Você está na página 1de 13

INTRODUÇÃO

O presente trabalho aborda o tema “Educação Inclusiva e Psicopedagogia:


um laço a ser firmado”, onde vemos que a psicopedagogia dispõe de conhecimentos
para buscar respostas aos conflitos na aprendizagem, podendo assim resgatar no
indivíduo a vontade de aprender, a autonomia, contribuindo efetivamente para o
processo de ensino-aprendizagem. Porém, quando falamos em educação inclusiva
podemos ver que esta vem sendo construída aos poucos, através de pequenas
mudanças, com o apoio de diversos profissionais das mais variadas áreas, na
intenção de fazer do ambiente escolar um espaço acolhedor, que olha para o aluno
de forma subjetiva, e que possui profissionais capacitados para ajudar o aprendiz na
evolução do saber.
Essa pesquisa tem por finalidade relacionar o trabalho realizado pelo
psicopedagogo com a educação inclusiva, baseando-se no problema de pesquisa:
Como o psicopedagogo pode ajudar na educação inclusiva?
O objetivo geral deste trabalho é de identificar o que é a psicopedagogia, o
psicopedagogo e do que se trata quando falamos em educação inclusiva. Já os
objetivos específicos do trabalho são: apontar a maneira como o psicopedagogo
trabalha, como esse trabalho pode ser útil na área da educação inclusiva e qual a
relação desse trabalho psicopedagógico com a inclusão.
A pesquisa justifica-se através do fato de apontar a importância de ter
profissionais capacitados para lidar com crianças com dificuldades de
aprendizagem, com ou sem deficiência. Profissionais que busquem olhar para o ser
humano como um ser único e global e que pesquise por possibilidades que facilitem
a vida desse sujeito na sua subjetividade.
Este trabalho é composto por uma breve introdução, desenvolvimento
(dividido em 4 tópicos relevantes) e conclusão. Quanto ao procedimento, é uma
pesquisa bibliográfica, ou seja, desenvolvida a partir de material já elaborado,
constituída principalmente de livros e artigos científicos.

1
1. DESENVOLVIMENTO

1.1 A PSICOPEDAGOGIA E SUA ÁREA DE ESTUDO

Segundo Rubinstein:

A Psicopedagogia surgiu da inquietação e insatisfação dos profissionais que


tratavam das dificuldades de aprendizagem. ... quero ressaltar que o que
estava em evidencia era o tratamento das dificuldades, pouca preocupação
havia sobre sua origem levando em conta a história do aprendiz. A ênfase
estava em afastar o mal funcionamento por meio de uma boa "ensinagem",
e, como consequência, o aprendiz poderia inteirar-se voltando a aprender
normalmente. (Rubinstein apud SCOZ, et, al (2003, p. 127-128)) – incorreto

A Psicopedagogia surgiu da inquietação e insatisfação dos profissionais que


tratavam das dificuldades de aprendizagem. ... quero ressaltar que o que
estava em evidencia era o tratamento das dificuldades, pouca preocupação
havia sobre sua origem levando em conta a história do aprendiz. A ênfase
estava em afastar o mal funcionamento por meio de uma boa "ensinagem",
e, como consequência, o aprendiz poderia inteirar-se voltando a aprender
normalmente. (RUBINSTEIN apud SCOZ, et al., 2003, p. 127-128) correto

Os primeiros Centros Psicoterápicos foram fundados na Europa, em 1946 por


Boutonier e George Mauco, com direção médica e pedagógica. Estes Centros uniam
conhecimentos da área da psicologia, psicanálise e pedagogia onde se tentava
readaptar crianças com comportamentos socialmente inadequados na escola ou lar
e atender muitas outras com dificuldades de aprendizagem apesar destas serem
crianças inteligentes.
Esta corrente europeia influenciou a Argentina, fazendo com que Buenos
Aires fosse a primeira cidade a oferecer o curso de psicopedagogia, há mais de 30
anos. Na década de 70 surgiram lá os Centros de Saúde Mental, onde equipes de
psicopedagogos atuavam fazendo diagnóstico e tratamento. Nesta época as
dificuldades de aprendizagem eram associadas a uma disfunção neurológica
denominada de disfunção cerebral mínima (DCM) que virou moda neste período,
servindo para camuflar problemas sociopedagógicos.
Inicialmente, os problemas de aprendizagem foram estudados e tratados por
médicos na Europa no século XIX e no Brasil, país onde a Psicopedagogia foi
introduzida baseada em modelos médicos e, nos anos 70, teve cursos de formação

