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Pé chato

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Pé chato
Classificações e recursos
externos

CID-10 Q66.5, M21.4

CID-9 734

Pé chato, é o termo usado em ortopedia para designar a deformidade oriunda do


achatamento de um ou mais arcos do pé.

[editar] Descrição

Pegadas típicas: à esquerda, um pé normal e, ao centro, o pé plano

Pé plano é a designação comum a um tipo de formato dos ossos dos pés, que faz com
que quase toda a sola dos mesmos entre em contato com o chão ao caminhar. Esta
morfologia leva ao aparecimento de dores nos pés após longas caminhadas, e por isso
seus portadores eram geralmente rejeitados no serviço militar da maioria dos países,
pois estariam impedidos de marchar longas distâncias.

Na verdade o arco plantar, cujo vértice é formado pela obliqüidade do maior osso do pé
(o calcâneo), é indispensável para obsorver as vibrações verticais, que resultam do apoio
do pé no solo, quer na simples marcha, como na corrida ou no salto.

O afroxamento ou o encurtamento ligamentar, ou da fáscia plantar, alteram a curvatura


fisiológica, resultando prejuízo na funcionalidade que acima se descreve. Essa
sobrecarga numa área tão reduzida, além de produzir calosidades, impõe uma marcha
rígida e por vezes saltitante, com perda de equilíbrio e lesões nas áreas de impacto.

O exagero dessa curvatura, em completa oposição ao pé chato ( plano ) traduz-se por


uma incidência do peso do indivíduo, em apenas dois pontos : Calcâneo e cabeça dos
metatarsos, designando-se por "pé cavo".

Existindo soluções cirúrgicas, para os casos mais graves, os mais benignos são
resolvidos normalmente com o rescurso a palmilhas correctoras.
Por outro lado, sendo o arco plantar o primeiro absorsor das vibrações resultantes do
impacto do pé ao solo, qualquer deformação irá prejudicar essa função primária,
fazendo descarregar tais vibrações nas estruturas superiores: joelhos, anca e coluna
vertebral.

[editar] Tratamento
O tratamento pode ser feito de forma conservadora através de Palmilha ortopédica ou de
forma cirúrgica

Orientação aos Pais


Pé Chato: quando os pais devem se preocupar
O pé chato é um dos motivos que mais levam pais a consultórios ortopédicos. A prática do uso de
palmilhas e botinhas, incutiu na sociedade uma preocupação extrema com a conformação do pé da
criança.

É importante esclarecer, no entanto, que quando a criança nasce, ela ainda não possui o arco plantar,
aquela curvinha existente no pé, pois nessa região normalmente existe gordura, o que deixa o pezinho
totalmente plano.. A partir dos dois anos inicia-se a formação do arco, espontaneamente, pelo próprio
crescimento da criança. Este desenvolvimento pode ocorrer ato os 6 anos ou mais.

O desenvolvimento dos membros inferiores da criança só deve ser motivo de preocupação para os pais
em casos de dor constante ou deformidades aparentes ou progressivas. Se houver perda da curvatura
dos pés for notada, principalmente por volta dos 8, 9 anos de idade, a criança deve ser avaliada por um
especialista em ortopedia pediátrica.

Hoje, ao invés das botinhas e palmilhas, o que os ortopedistas recomendam é a observação periódica por
um especialista para detectar alterações da evolução normal e os casos patológicos.

Dicas para o desenvolvimento saudável:

Andar descalço, normalmente ou na ponta dos pés; pular; caminhar na areia, na grama, e no chão de
terra batida ajudam a formar o arco do pé no bebê. Alguns ortopedistas aconselham o uso de palmilhas, a
natação e outros exercícios físicos, principalmente quando há queixa de dor.

Deformidades que exigem atenção:

São exemplos de deformidades que necessitam de atenção especializada o pé calcâneo valgo (quando,
ao nascimento, o pé toca a frente da perna) e o pé talo vertical (pé em mata borrão) ou quando há
limitação do movimento do pé. Alterações progressivas também devem ser avaliadas.

