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CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

CORREGEDORIA NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

DECISÃO

RECLAMAÇÃO DISCIPLINAR n. 1.00477/2021-45


Reclamantes: Edison Lobão, Márcio Lobão e Romero Jucá
Reclamados: Membros do Ministério Público Federal - Eduardo Ribeiro Gomes El Hage, Fabiana
Keylla Schneider, Marisa Varotto Ferrari, José Augusto Simões Vagos, Gabriela de G. A. M. T.
Câmara, Sérgio Luiz Pinel Dias, Rodrigo Timóteo da Costa e Silva, Stanley Valeriano da Silva, Felipe
A. Bogado Leite, Renata Ribeiro Baptista e Tiago Misael de Jesus Martins; e Membro do Ministério
Público do Estado de Sergipe - Luciana Duarte Sobral

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I – Em tempo, acolho integralmente o pronunciamento do Membro Auxiliar da
Corregedoria Nacional, adotando-o como razões de decidir, determino a retificação da Portaria de
instauração de Processo Administrativo Disciplinar, que será submetida a referendo do Plenário, nos
seguintes termos:

a) Onde se lê: “em face do Procurador Regional da República, José Augusto Simões
Vagos; e dos Procuradores da República, Eduardo Ribeiro Gomes El Hage, Fabiana Keylla
Schneider, Marisa Varotto Ferrari, Gabriela de G. A. M. T. Câmara, Sérgio Luiz Pinel Dias, Rodrigo
Timóteo da Costa e Silva, Stanley Valeriano da Silva, Felipe A. Bogado Leite, Renata Ribeiro Baptista
e Tiago Misael de Jesus Martins, em virtude da prática, em tese, de falta funcional punível com a
pena de demissão, nos termos do artigo 239, inciso IV 1, convertida, uma única vez, por
proporcionalidade, na pena de suspensão, por 30 dias, nos ternos do artigo 2 40, § 5° 2, já

1
Art. 239. Os membros do Ministério Público são passíveis das seguintes sanções disciplinares:
[...]
IV – demissão.
2
Art. 240. As sanções previstas no artigo anterior serão aplicadas:
[...]
§ 5º A demissão poderá ser convertida, uma única vez, em suspensão, nas hipóteses previstas nas alíneas a e h do inciso
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que há indícios suficientes do cometimento de infração disciplinar prevista no artigo 240, inciso V,
alínea ‘f’3 (revelação de assunto de caráter sigiloso, que conheça em razão do cargo ou função,
comprometendo a dignidade de suas funções ou da justiça), da Lei Orgânica do Ministério
Público da União n. 75/1993;”

Deve ser lido: em face do Procurador Regional da República, José Augusto Simões
Vagos; e dos Procuradores da República, Eduardo Ribeiro Gomes El Hage, Fabiana Keylla
Schneider, Marisa Varotto Ferrari, Gabriela de G. A. M. T. Câmara, Sérgio Luiz Pinel Dias, Rodrigo
Timóteo da Costa e Silva, Stanley Valeriano da Silva, Felipe A. Bogado Leite, Renata Ribeiro Baptista

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e Tiago Misael de Jesus Martins, em virtude da prática, em tese, de falta funcional punível com a
pena de demissão, nos termos do artigo 239, inciso IV 4, já que há indícios suficientes do
cometimento de infração disciplinar prevista no artigo 240, inciso V, alínea ‘f’5 (revelação de assunto
de caráter sigiloso, que conheça em razão do cargo ou função, comprometendo a dignidade de suas
funções ou da justiça), da Lei Orgânica do Ministério Público da União n. 75/1993;

b) em face da Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Sergipe,


Luciana Duarte Sobral, em virtude da prática, em tese, de falta funcional punível com a pena de

