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Meta 2.

2: Identificar luz visível e não visível de diferentes frequências no espetro


eletromagnético, comparando as energias dos respetivos fotões.

Radiação Eletromagnética
10.º ano O que é a luz?
Física e Química A Luz: é radiação eletromagnética, que “contém” uma determinada
energia e se propaga pelo espaço.
Só uma pequena parte da radiação eletromagnética é visível aos
humanos.
Que tipos de “luz” podemos distinguir?

Imagem artística
Newton percebeu que era possível
decompor a luz branca usando
Unidade 1.2 um prisma, tal como acontece
quando se forma um arco-íris.
Energia dos Eletrões nos Átomos Mas isso só abrange a parte
Professor: Benjamim Medeiros
Site: http://sites.google.com/site/benjamimfq/ visível…
prof. Benjamim Medeiros (2016-17)

Espectro Visível da Luz Espectro Visível da Luz


Como é composta a luz branca? Todas as cores do espectro visível têm a mesma energia?

A luz branca ao atravessar água ou um prisma, decompõe-se A radiação visível não tem toda a mesma energia, sendo que:
num conjunto de cores (radiações) vulgarmente chamado de - a radiação vermelha é a menos energética.
arco-íris. - a radiação violeta é a mais energética.

O conjunto de radiações visíveis chama-se espectro visível da luz. As radiações mais energéticas têm:
- maior frequência.
Apesar da luz ser constituída por cores diferentes, no vazio todas as
- menor comprimento de onda.
cores viajam à mesma velocidade (“velocidade da luz”).
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Meta 2.1: Indicar que a luz (radiação ou onda eletromagnética) pode ser detetada como
Espectro Eletromagnético partículas de energia (fotões), sendo a energia proporcional à frequência dessa luz.
E em relação ao resto de todas as radiações, incl. as que não vemos?
Energia da Radiação
Espectro Eletromagnético: conjunto de todos os tipos de luz, ou
E qual a natureza do comportamento da luz?
seja, de todas as radiações eletromagnéticas.
A luz tem um comportamento dual, sendo
que numas circunstâncias se assemelha a
uma onda e noutras a uma partícula (fotão).
O que é um fotão?
Fotão: uma pequeníssima porção de luz que contém uma
determinada energia.
Como se calcula a energia de um determinado fotão?
E = energia (J)
Efotão = h f h = constante de Planck (6,63×10-34 J s)
f = frequência (Hz)
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Energia da Radiação Energia da Radiação


Se um feixe de radiação tiver vários fotões, qual a energia? Afinal, do que depende a energia de uma radiação?

Efeixe = N h f N = n.º de fotões A energia do fotão depende apenas da sua frequência.

A energia do feixe de radiação depende da energia de cada fotão


Como determinamos a frequência de propagação da radiação?
e do número total de fotões.
v = velocidade da luz (no vácuo = 3,0×108 m.s-1)
= × Nota: todos os corpos emitem radiação, a energia da radiação depende
f = frequência (Hz)
λ = comprimento de onda (m) do tipo de corpo e da sua temperatura.
=

Nota: maior energia → maior frequência → menor comp. de onda


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Espectros Contínuos e Descontínuos Espectros Contínuos e Descontínuos
Que tipos de espectros podemos distinguir? E em relação aos espectros descontínuos?

Espectro: decomposição da luz emitida por um corpo. Espectro Descontínuo ou de Riscas: quando existem
interrupções entre as cores do espectro. Podem ser de emissão
O que é um espectro contínuo?
ou de absorção.
Espectro Contínuo: quando as várias cores se sucedem, sem
nenhuma interrupção. Estes são sempre espectros de emissão. de Emissão: têm um fundo escuro com linhas
Exemplos: o espectro da luz visível ou um espectro térmico. coloridas.
Espectros
Descontínuos de Absorção: têm um fundo colorido cortado
com algumas linhas escuras.
Os espectros térmicos também são espectros contínuos, resultam da
emissão de radiação de um corpo a uma dada temperatura. Os espectros descontínuos surgem devido às emissões ou
Quanto mais quente estiver o corpo opaco, a radiação emitida será absorções de energia de elementos químicos específicos.
mais energética. prof. Benjamim Medeiros (2016-17) prof. Benjamim Medeiros (2016-17)

Espectros Contínuos e Descontínuos Espectros Contínuos e Descontínuos


Então como se distinguem estes espectros descontínuos?

