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1.

Introdução

O relatório que aqui se apresenta vem na sequência do estágio realizado no Centro de Saúde
Mental de Nampula, estágio este na área de Psicologia de Trabalho e das Organizações, que é
um dos elementos preponderante para formação de psicólogos de trabalho e constitui ao
mesmo tempo um meio para aquisição dum grau académico, neste caso Licenciatura em
Psicologia de Trabalho e das Organizações.

O estágio decorreu de 13 de Agosto à 02 de Novembro de 2012, num total de 197 horas


tendo feito 07 horas há mais do recomendado que era de 190 horas. Ele visou descrever as
actividades desenvolvidas no Centro de Saúde Mental.

Este relatório vai debruçar sobre Intervenção psicológica às pessoas alcoólatras e epilépticas,
que resulta do estágio, do 3° ano do curso de Licenciatura em Psicologia de Trabalho e das
Organizações, da Universidade Católica de Moçambique, da Faculdade de Educação e
Comunicação em Nampula.

Para este trabalho ser uma realidade do trabalho prático resulta de consulta bibliográfica, na
biblioteca da faculdade de Educação e Comunicação e experiências vividas ao longo do
estágio. Os autores estão devidamente citados no fim deste modesto relatório.

De referir que o estágio teve lugar no Centro de Saúde Mental de Nampula que é o órgão
local da Direcção Provincial de Saúde (DPS) e financiado pelo Ministério da Saúde
(MISAU), situa-se na Av. de Trabalho, no Bairro da Faina em Nampula.

Assim sendo, a estudante desenvolveu actividades ligadas a área de Psicologia Geral em que
engloba todas as outras cadeiras ligadas à Psicologia que foi aprendendo ao longo do seu
curso e onde o estágio se enquadra.

O Objectivo Geral do estágio é desenvolver competências intelectuais e práticas na área de


Psicologia Organizacional.

Os objectivos específicos são:

 Executar a técnica de psicóloga de trabalho de forma individual e/ou grupal;

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 Identificar o contributo do CSM na vida dos indivíduos ou grupos em situação de
exclusão social;
 Aconselhar as famílias e as comunidades para boa convivência com os doentes;
 Adquirir capacidades para adequar-se a realidade do mercado de emprego.

O trabalho de psicóloga foi para a estudante sua paixão porque viveu e cresceu num ambiente
de muitos constrangimentos e não entendia o porque das pessoas agirem daquele jeito uma
vez que somos todos iguais e via muitas outras crianças sofrendo os mesmos problemas e não
entendendo o porque das pessoas comportarem-se dum jeito não adequado e sem o mínimo de
bom senso.

Quando teve a oportunidade de ingressar no ensino superior não pensou duas vezes único
curso que sempre sonhou é ser formada na área psicológica para poder ajudar outras pessoas
que sofrem pelos mesmos problemas que tem e que lhes afectam a mente, o social e o de
trabalho sem nenhuma ajuda, não só também as pessoas portadoras da epilepsia que são e
sentem-se excluídos social e culturalmente.

Palha (1985) “A epilepsia é uma perturbação paroxística e transitória da função cerebral que
se desenvolve subitamente, cessa espontaneamente e que exibe nítida tendência a recorrer. A
epilepsia será então, um sintoma de uma doença cerebral na qual haverá uma irritação
ocasional dos neurónios ou uma tempestade dos mesmos” (pag.28-30).

Assim sendo, para fazer face a sua carreira como psicóloga pensou em adquirir
conhecimentos sólidos para começar a actuar, onde escolheu esta instituição pois ela integra
todos estes grupos sociais de pessoas.

A sua expectativa passa necessariamente em ter prestado apoio necessário as pessoas que ao
longo do estágio teve a oportunidade de atender os seus casos pessoais ou colectivos e que a
ajuda que prestou seja duradoira. E estas actividades trataram-se do começo e continuará a
prestar sua ajuda as pessoas ou grupos em vários aspectos psicológicos.

O presente relatório está estruturado da seguinte maneira: elementos pré-textuais, introdução,


descrição da instituição acolhedora, marco teórico, desenvolvimento dos tópicos do estágio,
conclusão e referências bibliográficas, e anexos.

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1.1:Descrição da Instituição Acolhedora

O estágio decorreu no Centro de Saúde Mental (CSM) de Nampula que é órgão subordinado
ao Ministério da Saúde, situa-se na Av. Do Trabalho, no Bairro da Faina.

João Cidade nasceu em Montemor-o-Novo no ano de 1495, em dia e mês desconhecidos. Os


seus pais, André Cidade e Teresa Duarte, eram comerciantes de fruta e desde cedo teriam
educado o pequeno João segundo os valores cristãos. Aos 8 anos, foi para Oropesa - Espanha,
em circunstâncias ainda hoje pouco conhecidas, talvez na companhia de algum peregrino ou
clérigo.

Ao ouvir um sermão do Pe. João de Ávila, a 20 de Janeiro de 1539, tomou uma atitude radical
contra a hipocrisia que se vivia na sociedade granadina de então. Pelas atitudes que tomou foi
dado como louco e internado no Hospital Real, onde sofreu na pele os tratamentos dados na
época a este tipo de pacientes.