Botas e palmilhas são recomendadas?

Antigamente era comum ver crianças utilizando botas e palmilhas especiais. Muitos familiares se baseiam
no fato que eles usaram e a forma do pé “melhorou”. No entanto nenhum estudo demonstrou qualquer
efeito daquelas no desenvolvimento do pé. O efeito” que era atribuído a elas na verdade era secundário a
passagem dos anos. Há indícios mesmo que botas rígidas causem problemas devido a atrofia muscular
resultantes. Além do risco de trauma psicológico que a criança está exposta ao usar botas. Em certas
ocasiões, palmilhas podem ser úteis para diminuir o desgaste do calçado e proporcionar maior conforto.
Exercícios ajudam no desenvolvimento do pé?

Atividades físicas são importantes para as crianças mas não há indícios que modificam a evolução dos
pés.

Qual o tipo de calçado recomendado para as crianças?

O calçado deve ser visto como uma proteção. Em crianças de baixa idade o calçado deve ser flexível e
com solo que não escorregue facilmente. Nas crianças maiores deve ser considerado a atividade da
criança e a durabilidade desejada do calçado. Andar descalço ou com meias, desde que num solo seguro,
deve ser estimulado.

Pé plano causa dor nas costas ou outro problema nas juntas nos adultos?

Não há nenhuma relação comprovada entre dor nas costas, problemas no joelho e outras articulações e
pé plano.
Precisa de cirurgia?

Só se considera a possibilidade de cirurgia para correção e pé chato quando a criança tem dor intensa e
existe, de fato, uma deformidade. Mas a intervenção cirúrgica nunca deve evitada antes dos sete anos e,
assim mesmo, depois de se tentar os tratamentos indicados para os casos mais simples. Convém uma
investigação para apurar as reais causas dos sintomas.

Observação importante

Este texto refere-se basicamente ao pé plano flexível, que é a forma mais comum de pé plano. Algumas
vezes o pé chato pode ser a manifestação de alguma doença ou patologia, por isso é importante a
avaliação do pediatra da criança e eventualmente de um ortopedista para certificar da natureza do
problema.

Estrutura do esqueleto complexa, responsável por funções variadas como apoio,


equilíbrio, impulsação, absorção de impacto e postura. Possui ação coordenada de
26 ossos, dezenas de articulações, ligamentos, músculos e tendões, além da rede
neuro-vascular responsável pela nutrição e integração central destas estruturas
cutânea e subcutâneas que têm funções e diferenciações específicas do pé (sola,
calcanhar e unhas).

Diante desta variedade de estruturas e funções é normal que a dança submeta os


pés a uma série de problemas em virtude da sobrecarga de movimentos extremos
e de alto impacto.

Os 26 ossos do pé são classificados segundo sua localização:

1 - Posteriores – Tálus e calcâneo

2 - Medianos – cubóide, naricular e 3 cuneiformes

3 - Anteriores – 5 metatársicos e 14 falanges

Além desses ossos principais, o pé pode apresentar m número variável de ossículos


acessórios e sesamóides.
Os ossos são mantidos unidos por cápsulas e ligamentos que estabilizam as
estruturas e dedinem com a ajuda dos músculos a manutenção do formato em arco
(longitudinal e transverso) são vitais para a dissipação da pressão do impacto.

Quando o equilíbrio entre as estruturas é rompido em qualquer nível, por falha,


insuficiência muscular, trauma ou alteração anatômica, sinais locais e à distância
podem aparecer com piora progressiva ou por crises frente ao esforço repetitivo.

Assim, temos lesões que variam desde calosidades dolorosas (agudas ou crônicas)
até fratura de stress, passando por tendinites, contraturas musculares, sinovites,
neurites, edema e entorses freqüentes.

Apresenta 3 grupos musculares, que vindo da perna se inserem no pé ( músculos


extrínsecos), controlando sua ação.