De onde obtemos os espectros contínuos e descontínuos?


O espectro descontínuo de emissão resulta do aquecimento do gás de Espectros Contínuos Espectros Descontínuos
um elemento, mostrando apenas as riscas de energia desse elemento.

Um espectro descontínuo de absorção resulta quando uma substância


é interposta à emissão contínua, absorvendo parte da energia do
espectro.
VIDEO

Meta 2.3: Distinguir tipos de espetros: descontínuos e contínuos; de absorção e de


prof. Benjamim Medeiros (2016-17) emissão. prof. Benjamim Medeiros (2016-17)
Espectroscopia Atómica Espectroscopia Atómica
Que diferenças existem entre os espectro de emissão e absorção do Dois elementos químicos diferentes podem ter o mesmo espectro?
mesmo elemento químico? Cada elemento químico tem um espectro único, ou seja, o
espectro de cada elemento é como uma “impressão digital”.

Os espectros de absorção e de emissão para um elemento


químico são complementares.
As riscas de emissão estão na mesma frequência (ou energia)
que as riscas de absorção.

Se juntarmos o espectro de absorção e de emissão de um mesmo


elemento químico obtemos um espectro contínuo.
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Espectroscopia Atómica Espectroscopia Atómica


Que utilidade tem saber o espectro de um elemento?
Espectroscopia Atómica: técnica que usa espectros para analisar
a matéria e identificar quantidades vestigiais de elementos
químicos.

Meta 2.9: Comparar espetros de absorção e de emissão de elementos químicos, concluindo que são
característicos de cada elemento.
Meta 2.10: Identificar, a partir de informação selecionada, algumas aplicações da espetroscopia atómica
(por exemplo, identificação de elementos químicos nas estrelas, determinação de quantidades vestigiais em
química forense). prof. Benjamim Medeiros (2016-17)
Modelo Atómico de Bohr Modelo Atómico de Bohr
Mas porque é que os elementos químicos apenas emitem determinadas energias? O que acrescentou Niels Bohr ao modelo?
Os principais cientistas a responder a esta Para o átomo de hidrogénio, Bohr criou um modelo onde:
questão foram:
1) O eletrão só pode estar em órbitas fixas (errado: nuvem eletrónica).
- Max Planck (1858-1947)
- Niels Bohr (1885-1962) 2) Cada órbita tem uma energia específica.

3) Se o eletrão não muda de órbita, ele não absorve nem emite energia.
O que afirmou Max Planck acerca da estrutura dos átomos?
4) Quando um eletrão absorve uma quantidade exata de energia,
Planck deduziu que os átomos têm espectros
transita para um nível superior.
descontínuos porque só existem alguns níveis
de energia aceites pelo eletrão no átomo. 5) Se um eletrão transita para um nível inferior, então emite uma porção
específica energia.
Os eletrões só podem estar em níveis
específicos de energia, níveis de energia com
valores inteiros (1,2,3…).
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Modelo Atómico de Bohr Modelo Atómico de Bohr


Mas como podem os eletrões subir de nível? E mantêm-se sempre num estado excitado?
Excitação Eletrónica: um eletrão sobe de nível se absorve a energia Nota: a tendência natural de um eletrão num estado excitado será
específica da diferença entre os níveis, ficando num estado excitado. regressar ao estado de energia mínima – estado fundamental.
A energia absorvida pode ser por aquecimento, eletricidade ou radiação
eletromagnética. Desexcitação Eletrónica: quando o eletrão desce de nível, este emite
energia sob a forma de radiação electromagnética (“luz”).

