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Necropsia em Avicultura (Parte I - a autoavaliação do procedimento).

• Autores: GUAHYBA, Adriano da Silva.


• Referência: Sanidade Avícola, Porto Alegre - RS, n.03, p.03, 2001.

"A verdadeira viagem da descoberta, consiste não em ver novas paisagens; mas sim, em
ter olhos novos".

Iniciando com esta frase, podemos resumir o fato de muitos congressos, livros, etc.
não darem a devida importância a este tema. Enumeremos as razões para isso:
- Muitos técnicos afirmam que até um avicultor com razoável prática pode
diagnosticar perfeitamente doenças avícolas. Não queremos com a frase anterior,
menosprezar o leigo à ciência veterinária, mas a verdade é que a falta do
conhecimento etiológico, patológico e epidemiológico das doenças aviárias, faz
com que o avicultor ou o "prático" não consigam inter-relacionar evidências
científicas, as quais requerem um rigor (critério) científico, somente aprendido
mediante ensino metodólogico e continuado em universidades.
- A escassez de veterinários no campo agregada ao pouco tempo que os mesmos
podem estar efetivamente dentro das granjas, faz com que estes sejam obrigados
a confiar em "necropsias" realizadas por outros.
- Muitas vezes, não nos damos conta que o único local onde as doenças aviárias
ocorrem uma de cada vez, sem sobreposição nem sinergismo, é durante as aulas
dos graduandos em Medicina Veterinária (na UFRGS, 3as e 5as, das 7.30a.m às
11.30a.m.). Este é o principal erro que um veterinário desavisado pode cometer, ou
seja, realizar a necropsia "com olhos de quem procura UMA doença em
específico".
- Outras vezes, bem mais comum de acontecer, é o diagnóstico correto de uma
doença, ou mais de uma, pelo veterinário, o posterior tratamento medicamentoso
do lote, a resolução do problema visível e a falsa sensação de tranquilidade.
Esquece-se, com freqüência, de que as manifestações clínicas de muitas doenças
são tão somente "cortinas de fumaça" (por favor, não esqueçam esse termo!), que
encobrem doenças muito mais maléficas às aves e prejudiciais aos bolsos, tanto
do avicultor como da indústria avícola. O veterinário, algumas vezes, se contenta
em medicar um lote com Escherichia coli, por exemplo, e não procura investigar o
que há por trás desta cortina de fumaça (E. coli). As doenças que levaram à
visualização clínica de certas enfermidades, geralmente não se manifestam
claramente e minam lenta e constantemente os lucros da avicultura.
- Ainda existe outro problema, que é a tentativa de proceder diagnósticos clínicos
sem o envio de material ao laboratório para confirmação. Em várias ocasiões, não
sabemos usar adequadamente as ferramentas laboratoriais que possuímos e
quando as usamos, não sabemos interpretar. Em conseqüência, não conseguimos
argumentar com o temido departamento de custos da Empresa e o final todos
sabem: a quantidade e a qualidade de exames laboratoriais são restringidos, pois
acha-se que tais exames não tem finalidade. O CDPA possui linha de pesquisa em
novos métodos para o gerenciamento da avicultura, que fornecem a devida
contribuição de determinadas monitorias laboratoriais para a produtividade (além
da produção) da empresa avícola.
Ao adentrar no assunto necropsia, queríamos em primeiro lugar fomentar esta
discussão e autoavaliar a forma com que temos abordado este tema até hoje. Este
é o primeiro de uma série de artigos, em que trataremos deste magnífico e não
bem explorado tema, que é a técnica e a interpretação dos achados de necropsia.
Nos próximos artigos, abordaremos outros itens, como contenção das aves, exame
ante mortem, eutanásia, exame post mortem (órgãos, lesões e doenças) e por
último, um artigo abordando o correto acondicionamento e envio de materiais ao
laboratório.
Esperamos ter despertado sua curiosidade e a partir do próximo artigo, temos a
pretensão de convidá-lo a ter "olhos novos" para romper e explorar o que há por
trás das "cortinas de fumaça".

A verdadeira viagem da descoberta, consiste não em ver novas paisagens; mas


sim, em ter olhos novos”.

Adaptado de: Guide for diagnosis of common poultry diseases. Benjamín Lucio-
Martinez (Cornell University)

Na verdade, a técnica de necropsia não é uma receita de bolo e pode ser realizada de
acordo com a preferência do veterinário. Além do mais, dependendo da suspeita clínica, a
necropsia é direcionada aos sistemas atingidos pela doença da qual se suspeita, o que de
forma alguma, inviabiliza um exame completo de todos os sistemas da ave. É
recomendado que seja realizada a necropsia em aves recém sacrificadas, pois as lesões
encontradas em aves mortas (mesmo há algumas horas) podem estar mascaradas por
alterações post mortem.