1 - Posterior – tibial posterior, flexor longo hálux e flexor longo artelhos

2 - Lateral – Fibular longo e curto

3 - Anterior – Tibial anterior, extensor longo hálux e extensor longo artelhos

Apresenta ainda os músculos intrínsecos que se originam e se inserem no próprio


pé, como o músculo extensor curto do hálux e mais 15 pequenos músculos.

Diante disso fica clara a importância da correção e prevenção das lesões do pé por
overuso na dança, sendo muito importante o diagnóstico da alteração ou lesão
anatômica/funcional que geram o processo. A ccorreção destas patologias evita,
inclusive, a extensão do desequilíbrio às estruturas superiores do esqueleto
(coluna).

A articulação do tornozelo está entre o tálus, tíbia e fíbula. A estabilidade medial é


dada pelos músculos tibiais anterior e posterior, pelo músculo flexor longo dos
artelhos pelo músculo flexor longo do hálux. A estabilidade lateral é garantida pelos
músculos fibulares, ligamento talo-fibular e calcâneo-fibular.

A manutenção da postura ereta é obtida através da tensão passiva dos músculos


posteriores do corpo, principalmente pelo músculo solear.

Pé chato pode ser resultado de anormalidade no alinhamento dos ossos, elasticidade


excessiva dos ligamentos, desequilíbrio muscular, ou alguma combinação desses fatores.
Para complicar ainda mais as coisas, nem todo pé pronado parece chato, e alguns pés que
parecem chatos não são pronados. Pés chatos podem ser severos e aparentes no
nascimento; esses podem requerer tratamento com emplastros ou cirurgia. Os mais comum
é o pé chato desenvolver durante a juventude, os sintomas podem aparecer a qualquer
época, e alguns pés chatos nunca transformam-se em problema. Pé chato pode ser uma
característica de família, mas não há certeza que ele irá se desenvolver.

Pés pronados alteram o alinhamento do pé, tornozelo, perna, pélvis e região lombar. O
problema pode se desenvolver a qualquer nível. O pé pronado é instável. Isso resulta em
movimento excessivo e anormal pelas articulações, e pode causar fadiga e tensão - geralmente
descrita como "pés cansados". Conseqüências a longo prazo incluem: artrite, joanete, esporar
calcâneo, neuroma de Morton e outras deformidades. A famosa entre corredores "canelite"
pode ser resultado do trabalho excessivo dos músculos da região da tíbia na tentativa de
compensar a instabilidade do pé.
Pé chato é uma deformidade complexa que deve ser apropriadamente avaliada pelo
ortopedista. Ele pode recomendar um aparelho ortopédico para compensar os problemas e
permitir que os pés funcionem com mais eficiência. O ortopédico alivia o estresse da
articulações, ligamentos e músculos e a ações das forças deformadoras no pé é diminuída.

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Dores de Crescimento

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Existem “dores de crescimento” (DC)?


As denominadas “dores de crescimento” das crianças são dores reais e poderão ser
muito incomodativas. São o principal motivo de dores nos membros inferiores em idade
pediátrica, iniciando-se em idades muito variáveis entre os 2 e os 12 anos de idade.
Uma em cada 10 crianças saudáveis refere ocasionalmente, dores nos membros
inferiores, mas menos de metade delas têm queixas suficientemente importantes e
frequentes para justificarem consulta médica.

Porquê este nome ?


As DC foram assim denominadas por um médico francês, há mais de 170 anos. Na falta
de melhor designação, vai-se mantendo este nome que, embora incorrecto, deixa
implícito o seu carácter benigno e transitório.

O crescimento faz doer ?


Não. O crescimento não provoca dores. Nos períodos de maior crescimento (nos dois
primeiros anos e na puberdade), regra geral não existem dores de crescimento. E os
membros superiores e a coluna também crescem e não são locais habituais destas
queixas.

Qual a causa das dores de crescimento ?


Não se sabe. Existem várias teorias, mas nenhuma explica cabalmente estas crises de
dores.

Como é que são as dores de crescimento ?