Um sonho louco o assaltou então, fundar um Hospital, onde pudesse tratar devidamente
aqueles que sofrem. Tomou como seu director espiritual o Pe. João de Ávila, e com os seus
conselhos empreendeu a "louca aventura" de fundar um pequeno hospital. Percorreu as ruas
de Granada ajudando e transportando os que não conseguiam valer-se sozinhos e levando-os
para o seu hospital, onde, separando-os por doenças, lhes tratou das feridas "do corpo e da
alma". João calcorreou as ruas da cidade proclamando o singular pregão: "Irmãos, fazei o bem
a vós mesmos, dando aos pobres!".

Um episódio marcante na sua vida foi o incêndio que se deu no Hospital Real de Granada em
1549. João Cidade, com bravura, salvou muitos doentes e combateu as chamas. Toda a cidade
de Granada lhe prestou reconhecimento, chamando-o já João de Deus, o Santo de Granada.

A 8 de Março de 1550, em diálogo com Deus, morre com fama de santidade. João de Deus foi
um homem que, vivendo no seu tempo, soube ser inovador e projectar-se para o futuro. Foi,
por isso, considerado o fundador do Hospital moderno, Santo, protector dos doentes,
bombeiros e enfermeiros

Foi Rodrigo de Singuenza, um dos primeiros companheiros de S. João de Deus, que decidiu
enviar a Roma alguns Irmãos para pedir ao Santo Padre o reconhecimento oficial do Instituto.
A 1 de Janeiro de 1571 foi aprovado oficialmente o Instituto pela Santa Sé. Sisto V, amigo e

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grande benfeitor da Ordem Hospitaleira, por meio do breve "Etsi pro Debito", de 1 de
Outubro de 1586, elevou o Instituto de simples Congregação à categoria de Ordem Religiosa.

Os Irmãos de S. João de Deus, seguindo o exemplo do seu fundador, prestam o seu contributo
tentando abordagens diferentes junto daqueles que padecem as moléstias da doença, recebem
todo o tipo de doentes e necessitados mas têm uma especial predilecção pelos doentes
mentais, os mais maltratados socialmente e os que ninguém quer cuidar.

A Ordem chegou a Moçambique em 1681. Hoje esta presente em 53 países dos 5 continentes
e dedica-se ao campo da saúde, com forte intervenção social, nomeadamente aos mais
necessitados.

O CSM, inaugurado no dia 27 de Novembro de 2004, é propriedade da Ordem Hospitaleira de


S. João de Deus, a qual assume a gestão privada em parceria com a DPS, mediante
memorando de entendimento ente as duas partes.

Princípios fundamentais da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus

1. Afirmamos que o centro de interesse é a pessoa assistida;


2. Promovemos e defendemos os direitos do enfermo e do necessitado, tendo em conta a
sua dignidade pessoal;
3. Comprometem-nos na defesa e promoção da vida humana desde a concepção até à
morte natural;
4. Reconhecemos o direito das pessoas assistidas a ser convenientemente informadas da
sua situação;
5. Promovemos uma assistência integral, baseada no trabalho em equipa e no adequado
equilíbrio entre a técnica e a humanização nas relações terapêuticas;
6. Observamos e promovemos os princípios éticos da Igreja Católica;
7. Consideremos um elemento essencial na assistência a dimensão espiritual e religiosa
como oferta de cura e salvação, respeitando outros credos e orientações de vida;
8. Observamos as exigências do segredo profissional e procedemos de modo que sejam
respeitadas por todos os que se aproximam dos enfermos e necessitados;
9. Respeitamos a liberdade de consciência das pessoas a quem assistimos e dos
colaboradores, mas exigimos que seja respeitada a identidade das nossas Obras
Apostólicas;

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10. Opomo-nos ao afã do lucro; e por isso, observamos e exigimos que se respeitem as
normas económicas e retributivas justas.

1.1.1: Missão do CSM

 Atender, em regime de internamento, de consultas externas e de intervenção


comunitária todos os doentes do foro psiquiátrico e de saúde mental, de toda a região
norte do País (Nampula, Niassa, Cabo Delgado e norte da Zambézia), de acordo com
os Valores e Princípios da Ordem Hospitaleira de São João de Deus e com os
Princípios e Normas do Ministério da Saúde.

1.1.2: Visão do CSM

 Promover e garantir a qualidade de vida de todas as pessoas que sofrem, directa ou


indirectamente por falta de saúde mental, contribuindo para o bem-estar global das
populações.

Os serviços prestados pelo centro de saúde são:

 Unidade de internamento para mulheres com 21 camas


 Unidade de internamento para homens com 26 camas
 Unidade de comportamentos aditivos com 12 camas
 EEG
 Serviço de Terapia Ocupacional
 Serviço de Pastoral da saúde e social (ecuménica e inter religiosa)

Consulta externa

 Psiquiatria
 Pedopsiquiatria
 Neurologia
 Psicologia
 Alcoologia e outras drogas

O organigrama do Centro de Saúde Mental em que aparecem as funções de cada um, ou seja,
a estrutura que mostra as funções de cada funcionário vinde no anexo do presente relatório.

