva.
Processos de Criação (CG.EF15AR22.s) Experimentar possibilidades criativas de movimento e de voz na criação de um personagem
Jogo Dramático II;
teatral, discutindo estereótipos
(CG.EF15AR139.n) Compreender as diferentes possibilidades de criação no teatro, por meio da prática, para além
3º ano
da linguagem verbal e da criação de personagens, propondo possibilidades de criação pelos mais diversificados
métodos e caminhos.
Jogos Teatrais I;
(CG.EF15AR143.n) Experimentar, criar e ler as mais diversas manifestações teatrais na contemporaneidade,
observando as convergências entre as linguagens artísticas e as denominadas novas tecnologias para a cena.

76
Poéticas Corporais III; CG.EF15AR23.s) Reconhecer e experimentar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas
Processos de criação
linguagens artísticas.
(artes integradas)
Drama como Método de
Ensino III; (CG.EF15AR24.s) Caracterizar e experimentar brinquedos, brincadeiras, jogos, danças, canções e histórias de
Matrizes estéticas e diferentes matrizes estéticas e culturais.
Introdução ao Texto culturais (CG.EF15AR137.n) Estabelecer diálogo com as mais diversas manifestações artísticas que perpassam as artes
Teatral. (artes integradas) cênicas, como por exemplo as artes circenses, que dialogam diretamente com a linguagem teatral.

4º ano (CG.EF15AR25.s) Conhecer e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial
Patrimônio Cultural a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a
(artes integradas) construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.
Jogos Teatrais II;

Poéticas Corporais IV;

Improvisação para o Teatro


I;

Introdução à recepção
teatral; Dramaturgia I (CG.EF15AR26.s) Explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos eletrônicos,
gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de criação artística.
5º ano (CG.EF15AR144.n) Refletir e criar, por meio de caminhos teórico-prático nas artes cênicas, relações entre arte,
Arte e Tecnologia mídia, mercado, e consumo, ao refletir como esses novos modos de produção influenciam no processo pedagógico
Jogos Teatrais III; (artes integradas) e artístico.
(CG.EF15AR145.n) Compreender novas propostas da arte teatral com as chamadas novas tecnologias, ao
Poéticas Corporais V; encontro da linguagem da fotografia, do cinema e do audiovisual, no desenvolvimento de produções artísticas no
âmbito escolar
Improvisação para o Teatro
II;

Introdução à recepção
teatral II;

Dramaturgia II
Recomendações

Optamos nessa etapa do Currículo 2021, nos anos iniciais, a partir da recomendação do Ministério da Educação para área, ocupar as habilidades por etapa de ensino,
bem como nos documentos já elaborados. O que muda, durante o percurso dos anos, é a progressão sobre a habilidade e os conhecimentos específicos da linguagem. Os
objetos de conhecimento e as habilidades são os mesmos durante todo esse período, cabendo reiterar que, ainda que o professor trabalhe a mesma habilidade em anos distintos,
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os conhecimentos específicos e abordagem metodológica e aprofundamento são variantes. Portanto, o professor terá todos os anos vigentes para aprofundar as habilidades
em cada linguagem artística. Para tal, as 21 habilidades em teatro deverão ser trabalhadas durante toda a etapa dos anos iniciais (1º ao 5º).

• No teatro, é possível tornar habilidades mais complexas ao longo do período da etapa de ensino. Portanto, o conhecimento sobre as formas de expressão, representação,
apresentação dão-se de modo gradativos em consonância com as habilidades propostas.
• Os jogos diversos e caminhos metodológicos propostos em teatro, para essa etapa de ensino (anos iniciais), coloca o aluno a discutir as diversas situações do cotidiano
e do momento vivido, trazendo a perspectiva de pesquisa e ampliação de repertório do educando a partir do seu cotidiano.
• Cabe ao professor, propor pesquisa e análise por meio da vivência nas mais diversificadas matrizes e propostas no teatro, compreendendo e ampliando repertório dos
educandos pela prática teatral concreta, estabelecendo de fato avaliações processuais que repensem a ideia de formação integral do educando: autocrítica, avaliações,
reflexões e competências que colaborem para o desenvolvimento individual e coletivo.
• Reitera-se a importância de explorar as possibilidades de criação em teatro, ao efetivar uma abordagem que articule as seis dimensões do conhecimento em Arte:
crítica, criação, estesia, expressão, fruição e reflexão.
• Sugere-se dialogar com uma maior diversidade de textos na área, para além da visão textocentrista em teatro, no entendimento da importância da desconstrução da
ideia de que o texto dramatúrgico seja o elemento único e central na perspectiva de se ensinar teatro na escola.
• Faz-se pertinente desenvolver uma experiência e vivência artística multissensorial para criar diferentes tempos, espaços e sujeitos envolvendo a si próprio e o coletivo,
em diálogo direto com as mais diversas linguagens artísticas quando houver necessidade.
• Recomenda-se propor o diálogo sobre todo e qualquer processo teatral, seja ele no plano individual ou em coletivo, observando e refletindo as perspectivas da prática
em teatro e mediar sempre, que necessário, menções estereotipadas e preconceituosas e ainda, propondo adaptação para o contexto vivido.
• Sugere-se que o professor de Teatro adapte as propostas, tornando possível o trabalho com as novas tecnologias e a possibilidade de propor tarefas no plano presencial
e também pelo meio remoto, oferecendo aos educandos possibilidades metodológicas com ferramentas diversas: aplicativos, podcasts, sites de streaming, sites de
vídeos, recursos imagéticos e audiovisuais, E-book, dentre outras possibilidades que ajudem a compor as perspectivas e experiências de teatro na educação básica.

1º ano

A Introdução aos Jogos Teatrais I - Já no 1º ano, é baseada em problemas a serem resolvidos, sendo o problema o objeto que dará foco ao jogo. Os jogos compõem
uma estrutura dramática (O que, quem e onde). Para a resolução dos problemas é fundamental o papel do professor por meio da instrução; o jogo teatral é uma proposição
baseada na intervenção do professor de Teatro. As habilidades CG.EF15AR19.s, CG.EF15AR134.n e CG.EF15AR135.n são possibilidades de relação com introdução aos
jogos teatrais I, dentre outras presentes no quadro. Sugere-se que o professor utilize, na dinâmica de construção do jogo, ferramentas acessíveis diversas e que possam auxiliar
o desenvolvimento durante o período letivo, em adaptação, gradativamente, levando em consideração a faixa etária. Portanto, cabe dialogar com as diversas ferramentas, tais
como: redes sociais mediaart, audiovisual - desenhos animados, filmes e séries, de forma de abrir espaço de diálogo com o momento vivido. Ainda, adaptar para o momento
atual as possibilidades de espaços físicos para a criação e construção dos jogos, em adequação ao processo individual e coletivo na aprendizagem, colaborando para o
entendimento da criança como protagonista do processo na feitura dos jogos teatrais.