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Átomo de Hidrogénio Átomo de Hidrogénio
Vamos aplicar o modelo de Bohr ao átomo mais simples, o Hidrogénio. Níveis de energia (E / J)

Qual o valor de energia que cada nível para o átomo de hidrogénio? A energia de um nível eletrónico é n=∞
n=5 − , ×
 1  sempre negativa, sendo definida n=4
En = −2,18 ×10 −18 ×  2  En = energia do nível (J) − , ×

n = número do nível de energia como nula quando o eletrão deixa de n=3 − , ×


n  estar sob influência do núcleo, isto é,
Nota: esta fórmula apenas pode se aplica ao átomo de hidrogénio. quando o átomo fica ionizado.
n=2 − , ×
E em que nível de energia tende a estar o eletrão?
Quanto menor for o nível, menor é
Estado fundamental: quando os eletrões do átomo estão no nível a sua energia, átomo + estável.
energético mais baixo possível (n = 1 para o átomo de hidrogénio). n=1 − , ×

Estado excitado: quando pelo menos um eletrão está num nível de


Atenção, os eletrões no átomo não tem energia “negativa”.
energia superior.
Apenas foi definida desta forma em comparação com um eletrão livre.
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Átomo de Hidrogénio Espectro de Emissão do Hidrogénio


Como calculamos a energia emitida ou absorvida por um eletrão? Então como poderemos explicar o espectro de emissão do hidrogénio?
ΔE = variação de energia (J)
ΔE = Enf – Eni Enf = energia do nível final (J)
Eni = energia do nível inicial (J) Cada risca corresponde à transição entre dois níveis diferentes.
Pela variação da energia sabemos se houve absorção ou emissão? A radiação emitida tem um valor igual à diferença de energia entre os
níveis.
Se a variação de energia (ΔE) for negativa,
O espectro dos átomos é de riscas porque os átomos não emitem todas as
o eletrão perdeu energia, emitiu radiação. quantidades de energia. Os eletrões, ao descerem de nível, emitem uma
quantidade específica de energia igual à diferença de energia entre níveis.
Meta 2.5: Identificar a existência de níveis de energia bem definidos, e a ocorrência de
transições de eletrões entre níveis por absorção ou emissão de energias bem definidas,
Se a variação de energia (ΔE) for positiva, como as ideias fundamentais do modelo de Bohr que prevalecem no modelo atual.
eletrão absorveu energia. Meta 2.6: Associar os níveis de energia à quantização da energia do eletrão no átomo de
hidrogénio e concluir que esta quantização se verifica para todos os átomos.
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Espectro de Emissão do Hidrogénio Espectro de Emissão do Hidrogénio
Mas como aparecem as riscas? Que tipos de energia estão envolvidas nas transições no átomo de H?
Quando os átomos de hidrogénio Por desexcitação eletrónica, um átomo de hidrogénio pode emitir:
absorvem energia específica, os luz infravermelha.
luz visível
eletrões sobem para estados de luz ultravioleta
energia mais elevados, são Em que situações estão envolvidas cada uma destas radiações?
excitados. São distinguidas três séries principais de emissão do hidrogénio:
1) Série de Lyman: as transições mais energéticas, desexcitação para
Mas os eletrões excitados têm
o nível 1. A energia envolvida é ultravioleta (UV).
tendência a regressar a níveis de
2) Série de Balmer: desexcitação para o nível 2. A energia envolvida é
energia mais baixos, são
visível, sendo a cor mais energética quanto maior o “salto” energético.
desexcitados. Neste processo,
3) Série de Paschen: desexcitação para o nível 3. A energia envolvida
libertam a energia que absorveram. VIDEO
é infravermelha (IV).
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Espectro de Emissão do Hidrogénio Espectro de Emissão do Hidrogénio


Níveis de energia (E / J)
n=∞
n=6
n=5
n=4

n=3
Paschen (IV)

n=2
Balmer (Visível)

Estado fundamental n=1


Lyman (UV)

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Espectro de Emissão do Hidrogénio Energias de Remoção Eletrónica
E de onde vêm as diferentes cores do espectro de Balmer? Será possível dar tanta energia a um eletrão, que este é removido do átomo?
Para os eletrões, além da energia cinética do seu movimento, há:
- Atração: entre protões (+) e eletrões (-), por terem carga oposta.
- Repulsão: dos eletrões (-) entre si, por terem carga igual.
Vermelho: transição visível menos energética, de n = 3 para n = 2.
Violeta: transição de n = 6 para n = 2.