2
de especialistas em psicopedagogia na clínica médico-pedagógica com duração de
dois anos.
Em 1996 foi aprovado em Assembleia Geral no III Congresso Brasileiro
de Psicopedagogia, o Código de Ética que assinala dentre outras coisas, que a
Psicopedagogia é um campo de atuação em saúde e educação que lida com o
processo de aprendizagem humana, é de natureza interdisciplinar e o trabalho
pode se dar na clínica ou instituição, de caráter preventivo e/ou remediativo e
cabe ao psicopedagogo por direito e não por obrigação, seguir esse código.
Sendo assim, a psicopedagogia é uma área nova que vem cada vez mais
conquistando espaço no mercado de trabalho e de pesquisa. Ela estuda o processo
do aprender humano, utilizando para isso várias áreas e estratégias pedagógicas,
com o objetivo de encontrar os problemas que podem surgir no processo de
transmissão e apropriação do conhecimento (possíveis dificuldades e transtornos).
Diante disso, afirma Mansini (2006,p.?):

A Psicopedagogia, como área de estudos, surgiu da necessidade de


atendimento e orientação a crianças que apresentavam dificuldades ligadas
à sua educação, mais especificamente à sua aprendizagem, quer cognitiva,
quer de comportamento social. Procurava-se, assim, o porquê ocorria essa
problemática, avaliando e diagnosticando a criança, física e psiquicamente.

Esse campo de estudo, passa a enxergar o humano de uma forma subjetiva,


individual, entendendo assim que para cada necessidade específica deve-se
procurar uma forma de ensinar, que leve em consideração que cada ser humano é
único, e tem sua forma, ritmo e momento de aprender. Masini (2003) destaca o que
significou o surgimento da psicopedagogia para o valor de aprendizagem do ser
humano:

O surgimento da Psicopedagogia significou o resgate de uma visão global


do ser humano no seu ato de aprender. Constituiu-se assim uma área de
estudos voltada para o processo do aprender humano, na sua totalidade
como individualidade de ser social; na abrangência de ser corpo
(sentir/perceber) de ser afetividade (valores, desejos, interesses,
necessidades) de ser pensamento (conceitos, ideias e reflexão). (MASINE,
2003, p. 05).

Para alcançar seu objeto de estudo, a psicopedagogia utiliza conhecimentos e


princípios de diferentes Ciências Humanas, a fim de conseguir uma ampla
compreensão de como ocorre os processos de aprendizagem e entender as

3
possíveis dificuldades situadas neste movimento. Sendo assim, acaba por se tornar
um campo multidisciplinar. Segundo Antoine Leon (1971,p.?) "a psicopedagogia
dificilmente se fecha numa fórmula simples, unilateral". Para este mesmo autor, a
psicopedagogia tem como objetivo uma rede de relações entre o professor, alunos,
grupos, objetivos, conteúdo, técnicas, situações de ensino e aprendizagem.

1.2 O PROFISSIONAL PSICOPEDAGOGO

O psicopedagogo é o profissional responsável por identificar as barreiras que


impedem o sujeito de aprender, e como o ser humano vive em constante
aprendizagem, este pode atuar em diversos espaços (escola, empresa, saúde,
clínica).