Poéticas corporais II – No 1º ano, é possível entender a importância de a criança reconhecer seu próprio corpo em introdução à linguagem do teatro, ao buscar, a
partir de experimentações, a poética existente por meio da criação já em fase iniciada. Fixa aqui que poéticas corporais não se reduzem em um método. As habilidades
CG.EF15AR134.n e CG.EF15AR135.n são possibilidades de relação com as Poéticas Corporais I, dentre outras presentes no quadro. No processo de poéticas corporais, faz-

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se pertinente construir o conhecimento mediado por ferramentas que despertem o interesse, podendo de fato dialogar com a vivência e o cotidiano da criança. Despertar o
interesse na descoberta poética corporal está intimamente ligado ao repertório da criança. Para tanto, o professor pode estabelecer diálogo com ferramentas visuais,
audiovisuais, corporais, subsidiando uma aprendizagem pela prática, reiterando o papel de espectador e de criação que a criança já desempenha.

Drama como método de ensino I - Sendo o drama uma forma de comportamento de todas as culturas, o método de ensino baseado no eixo curricular inglês e já
presente no Brasil permite a possibilidade do entendimento da própria cultura e do contexto histórico-cultural dos alunos. Sendo sempre uma atividade em grupo, o drama é
um caminho onde o professor de Teatro também pode assumir papéis no processo como forma de intervenção pedagógica e para mediar o processo de criação. As habilidades
CG.EF15AR19.s, CG.EF15AR137.n e CG.EF15AR138.n são possibilidades de relação com o drama como método de ensino. No drama, a investigação é importante, portanto,
cabe ao professor, orientar e desenvolver ferramentas que auxiliem a criança no processo de investigação. Sugere-se que o professor utilize de diversas ferramentas e textos
distintos: aplicativos digitais com questionários, e em caso de maior dificuldade com determinados recursos, utilizar ferramentas imagéticas que desenvolvam a percepção e
a criação em teatro. No mais, o professor, a depender da história contada no drama, pode sugerir livros digitais animados (contos infantis, poesias, dramaturgias para a
criança), podcasts, canais diversos no Youtube, Vimeo que contenham as histórias infantis e desenhos animados diversos, dentre outros recursos que subsidiem a construção
dramática de forma lúdica para além da leitura simplificada na construção.

Jogos dramáticos I – experimentações: possibilitam a exteriorização de sentimentos, por meio da voz, como forma de ampliar desejos e possibilidades da criança.
É importante entender que as atividades globais de expressão, nessa modalidade, não devem ser encaradas pelo viés da polivalência. Os jogos dramáticos podem e devem ser
ressignificados para o contexto na escola. As habilidades CG.EF15AR133.n e CG.EF15AR18.s são sugestões para se trabalhar com os jogos dramáticos dentre outras
presentes no quadro. Além das ferramentas digitais, o jogo dramático pode abarcar o cotidiano vivido pela criança, e o professor pode subsidiar ferramentas para avaliação
por um viés processual e vivo para além do registro simplificado.

Folclore e Cultura Popular: O folclore brasileiro e regional é diverso e representado por diversas linguagens e composições artísticas. Assim, o folclore e a cultura
popular presente no currículo em Arte-Teatro reivindicam reconhecer as teatralidades presentes nas manifestações como mote para criação e ressignificação em diversos
modos, de maneira a transpor para a linguagem do teatro as diversas manifestações. As habilidades CG.EF15AR24.s, CG.EF15AR25.s, CG.EF15AR137.n e
CG.EF15AR138.n são possibilidades de relação com folclore e cultura popular. Há uma possibilidade de recursos e ferramentas diversificados que podem vir a colaborar
com o professor de teatro: livros diversos, documentários, fotografias, site de streaming e de upload de vídeo tais como Netflix, Amazon Prime, Youtube, Vimeo, ainda,
diversos documentários e desenhos disponíveis em Rede.

2º ano

A Introdução aos Jogos Teatrais II é baseada em problemas a serem resolvidos; o problema é o objeto que dará foco ao jogo. Os jogos compõem uma estrutura
dramática (O que, quem e onde). Para a resolução dos problemas, é fundamental o papel do professor por meio da instrução; o jogo teatral é uma proposição baseada na
intervenção do professor de Teatro. As habilidades CG.EF15AR19.s, CG.EF15AR134.n e CG.EF15AR135.n são possibilidades de relação com introdução aos jogos teatrais
II, dentre outras presentes no quadro. Sugere-se que o professor utilize, na dinâmica de construção do jogo, ferramentas acessíveis diversas e que possam auxiliar o
desenvolvimento, durante o período letivo, em adaptação. Portanto, cabe dialogar com as diversas ferramentas, tais como: redes sociais mediaart, audiovisual - desenhos
animados, filmes e séries, de forma de abrir espaço de diálogo com o momento vivido. Ainda, adaptar para o momento atual as possibilidades de espaços físicos para a criação
e construção dos jogos, em adequação ao processo individual e coletivo na aprendizagem, colaborando para o entendimento da criança como protagonista do processo na
feitura dos jogos teatrais.

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Poéticas corporais II – No segundo ano é possível reiterar a importância do reconhecimento da criança sobre seu próprio corpo em introdução á linguagem do
teatro, ao buscar, a partir de experimentações, a poética existente por meio da criação. Fixa aqui que poéticas corporais não se reduzem em um método. As habilidades
CG.EF15AR134.n e CG.EF15AR135.n são possibilidades de relação com as Poéticas Corporais II. No processo de poéticas corporais, faz-se pertinente construir o
conhecimento mediado por ferramentas que despertem o interesse, podendo, de fato, dialogar com a vivência e o cotidiano da criança. Despertar o interesse na descoberta
poética corporal está intimamente ligado ao repertório da criança. Para tanto, o professor pode estabelecer diálogo com ferramentas visuais, audiovisuais, subsidiando uma
aprendizagem pela prática, reiterando o papel de espectador e de criação que a criança já desempenha.

