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1.

Introdução

O presente trabalho da cadeira de Planificação Mineira III, elaborado pelo estudante do 3ᵒano do
Curso de Engenharia de Minas aborda certos assuntos ligado a pilhas de estéril de carvão. Este
trabalho conte informações mecanicamente detalhadas como: Conceito de Estéreis, formação
geometrica das pilhas e sua Amostragens, como é feita a sua Amostra na Superfície, tendo em
conta as formas mais adequadas para a construção de uma pilha de estéril, as suas características
de resistência do depósito que são condicionadas por varios factores, e sem se esquecendo dos
dois métodos mais focalizado na formação de uma pilha de estéril que são os métodos
ascendentes e descendente.

2. OBJECTIVOS:

2.1. Objectivos Geral;

 Conhecer a forma de construção de uma pilha de estéril de mineiro de carvão


2.2. Objectivos especificos;

 Identificar a localização em relação aos corpos Hídricos tanto nas águas superficiais e
subterrâneas;
 Avaliar o sistema de classifição dos riscos numa pilha de estéril;
 Monitorar as estabilidades de inclinação dos taludes e controlar seus niveis de entulho.
 Minimizar a distância de transporte do estéril, da fonte geradora ao depósito

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3.CONCEITO

Estéreis são normalmente considerados materiais sem valor comercial proveniente do


decapeamento da jazida, sendo estocados sob forma de pilhas em talvegues e encostas nas
proximidades da lavra. Do beneficiamento do minério resultam os rejeitos que podem ser ativos
(contaminados) ou inertes (não contaminados), dependendo do tipo de minério e do processo
utilizado em seu beneficiamento. (Exemplo de operações de lavra de carvão mineral).
4.ASPECTOS GERAIS DE PILHAS DE ESTÉRIL

Planear, construir, operar na pilha de estéril são algumas das actividades normais de uma
empresa de mineração. As pilhas de estéril constituem uma das maiores estruturas geotécnicas
feitas pelos homens, sendo fundamental importância seu planejamento. Os custos associados a
essas estruturas normalmente representam parcela significativa nos gastos de uma mina
(Couzens, 1985).

4.1 PLANEAMENTO E CONSTRUÇÃO

A formação ordenada de pilhas de estéril deve compreender os seguintes pontos


básicos:

 Levantamento topográfico
 Investigações (Sondagem, Trincheira, Poços)
 Desmatamento
 Aberturas de acessos
 Retirada da camada de solo orgânico
 Drenagem da base
 Disposição do estéril
 Drenagem Superficial
 Acabamento das frentes
 Proteção das frentes com vegetação
 Monitoramento da pilha

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O planeamento de um deposito de estéril não é tão detalhado como um projecto de lavra, mas o
desenvolvimento de uma mina depende em geral da remoção de estéril.
Deste modo, realizar estudos e acompanhar a construção de deposito de estéril pode significar
uma medida importante, evitando problemas técnicos e económicos no empreendimento mineiro
como um todo (Couzens, 1985).
Cada local e projecto de disposição de estéreis são únicos, e condições específicas podem ditar
um número significativo de investigações geotécnicas e condicionantes de projecto. Geralmente,
investigações específicas para disposição de estéril não são realizadas durante a fase inicial de
exploração da mina, mas informações básicas colectadas na fase de exploração, como topografia,
geologia, hidrologia, clima, etc. podem ser avaliadas e utilizadas na fase de planeamento (Eaton
et al., 2005).
A fase de planeamento compõe-se de algumas etapas como a fase de exploração, fase de pré-
viabilidade, fase de viabilidade e projecto preliminar. A fase de exploração de uma mina é a
etapa em que as maiorias das informações são colectadas, e, geralmente para o planeamento de
um deposito, são utilizados os dados obtidos nesta fase (Eaton et al., 2005).
Segundo Welsh (1985), a fase de pré-viabilidade compreende a etapa de aquisição de
informações específicas sobre os locais prováveis para disposição do estéril procurando obter um
reconhecimento preliminar das áreas pré-seleccionadas, buscando dados referentes à geologia, à
topografia, à vegetação, à hidrologia, ao clima e possíveis informações arqueológicas, como
também projectos relevantes ou publicações (fotos aéreas, mapas geológicos, relatórios de
estações climáticas). Além disso, são também determinados os dados básicos sobre a disposição
do estéril, como a quantidade, o tipo do material, a origem e os métodos propostos para manejo e
disposição.
Do ponto de vista ambiental, duas questões devem ser consideradas. A primeira trata-se de um
estudo prévio das áreas disponíveis para disposição do estéril. É necessário conhecer os locais
pré-seleccionados e verificar se esses são destinados á reserva ecológica, se é um sítio
arqueológico ou histórico, se é nascente de alguma bacia hidrográfica. Esses locais devem ser
identificados, pois necessitam da liberação de órgãos competentes. A segunda refere-se à
descrição e classificação dos possíveis impactos ambientais, causados pela pilha de estéril. O
local escolhido deverá ser aquele onde os impactos ambientais sejam preferencialmente
mínimos.

