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Universidade Federal de Campina Grande – UFCG

Centro de Ciências e Tecnologia – CCT


Dinâmica das Máquinas
Campina Grande - 2021

Projeto: Cutelo Máquina de Charpy

Vinícius de Albuquerque Malheiros


Bruno Rodrigues de Souza
Tomando como base a norma ISO 14.556 (Steel - Charpy V-notch
pendulum impact test - instrumented test method), o material utilizado para
fabricação do cutelo foi um aço 4340, que após usinagem passaram por um
processo de têmpera (900ºC por 3h resfriado a óleo) e revenido (250ºC por 2h e
novamente resfriado a óleo).

Para dimensionar o cutelo, é preciso do cálculo da altura em queda livre


do martelo em relação ao corpo de prova. Obedecendo os requisitos da norma
NBR NM 281-2 de 2003, a velocidade de uma máquina de Charpy tem que estar
entre 5 ≈ 5,5 m/s e ângulo de 15°

Através das medidas estabelecidas na norma é possível dimensionar a


área do cutelo que sofrerá o impacto quando em contato com o corpo de prova.

Assim,
Baseando-se no Halliday, podemos a utilizar a formula da velocidade
para conseguirmos descobrir a massa do cutelo. Utilizando a energia pré-
estabelecida de 50J (norma), temos:

Ainda do Halliday, encontramos, segundo a formula, o tempo do ciclo do


pêndulo:

Da norma NBR NM 281-2 de 2003, definimos o poto do corpo no qual a ação


de um impacto permanece inalterada, logo:

𝐿1 = 0,2485.𝑡 2 → 0,2485.1,702 → 𝐿1 = 0,718165m

Por fim, dimensionando o material do cutelo, se baseando em Collins, temos:


Achando a tensão:

Legenda:
P – Peso do martelo
a – Comprimento do cutelo
E - modulo de elasticidade do material
Pelo valor da tensão, é preferível usar uma liga de aço (4340) temperado
em óleo e revenido. Assim, se encontra um limite de escoamento de 1620Mpa.
Dessa forma,

Diante desse cenário, concluímos que com a utilização desse material o


martelo irá fornecer uma força de 304,56*103 N, gerando com isso, no corpo de
prova uma tensão de 39,34 Gpa. É suficiente para romper o corpo de prova sem
danificar o material do cutelo.

Representação:
Gráficos:

Entre os patamares superior e inferior, há uma região de transição,


através da qual a energia de impacto e a proporção de fratura dúctil diminuem
com a queda da temperatura do teste. A temperatura na qual a aparência da
superfície de fratura muda do aspecto dúctil (cisalhamento) para frágil (clivagem)
é denominada temperatura de transição da aparência da fratura, FATT (Fracture
Appearance Transition Temperature). A temperatura de transição será
tipicamente definida em termos de percentagem de área cisalhada na superfície
de fratura do CP de ensaio de Charpy ensaiado. Um exemplo seria a temperatura
de transição de propagação de fratura, FPTT (Fracture-Propagation Transition
Temperature), a qual é definida em relação a uma área de cisalhamento de 85%,
o que é aceitável para padrões de engenharia, enquanto que o parâmetro de
cisalhamento de 50% é considerado frequentemente mais conveniente para
correlacionar fatores metalúrgicos que afetam a resistência e a tenacidade.
Energia absorvida em função da temperatura e índice de fragilidade para
os corpos de prova nas 6 condições estão registradas na Tabela a seguir. Os
dados foram obtidos pela leitura direta dos valores de energia indicados na
máquina de ensaio de impacto no momento da realização do ensaio, e foram
colocados em um gráfico de energia absorvida em função da temperatura.

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