Drama como método de ensino II - Sendo o drama uma forma de comportamento de todas as culturas, o método de ensino baseado no eixo curricular inglês e já
presente no Brasil permite a possibilidade do entendimento da própria cultura e do contexto histórico-cultural dos alunos. Sempre uma atividade em grupo, o drama é um
caminho onde o professor de Teatro também pode assumir papéis no processo como forma de intervenção pedagógica e para mediar o processo de criação. As habilidades
CG.EF15AR19.s, CG.EF15AR137.n e CG.EF15AR138.n são possibilidades de relação com o drama como método de ensino. No drama, a investigação é importante, portanto,
cabe ao professor, orientar e desenvolver ferramentas que auxiliem a criança no processo de investigação. Sugere-se que o professor utilize diversas ferramentas e textos
distintos: aplicativos digitais com questionários, e em caso de maior dificuldade com determinados recursos, utilizar ferramentas imagéticas que desenvolvam a percepção e
a criação em teatro. No mais, o professor, a depender da história contada no drama, pode sugerir livros digitais animados (contos infantis, poesias, dramaturgias para a
criança), podcasts, canais diversos no Youtube, Vimeo que contenham as histórias infantis e desenhos animados diversos, dentre outros recursos que subsidiem a construção
dramática de forma lúdica para além da leitura simplificada na construção.

Jogos dramáticos II – experimentações: possibilitam a exteriorização de sentimentos por meio da voz, como forma de ampliar desejos e possibilidades da criança.
É importante entender que as atividades globais de expressão, nessa modalidade, não devem ser observadas pela perspectiva da polivalência. Os jogos dramáticos podem e
devem ser ressignificados para o contexto na escola. As habilidades CG.EF15AR133.n e CG.EF15AR18.s são sugestões para se trabalhar com os jogos dramáticos, dentre
outras presentes no quadro. Além das ferramentas digitais, o jogo dramático pode abarcar o cotidiano vivido pela criança, e o professor pode subsidiar ferramentas para
avaliação por um viés processual e vivo, para além do registro simplificado.

3º Ano

Jogos Teatrais I - São sempre baseados em problemas a serem resolvidos; o problema é o objeto que dará foco ao jogo. Os jogos compõem uma estrutura dramática
(O que, quem e onde). Para a resolução dos problemas é fundamental o papel do professor por meio da instrução, sendo o jogo teatral uma proposição baseada na intervenção
do professor de Teatro. As habilidades CG.EF15AR19.s, CG.EF15AR134.n e CG.EF15AR135.n são possibilidades de relação com as especificidades de Jogos Teatrais I.
Sugere-se que o professor utilize, na dinâmica de construção do jogo, ferramentas acessíveis diversas e que possam auxiliar o desenvolvimento, durante o período letivo, em
adaptação. Portanto, cabe dialogar com as diversas ferramentas, tais como: redes sociais mediaart, audiovisual - desenhos animados, filmes e séries, de forma de abrir espaço
de diálogo com o momento vivido. Ainda, adaptar para o momento atual as possibilidades de espaços físicos para a criação e construção dos jogos, em adequação ao processo
individual e coletivo na aprendizagem, colaborando para o entendimento da criança como protagonista do processo na feitura dos jogos teatrais. As habilidades no 3º ano
deverão ser desempenhadas de modo mais aprofundado, em relação ao 1º e 2º.

Poéticas corporais III– No terceiro ano, é possível entender a importância do reconhecimento da criança sobre seu próprio corpo em experiência com a linguagem
do teatro, ao buscar, a partir de experimentações, a poética existente por meio da criação. Fixa aqui que poéticas corporais não se reduzem em um método de ensino ou

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perspectiva metodológica estanque, podendo ser trabalhada como movimento para criação artística em que corpo é lócus para a criação. As habilidades CG.EF15AR134.n e
CG.EF15AR135.n são possibilidades de relação com as poéticas corporais. No processo de poéticas corporais, faz-se pertinente construir o conhecimento mediado por
ferramentas que despertem o interesse, podendo de fato dialogar com a vivência e o cotidiano da criança. Despertar o interesse na descoberta poética corporal está intimamente
ligado ao repertório da criança. Para tanto, o professor pode estabelecer diálogo com ferramentas visuais, audiovisuais, subsidiando uma aprendizagem pela prática, reiterando
o papel de espectador e de criação que a criança já desempenha.

Drama como método de ensino III: No 3º ano, o professor pode avançar e construir, de modo mais aprofundado, em relação aos dois primeiros anos. Sendo o drama
uma forma de comportamento de todas as culturas, o método de ensino baseado no eixo curricular inglês e já presente no Brasil permite a possibilidade do entendimento da
própria cultura e do contexto histórico-cultural dos alunos. Sempre uma atividade em grupo, o drama é um caminho onde o professor de Teatro também pode assumir papéis
no processo como forma de intervenção pedagógica e para mediar o processo de criação. As habilidades CG.EF15AR19.s, CG.EF15AR137.n e CG.EF15AR138.n são
possibilidades de relação com o drama. No drama, a investigação é importante. Portanto, cabe ao professor, orientar e desenvolver ferramentas que auxiliem a criança no
processo de investigação. Sugere-se que o professor utilize diversas ferramentas e textos distintos: aplicativos digitais com questionários, e em caso de maior dificuldade com
determinados instrumentos, ferramentas imagéticas que desenvolvam a percepção e a criação em teatro. No mais, o professor, a depender da história contada no drama, pode
sugerir livros digitais animados (contos infantis, poesias, dramaturgias para a criança), podcasts, canais diversos no Youtube, Vimeo que contenham as histórias infantis e
desenhos animados diversos, dentre outros recursos que subsidiem a construção dramática de forma lúdica para além da leitura simplificada.

Introdução ao texto teatral: Configura-se em introdução ao texto de teatro uma primeira abordagem sobre o texto, escrita dramatúrgica e criação de texto de modo
revelar a escrita teatral dos mais diversificados modos, de acordo com a etapa no terceiro ano. Cabe ao professor dinamizar a abordagem com adequação para a essa etapa,
propondo a criação de texto por meio de aspectos lúdicos e pertinentes. As habilidades CG.EF15AR140.n, CG.EF15AR141.n, são possibilidades de relação com introdução
ao texto teatral. Faz-se importante ao introduzir o texto teatral, adaptar as mais diversas linguagens para a construção, de forma que a criança tenha ferramentas compatíveis
para a criação, em consonância com a idade. Buscar repertórios para esse processo ao encontro do texto de teatro despertará maior interesse na busca dos elementos que o
compõe. Logo, além dos livros disponibilizados, materiais audiovisuais e outras ferramentas podem auxiliar no processo de entendimento dos elementos do texto teatral.