Exame clínico ante mortem

A contenção da ave doméstica é feita com a imobilização das pernas, asas ou de ambos.
Extensão do jarrete - imobilize as pernas, estendendo os jarretes e mantendo-os em
uma posição fixa, que permitirá o exame clínico da ave. Aproveite este momento para
examinar a articulação tibiometatarsiana, procurando qualquer alteração que possa estar
relacionada com artrite (palpar atentando para o aumento de volume, de temperatura e de
líquido sinovial). O exame simultâneo visa comparar as duas articulações (pode denunciar
assimetrias). Examine os pés, buscando evidência de anomalias, compactação de
excrementos e tamanho das unhas.
Chave de asa - cruze as asas, traga a ponta de uma asa para a frente e encadeie as
penas de vôo primárias sobre a outra asa. Este é um outro método que imobilizará a ave
para o exame clínico.
Mobilidade - coloque a ave em pé sobre uma superfície plana e cheque para evidência
de claudicação ou de incoordenação (desordens neurológicas). A coordenação de
movimentos de perna e asa podem ser verificados levantando a galinha pelas penas da
cauda.
Crista e barbelas - a crista e as barbelas devem ser examinadas atentando para o
desenvolvimento, cor, coleções de líquido e presença de lesões cutâneas.
Olhos - são examinados para observar qualquer anomalia que possa produzir cegueira
ou assimetria pupilar.
Narina e Sinus - pressione as narinas com os dedos no sentido caudo-rostral,
observando se há saída de exsudato.
Exame clínico ante mortem é feito com a
imobilização das pernas

Cavidade Oral - examine a orofaringe. Peculiaridade das aves: há uma fenda no palato e
a laringe não é guardada pela epiglote.
Penas - examine para evidência de parasitas externos, tais como piolhos (nas penas),
pulgas e carrapatos (na pele). A cloaca é a abertura comum para os tratos digestivo,
urinário e reprodutivo das galinhas. Os parasitas externos são muitas vezes encontrados
em torno deste órgão, bem como nas regiões entre pernas, debaixo das asas e no dorso.
No caso de aves trazidas ao laboratório, retirar a ave pelas asas e procurar parasitas na
caixa em que vieram (internos e externos). Observar a consistência dos excrementos
(diarréia).

Eutanásia

Quatro métodos aprovados de eutanásia podem ser usados em aves, sendo que todos
têm vantagens e desvantagens:
Desarticulação cervical (a campo): aplicada somente às aves em que as contrações de
morte possam ser apropriadamente controladas. Ela não é útil, por exemplo, em perus
adultos.
Eletrocutagem ou eletrocussão (em laboratório): pode produzir hemorragias que
prejudicam a interpretação de achados, e é perigoso para o operador.
Dióxido de Carbono (condições experimentais - onerosa)
Soluções barbitúricas (a dose é maior do que para mamíferos - inviável)

Exame post mortem

Ao executar os procedimentos de necropsia, é recomendado que sejam usadas luvas. O


uso de máscara é necessário, quando se suspeita de doenças como clamidiose, por
exemplo, em perus ou papagaios.

Depois da ave estar morta, molhe toda a região ventral para controlar o esvoejar das
penas durante o procedimento da necropsia (com água + detergente). Coloque a ave com
o peito para cima e com a cabeça para o lado oposto em que está o operador.

Um corte é feito sobre o lado medial da coxa. Este corte é estendido, inserindo-se o
polegar e rasgando a pele para frente. Pegue uma tesoura e junte os dois cortes laterais.
A articulação coxofemoral é desarticulada, forçando a sobrecoxa lateralmente. Repetido
sobre a outra perna, irá permitir que a ave fique estendida sobre suas costas em uma
posição mais ou menos fixa.
A pele é puxada de cima da musculatura do peito e o corte é estendido ao longo do
pescoço da ave, inserindo-se a tesoura no tecido cutâneo do pescoço, cortando-o até a
mandíbula inferior. A pele é rebatida para os lados. Neste ponto, a traquéia, esôfago,
nervo vago, e timo são expostos e examinados.

Início do exame post mortem

Nervo ciático, e músculos - o nervo ciático é exposto levantando-se o músculo


superficial sobre o lado medial da coxa. Expor os dois nervos, compará-los quanto à
simetria e palpá-los. A musculatura da perna é examinada com o objetivo de evidenciar-
se a presença de hemorragias ou de descoloração.

Articulações da perna e ossos - articulações dos dedos, do jarrete e o do joelho são


examinados para evidência de edema e são abertos à procura de exsudato. A epífise
distal do fêmur é cortada, e a placa de crescimento do osso e a medula óssea são
examinadas.

Esterno - faça um corte na extremidade do osso do esterno, usando tesouras serreadas.


Este corte é continuado até exatamente acima da articulação costo-condral, através da
entrada torácica, cortando-se o osso coracóide. Observar a superfície interna do esterno.