V, quando de pequena gravidade o fato ou irrelevantes os danos causados, atendido o disposto no art. 244.
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Art. 240. As sanções previstas no artigo anterior serão aplicadas:
[...]
V - as de demissão, nos casos de:
[...]
f) revelação de assunto de caráter sigiloso, que conheça em razão do cargo ou função, comprometendo a dignidade de
suas funções ou da justiça;
4
Art. 239. Os membros do Ministério Público são passíveis das seguintes sanções disciplinares:
[...]
IV – demissão.
5
Art. 240. As sanções previstas no artigo anterior serão aplicadas:
[...]
V - as de demissão, nos casos de:
[...]
f) revelação de assunto de caráter sigiloso, que conheça em razão do cargo ou função, comprometendo a dignidade de
suas funções ou da justiça;
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suspensão, por 30 (trinta) dias, nos termos do artigo 128, inciso III 6, já que há indícios suficientes
do cometimento de infração disciplinar prevista no artigo 1317, inciso II (revelação de assunto de
caráter sigiloso que conheça em razão do cargo ou função, comprometendo a dignidade de suas
funções ou da Justiça), da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado de Sergipe n.
02/1990.

II – Lavre-se a respectiva Portaria de retificação e, após o referendo, distribua-se a


um(a) Conselheiro(a) Relator(a) na forma do artigo 898, observando-se o artigo 77, §2º9, todos da
Resolução nº 92/2013 (Regimento Interno do CNMP).

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Publique-se, registre-se e intimem-se.

RINALDO REIS LIMA


Corregedor Nacional do Ministério Público

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Art. 128. Os membros do Ministério Público são passíveis das seguintes sanções disciplinares:
[...]
III – suspensão, por até 90 (noventa) dias;
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Art. 131. A pena de suspensão, de 05 (cinco) até 90 (noventa) dias, é aplicada nos seguintes casos:
[...]
II – revelação de assunto de caráter sigiloso que conheça em razão do cargo ou função, comprometendo a dignidade de
suas funções ou da Justiça.
8
Art. 89. Decidida a instauração de processo administrativo disciplinar no âmbito do Conselho, o feito será distribuído a
um Relator.
9
Art. 77. Prestadas as informações pelo reclamado, decorrido o prazo sem manifestação ou encerradas as diligências, o
Corregedor Nacional poderá adotar uma das seguintes providências:
[...]
§ 2º Nas hipóteses do inciso IV e do § 1º deste artigo, o feito será submetido ao referendo do Plenário na sessão plenária
subsequente, com a prévia intimação do reclamado, ao qual será facultada a realização de sustentação oral.
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PORTARIA CNMP-CN Nº 70/2021

O CORREGEDOR NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO, no uso de suas


atribuições conferidas pelos artigos 130-A, § 2°, III, e § 3º, I, da Constituição Federal1, e pelos artigos
18, VI; 77, IV, §2º; e 89, § 2º, do Regimento Interno do Conselho Nacional do Ministério Público2, e
com fulcro nos autos da reclamação disciplinar n. 1.00477/2021-45:

Art. 130-A. O Conselho Nacional do Ministério Público compõe-se de quatorze membros nomeados pelo Presidente da
República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal, para um mandato de dois anos,