4º ano

Jogos Teatrais II: Há um avanço considerável no aprofundamento em jogos teatrais no 4º ano. Os jogos continuam a ser baseados em problemas a serem resolvidos;
o problema é o objeto que dará foco ao jogo. Os jogos compõem uma estrutura dramática (O que, quem e onde). Para a resolução dos problemas, é fundamental o papel do
professor por meio da instrução. Portanto, o jogo teatral é uma proposição baseada na intervenção do professor de Teatro e no 4º ano, a independência, por meio da instrução
do professor, poderá ser mais vista na elaboração dos jogos. As habilidades CG.EF15AR19.s, CG.EF15AR134.n e CG.EF15AR135.n são possibilidades aos Jogos Teatrais
II. Assim, cabe dialogar com as diversas ferramentas, tais como: redes sociais mediaart, audiovisual - desenhos animados, filmes e séries, de forma de abrir espaço de
diálogo com o momento vivido; adaptar, ainda, para o momento atual, as possibilidades de espaços físicos para a criação e construção dos jogos, em adequação ao processo
individual e coletivo na aprendizagem, colaborando para o entendimento da criança como protagonista do processo na feitura dos jogos teatrais.

Poéticas corporais IV: Compreende-se que em Poéticas IV o aluno terá um maior repertório para essa elaboração sobre o próprio corpo de modo mais aprofundado,
tendo a possibilidade de compreensão de soma (não dualidade entre mente e corpo) e tendo uma maior liberdade para criar sobre todo o processo de ensino e aprendizagem
anterior. As habilidades CG.EF15AR134.n e CG.EF15AR135.n são possibilidades de relação com as Poéticas Corporais IV. No processo de poéticas corporais, faz-se
pertinente construir o conhecimento mediado por ferramentas que despertem o interesse, podendo de fato dialogar com a vivência e o cotidiano da criança. Despertar o

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interesse na descoberta poética corporal está intimamente ligado ao repertório da criança. Para tanto, o professor pode estabelecer diálogo com ferramentas visuais,
audiovisuais, subsidiando uma aprendizagem pela prática, reiterando o papel de espectador e de criação que a criança já desempenha.

Improvisação para o Teatro I: Em Improvisação para o Teatro I, partindo do jogo, possibilita ao aluno o desenvolvimento da percepção, socialização,
espontaneidade, criatividade dentre outros fatores. Cabe por aqui entender que a improvisação perpassa pelo repertório do aluno, mas se circunscreve em um lugar onde os
elementos do teatro também se tornam essenciais nesta etapa. A improvisação para o teatro está diretamente ligada à criação. É prudente reiterar a não dissociação no que
concerne à cultura do aluno e o repertório adquirido na linguagem teatral e que nesta etapa de ensino, o aluno pode propor improvisações de modo mais elaborado em relação
aos anos anteriores. As habilidades CG.EF15AR133.n, CG.EF15AR135.n, CG.EF15AR24.s são possibilidades de relação com improvisação para o Teatro I. Questões como
espontaneidade e criatividade podem ser desenvolvidas tanto no aspecto individual, quanto no aspecto coletivo. É relevante que o professor trabalhe em adaptação da
linguagem teatral com atividades que desenvolvam habilidades em tarefas individuais e coletivas, reiterando a importância do cotidiano e repertório da criança para o
desenvolvimento em improvisação. O momento vivido faz-se com grande pertinência para trabalhar as questões específicas na improvisação.

Introdução à Recepção Teatral I: Há o entendimento de que fruição e leitura perpassam por todos os métodos e caminhos abordados no teatro na educação. A ideia
de trabalhar a recepção configura o estabelecimento de tempo dedicado para leitura da obra ou objeto artístico, configurando, assim, o conhecimento sobre os diversos
caminhos propostos pelo teatro na contemporaneidade. As habilidades CG.EF15AR137.n, CG.EF15AR139.n, CG.EF15AR140.n, são possibilidades de relação com
introdução à recepção Teatral I. O docente pode, nessa perspectiva, trabalhar com as mais diversas ferramentas para o desenvolvimento da recepção teatral, dialogando com
instrumentos digitais que possam subsidiar o olhar e a atenção para a recepção em teatro. Vídeos de registros de peças teatrais e de trabalho na área, disponibilizados nos
mais variados sítios, são auxiliares no processo de mediação em recepção teatral nos tempos atuais.

Dramaturgia I: o texto dramático – por aqui, é imprescindível para o aluno compreender as novas configurações de texto, partindo do tradicional, na conclusão de
que só existe um teatro pós-dramático porque anteriormente se configurou um dramático. Cabe estimular a leitura e escrita no aluno em relação ao texto de teatro e, em
conseguinte, entender o texto na prática teatral. As habilidades CG.EF15AR140.n, CG.EF15AR141.n, são possibilidades de relação com dramaturgia – o texto dramático,
dentre outras presentes no quadro. Ferramentas auxiliares digitais, como E-books diversos, podem colaborar para o entendimento de dramaturgia com interligação ao texto
de teatro, pensando na construção e desconstrução pelos mais diversos suportes acessíveis à criança. Ainda, recursos audiovisuais podem vir a somar no processo de
entendimento do texto dramatúrgico.

5º ano

Jogos Teatrais III - Para a resolução dos problemas, é fundamental o papel do professor por meio da instrução. Portanto, o jogo teatral é uma proposição baseada na
intervenção do professor de Teatro. Por aqui se fixa a possibilidade da ampliação de repertório em relação aos Jogos Teatrais III, no entendimento de que os alunos passaram
por uma vivência anterior na área. As habilidades CG.EF15AR19.s, CG.EF15AR134.n e CG.EF15AR135.n são possibilidades de relação com introdução aos Jogos Teatrais
III. Portanto, cabe dialogar com as diversas ferramentas, tais como: redes sociais mediaart, audiovisual - desenhos animados, filmes e séries, de forma de abrir espaço de
diálogo com o momento vivido; ainda, adaptar para o momento atual, as possibilidades de espaços físicos para a criação e construção dos jogos, em adequação ao processo
individual e coletivo na aprendizagem, colaborando para o entendimento da criança como protagonista do processo na feitura dos jogos teatrais.

