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Quarta-feira, 2 de Setembro de 1992 I SÉRIE - Número 36

BOLETIM DA REPUBLICA
PUBLICAÇÃO OFICIAL DA REPUBLICA DE MOÇAMBIQUE

SUMÁRIO MINISTÉRIO DO INTERIOR


Ministério do Interior:
Diplomas Ministeriais n.os 131 a 133/92:
Diploma Ministerial n.° 131/92
de 2 de Setembro
Concedem a nacionalidade moçambicana, por naturalização,
a vários cidadãos.
O Ministro do Interior, verificando ter sido dado cum-
Ministério do Comércio: primento ao disposto no artigo 14 do Decreto n.° 3/75,
Despacho: de 16 de Agosto, e no uso da faculdade que lhe é conce-
Suspende todas as exportações de sucata de cobre e de dida pelo artigo 12 da Lei da Nacionalidade, determina:
bronze, incluindo as já licenciadas cujo embarque ainda
não tenha sido efectuado. É concedida a nacionalidade moçambicana, por natu-
ralização, a Mahmood Ibrahim Darsot, nascido a
Ministérios das Finanças, do Interior e da 5 de Outubro de 1935, em Monywa Birmania -
Justiça: Paquistão.
Despacho:
Concernente aos salários a praticar com a Guarda Prisional Ministério do Interior, em Maputo, 30 de Julho de 1992.
subordinada ao Ministério da Justiça e a introdução de - O Ministro do Interior, Coronel Manuel José António.
10 % de subsídios de risco, que serão extensivos a todas
as categorias e funções do pessoal existente nos quadros
do sector.
Ministério da Agricultura:
Diploma Ministerial n.° 132/92
Diploma Ministerial n.° 134/92:
de 2 de Setembro
Aprova o Regulamento de Inspecção Fitossanitária e de Qua-
rentena Vegetal e seus Anexos.
O Ministro do Interior, verificando ter sido dado cum-
primento ao disposto no artigo 14 do Decreto n.° 3/75,
Nota.- Foram publicados 1.° e 2.° suplementos aos Bole- de 16 de Agosto, e no uso da faculdade que lhe é conce-
tins da República, 1.a série, n.os 25 e 26, datados de dida pelo artigo 12 da Lei da Nacionalidade, determina:
18 e 26 de Junho último, inserindo o seguinte:
É concedida a nacionalidade moçambicana, por natu-
Conselho de Ministros: ralização, a Nazir Ismail, nascido a 16 de Março
de 1942, em Jamangar - Índia.
Decreto n.° 13/92:
Introduz algumas alterações no anexo III do Decreto n° 41/ Ministério do Interior, em Maputo, 12 de Agosto de
/90, de 29 de Dezembro.
1992. - O Ministro do Interior, Coronel Manuel José
Resolução n.° 13/92: António.
Ratifica o Protocolo de Acordo celebrado entre o Governo
da República de Moçambique e o Fundo Africano de De-
senvolvimento, em Maputo, no dia 29 de Janeiro de 1992,
no montante de um milhão novecentos e cinquenta mil
unidades de conta do Fundo para financiamento do Pro- Diploma Ministerial n.° 133/92
jecto de Apoio Institucional às Telecomunicações de Mo- de 2 de Setembro
çambique.
Resolução n.° 14/92: O Ministro do Interior, verificando ter sido dado cum-
Ratifica o Acordo de Crédito celebrado entre o Governo da primento ao disposto no artigo 14 do Decreto n.° 3/75,
República de Moçambique e a Associação Internacional de 16 de Agosto, e no uso da faculdade que lhe é conce-
para o Desenvolvimento, em Washington, a 30 de Março dida pelo artigo 12 da Lei da Nacionalidade, determina:
de 1992, no valor de vinte e cinco milhões, novecentos mil
Direitos Especiais de Saque, destinados ao financiamento do É concedida a nacionalidade moçambicana, por natu-
crédito de Reabilitação e Desenvolvimento dos Serviços ralização, a Mohamed Yousuf Junani, nascido a 13
Agrícolas.
de Outubro de 1950, em Karachi - Paquistão.