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admitida uma recondução, sendo:
(...)
§ 2º Compete ao Conselho Nacional do Ministério Público o controle da atuação administrativa e financeira do Ministério
Público e do cumprimento dos deveres funcionais de seus membros, cabendo lhe:
(...)
III receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Ministério Público da União ou dos Estados,
inclusive contra seus serviços auxiliares, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional da instituição, podendo
avocar processos disciplinares em curso, determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou
proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa;
(...)
§ 3º O Conselho escolherá, em votação secreta, um Corregedor nacional, dentre os membros do Ministério Público que o
integram, vedada a recondução, competindo-lhe, além das atribuições que lhe forem conferidas pela lei, as seguintes:
I receber reclamações e denúncias, de qualquer interessado, relativas aos membros do Ministério Público e dos seus
serviços auxiliares;
2
Art. 18. Além de outras competências que lhe sejam conferidas por lei ou por este Regimento, ao Corregedor Nacional
compete:
(...)
VI – instaurar sindicância de ofício, ou, quando houver indícios suficientes de materialidade e autoria da infração,
processo administrativo disciplinar, observado o disposto no § 2º do artigo 77 deste Regimento;
(...)
Art. 77. Prestadas as informações pelo reclamado, decorrido o prazo sem manifestação ou encerradas as diligências, o
Corregedor Nacional poderá adotar uma das seguintes providências:
(...)
IV – instaurar, desde logo, processo administrativo disciplinar, se houver indícios suficientes de materialidade e autoria
da infração ou se configurada inércia ou insuficiência de atuação, publicando a respectiva portaria;
(...)
§ 2º Nas hipóteses do inciso IV e do § 1º deste artigo, o feito será submetido ao referendo do Plenário na sessão plenária
subsequente, com a prévia intimação do reclamado, ao qual será facultada a realização de sustentação oral.
Art. 89. Decidida a instauração de processo administrativo disciplinar no âmbito do Conselho, o feito será distribuído a
um Relator.
(...)
§ 2º A portaria de instauração, expedida pelo Corregedor Nacional, no caso do artigo 77, IV, deste Regimento, ou pelo
Relator, nos demais casos, deverá conter a qualificação do acusado, a exposição circunstanciada dos fatos imputados, a
previsão legal sancionadora e o rol de testemunhas, se for o caso.
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RESOLVE:

1. Retificar a PORTARIA CNMP-CN Nº 54/2021, de instauração do Processo


Administrativo Disciplinar, instaurado, “ad referendum” do Plenário, em face de (i) José Augusto
Simões Vagos, Excelentíssimo Procurador Regional da República; (ii) Eduardo Ribeiro Gomes El
Hage, Fabiana Keylla Schneider, Marisa Varotto Ferrari, Gabriela de G. A. M. T. Câmara,
Sérgio Luiz Pinel Dias, Rodrigo Timóteo da Costa e Silva, Stanley Valeriano da Silva, Felipe A.
Bogado Leite, Renata Ribeiro Baptista e Tiago Misael de Jesus Martins, Excelentíssimos
Procuradores da República; e (iii) Luciana Duarte Sobral, Excelentíssima Promotora de Justiça do
Ministério Público do Estado de Sergipe, todos então designados para integrar o Grupo de Atuação
Especial de Combate ao Crime Organizado – GAECO – do Ministério Público Federal – Núcleo Rio

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de Janeiro/RJ, em razão de fatos que, em tese, configuram infração disciplinar praticada no exercício
de atividade funcional perante a Força Tarefa anteriormente denominado Lava Jato do Rio de Janeiro.

2. Onde se lê: “Em relação ao Excelentíssimo Procurador Regional da República,


José Augusto Simões Vagos; e aos Excelentíssimos Procuradores da República, Eduardo Ribeiro
Gomes El Hage, Fabiana Keylla Schneider, Marisa Varotto Ferrari, Gabriela de G. A. M. T.
Câmara, Sérgio Luiz Pinel Dias, Rodrigo Timóteo da Costa e Silva, Stanley Valeriano da Silva,
Felipe A. Bogado Leite, Renata Ribeiro Baptista e Tiago Misael de Jesus Martins, indicar,
atendendo à exposição circunstanciada acima realizada, a ocorrência de infração disciplinar por
desrespeito ao artigo 240, inciso V, alínea ‘f’3 (revelação de assunto de caráter sigiloso, que conheça
em razão do cargo ou função, comprometendo a dignidade de suas funções ou da justiça), da Lei
Orgânica do Ministério Público da União n. 75/1993, ensejando, por consequência, a
aplicação da sanção disciplinar de demissão, nos termos do artigo 239, inciso IV 4,

3
Art. 240. As sanções previstas no artigo anterior serão aplicadas:
[...]
V - as de demissão, nos casos de:
[...]
f) revelação de assunto de caráter sigiloso, que conheça em razão do cargo ou função, comprometendo a dignidade de
suas funções ou da justiça;
4
Art. 239. Os membros do Ministério Público são passíveis das seguintes sanções disciplinares:
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convertida, uma única vez, por proporcionalidade, na pena de SUSPENSÃO, por 30 (trinta)
dias, nos ternos do artigo 240, § 5° 5, da Lei Orgânica do Ministério Público da União n.
75/1993 6.”

