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A IDENTIDADE NA AULA DE LÍNGUA INGLESA NA EJA: o trabalhador-


aluno

Leda Regina de Jesus COUTO38

Agnaldo Pedro SANTOS FILHO 39

RESUMO

Mesmo sendo garantida como direito pela Constituição Federa de 1988, a Educação de Jovens
e Adultos (EJA) no Brasil apresenta características de um ensino compensatório e excludente,
formada por sujeitos, em sua maioria alunos-trabalhadores provindos de lugares ou extratos
carentes da sociedade, onde não tiveram acesso ao que lhes é de direito, oprimidos econômico-
político e socialmente (ARROYO, 2017; FREIRE, 2011).Tendo em vista os desafios que é o
ensino e aprendizagem na EJA e, mais especificamente, o ensino e aprendizagem de Língua
Inglesa, objetiva-se através de observação, coleta de dados e análise dos mesmos, avaliar quem
são esses educandos, sujeitos de uma turma de EJA do Ensino Médio de uma escola pública do
Recôncavo da Bahia, Brasil. Essa pesquisa foi realizada no primeiro trimestre do ano letivo de
Who am I logia utilizada foi o estudo
de caso, através de aplicação de questionário e observação da referida turma, bem como a
pesquisa bibliográfica para o trato dos dados. Conclui-se que trata-se de um grupo sociocultural
heterogêneo, formado de múltiplas identidades, gêneros, classes, culturas, localização
geográfica e características étnico-raciais diversas, grupo este que a opressão e as dificuldades,
bem como, a energia, vivacidade e vontade de vencer fazem parte do seu dia-a-dia, e estão
presentes na forma como se relacionam no ambiente escolar e como constroem sua
aprendizagem.

Palavras-chave: EJA, Língua Inglesa, Identidades.

1. INTRODUÇÃO

38 Professora Assistente (UNEB). Professora de Inglês (SEC-BA). Mestre em Estudo de

Linguagens (UNEB). Doutoranda em Ciências da Educação (UTAD). E-mail:


ledaregina1@hotmail.com.
39 Professor EBTT do SCMB. Mestrando em Educação de Jovens e Adultos (MPEJA-UNEB). E-

mail: agnpedro@gmail.com
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Ensinar e aprender Língua Inglesa na escola pública pode ser símbolo de


uma educação emancipadora e libertadora quando o objetivo é empoderar
alunos e professores para serem agentes de mudança social, quando essa
língua estrangeira é vista e ensinada pensando na realidade do aluno para
resolver problemas do seu dia a dia. E, na Educação de Jovens e Adultos (EJA),
essa função é ampliada por termos educandos que fazem parte de grupos
sociais desumanizados, trabalhadores-alunos (ARROYO, 2017) que buscam na
escola um espaço de acolhimento, apoio, respeito e, especialmente, um espaço
que o ajude a encarar os desafios do seu cotidiano para que tenham sua
humanidade restabelecida.
Ao pensar nas relações de poder e de importância do inglês como língua
internacional, Pennycook (1994) afirma que o inglês deve ser visto, sobretudo,
como uma língua de oposição e não meramente imperialista. Por ser uma língua
compreendida no mundo inteiro, ela serve para expor as críticas e vozes de
cidadãos de todos os lugares, bem como ampliar as possibilidades de acesso às
produções científicas e tecnológicas. Portanto, é necessário que a aula de
Língua Inglesa seja dialógica, seguindo os princípios freireanos do aluno como
elemento central no ensino e como um sujeito ativo no processo de produção do
conhecimento (FREIRE, 2000).
Contudo, para que a aula realmente seja dialógica e de produção de
conhecimento em vias de que os educandos se emancipem das ideias de
subjugo colonial, social e econômico aos quais estão atrelados por uma política
neoliberal que o vê apenas como força de trabalho, é preciso, antes de qualquer
passo, conhecer esse aluno, quem é esse sujeito da EJA, atores sociais e
históricos que atuam na escola, em suas comunidades e na sociedade.
Para pensarmos no ensino na EJA e em que são eles, faz-se necessário
compreender um pouco das estatísticas educacionais nessa modalidade. Pois,
os índices de acesso à educação no Brasil ainda estão longe da meta ideal no
concernente à EJA, principalmente no Nordeste do país, local onde essa
pesquisa foi desenvolvida. Segundo o PNAD (2018) (Pesquisa Nacional por
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Amostra de Domicílios Contínua), realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de