As DC têm um quadro clínico bastante característico na localização, no horário, na
duração das crises. Localizam-se em ambos os membros inferiores (nas coxas, na face
anterior ou na barriga das pernas). Em geral não envolvem as articulações (algumas
crianças queixam-se atrás ou à frente dos joelhos e, outras nas virilhas) mas envolvendo
também as zonas peri-articulares. De forma muito característica, as crianças não
apontam zonas dolorosas com os dedos, mas antes deslizam a palma sobre as mesmas.
As dores surgem ao fim do dia ou à noite, antes de ir para a cama, ou durante a primeira
metade da noite. Quando surgem de noite, a criança acorda aos gritos. Felizmente os
episódios nocturnos além de serem únicos (por vezes dois), são de curta duração
(raramente duram mais de 20-30 minutos) e aliviam com a massagem. De seguida as
crianças voltam a adormecer e, na manhã seguinte, ao levantar-se, não manifestam
nenhuma queixa e nunca claudicam.
Como é que se distinguem as dores de crescimento das dores provocadas por
doenças graves ?
São muitas as causas de dores nos membros inferiores. Deverão evocar outro
diagnóstico: a presença de qualquer tipo queixa pela manhã ao levantar (dor, inchaço,
articulação presa, claudicação); existirem outros sintomas para além das dores; dores
bem localizadas; dores referidas a um só membro e no mesmo; dores que surgem
durante os esforços; presença de queixas durante várias horas ou contínuas; modificação
das características das dores.

Qual a frequência das crises de dores ?


As crises das DC ocorrem a intervalos muito variáveis. Podem ocorrer uma vez por dia
ou uma vez por noite, durante vários dias ou várias noites por semana e durante várias
semanas. Depois desaparecem durante algum tempo, repetindo-se novamente passadas
algumas semanas e sempre com as mesmas características.

Que exames complementares se justificam para se ter a certeza do diagnóstico ?


Não existem exames que permitam fazer o diagnóstico de DC. Aliás quando realizados,
os exames são sempre normais. Alguns médicos recomendam a realização de alguns
exames para excluir outras doenças. Contudo, se as queixas forem típicas, os médicos
experientes prescindem de exames, optando por uma vigilância regular, mais apertada
no início. Mas será de os realizar se existir alguma dúvida.

Que formas de tratamento existem ?


O essencial será acalmar a criança e os pais. Algumas crianças beneficiam com a
massagem das zonas dolorosas com um qualquer creme ou pomada ou com um pano, de
forma a produzir calor localmente. Em geral será o suficiente.
Dado que a dores são de curta duração, na larga maioria dos casos não se justifica
administrar qualquer medicamento. Nos casos mais prolongados poderá administrar-se
o paracetamol ou outro analgésico. Se as queixas forem nocturnas e muito frequentes,
poderá tentar-se administrar-se um analgésico ao adormecer.

As dores de crescimento podem prevenir-se ?


Não. Mas existe uma descrição médica de que a prática de alguns exercícios e
massagens nos músculos das pernas e das coxas, realizados passivamente pelos pais,
duas vezes por dia, poderão reduzir o número de crises. Mas só excepcionalmente
haverá necessidade de se tentar esta medida.

Durante quanto tempo as crises das dores de crescimento ?


Durante algum tempo as crises podem ser frequentes. Contudo, progressivamente, e na
quase totalidade dos casos, as crianças deixam de se queixar. Na maioria dos casos as
crises de dores desaparecem em menos de 2 anos de evolução.

As dores de crescimento deixam “marcas” para o futuro ?


Não. As DC são benignas. Mas algumas destas crianças ficam sem dores nos membros e
passam depois a terem crises de dores abdominais e/ou de dores de cabeça.