Nota: as transições de n > 6 para n = 2 ocorrem na gama dos UVs. A energia dos eletrões depende das
atrações e repulsões a que estes
E para subir de nível de energia, que tipo de radiação tem de ser absorvida?
estão sujeitos.
Na descida para o nível 1 existe emissão de UV.
Assim, para subir a partir do nível 1 para outro nível superior tem de
haver absorção de UV. Meta 2.11: Indicar que a energia dos eletrões nos átomos inclui o efeito das
atrações entre os eletrões e o núcleo, por as suas cargas serem de sinais contrários, e
O nível mais baixo é que “decide”. das repulsões entre os eletrões, por as suas cargas serem do mesmo sinal.
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Energias de Remoção Eletrónica Energias de Remoção Eletrónica


Como se chama a energia necessária para remover um eletrão? E se o eletrão receber uma energia igual ou superior à energia de remoção?
Energia de Remoção ou de Ionização: energia mínima necessária Se a Efotão = Eremoção, neste caso o eletrão é apenas removido do
para remover um dado eletrão de um átomo. átomo.

O que acontece se o eletrão receber uma energia inferior à de remoção? Se a Efotão > Eremoção, neste caso o eletrão é removido, sendo a energia
em excesso transformada em energia cinética, ou seja, o eletrão sai
com velocidade.

Efeito Fotoelétrico: capacidade de remover


eletrões com radiação.

Espectroscopia Fotoeletrónica: técnica para


determinar as energias de remoção de cada
eletrão num átomo.
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Energias de Remoção Eletrónica Energias de Remoção Eletrónica
Se um átomo tiver vários eletrões, terão estes a mesma energia de remoção? Se os eletrões têm diferentes energias de remoção, quais terão maiores valores?

Se os eletrões estiverem em níveis diferentes, haverá tantos valores de Os eletrões com maior valor de energia de remoção são aqueles que
energias de remoção quantos os estados de energia dos eletrões. ocupam níveis mais interiores, ou seja, níveis de menor energia.

Eletrão de valência
Eletrão do cerne
em média mais afastado do em média mais próximo do
núcleo núcleo
menor atração núcleo- maior atração núcleo-
eletrão eletrão
Núcleo
mais fácil remover o eletrão mais difícil remover o
eletrão
Menor energia de
remoção eletrónica, Er Maior energia de
As setas representam energias de remoção. Para cada nível de energia
remoção eletrónica, Er
diferente existe um valor diferente de energia de remoção eletrónica.

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Energias de Remoção Eletrónica Energias de Remoção Eletrónica


Terão elementos químicos diferentes, valores diferentes de energias de remoção?
Tabela 2 - Energias de remoção eletrónica em kJ mol−1
Tabela 1 - Energias de remoção eletrónica em kJ mol−1

7N 8O 9F 10Ne 11Na 12Mg


1H 2He 3Li 4Be 5B 6C

496 737

801 1086 1402 1314 1681 2084 3280 5200

520 899 1248 1601 1962 2748 3652 4677 6368 8860

1312 2373 5596 11096 18525 27788 38883 51909 66960 83951 103721 126000

Meta 2.13: Concluir, a partir de valores de energia de remoção eletrónica, obtidas


por espetroscopia fotoeletrónica, que átomos de elementos diferentes têm valores
prof. Benjamim Medeiros (2016-17) diferentes da energia dos eletrões. prof. Benjamim Medeiros (2016-17)
Energias de Remoção Eletrónica Energias de Remoção Eletrónica
Eletrões do mesmo nível de energia de átomos diferentes possuem
valores de energias de remoção diferentes.
Mas poderemos retirar outra conclusão a partir das energias de remoção?

