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Quando eu vejo Deus em você...

Eu toco no perdão de Deus através da longanimidade da minha mãe. Ela nunca sugeriu que o
seu amor dependesse de que eu alcançasse determinado padrão, em casa me ensinou que eu
não preciso ser bom o suficiente para ser aceito. Ela me mostrou como o amor é generoso!

Ela nunca guardou rancor após eu tê-la desapontado, e quantas vezes já fiz isso! Por mais que
em momentos de raiva eu guardei sentimentos ruins por ela, mesmo assim sua única
preocupação era a reconciliação. Deus encarregou a minha mãe o “ministério da
reconciliação”, pois ela sempre lutou para que as coisas ficassem bem, para que o perdão
fosse liberado, e o bom relacionamento familiar fosse restaurado.

Eu posso tocar na humildade de Jesus Cristo, em Seu amor prático e não interesseiro, nos Seus
sacrifícios, através do dom da maternidade que Ele confiou a minha mãe. As mães fazem tanto
por seus filhos, e nunca jogam isso na cara deles para gerar cobrança ou culpa. Elas sofrem
com a gestação, sofrem para que uma vida seja formada dentro delas. E depois sofrem para
nos criar, nos educar. E mesmo depois de adultos, elas continuam sofrendo quando passamos
por dificuldades e perdem o sono preocupadas conosco.

Todos os dias da minha vida, desde o primeiro deles, minha mãe fez algo por mim que era
difícil ou custoso para ela. Na maneira que ela exerceu a maternidade comigo, eu posso ver o
reflexo de como Cristo viveu e morreu por mim. Você me mostrou Cristo!

Eu também experimento a salvação completa de Deus, que deseja me mudar de dentro para
fora através da educação e princípios que em que fui criado. Minha mãe se preocupou mais
com a formação do meu caráter do que com o desenvolvimento das minhas habilidades. Ela
me encorajou a ser gentil, atencioso e paciente. Me mostrou que quem eu era e quem eu
estava me tornando importava mais do que o que eu era capaz de fazer.

Deus, administra as coisas com perfeição, Ele é o Rei soberano sobre todas as coisas. Minha
mãe me ensinou a me sujeitar a vontade desse Deus grandioso quando deixava claro que as
minhas opiniões e preferencias, embora importantes, não deve ser impostas. Além disso, ela
sempre impôs limites claros, e não permitia que eu mandasse em casa, pois ela me ensinou
que na vida existe uma hierarquia, e obedecer a esta hierarquia traz benção e harmonia.

Minha mãe foi exemplo para mim. Por mais imperfeita que seja, ela mostrou que quando nos
voltamos ao Senhor, e somos iluminados, podemos ter um novo começo. Ela cometeu erros —
muitos erros. Mas não inventava desculpas por eles ou os diminuía.

Deus me encorajou e me levantou diversas vezes que me senti para baixo através do carinho
da minha mãe. Ela sempre me apoiou, mas nunca inventou desculpas para o meu pecado ou
me deixou pensar que eu era bom o suficiente para Deus.

Eu aprendi que amar a Deus não deve ser algo religioso, mas sincero e de coração. Minha mãe
nunca impôs de forma forçada ter Cristo em toda conversa, como se mencioná-lo em cada
frase me fizesse converter. Mas, ela mostrou que Ele era um companheiro constante da nossa
família.

Eu sinto a companhia de Jesus como meu grande amigo, todas as vezes que estou conversando
com minha mãe. Ela me conhece tão bem, sabe de cor meus defeitos, meus gostos e com ela
eu posso ser eu mesma.

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