Presidência da República:
Decreto Presidencial n.° 3/92: Ministério do Interior, em Maputo, 12 de Agosto de
Extingue o Ministério da Cultura e cria o Ministério da Cul-
1992. - O Ministro do Interior, Coronel Manuel José
tura e Juventude. António.
MINISTÉRIO DO COMÉRCIO 2. Aos salários são acrescidos 10% de subsídios de risco,
que serão extensivos a todas as categorias e funções do
Despacho pessoal existentes nos quadros do sector.
3. O presente despacho produz efeitos a partir de 1 de
Nos últimos anos têm sido constatadas operações de Junho de 1992.
exportação dc sucata de cobre e de bronze com destino aos
países vizinhos em condições tais que se traduzem em Maputo. 20 de Agosto de 1992. - O Ministro das Fi-
prejuízos graves p a i a a economia nacional. nanças, Eneas da Conceição Comiche. - O Ministro d o
Interior, Manuel José António - O Ministro da Justiça,
As referidas operações têm contribuído para a promo-
Ussumane Aly Dauto.
ção de roubos em empresas cuja actividade se baseia na-
queles metais. Com efeito, têm sido roubados cabos tele-
fónicos e peças diversas em cobre e bronze, sendo depois Tabela de equiparação da actual nomenclatura
declaradas como sucata e fraudulentamente obtido neste da Guarda Prisional com a da Polícia (Ministério do Interior)
Ministério o respectivo licenciamento para exportação.
Casos há ainda em que estas operações são realizadas Guarda patronal PPM
completamente à revelia do Ministério do Comércio e pot
agentes que nem sequer estão inscritos como exportadores. Guarda estagiário Guarda estagiário
Com vista a pôr cobro a estas anomalias em defesa dos Guarda prisional Guarda
interesses económicos nacionais, determino: Guarda de segunda classe Segundo cabo
1. Picam suspensas todas as exportações de sucata de Gualda de primeira classe Primeiro cabo
cobre e de bronze, incluindo as já licenciadas, cujo em- Subchefe da guarda prisional Sargento
barque ainda não tenha sido efectuado. Chefe da guarda prisional Sargento-mor (Principal)
2 A autorização da exportação de outros tipos de sucata
só será concedida pelo Ministério do Comércio desde que
os respectivos exportadores preencham os seguintes requi- Tabela salarial
sitos: N ° Vendmento Subsidio
derisco10 °
I etra
a) Possuem instalações próprias para desmantelamen-
to e acondicionamento de sucata para exporta- I - Carreira de chefes:
ção; 10
Chefe da guarda prisional M1 172 484,00 17 248,00
b) A sucata lhes foi vendida por entidades possuido-
ras de instalações para o efeito, para o que 02 Subchete da guarda prisio-
nal M2 164 271,00 16 427,00
deverão juntar a identificação completa dos
respectivos fornecedores nomeadamente, nome, 11 - Carreira de guardas:
localização, telefone, telex, fax e outros dados 03 Guarda prisional de 1.° cl P1 118 908,00 11 890,00
relevantes. Deverão igualmente ser anexadas ao
04 Guarda prisional de 2.° cl. í'2 113 245,00 11 324,00
pedido de licenciamento da exportação factu
ras/recibos originais do fornecedor. 05 Guarda prisional 72 414,00 7 241,00 I1
06 Guarda estagiário U1 63 970,00 6 397,00
3. Os exportadores em nome individual ou colectivo
actualmente inscritos no Ministério do Comércio como
exportadores de sucata de qualquer tipo deverão enviar MINISTÉRIO DA AGRICULTURA
a este Ministério os dados referidos no n." 2 deste des-
pacho para actualização dos seus cadastros no prazo de Diploma Ministerial n.° 134/92
quinze dias a contai da data deste despacho. O não cum-
de 2 de Setembro
primento do prazo estabelecido implica o cancelamento
automático da respectiva licença, com a consequente peida A entrada e trânsito pelo território nacional, bem como
da qualidade de exportador. a exportação de vegetais, organismos vivos e outros mate-
4 Não serão autorizados pedidos de embarques anteci- riais, necessita de ser controlada e disciplinada, para pre
pados de sucata de qualquer tipo venir a introdução e dispersão de agentes patogénicos
daninhos ou potencialmente daninhos para os vegetais ou
Ministério do Comércio, em Maputo, 13 de Agosto de produtos vegetais
1992. - O Ministro do Comércio, Daniel Filipe G a b r i e O Regulamento de Sanidade Vegetai em vigor data de
Tembe 1908, e mostra-se manifestamente ultrapassado, convindo
pois a sua actualização e adequação
Nestes termos, e ao abrigo do disposto na alínea c) do
artigo 5 do Decreto Presidencial n.° 7 9 / 8 3 , de 29 de
MINISTÉRIOS DAS FINANÇAS, DO INTERIOR E DA JUSTIÇA Dezembro, o Ministro da Agricultura determina:
Artigo 1. T aprovado o Regulamento de Inspecção Fitos-
Despacho sanitária e de Quarentena Vegetal e seus Anexos, os quais
fazem parte integrante do presente diploma ministerial.