Geografia e Estatística), no ano de 2017, o índice de adultos que não consegue
redigir ou compreender textos simples como um bilhete na região Nordeste do
Brasil é de 3,5% da população, quatro vezes maior do que as taxas do Sul e
Sudeste do país (IBGE, 2019).
Quanto à conclusão do Ensino Médio, o percentual é de 46,1% entre
adultos com 25 anos ou mais. Seguindo o mesmo padrão, o Nordeste continua
a apresentar o índice mais baixo do país com apenas 37,2% de concluintes da
Educação Básica em contraposição ao Sudeste do Brasil que possui 52,2% da
população com Ensino Médio completo. O instituto também indica que 853 mil
pessoas frequentavam a EJA do Ensino Fundamental (3,4% da população) e
811 mil pessoas a EJA do Ensino Médio (10,6% dos brasileiros) em 2017 (IBGE,
2019).
A partir dos dados descritos acima, advogamos por maior
comprometimento em políticas públicas e práticas formativas em EJA. E, no que
tange ao ensino e aprendizagem de Língua Inglesa, consideramos que
cada educando traz a sua identidade com as singularidades que
os formam para a sala de aula, o que enriquece o ambiente
escolar. Assim, cabe ao educador aproveitar essa pluralidade
para desenvolver a construção do conhecimento em um
ambiente de respeito mútuo, onde o aluno se sente seguro e
estimulado a participar, não apenas das aulas, como também da
elaboração do programa de estudos em conjunto, educandos,
educadores e toda comunidade escolar (SANTOS FILHO;
COUTO, 2020, p. 305).

Baseada em visão crítica semelhante, Prado et al. (2014) acrescenta


que:

ensinar Inglês em qualquer contexto, mas especialmente para


adultos, significa proporcionar aos participantes uma experiência
relevante de uso do inglês em uma aprendizagem para as suas
vidas, e não somente para uso em sala de aula ou em um futuro
distante (p.166).

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Portanto, antes de planejar as aulas para EJA é necessário conhecer o


educando que fará parte desse processo. A partir das identidades dos alunos,
compreendendo um pouco de suas idiossincrasias e necessidades, poderá
haver um planejamento com o educando para organizar as aulas. Assim sendo,
essa pesquisa tem por objetivo avaliar quem são esses educandos, sujeitos de
uma turma de EJA do Ensino Médio de uma escola pública do Recôncavo da
Bahia, Brasil.
Esta pesquisa foi realizada para que possamos perceber a diversidade da
EJA e para que possamos pensar melhor em como planejar as aulas de Língua
Inglesa de forma dialógica, reflexiva e emancipadora, tendo o aluno como centro
de todo o processo de formação.

2. MATERIAL E MÉTODOS

Esta pesquisa de caráter qualitativo é caracterizada a partir de um estudo

obtenção de dados descritivos sobre pessoas, lugares e processos interativos


pelo contato direto do pesquisador com a situação estudada, procurando

da investigação em estudo.
O estudo de caso trata de uma observação detalhada e análise de um
contexto, fonte documental, acontecimentos ou indivíduos. Nesta pesquisa foi
realizado o estudo de caso com uma turma do Ensino Médio da EJA de uma
escola pública da Bahia. Nesse tipo de estudo,
os investigadores procuram locais com pessoas que possam ser
objeto do estudo ou fontes de dados e, ao encontrarem aquilo
que pensam interessar-lhes, organizam então uma malha larga,
tentando avaliar o interesse do terreno ou das fontes de dados
para os seus objetivos. Procuram indícios de como deverão
proceder e qual a possibilidade de o estudo se realizar.
Começam pela recolha de dados, revendo-os e explorando-os,
e vão tomando decisões acerca do objetivo do trabalho
(BOGDAN; BIKLEN, 1994, p. 89).

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Para realização desse estudo de caso de tipo exploratório seguimos


alguns passos: observação de aulas no primeiro trimestre de 2019, quando foi
Who am I . Além das
observações, foram respondidos questionários pelos educandos da referida
turma.

2.1 Sujeitos da pesquisa

A turma na qual foi realizado o estudo de caso era composta por 48


educandos. Com base nas respostas dos questionários, eram 26 homens e 22
mulheres, com a faixa etária de 18 a 59 anos. 39 se classificavam como negros
e pardos, e 9 como brancos. Esses resultados correspondem ao que se constata
na pesquisa do PNAD (IDEB, 2019), em que o índice de pardos e negros
analfabetos no Brasil entre 15 e 19 anos é de 9,8% em contraposição a 4,8% de
brancos. Essas desigualdades continuam presentes nas salas de aula da EJA
no Ensino Médio como retratado nesta pesquisa. Ressaltamos também que 26
desses alunos eram moradores da zona urbana e 22 moradores da zona rural.