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Preparar classificações preliminares das estruturas de disposição de estéreis, utilizando, por
exemplo, o sistema de classificação objecto dessa pesquisa, é uma outra opção na fase de pré-
viabilidade. O sistema de classificação é uma ferramenta de planeamento, pois propicia realizar
classificações preliminares dos possíveis locais para disposição do estéril, tornando-se possível
comparações entre estes locais quanto ao potencial de instabilidade, e estabelecendo o nível de
esforço de investigação, projecto, construção e monitoramento necessários para cada local de
acordo com a cada classe encontrada.
A selecção de um local para construção de uma pilha de estéril envolve algumas considerações
de ordem económica, técnica e ambiental. Esses factores devem ser primeiramente analisados em
separado, para em seguida serem avaliados em conjunto, a fim de se determinar um local, onde
os objectivos económicos e técnicos (por exemplo, a estabilidade) sejam maximizados e os
impactos ambientais minimizados. (Bohnet, 1985).
As últimas etapas do planeamento são a fase de viabilidade e o projecto preliminar. Na primeira
são conduzidos estudos para o projecto preliminar, além de tratar de questões específicas
esboçadas no estágio anterior, submetidas ao órgão ambiental. Nesta fase realizam-se
investigações de campo para obter uma melhor avaliação das condições do local e sua
adequabilidade, além de se determinar as características do material de fundação (resistência ao
cisalhamento, durabilidade, composição química) e de materiais que vão compor a pilha (Eaton
et al., 2005).

O projecto preliminar deve conter informações detalhadas como planos preliminares para a
disposição de estéril, avaliações das condicionantes ambientais, impactos potenciais, estratégias
de mitigação destes impactos e parâmetros de projecto para que possa ser submetido a avaliação
dos órgãos competentes. Finalizado, o projecto deve ser encaminhado ao órgão ambiental para
concessão da licença e caso algum problema seja identificado, a licença não é concedida até que
sejam realizados os estudos necessários para a complementação do mesmo e passar a etapa
subsequente.
5. FORMAÇÃO GEOMETRICA DAS PILHAS E SUA AMOSTRAGENS

Durante a formação de pilha de carvão, geralmente busca-se trabalhar com métodos, visando
remover o calor sensível que é liberado quando da oxidação. Enque a situações onde a ventilação
é adequada para manter a oxidação, mas não é suficientemente adequada para dissipar o calor

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produzido. Com isso, o próprio carvão absorve o calor, aumentando a temperatura interna na
pilha. As partículas de carvão de maior tamanho, durante a formação das pilhas, deslizam para a
região inferior desta (região também conhecida como “saia” da pilha) e as de menores tamanhos
situam-se em regiões intermediárias, ficando as partículas finas na superfície da pilha.

Algumas precauções podem ser tomadas durante a formação das pilhas visando prevenir

Possíveis problemas:

 Reduzir a circulação de ar no interior da pilha pela consolidação da superfície da pilha;


 Evitar a formação de pilhas de forte declividade;
 Aplicar a técnica de compactação, onde camadas sucessivas de 300 a 350mm de altura
são feitas e compactadas por máquinas de grande potência, até que a pilha atinja Alturas
de até 15m;
 A ventilação natural nos depósitos e estocada normalmente é adequada para remover
aumentos de temperatura localizados tão rapidamente quanto são gerados no processo de
oxidação. Entretanto, em situações onde a ventilação não é suficiente para dissipar o
calor produzido, o carvão vai absorver esse calor e a temperatura no depósito subira.
 A altura das pilhas é outro fator a ser levado em consideração durante a estocagem. Para
períodos curtos de estocagem sem compactação, a altura maxima da pilha recomendada
para carvões finos não deveria ultrapassar 8,00 metros.

