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UNIVERSIDADE VILA VELHA – UVV

ENGENHARIA CIVIL

ANDRÉ LUIZ FRAGA DE OLIVEIRA


ANTHONY IVENS DA VITÓRIA BERNARDO
CAYO ACYPRESTE LOPES
ENRICO ROCHA BARBOSA FILHO

RELATÓRIO DO EXPERIMENTO DO FOGUETE DE


GARRAFA PET

VILA VELHA
NOVEMBRO – 2016
ANDRÉ LUIZ FRAGA DE OLIVEIRA
ANTHONY IVENS DA VITÓRIA BERNARDO
CAYO ACYPRESTE LOPES
ENRICO ROCHA BARBOSA FILHO

RELATÓRIO DO EXPERIMENTO DO FOGUETE DE


GARRAFA PET

Relatório do curso de graduação em Engenharia Civil


apresentado a Universidade Vila Velha - UVV, como parte
das exigências da disciplina Geometria Analítica sob
orientação do Professor Jailson Domingos.

VILA VELHA
NOVEMBRO – 2016
1) OBJETIVO DA EXPERIÊNCIA
Realizar a montagem de um pequeno foguete de garrafa PET movido por um
sistema de propulsão da água com ar comprimido para ilustrar a aplicação de
forma prática das leis de Newton.

2) MATERIAIS UTILIZADOS
Os materiais utilizados para a realização do experimento proposto foram:
 2 garrafas PET de 2 litros de superfície lisa;
 2 garrafas PET de 1,5 litros de superfície não lisa;
 1 placa de chapa de raio-X;
 Fita adesiva transparente;
 Cola silicone líquida.

3) INTRODUÇÃO

Os foguetes são máquinas que produzem a força ou o impulso necessário para


empurrar um objeto para a frente. São usados para lançar naves espaciais, além
de servir para disparar mísseis e fogos de artifício.

3.1) INTRODUÇÃO HISTÓRICA

Os foguetes provavelmente foram inventados no século XIII, pelos chineses, que


enchiam invólucros de bambu de pólvora para fazê-los. Eles usavam foguetes em
cerimônias religiosas e como armas. No século XVIII, os foguetes foram
aprimorados, passando a ser feitos de metal. Depois, foram empregados como
armas em muitas guerras dos séculos XIX e XX, especialmente a Segunda
Guerra Mundial (1939-1945).
No final do século XIX, um cientista russo chamado Konstantin E. Tsiolkovski teve
a ideia de que os foguetes poderiam ser usados para viagens espaciais. Ele não
construiu foguetes, mas suas ideias sobre eles se mostraram úteis. O engenheiro
americano Robert H. Goddard construiu o primeiro foguete movido a combustível
líquido em 1925. Em outubro de 1957, a União Soviética usou um foguete para
lançar a primeira nave espacial, o Sputnik 1, em órbita em torno da Terra.

3.2) DESCRIÇÃO TEÓRICA: COMO AS LEIS DE NEWTON EXPLICAM O


EXPERIMENTO?

3.2.1) Inércia
A Lei da Inércia diz que "Qualquer corpo em movimento continuará se movendo e
qualquer corpo parado permanecerá parado até que alguma força externa aja
sobre ele". Em outras palavras, inércia é a tendência que os objetos têm de
resistir a mudanças no movimento. Ela tem a ver com a massa do objeto.

Uma garrafa mais cheia tem mais inércia, pois possui mais massa. Mais
inércia quer dizer mais resistência a mudanças de direção. O vento
precisa trabalhar mais para alterar o curso da garrafa.

Uma garrafa menos cheia tem menos inércia, pois


possui menos massa. Menos inércia quer dizer menos
resistência a mudanças de direção. Com pouca força o
vento empurra a garrafa para outro curso.