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2. Marco Teórico

Durante o período de estágio a estudante teve a oportunidade de participar na resolução de


muitos casos psicológicos que são aqueles em precisam da intervenção de um (a) psicólogo
(a) para que tenha uma boa recuperação. Na maioria resultaram de consumo de álcool e casos
de epilepsia.

Conceito de alcoólatra e alcoolismo

Segundo a Organização Mundial da Saúde, alcoólatras são bebedores excessivos cuja


dependência ao álcool chega ao ponto deles apresentarem perturbação mental evidentemente,
manifestações afectando sua saúde física e mental, suas relações individuais, comportamento
social e económico ou pródromos de perturbações destes géneros e que por isto necessitam de
tratamento (2004).

O alcoolismo representa um quadro de efeitos que surgem pelo consumo exagerado, contínuo
e prolongado do álcool, trazendo como consequências para o consumidor, que vão deste o
fórum físico, psíquico, social, familiar e profissional. Muito embora ainda matéria tenha
inúmera discussão, contudo importa apresentar os termos alcoólico/alcoólatra/alcoolista, que
se referem ao consumidor de álcool já na fase de dependência.

Dalgalarrondo (2000) “O abuso e a dependência do álcool caracteriza-se por um padrão


patológico de ingestão repetitiva de bebidas alcoólicas (padrão mais qualitativo que
quantitativo), ocorrendo repercussões sobre a saúde física, sobre o bem-estar psicológico e
sobre o funcionamento familiar e profissional” (pag.214).

Conceito de epilepsia

Palha (1985) “A epilepsia é um sintoma de uma doença cerebral na qual haverá uma irritação
ocasional dos neurónios ou uma tempestade dos mesmos” (pag.30)

Lima (2007) “epilepsia – afecção crónica caracterizada pela repetição espontânea de crises
epilépticas, o que implica que, para que possamos dizer que alguma pessoa tem epilepsia, é
necessário que tenha crises epilépticas e que estas apareçam de forma espontânea e se repitam
ao longo do tempo. Um episódio de EME ou crises múltiplas que aconteceram durante um
período de 24 horas, são considerados um evento único e, portanto, não correspondem ao
diagnóstico de epilepsia” (pag.21).

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A epilepsia é uma doença crónica, que é caracterizada por uma repetição espontânea de
quedas e que ocorrem em poucos minutos e que duram a vida toda, e nessa situação ocorrem
Estados de Mal Epiléptico.

Almeida (2007) “Crise epiléptica é definida como uma ocorrência de sinais e/ou sintomas,
limitada no tempo, resultante de actividade neuronal cerebral anómala e excessiva ou
síncrona” (pag.111).

A maioria destas crises não é epiléptica, isto é, não tem uma origem primariamente cerebral.
As crises epilépticas distinguem-se das não epilépticas fundamentalmente por serem
estereotipadas e repetitivas, faltando-lhes a modulação típica do comportamento voluntário.

As abordagens que foram feitas na área de psicologia geral onde está enquadrado o estágio,
permitiu saber que a intervenção psicológica é muito importante como forma de tentativa de
influenciar de maneira transitória ou definitiva o comportamento humano através de uso de
meios psicológicos, ou seja, essa influência é feita através de novas formas de comportamento
e de experienciar o mundo. Perrez & Baumann (2005).

As perspectivas em relação a área que se insere o estágio passam necessariamente da


perspectiva de que “Saber é poder”, a estudante acredita que com o que aprendeu na teoria
entra em concordância com a prática que foi aprendendo ao longo do estágio fazendo um bom
casamento entre ambas, pois só quem aprende consegue criar melhores mecanismos para lhe
dar com aqueles que são o nossos objectos de estudo, o ser humano como um todo,
perspectiva essa que mostra o ser humano com um ser único, um ser “biopsicossocial”, ou
seja, a estudante aprendeu que para ser uma boa psicóloga deve olhar para o biológico, o
psicológico e o social (Dalgalarrondo, 2000). E para isto é importante saber (ter
conhecimentos) das actividades que se realizam, conseguir descrever, prever, explicar e
controlar comportamentos dos indivíduos para que tenham uma vida e saúde mental e
comportamento normal aos dos outros que acham-se mentalmente saudáveis.

3. Relatório das Actividades Realizadas 2012

A estudante entendeu que o trabalho social no caso concreto da CSM, é uma instituição que
promove a saúde mental dos grupos sociais situados à margem do processo normal de

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desenvolvimento de modo a contribuir para plena igualdade de oportunidades entre os
cidadãos e grupos sociais, assim para a estabilidade mental destes.

Esta instituição pública tem a provisão de assistência psiquiátrica, psicológica e social a


indivíduos e grupos em situação de exclusão social, tendo em vista garantir o
desenvolvimento harmonioso e integral de todos aqueles que não conseguem pelos seus
próprios meios, e a garantir o acesso dos direitos dos cidadãos plasmados na Constituição da
Republica de Moçambique e nas legislações complementares.