Sacos aéreos - Os sacos aéreos podem ser examinados depois do esterno ter sido
cortado de um lado. Os sacos aéreos da ave são estruturas membranosas, muito finas,
transparentes, exceto pela deposição de pequenas quantidades de gordura na ave sadia.

Coração e fígado - A junção do saco pericárdico ao esterno é rompida e o esterno


removido. Neste ponto, o coração e o fígado são expostos e amostras para o exame
bacteriológico podem ser tiradas usando-se para isso, um "swab" para perfurar o fígado.

O trato gastrointestinal (TGI) é então removido da cavidade peritoneal, inserindo-se os


dedos indicador e médio em torno da moela, que é o estômago muscular da ave,
seccionando transversalmente a região entre o proventrículo e o esôfago, retirando-se,
então, o proventrículo, a moela, e o intestino (não seccionar ainda entre o reto e a cloaca).
Colocar o TGI externamente à cavidade peritoneal (ao lado da ave).

Baço - embaixo do proventrículo está uma estrutura ovóide: o baço; Em algumas aves,
como em pombos, o baço pode ter formato colunar.

Alça duodenal, pâncreas e divertículo de Meckel - Imediatamente depois da moela,


nós encontramos a alça duodenal, e dentro da alça, o pâncreas. A medida em que se vai
descendo pelo intestino delgado, há uma outra estrutura de interesse, uma pequena proe-
minência no intestino médio. Ela é conhecida como divertículo de Meckel, e foi o ponto de
junção do saco vitelino ("gema") com o pinto, durante a embriogênese e em um curto
período de tempo após a eclosão.

Bursa de Fabricius (BF) - está sobre a parede dorsal da cloaca. A bursa de Fabricius é
um órgão linfóide, onde são formados os linfócitos B, responsáveis pela produção de
anticorpos. Este órgão está presente em aves saudáveis até elas alcançarem a
maturidade sexual. O intestino (porção retal) pode ser cortado após o exame da BF e
deixado de lado para exame posterior.

Glândulas tireóide e paratireóide - Antes de tirar o coração, siga as carótidas e encontre


as glândulas tireóide e paratireóide, associadas a elas.

Coração e fígado - Neste ponto, são examinados o coração e fígado e coletam-se


amostras para histopatologia, se for considerado necessário.

Pulmões - Uma vez que coração e fígado tenham sido removidos, pode-se examinar os
pulmões. Estes órgãos não são mantidos por pressão intratorácica como nos mamíferos.
Eles são mantidos por junção às estruturas adjacentes, e ao menos que estas junções
sejam rompidas, o pulmão da ave não irá colapsar. O pulmão é separado da caixa
torácica, utilizando-se a extremidade romba da tesoura ou dedos. Desde que o pulmão
tenha sido removido das costelas, as articulações costo-vertebrais e os nervos costais se
tornam visíveis.

Plexo Braquial - Anterior às costelas, junto à última vértebra cervical.

Gônadas, adrenais e rins - Imediatamente posterior aos pulmões estão as gônadas: um


par de testis no macho, e um ovário (esquerdo) na fêmea. Também encontram-se aí as
adrenais, que são amareladas e de forma triangular e os rins, que são multilobulados.
Três lóbulos do rim são aparentes: pronefros, mesonefros, e posnefros. As gônadas e as
adrenais são encontradas na extremidade anterior ao pronefros. Amostras de tecido renal
podem ser obtidas neste momento, desde que o rim seja parcialmente destruído quando
examinando o plexo lombo-sacral.

Plexo lombo-sacral (também chamado plexo ciático) - Ele se situa abaixo do


mesonefros. Esta parte do rim tem que ser removida para expor o plexo. A melhor
maneira é pressionar para fora o tecido renal com a extremidade dos dedos. O plexo é
formado por várias ramificações da medula espinhal, e duas destas ramificações formam
o nervo ciático.

Esôfago - Coloque o braço rombudo da tesoura dentro do bico da ave, e corte na


comissura do bico. Continue o corte seguindo o esôfago até o inglúvio.

Fenda palatina, turbinados, e sinus infraorbitário - Examine a cavidade oral e a fenda


do palato. Corte através do bico, ao nível da narina para expor os turbinados, e continue o
corte através dos turbinados até o sinus infraorbitário, procurando por evidência de
exsudato.

Traquéia - Coloque o braço pontudo da tesoura na laringe, e corte abrindo este órgão,
sem separá-lo do corpo da ave. Uma vez que a traquéia tenha sido cortada, seu lúmen
pode ser exposto, deslizando-se a tesoura para cima e para baixo. Só no ponto de
bifurcação da traquéia, dentro dos dois brônquios principais, nós encontramos a laringe
caudal ou siringe. A siringe é o órgão vocal das aves.

Cérebro - para examinar o cérebro e obter amostras, é necessário remover parte do


crânio. Isto é facilmente realizado cortando-se em torno do topo da cabeça da galinha,
começando no forâmen magno.