3.2.2) Segunda Lei de Newton:


A Segunda Lei de Newtonn diz que a Força aplicada é igual à massa vezes a
aceleração, ou: F=m·a. Se dois foguetes aplicam forças iguais:
Uma garrafa de maior massa terá uma menor
aceleração:

Uma garrafa de menor massa terá uma maior


aceleração:
3.2.3) Terceira Lei de Newton:

A Terceira Lei de Newton diz que "para cada ação, há uma reação de
igual intensidade e de sentido oposto". Isso quer dizer que quanto
mais água for expelida e quanto mais depressa isso acontecer, maior
será a reação da garrafa. Ou seja, Massa da garrafa e da água x
Velocidade da garrafa = Massa da água expelida x Velocidade da
água expelida.

4) METODOLOGIA

4.1) MONTAGEM
Foram construídos dois foguetes para a realização do experimento. O primeiro
foguete foi construído com duas garrafas PET de dois litros, primeiro pegou-se
uma garrafa PET e cortou-se mais ou menos um terço de seu comprimento do
bico à base da garrafa, de forma com que este bico cortado seja encaixado na
parte de baixo da outra garrafa. A fita adesiva foi utilizada para manter este
encaixe firme. O segundo foguete onde foram utilizadas as garrafas de um litro e
meio também foi construído conforme estes detalhes.
Para a produção das aletas utilizou-se o material da chapa de raio-X e foi cortada
seis aletas tomando como base a seguinte figura:

Em cada foguete foram utilizadas três aletas, elas foram posicionadas de forma
que ficassem com um ângulo de 120° entre elas e foram colocadas próximo a
base do foguete. Utilizou-se a cola silicone líquida para realizar a colagem das
aletas nas garrafas e foi utilizada a fita adesiva para firmar as aletas no lugar.

4.2) LANÇAMENTO
Para o lançamento foram utilizadas duas plataformas já prontas, uma posicionava
o foguete com um ângulo de 90° para o lançamento vertical e outra com 45° para
o lançamento horizontal e vertical.
Para o lançamento à 90° foi utilizado o foguete feito com as garrafas de dois litros,
onde foi colocado água dentro do foguete e após isso encaixou-se a mangueira
ligada a um compressor que injeta o ar dentro da garrafa, após o ar ficar
comprimido a água que estava localizada dentro da garrafa é ejetada fazendo
com que o foguete deixe a base e levante vôo.

Para a base de 45° foi utilizado o foguete feito com as garrafas de um litro e meio
e a distância percorrida foi medida usando uma trena simples.

4.3) ANÁLISE DE DADOS


LANÇAMENTO NA PLATAFORMA DE 90º
O tempo em que o foguete levou para sair da plataforma até chegar ao chão foi
de 3,12 segundos. Utilizando o tempo divido por dois, levando em consideração
que o mesmo tempo que ele leva para subir é o mesmo que ele leva para descer,
na fórmula V=Vo-gt, achou-se a velocidade inicial, sendo que substituindo V=0 e
Vo=velocidade inicial encontrada na fórmula anterior na fórmula V²=Vo²-2g∆y têm-
se a altura máxima em que o foguete chegou, e utilizando essa mesma fórmula
substituindo a altura máxima encontrada pode-se encontrar a velocidade final com
que ele chega imediatamente antes de colidir com o solo na altura do mesmo
nível em que estava posicionado na plataforma. Foram feitos os seguintes
cálculos:
I) Para encontrar a velocidade inicial:
V=Vo-gt
0=Vo-9,8*3,12/2
Vo = 15,29 m/s

II) Para encontrar a altura máxima:


V²=Vo²-2g∆y
0²=15,29²-2*9,8*(y-0)
0=233,78-19,6y
y = 11,93 m

III) Para encontrar a velocidade final (no mesmo nível da plataforma):