Poéticas corporais V: Observa-se que Poéticas Corporais V não se reduzem em um método de ensino ou perspectiva metodológica estanque, podendo ser trabalhada
como movimento para criação artística em que corpo é lócus para a criação e na ampliação de todo o repertório adquirido durante os quatro primeiros anos na etapa de ensino.

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Compreende-se que em Poéticas V o aluno terá um maior repertório para essa elaboração, tendo a possibilidade de compreensão de soma (não dualidade entre mente e corpo)
e tendo uma maior liberdade para criar sobre todo o processo de ensino e aprendizagem em relação aos anos anteriores, demandando aprofundamento. As habilidades
CG.EF15AR134.n e CG.EF15AR135.n são possibilidades de relação com as Poéticas Corporais V. No processo de poéticas corporais, faz-se pertinente construir o
conhecimento mediado por ferramentas que despertem o interesse, podendo de fato dialogar com a vivência e o cotidiano da criança. Despertar o interesse na descoberta
poética corporal está intimamente ligado ao repertório da criança. Para tanto, o professor pode estabelecer diálogo com ferramentas visuais, audiovisuais, subsidiando uma
aprendizagem pela prática, reiterando o papel de espectador e de criação que a criança já desempenha.

Improvisação para o Teatro II: Partindo do jogo, há a possibilidade de o aluno desenvolver de modo mais profundo a percepção, socialização, espontaneidade,
criatividade dentre outros fatores. As habilidades CG.EF15AR133.n, CG.EF15AR135.n, CG.EF15AR24.s são possibilidades de relação com improvisação para o Teatro II
dentre outras presentes no quadro. Questões como espontaneidade e criatividade podem ser desenvolvidas tanto no aspecto individual, quanto no aspecto coletivo. É relevante
que o professor trabalhe em adaptação da linguagem teatral com atividades que desenvolvam habilidades em tarefas individuais e coletivas, reiterando a importância do
cotidiano e repertório da criança para o desenvolvimento em improvisação. O momento vivido faz-se com grande pertinência para trabalhar as questões específicas na
improvisação.

Introdução à Recepção Teatral II: É possível e preciso estabelecer o foco também para a recepção para além de tempos resumidos no processo de expectação de
jogos e em final de experimentações. A ideia de trabalhar a recepção configura o estabelecimento de tempo dedicado para leitura da obra ou objeto artístico, configurando,
assim, o conhecimento sobre os diversos caminhos propostos pelo teatro na contemporaneidade. As habilidades CG.EF15AR137.n, CG.EF15AR139.n, CG.EF15AR140.n
são possibilidades de relação com Introdução à recepção Teatral II. O docente pode, nessa perspectiva, trabalhar com as mais diversas ferramentas para o desenvolvimento
da recepção teatral, dialogando com instrumentos digitais que possam subsidiar o olhar e a atenção para a recepção em teatro. Vídeos de registros de peças teatrais e de
trabalho na área, disponibilizados nos mais variados sítios e sites de streaming, são auxiliares no processo de mediação em recepção teatral nos tempos atuais.

Dramaturgia II: Da maneira tradicional, a questão basilar fixava-se no texto de teatro, na literatura dramática. Com ascensão de novas possibilidades do teatro dentro
e fora da educação, o texto em si configurou-se como não mais o elemento principal na construção teatral, apenas como um dos mais variados elementos, tão importante
como outros textos presentes na linguagem na contemporaneidade. No entanto, é imprescindível para o aluno compreender as novas configurações de texto, partindo do
tradicional. Cabe estimular a leitura e escrita em relação ao texto de teatro. As habilidades CG.EF15AR135.n, CG.EF15AR140.n, CG.EF15AR146.n são possibilidades de
relação com Dramaturgia II dentre outras presentes no quadro. Com advento da tecnologia, o professor deve subsidiar ferramentas pertinentes para o entendimento do processo
de desconstrução de texto. Sugere-se o uso de banco de dados em sítios de vídeos online (Youtube, Vimeo) ou plataformas de streaming, que podem ajudar no entendimento
de dramaturgia para além do texto escrito.

Construção Teatral Contemporânea: Proposta para um trabalho que difere do modelo tradicional ao fazer teatro no âmbito escolar, onde se paute um modo coletivo
e colaborativo na criação teatral, na compreensão de que a abordagem também poderá abordar uma iniciação ao contexto histórico-cultural do aluno. Poderão ser estabelecidos
processos de criação em que o aluno reflita sobre tais intervenções que perpassam o próprio corpo e o meio na elaboração de processos na construção teatral contemporânea.
As habilidades CG.EF15AR26.s, CG.EF15AR137.n, CG.EF15AR144.n são possibilidades de relação com construção teatral contemporânea. É importante pensar no diálogo
com as mais diversas linguagens, inclusa a linguagem audiovisual, e sugere-se adaptar, quando houver necessidade, o processo para a construção do plano individual para o
coletivo em um mesmo projeto. A utilização da perspectiva das artes integradas pode ser ferramenta importante para mediar o conhecimento em criação teatral contemporânea.
Recomenda-se ao professor o uso de ferramentas digitais, instalações virtuais, museus virtuais, acervo de grupos de teatro ou de artes híbridas online para ampliação de
repertório no entendimento e na construção teatral contemporânea, seja pelo plano individual que caminhará ao coletivo nos tempos atuais, seja no plano coletivo diretamente.