O trabalho psicopedagógico pode adquirir caráter preventivo, clínico,


terapêutico ou de treinamento, o que amplia sua área de atuação, seja ela
escolar - orientando professores, realizando diagnósticos, facilitando o
processo de aprendizagem, trabalhando as diversas relações humanas que
existem nesse espaço; empresarial - realizando trabalhos de treinamento de
pessoal e melhorando as relações interpessoais na empresa; clínica -
esclarecendo e atenuando problemas; ou hospitalar - atuando junto à
equipe multidisciplinar no pós-operatório de cirurgias ou tratamentos que
afetem a aprendizagem. É importante salientar que a Psicopedagogia é uma
área que vem para somar, trabalhando em parceria com os diversos
profissionais que atuam em sua área de abrangência (BEYER, 2003,p.?).

Vemos então, que o psicopedagogo tem que viver pesquisando, se


aprimorando, onde a cada movimento, ação e conduta enquanto profissional, busca
alternativas para as tensões, dilemas, limites que lhe surgem, buscando sempre
novas possibilidades. Para isso, ele utiliza de diversos materiais, como entrevistas,
avaliações, atividades lúdicas e etc. O psicopedagogo precisa sempre estar atento
as necessidades e particularidades de cada indivíduo, desempenhar, analisar e
assinalar os fatores, intervindo naquilo que prejudica uma boa aprendizagem.

A formação é uma obra aberta e não um sistema fechado, não é a


imposição do saber unilateral (do formador para o formando) que pretende
reproduzir estereótipos em diferentes personalidades. Como processo
aberto, a formação vai de encontro à crítica, à descoberta continua, à
adaptação. Neste processo de modificação e de adaptação, o formando
promove o seu "devenir " (vir a ser) face às suas dificuldades e
potencialidades. Desta forma, o diálogo é a base central do ato pedagógico
e o ensino não pode ser definido pela transmissão do conhecimento, mas
pelo intercâmbio de experiências entre os sujeitos do processo. Assim, toda

4
ação pedagógica é uma ação dialogada aberta sem que uns (os mestres)
sejam os promotores ou agentes da comunicação e os últimos (os alunos)
sejam simples pacientes ou cobaias. (BECKER,2015, p.?)

Visto isso, o presente trabalho irá abordar o campo da psicopedagogia ligado


a educação, onde o profissional atua junto aos docentes da escola e à coordenação
pedagógica, desenvolvendo ações didáticas que favoreçam o aprendizado dos
alunos, buscando assim diminuir as dificuldades de aprendizagem e os possíveis
fracassos escolares. A Doutora em Psicologia, Mansini (2004), citado por Cesario
(2007), expõe algumas tarefas que o psicopedagogo deverá desempenhar para
solucionar conflitos com a aprendizagem:

O profissional psicopedagogo na instituição escolar tem, entre outras, a


tarefa de ajudar na superação das lacunas e na solução dos conflitos
presentes no processo de aprendizagem, considerando o aluno, sujeito
aprendente, em todos os seus aspectos – cognitivo, afetivo-social e corporal
– portador de significados, valores e hábitos e linguagem de uma cultura, e
da mesma forma o professor, o sujeito ensinante. (MANSINI, 2004, apud
CESARIO, 2007, p. 72).

Através dessa citação vemos a importância desse profissional nos espaços


formais de educação, pois eles valorizam a trajetória da construção do
conhecimento, com o intuito de desenvolver e trabalhar com este ser de forma a
potencializá-lo como uma pessoa autora e construtora da sua história. Suas ações
estão voltadas para prevenir, identificar, desenvolver ações e auxiliar pais, alunos e
docentes na tarefa de ensinar e aprender.

1.3 CONCEITUANDO EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Diante do que foi exposto até o momento, podemos nos questionar: Como
esses profissionais podem ajudar na educação inclusiva? O que é educação
inclusiva? A qual público nos referimos quando falamos em educação inclusiva?
Com tantos questionamentos, vamos começar respondendo à pergunta “o que é
educação inclusiva?”.
O conceito da educação inclusiva não substitui apenas a educação especial.
Essa educação inclusiva inicia-se a partir de lutas e bandeiras da educação
especial, retomando a educação democrática para todos. A educação
inclusiva observa que não são apenas os alunos com deficiência têm sofrido
as dificuldades da inserção em espaços escolares. Foi a partir desse marco
que a educação inclusiva foi se popularizando, começando com a ideia de
educação especial, defendendo, após, uma nova concepção da educação,

5
ou seja, a escola tem que incluir não apenas “especiais”, mas sim todos os
alunos. (NUNES et al., 2015,p.?).

