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CENTRO ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

EM TEMPO INTEGRAL JOÃO XXIII

Aluno (a):
Data: 05/04 a 19/04 1º Semestre Data entrega: 19/04
Professor: Pedro Junior Teodoro Cardoso
Disciplina: Introdução a Recursos Humanos

Quinzena: 5ª APNPs – 05/04 a 19/04

INTRODUÇÃO A RECURSOS HUMANOS

ORIENTAÇÕES:
 Leia o texto motivador com atenção, pois precisa dele para responder as atividades da área.
 Poderão ser feitas pesquisas na internet para ampliar o vocabulário e o entendimento sobre o
tema.
 O professor está disponível para esclarecimentos e dúvidas no privado.

TEXTOS COMPLEMENTARES

O TRABALHO DO RH EM TEMPOS DE COVID-19


Ao longo desse período de distanciamento, a gestão de
talentos a distância tem sido o novo normal dos departamentos de recursos
humanos nas empresas. Aí está incluído um cuidado especial com as rotinas de
recrutamento e seleção. Tendo em vista a longevidade da crise, a atenção com a
segurança e bem-estar dos colaboradores também se redobram.
O RH está na busca por soluções as quais impeçam o contágio
entre o time e preservem tanto a qualidade das entregas, quanto da saúde
mental. Para isso, a equipe de gestão de talentos pode contar com a tecnologia
para ampliar seu espectro de atuação a distância. Por meio dela é possível
identificar os perfis mais adequados às vagas em aberto em processos de
recrutamento e seleção mediados pela tela do computador, além de promover o
entrosamento entre os trabalhadores por meio de dinâmicas de comunicação no dia
a dia.

“Ninguém tinha um plano de ação na gaveta para lidar com a


Covid-19, estamos todos passando por isso pela primeira vez. Portanto, percebo
nos profissionais do setor um movimento de busca de soluções para lidarem com
tanta incerteza. Estamos nos reinventando”, avalia Maristela Ribeiro, gerente
de RH da Synchro. Ela faz as seguintes recomendações sobre gestão digital da
área:

Foco nas pessoas

Em período como o atual, é importante o grupo reforçar com os


funcionários as informações sobre prevenção de contágio, demonstrando interesse
na situação familiar de cada um e garantindo sua segurança. Funcionários idosos
e doentes crônicos precisam de especial atenção, portanto, a dica é mapear esse
público e garantir seu acesso ao conteúdo.

Segundo Maristela, os casos têm sido monitorados desde o


início da pandemia, além de apostilas com boas práticas de biossegurança terem
sido distribuídas, com instruções para atendimento presencial. Como o time já
tinha a prática do home office e a infraestrutura necessária para tal, a
migração da operação completa para esse modelo transcorreu bem.

“Contudo, criamos gincanas semanais de descontração, os


‘desafios da quarentena’, para estimular a interação e o sentimento de equipe
entre os funcionários, como happy hours virtuais, vídeos dos funcionários,
thread de fotos da família e dos pets no chat da empresa. Com isso, as pessoas
se conhecem mais e levam a distância com mais leveza”, avalia.

Saúde mental importa

A saúde mental dos colaboradores fica bastante abalada por


conta do cenário difícil do mundo. Portanto, é missão do RH manter um canal
aberto de apoio para todos, com olhar especial a quem perdeu algum ente querido.
Um ponto de destaque aqui é o suporte entre os profissionais da área. Afinal,
eles focam sempre no cuidado com o outro, mas também precisam exercitar empatia
entre si, mantendo-se fortalecidos para exercer sua função.

A especialista salienta a importância do processo de escuta.


“Criamos o ‘Animômetro’, uma pesquisa
semanal com cada funcionário a qual identifica se alguém precisa de ajuda. Há
também o auxílio do nosso Consultor Individual, profissional designado para
prestar atendimento e suporte psicológico aos colaboradores em condição de
sigilo”, revela.

Produtividade por entrega

Sem a possibilidade de administrar as equipes


presencialmente, o modelo de acompanhamento das entregas é uma boa solução para
manter o ritmo e evitar os entraves do microgerenciamento. Para isso dar certo,
Maristela destaca a importância da relação de respeito e confiança entre as
equipes. “A cultura do feedback deve estar presente de forma humanizada. De
modo geral, os colaboradores têm se mostrado comprometidos com a missão do
negócio e as necessidades dos clientes, sem queda de produtividade no período”,
afirma.

Recrutamento e seleção remotos

A entrevista a distância deve ter os mesmos cuidados de


pontualidade, apresentação e recepção do concorrente feitos há no formato
presencial. É importante os candidatos saírem da entrevista conhecendo bem a
vaga e a cultura da empresa, tirando as eventuais dúvidas.

É possível haver falhas na conexão de Internet do candidato e


a entrevista precisar ser reagendada por conta disso. Contudo, esses fatores
não devem influenciar na avaliação do recrutador, o qual precisa exercer a
empatia nesse momento. “Temos vagas as quais exigem uma avaliação mais próxima
e individual das pessoas, contudo já estamos aplicando pequenas dinâmicas de
forma remota com grupos de pessoas para quebrar o gelo, por exemplo”, salienta
Maristela.

Mudanças nas demissões e admissões

Por conta do isolamento, o processo de admissão e integração


tem sido feito à distância nas corporações, por e-mail, telefone ou aplicativos
de conversação, mas alguns contatos presenciais ainda são necessários, como no
momento da entrega do equipamento.