Todas essas actividades são desenvolvidas em todos departamentos e sectores daquela


instituição humanitária; resumidamente a estudante fara apenas a descrição do departamento
por ela frequentado durante o período do estágio no Centro de Saúde Mental S. João de Deus
de Nampula.

4. Descrição do Departamento Clínico

De referir que este departamento engloba as seguintes áreas de serviços e repartições:


médicos, técnicos de psiquiatria, psicólogos, agente acção social, terapeutas ocupacionais,
estagiários de medicina, técnicos e a farmácia. A estudante desenvolveu as actividades na
repartição dos psicólogos.

No departamento clínico, a estudante participou de algumas actividades como consultas


psiquiátricas, aconselhamento sobre a relevância do apoio familiar e intervenção psicológica
aos internados e algumas consultas externas, visitas nos sectores feminino e masculino.

De referir que na elaboração e execução das actividades obedecem um critério de prioridades


e necessidades, deve estar em consonância com os objectivos a atingir.

No mesmo departamento a estudante aprendeu formas de se comportar neste local como é o


caso de usar sempre batas brancas no recinto do Centro e a manter o sigilo profissional
mesmo que o paciente seja alguém conhecido, a linguagem a usar para não ferir sensibilidades
de algumas pessoas, controlar os seus sentimentos, dirigir uma consulta, aprender a ver as
pessoas de maneira igual, ou seja, ninguém é superior aos outros, somos todos iguais,
diferentes só porque nascemos em diferentes culturas e não somos filhos dos mesmos pais,
mais iguais porque somos todos seres humanos.

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Deve dominar os temas de algumas consultas que vai fazer para receber e tratar bem as
pessoas de modo a se sentirem bem e a vontade para falarem daquilo que os traz a aquela
consulta, são alguns aspectos que aprendeu e implementou durante o período de estágio.

4.1: Actividade no departamento clínico do CSM

A estudante teve a oportunidade de participar de uma palestra alusiva ao dia Mundial da


Saúde Mental com o tema “Depressão, uma crise global”. Tema este que foi apresentado
pelo Dr. António Suleman.

Na palestra fiquei a saber que a depressão afecta milhões de pessoas no mundo devido a
diferentes factores. O palestrante deu o exemplo de Portugal que em 100% das pesquisas
feitas para saber quais as pessoas com depressão, 34% escaparam das vistas dos
pesquisadores, ou seja, a depressão passou despercebida.

O Doutor chamou a atenção deste facto, porque a depressão confunde-se com os mesmos
sintomas de malaria e VIH. Em sua explanação o palestrante disse que muitas pessoas
morrem por uma simples pergunta, por uma simples preocupação da pessoa entender mais o
paciente. Se em Portugal 34% foi difícil de diagnosticar imaginem em Moçambique que não
temos meios suficientes e a doença é quase inexistente para as pessoas? Ele deixou um apelo
a todos presentes naquela sala, que uma pergunta simples do estilo: como estão as coisas la
em casa? Muda o rumo das coisas e pode-se descobrir coisas que até mesmo o paciente estava
a tentar camuflar.

O palestrante terminou dizendo que as pesquisas mostram que em 2020, a depressão será a 2º
maior causa de mortes no mundo, e que nos temos a difícil missão de ajudarmos essas pessoas
a reencontrar o gosto pela vida. Fonte: António Suleman

A estudante como forma de contribuição deixou a seguinte mensagem a seus colegas:


Queridos psicólogos e psicólogas, a depressão é uma experiencia muito dramática do
sofrimento humano. Só sabe a dimensão dessa dor quem já atravessou seus vales. As palavras
são poucas para descreve-la.

Devemos aprender a respeitar esses pacientes, ouvi-los abertamente e faze-los deixar de ser
expectadores passivos do seu caos emocionais. Precisamos levar os pacientes a gerenciarem
seus pensamentos, protegerem suas emoções e reeditarem o filme de suas histórias.
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Esta é a grande tarefa da psicologia. Os que exercem a psicologia devem ser pessoas
apaixonadas pela vida e acima de tudo devem desenvolver habilidades para descobrir os
tesouros soterrados nos escombros dos que sofrem.

O mapa desse tesouro não esta em nossas teorias, mas nos comportamentos expressos
sutilmente pelos próprios pacientes. Deixem-se ser ensinados por eles.

Jamais se esqueçam de que nos não tratamos de doentes por não sermos doentes, mas porque
sabemos que somos.

4.2: Descrição da área de psicologia

A área de psicologia tem por objectivo garantir que os pacientes sejam tratados e sintam-se a
vontade para falar de tudo que lhes aflige sem que sejam feridos seus direitos e a lhes ensinar
a viver da melhor forma possível a sua doença, e aconselhar a abandonar certas práticas.

Para alcançar esses objectivos conta-se com a ajuda de toda sociedade principalmente da
família para ajudar o doente a superar sua situação e convivência com os demais, a família é a
principal ajuda para a recuperação dos doentes, e para o efeito tem-se realizado reuniões com
as famílias dos doentes de quinze em quinze dia para os mostrar o quão eles são importantes
na recuperação do seu familiar.