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HABILIDADES INDICADAS E CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - 6º AO 9º ANO – ARTE – TEATRO
CONHECIMENTOS E
OBJETOS DE
ESPECIFICIDADES DA HABILIDADES INDICADAS
CONHECIMENTO
LINGUAGEM
(CG.EF69AR133.n) Compreender as teatralidades presentes nas mais diversas culturas em era pré-colombiana e pós-
colombiana, como forma de pesquisa e resgate de variadas manifestações culturais.
(CG.EF69AR134.n) Ler, analisar e pesquisar formas de expressão, representação e apresentação nas mais variadas
perspectivas circunscritas na história do Teatro.
6º ano (CG.EF69AR135.n) Pesquisar e analisar diferentes formas de expressão, representação e encenação do Teatro,
reconhecendo e apreciando os caminhos propostos pela linguagem teatral, de artistas e grupos brasileiros e
Povos pretéritos; estrangeiros de diferentes épocas, com ênfase em perspectiva teórico-prática.
(CG.EF69AR136.n) Reconhecer, identificar, e analisar de maneira crítica, as relações entre a história do Teatro com
Povos pré-colombianos; as perspectivas contemporâneas na área, de forma a perceber questões éticas, estéticas e políticas presentes nas mais
Antiguidade; Contextos e práticas variadas manifestações artísticas.
(CG.EF69AR137.n) Entender o corpo enquanto campo de possibilidade e político, fruto de debates históricos e suas
Teatro, povos originários no relações que caminham/caminharam para a discussão da cena teatral dos primórdios aos tempos atuais (questões
Brasil. étnicas, de gênero e diversidade).
(CG.EF69AR138.n) Compreender os contextos histórico-culturais presentes nas mais diversas manifestações teatrais
e artísticas no percurso da história, na busca de compreensão da influência da sociedade sobre a Arte e da Arte para
sociedade à partir de processos de criação em Teatro.
(CG.EF69AR24.s) Reconhecer e apreciar artistas e grupos de teatro brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas,
7º ano investigando os modos de criação, produção, divulgação, circulação e organização da atuação profissional em teatro
(CG.EF69AR25.s) Criar, Identificar e analisar diferentes estilos cênicos, contextualizando-os no tempo e no espaço
Idade Média; de modo a aprimorar a capacidade de apreciação da estética teatral.
(CG.EF69AR139.n) Identificar os elementos para a construção teatral por meio das mais variadas manifestações
Teatro em Mato Grosso do artísticas e/ou teatrais em percursos históricos distintos.
Sul; (CG.EF69AR140.n) Experimentar a linguagem teatral, questões de atuação e encenação como forma de
Elementos da ressignificação e criação dos percursos teatrais permeados pela História.
Teatro na América do Sul e linguagem (CG.EF69AR141.n) Compreender a prática enquanto pesquisa na construção teatral nas experimentações com os
na América Latina. mais variados métodos e caminhos do Teatro na Educação.
(CG.EF69AR26.s) Explorar diferentes elementos envolvidos na composição dos acontecimentos cênicos (figurinos,
adereços, cenário, iluminação e diversidade) e reconhecer seus vocabulários.

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8º ano (CG.EF69AR26.s) Explorar diferentes elementos envolvidos na composição dos acontecimentos cênicos (figurinos,
Processos de Criação
adereços, cenário, iluminação e diversidade) e reconhecer seus vocabulários.
Teatro: Século XVI e XVII; (CG.EF69AR139.n) Identificar os elementos para a construção teatral, por meio das mais variadas manifestações
artísticas e/ou teatrais, em percursos históricos distintos.
Século XVII e IXX; (CG.EF69AR140.n) Experimentar a linguagem teatral, questões de atuação e encenação como forma de
ressignificação e criação dos percursos teatrais permeados pela História.
História do Teatro (CG.EF69AR141.n) Compreender a prática como pesquisa na construção teatral nas experimentações com os mais
Brasileiro. variados métodos e caminhos do teatro na educação.
(CG.EF69AR27.s) Pesquisar e criar formas de dramaturgias e espaços cênicos para o acontecimento teatral em
diálogo com o teatro contemporâneo.
(CG.EF69AR28.s) Investigar e experimentar diferentes funções teatrais e discutir os limites e desafios do trabalho
artístico coletivo e colaborativo.
Contextos e práticas
9º ano (CG.EF69AR29.s) Experimentar a gestualidade e as construções corporais e vocais de maneira imaginativa na
(artes integradas)
improvisação teatral e no jogo cênico.
Elementos Teatrais; (CG.EF69AR30.s) Compor improvisações e acontecimentos cênicos com base em textos dramáticos ou outros
estímulos (música, imagens, objetos etc.), caracterizando personagens (com figurinos e adereços), cenário, iluminação
Direção, Dramaturgia e e sonoplastia e considerando a relação com o espectador.
Contextos e práticas (CG.EF69AR31.s) Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social, cultural, política, histórica,
Encenação no Século XX; (artes integradas) econômica, estética e ética.
(CG.EF69AR32.s) Analisar e explorar, em projetos temáticos, as relações processuais entre diversas linguagens
A Cena Contemporânea. Processos de Criação artísticas.
(artes integradas) (CG.EF69AR143.n) Experimentar, por meio de processos de criação, com ênfase na linguagem teatral, as mais
variadas linguagens artísticas.
(CG.EF69AR33.s) Analisar aspectos históricos, sociais e políticos da produção artística, problematizando as
Matrizes estéticas e
narrativas eurocêntricas e as diversas categorizações da arte (arte, artesanato, folclore, design etc.).
Culturais
(CG.EF69AR144.n) Refletir, por meio da prática, no/pelo corpo, diferentes modos de se fazer arte que correlacionem
(artes integradas)
questões éticas, estéticas e políticas presentes na área.
(CG.EF69AR34.s) Analisar e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial
Patrimônio Cultural
a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, e favorecendo a construção
(artes integradas)
de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.
Arte e Tecnologia (CG.EF69AR35.s) Identificar e manipular diferentes tecnologias e recursos digitais para acessar, apreciar, produzir,
(artes integradas) registrar e compartilhar práticas e repertórios artísticos, de modo reflexivo, ético e responsável.
Recomendações

Optamos nessa etapa do Currículo 2021, nos anos finais, a partir da recomendação do Ministério da Educação para área, ocupar as habilidades por etapa de ensino, bem como
nos documentos já elaborados. O que muda, durante o percurso dos anos, é a progressão sobre a habilidade e os conhecimentos específicos da linguagem. Os objetos de
conhecimento e as habilidades são os mesmos, em todo esse período, cabendo reiterar que, ainda que o professor trabalhe a mesma habilidade em anos distintos, os

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conhecimentos específicos e abordagem metodológica e aprofundamento são variantes. Portanto, o professor terá todos os anos vigentes para aprofundar as habilidades em
cada linguagem artística. Para tal, as 22 habilidades em teatro deverão ser trabalhadas durante toda a etapa dos anos finais (6º ao 9º).

