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A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos

construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em


modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O uso indiscriminado das
tecnologias digitais por crianças”, apresentando proposta de intervenção que respeite os
direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e
fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I

Os números da pesquisa "Consulta Brasil: o que as crianças e adolescentes têm a dizer


sobre o uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC)" foram divulgados nesta terça-
feira (21). No total, a publicação contém relatos de 6,3 mil participantes com idades entre 9 e
17 anos, de todas as regiões do país. O objetivo do material consiste em orientar a sociedade
sobre a utilização da tecnologia na faixa etária.

A ação é uma iniciativa da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente


(SNDCA), do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), em parceria
com a entidade civil Viração Educomunicação. Durante o projeto foi utilizada a metodologia
PerguntAção, desenvolvidada pela Rede Conhecimento Social, que incluiu a realização de
oficinas presenciais com 300 crianças e adolescentes.

Entre as constatações, a pesquisa aponta que 66% das crianças declararam ter
começado a usar redes sociais antes dos 12 anos, inclusive mentindo sobre a idade para ter
acesso a um perfil. Por outro lado, apenas metade dos entrevistados informaram que
possuem algum acompanhamento dos pais ou responsáveis durante as atividades que fazem
na internet.

Neste sentido, o titular da SNDCA, secretário Maurício Cunha, ressalta que é dever do
Estado, da família e da sociedade zelar pela defesa e promoção de direitos do segmento,
conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ele também cita que é
preciso combater práticas criminosas virtuais, como a pornografia infantil na internet.

"Essa ação conjunta com a Viração Educomunicação visa colaborar para a atuação de
profissionais do Sistema de Garantia de Direitos (SGD) e proporcionar que meninos e meninas
façam uso seguro, consciente e criativo das ferramentas tecnológicas, a partir de uma
metodologia que favorece a participação das crianças e adolescentes em todos os processos",
acrescenta.

Segundo a pesquisa, 86% das crianças e adolescentes usam a internet diariamente e


80% da faixa etária até 12 anos informou acessar no mínimo 1 vez por dia. Do total que “não
usa”, 15% vive em área rural e 2,5% em área urbana.

Para 51% dos entrevistados, os adolescentes se abrem mais na internet do que com os
pais. Para completar, 46% afirma que se tivessem mais atenção da família, as crianças e
adolescentes passariam menos tempo no celular.

"É preciso rever prioridades. De acordo com a percepção dos próprios entrevistados, há
muito conteúdo impróprio e perigoso na internet, embora a rede virtual possa ajudar de
diferentes maneiras. Nós gestores, pais e responsáveis precisamos estar cada vez mais atentos
para combater crimes virtuais e proteger nossas crianças e adolescentes", conclui o secretário.

Fonte: https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2020-2/julho/pesquisa-nacional-alerta-para-
os-perigos-da-tecnologia-na-infancia-e-adolescencia
TEXTO II

Os riscos da tecnologia excessiva

Pesquisas científicas mostram um aumento no risco de vários problemas emocionais e


neurológicos, diante do uso superior a quatro horas diárias dessas tecnologias; e quanto
menor a idade, menos tempo é indicado para o uso delas. O que encontramos, no entanto, é
uma realidade bem diferente.

Quais os riscos envolvidos? Tais pesquisas revelam que os principais prejuízos são:
sensação de solidão, depressão, obesidade, ansiedade, baixa autoestima e aumento de
agressividade. As pesquisas, em diversas universidades de renome, indicam que boa parte dos
adolescentes que costumam passar muito tempo conectados sentem desânimo, tristeza ou
depressão pelo menos uma vez por semana. Esse sentimento de vazio pode ser potencializado
em uma casa onde todos, nos momentos de possível convivência, encontram-se “conectados
e isolados em seu mundo”.

Todos, em casa, estão com seus celulares, tablets e computadores, muitas vezes, num
mesmo ambiente, mas com zero interação. Não existem mais conversas durante ou após o
jantar; muito pouco se dialoga. Eles não contam suas histórias de vida, não falam sobre o que
se passou com eles naquela semana e coisas do tipo.

Existe, então, um risco físico? Estudos mostram que o cérebro superexposto a essas
tecnologias, pode ter um déficit em seu funcionamento, tanto em execução quanto em
atenção, pode sofrer com atrasos no aprendizado, raiva expressiva, maior impulsividade,
dificuldade de concentração entre outros sintomas (Small 2008, Pagini 2010). Questões de
concentração e memória (sem concentração é mais complicado armazenar dados em nosso
cérebro) acontecem, porque o cérebro toma atalhos até o córtex frontal para lidar com tal
rapidez de informação (Christakis 2004, Small 2008). Logo, se uma criança tem dificuldade na
concentração, também terá dificuldade para aprender. Nesse sentido, podemos pensar que
essa seja uma das causas do aumento de casos de déficit de atenção e hiperatividade entre
crianças, especialmente.
O caminho não é a proibição do uso, mas a consciência dele e sua adequação para cada
faixa de idade, lembrando que, o apego ao uso de tecnologia pode levar a prejuízos
desnecessários. Carinho, amor, interação social, contato e outras atividades fazem parte do
nosso desenvolvimento saudável.

Fonte (adaptado): https://formacao.cancaonova.com/atualidade/tecnologia/os-riscos-do-uso-da-


tecnologia-por-criancas-e-adolescentes/
TEXTO III

Recomendações aos pais para o bom uso das mídias digitais

Fonte: http://blog.smp.org.br/tecnologia-criancas-adolescentes/