Proventrículo e moela - Separe os estômagos glandular e muscular do intestino. Corte-


os para abrir. Coloque a ponta da tesoura dentro da abertura do proventrículo e abra-o até
a moela. Remova o conteúdo da moela e, se necessário, lave cuidadosamente para
examinar seu revestimento. O proventrículo é o estômago glandular. A moela, por outro
lado, tem uma cutícula queratinosa, secretada por uma mucosa subjacente (coilina).
Examine a integridade e a coloração do revestimento queratinoso. Após, remova-o e
examine a mucosa.

Intestino - Comece abrindo o intestino no duodeno e siga-o através de toda a sua


extensão, incluindo o ceco em seu exame, procurando evidência de lesões coccidianas e
presença de vermes cilíndricos e chatos. Raspe a mucosa intestinal com uma lâmina e
examine-a ao microscópio, com o intuito de visualizar oocistos de Eimeria sp. e/ou ovos
de vermes (em laboratório).

O mais importante: Anote na ficha, todas lesões encontradas no lote necro-psiado,


procurando graduar os achados de necropsia, objetivando posteriores análises dos dados
(poucos veterinários fazem isso!!!).

No próximo artigo, discutiremos a respeito de possíveis diagnósticos realizados a partir de


lesões encontradas (por sistema).

Dr. Adriano da Silva Guahyba


Méd. Vet., Doutorando.

Necropsia em avicultura (Parte III - alterações antemortem / etiologia).

• Autores: GUAHYBA, Adriano da Silva.


• Referência: Sanidade Avícola, Porto Alegre - RS, n.05, p.04-05, 2001.

Adaptado de: Guide for diagnosis of common poultry diseases


Benjamín Lucio-Martinez (Cornell University)

No último artigo, discutimos a técnica de necropsia. Neste artigo, vamos falar dos
eventuais achados antemortem encontrados durante o referido procedimento.
Vamos abordar uma lista de diferentes alterações e as respectivas causas. Este
artigo não tem a pretensão de esgotar o tema. Ele se restringirá a relatar os
problemas mais freqüentemente encontrados em necropsias realizadas no CDPA -
UFRGS (www.ufrgs.br/ppgcv/cdpa) ao longo dos últimos anos. Diante de cada
achado observado, serão descritas as causas em ordem decrescente de
ocorrência. Causas incomuns estão entre colchetes e as que afetam outras
espécies que não a galinha, serão especificadas. É importante realizar o exame do
lote como um todo, obtendo-se uma história completa do caso, examinando-se
tanto as aves mortas quanto as doentes e as aparentemente sadias. É
imprescindível que o número de aves remetido ao laboratório se constitua numa
amostra representativa do problema sanitário existente no lote.

