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Brasília 10 de setembro de 2019

Esquiva Experiencial na relação terapêutica

Muitos pacientes enxergam a psicoterapia como uma forma de resolverem seus problemas e
dificuldades pessoais. Para isso muitos buscam aprender novos repertórios comportamentais que
auxiliam no processo de fuga e esquiva de estímulos aversivos presentes na vida daquele indivíduo.
A esquiva experiencial consiste em comportamentos de evitação a experiências potencialmente
aversivas vivenciadas pelo paciente, ocorrendo um filtro social de eventos privados culturalmente
não aceitos como

Um dado comportamento é considerado fuga quando o indivíduo entra em contato com um


determinado estimulo aversivo, e se comporta de forma a eliminá-lo o mais rapidamente. Já os
comportamentos de esquiva procuram evitar ou retardar a incidência de um dado estímulo aversivo,
fazendo com que o indivíduo se comporte para esse estímulo não ocorrer. Esse comportamento de
esquiva faz com que o indivíduo perca contato com os estímulos reforçadores presentes nas
situações evitadas, generalizando sua resposta para situações semelhantes e o impedindo de
discriminar as diferentes relações de contingência entre cada situação.

O controle aversivo está presente em diferentes contextos em que o indivíduo se insere,


sendo presente também dentro do contexto clínico. Como forma de evitar tais estímulos, o paciente
passa a emitir uma série de comportamentos de fuga e esquiva sendo necessário manejar esses
comportamentos de forma a diminuir a esquiva emocional do paciente, aumentando sua tolerância
dentro do contexto terapêutico.

A tolerância emocional faz com que o paciente desenvolva uma série de repertórios
comportamentais de aceitação, fazendo com que no lugar de emitir comportamentos de fuga e
esquiva diante de situações aversivas que desencadeiam respostas emocionais, o paciente aprenda a
aceita-los, tolerando-os.

Alguns teóricos acreditam que relatar eventos traumáticos passados pode ajudar o paciente
em seu processo de aceitação, ajudando-o a reduzir a aversividade de tais estímulos e a adquirir
comportamentos mais funcionais para sua vida. Alguns comportamentos de fuga e esquiva emitidos
pelo paciente acaba dificultando no processo terapêutico, sendo que é fundamental para o psicólogo
saber manejar tais comportamentos, introduzindo gradativamente o procedimento de bloqueio da
esquiva de acordo com o nível de tolerância do paciente.

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