Fig.1. Processo de formação das Pilhas Expermentais

5.1 Amostragens

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A caracterização de cada carvão foi realizada utilizando-se amostragens mensais em dois locais
diferentes da pilha: uma na superfície da pilha e outra no centro da mesma.

5.1.2. Amostra de Superfície da pilha de esteril

Essa amostra foi constituída da coleta manual de incrementos em vários pontos ao longo da pilha
com auxílio de uma pá.

Figura 2. - Coleta de incrementos da amostra de carvão na superfície da pilha.

5.1.3. Amostra de Centro da pilha de esteril

Essa amostra consistiu na coleta de incremento em dois pontos distintos, coletados a 1 mda
superfície da pilha. A amostragem foi realizada com auxílio do tubo (PVC) de 150 mm de
diâmetro, acoplado a uma empilhadeira.

Figura 3. - Coleta de incrementos da amostra de carvão no centro da pilha.

A cada amostragem, realizada mensalmente, foram coletadas 5 amostras de carvões, sendo


amostras da superfície e centro da pilha, totalizando 10 amostras de aproximadamente 25 kg
cada.

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6. Geometria da pilha de esteril

A partir do processamento dos dados topográficos, obteve-se o mapa planialtimétrico da pilha ,


onde são apresentadas suas características geométricas, volume e áreas.

Os ângulos de taludes e bermas, analisados através de perfis topográficos, que ilustram a


geometria individual de cada uma das bancadas e a geometria geral dos taludes em relação à
horizontal, podem ser vistos na Figura 5. Cada um destes perfis foi locado buscando a melhor
forma de interceptar o mais ortogonalmente possível as duas faces opostas abrangidas.

7. CONSTRUÇÃO DA PILHA DE ESTÉRIL

Pilhas de estéril: disposição de forma controlada e planeada do material obedecendo factores de


ordem económica, técnica, ambiental e social, em locais previamente determinados. Finalizada a
etapa de elaboração do projecto, passa-se à fase de construção. De um modo geral, a formação
ordenada de uma pilha de estéril deve compreender os seguintes pontos básicos:
7.1. Preparação da Fundação da pilha

A limpeza da cobertura vegetal, caso a pilha seja construída em área de mata densa ou floresta,
deve ser executada (ABNT, 2006).
De acordo com Eaton et al. (2005), os depósitos espessos de solos orgânicos ou turfosos devem
ser removidos favorecendo assim a estabilidade, pois estas camadas podem funcionar como uma
superfície desfavorável entre o terreno de fundação mais resistente e o material da pilha. Quando
os depósitos de solos moles são pouco espessos e a remoção seria a opção óbvia, análises devem
ser realizadas a fim de se verificar se o processo de disposição de estéril deslocará ou adensará,
suficientemente, o terreno de fundação fraco.

No local deverão ser executados os serviços de drenagem e desvio dos cursos de água existentes.
Os drenos de areia/pedregulhos podem ser uma alternativa nos casos de áreas com surgências ou
solos úmidos, direccionando a água para uma vala colectora. Os drenos de fundo podem consistir
em colchões ou valas preenchidas de pedregulhos. Onde se espera grandes vazões, tubos
perfurados podem ser instalados de modo a garantir maior vazão (Eaton et al., 2005).

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Observar na Figura n˚5.

Figura 5- Dreno de fundo


Em qualquer caso, os benefícios e o desempenho dos drenos devem ser avaliados sempre que
possível e acompanhados no tempo por meio de monitoramento. A formação de um aterro para
adensar o solo de fundação é uma alternativa à remoção e à drenagem de solos fracos e
saturados. Esses pré-carregamentos consistem, tipicamente, de aterros de 10 a 15 m (Eaton et al.,
2005).
7.2. Controle de Água Superficial