Exame antemortem
Caixa de transporte das aves: não descarte a caixa sem procurar por parasitas
nas fendas e frestas, assim como pela evidência de diarréia.
Ácaros nas fendas ou frestas da caixa: Ornithonyssus sylviarum: é um parasita
permanente da galinha. Se presente em grande número, pode ser encontrado na
caixa, bem como sobre o corpo da galinha. Dermanyssus gallinarum (ácaro
vermelho): é encontrado sobre a ave somente durante a noite. Pode estar presente
na caixa durante o dia, se a ave foi pega à noite.
Oocistos de Eimeria sp. ou ovos de parasitas: coccídios, e parasitas intestinais são
muito comuns em galinhas, e podem ser encontrados na ausência de doença
clínica.
Diarréia sanguinolenta: pode indicar infecção por Eimeria tenella, [E. necatrix];
enterite hemorrágica em perus.
Diarréia esverdeada: doença de Marek, tifo, septicemia, viremia (doença de
Newcastle, p.ex.), febre em geral.
Diarréia esbranquiçada: Lesões renais, pulorose.
1. Pescoço
1.1 Paralisia (pescoço flácido): botulismo, pseudobotulismo (doença de Marek).
1.2 Torcicolo, epistótono, opistótono: infecção do ouvido médio, doença de
Newcastle.
1.3 Espondilose: congênito, lesão vertebral do pescoço.
2. Asa e Movimentos de Asa
2.1 Falta de coordenação: doença de Marek.
2.2 Paralisia: doença de Marek, fadiga de gaiola em poedeiras, doença de
Newcastle, encefalomielite aviária em pintos muito jovens, encefalomalácia.
3. Cabeça
3.1 Tremor em galinhas entre 1-4 semanas (e perus): encefalomielite aviária.
3.2 Tiques: doença de Newcastle.
3.3 Torcicolo, opistótono, epistótono: doença de Newcastle, infecções do ouvido
médio (cólera aviária, salmonelose, pseudomonose em pombos), encefalomalácia
(condições septicêmicas em galinhas jovens).
3.4 Cabeça inchada: cólera aviária, septicemia, síndrome da cabeça inchada
(pneumovirose), influenza aviária, doença de Newcastle velogênica
viscerotrópica.
4. Crista e Barbelas
4.1 Falta de desenvolvimento: ave jovem.
4.2 Murcha: doenças crônicas.
4.3 Cianose: febre, septicemia, viremia, cólera aviária, cepas nefrotrópicas de
bronquite infecciosa (pode ter causado o que foi diagnosticado como crista azul de
galinhas no passado), leucose; "cabeça negra" (histomonose), crista azul ou
erisipelose dos perus.
4.4 Necrose aguda em perus: erisipela, cólera aviária.
4.5 Dermatite escamosa: favo (Dermatophyton gallinae).
4.6 Crostas: canibalismo, bouba aviária, favo.
4.7 Pústulas, crostas: bouba aviária.
4.8 Vesículas, nódulos: bouba aviária, [fotossensibilização], [dermatite vesicular].
4.9 Necrose: influenza aviária, septicemia, [ulceração por frio (em galinhas criadas
extensivamente)].
4.10 Edema, inflamação, exsudato caseoso nas barbelas: cólera aviária.
5. Olhos
5.1 Crostas, pústulas em torno do olho: bouba aviária.
5.2 Adesão das pálpebras: bouba aviária, laringotraqueíte infecciosa, coriza
infecciosa, [deficiência de vitamina A].
5.3 Pulgas sobre a pele, ao redor do olho: Echidnophaga gallinaceae.
5.4 Descoloração, ou deformação da íris (assimetria ou cegueira): doença de
Marek.
5.5 Hemorragia da pálpebra: laringotraqueíte infecciosa.
5.6 Exsudato caseoso entre a pálpebra e a córnea: bouba aviária, aspergilose,
[Oxyspirura mansoni (nematódeo da terceira pálpebra), deficiência de vitamina A].
5.7 Opacidade da córnea: doença de Marek, doença de Newcastle velogênica.
5.8 Panoftalmite: Salmonella sp., Pseudomonas sp., Aspergillus sp., e outras
septicemias, particularmente nas primeiras semanas de vida.
5.9 Cegueira: doenças acima, glaucoma [predisposição genética].
6. Narinas
6.1 Descarga nasal: bronquite infecciosa, doença de Newcastle, micoplasmose,
coriza infecciosa (mau cheiro).
7. Penas
7.1 Crescimento irregular das penas: síndrome de má absorção, [deficiências de
aminoácidos].
7.2 Perda de penas: muda natural ou induzida, [ácaros (Knemidocoptes gallinae)].
7.3 Penas quebradas: alojamento em gaiola, deficiência de aminoácidos.
7.4 Penas muito facilmente destacáveis: botulismo, dermatite gangrenosa.
7.5 "Lêndeas" na base das penas, presença de piolhos: infestação por piolhos.
7.6 Pulgas
7.7 Moscas: Pseudolynchia canariensis, em pombos.
8. Cloaca
8.1 Penas da cloaca sujas: (veja diarréia no início deste artigo).
8.2 Penas da cloaca "encarvoadas", presença de ácaro: Ornithonyssus sylviarum.
8.3 Sangue nas penas da cauda e/ou asa: canibalismo.
8.4 Sangue sobre a cloaca: prolapso de cloaca, canibalismo.
8.5 Prolapso de pênis em patos e outras aves aquáticas: enterite viral de patos
(peste dos patos).
9. Pele
9.1 Hemorragias: anemia infecciosa das galinhas, hepatite por corpúsculo de
inclusão.
9.2 Inflamação do folículo da pena: doença de Marek.
9.3 Pústulas, crostas: bouba aviária.
9.4 Crostas: favo (Dermatophyton gallinae).
9.5 Gangrena úmida: dermatite gangrenosa (Clostridium septicum e infecção por
Staphylococcus sp. em galinhas imunodeprimidas).
9.6 Gangrena seca: erisipela.
9.7 Vesículas: bouba aviária, dermatite vesicular (infecção por Staphylococcus
sp.).
9.8 Enfisema subcutâneo: ruptura de saco aéreo.
9.9 Pele engrossada (aparência de pasta): xantomatose.
10. Jarretes, pés
Examine os jarretes da ave, procurando edema, que possa ser evidência de artrite,
e também examine os pés, verificando a presença ou não de anomalias, tais como:
endurecimento de excreta, e crescimento anormal das unhas.
10.1 Edema na articulação do jarrete: com exsudato amarelo claro - infecção por
Mycoplasma gallisepticum; cor de rosa - infecção por Mycoplasma synoviae;
turvado ou caseoso - estafilococose, estreptococose, salmonelose, etc.
10.2 Encurtamento do tendão (gastrocnêmio): perose.
10.3 Engrossamento dos ossos: osteopetrose.
10.4 Aumento da epífise, curvatura dos ossos: raquitismo.
10.5 Ruptura do tendão gastrocnêmio: artrite viral.
10.6 Eritema dos jarretes: septicemia - dermatite gangrenosa; estafilococose;
viremia - doença de Newcastle, influenza aviária.
10.7 Hiperqueratose dos jarretes e metatarso: ácaro escamoso das pernas
(Knemidocoptes mutans).
10.8 Despigmentação em poedeiras: fêmeas que vem produzido ovos há várias
semanas.
10.9 Despigmentação em frangos de corte: síndrome de má absorção ou
deficiência de pigmentos na ração.
10.10 Rachaduras sobre a pele interdigital: deficiência de biotina, ácido
pantotênico.
10.11 Almofada plantar edemaciada: abscesso da almofada plantar, gota.
10.12 Necrose do dedo: trauma mecânico, ulceração por frio.
10.13 Excrementos encrostados: cama úmida.
10.14 Unhas dos dedos supercrescidas: alojamento em gaiola.
11. Sangue
11.1 Gotículas de gordura no sangue: parasitas sangüíneos: Haemoproteus
columbiae, espiroquetas em pombos.
11.2 Hematócrito baixo: anemia infecciosa das galinhas, leucoses, hepatite por
corpúsculo de inclusão.
No próximo artigo, discutiremos as alterações postmortem.