Dentre as várias actividades realizadas neste sector como é o caso de visitas aos doentes, e
usa-se a técnica de entrevista clinica com o intuito de colher o historial dos pacientes.

4.3: Casos assistidos

Sobre o alcoólatra e o alcoolismo, os resultantes de consumo excessivo de álcool, consumo de


álcool devido a depressão. Neste contexto a estudante só abordou alguns casos que presenciou
e entreviu. E referir que as letras em maiúsculas apresentadas nos casos assistidos
representam a primeira letra dos nomes dos pacientes não sendo necessários escrever seus
nomes completos para não quebrar o sigilo profissional.

(caso1 – assistido) a senhora A que se separou do marido a quase um ano, veio a consulta de
rotina para ver o seu estado, ela sofre de depressão pela separação e com isso iniciou um

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consumo excessivo de álcool que consequentemente criou problemas mentais a ela. Nessa
consulta de rotina ela veio levar medicamentos e contar sobre a sua doença, ela teve algumas
recaídas ao logo dos tempos, e queixa-se dos remédios não lhe fazerem dormir direito. O
técnico entreviu aconselhando a paciente que se ela continua a beber não vai adiantar de nada
o tratamento que ela esta fazendo, e que a depressão ira criar ainda mais perturbações mentais.

A estudante entendeu aqui tratar-se de um caso de recaída e falta de motivação, para vencer
aquele problema pelo qual a senhora estava passando e pela falta de apoio dos seus familiares.

Segundo Mwamwenda (2004), “a motivação é a energia ou a força interior, um desejo ou um


impulso que leva os indivíduos a envolver-se em certos comportamentos. Esta força interior é
uma tentativa por parte dos indivíduos de satisfazer as suas necessidades, alcançar e manter um
estado de equilíbrio” (p.222).

(caso2 – assistido) o senhor W, entrou na consulta meio transtornado, pois ele conta que tem
pessoas que lhe mandam fazer as coisas, que nós ai na sala só queríamos o prejudicar.
Perguntado se as vozes fazem sempre isso, ele responde que sim e que o estavam dizendo
para correr da sala em que estava. Perguntado se tem hábitos alcoólicos este responde que
sim, que bebe a “cabanga”, uma bebida alcoólica tipicamente de Nampula, e que ele já vem
bebendo a muitos anos.

A estudante entendeu tratar-se de uma alucinação auditiva, decorrente do uso excessivo do


álcool, em que consumido em excesso e por um longo período de tempo, cria alucinações
como nesse caso a alucinação auditiva. Este tipo de transtorno acontece geralmente nas
psicoses esquizofrénicas e também o abuso de álcool da o seu contributo para os sintomas
aumentarem.

Segundo Dalgalarrondo (2000) “na alucinação auditiva o paciente escuta vozes em qualquer
estímulo real, são vozes que geralmente o ameaçam, o insultam e quase sempre essa alucinação
e de conteúdo de perseguição, e em alguns casos as vozes ordenam que o paciente faça isto ou
aquilo, podendo inclusive ordenar-lhe que se mate” (p.84).

(caso3 – assistido) o senhor B, veio de sua casa trazido por seus familiares por causa das
fugas constantes sem regresso, estando esse desorientado no tempo e no espaço, tem como
histórico o consumo de bebidas alcoólicas que por consequência desenvolveram demência no
paciente.

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A estudante entendeu que o consumo de álcool neste individuo fazia com que este perde-se o
controlo do seu juízo critico, estando esse desorientado quanto o seu espaço e o tempo em que
se encontrava. O paciente perdeu aquilo que é sua identidade por causa das consequências
amargas do álcool. Assim sendo, este paciente tem desorientação por deficit de memória de
fixação.

Segundo Dalgalarrondo (2000) “na desorientação por deficit de memória de fixação o


individuo não consegue fixar em sua memória as informações ambientais básicas, não
conseguindo fixar as informações, perde a noção do fluir do tempo, do deslocamento no
espaço, passando a ficar desorientado temporo-espacialmente” (pag.75)

(caso4 - assistido) o senhor M, sofre de transtornos comportamentais devido a epilepsia, e


decorrente disso desenvolveu a esquizofrenia e tiques. Sendo este o seu terceiro internamento,
volta por agredir seus pais, atirar-se para a parede, quando este está em casa não toma a
medicação que é CBZ, CZP. Aqui dentro da clinica ele tem andares cambaleantes. Os seus
pais precisam de intervenção psicológica porque estão agastados que chegaram mesmo a dizer
para o psiquiatra, que interna-se o filho deles para sempre na clinica.

A estudante percebeu que o caso deste senhor é muito delicado, ele sofre de uma doença
cronica que desencadeou uma outra que também é cronica, ou seja, duas doenças que não tem
cura. Seus pais mostram-se decepcionados, pois o filho deles não melhora e agora ele os
agride, e assim afastaram-se de seu filho abandonando este na clinica. O que os pais tinham
de perceber é que seu filho não esta a fazer aquilo porque quer, mas sim porque tem uma
perturbação que necessita de muita ajuda deles, para que volte a conviver no seu ambiente
normal. Qualquer que seja o problema mesmo com medicação se os pais não ajudam não
adianta a medição que for a ser dada porque uma das coisas mais importante não foi feita, o
suporte familiar.