2. Who am I

Os resultados dessa pesquisa são provenientes da observação de um


projeto desenvolvido por uma professora de inglês na referida turma. Para o
Who am I
professora levou para a sala de aula diferentes gêneros textuais como música,
poemas, artigo de revista, carta e propagandas.
Para a escolha dos tipos de texto houve diálogo com os alunos para ter
um consenso sobre seus interesses, autores, estilos musicais. Por exemplo, a
música trabalhada foi um reggae de composição de Bob Marley, baseado nos
objetivos da professora e nos interesses dos alunos. O tema de todos os textos

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era baseado na temática de identidade, os textos eram em Língua Inglesa,


contudo as discussões foram desenvolvidas em língua materna.
Ao final do projeto os alunos realizaram produções escritas, alguns em
língua portuguesa e a maioria em Língua Inglesa. Dos 48 alunos, 40 fizeram
apresentações sobre quem eles eram, suas profissões, problemas, perspectivas
e desejos.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

As aulas nessa turma eram desenvolvidas nos dois primeiros horários do


turno noturno, começava às 19:00 e terminava às 20:30. A aula de fato só
começava em torno de 19:20, pois, a professora às vezes atrasava e os
educandos geralmente chegavam atrasados, segundo as informações dadas por
eles porque trabalhavam no comércio e não conseguiam chegar mais cedo ou
iam para a cantina fazer o lanche oferecido pela escola. Vale ressaltar a
importância dessa alimentação para alunos que vêm do trabalho para a escola
ou moram em zona rural e percorrem longas distâncias para vir e voltar da
escola.
Muitas são as discussões que poderiam ser desenvolvidas nesse estudo,
por exemplo, a disciplina, o relacionamento da comunidade escolar, metodologia
de ensino, postura da professora, contudo, neste documento, ateremo-nos às
questões relacionadas ao desenvolvimento do projeto acerca da identidade
desses alunos e do ensino pautado em uma perspectiva reflexiva e libertadora,
por tratar-se de uma
pedagogia que faça da opressão e de suas causas objeto da
reflexão dos oprimidos, de que resultará o seu engajamento
necessário na luta por libertação, em que esta pedagogia se fará
e refará (FREIRE, 2011, p. 43).

Nessa linha de raciocínio, Pereira (2019) salienta que para se garantir


uma educação que atenda as demandas dos trabalhadores-alunos da EJA, é
preciso pensar nessa modalidade de ensino como um espaço de inclusão social,
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(p.282). Dessa forma, ao se pensar o ensino e aprendizagem de inglês, a prática


pedagógica deve propiciar aos educandos, além das informações e dos
conteúdos formais, uma reflexão coletiva sobre a sua realidade (PEIXOTO,
2019).
Para tanto, Lima (2009) pontua que o ensino de língua estrangeira deve
e o texto faz girar
todas as dimensões desse ensino: lexical, gramatical, semântica, estética,
política, cultural, etc. ndo
de diferentes gêneros textuais em Língua Inglesa para estímulo a discussões
sobre os educandos, suas comunidades, problemas e perspectivas de vida, de
modo a promover uma identificação do aprendiz com a Língua Inglesa que,
segundo Barros (2016), é essencial para uma aprendizagem cidadã. Assim, a
participação da turma e o engajamento nas questões trazidas pelos colegas
eram evidentes, bem como o respeito dos colegas nas discussões promovidas
em sala de aula.
Os alunos discorreram sobre a dificuldade de vir para a escola, o porquê
de terem se evadido ou, como informa Arroyo (2017), serem expulsos do sistema
de ensino. Um dos temas recorrentes era o trabalho ou a falta deste, suas
habilidades como mecânicos, gari, cabeleireiros, estocadores, manicures,
músicos, donas de casa e, também, os aposentados que buscavam novas
perspectivas em suas vidas. Sobre esses desumanizantes percursos,
concordamos com as críticas de Arroyo (2017):
Nunca foi fácil [...] reverter as hierarquias escolares, muito
menos as hierarquias sociais, raciais, sexuais de que os
adolescentes, jovens e adultos são vítimas históricas. Uma
história também de tantas tentativas de abrir outras
possibilidades de desconstruir hierarquias. De fazer outros
itinerários sociais, raciais, humanos (p. 26).
Muitos são os problemas aos quais estão embricados os educandos da
EJA devido a toda história de opressão. Dentro dessas histórias, está muito
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surgiu em suas variadas formas: violências verbais, sociais, físicas e