No uso da competencia que lhes são atribuídos pelo ar
ligo 2 do Decreto n 8 / 9 2 , de 19 de Maio, os Ministros Art. 2 F revogada a regulamentação anterior sobre a
matéria
das Finanças, do Interior e da Justiça, determinam:
1
Ministério da Agricultura, em Maputo, lo de Abril Os salários a
dmada ao Ministerio da Justiça. são os constantes da ta de 1992. - O Ministro da Agicullura, Alexandre Jose
bela anexa Iiçando revogada a anterior Zandamela
Regulamento de Inspecção Fitossanitária q) País de origem: País onde foram cultivados os
e de Quarentena Vegetal vegetais ou produtos vegetais;
r) País de procedência: País onde foram exportados
CAPÍTULO I os vegetais, produtos vegetais, produtos apícolas
e qualquer outro material sujeito à presente dis-
Disposições gerais posição, independentemente de ser país de ori-
ARTIGO 1
gem destes ou não;
s) Produtos apícolas: Todos os produtos das abelhas,
Definições
designadamente o mel, a cera, o polén, o pro-
Para efeitos do presente Regulamento, entende-se por: polis e a geleia real, quer na sua forma natural
quer depois de embalados, conservados ou ma-
a) Abelhas: Todos os insectos do género APIS; nipulados por qualquer processo;
b) Área de produção: Superfície de terra que corres-
t) Produtos vegetais: Compreende todos aqueles pro-
ponde para além do campo da cultura, ou po-
dutos não manufacturados de origem vegetal,
voamento florestal, todas as demais áreas cir-
incluindo as sementes para o consumo assim
cundantes com espécies semelhantes ou afins;
como produtos manufacturados que pela sua na-
c) Autoridades: Organismos dos serviços competen-
tureza ou seu processamento podem constituir
tes da Direcção Nacional de Agricultura respon-
um perigo de difusão de organismos nocivos;
sáveis pela Sanidade Vegetal, Quarentena Vege-
u) Trânsito: Quando as mercadorias chegam ao País,
tal e Inspecção Fitossanitária;
procedentes do exterior, e são consignados sem
d) Contaminações: Presença de organismos nocivos
rotura de carga para outro País distinto, inde-
nos vegetais, produtos vegetais ou outros objec-
tos; pendentemente da duração temporária da esta-
e) Campo de cultura: Parcela, Estufa ou qualquer dia no país;
v) Transporte: Qualquer meio utilizado para o trans-
outro lugar onde foram produzidas as culturas;
porte de mercadoria incluindo aviões, barcos,
f) Embalagens: Qualquer material utilizado para co-
brir, envolver ou proteger os vegetais ou outro camiões, contentores, vagões, etc.;
material vegetal para o seu transporte; x) Tratamento: Qualquer forma de desinfecção ou
desinfestação por processo físico, químico ou
g) Equipamento apícola: Instrumentos, roupas protec-
mecânico;
toras, equipamento, cortiços e colmeias e seus
z) Vegetais: Todas as plantas vivas e partes de plan-
componentes usados em apicultura;
tas incluindo sementes para sementeira.