Barlow e Durand (2008) “Esquizofrenia, “transtorno caracterizado por amplo espectro de


disfunções cognitivas e emocionais, incluindo delírios e alucinações, discurso e
comportamentos confusos e emoções inapropriadas. Esquizofrenia é uma síndrome complexa
que exerce um efeito destruidor na vida da pessoa afectada e dos familiares. Esses transtornos
podem abalar a percepção, o pensamento, a fala e o movimento de uma pessoa. Quase todos
aspectos do desempenho diário” (pag.546).

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A esquizofrenia é uma das psicoses mais graves na saúde mental, em que engloba muitas
outras disfunções e esta acompanhada de epilepsia torna-se ainda mais grave pois ambas são
cronicas e graves.

Salgado& Souza (2001) “a Epilepsia enquanto distúrbio crónico traduz-se num processo
contínuo de mudanças e ajustamentos que depende de vários factores mais ligados ao sujeito
do que à própria doença como idade de início, duração, severidade. Portanto, estudar a
experiencia do adoecer é avaliar um todo e complexo conjunto de significados e considerar no
discurso da pessoa os seus sentimentos, cognições e comportamentos, alem da mera descrição
dos sintomas físicos.” (pág. 314-315).

(caso5 – assistido) o senhor F, chegou bem agitado e muito agressivo que foi medicado logo
que acalmou-se. Este consome álcool e canábis que provocaram esses comportamentos.

O consumo de álcool faz com que o individuo perca totalmente o seu juízo crítico e fazendo
coisas que com a sua consciência normal não faria, e para agravar ainda mais ele consome a
canábis que é também altamente prejudicial.

o paciente mostrou-se com sintomas psicológicos caracterizado por alteração do


comportamento face ao álcool, perda de controlo e o desejo intenso de consumi-lo.

Díaz (2001) “O álcool é uma substância, que introduzida no organismo vivo, pode modificar
uma ou várias funções deste; ou seja, trata-se de uma substância com capacidade de modificar
as condições psíquicas de uma pessoa (estimulando-a, tranquilizando-a, relaxando-a,
alucinando-a, ou diminuindo a sua sensação de dor e facilitando ou dificultando a sua
comunicação) ” (pag.15).

(Caso6 – assistido) o senhor S, proveniente de Quelimane chegou com psicoses agudas,


descompensado com alucinações visuais e auditivas, decorrente da epilepsia. A epilepsia
trouxe danos severos a mente que fez o paciente desenvolver essas psicoses. Mas encontre-se
compensado, tomando a medicação PB e já com guia de alta para voltar a sua terra natal.

A estudante entendeu que a epilepsia é uma doença muito seria que leva o individuo a ter
transtornos muito sérios porque afectam directamente o cérebro, criando lesões muito serias, o
que aconteceu com o paciente, mas com uma medicação certa, sessões psicológicas e
aceitação da família fazem com que ele tenha uma vida normal.

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Silva & Gonçalves (2007) “embora a frequência e a gravidade das crises desempenhem um
papel fundamental no ajustamento psicossocial das pessoas com epilepsia, destacam-se outros
factores como o défice cognitivo, os distúrbios psiquiátricos e as dificuldades físicas. Numa
perspectiva subjectiva, as limitações impostas ao individuo resultantes da epilepsia, as reacções
discriminativas da sociedade e os efeitos da medicação, são os principais indicadores de
medida da qualidade de vida” (pag.317-318).

(caso7 - assistido) paciente externo, alcoólatra em tratamento, fez o tratamento mas teve uma
recaída. De volta a consulta o psiquiatra ficou decepcionado com ele, porque isto é muito
decepcionante quando o seu paciente não consegue se abster, mas faz parte do tratamento. O
psiquiatra mostrou ao paciente que ele não bebendo tinha muitas vantagens como construir
sua casa que tava parada, fazer despesas de casa e muitas outras coisas boas.

Jellinek (1960) “Alcoolismo delta em que existe um aumento de tolerância ao álcool.


Adaptação ao metabolismo do álcool, e perda de controlo sobre o consumo, em que há uma
grande incapacidade de manter abstinência. Considerado alcoolismo periódico no individuo
que após, intervalos de discretas interrupções, volta a beber por dias seguidos, apresentando
perda de controlo e desenvolvimento de severa dependência psicológica.

A estudante por sua vez falou ao senhor que o álcool é algo que destrói a vida de uma pessoa
e que com o seu vício, não só ele sofre mas a família, os amigos também sofrem com isso e
que se ele toma-se um novo rumo para a sua vida iria ajudar assim os seus filhos e a
aconselha-los de como o álcool quase destruiu o que ele conquistou com muito esforço.