psicológicas. Muitas dessas violências motivadas pelos preconceitos, racismo,
machismo e, também, pela própria desumanização que passam esses
indivíduos. Por isso, é importante a criação de condições para a construção de
a

autora).
Na segunda fase do projeto, foram realizadas produções escritas através
de tarefas que tomassem como base o conhecimento já dominado pelos sujeitos
e do que eles já podem produzir dentro do gênero solicitado, conforme sugerem
os estudos de Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004), Cristóvão (2009) e Rojo (s.d.).
Nas produções de textos em Língua Inglesa sobre a identidade desses alunos,
alguns ficaram relutantes a se expressar nesta língua e preferiram a língua
materna, contudo, 40 dos participantes conseguiram produzir pequenos textos
em inglês.
Nessas produções textuais em que os alunos deveriam se posicionar
como seres humanos, todos escreveram sobre suas qualidades e discorreram
sobre seu lugar no mundo. Apresentou-se os seguintes temas mais recorrentes:

Gráfico 1: Gráfico com os temas relevantes relacionado às identidades de


educandos de uma turma de EJA no Ensino Médio em uma escola pública da
Bahia

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50

40
Trabalho
30 Educação
Comunidade
20
Entretenimento
10 Lutas

0
Temas abordados

Como pode ser observado no gráfico anterior, todos os alunos citaram o


tema trabalho, como nos informa Arroyo (2017), antes de serem estudantes, eles
são trabalhadores. Isto os identifica e é algo de extrema relevância em suas
vidas.
Dos 48 alunos, 45 citaram o tema educação, alguns citaram o fato de
serem estudantes, outros relataram detalhes de suas trajetórias ou falaram o
porquê de estar naquela escola ou naquela sala, alguns apresentavam
reclamações por não gostarem de estudar ao d
reclamar, elogiar ou relatar sobre detalhes de seus percursos na escola,
percebe-se a importância da educação em suas vidas. Como nos lembra Freire
(1989), a educação é um ato político e de conhecimento, logo, ato criador e
libertador.
O senso de pertencimento também faz parte dessas identidades. 45
alunos citaram suas comunidades, trouxeram em suas produções dados como:
lugar onde moravam; atividades que realizavam em suas comunidades;
problemas que tinham nesses locais; ou suas relações sociais, políticas e
culturais nesses espaços.
Outro tema presente nas discussões, bem como nas produções, foi a
forma de se divertirem ou de se expressarem. 40 educandos falaram sobre
, bebidas, bares, praia,
passeios. Sobre o lugar da cultura na aula de línguas, Santos Filho e Couto

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(2020) enfatizam a importância da cultura do aluno estar inserida no ensino de


Língua Inglesa na EJA, o educador deve ter essa consciência e compreender as
motivações de seus alunos para que desenvolvam em conjunto uma construção
de conhecimento pautada na realidade de toda a comunidade escolar.
Mas, as dificuldades do cotidiano de uma sociedade oprimida também
estavam presentes nessas discussões, quando 37 alunos citaram problemas
que passavam no dia a dia. Entre eles estavam: a prisão de colegas, amigos ou
parentes; desemprego; falta de perspectivas; desilusões e, principalmente, a
violência em suas amplas concepções históricas, políticas, culturais, sociais.
a desumanização,
mesmo que um fato concreto na história, não é, porém, destino dado, mas

ser menos e a sala de aula de Língua Inglesa não são


espaços neutros, são lugares de lutas pela liberdade, afirmação de educandos
e educadores em vias à emancipação histórica, política e social.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para além de conhecer o aluno e saber o que planejar para o ano letivo,
o projeto conseguiu desenvolver o interesse da turma pela aprendizagem de
Língua Inglesa e o respeito a si próprios e aos colegas. A partir das discussões,
as propostas de planejamento para o ano letivo poderiam ser em torno de temas
centrais: violência, trabalho, cultura e dignidade.
Só pode se insubordinar e realizar um bom trabalho quem conhece a
história da EJA e o ambiente socio-histórico e cultural dos educandos. Portanto,
concluímos que é preciso planejar com e não para o aluno. Para desenvolver
esse planejamento é necessário conhecer não apenas esses indivíduos, como
também, as comunidades das quais fazem parte para entender o que realmente
será significativo na aprendizagem e, assim, transformar a aula de Língua

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Inglesa e a escola em ambientes de vivências e convivências numa educação


crítica, reflexiva e emancipadora.

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