h) Estações de Quarentena pós-entrada: Qualquer lo-
cal aprovado pela autoridade para observação ARTIGO 2
e investigação ou para posterior inspecção, após Objectivos
realizada a importação;
i) Importador: Pessoa física ou jurídica à qual vai O presente Regulamento tem por objectivos fundamen-
consignada a mercadoria; tais:
j) Inspecção: Exame dos vegetais, produtos vegetais, a) A prevenção contra a introdução e dispersão de
produtos apícolas ou outro material realizado organismos nocivos, especialmente dos objectos
por uma pessoa autorizada pela autoridade, com de Quarentena;
o fim de detectar a presença dos objectos de b) O controlo das pragas e doenças em todo o País
Quarentena e de outros organismos nocivos; com o fim de evitar a sua difusão, e neste caso,
l) Inspector: Funcionário autorizado dos serviços conseguir a sua erradicação;
competentes da Direcção Nacional de Agricul- c) Facilitar aos serviços de inspecção os meios neces-
tura responsáveis de Sanidade Vegetal, pela sários para o controlo fitossanitário das impor-
Quarentena Vegetal e pela Inspecção Fitossani- tações e exportações.
tária;
m) Licença fitossanitária de importação: Autorização ARTIGO 3
prévia escrita emitida pelos serviços competen- Competências
tes da Direcção Nacional de Agricultura respon-
sáveis pela Sanidade Vegetal e pela Quarentena Compete à Direcção Nacional de Agricultura:
Vegetal, pela qual se permite a uma pessoa física a) Fixar normas fitossanitárias e administrativas que
ou jurídica importar vegetais, produtos vege- devem ser observadas para a importação, expor-
tais, organismos vivos» produtos apícolas ou tação, tratamento, movimento e cultivo de vege-
meios de cultura, sob condições específicas nela tais, produtos vegetais, abelhas, produtos apí-
estabelecidas; colas, organismos vivos e meios de cultura, com
n) Meios de cultura: Solo ou qualquer meio ou subs- o fim de proibir e restringir a introdução e dis-
tracto capaz de ser utilizado para cultivo persão de organismos nocivos que sejam consi-
ou propagação de vegetais, exceptuando-se os derados objectos de Quarentena;
meios de cultivo de tecidos e os substractos b) Ordenar a colocação dos vegetais e produtos vege-
inorgânicos estéreis; tais. sob regime de Quarentena em estações ofi-
o) Objecto de Quarentena: Qualquer organismo no- ciais ou lugares para fins equivalentes durante
civo ou vegetal, ou qualquer agente patogénico um determinado período de tempo;
daninho ou potencialmente daninho para os c) Regular a inspecção e controlo dos vegetais, pro-
vegetais ou produtos vegetais; dutos vegetais, produtos apícolas e meios de
p) Organismos nocivos: Qualquer forma viva, animal cultura assim como embalagens e veículos que
ou vegetal, ou qualquer agente patogénico da- os transportem sob qualquer tipo de regime
ninho para os vegetais ou produtos vegetais; aduaneiro incluindo as zonas de lojas francas;
d) Confiscar, ordenar o tratamento e reexpedição ou 2. A entrada de vegetais, produtos vegetais, organismos
destruição dos vegetais, produtos vegetais e vivos, produtos apícolas e meios de cultura importados
meros dc cultura quando não cumprem o esta- a que faz referência a presente disposição, só poderá ser
belecido neste presente Regulamento ou outras autorizada pelos postos de inspecção.