Segundo McCarter (1990), as pilhas de estéreis frequentemente cobrem grandes áreas e certos
cuidados precisam ser estabelecidos no sentido de controlar a água superficial. A água superficial
deve ser manejada de modo a impedir a saturação dos taludes expostos, prevenindo o
desenvolvimento de superfície freática dentro da pilha, protegendo a estrutura contra a perda de
finos por “piping”, além de minimizar erosões superficiais ou o desenvolvimento de rupturas por
fluxo de água nas superfícies dos taludes.
A água superficial proveniente da precipitação ou de outras fontes deve ser colectada e
direccionada para canais de escoamento ao redor da estrutura, ou conduzida por drenagem
interna.
Desvios da água superficial são frequentemente viáveis em pilhas construídas em encostas ou em
áreas planas, mas são difíceis de serem incorporados no caso de pilhas em vales fechados e
curtos e aterros que cruzam vales extensos.

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A plataforma de disposição da pilha deve ter um caimento de 1-2% a partir da crista para
direccionar a água colectada para uma valeta situada na parte posterior da plataforma (Eaton et
al., 2005).
Dreno de fundo de enrocamento é uma alternativa viável e económica frente a canais de desvios
de superfície, que são uma construções caras e de difícil manutenção. Os drenos de fundo de
enrocamento são geralmente aceitáveis, no caso de fluxo de até 20 m3/s (Eaton et al., 2005).
7.3. Método Construtivo da pilha de esteril

A disposição de estéril é feita normalmente por meio de camadas espessas, formando uma
sucessão de plataformas de lançamento espaçadas a intervalos de 10 m ou mais. A estabilidade
do aterro pode aumentar, controlando a largura e o comprimento das plataformas, e o
espaçamento vertical entre elas. Entre as plataformas deixam-se bermas, tendo como finalidades
o acesso, auxiliar na drenagem superficial e controle de erosão, além de suavizar o talude geral
da pilha.
A pilha pode ser construída de forma descendente ou ascendente. A construção ascendente,
como mostra a Figura n˚ 6, é preferida porque cada alteamento sucessivo é suportado pelo
anterior, cujo comportamento pode ser documentado e compreendido.
Qualquer ruptura terá de passar pelo banco anterior, que também atua como apoio para o pé do
talude do banco e fornece certo confinamento para os solos de fundação. Outro ponto positivo é
que o pé de cada banco é suportado em uma superfície plana, ou seja, na berma superior (Eaton
et al., 2005).

A construção de pilha pelo método ascendente pode dar-se de duas formas por camadas (Figura
n˚6) ou por bancadas. Na construção por camada a pilha vai sendo desenvolvida em horizontes
com espessura de até 1,5 m (camada), já na construção por bancada a pilha vai desenvolvendo na
altura de um banco (10, 15, 20 m, por exemplo).

Essa construção ascendente permite que sejam deixados terraços ou bermas. Resultam quando
em alteamentos sucessivos a disposição não se estende até a crista da plataforma anterior,
deixando assim uma berma. Essas podem ser deixadas em todas as plataformas ou em algumas
seleccionadas.

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Figura 6. Construção de uma pilha pelo método ascendente por camada.

A construção descendente, como mostra a Figura 7, não é recomendada porque a camada


posterior é suportada no pé do talude anterior. Neste caso, as condições de fundação e os taludes
do terreno natural na região do pé da pilha frequentemente são quem controlam a estabilidade.

Figura 7 . Construção de uma pilha pelo método descendente por camada.

A construção descendente pode ser melhorada com o uso de “wrap-arounds”. Essa alternativa de
projecto consiste em executar a expansão do aterro inicial com outro aterro descendente em
elevação mais baixa (equivalente a um banco) servindo como contraforte do aterro anterior. A
Figura n˚4 b) mostra a evolução desse tipo de construção. Evidentemente que esse tipo de
alternativa melhora e muito a estabilidade da pilha construída com o método descendente. As
plataformas ou bermas ficam localizadas a intervalos de 20 a 40 m e podem ter caimento para
baixo (Eaton et al 2005.)