Deve ser lido: Em relação ao Excelentíssimo Procurador Regional da República, José


Augusto Simões Vagos; e aos Excelentíssimos Procuradores da República, Eduardo Ribeiro Gomes
El Hage, Fabiana Keylla Schneider, Marisa Varotto Ferrari, Gabriela de G. A. M. T. Câmara,
Sérgio Luiz Pinel Dias, Rodrigo Timóteo da Costa e Silva, Stanley Valeriano da Silva, Felipe A.
Bogado Leite, Renata Ribeiro Baptista e Tiago Misael de Jesus Martins, indicar, atendendo à
exposição circunstanciada acima realizada, a ocorrência de infração disciplinar por desrespeito ao
artigo 240, inciso V, alínea ‘f’7 (revelação de assunto de caráter sigiloso, que conheça em razão do

Documento assinado via Token digitalmente por RINALDO REIS LIMA, em 15/07/2021 19:10:24.
cargo ou função, comprometendo a dignidade de suas funções ou da justiça), da Lei Orgânica do
Ministério Público da União n. 75/1993, ensejando, por consequência, a aplicação da sanção
disciplinar de DEMISSÃO, nos termos do artigo 239, inciso IV 8, da Lei Orgânica do
Ministério Público da União n. 75/1993.

[...]
IV – demissão.
5
Art. 240. As sanções previstas no artigo anterior serão aplicadas:
[...]
§ 5º A demissão poderá ser convertida, uma única vez, em suspensão, nas hipóteses previstas nas alíneas a e h do inciso
V, quando de pequena gravidade o fato ou irrelevantes os danos causados, atendido o disposto no art. 244.
6
Precedente de substituição de pena de demissão por pena de suspensão. EMENTA: PROCESSO
ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. IMPUTAÇÃO DE
INFRAÇÃO DISCIPLINAR CONSISTENTE NA PRÁTICA DE ASSÉDIO MORAL E VIOLAÇÃO DOS DEVERES
FUNCIONAIS DE TRATAR A TODOS COM URBANIDADE E DE DESEMPENHAR COM ZELO E PROBIDADE
AS FUNÇÕES MINISTERIAIS. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. PROCEDÊNCIA. APLICAÇÃO
DA PENALIDADE DE SUSPENSÃO, COM RECOMENDAÇÃO DE ACOMPANHAMENTO DOS PROCESSADOS
E SUBORDINADOS, MEDIANTE APOIO DE EQUIPE MULTIDISCIPLINAR DE SAÚDE. (PAD CNMP n.
1.00383/2019-89, rel. Conselheiro LUCIANO NUNES MAIA FREIRE, Requeridos: Membros do MPT, Fernanda Alitta
Moreira da Costa e Roberto Portela Mildner; julgado em 09.02.2021).
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Art. 240. As sanções previstas no artigo anterior serão aplicadas:
[...]
V - as de demissão, nos casos de:
[...]
f) revelação de assunto de caráter sigiloso, que conheça em razão do cargo ou função, comprometendo a dignidade de
suas funções ou da justiça;
8
Art. 239. Os membros do Ministério Público são passíveis das seguintes sanções disciplinares:
[...]
IV – demissão.
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3. Manter os demais termos e determinações da PORTARIA CNMP-CN Nº 54/2021,


de instauração do Processo Administrativo Disciplinar “ad referendum” do Plenário do Conselho
Nacional do Ministério Público, inclusive a descrição dos fatos;

4. Autue-se esta Portaria de retificação como parte da peça inaugural dos autos do
Processo Administrativo Disciplinar.

Publique-se, registre-se e cumpra-se.

RINALDO REIS LIMA

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