disposições posteriores sobre inspecção fitossa- 3. Quando não existam razoes para temer a dispersão
nitaria e Caiarentcna Vegetal, de doeriças c pragas perigosas pode ser permitida. pelos
e) Inspeccionar e controlar os campos agrícolas e po- postos dc inspecção referidos no número anterior, a en-
trada em Moçambique de vcgetars e p r o d u t o s vegetais dos
armazenamento e venda de vegetais com o fim países vizinhos (Tanzania, Zâmbia, Malawi, Zimbabwe,
de conhecer a situação fitossanitária e detectar Suazilândia e República Sul Africana) nas seguintes eon
a possível presença de objectos de Quarentena; dições:
f) Propor as taxas por serviços de inspecção, licenças a) Pequenas quantidades de vegetais c produtos ve
fitossanitárias de importação, tratamentos pres- getais que têm a sua origem na zona fronteiriça
eritos e penalidades; entre Moçambique e os países vizinhos, cu|o
g) Tixai as espécies vegetais que podem ser hospe- objectivo não seja agrícola ou apícola e se des
deiras alternativas de organismos nocivos e como tine para consumo durante a estadia;
tal proibir a sua cultura ou ordenar a sua erra- b) Pequenas quantidades de vegetais ou produto
dicação; vegetais que tenham a sua origem na zona fron
h) Estabelecer a cooperação com outros Países nas teiriça entre Moçambique e os países vizinho
actividades internacionais ou regionais de pro- e cujo objectivo é o cultivo ou plantação na
tecção de plantas para a região. mesma zona.

C A P I T U L O II 4. Sempre que a mercadoria venha destinada a ponto


de entrada não especificados no ponto n.° 1 deverá ser
Entrada em território nacional - importação solicitado ao Director Nacional da Agricultura uma auto
rização especial.
ARTIGO 4 5. O Departamento de Sanidade Vegetal deverá ser
Condições para entrada informado pelos serviços postais da chegada de vegetais,
produtos vegetais, organismos vivos, produto apícolas e
1. Paia a importação de vegetais, produtos vegetais, meios de cultura importados por via postal.
produtos apícolas e meios de cultura devem cumprir-se as
condições fitossanitárias fixadas pela autoridade.
2. A importação de produtos apícolas está condicionada ARTIGO 7
a obtenção previa duma autorização da importação conce- Certificados fitossanitários do país de origem
dida pelo director nacional de Florestas e Fauna Bravia. ou de procedência
3. O director nacional de Agricultura poderá permitir
a importação de vegetais, produtos vegetais, organismos 1. Para importação dos vegetais, produtos vegetais
vivos e meios de cultura, nas condições lixadas no presente meios de cultura, será condicao indispensável que venham
Regulamento. acompanhados por um certificado fitossanitário do pars
4. As competências referidas nos n. os 2, 3 e 4 do presente de origem ou de procedência, de acordo com as normas de
artigo poderão ser delegadas por decisão dos directores Conservação Fitossanitária lnternacional.
nacionais de Agricultura e de Florestas e Fauna Bravia. 2. Este certificado deverá ser correctamente dirigido cm
Português. Espanhol, Francês ou inglês. A data de expe-
ARTIGO 5 dição deve estar dentro dos catorze dias anteriores à said
Licença fitossanitária de importação do país de origem ou procedência
3. O espaço correspondente às declarações adicionais
1. Para a importação de vegetais, produtos vegetais e deverá ser preenchido de acordo com as exigencias especr-
produtos apícolas e meios de cultura será necessária a içadas pela autoridade na fuença Fitossanitária de impor-
obtenção prévia duma I licença Fitossanitária de Importa- tação.
ção. As correcções ou rasuras não ressalvadas invalidarão o
2. A importação de culturas e de organismos vivos em Certificado Fitossanitário.
qualquer fase do seu desenvolvimento, com fins científicos 4. Quando a mercadoria importada venha. fraccionada
ou de investigação será sujeita à obtenção de uma Licença para diferentes pontos de enfiada, cada fracção deverá ser
Fitossanitária de Importação. acompanhada pelo respectivo Certificado faossanitário.
