Você está na página 1de 2

Universidade Federal de Pernambuco – Mestrado TA-RH

Janaina de Moraes Peres – Disciplina: Tratamento de Efluentes – Prof.


Mario

Resumo capítulo 1 do Livro de Metcalf e Eddy

Entre os anos 1900 e 1970 o tratamento de esgotos tinha como


principais objetivos a remoção de colóides e substâncias suspensas,
tratamento de substâncias orgânicas biodegradáveis e eliminação de
organismos patogênicos. Dos anos 70 aos anos 80 inclui-se nestes objetivos a
preocupação com a estética e o ambiente. Mais tarde surgiu a preocupação
com nitrogênio, fósforo e componentes como metais pesados. Entre os anos 70
e 90 surgiram muitas leis regulamentando questões sobre saneamento e meio
ambiente.
A Agência de Proteção Ambiental americana (EPA) definiu que o
tratamento secundário de esgotos deve controlar, no mínimo, os parâmetros
pH, DBO e Sólidos suspensos totais. Em 1987 foi definido que se deveria
estudar e dar um destino final adequado ao lodo, que pode conter substâncias
tóxicas.
O programa Carga Total Máxima Diária (TMDL) foi promulgado no ano
2000 e foi designado para proteger o ambiente aquático. O TMDL representa a
quantidade máxima de poluentes que o corpo hídrico pode receber durante um
dia sem causar danos à qualidade da água. Para implementação da TMDL um
grande programa deve ser posto em prática para controle dos pontos de
descarga de esgotos.
Muitas pesquisas de novos tratamentos de efluentes têm sido
desenvolvidas associando meio ambiente e saúde. Problemas são causados à
população quando um tratamento adequado não é realizado, pois algumas
substâncias, mesmo em pequenas quantidades, podem causar danos à saúde
de pessoas e animais que utilizam esta água em suas atividades vitais.
Até os anos 40 grande parte do esgoto lançado era de características
domésticas. Depois disso, com o desenvolvimento industrial, a composição do
esgoto sofreu modificações, passando a conter metais pesados e outras
substâncias orgânicas. Isso fez com que os tratamentos evoluíssem, já que os
processos tradicionais não eram capazes de tratar o novo esgoto. Muitas
indústrias passaram a fazer um pré-tratamento antes de descartar o seu
esgoto, para que as redes municipais conseguissem tratar completamente
aquele tipo de esgoto.
Grandes passos foram dados no desenvolvimento de técnicas analíticas.
Os métodos de detecção se tornaram mais sensíveis tornando possível realizar
um tratamento mais eficaz.
Como níveis de tratamento existem: preliminar, primário, primário
avançado, secundário, secundário com remoção de nutrientes e terciário ou
avançado.
No tratamento preliminar são retirados sólidos grosseiros e grandes
objetos que podem danificar os aparelhos de tratamento. No tratamento
primário, uma operação física, usa-se a sedimentação para remover substância
floculadas e materiais sedimentáveis. No tratamento primário avançado são
usados compostos químicos para remover sólidos suspensos e compostos
químicos. No tratamento secundário são utilizados processos químicos e
biológicos para remover grande parte da matéria orgânica. No tratamento
secundário com remoção de nutrientes, processos fazem a remoção de
substância orgânicas biodegradáveis, sólidos suspensos e nutrientes como
nitrogênio e fósforo. No tratamento terciário são utilizados processos e
operações unitárias para remover sólidos suspensos residuais e outros
constituintes que não são reduzidos significativamente com o tratamento
convencional secundário. Há cerca de 20 anos, removedores biológicos de
nutrientes (para remover nitrogênio e fósforo) surgiram como inovação para o
processo de tratamento avançado. Quando comparados com tratamentos
químicos, esses reduzem a produção de sólidos e utilizam menos energia.
Além de técnicas adequadas de tratamento é necessário o investimento
em infraestrutura de unidades de tratamento, com reparos, manutenção, e
quando necessária, a expansão destas.
Os sistemas de desinfecção também sofreram evolução. O produto mais
utilizado para este processo era o cloro, no entanto, este deixa resíduo.
Resolve um problema e gera outro. Uma técnica mais sofisticada de
desinfecção que vem sendo usada é a radiação ultravioleta para a desinfecção
de efluentes.
Em muitos lugares onde a fonte de água está se tornando inadequada
para o consumo fica cada vez mais comum o processo de reuso. Somente vão
para o tratamento aqueles efluentes que não podem ser usado para reuso em
nenhuma atividade. É uma atividade muito viável tanto economicamente
quanto ambientalmente, desde que sejam feitos estudos para saber se aquele
efluente pode ser utilizado para tal reuso.
A gerência dos sólidos e dos contaminantes removidos pelo tratamento
de esgotos é o problema mais caro e de maior dificuldade da engenharia
sanitária. Os sólidos são produtos orgânicos que podem ser usados de forma
benéfica depois de sua estabilização por processos de digestão anaeróbia.
Novos processos de tecnologias aplicáveis ao lodo de esgoto têm sido
desenvolvidos.
A cada dia observa-se o crescimento da Engenharia Sanitária e
Ambiental, o aumento de pesquisas e a atuação dos órgãos ambientais com o
intuito de reduzir o impacto negativo causado pelos efluentes, tanto para o
meio ambiente quanto para a saúde da população.