“Já nas demissões, é importante entender o momento do


colaborador, ser transparente para ele compreender a situação e exercitar a
empatia. Este é o único contato presencial preservado. Marcamos uma reunião com
o funcionário para nenhuma informação ficar desencontrada e ele se sentir
acolhido até mesmo no encerramento desse ciclo profissional”, finaliza
Maristela.
Os impactos do novo normal nos rumos do RH
Para lidar com a pandemia da Covid-19, a Organização Mundial de Saúde (OMS) determinou
uma série de protocolos e diretrizes a serem rigorosamente seguidos. O uso de máscaras de
proteção, a constante higienização das mãos e de objetos estão entre as medidas
estabelecidas pelo órgão.
Por mais que busquem conter os avanços do coronavírus, essas ações alteram hábitos de
comportamento de modo geral. Além de impactar aspectos da vida pessoal dos cidadãos, o
chamado novo normal tem causado mudanças e reflexões intensas na área de gestão de
pessoas nas empresas. Nesse cenário, o RH encara o momento de crise como uma fase de
adaptabilidade.
Para compreender essas mudanças, sem sofrer abalos, confira a seguir algumas novas
realidades impulsionadas pela crise do Coronavírus.
Promover a valorização do capital humano
Máquinas, tecnologias de ponta e insumos de alta qualidade são, sem sombra de dúvidas,
engrenagens importantes para o funcionamento de uma empresa. Sem o capital humano, no
entanto, essas peças perdem muita relevância. Isso acontece porque sem a mão de obra do
colaborador, não há diferenciais competitivos.
Cientes dessa realidade, as empresas buscam formas para que os funcionários sintam-se
acolhidos e fundamentais. Com a chegada da Covid-19, questões de saúde mental tornam-se
obstáculos ainda mais difíceis de serem superados. Observe, a seguir, três dos muitos gatilhos
que podem abalar o emocional do trabalhador:
Incerteza de continuar no emprego;
Ansiedade para que tudo volte ao normal;
Preocupação em superar metas e alcançar resultados.
Como lidar com essas questões? A solução é menos complicada do que parece, pois, com
empatia, transparência e tecnologia, é possível gerenciar qualquer eventual crise interna.
Por meio de videoconferências, para os que estão em regime de trabalho remoto, é possível
organizar reuniões periódicas para esclarecer as mais variadas situações. É importante, por
exemplo, abrir o jogo sobre a saúde financeira da empresa, perspectivas de mercado e
posicionamentos acerca da pandemia. Outras interessantes formas de valorização do capital
humano são as implementações do People Analytics e das reuniões One-On-One,
metodologias que humanizam a gestão de pessoas e estreitam a relação entre empresa e
colaborador.
Por fim, mas não menos importante: a comunicação interna! Uma ótima ferramenta gratuita
para esse tipo de mensagem é o Yammer, rede social corporativa. Essa plataforma permite
interações, curtidas e até criação de grupos fechados. Além de publicar comunicados, o RH
pode enaltecer trabalhos bem feitos, dar dicas de leitura, exercícios físicos, entre outras coisas.
Se o assunto for mais sério, entretanto, o ideal é clássico e-mail corporativo. No final das
contas, o importante é fazer o trabalhador sentir que sua voz é ouvida.
Analisar dados e mapear comportamentos
Um dos efeitos colaterais da pandemia é a crise econômica. Empresas de todos os portes e
segmentos sentem os reflexos e preparam suas estratégias para continuar operando.
Surge neste recorte a necessidade de preparar times de colaboradores para colocar em prática
as estratégias traçadas para minimizar danos. O aproveitamento inadequado de uma equipe,
no entanto, pode acarretar em consequências desastrosas. Segundo especialistas, 85% dos
resultados positivos estão ligados à capacidade de se comunicar e bom relacionamento
interpessoal.
Diante disso, a empresa precisa conhecer ainda mais o colaborador. Entender quais são as
principais qualidades, o “calcanhar de Aquiles” e outras características é uma habilidade
fundamental para o bom andamento das coisas. E é aí que entra em cena a capacidade
analítica do RH. Com sua base de dados, o setor consegue mapear produtividade, clima
organizacional, assiduidade, turnover, entre outros fundamentos que possam revelar à
empresa o perfil profissional de seus funcionários.
RESPONDA AS PERGUNTAS ABAIXO:
1) O que o RH está em busca nas empresas e quais recursos ele pode contar nessa empreitada?
2) Quais ações com foco nas pessoas têm sido feitos nas empresas?
3) A saúde mental é essencial em tempos desafiadores. Quais ações tem sido feitas nesse ponto?
4) Como o recrutamento e seleção tem sido feitos mesmo a distância?
5) Quais mudanças dentro do processo de admissão e demissão nas organizações?
6) Como as empresas tem se esforçado em valorizar o capital humano?
7) Como as empresas estão analisando dados e mapeando comportamentos dos colaboradores
mesmo com as dificuldades implantadas pela pandemia?
8) Para você, quais tem sido os maiores desafios da pandemia da Covid-19 e como você acha que a
empresa onde você trabalha, ou a que você gostaria de trabalhar caso não esteja trabalhando , deveria
ajudar seus colaboradores?