3. A importação de sementes (grão) para consumo está 5 Só serão válidos os Certifiçados Fitossanitários emi
sujeita à obtenção de uma Licença Fitossanitária de Im- tidos pelo serviço nacional responsável pela Quarentena
portação. Farinhas e sementes moidas ou trituradas estão de plantas no país de origem ou procedencia
isentas deste requisito 6. Quando a mercadoria lenha sido o b j e d o de fraccio
4. A Licenca Fitossanitária de Importação é emitida namento, transleréncia de embalagem ou dc mero de trans-
pela autoridade e solicitada nos postos de inspecção locali- porte no país distinto de origem (chamado pais de reex-
zados nos pontos de entrada por ela definidas. portacão), a mercadoria devera ser acompanhada por um
certificado de reexportação dc acordo com o modelo fixado
ARTIGO 6 pela autoridade e dc uma cópia autenticada do Certificado
F i t o s mitário do país de origem
Pontos de entrada
7. Só serão válidos os Certificados Fitossanitários de
1. Só se consideram pontos de entrada os postos de reexportação emitidos pelo serviço nacional responsável
inspecção definidos pela autoridade pela Quarentena de planta do País reexportador.
CAPITULO III 3. No caso de se detectar, durante a quarentena, que
os vegetais estão afectados por algum organismo nocivo,
Inspecções dos vegetais serão submetidos a tratamento ou destruição
ARTIGO 8 sem direito a indemnização ao importador.
Inspecção à chegada dos produtos 4. No caso de se verificar, durante a quarentena que
os vegetais não estão afectados por algum organismo no-
1. Os vegetais, produtos vegetais e meios de cultura, civo, estes serão imediatamente devolvidos ao importador.
produtos apícolas importados ou em trânsito, ficam sujeitos 5. O importador deverá ser informado por escrito sobre
ao controlo prévio dos inspectores, no momento da che- o período de quarentena fixado pela autoridade. Este
gada ao território nacional este controlo estende-se as em- período poderá ser prolongado por decisão da autoridade.
balagens e meios de transporte.
2. Para realização de inspecção, o importador ou seu
representante é obrigado a apresentar o pedido de inspec- CAPÍTULO IV
ção à autoridade, no prazo de catorze dias anteriores à
chegada do consignamento, acompanhado dos documentos Saída do território nacional - exportação
exigidos para o caso, suportando as despesas relativas à ARTIGO 12
realização da inspecção. Certificados fitossanitários de exportação
3. A inspecção poderá realizar-se, de acordo com o caso,
sobre toda a mercadoria ou sobre amostras representativas. 1. Quando, por exigência da legislação do país impor-
O inspector poderá tirar amostras para análise no labora- tador for necessário um certificado fitossanitário de expor-
tório. As amostras após inspecção poderão ser levantadas tação para os vegetais, produtos vegetais e meios de cul-
pelo importador durante as 72 horas após a autorização tura. a exportação será acompanhada por um certificado
deentrada. fitossanitário em conformidade com o fixado pela Conven-
4. A falta de qualquer documento, exigido no corpo dos ção Internacional de Protecção Fitossanitária. Este Certi-
artigos 5 e 7 do presente Regulamento, na ocasião da en- ficado só poderá ser emitido por funcionários de serviços
trada do consignamento constitui motivo para considerar oficiais de Quarentena.
este como indocumentado e como tal sujeito às penalidades 2. O exportador ou seu representante será obrigado a
fixadas no capítulo V deste Regulamento. apresentar o pedido de inspecção no prazo de catorze dias
anteriores à exportação da mercadoria, para que se possa
ARTIGO 9 comprovar e cumprir os requisitos legais do país impor-
Autorização de entrada tador. Para além disso o exportador ou seu representante
facilitará os meios necessários para a correcta realização
1. Para o controlo referido no artigo 8, os inspectores da inspecção, suportando as despesas relativas à realização
comprovarão se as mercadorias cumprem os requisitos esta- da inspecção.
belecidos na Licença Fitossanitária de Importação. Em
caso afirmativo será dada autorização de entrada. ARTIGO 13
2. Se como consequência da inspecção se verificar a Certificados fitossanitários de reexportação
presença de qualquer organismo nocivo de quarentena, o
inspector poderá ordenar o tratamento das mercadorias, 1. Quando, por exigência da legislação do país impor-
sua reexpedição, ou destruição ou qualquer outra medida tador for necessário um Certificado Fitossanitário de Reex-
apropriada de quarentena, correndo as despesas por conta portação, a mercadoria em trânsito será acompanhada por
do importador. este.