Manuel Salgado
Consulta de Reumatologia Pediátrica
Hospital Pediátrico Coimbra
Publicado também na revista Saúde Infantil 2002;24(3):67-9
Última modificação 2006-06-02 21:16

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As Dores do
Crescimento

Uma das causas mais comuns de consultas a especialistas em reumatologia pediátrica (cerca
de 25%), as “dores do crescimento” ainda causam muita controvérsia entre os especialistas,
especialmente por não ter causa conhecida. Segundo o dr. Fábio Ravaglia, as chamadas
“dores do crescimento” foram diagnosticadas em 1823, pelo médico Duchamps. “Essa
denominação é originada pelo fato de o problema acometer crianças e jovens de três a
quinze anos — período de crescimento — que reclamam de dores nos membros inferiores,
no final da tarde ou à noite”, esclarece o ortopedista Fabio Ravaglia.

De acordo com o ortopedista, o exame clínico geralmente mostra que a criança não possui
nenhuma doença aparente, nem sinais de inflamação articular. “Ainda assim, é importante
ressaltar que apesar da causa não conhecida, as dores do crescimento são reais”, afirma o
ortopedista. Entretanto, segundo o dr. Fábio Ravaglia, trata-se de uma doença benigna, que
some ao término do processo de crescimento, sem deixar seqüelas. Mas é muito importante
que nesse interím os pais levem a criança a um especialista para a realização de um exame
apurado. “O essencial é descartar outras patologias provocadas por doenças ou fraturas”,
afirma o dr. Ravaglia.
Saiba mais sobre as dores do crescimento nessa entrevista com o dr. Fabio Ravaglia….

Quais as principais características das dores de crescimento?


As crianças e jovens reclamam de dores nos membros inferiores, ou seja, nos pés e nas
pernas, no final da tarde ou à noite. São dores intensas, que podem ser diárias ou
esporádicas. Uma história típica é a da criança que vai dormir bem e acorda chorando com
dor. O exame clínico geralmente mostra que a criança não possui nenhuma doença aparente,
nem possui sinais de inflamação articular. Apesar de não ter causa conhecida pela medicina
nem consenso entre os pesquisadores, as dores do crescimento são reais. Trata-se de uma
doença benigna, que some ao término do processo de crescimento, sem deixar sequelas.

Há estatística de porcentagem das crianças que sofrem com o problema?


Diagnosticadas em 1823 por Duchamps, as chamadas dores do crescimento representam
uma das causas mais comuns de consultas a especialistas em reumatologia pediátrica:
respondem por cerca de 25% das consultas. A denominação vem porque as dores acometem
crianças e jovens de três a quinze anos, justamente no período de crescimento.

O problema incide de forma diferente em meninos ou meninas?


Não há distinção entre meninos e meninas. A incidência também tem proporções parecidas:
cerca de 12,5% para cada.

Por que algumas crianças crescem normalmente sem sentir nada?


Não há pesquisas nem estudos que mostrem o porquê algumas crianças sofrem das dores do
crescimento e outras não.

A prática excessiva de exercícios físicos ou um dia mais agitado que o normal podem
contribuir para o aparecimento das dores?
Podem. Ainda assim, não há indicação para limitar as atividades da criança. Muito pelo
contrário, elas devem ser estimuladas. É importante não passar para a criança a idéia
errada de que ela é doente. As crises devem ser administradas em uma atmosfera de
tranquilidade por parte da família para que a criança não fique traumatizada.

Existe alguma forma de prevenir o problema, ou atenuá-lo?


Não há prevenção para dores do crescimento. Para atenuá-lo, durante as crises, a indicação
é a ingestão de analgésicos e aplicação de massagens e compressas quentes. Cerca de um
terço das crianças com dores do crescimento têm alívio apenas com a aplicação de
compressas e massagens locais. Não há necessidade de tratamento preventivo.

No momento em que a criança está sentindo dores, o que os pais devem fazer?
A indicação é a ingestão de analgésicos e aplicação de massagens e compressas quentes.
Cerca de um terço das crianças com dores do crescimento têm alívio apenas com a aplicação
de compressas e massagens locais. Não há necessidade de tratamento preventivo.

Bolsa de água quente, gelo, pomadas ou medicação — quais os riscos destas medidas sem
orientação médica?
O principal risco é confundir outras doenças com as dores do crescimento. Por isso, é muito
importante levar a criança ao médico para descartar qualquer outra patologia. Doenças
reumatológicas, hematológicas e até mesmo endocrinológicas podem causar dores nos
membros, portanto, serem confundidas com as dores do crescimento. É por isso que
recomendamos um exame apurado para que sejam descartadas outras patologias.

