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Disciplina: Comunicação e Linguagens.

Prof.ª: Elaine Fonseca


Discente: Larissa de Albuquerque Silva.

Resumo da leitura (aula 09/03/21)

PETRI, Maria José Costantino. Texto e Discurso. In: _____. Manual de


Linguagem Jurídica. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2017. p. 51-68.

Petri (2017), no capítulo 05 “Texto e Discurso”, inicia a definição sobre o termo


Texto e, a partir disso, afirma que os elementos constitutivos dele são a coesão e a
coerência. Ambas são os traços indispensáveis para o entendimento da produção
da informação, uma vez que o Texto (percebido como uma “unidade de sentido”
(p. 52)) é uma forma de um todo significativo. Assim, o Texto pode ser um poema,
uma música, pintura, filme, ou seja, uma expressão que condiciona uma relação
de interação comunicativa e de dimensão informativa/mensageira.

A leitura também diz sobre o Discurso, em que tal termo pode ser percebido em
outras leituras como sinônimo de Texto. O Discurso são “signos linguísticos” (p.
51) que promovem ações comunicativas que “(...) o falante desenvolve numa
situação de comunicação que engloba o conjunto de enunciados produzidos pelo
locutor e o evento de sua enunciação” (p. 51-52).

Posto isso, Petri enxerga o Texto como um produto de intenções e escolhas do


falante, no propósito do estabelecimento de uma relação entre o interlocutores
(emissor e receptor), dada por meio do encadeamento das palavras de maneira
que preserve a unidade semântica e a relação harmônica das ideias propostas.
Ademais, a autora define o que são Tipos de Texto, cujo conceito diz que são uma
construção teórica, e nos apresenta quatro categorias deles, que são: narração,
descrição, dissertação e argumentação.
À frente, Petri apresenta como um último subcapítulo do capítulo 5, o
entendimento sobre “Gêneros Textuais” (p. 55). Ao contrário de ser uma
construção teórica, os Gêneros Textuais se concernem a forma textual de teor
empírico, ou seja, são formas textuais histórica, estabilizadas e socialmente
situadas e são produzidos em instâncias dominantes discursivas (“domínios
discursivos” (p. 55)), como o discurso jurídico, jornalístico, religioso, como
exemplos (p. 55).

Dessa maneira, a autora elenca cinco gêneros textuais, no âmbito do domínio do


discurso jurídico. São eles: a lei, a procuração, a petição inicial, o resumo, e, por
fim, seminário. Ao discorrer sobre cada um deles, aponta as principais
características. Assim, é seguido a mesma sequência dos cinco gêneros
apontados acima. O primeiro deles, a título de exemplificação aqui no resumo, é a
lei. Diz de sua peculiaridade, no sentido de sua constituição, já que é o único
gênero que utiliza “artigos, parágrafos, incisos, alíneas e itens” (p. 56) para
informar sobre o seu conteúdo textual. Ademais, há uma linguagem específica ao
se tratar da numeração dos artigos, entre ordinais (até o artigo de nº 9 - nono) e
cardiais (de 10 – dez - em diante).

Por fim, ao encerrar o subcapítulo, a autora discorre sobre o último exemplo de


gênero textual de domínio jurídico, Seminário. Ela afirma que o Seminário é uma
técnica não restrita a uma capacidade de pesquisa e de empreendimento analítico,
mas como também um “hábito de raciocínio, da reflexão”, ou seja, objetiva sobre a
formação e não a informação (p. 65).

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