. Juntura Coxofemoral
1.1 Erosão da cabeça do fêmur ou cabeça do fêmur quebrada: necrose da cabeça do
fêmur, osteomielite. (a cartilagem pode ser separada facilmente até em galinhas
normais).

2. Pele da coxa, perna, peito e músculos


2.1 Aumento do folículo da pena: doença de Marek.
2.2 Depenamento muito fácil: botulismo, dermatite gangrenosa.
2.3 Pequenos nódulos brancos no tecido subcutâneo: Laminoscioptes cysticola (ácaro
subcutâneo).
2.4 Transudato sanguinolento sob a pele: dermatite gangrenosa, diátese transudativa
(deficiência de vitamina E/ Se).
2.5 Petéquias nos músculos: sacrifício da ave, doença de Gumboro, anemia infecciosa
das galinhas, hepatite por corpúsculo de inclusão, aflatoxicose, intoxicação por sulfa.
2.6 Necrose muscular: músculo branco (deficiência de vitamina E/ Se), aplicação de
vacinas emulsificadas com óleo ou antibióticos.
2.7 Músculos congestos: desidratação, septicemia, viremia (febre).
2.8 Músculos emaciados: doença de Marek, leucose linfóide, condições crônicas.
2.9 Tumores musculares: doença de Marek.
3. Sinus infraorbitário
3.1 Edema ou inflamação: laringo-traqueíte infecciosa, varíola aviária, Mycoplasma
gallisepticum, coriza infecciosa tem um “mau cheiro”.

Coriza infecciosa

3.2 Hemorragia: laringo-traqueíte infecciosa.


3.3 Exsudato caseoso: laringotraqueíte infecciosa, varíola aviária, Mycoplasma
gallisepticum em perus, coriza infecciosa.

4. Orofaringe
4.1 Bico amarelo em poedeiras: não está em produção ou está recentemente
começando.
4.2 Bico pálido em poedeiras: em produção ou recentemente fora de produção.
4.3 Bico supercrescido ou calos no bico: técnicas de debicagem defeituosa.
4.4 Engrossamento da comissura do bico: micotoxinas, (vistas mais freqüentemente
quando aves são alimentadas com ração farelada, ao invés de peletizada).
4.5 Rachaduras na comissura do bico: deficiência de biotina, ácido pantotênico.
4.6 Exsudato caseoso na fenda do palato: cólera aviária, varíola aviária diftérica, e outras
doenças respiratórias.
4.6 Manchas brancas: deficiência de vitamina A.
4.7 Pseudomembranas na faringe e traquéia: forma úmida da varíola aviária,
tricomoníase em pombos.

5. Traquéia
5.1 Traqueíte necrótica: laringo-traqueíte infecciosa, forma úmida da varíola aviária.
5.2 Hemorragias na traquéia: laringotraqueíte infecciosa.
5.3 Nematódeos hematófagos na traquéia: Syngamus trachea em perus, faisões,
codorna, e outros. [raro em galinhas].
5.4 Traqueíte catarral: bronquite infecciosa, cepas suaves da doença de Newcastle,
vacinas com vírus vivo contra doença de Newcastle, bronquite infecciosa, [larin-
gotraqueíte infecciosa].

6. Quilha
6.1 Bursite da quilha (edema, inflamação e/ou exsudato caseoso na bursa da quilha):
manqueira, prostração devido a outras doenças, cama com pouca espessura de
maravalha, cama úmida, piso duro.
6.2 Deformação da quilha: Raquitismo, osteoporose.