• No teatro, é possível tornar habilidades mais complexas ao longo do período da etapa de ensino. Assim, o conhecimento sobre as formas de expressão, representação,
apresentação dão-se de modo gradativo em consonância com as habilidades propostas.
• Os jogos diversos e caminhos metodológicos propostos em teatro, para essa etapa de ensino (anos finais), instiga o aluno a discutir as diversas situações do cotidiano
e do momento vivido, trazendo a perspectiva de pesquisa e ampliação de repertório do educando a partir do seu cotidiano.
• Cabe ao professor, propor pesquisa e análise, por meio da vivência nas mais diversificadas matrizes e propostas no teatro, compreendendo e ampliando repertório
dos educandos pela prática teatral concreta, estabelecendo de fato avaliações processuais que repensem a ideia de formação integral do educando, autocrítica e
competências que colaborem para o desenvolvimento individual e coletivo.
• Reitera-se da importância de explorar as possibilidades de criação em teatro, ao efetivar uma abordagem que articule as seis dimensões do conhecimento em arte:
crítica, criação, estesia, expressão, fruição e reflexão.
• Sugere-se dialogar com uma maior diversidade de textos na área, para além da visão textocentrista em teatro, no entendimento da importância da desconstrução da
ideia de que o texto dramatúrgico seja o elemento único e central na perspectiva de se ensinar teatro na escola.
• Faz-se pertinente desenvolver uma experiência e vivência artística multissensorial para criar diferentes tempos, espaços e sujeitos envolvendo a si próprios e o
coletivo, em diálogo direto com as mais diversas linguagens artísticas.
• Recomenda-se propor o diálogo sobre todo e qualquer processo teatral, seja ele no plano individual ou em coletivo, observando e refletindo as perspectivas da prática
em teatro e mediar sempre, que necessário, menções estereotipadas e preconceituosas e, ainda, propondo adaptação para o contexto vivido.
• Cabe reiterar a sugestão de pesquisas que permitam o aluno compreender e manipular os meios tecnológicos para a criação e interação nos mais diversos processos
criativos com as outras linguagens artísticas em diálogo com o teatro.

6º ano

No 6º ano, é fundamental que, durante esta abordagem histórica, sejam considerados os povos latino-americanos, orientais, os povos originários do Brasil e as
influências artísticas e culturais decorrentes do processo de colonização do país, desmistificando a “supremacia” europeia nos pensamentos e no ensino da história da arte;
todavia, não descartando a influência que exerceu sobre inúmeros projetos na área e na história do teatro no país. As habilidades CG.EF69AR137.n, CG.EF69AR142.n e a
CG.EF69AR34.s podem ser articuladas ao objeto de conhecimento supracitado como sugestões.
Durante esse processo, é fundamental que sejam articuladas a teoria e prática, entendendo o aluno como um ser criador e pesquisador. Observa-se a importância da
compreensão dos mais variados contextos como forma de promover o debate sobre questões éticas, estéticas e políticas que permeiam as artes efêmeras na qual o teatro se
inclui. As habilidades CG.EF69AR133.n, CG.EF69AR136.n e a CG.EF69AR34.s são sugestões para articulação dos conhecimentos.
Assim, é imprescindível que os elementos da linguagem do teatro sejam trabalhados, de modo a ampliar o reportório do aluno, perpassando pelas questões do
corpo, de modo a articular a prática teatral em sala de aula e aspectos teóricos de modo não dicotômico. Perspectiva esta para reflexão que podem aliar suas composições e
criações de modo a circunscrever processo de ressignificação e um repensar sobre o contexto vivido. As habilidades CG.EF69AR31.s e a CG.EF69AR34.s são sugestões
para se trabalhar.
Cabe frisar, que o conteúdo e habilidades a serem trabalhados necessitam estar em articulação com a prática nas artes cênicas e, em especificidade, no teatro.
Portanto, é necessário apresentar questões para repensar a área não somente pelo viés da teoria. As habilidades CG.EF69AR133.n, CG.EF69AR136.n e a CG.EF69AR34.s
podem ser articuladas ao conteúdo proposto.
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Ressalta-se que as danças, rituais, artefatos, artesanatos e possibilidades estéticas trazidas por esses povos, acima citados, podem vir a ser suportes para pensar a
criação em teatro, podendo perpassar inclusive pela história do teatro brasileiro, em que, nos primórdios da colonização era colocado à margem nos primeiros textos
dramatúrgicos considerados nacionais, via missões jesuíticas. Não somente, é importante ao aluno compreender seu próprio contexto, criar sobre o conteúdo proposto e
propor habilidade que vai além da leitura desses povos, é preciso abranger a perspectiva de que o processo de ensino e aprendizagem em teatro na escola básica deve passar
pela prática como pesquisa. As habilidades CG.EF69AR133.n e a CG.EF69AR35.s são sugestões para se trabalhar com as questões supracitadas dentre outras presentes no
documento.
Recomenda-se que o professor de Teatro adapte as propostas, tornando possível o trabalho com as novas tecnologias e a possibilidade de propor tarefas no plano
presencial e também pelo meio remoto, oferecendo aos educandos possibilidades metodológicas com ferramentas diversas: aplicativos, podcasts, sites de streaming, sites de
vídeos, recursos imagéticos e audiovisuais, E-book, dentre outras possibilidades que ajudem a compor as perspectivas e experiências de teatro na educação básica.