O que podemos concluir dos gráficos anteriores?


No nível 2, existem dois subníveis, sendo que:
- um deles tem o mesmo n.º de eletrões que o nível 1.
Observa-se que os valores do 2.º e 3.º picos são relativamente próximos - o outro subnível tem mais eletrões que o nível 1.
e geralmente dentro da mesma ordem de grandeza. Depois veremos que no nível 2 distinguimos dois subníveis, o 2s e o 2p.
Dentro dos níveis de energia superiores a 1 é possível definir subníveis Nota: a energia do eletrão no nível é o simétrico da sua energia
de energia, ou seja, há pequenas diferenças energéticas dentro de mínima de remoção deste nível: Erem = - Enível
cada nível. prof. Benjamim Medeiros (2016-17) prof. Benjamim Medeiros (2016-17)

Modelo da Nuvem Eletrónica Modelo da Nuvem Eletrónica


Meta 2.12: Associar a nuvem eletrónica a uma representação da densidade da
Mas o Modelo de Bohr, com as órbitas fixas, corresponde à realidade?
distribuição de eletrões à volta do núcleo atómico, correspondendo as regiões
mais densas a maior probabilidade de aí encontrar eletrões.

Só é possível conhecer a localização do eletrão em termos de


probabilidades – modelo da nuvem eletrónica.

Quanto mais densa a nuvem eletrónica, maior a probabilidade de


encontrar um eletrão. prof. Benjamim Medeiros (2016-17) prof. Benjamim Medeiros (2016-17)
Modelo da Nuvem Eletrónica Orbitais Atómicas
Se o Modelo de Bohr fala em órbitas, como se chamam neste modelo as zonas Mas como são as orbitais? De que forma se associam aos níveis e subníveis?
onde podem estar os eletrões?
Cada nível pode ter diferentes orbitais, sendo que quanto maior o nível
Orbital: zona de elevada probabilidade de encontrar um dado eletrão. (+ afastado do núcleo), mais tipos de orbitais pode conter.
Ao conjunto de todas as orbitais, corresponde a nuvem eletrónica. Que tipos diferentes de orbitais podemos distinguir?
Vamos distinguir três tipos diferentes de orbitais:
- orbitais s
- orbitais p
Orbital atómica é a função de
onda que é a solução da - orbitais d
equação de Schrödinger e
que representa a distribuição Quais as diferenças entre os tipos de orbitais?
no espaço de um eletrão no Orbital tipo s:
modelo quântico do átomo.
- existe em todos os níveis.
- orbital mais estável.
Meta 2.16: Associar orbital atómica à função que representa a distribuição no espaço
de um eletrão no modelo quântico do átomo. - tem forma esférica.
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Orbitais Atómicas Orbitais Atómicas


Orbital tipo p: Orbital tipo d:
- para níveis ≥ 2. - para níveis ≥ 3.
- existem três tipos de orbitais p, com a mesma forma mas orientações - existem cinco tipos de orbitais d.
espaciais diferentes (px, py e pz). - com formas e orientações diferentes.
- tem forma lobular.

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Orbitais Atómicas Spin dos Eletrões
Como já aprenderam antes, o nível 1 pode conter 2 eletrões. Estes dois
eletrões que ficam no nível 1 terão características todas iguais?
Sabe-se que numa mesma orbital as características de dois eletrões não pode
ser iguais.

Spin: propriedade magnética dos eletrões. O eletrão só pode assumir


dois valores simétricos: spin α ou spin β.
VIDEO Os spins α e β cancelam-se mutuamente.
Há livros que consideram que o spin seja +½ ou –½ em vez de α ou β .
Meta 2.17: Identificar as orbitais atómicas s, p e d, com base em representações
da densidade eletrónica e distingui-las quanto ao número e à forma. Meta 2.15: Indicar que os eletrões possuem, além de massa e carga, uma propriedade
prof. Benjamim Medeiros (2016-17) quantizada denominada spin que permite dois estados diferentes.