Inclusão, do verbo incluir (do latim includere), no seu sentido etimológico,


significa conter em, compreender, fazer parte de, ou participar de. Falar em inclusão
escolar é falar do aluno que se sente incluso, compreendido na escola, ao participar
daquilo que o sistema educacional oferece, contribuindo com seu potencial para os
projetos e programas da instituição. De acordo com Dens (1998, p.25) “O princípio
fundamental da inclusão é a valorização da diversidade. Cada pessoa tem uma
contribuição a dar”.
A inclusão é definida por um sistema educacional modificado, organizado e
estruturado para atender as necessidades específicas, interesses e habilidades de
cada aluno. Essa abordagem requer uma pratica pedagógica dinâmica, com
currículo que contemple a criança em desenvolvimento, os aspectos de ação
medidora nas inter-relações entre a criança, professores e seus familiares,
atendendo às suas especificidades no contexto de convivência.
Sendo assim, podemos partir para a resposta do questionamento “A qual
público nos referimos quando falamos em educação inclusiva?” e a resposta é:
TODOS! O público da educação inclusiva é o público da educação especial
(crianças com deficiência (visual, auditiva, física e intelectual), com transtorno global
de desenvolvimento e com altas habilidades ou superdotação), mas também é
aquele aluno que não tem necessidades especiais, porém necessita de um olhar
mais singular por parte do educador, ou seja, aos seres humanos reais, com foco
prioritário aos excluídos do processo educacional.
A inclusão responsável requer, portanto, atenção a:
• Formação de profissionais especializados para atendimento de pessoas com
necessidades especiais e para assessorar professores;
• Exame das condições das escolas, adequando-as quando necessário;
• Projetos de estrutura teórico/prática, avaliando o que está ocorrendo com a
criança;
• Análise das formas possíveis para que se realize em benefício da criança;
• Autoavaliação do profissional envolvido na inclusão, de suas possibilidades
e limites pessoais e profissionais e de como pode contribuir. (Fonte dessa
informação)

6
Diante disso, fica claro que é dever da escola como ferramenta educacional,
acolher sem fazer distinções, se importar com as necessidades de seus alunos e
buscar adequação necessária às pessoas com ou sem deficiências.

1.4 A PSICOPEDAGOGIA EM PROL DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Juntando as informações expostas até o momento, podemos pôr fim


responder: Como esses profissionais (psicopedagogos) podem ajudar na educação
inclusiva? A contribuição do psicopedagogo para a inclusão do aluno no processo
educacional e social seria, pois, o de oferecer condições à participação no meio
social em que se vive e partir do que o aluno dispõe; atender às suas necessidades
para aprender pensando, elaborando e decidindo. Para isso, o profissional precisa
avaliar possibilidades e dificuldades do aprendiz, entendendo o que este
compreende e o que não compreende; as habilidades e operações nas áreas de
conhecimento; recursos que propiciam organização e elaboração do ensinado;
recursos para desenvolver habilidades e operações. Tudo pensando em atender as
necessidades e ensinar a partir do que o aluno conhece e tem possibilidades;
oferecer condições para o aluno elaborar e decidir; avaliar continuamente,
propiciando ao aluno oportunidades de refazer atividades e compreender o que e
onde errou.
Nesse cenário, o processo diagnóstico é fundamental, pois o psicopedagogo,
ao receber um paciente, deve fazer uma avaliação para compreender como o sujeito
aprende e quais seriam os seus limites. No fundo, a avaliação é uma investigação
acerca do não aprender do sujeito, conforme afirma Weiss (1992). Segundo esse
teórico, a avaliação desvela: o não aprender; o aprender com dificuldade; o aprender
lentamente; ou mesmo a fuga de possíveis aprendizagens.
O psicopedagogo busca sempre o melhor atendimento para o paciente, visto
que sua ação envolve vários aspectos, como o cognitivo, o psicológico, o motor e o
socioemocional. Eis algumas ações do psicopedagogo junto às instituições de
ensino:

