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Registos akáshicos

Coloquem-se numa posição confortável e fechem os vossos olhos com as


palmas das mãos viradas para cima.
Imaginem-se no centro de um círculo onde está, como habitualmente, um
cristal. Vão focar a atenção da mente para o centro do círculo, para o
cristal. A música de fundo traz um ruído de ondas, vão ouvir um pouco
essa música, usando o sentido da audição e imaginação, mas sem desligar
do cristal e, ao mesmo tempo, respirar fundo, profundamente... Inspirar
num ritmo tranquilo... Expirar o mais profundo que for possível. Manter a
respiração ao nível mais profundo possível, mas calmamente, sentindo um
relaxamento progressivo e suave; aos poucos, sintam a tranquilidade
interior a instalar-se.
Agora, imaginem, por baixo dos pés ou calcanhares, um tapete suave de
luz branca, de uma suavidade que parece algodão; o tapete estende-se de
forma progressiva, até que todo o pavimento deste lugar é totalmente
branco, e cada um dos presentes pode sentir a suavidade, uma suavidade
que toca a base dos pés e os envolve. Coloquem de novo a atenção no
cristal. À volta deste cristal está um cilindro com um diâmetro aproximado
de 50 cm, é vertical, e vai do chão ao tecto; dentro do cilindro está
colocado o cristal. O cilindro tem uma vibração luminosa, que começa por
ser violeta, e tem azul-índigo sobre o violeta, criando uma mistura de duas
tonalidades, como se fossem cristais que brilham, que vibram; este
cilindro é totalmente composto por estes cristais de Luz brilhante. 
Na base do cilindro, na parte que fica colada ao chão, estes cristais
começam a sair da base do cilindro e a penetrar na cor branca do tapete
sob os pés, em todas as direcções.
Estes cristais de cor violeta e azul-índigo vão-se espalhando e o
pavimento, que antes tinha a cor branca, vai ficando violeta-índigo e,
consequentemente, cada um, através da base dos pés, está a receber os
impulsos que vão direccionados destas frequências violeta-índigo. O
cilindro, apesar de ter dispensado toda esta energia de cristais de luz,
continua totalmente cheio, e hoje vão ser trabalhados os níveis de
consciência associados às memórias celulares, aos registos akáshicos
concentrados no centro energético conhecido como terceiro-olho, que se
localiza no centro da testa, e que está associado à cor azul-índigo. 
Os impulsos magnéticos recebidos através da base dos vossos pés activam
cada uma das vossas células, a fim de serem despertas, proporcionando o
reconhecimento de todo o processo de transmutação que vai ocorrer. 
Vão começar por focar a atenção no vosso cardíaco, no centro do 
 peito, onde visualizam, ou imaginam, uma esfera de luz de cor rosa;
sintam essa cor rosa e imaginem-na a ser projectada à vossa volta, a partir
do vosso cardíaco, como se fosse um raio que gira, criando um círculo de
luz rosa que se amplia cada vez mais, como se fossem ondas, até ao
infinito, interligando todos os círculos criados por todos os presentes, de
forma tranquila, gentil, harmoniosa.
No coração de cada um de vós deverá estar activa a intenção e a doação
da partilha do Amor, da aceitação, e do sentimento da Paz. Que os vossos
círculos transportem essas vibrações de partilha e que, ao misturarem-se
uns com os outros, ampliem cada vez mais essa doação. Aquilo que cada
um dá, é-lhe devolvido de forma muito mais ampliada. Portanto à medida
que cada um de vós, individualmente, realiza a dádiva da partilha,
também de volta a mesma dádiva mais vinte e oito vezes o número de -
outras pessoas que aqui estão presentes - e, em conjunto, o círculo que é
criado dentro desta sala, ampliado até ao Infinito, envolve todos os outros
que não estão aqui presentes, envolve todo o Planeta, infinitamente. 
Quando a doação é realizada com verdadeira entrega, a partir do centro
cardíaco, ela tem um poder que nenhum de vós consegue abranger, mas
que todos vós tendes capacidade de perceber, porque todos podem sentir
o seu efeito. Todos aqueles que já experimentaram a Paz, que
já experimentaram compartilhar a Paz e o Amor, sentiram como essa Paz
e esse Amor lhe é devolvido. Neste instante mesmo, fiquem uns
momentos em silêncio total, silenciem totalmente o vosso interior, e
permitam-se sentir esta Paz. 
Sintam a onda de calor que vos envolve e o poder que começa a
avolumar-se dentro de cada um, a sensação de que algo de muito
poderoso toma conta de vós, a sensação de que estão tão preenchidos,
que nada vos poderá derrubar. A Paz total, o Amor... esse sentimento que
tanto tem assustado os Seres Humanos, um sentimento que vos traz uma
pacificação totalmente abrangente, mas que continua a assustar muitos
de vós, por ser um sentimento perante o qual continua a haver muita
insegurança, o medo de não saberem como usar ou o que fazer desse
Amor. 
Aqui, totalmente protegidos, cada um de vós, só na sua individualidade,
com os olhos fechados, está focalizado em si próprio, e é desta forma,
apenas focalizados individualmente, que podem compreender e aceitar a