V²=Vo²-2g∆y
V²=0²-2*9,8*(0-11,93)
V=±√233,83
V = -15,29 m/s

LANÇAMENTO NA PLATAFORMA DE 45°


O tempo em que o foguete levou para sair da plataforma até chegar ao chão foi
de 2,17 segundos. A distância em que o foguete percorreu foi de 16,83 metros.
Sabendo dessas informações pode-se encontrar a velocidade inicial pela fórmula
X=Xo+Vxt. Utilizando as mesmas fórmulas do lançamento na plataforma de 90°
determina-se a altura máxima e a velocidade final. Foram realizados os seguintes
cálculos:
I) Para encontrar a velocidade inicial na horizontal:
X=Xo+Vxt
16,83=0+Vx*2,17
Vx = 7,76 m/s

II) Para encontrar o módulo da velocidade inicial:


Sabendo que Vx=V*cos45°, logo:
7,76=V*cos45°
V = 10,97 m/s

III) Para encontrar a altura máxima:


Vy²=Voy²-2g∆y
0²=(10,97*sen45°)²-2*9,8*(y-0)
y = 3,07 m

Logo, a velocidade final imediatamente antes de chegar ao solo obterá um


mesmo valor que a velocidade inicial mas em direção oposta pois está indo no
sentido negativo de Y.

5) RESULTADOS OBTIDOS

LANÇAMENTO NA PLATAFORMA DE 90º

Tempo Velocidade Inicial Velocidade Final Altura Máxima

3,12 s 15,29 m/s -15,29 m/s 11,93 m

LANÇAMENTO NA PLATAFORMA DE 45º

Tempo 2,17 s

Distância Percorrida 16,83 m

Altura Máxima 3,07 m

Velocidade Inicial 10,97 m/s

Velocidade Final 10,97 m/s


Na horizontal Na vertical

Velocidade Inicial 7,76 m/s 7,76 m/s

Velocidade Final 7,76 m/s -7,76 m/s

5) DIFICULDADES ENCONTRADAS

O foguete feito de garrafa PET de dois litros que foi lançado na base de 90°
apresentou pouca estabilidade no experimento, tendo uma atitude perturbada
conforme as seguintes figuras:

O certo seria o foguete ter uma atitude estável com vôo em linha reta, ou seja,
apresentar estabilidade onde ele faz correções contínuas em seu vôo. Isso
acontece porque pode ser que o centro de gravidade esteja bem próximo ao
centro de pressão.
7) CONCLUSÃO
Por este experimento foi possível observar de forma prática como funciona as leis
de Newton, tais como a inércia, onde o vento empurra a garrafa para outro curso
por conta da massa do foguete, ou seja, o foguete continha pouca inércia por
conta disso ele obteve menos resistência a mudanças de direção, a segunda lei
onde o quanto maior massa o foguete tiver menor será sua aceleração e vice-
versa, e a terceira lei que é “ação e reação” onde a força da água expelida do
foguete causa uma reação com a mesma intensidade e sentido oposto fazendo
com que o foguete levante vôo.
Para a correção da estabilidade do vôo do foguete o centro de massa deveria
estar distante do centro de pressão, ou seja, poderia utilizar uma bexiga com
água na parte frontal do foguete para seu centro de massa se deslocar mais para
frente, ou também fazer aletas mais alongadas ou posiciona-las de modo com
que ela fique mais distante do centro de massa.
REFERÊNCIAS

COSTA, Lucas Ferrari de Carvalho. Relatório Final: Foguete de Água.


Tópicos de Ensino de Física I. Universidade Estadual de Campinas. São
Paulo, 2009.

SOUZA, James Alves de. Um Foguete de Garrafas PET. Departamento de


Física. Universidade Federal de São Carlos. São Paulo.

OBSERVATÓRIO, Centro de Divulgação da Astronomia. Série Século XX –


Astronomia e Astronáutica, Foguetes e Satélites (Breve História).
Universidade de São Paulo. São Paulo.

MENEZES, Ricardo. "Saiba como construir um foguete a água para


praticar o espaço-modelismo". CACEP: Clube de Astronomia do Colégio
Estadual do Paraná. Disponível em <http://www.cacep.com.br/node/92>.
Acesso em 27 de novembro de 2016.

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