7
 Tratar das questões que envolvem o aprendizado – entre as atribuições do
psicopedagogo está favorecer a aprendizagem colaborativamente com os demais
atores educacionais da unidade escolar;
 Abordar os aspectos pedagógicos e psicológicos do desenvolvimento da
criança e do adolescente – a ação do psicopedagogo escolar leva em conta as
várias teorias do desenvolvimento psicomotor, linguístico, emocional e cognitivo dos
alunos; assim, deve acompanhar regularmente os estágios de desenvolvimento dos
alunos com vista a diagnosticar possíveis distúrbios;
 Dar visibilidade às diversidades no espaço escolar – o psicopedagogo, no que
concerne à diversidade, deve ser um promotor dela no espaço escolar; favorecendo
a convivência dos atores escolares com as múltiplas diferenças que compõem a vida
humana;
 Realizar encaminhamentos – o profissional da Psicopedagogia consegue
diagnosticar as possíveis dificuldades de aprendizado e encaminhar o aluno para um
serviço clínico e especializado. Obviamente o psicopedagogo escolar não apenas
encaminha, mas acompanha o tratamento e dialoga constantemente com os
profissionais e familiares de forma que a unidade escolar coopere com o tratamento;
 Planejar, implementar e avaliar as ações pedagógicas – é da competência do
psicopedagogo, em conjunto com o docente, planejar as atividades pedagógicas,
principalmente no que se refere às adaptações ou mesmo estratégias de acesso do
currículo escolar às necessidades especiais dos alunos. Não é o aluno que se
adapta ao currículo, mas o currículo se adapta às necessidades dos alunos;
 Favorecer o aprofundamento teórico da escola quanto às dificuldades de
aprendizado – ao psicopedagogo cabe promover a formação continuada dos
profissionais da Educação da unidade escolar, fomentando encontros e formações
pedagógicas para aprofundar teoria e prática sobre as dificuldades de aprendizado;
 Participar das reuniões pedagógicas da escola – o psicopedagogo deve
participar de todos os momentos e fóruns de discussão e planejamento das ações
pedagógicas das escolas para contribuir com a sua especificidade no processo de
tomada de decisões que envolvem o ensino-aprendizado dos alunos;
 Cooperar na elaboração do Projeto Político Pedagógico (PPP) – o PPP é um
importante instrumento de política democrática nas unidades escolares; assim, o
psicopedagogo coopera na elaboração do PPP garantindo os direitos dos alunos
8
com necessidades educacionais especiais e a diversidade dos demais alunos em
seu processo de aprendizado.
 Atender as famílias – o psicopedagogo estabelece junto à equipe pedagógica
da unidade escolar o diálogo permanente com as famílias dos alunos, buscando a
parceria indispensável para o sucesso do ensino na escola. O diálogo deve ser
pautado no respeito e na confidencialidade que os atendimentos exigem da ética
profissional. (Fonte?)

Assim, o psicopedagogo torna-se um profissional extremante importante nos


espaços formais de educação, pois suas ações vislumbram prevenir, identificar,
desenvolver ações e auxiliar pais, alunos e docentes na tarefa de ensinar e
aprender. Mas esse trabalho só é possível se houver a participação da família e da
instituição escolar com vistas a juntos construírem meios afetivos e de estimulação
cognitiva de forma que estas intervenções se tornem eficazes e alcancem seus reais
objetivos que é o resgate e o gosto por aprender.

