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A Doença de Alzheimer (DA) e o cotidiano

do Cuidador de Idosos
Doença de Alzheimer (DA)
É a perda progressiva da
função mental, caracterizada pela
degeneração do tecido do cérebro,
incluindo a perda de células
nervosas, a acumulação de uma
proteína anormal chamada
beta-amiloide e o desenvolvimento
de tranças neurofibrilares.
Doença de Alzheimer
É um tipo de demência, que é uma diminuição,
lenta e progressiva da função mental, que afeta a
memória, o pensamento, o juízo e a capacidade
para aprender.

Em 60 a 80% dos idosos, a causa da demência é a


doença de Alzheimer. É rara sua existência em
pessoas com menos de 65 anos de idade.
Alzheimer e Demência são a mesma coisa?

A Demência não é considerada uma doença e


sim uma síndrome, que pode fazer parte dos
sintomas de uma pessoa que tem Alzheimer.
O percentual de pessoas com doença de
Alzheimer aumenta com a idade:
• 65 a 74 anos: 3%

• 75 a 84 anos: 17%

• 85 ou mais: 32%

A doença de Alzheimer afeta mais as mulheres do que os homens, em parte porque


as mulheres vivem mais.
Causas
É desconhecido o que causa a DA, mas uma parte
disso provém de fatores genéticos.

• Cerca de 5 a 15%

• O gene anormal é dominante

Um pai ou mãe afetado tem 50% de chance de transmitir o gene anormal para cada filho. Cerca de metade desses filhos
desenvolvem a doença de Alzheimer.
Alterações no cérebro

As partes do cérebro degeneradas destroem as


células nervosas e reduzem a capacidade de resposta
das restantes a muitos dos mensageiros químicos que
transmitem os sinais entre as células nervosas no
cérebro (neurotransmissores).

O nível de acetilcolina, um neurotransmissor que ajuda a


memória, o aprendizado e a concentração, é baixo
Alterações no cérebro
• Depósitos de beta-amiloide: Acumulação de beta-amiloide
(uma proteína anormal e insolúvel) que se acumula, pois as
células não podem processar e removê-la

• Placas senis ou neuríticas: Aglomerados de células nervosas


mortas em torno de um núcleo de beta-amiloide

• Tranças neurofibrilares: Fios trançados de proteínas


insolúveis na célula nervosa

• Aumento dos níveis de tau: Uma proteína anormal


componente das tranças neurofibrilares e do beta-amiloide
Sintomas
• Perda de memória
• Problemas em usar a linguagem
• Mudanças na personalidade
• Desorientação
• Problemas ao fazer tarefas diárias habituais
• Comportamento perturbador ou inapropriado
No entanto, a doença de Alzheimer também difere de outras demências. Por exemplo, a
memória recente é normalmente afetada muito mais do que outras funções mentais.
Estágios da DA

• Estágio I (forma inicial) – alterações na memória,


personalidade e habilidades espaciais e visuais;

• Estágio II (forma moderada) – dificuldade para falar,


realizar tarefas simples e coordenar movimentos;
agitação e insônia;
Estágios da DA

• Estágio III ( forma grave) – resistência à execução de


tarefas diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade
para comer, deficiência motora progressiva;

• Estágio IV (terminal) – restrição ao leito, mutismo, dor


à deglutição, infecções intercorrentes.
Diagnóstico
Os médicos geralmente podem diagnosticar a doença de
Alzheimer com base no seguinte:

• Sintomas, que são identificados ao perguntar à pessoa e seus


familiares ou outros cuidadores
• Resultados de um exame físico
• Resultados do teste de estado mental

Alucinações visuais (ver coisas ou pessoas irreais) são mais comuns e


ocorrem precocemente na demência por corpos de Lewy do que na
doença de Alzheimer
Diagnóstico
• Resultados de testes adicionais, como exames de sangue,
tomografia computadorizada (TC) ou imagem por ressonância
magnética (RM)
• A análise do líquido cefalorraquidiano (LCR), obtido durante
uma punção lombar.
• Tomografia por emissão de pósitrons (positron emission
tomography, PET) podem ser utilizadas para ajudar a
diagnosticar a doença de Alzheimer. Se a análise do LCR
detectar um baixo nível de beta-amiloide e se os exames de
PET mostrarem depósitos de amiloide no cérebro, o diagnóstico
mais provável é tratar-se de doença de Alzheimer (alto custo)
Tratamento

• Medidas de segurança e apoio

• Medicamentos que podem melhorar a função mental


Prevenção
Controlar os níveis de colesterol: Algumas evidências
sugerem que possuir níveis elevados de colesterol pode
estar relacionado com o desenvolvimento da DA.

Controlar a pressão sanguínea alta: A pressão


sanguínea alta pode danificar os vasos sanguíneos que
transportam o sangue para o cérebro e, assim, reduzir o
suprimento de oxigênio do cérebro, possivelmente
interrompendo as conexões entre as células nervosas.
Prevenção
Praticar exercícios: O exercício ajuda a melhorar a
função do coração e, por razões pouco claras, pode
ajudar no melhor funcionamento do cérebro.

Manter-se mentalmente ativo: As pessoas são


incentivadas a continuar fazendo atividades que
desafiam a mente, como o aprendizado de novas
habilidades, fazer palavras cruzadas e leitura do jornal.
Essas atividades podem promover o crescimento de
novas conexões (sinapses) entre as células nervosas e,
portanto, ajudar a retardar a demência.
Cuidado dos cuidadores

• Aprender como atender com eficácia as necessidades


das pessoas com doença de Alzheimer e o que
esperar delas

• Procurar ajuda quando for necessário

• Cuidar de si mesmo

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