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Resenha do vídeo: Não são férias, mas as crianças estão em casa. Rosely Sayão.

Paloma Ingrid da Silva Tavares

RA: 3794920

Tem sido discutido muito desde o início da pandemia e da quarentena sobre a importância das
aulas remotas para os alunos da rede pública e particular. Houve uma enorme preocupação e
muitos esforços para que os alunos não perdessem suas aulas, o conteúdo e o ano letivo. As
escolas, direção, professores, alunos e famílias precisaram se mobilizar muito repentinamente
em favor dessa mudança radical de uma hora pra outra, mas precisamos analisar o efeito que
isso tem causado nos envolvidos além de cumprir com o estudo programático pela Diretoria de
Ensino. E diante disso, temos duas realidades totalmente diferentes. Os alunos da rede
particular têm acesso a uma ótima internet e aparelhos que permitem essa comunicação
remota. Já na a maioria dos alunos da rene pública mal tem acesso a um aparelho, quanto
menos a uma internet que permite assistem as aulas remotas. Não generalizando, porque
temos exceções em todos os casos, mas precisamos trabalhar com o que é real para a maioria.

1º ponto do vídeo

Nesse contexto, levamos em consideração que a ideia de aula remota é muito boa, desde que
ela seja usada para um momento de contação de histórias, ou até mesmo um momento de
brincadeiras lúdicas e descontraídas para as crianças da pré infância e pré-adolescência. Caso
contrário, por não estar no ambiente escolar que era onde ela estava acostumada a ser
cobrada de suas tarefas escolares, não temos como cobrar que essas crianças continuem
produzindo em casa como faziam na escola. Sem contar que essa cobrança excessiva pela
produtividade em grande escala para crianças tão pequenas acaba atrapalhando a
oportunidade de aprendizagem mais rica aproveitando esse contexto atual.

2º ponto do vídeo

Antes havia um ritual diário que facilitava para o enquadre. Que nada mais eram do que as
atividades do dia a dia que iam inserindo essas crianças pouco a pouco no ambiente escolar.
Então, cognitivamente as crianças entendem bem essa diferença, porém seu biológico resiste
nesse contexto porque não é o que elas estavam acostumadas antes. Quando as crianças iam
pra escola antes, era um respiro. Elas tinham o momento de ter e aprender outros estilos de
amar, de cuidar, de sentir raiva e tantos outros sentimentos. Agora em quarentena, são 24
horas com os pais, o que demanda muito mais de todos e de certa forma se torna ainda mais
cansativo. E esses diferentes estilos de vida eram bem diferentes do estilo dos pais. As crianças
tinham a oportunidade de entrar em contato com seus pares, onde se cuidavam e se
colocavam em risco, uns aos outros. E hoje, convivem com a família o tempo inteiro.

3º ponto do vídeo

É obrigação dos responsáveis, dos pais, organizar o tempo e o espaço dos filhos e então deixar
com eles suas obrigações. Eles estão vivendo um momento de insegurança e instabilidade
física, psíquica e emocional, porque além de terem alguma noção do que realmente acontece,
ainda veem nos seus responsáveis essa insegurança a todo momento. Eles precisam
potencializar nesses mesmos a responsabilidade de cuidarem de suas obrigações. É preciso
concentrar a atenção nesse momento para habilidades que contribuirão na parte pessoal e
social deles. Não apenas no conteúdo dado pela escola como obrigação.

Eles podem desenvolver habilidades no sentido de que:

Escola>

- É uma questão das crianças e não dos adultos cuidarem de suas responsabilidades (os adultos
devem organizar o tempo e o espaço para isso).

- Mudar a concepção de escola que é um lugar de “perda de tempo”: e passara entender que a
escola tem ensino para a vida toda. Um local onde eles fazem e arcam com suas próprias
consequências e assim, entendam a vida como ela é.

- Lugar de aprender a conviver com a diversidade: e trabalhar a ideia de que a família nem
sempre está correta o tempo todo. E aprender acima de tudo a lidar com as diferenças.

Família pode estimular e desenvolver>

- Autonomia

- Autoconhecimento

- Autocuidado

- Empatia e compaixão

- Amorosidade

Conclusão: A ideia de aulas remotas é excelente, afinal, essas crianças e famílias precisam de
um acompanhamento e principalmente partindo de quem é preparado para isso. Mas que
essas oportunidades sejam exploradas de formas mais elaboradas e significativas dentro da
realidade dessas famílias.

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