[...] o psicopedagogo e a escola devem apropriar o projeto pedagógico para


atender às crianças portadoras de dificuldades educacionais especiais com
afetividade, reciprocidade, cooperação, participação ativa, interação social,
atividades artísticas e auto-avaliação para facilitar seu processo de
aprendizagem. Mas para que o sucesso da aprendizagem aconteça
verdadeiramente, o psicopedagogo precisa atuar com profissionalismo,
atitude, criticidade, reflexão e sobretudo com coragem e amor. (INSTITUTO
PROMINAS, ANO, p. 63).

Sendo assim, o processo inclusivo proporciona uma verdadeira relação do


ensino-aprendizagem e o psicopedagogo em união com a comunidade escolar é
peça chave no sucesso dessa empreitada.

2. CONCLUSÃO

Com tudo o que foi exposto, podemos concluir que a psicopedagogia vem
trabalhando, inclusive, com estudo de outras áreas, para obter resultados
satisfatórios no ensino-aprendizagem, formando profissionais que podem contribuir
efetivamente para a inclusão social escolar dos alunos com e sem deficiência,

9
oferecendo meios necessários para o educando dentro de seus limites, acreditar no
seu potencial e melhorar o seu aprendizado, estimulando-o a pensar e a criar.
O psicopedagogo deve estabelecer diretrizes para um bom desempenho do
seu trabalho não só com o aprendiz, mas com todos os profissionais da instituição,
através da intervenção psicopedagógica, visando a solução da problemática em
ambientes escolares.
Nesta perspectiva, a educação assume as funções: social, cultural e política,
garantindo dessa forma, além das necessidades básicas (afetivas, físicas e
cognitivas) essenciais ao processo de desenvolvimento e aprendizagem, a
construção do conhecimento de forma significativa, através das interações que
estabelecem com o meio. A inclusão educacional não é somente um fator que
envolve pessoas, mas também as famílias, os professores e a comunidade, na
medida em que visa construir uma sociedade mais justa e consequentemente mais
humana.
Sendo assim, a Educação Inclusiva favorece um melhor desenvolvimento
físico e psíquico dos alunos, beneficiando também os demais envolvidos que
aprendem a adquirir atitudes de respeito e compreensão pelas diferenças. A escola
passa a promover a oportunidade de convívio com a diversidade e singularidade, a
participação de alunos e pais na comunidade de forma aberta, flexível e acolhedora.

Pode-se inferir que o psicopedagogo actua na escola de modo a fomentar o


pensamento sobre as diferentes demandas que surgem no âmbito escolar.
Seu trabalho pauta-se na possibilidade de desenvolver no aluno a
capacidade de tornar-se mais consciente e activo no seu próprio processo
de aprendizagem. Para isso, faz-se necessário que o psicopedagogo tenha
uma escuta e um olhar diferenciado sobre cada sujeito, cada grupo, e cada
contexto (ANJOS; DIAS, 2015, s/p). (já ajustado)

Conclui-se, portanto, que o psicopedagogo ao colocar em prática o estudo da


psicopedagogia, com o intuito de buscar uma educação mais sólida e inclusiva,
contribuirá para um processo de ensino-aprendizagem eficaz, como afirma Batista
(2017,p.?) “Percebe-se que a Psicopedagogia é a luz que faltava na busca de
soluções aos diversos desafios que a comunidade escolar encontra no dia a dia
relacionadas à aprendizagem”.
Gi eu não coloco citação em conclusão

3. BIBLIOGRAFIA
10
Dens, A. La Educacicón Especial una visión sobre la integración y la inclusión desde
un enfoque pedagógico Tema livre apresentado no II Encontro Mundial de
Educación Especial Havana/ Cuba, 1998. - incorreto

DENS, A. La Educacicón Especial una visión sobre la integración y la inclusión


desde un enfoque pedagógico Anais do II Encontro Mundial de Educación
Especial Havana/ Cuba. Local: Editora,1998. Disponível em (colocar o site). Acesso:
25 de jun. de 2021correto

Precisa reorganizar todas as referências no formato da abnt.