7º ano

No 7º ano, é importante considerar esse processo, entender sua continuidade, desenvolvendo, agora, os conhecimentos contextualizados do teatro no período da
Idade Média. É imprescindível estabelecer como as relações de poder permeavam o período abordado, reconhecendo de maneira crítica, como influenciaram a produção
cultural e artística da época, não somente nos palcos europeus. De um modo geral, o teatro e a dança, estabeleceram diálogos importantes no período acerca das questões
éticas e políticas do e sobre o corpo. Faz-se primordial abordar os processos históricos do teatro e da arte durante a transição da Idade Média para o Renascimento.
No que se refere ao teatro em Mato Grosso do Sul, salientamos que o percurso da abordagem, escrita e linguagem cênica do campo citado, configuram uma
perspectiva para se pensar no local, o “onde habitamos”. Para tal, é importante não somente abordar a história do teatro em Campo Grande e no estado de MS, todavia, trazer
as questões estéticas, éticas e política que perpassam a cultura e o teatro em nossa cidade nos dias de hoje.
A experiência do teatro biográfico argentino, conhecido como Biodrama pode ser um campo fértil de possibilidades para criação, correlacionando o contexto do
aluno ao assegurar a experiência que perpassa pela perspectiva teórico-prática, com aspectos do real para compor a cena. O teatro que correlaciona com o Biodrama explora
contextos autobiográficos e atravessa outra possibilidade para pensar o próprio aluno na escola e na prática cênica e o momento vivido: em adaptação. Ainda, em teatro e
comunidade no Brasil, é possível caminhar por inúmeras perspectivas de contextos e comunidades que atravessam um campo que passa por vários centros do país, incluindo
grupos teatrais que trabalham com a questão “comunidade”, no entendimento do conceito de comunidade de forma mais ampla, que não se define somente como local.
Ademais, o professor poderá estabelecer contato com outras possibilidades de frentes teatrais em toda a América do Sul, transcorrendo por países como Chile, Colômbia,
Paraguai, Uruguai e demais países que compõem o continente sul-americano. As habilidades CG.EF69AR28.s, CG.EF69AR33.s, CG.EF69AR144.n são algumas das
possibilidades para se trabalhar com a abordagem proposta.
Recomenda-se que o professor de Teatro adapte as propostas, tornando possível o trabalho com as novas tecnologias e a possibilidade de propor tarefas no plano
presencial e também pelo meio remoto, oferecendo aos educandos possibilidades metodológicas com ferramentas diversas: aplicativos, podcasts, sites de streaming, sites de
vídeos, recursos imagéticos e audiovisuais, E-book, dentre outras possibilidades que ajudem a compor as perspectivas e experiências de teatro na educação básica.

8º ano

Os conhecimentos específicos do 8º ano são voltados para a perspectiva do teatro em suas várias vertentes em meados do segundo milênio. São considerados
processos múltiplos da ampliação de possibilidades para se trabalhar com a cena. Cabe ao professor problematizar, refletir e propor um caminho teórico-prático para repensar
grandes acontecimentos na cena teatral que fizeram parte da história do teatro ocidental e em diversos países, e que influenciam inúmeros coletivos teatrais e perspectivas
teóricas até os dias de hoje. As habilidades CG.EF69AR25.s e a CG.EF69AR139.n são habilidades que poderão ser trabalhadas .

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É importante, também, problematizar as questões de gênero que envolvem o teatro, nesse contexto histórico e as perspectivas para se pensar a atuação da mulher
na sociedade. Ainda, repensar configurações outras perpassando pelo alinhamento do teatro com vários campos como a Psicologia, por exemplo, na busca de outras
possibilidades de abordagens e, também, correlacionado com tecnologias localizadas no tempo. Cabe salientar que todo o material produzido por aqui, na área do teatro
propõe diretamente o encontro com a prática cênica, seja ela partindo do corpo, de textos diversos, da história do teatro e de outras possibilidades do entendimento da prática
teatral como pesquisa na sala de aula. As habilidades CG.EF69AR24.s e a CG.EF69AR136.n são algumas das possibilidades para se trabalhar com as questões propostas.
Em História do Teatro Brasileiro há, além dos encenadores e diretores elencados, uma gama de pensadores do teatro que podem ser articulados aos nomes
propostos. É importante pensar que a abordagem do conteúdo proposto não passa somente pela figura do encenador, todavia, por aspectos éticos, estéticos e políticos de cada
período e processos do século XX, incluindo a ascensão do Teatro Moderno, Tropicalismo, período pré e pós ditadura militar no Brasil, possibilidades cênicas, alegorias,
material, elementos, texto e jogo. As habilidades que poderão articular com a proposta são: CG.EF69AR26.s, CG.EF69AR28.s, CG.EF69AR33.s, CG.EF69AR139.n
CG.EF69AR140.n, CG.EF69AR144.n dentre outras possibilidades.
Recomenda-se que o professor de Teatro adapte as propostas, tornando possível o trabalho com as novas tecnologias e a possibilidade de propor tarefas no plano
presencial e também pelo meio remoto, oferecendo aos educandos possibilidades metodológicas com ferramentas diversas: aplicativos, podcasts, sites de streaming, sites de
vídeos, recursos imagéticos e audiovisuais, Ebook, dentre outras possibilidades que ajudem a compor as perspectivas e experiências de teatro na educação básica.
9º ano

Os elementos teatrais ressaltam a importância da apreensão dos mais diversos componentes que fazem parte da e para construção na área, inclusas compreensões
heterogêneas de distintos processos de criação localizados historicamente. O contato com tais elementos, dentro do contexto da escola, amplia a possibilidade de internalização
dos fundamentos propostos. Fixa-se que compete ao professor permear os mais diversos elementos em sua abordagem, no entanto, em sua eleição, pode dar ênfase aos que
despertem o interesse dos alunos em determinadas conjunturas. As habilidades CG.EF69AR135.n, CG.EF69AR24.s, CG.EF69AR25.s, CG.EF69AR141.n são algumas das
muitas possibilidades para se trabalhar com a proposta.
Sugere-se que o professor de Teatro no 9º ano: repense os autores e encenadores que tragam maior possibilidade para ampliação de repertório da turma, em termos
concretos, dando ênfase para alguns deles para tratar do contemporâneo. Compreender que esses nomes consagrados do teatro no mundo e no Brasil e, ao seu critério, poderão
estabelecer contato direto com outros importantes nomes do século XX, na segunda metade. Portanto, ao atravessar o conhecimento sobre teatro contemporâneo, pós-
dramático, performático é pertinente contextualizar alguns desses autores de forma a corroborar as premissas para criação em teatro que abarcamos nos dias de hoje, inclusive
em suas divergências conceituais e operacionais, podendo elaborar uma compreensão dos elementos teatrais, também, a partir dessas abordagens, outros modos para
construção teatral do século XX aos tempos atuais. As habilidades CG.EF69AR138.n, CG.EF69AR33.s, CG.EF69AR139.n poderão contribuir para a reflexão por aqui
elaborada.
Recomenda-se que o professor de Teatro adapte as propostas, tornando possível o trabalho com as novas tecnologias e a possibilidade de propor tarefas no plano
presencial e também pelo meio remoto, oferecendo aos educandos possibilidades metodológicas com ferramentas diversas: aplicativos, podcasts, sites de streaming, sites de
vídeos, recursos imagéticos e audiovisuais, E-book, dentre outras possibilidades que ajudem a compor as perspectivas e experiências de teatro na educação básica.

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