Segundo Mwamwenda (2004) “um membro de uma família que sofra de alcoolismo é um
estigma nessa família dado que o consumo excessivo de álcool é um comportamento
socialmente reprovável e as relações maritais sofrem e são tensas, aumentando os problemas de
comunicação na família, faltando frequentemente o consumidor de álcool no trabalho e
apresentando uma baixa produtividade”.

(caso8 assistido) a paciente J das consultas externas, apareceu no consultório com a sua mãe
visto que essa é menor de idade. Ela tem epilepsia já há bastante tempo, e com a ajuda do
centro ela começou a medicar e a participar dos aconselhamentos sobre a sua doença com a
psicóloga. Veio a esta consulta com a preocupação da filha estar a estudar e ser adolescente.
As crises quando acontecem na escola fazem com que a miúda fique embaraçada pela
discriminação dos colegas, dos professores e funcionários por não saberem da doença. A mãe,

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por sua vez perguntou-nos se a sua filha poderia vir a fazer a faculdade, ser dona de casa e
muito mais. Ela vem tomando o antiepiléptico PHT.

Explicamos a ela que a epilepsia por mais que seja uma doença cronica, ela não impede que a
sua filha seja formada academicamente, tenha uma família, tenha uma vida normal. Mas, para
que tudo isso aconteça era necessário que a família apoie, que se comunique a escola sobre a
doença que ela tem, que não a trate como uma doente e que lhe apoie sempre que ela precisar.

Silva & Gonçalves (2007) “a estigmatização de que a epilepsia é alvo agrava-se nos
adolescentes, pois a imprevisibilidade das crises, o medo de que estas possam ocorrer em
público, o medo de perder o controlo do corpo e a rejeição social vão destabilizar o sentimento
de confiança” (pag.317).

Souza; Keiralla; Silveira & Guerreiro (2000) “A psicologia do adolescente vive mediada pela
aparição traumática da necessidade de afirmar uma identidade e uma independência. Esta
situação colide frontalmente com as limitações que a Epilepsia impõe. Tanto a auto-estima
como a valorização por parte dos companheiros pode ser afectada pelos condicionamentos
sociais, como resposta à epilepsia. O estigma, o preconceito e a vergonha das crises levam ao
isolamento, limitando cada vez mais as oportunidades de crescimento pessoal” (pag.317).

A epilepsia nos adolescentes é mais complicada, pois nessa fase o individuo começa a
descobrir novas coisas e este distúrbio aparece como um inibidor do adolescente para afirmar
a sua identidade pois a muita estigmatização por parte das pessoas que não sabem sobre este
transtorno.

O estudante em todas actividades assistidas e aqui algumas relatadas tiveram com base legal
ou fundamento de alguns autores que seguidamente resumiu da seguinte maneira:

Segundo Hamilton (1982) “os assuntos pessoais do sistema-cliente não deverão jamais ser
objecto de mexericos ou de conversas particulares ou em público. Saber se pode tratar coisas
íntimas em entrevistas dá origem a obrigatoriedade do segredo profissional por parte do
sistema-interventor” (pag.57).

Com base nos factos acima relatados a estudante aprendeu que a psicóloga não deve se
satisfazer com alegações, devendo antes pelo contrário ouvir e encontrar mecanismos de
ajudar as pessoas que a procuram sem influências de ninguém.

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Neste contexto, a psicóloga, não pode acreditar e deixar-se levar pelas emoções dos clientes
ou pacientes, fugindo das suas responsabilidades e competências.

Em relação as inovações, a estudante propôs ao centro que se dedica-se em abrir um grupo de


ajuda para os alcoólicos com o nome de Alcoólicos Anónimos (AA) para que os viciados si
conheçam e trocam suas ideias para saber ate que ponto eles estão perdidos pelo consumo.

Dizem os grandes investigadores que onde se trabalha não falta dificuldades, por tanto a
estudante teve dificuldades de atender alguns pacientes que não tinham sido por nós
acompanhados.

No que concerne aos aspectos críticos, são referentes a alguns problemas apresentados, como,
a falta de limpeza antecipada nas enfermarias; a falta de alimentos suficientes para os
pacientes porque os funcionários é que tinham mais direito; a falta de responsabilidade de
alguns funcionários para com os pacientes deixando eles saírem e entrar quando quiserem
como se o CSM fosse um hotel, e não velando a aquilo que é essencial, a sua segurança e a
sua recuperação, principalmente aos toxicodependentes que não podem sair enquanto estão
em tratamento.

O CSM por ser uma instituição de saúde pauta por usar correctamente aquilo que são os
conteúdos teóricos, pois na Psiquiátrica e Psicologia existe documentos para fazer as leituras
em relação ao problema ou transtorno mental e comportamental que o individuo apresenta,
sendo assim muito difícil encontrar algum comentário que não esteja ligado os conteúdos
teóricos. O que esses fazem em transportar o que esta na teoria para a prática de forma a se
conseguir resultados satisfatórios ao pacientes e/ou clientes.

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5. Conclusão

Em jeito conclusivo, a estudante acredita ter alcançado os objectivos traçados a partir da


realização da técnica de psicóloga, através de entrevistas em que os pacientes abordavam os
seus casos.