Masini EFS. Inclusão Escolar In Scoz, B. J. Lima et al. Psicopedagogia: avanços


teóricos e práticos: escola, família, aprendizagem. São Paulo: Vetor, 2000

Masini EFS. psicopedagogia & inclusão - o papel do profissional e da escola. São


Paulo: Rev. Psicopedagogia 2003

Silva PF; Jesus ICO; Farias GF. O papel da psicopedagogia na educação inclusiva.
v. 8 n. 12 (2019): Revista Psicologia & Saberes

Becker, Lauro Da Silva. A psicopedagogia experimental aplicada a formação de


professores. Educar em Revista [online]. 1981, n. 1 [Acessado 8 Junho 2021], pp.
25-54. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/0104-4060.019>. Epub 11 Mar 2015.
ISSN 1984-0411. https://doi.org/10.1590/0104-4060.019.

SILVA, Vanderson de Sousa. Psicopedagogia: aspectos históricos e a práxis


institucional. Revista Educação Pública, v. 19, nº 15, 6 de agosto de 2019.
Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/19/15/psicopedagogia-
aspectos-historicos-e-a-praxis-institucional

INSTITUTO PROMINAS. Teorias e práticas da Psicopedagogia Institucional.


Unidade 2: Questões Históricas. Disponível em:

11
<Https://www.ucamprominas.com.br/public/gestor/attachment/caddisciplina/materiald
idatico/265/eb3a054bf0c03eb8d01378d466e5ad3720150522.pdf> Acesso: 08 jun.
2021.

BEYER, Marlei Adriana. Psicopedagogia: ação e parceria. 2003. Disponível em:


<http://www.abpp.com.br/artigos/19.htm>. Acesso em: 08 jun. 2021.
MASINI, Elcie F. Salzano. Formação profissional em Psicopedagogia: embates e
desafios. 2006. Disponível em : <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S0103-
84862006000300009&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 08 jun. 2021.

SANTOS, Alessandra Ferreira Dos. Educação Inclusiva: Uma Análise Sobre Os


Avanços E Os Desafios Enfrentados No Contexto Atual Da Educação Básica No
Brasil. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 05,
Vol. 03, pp. 36-45. Maio de 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso:
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/desafios-enfrentados, DOI:
10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/educacao/desafios-enfrentados

CARVALHO, J. S.; LOPES, I. Educação inclusiva: reflexões sobre avanços e


desafios. Revista Científica Educ@ção, v. 4, n. 7, p. 825-834, 2020.

SANTOS, A. M. R.N. M; MARQUES, J. L. P. T.; NASCIMENTO, K. C. S. Educação


inclusiva: avanços e desafios do atendimento educacional especializado. Caderno
de Graduação – Ciências Humanas e Sociais – UNIT – SERGIPE, [S. l.], v. 4, n. 3, p.
153, 2018.

NUNES, S. S.; SAIA, A. L.; TAVARES, R. E. Educação Inclusiva: Entre a História, os


Preconceitos, a Escola e a Família. Psicol. cienc. prof., Brasília, v. 35, n. 4, p. 1106-
1119, 2015.

SOUZA, R. C. S. Perspectivas sobre educação inclusiva. Aracaju: Criação, 2017.

12
KASSAR, M. C. M. Educação especial na perspectiva da educação inclusiva:
desafios da implantação de uma política nacional. Educar em Revista, Curitiba, n.
41, p. 61-79, 2011.

BATISTA, Carla Jeane Farias. A Intervenção Psicopedagógica e o Processo de


Ensino e Aprendizagem. In: Revista Intertexto. Disponível em:
file:///C:/Users/User/Downloads/214-1-664-1-10-20180126.pdf. Acesso em
08.06.2021

Anjos,E.K.O.Dos & Dias, J.R.A (2015). Psicopedagogia: sua história, origem e


campo
de actuação. Recuperado em https://www.fals.com.br/revela20/ed18/elza_anjos.pdf

Lima Antonia. A atuação psicopedagógica e aprendizagem escolar. 2009. Disponível


em:https://www.webartigos.com/artigos/a-atuacao-psicopedagogica-e-
aprendizagem-escolar/24959/ Acesso em 08/06/2021

13

Você também pode gostar