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8.CLASSIFICAÇÃO DE PILHA DE ESTÉRIL

Um sistema de classificação propociona, em geral, descrições básicas das pilhas de estéril como,
por exemplo o sua configuração. Essas informações facilitam a comunicação e o entendimento
entre profissionais interessados em seus projectos e construção. Onde as discrições frequentes
fornecem, também, uma previsão sobre o comportamento interno da pilha (poro presses, níves de
água,) e prevenem sobre áreas de problemas potenciais, com o intuit de sereminvestigados e
corrigidos o mais cedo possível.
8.1. ESTABILIDADE FISICA DE PILHAS DE ESTERIL

O sistema de classificação adota nesta pesquisa a ser apresentado em avaliação as pilhas de


estéril Segundo o seu potencial de estabilidade.
Os factores a considerar para uma boa estabilidade de pilha de Estéril são os seguintes:
 Configuração da pilha;

 Inclinação do talude de fundação e grau de confinamento;

 Tipo de fundação;

 Qualidade do material da pilha;

 Método de construção;

 Condições piezométricas e climáticas;

 Taxa de Disposição;

 Sismicidade.

A configuração e as dimensões da pilha têm uma relação directa com a estabilidade. A altura da
pilha, por exemplo, está ligada à carga que será exercida sobre um determinado terreno de
Fundação. As variáveis geométricas primárias são a altura, o volume e a inclinação geral do
talude. Em relação à inclinação do terreno de fundação e o grau de confinamento, a situação mais
favorável é a formação côncava dos taludes em vale fechado (confinamento 3D); já a menos
favorável seria uma formação convexa dos taludes de fundação como no caso de aterros de
crista.

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As condições de fundação são factores-chave na estabilidade geral da pilha, e a causa mais
comum de ruptura. Nesse sentido, classificam-se as fundações em competente (fundação igual ou
mais resistente que o aterro), intermediária (resistência entre competente e fraca) e fraca
(capacidade de suporte limitada).

Características do material do aterro, como textura, resistência ao cisalhamento e durabilidade


são também muito importantes em relação à estabilidade da pilha. Os materiais mais favoráveis
são aqueles constituídos por materiais grosseiros, de rocha dura e durável, com pouco ou nenhum
fino.
Os menos favoráveis são materiais de capeamento ou rocha muito intemperizada com grande
percentagem de finos.
O método construtivo contribui também para a estabilidade, sendo o mais favorável o método
ascendente (empilhamento ascendente) em formas de bermas, e o pior, o método descendente em
talude único (bota-fora). A construção em que se dá preferência para a expansão da pilha na
direcção das curvas de nível (para o lado, na direcção do vale) favorece mais a estabilidade do
que perpendicular a elas (para baixo).
As condições piezométricas e climáticas são outros factores importantes para estabilidade,
sabendo-se que a água pode entrar no aterro, seja por infiltração directa, água superficial, ou
como percolação subterrânea. Uma situação de desenvolvimento de freática dentro do aterro, por
exemplo, será sempre uma condição adversa.

8.2. SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO

O sistema de classificação de pilhas de estéril é devidido em três partes principais:


 Avalição de Estabilidade das Pilhas;
 Classes de Estabilidade da Pilhas;
 Verficação de Enquadramento da classe.
8.3.Avalição de Estabilidade das Pilhas

Avalição de Estabilidade das Pilhas trata-se de uma metodologia para avaliar o potencial relative
em termos de estabilidade da pilha proposto. Ela é feita de uma forma semi-quantitativa
ponderando vários parâmetros chaves, enque para cada factor é dada uma pontuação e uma

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avalição global da estabilidade da pilha é calculada como a soma das avaliações individuais para
cada um dos vários factores analisados.

8.3.1.Avalição de Riscos

O risco pode ser definido como o produto do perigo pela ex posição, onde o perigo pode ser
medido em termos de frequência ou probabilidade de ocorrência e a magnitude de um evento
adverso, e a exposição pode ser medida em termos de proximidade do period, periodo de
exposição e impacto potencial.

8.3.2.Riscos para Pilha de Estéril

Para a pilha de estéril, o perigo pode ser de duas origens como: a estabilidade fisica do aterro
(p.ex. perigo de uma ruptura) e a estabilidade quimica (p.e.x. potencial para geração de
drenagem ácida).

Onde o sistema de clasificação, como exposto acima, trata dos aspectos da estabilidades fisica da
pilha, tendo o sistema de classificação de pilha produzido um significado relativo para avalição
da probabilidade ( e possível magnitude ) de instabilidade, ele não traz a medida de exposição
plausivel.