abrangência desse Amor. Aqui cada um se sintoniza com o seu divino
interior, porque cada um, ao vir até este lugar participar neste exercício,
veio por vontade própria, e decidiu elevar-se um pouco mais, conhecer-se
e aceitar-se um pouco mais. Mas cada um de vós pode substituir este
aceitar-se um pouco mais ou conhecer-se um pouco mais e determinar,
co-criando, Aqui e Agora, que deseja conhecer-se e aceitar-se totalmente,
definitivamente, intregralmente.
É em momentos como este que as decisões se tornam totalmente
efectivas. Por uns momentos, que cada um fique consigo próprio, e com o
seu Ser Divino, e determine em si próprio e na sua própria a Divindade, a
opção é vossa, aquilo que verdadeiramente deseja - um pouco ou tudo. 
Alguns de vós ainda sentem reservas; não se penalizem por isso, não
amplifiquem as vossas inseguranças ou os vossos medos, culpando-se por
não serem capazes de ir mais além; cada um vai até ao ponto onde pode,
e está certo na individualidade, mas é-vos recomendado que procurem ir
sempre um pouco mais além da próxima vez, e a próxima vez pode ser
imediatamente a seguir. Recordem-se que a vossa realidade temporal está
a mudar, que o tempo, tal como o conhecem, tem agora novos
significados, novas realidades, e que o Novo Tempo é o momento
imediatamente a seguir. 
A partir deste ponto utilizem diariamente e em cada momento os vossos
círculos, ampliem-nos à vossa volta, usem a vossa luz rosa do Amor, para
com isso criarem cada vez mais à vossa volta um fluxo de energia amorosa
resplandecente, que atraia para cada um de vós, apenas e só, o próprio
Amor e a Luz, que vos trará essa Paz que tanto ambicionais, e que vos
levarão a um estado em que não terão mais medo de se reconhecer, a um
estado em que as vossas memórias podem ser activadas e reconhecidas
apenas como registos, como qualquer outro acontecimento desta vossa
vida. 
Vão focar a atenção no centro da testa, como se fossem observadores de
fora para dentro, e vão imaginar uma pequena janela, tal como cada um
de vós conhece as janelas, uma janela individual, do tamanho e da forma
que desejarem; esta janela deverá ser de vidro, mas coberta com uma
cortina, embora possam dar à cortina a forma que desejarem. Por uns
momentos, criem a vossa janela e a vossa cortina, recordando-se que
estão do lado de fora da janela e a vossa cortina não vos permite ver para
dentro. Portanto, esta janela está aí, à vossa frente, ela tem uma cortina
que pode ser removida em qualquer momento, total ou parcialmente, ou
simplesmente não ser removida — vai caber a cada um de vós decidir.
Aqueles que decidirem não remover a cortina na sua totalidade, poderão
tomar essa decisão, mas recordem-se que o vosso propósito aqui é de
evolução e, para evoluírem, para realizarem a vossa Expansão Espiritual,
um dia este processo deverá ocorrer; entáo, qualquer que seja a
decisão  tomarem, façam-no em consciência, aceitando ou reconhecendo
que ainda náo é o momento, mas abrindo os vossos corações para que
esse chegue imediatamente a seguir.
Procurem enfrentar os vossos medos; um dia, isso terá de ocorrer 
inevitavelmente. Poderão agora decidir abrir as cortinas, e espreitar para
dentro da janela, e procurar ver algo no interior. Tudo aquilo que virem no
interior apenas diz respeito a cada um de vós, é uma parte da vossa
história; podem abrir mais a vossa cortina, podem abri-la totalmente; 
recordem-se que são apenas observadores, que não estão dentro da cena
que eventualmcnte estiverem a ver, que entre vós e essa cena existe o
vidro, que vos separa; cada um de vós pode aceder a várias imagens
diferentes com maior ou menor velocidade, algumas agradáveis, outras
não; todas estas imagens estão envolvidas por um fundo de cor azul-
índigo, como se se tratasse de paredes, mas o pavimento onde essas
imagens decorrem tem a cor violeta, e essa cor violeta tem aí a função de
transmutar as histórias das vossas vidas, que estão a passar à vossa
frente. 
Continuam com o vidro a separar-vos; todas as histórias, todas as
imagens, acontecimentos, passam como se fosse um filme e são
transmutados através da vibração violeta contida no pavimento e,
simultaneamente, os registos nas vossas células são transmutados a partir
da energia da mesma cor, que vos envolve a partir do chão, aquele tapete
colocado inicialmente, que vai transmitindo impulsos às vossas células. 
Alguns de vós julgam não conseguir ver nada; na realidade, tudo está a
passar à vossa frente, apenas não abriram a cortina; os impulsos chegam
às vossas células e, se abrirem totalmente o coração para que a
transmutação ocorra, seja ela qual for, no nível em que cada um de vós
necessitar, ela ocorrerá, mesmo que a história não esteja visível para os
vossos olhos. Alguns poderão estar a sentir mal-estar, ou mesmo dor
física, em qualquer parte do vosso corpo, neste caso, a vossa biologia
estará a reconhecer o acontecimento. Não é a altura de dizerem que se
sentem mal, mas é isso sim o momento para aceitarem e, através da
aceitação, reconhecerem que chegou a hora da libertação.