7. Costelas
7.1 Aumento das junturas costocondrais: raquitismo, osteomalácia.
7.2 Pontos brancos: leucose mielóide.

8. Subcutâneo do pescoço
8.1 Gotinhas de óleo na base do pescoço, abcessos, e/ou granulomas sob a pele do
pescoço: aplicação recente de vacina emulsificada com óleo.
8.2 Edema subcutâneo, pode estar tingido com sangue: doença de Newcastle velogênica
viscerotrópica, influenza aviária.
8.3 Atrofia do timo: doença de Marek, anemia infecciosa das galinhas, doença de
Gumboro.
8.4 Aumento do nervo Vago: doença de Marek.

9. Perna
9.1 Aumento no nervo ciático: doença de Marek.
9.2 Epífise tibial: (proximal).
9.3 Placa de crescimento do osso engrossada: raquitismo.
9.4 Crescimento anormal de cartilagem: discondroplasia tibial.

10. Medula Óssea


10.1 Abscessos: osteomielite.
10.2 Pálida a amarela: anemia infecciosa das galinhas (em pintos de 2-3 semanas de
idade), micotoxicose, intoxicação por sulfa.

11 Articulação do jarrete
11.1 Exsudatos: micoplasmose, estafilococose, estreptococose, salmo-nelose, artrite
viral.
11.2 Ruptura de tendão gastrôcnemico: artrite viral.
11.3 Deslocamento de tendão: perose.

12. Almofada plantar


12.1 Abcesso: estafilococose, micoplasmose, estreptococose, “pé inchado”.
12.2 Deposição de uratos: gota.

13. Cavidade abdominal


13.1 Ascite: síndrome ascítica (hipóxia e outros fatores), adenocarcinoma, [intoxicação
por sal, envenenamento com fenol em galinhas jovens], [intoxicação crotalária], [síndrome
tóxico gordurosa].
13.2 Hemorragias: ruptura do fígado devido à síndrome do fígado gorduroso ou outras
causas (leucose linfóide, por exemplo); hemorragia capsular perirrenal e ruptura da aorta
em perus.
13.3 Peritonite: viremia, septicemia.
13.4 Ovos (parcialmente ou completamente formados) na cavidade abdominal: disfunção
do oviduto (septicemia, viremia).

14. Sacos Aéreos


14.1 Exsudatos, vascularização: doença crônica respiratória (DCR), outras infecções
respiratórias, peritonite.
14.2 Nódulos brancos (granulomas): aspergilose em pintos jovens (perus, aves de caça,
e outras aves são suscetíveis em idade mais avançada. Pode haver colônias fúngicas nos
sacos aéreos).

15. Glândula Paratireóide


15.1 Aumento: raquitismo, osteomalácia.

16. Bursa de Fabricius


16.1 Atrofia: doença de Gumboro, aflatoxicose, doença de Marek, anemia infecciosa
das galinhas.
16.2 Inflamação e edema: estágios iniciais da doença de Gumboro.
Doença de Gumboro

16.3 Crescimento tumoral: leucose linfóide, [doença de Marek].


16.4 Exsudato: doença de Gumboro, doença de Newcastle viscerotrópica velogênica.
16.5 Necrose epitelial: doença de Newcastle viscerotrópica velogênica.

17. Pulmão
17.1 Aumento, consolidação: DCR, cólera aviária, Mycoplasma meleagridis (sinusite
infecciosa dos perus).
17.2 Nódulos brancos (granulomas): aspergilose, pulorose.

18. Costelas
18.1 Deformação: raquitismo.
18.2 Costelas frágeis: osteoporose.
18.3 Fratura da vértebra torácica: osteoporose (fadiga de gaiola em poedeiras).
18.4 Petéquias na caixa torácica: septicemia, viremia.
18.5 Aumento do plexo braquial: doença de Marek.

19. Testis
19.1 Tumores: doença de Marek, leucose linfóide.
19.2 Coloração escura: septicemia.

20. Ovário
20.1 Tumores: doença de Marek, leucose linfóide, adenocarcinoma (em poedeiras
velhas).
20.2 Forma anormal do óvulo: septicemia, viremia, manipulação brusca, falta de água
e/ou comida.
20.3 Óvulo descorado: septicemia.

21. Rim
21.1 Tumores: doença de Marek, leucose linfóide.
21.2 Nefrite: falta de água, doença de Gumboro, bronquite infecciosa.
21.3 Aumento do plexo ciático: doença de Marek, deficiência de riboflavina.

22. Coração
22.1 Coração Aumentado: síndrome ascítica, endocardite vegetativa; hemorragia
perirrenal capsular em perus, coração arredondado de perus.
22.2 Pericardite: DCR.
22.3 Nódulos brancos: Salmonella pullorum e aspergilose nos jovens de várias espécies,
doença de Marek em galinhas mais velhas.
22.4 Necrose miocárdica: [listeriose].
22.5 Endocardite: erisipela, estreptococose.
22.6 Petéquias na gordura coronária: septicemia (pasteurelose), viremia.