Em relação aos casos assistidos, na sua maioria foram a falta de apoio por parte da família
para a recuperação do doente, que tinham como base a falta de informação exacta sobre a
doença de seus familiares e a dificuldade dos alcoólatras em manter a abstinência.

A falta de informação por parte da família deve-se a vários factores como a vergonha de
expor a doença a sociedade, a discriminação por parte de quem saber da doença, a falta de
informação sobre os cuidados para ter com o familiar e buscar ajuda. E se tratando dos
alcoólatras, a sociedade condena as pessoas que ingerem excessivamente o álcool.

No acto de atendimento de casos psicológicos, o sistema-interventivo deve considerar alguns


aspectos muito importante como, o respeito pela liberdade do paciente em falar o que quiser
sem que seja forçado; a confidencialidade do assunto; auto conhecimento do próprio sistema-
interventivo, ou seja, o conhecimento do assunto que leva o paciente em procura a ajuda.

Neste contexto, a estudante acredita ter ido de acordo com as expectativas traçadas na escolha
do estagio onde as pessoas entenderam que o alcoolismo não é nada saudável, ou algo que
traz status as pessoas que o ingerem, muito pelo contrario, prejudica o individuo tornando a
sua saúde mental degradável com vários riscos de perder tudo para o álcool.

E com relação a epilepsia, conseguiu-se que as pessoas (familiares e sociedade) entendam que
a epilepsia não é um mal que as pessoas procuram, mas uma doença de desordem cerebral que
leva a pessoa a ter crises, e que o objectivo principal é controlar por completo essas crises
com uma medicação correcta para que a pessoa leve uma vida normal. Também ficaram a
saber que o consumo excessivo do álcool pode desencadear uma possível epilepsia.

A estudante durante o período de estágio teve como constrangimentos a falta de entendimento


da língua com os pacientes visto que a estudante não fala a língua local que é E ‘Macuá, o que
dificultou muito para colher informações ou ter uma simples conversa.

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Outro constrangimento, foi a falta de paciência e indisponibilidade de alguns psicólogos na
CSM, o que dificultou em saber algumas coisas de extrema importância para a carreira de
psicóloga, ou seja, relacionar a teoria e a prática.

Conseguiu a estudante conciliar teoria á prática, isto porque sai da faculdade sabendo que para
ser uma boa psicóloga precisa ser uma pessoa que ama a vida, que sabe atender as pessoas
sem que haja descriminação de nada, sabendo que ela cuida dos doentes mentais porque ela
sabe que todo ser um humano é mentalmente perturbado.

A estudante sente-se satisfeita por ter conseguido aprender que o que os doentes com
transtornos psíquicos precisam não é só de remédios para se curarem eles precisam mais de
diálogo que qualquer outra coisa para estarem bem. O simples facto de ter alguém do nosso
lado para nos ouvir e conversar é muito para que consigamos entender e procurar solucionar o
problema para que esteja bem contigo mesmo.

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6. Referências bibliográficas

 Barlow, D.H. e Durand, V.M. (2008) Psicopatologia - Uma abordagem integrada.


São Paulo: Cenage Learning.
 Breia, P & Almeida, R. (2007). Livro Básico da Epilepsia – A classificação das
crises epilépticas e das epilepsias. Portugal.
 Dalgalarrondo, P. (2000) Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais.
Porto Alegre: Artes Médicas.
 Diáz, F.A. (2001). Hablamos de alcoholismo. Madrid: Artes Gráficas Gar. Vi.
 Hamilton, G. (1982). Teoria e Pratica do Serviço Social de Casos. (5ª Ed). Rio de
Janeiro.
 Jellinek, E.M. (1960). The disease concept of alcoholism. New Berunswich.
Hillhouse Press.
 Lima, J.M.L. (2007). Livro Básico da Epilepsia – Epidemiologia. Portugal.
 Mwamwenda, T.S. (2004). Psicologia Educacional – uma perspectiva africana.
Maputo: Texto editores.
 Palha, A.J.P. (1985). A epilepsia em psiquiatria (contribuição para o seu estudo).
Dissertação apresentada à Faculdade de medicina da Universidade do porto para
obtenção do grau de Doutor. Porto.
 Perrez, M & Baumann,U. (2005). Lehrbuch Klinische Psychologie – Psychotherapie.
ISBN.
 Salgado, P. & Souza, E. (2001). Qualidade de vida em Epilepsia e percepção do
controlo das crises. Arq. de Neuropsiquiatria.
 Silva, C. & Gonçalves, S. (2007). Livro Básico da Epilepsia – Aspectos Psicológicos
da epilepsia. Portugal.
 Souza, E., Keiralla, D., Silveira, D. & Guerreiro, C. (2000). Sexual disfunction in
epilepsy: identifying the psychological variables. Arq. Neuropsiquiatria.
 World Health Organization – WHO. (2004). Global status report on alcohol.
Genebra: WHO.

Palestra

Suleman, António: Director Clinico do Centro de Saúde Mental de Nampula

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