E agora podem repousar um pouco. 


A janela, criada por cada um de vós, manter-se-á à vossa disposição, para
que em qualquer momento possam espreitar as vossas memórias. Se
praticarem este exercício com regularidade, verão como a pouco e pouco
chegam cada vez mais fundo, mais longe; como a pouco e pouco a
claridade vai aumentando nas vossas mentes; como a pouco e pouco,
através dessa claridade, conhecerão verdadeiramente aquilo que são.
Todos os seres humanos têm curiosidade em saber o que foram noutras
vidas, ou donde vieram; é extremamente interessante verificar essa
curiosidade e, ao mesmo tempo, tanto medo de olharem para dentro de
vós próprios. 
Procurem reflectir nesta vossa contradição e usem a janela que vos
permite olhar para dentro dela. Deixem a janela com a cortina fechada, ali
à vossa espera, mas vão até ela frequentemente. Fiquem por mais uns
momentos sentindo o fluxo da energia violeta-índigo que circula nas
vossas células, visualizem-se interiormente destas duas cores,
harmoniosamente. Permitam a cura e a mudança em vossa realidade.
Abram-se à harmonia e ao amor. Fluam na luz, flutuem na luz. 
Suavemente, vão-se sentindo prontos para retornar à realidade, sentindo
o vosso corpo e tomando consciência do lugar onde se encontram. 
Aos poucos vão retornando ao aqui e ao agora, começando a sentir cada
parte de física de cada parte do vosso corpo, lentamente e quando se
sentirem preparados podem abrir os vossos olhos.
Bem-vindo a cada um de vós.

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