23. Fígado
23.1 Aumentado, pálido e com nódulos: doença de Marek, leucose linfóide.
23.2 Aumentado, necrose focal, coloração esverdeada: salmonelose (tifo).
23.3 Aumento, coloração esverdeada: Mycoplasma synoviae.
23.4 Necrose focal do fígado: septicemia.
23.5 Aparência acinzentada do fígado: infecções clostridiais, e outras septicemias.
23.6 Grandes áreas necróticas com hemorragia: histomoníase em perus e aves de caça.
23.7 Camada de fibrina sobre o fígado: DCR, colibacilose, outras septicemias.
23.8 Petéquias no fígado: hepatite por corpúsculo de inclusão, síndrome do fígado
gorduroso.
23.9 Amarelo, fígado gorduroso (normal em pintos recém eclodidos): síndrome do fígado
gorduroso (podem ser petéquias ou grandes hemorragias), aflatoxicose.

24. Baço
24.1 Aumento: doença de Marek, leucose linfóide, doença de Gumboro, viremia,
salmonelose, cólera aviária, outras septicemias; doença do fígado marmorizado de
faisões; enterite hemorrágica de perus.
24.2 Infarto: envenenamento com sulfa.
25. Intestino proximal
25.1 Entumescimento: decomposição (tempo longo entre morte e necropsia).
25.2 Entumescimento com constrições verticais, “semelhante a salsicha”: Eimeria
necatrix.
Serosa intestinal
25.3 Manchas brancas minúsculas e petéquias minúsculas: Eimeria necatrix.
25.4 Nódulos: doença de Marek, leucose linfóide, adenocarcinoma (em poedeiras
jovens).
25.5 Granulomas: [coligranuloma, tuberculose].

26. Pâncreas
26.1 Manchas brancas: pancreatite infecciosa (associada com síndrome de má
absorção), [crista azul de galinhas].

27. Proventrículo
27.1 Parede aumentada: doença de Marek.
27.2 Hemorragia: doença de Newcastle velogênica viscerotrópica, influenza aviária,
septicemia.
27.3 Manchas parecidas com hematomas: nematódeo Tetrameres americana.
27.4 Hemorragia (acompanhada com aumento de parede): doença de Marek.

28. Moela
28.1 Erosão: aflatoxina, gizerotoxina, fome, estresse, nematódeos em gansos.
28.2 Coloração esverdeada da parede: regurgitação de bile.
28.3 Perfuração da moela: aflatoxina, gizerotoxina, estresse severo, corpos estranhos,
etc.

29. Intestino
29.1 Parasitas: Ascaridia galli (mais comum dos nematódeos em galinhas), tênias.
29.2 Enterite: erisipelas, septicemia.
29.3 Enterite severa em perus: enterite coronaviral, enterite hemorrágica.
29.4 Linhas brancas através da mucosa duodenal: Eimeria acervulina.
29.5 Manchas brancas sobre a mucosa duodenal: Eimeria mivati.
29.6 Ulceras semelhantes a botões sobre a mucosa intestinal e as tonsilas cecais: doença
de Newcastle velogênica viscerotrópica, enterite viral de patos (peste dos patos).
29.7 Úlceras hemorrágicas superficiais: enterite ulcerativa (doença da codorna),
(ocasionalmente vista em galinhas imunodeprimidas).
29.8 Enterite severa, e hemorragia do intestino médio: Eimeria necatrix (somente
esquizontes são encontrados em raspados);
29.9 Exsudato cremoso (cor laranja ou tingido com sangue) no intestino inferior: Eimeria
maxima.

Coccidiose

29.10 Necrose coagulativa do reto e ceco inferior: Eimeria brunetti.

30. Endoturbinado
30.1 Exsudato: DCR, bronquite infecciosa, coriza infecciosa, doença de Newcastle,
infecções por Mycoplasma gallisepticum e M. synoviae, bronquite infecciosa das codornas
(codorna), clamidiose (pombos, perus).

31. Esôfago
31.1 Placas brancas: deficiência de vitamina A.
31.2 Pseudomembranas: varíola aviária, tricomoníase em pombos.
31.3 Engrossamento da parede: capilaríase em pombos e aves de caça, candidíase.

32. Papo
Igual no esôfago, e:
32.1 Sangue fresco: má cauterização na debicagem.
32.2 Líquido escuro (sangue digerido): perfuração da moela.
32.3 Distendido: papo pendular em doença de Marek, impactação do papo.

33. Cérebro
33.1 Petéquias, malácia, e/ou edema do cerebelo: encefalomalácia (deficiência de
vitamina E/ Se).

Neste quarto e último artigo sobre necropsia, esperamos ter cumprido o objetivo proposto
no primeiro artigo, que era o de ter “olhos novos” para romper e explorar o que há por trás
das “cortinas de fumaça”.
No próximo número da revista, pretendemos discutir dois assuntos interessantes:
• O porquê de proceder exames laboratoriais em avicultura.
• Como enviar material ao laboratório para exames laboratoriais em avicultura.
Dr. Adriano da Silva Guahyba
Doutor em Sanidade Avícola
guahyba@ufrgs.br