Configuração Eletrónica Configuração Eletrónica


Afinal como se distribuem os eletrões por estes níveis e subníveis? E qual a sequência de preenchimento das orbitais que devemos seguir?
Princípio da Exclusão de Pauli: em qualquer situação, cada orbital só Princípio da Construção (ou de Aufbau): quando um átomo está no
pode ter, no máximo, dois eletrões, desde que estes tenham spins estado fundamental os eletrões ocupam primeiro as orbitais de menor
opostos. energia e só avançam após estas estarem completas.
As orbitais podem representar-se esquematicamente por caixas
e os spins dos eletrões por setas. Os sentidos diferentes, para Um átomo num estado excitado pode
cima ↑ ou para baixo ↓, indicam os spins α e β. não respeitar o Princípio da
Construção, mas tem de respeitar o
• Orbitais com dois eletrões, temos: ou ;
Princípio de Pauli.
• Orbitais com um só eletrão temos: ou .
Ordem de preenchimento das
Eletrões em par, com spins opostos, dizem-se emparelhados.
orbitais:
Eletrões sozinhos numa orbital chamam-se desemparelhados. 1s 2s 2p 3s 3p 4s 3d 4p…
Meta 2.18: Indicar que cada orbital pode estar associada, no máximo, a dois eletrões,
com spin diferente, relacionando esse resultado com o princípio de Pauli. prof. Benjamim Medeiros (2016-17)
Configuração Eletrónica Configuração Eletrónica
Mas dentro das orbitais p existem 3 orientações, como são preenchidas? Regra de Hund: no estado fundamental, as orbitais degeneradas
Orbitais do mesmo nível e subnível têm a mesma energia, são (mesma energia) devem primeiro ser preenchidas com eletrões do
chamadas de orbitais degeneradas. mesmo spin e só depois com eletrões emparelhados (spin oposto).
Vamos ver para o exemplo do átomo de carbono e de oxigénio: 6C e 8O
E2px = E2py = E2pz

As cinco orbitais 3d têm todas a mesma energia. Correto:

Errado:

Nota: nas orbitais degeneradas, como têm igual energia, é indiferente a


ordem de preenchimento destas desde que respeitem a regra de Hund.
6C: 1s2 2s2 2px1 2py1 2pz0 6C: 1s2 2s2 2px0 2py1 2pz1

Meta 2.19: Concluir, a partir da energia de remoção, obtidas por espetroscopia


fotoeletrónica, que orbitais de um mesmo subnível np, ou nd, têm a mesma energia.

Configuração Eletrónica Configuração Eletrónica


Nota: um átomo num estado excitado pode não cumprir o Princípio da Cerne Nível de valência
Construção ou a Regra de Hund, mas cumpre o Princípio de Pauli. Eletrões do nível de energia
Conjunto do núcleo e de todos
mais exterior. São os mais
os eletrões interiores, isto é, os
Vamos ver para o exemplo do átomo de azoto (nitrogénio): 7N importantes, por exemplo na
que não são de valência.
formação de iões.

5B – 1s2 2s2 2p1 5B – 1s2 2s2 2p1

7N → 1s2 2s2 2px1 2py1 2pz0 3s1 ► Possível estado excitado

7N → 1s2 2s2 2px2 2py1 2pz0 ► Possível estado excitado


VIDEO
2 3 1 1 0
7N → 1s 2s 2px 2py 2pz ► Estado impossível
Como identificamos na distribuição eletrónica os eletrões de valência?
Eletrões de valência: são os eletrões do nível mais elevado, são os
que participam nas reações químicas.
Meta 2.20: Estabelecer as configurações eletrónicas dos átomos, utilizando a notação
spd, para elementos até Z = 23, atendendo ao Princípio da Construção, ao Princípio da
► último nível = 2 4 eletrões de valência Exclusão de Pauli e à maximização do número de eletrões desemparelhados em
orbitais degeneradas.
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