9. A INSTABILIDADE EM DEPÓSITOS DE ESTÉRIL INCREMENTA OS CUSTOS


OPERACIONAIS SOB OS SEGUINTES ASPECTOS:

 Indemnização de acidentes pessoais;

 Indemnizações e recuperações de propriedades;

 Perda ou dano em equipamentos;

 Danificações de estradas de acesso, linhas de energia e de instalações mineiras;

 Paralisação da produção para limpeza e correcção das instabilidades

 Limpeza e recuperação do meio ambiente ;

9.1.As características de resistência do depósito são condicionadas por factores tais como:

 Tipo e qualidade do material lançado;

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 Método de construção e equipamentos utilizados;

 Resistência dos materiais à degradação por agentes químicos e atmosféricos;

 Selagem de porções externas decorrentes de acções intempéricas;

 Nível da água;

 Teor de humidade;

9.2. LOCALIZAÇÃO DA PILHA DE ESTERIL EM RELAÇÃO AOS CORPOS


HÍDRICOS

A distância da área de disposição dos resíduos geradores de ácido em relação ao ambiente


aquático receptor (corpos hídricos superficiais e subterrâneos) é importante no aquático receptor
(corpos hídricos superficiais e subterrâneos) é importante nas próximas à área de disposição, por
exemplo, são mais facilmente alcançadas pelos efluentes, estando portanto mais expostas à
contaminação.
Da mesma forma águas subterrâneas que encontram-se a pequena profundidade (inferior a 3
metros) são mais sujeitas a contaminação, que pode ser evitada com a aplicação de estruturas de
retenção de percolados.
Além disso, estes projectos devem prever o monitoramento sistemático das águas superficiais e
subterrâneas vulneráveis à contaminação através da avaliação de parâmetros relativos à sua
qualidade e disponibilidade.
De maneira geral, a fim de identificar os efeitos da instalação de um empreendimento mineral
sobre a qualidade das águas da região onde ele se encontra, é recomendável a execução de um
programa de monitoramento que anteceda a implantação.

9.2.1. Para águas superficiais:

 Identificação e quantificação dos usuários das águas potencialmente afectadas pela área
de disposição;
 Medidas de fluxo médio e máximo do corpo hídrico para as estações, seca e chuvosas;

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 Determinação das variações da qualidade da água ao longo do ano para diferentes fluxos:
temperatura, oxigénio dissolvido, sólidos em suspensão, principais aniões, catiões e
metais, características biológicas e microbiológicas;
 Determinação da geometria do corpo hídrico (rio, córrego, lago, etc).

9.2.2. Para águas subterrâneas:

 Medidas de nível de água e identificação de usuários;


 Medida do volume de água disponível no aquífero e taxa de recarga;
 Determinação do coeficiente de armazenamento e condutividade hidráulica do material
granular ou rocha fracturada na qual o aquífero se localiza;
 Determinação das variações de qualidade da água.

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10. CONCLUSÃO
Após a elaboração deste trabalho concluiu - se que a construção de uma pilha de estéril deve ser
feita tendo em conta os factores ambientais, económicos, a topográficos do terreno, as
resistências, o modo como será monitorado as suas pilhas, assim de tudo ter em conta a
inclinação do material disposto e para que o material não degrade efectuam-se drenagens.

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11.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

OLIVEIRA, M.E- “Avaliação da Influência do Tempo de Estocagem em Pilhas na Qualidade de


Carvões Metalúrgicos”- Pós-Graduação em Engenharia Metalúrgica e de Minas, Dissertação de
Mestrado, Belo Horizonte, Escola de Engenharia da UFMG, 2008. Pag.52-58.

SANTOS, G.E- Recuperação Ambiental na Disposição de Estéril em Mineração de Calcário-


Tecnologia em Mineração, Universidade Federal do Pampa, Pag. 8-10.

ARAGÃO, G.A.S- Classificação de Pilhas de Estéril na mineracão- Pós-Graduação do


Departamento de Engenharia de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto, Cidade de Ouro
Preto, fevereiro de 2008, pag 1-19.

www.scribd.com , Pilha de Estéril na Mina de Ferro- Vale Brasil, procurado no dia 17 de


Agosto de 2016.

www.teses.usp.br, Pilhas de Estéril e Rejeito, procurado no dia 18 de Agosto de 2016.

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