3. Quando somente uma parte do consignamento esteja 2. O exportador ou seu representante será obrigado a
fectado por qualquer organismo nocivo, o inspector pode apresentar o pedido de inspecção no prazo de catorze dias
ordenar o tratamento desta parte, sua reexpedição, destrui- anteriores a exportação da mercadoria, para que se possa
ção ou qualquer outra medida apropriada, decidindo simul- comprovar e cumprir os requisitos legais do país importa-
taneamente o destino a dar à parte não afectada. dor. Para além disso o exportador ou seu representante
facilitará os meios necessários para a correcta realização
ARTIGO 10 da inspecção, suportando as despesas relativas à realização
Locais de inspecção da inspecção.
3. Os Certificados Fitossanitários de Reexportação são
Os inspectores devidamente identificados terão acesso emitidos pelo serviço nacional responsável pela Quaren-
aos recintos aduaneiros e demais pontos de entrada, malas tena de plantas.
postais, lugares de armazenamento de vegetais, produtos
vegetais, meios de cultura e outros. CAPITULO V

Penalizações
ARTIGO 11
ARTIGO 14
Quarentena

1. Quando os vegetais estarem em regime de Quaren- 1. O importador que não cumprir as exigências fixadas
tena. serão depositados em estações oficiais de Quarentena pela autoridade para importação ou trânsito de vegetais,
ou lugares de efeito equivalente. produtos vegetais, meios de cultura e produtos apícolas,
A autorização para entrada terá carácter provisório, até ficará sujeito ao pagamento de uma multa cujo montante
que transcorra o período determinado de Quarentena. será graduado pela autoridade até 10% do valor do con-
2. Por decisão da autoridade, certas espécies de plantas signamento mas que nunca será inferior a 100 000,00 MT
ou partes vivas de plantas devem ser imediatamente colo- 2. Os vegetais, produtos vegetais, meios de cultura, pro-
cadas sob regime de quarentena pós-entrada. dutos apícolas importados ou em trânsito, que não cum-
pram as condições fixadas pela autoridade, serão obriga- A R T I G O 19
toriamente objecto de um dos seguintes procedimentos, à A violação ao disposto no artigo 7 do presente Regula-
opção do importador se por decisão do inspector não for mento implica o depósito do consignamento, sob custódia
possível o tratamento do consignamento, suportando o e responsabilidade do importador, em locais apropriados
importador as respectivas despesas: e sob condições de segurança adequadas durante um pe-
a) Devolução imediata ao exportador; ríodo determinado pelo inspector, que permita a entrega
b) Destruição. pelo importador do documento mencionado no referido
artigo.
ARTIGO 15
Findo o período estabelecido pelo inspector, a merca-
No caso de reincidência, relativamente às infracções esta- doria ficará sujeita aos procedimentos fixados no artigo 14
belecidas no artigo anterior o importador fica sujeito à não do presente Regulamento.
autorização de entrada de consignamento. Os gastos que
ARTIGO 18
se originem correrão por conta do importador.
O não cumprimento do estabelecido no n.° 2 do artigo 8
determina o pagamento de uma multa no valor de
ARTIGO 16
5000,00 MT, por cada dia de atraso relativamente ao prazo
1. É proibida a entrada de vegetais, produtos vegetais, estabelecido para entrada no pedido de inspecção.
organismos vivos, produtos apícolas e meios de cultura
CAPITULO VI
por qualquer ponto de entrada não aprovado pela autori-
dade que não tenham as autorizações referidas nos arti- Disposições finais
gos 4 e 6 do presente Regulamento. A R T I G O 19
2. A infracção ao disposto no número anterior será
punida com a apreensão e destruição do consignamento As dúvidas surgidas na aplicação do presente Regula
sem direito a qualquer indemnização, correndo as despesas mento serão resolvidas por despacho do Ministro da
por conta do importador. Agricultura.