Por que as dores aparecem sempre no mesmo período, entre o final da tarde e o início da
noite?
As dores do crescimento podem estar associadas a um dia de grande atividade física, por
isso, a incidência entre o final da tarde e início da noite. É importante ressaltar que esta
ocorrência reforça a possibilidade de a causa ter origem muscular.

Embora sejam consideradas normais, os pais devem levar seus filhos ao especialista para
uma avaliação?
Sim. A avaliação é importante para descartar doenças com sintomas similares à dores do
crescimento.

Quais problemas devem ser descartados para a confirmação do diagnóstico de dores de


crescimento?
Doenças reumatológicas, hematológicas e até mesmo endocrinológicas podem causar dores
nos membros, portanto, serem confundidas com as dores do crescimento.

Quais os principais sintomas atribuídos erroneamente pelos pais às dores de crescimento?


O principal sintoma é a dor. Entretanto, após o diagnóstico de dor do crescimento, os pais
não devem rotular a criança como doente. Na verdade, esta é uma ocorrência de criança
sadia. A for do crescimento não é um mito e existe de fato. Vale ressaltar que a dor do
crescimento nunca vem acompanhada de inchaço, vermelhidão ou outros sinais.

O termo Paralisia Cerebral descreve uma condição de ser, um estado de saúde com
implicações que decorrem de danos ao Sistema Nervoso Central.

A criança com Paralisia Cerebral geralmente não possui o controle completo dos
músculos de seu corpo, o que leva a dificuldades motoras e incoordenação, que
podem afetar desde seu desenvolvimento físico até sua fonação.

Essas dificuldades variam desde graus mais leves, gerando perturbações sutis,
quase imperceptíveis, até mais graves, com incapacidade para andar, falar e
dependentes para atividades até mesmo cotidianas.

Suas causas são quase sempre decorrentes da falta de oxigenação cerebral e


podem acontecer durante a gravidez, no momento do parto ou durante o período
do desenvolvimento neuro motor.

A freqüência de Paralisias Cerebrais em países desenvolvidos é de cerca de 2/1000


nascidos vivos, segundo Paneth & Killy. Em países em desenvolvimento, como o
nosso, essa freqüência é bem maior, pois o atendimento e acompanhamento pré
natal são precários, bem como as condições sócio econômicas baixas. Segundo
dados do Departamento de Neurologia Infantil da Universidade de São Paulo, esta
incidência pode alcançar até 7 para cada 1.000 nascidos vivos. Outros estudos
citam a estimativa de 30 mil a 40 mil novos casos de paralisia cerebral por ano no
Brasil (Mancini et al, 2002).

Paralisias cerebrais não são doenças, e sim, uma condição especial que, uma vez
estabelecida, não progride, podendo apresentar regressão com melhora do quadro
clínico geral.

As pessoas com PC tem déficits sensório-motores que afetam sua psicomotricidade,


influenciando no seu comportamento emocional e social, resultando num
desenvolvimento global atrasado, que muitas vezes é confundido gerando imagens
distorcidas e preconceituosas sobre sua capacidade cognitiva e potencialidades para
uma vida independente e autônoma.
Torna-se imprescindível o acompanhamento terapêutico dessa criança desde seu
nascimento, ajudando-a e estimulando-a a desenvolver o máximo de suas
capacidades para adaptá-la e integrá-la a sociedade da melhor forma possível.

Pensando assim, nasceu o Núcleo de Atendimento a Criança com Paralisia Cerebral,


uma entidade sem fins lucrativos, que oferece todo o serviço médico, fisioterápico,
psicopedagógico e demais especializados neste segmento, com o objetivo de
melhorar as limitações físicas, desenvolver e estimular as atividades intelectuais,
tornando-os pessoas mais independentes e capazes.

A etiologia da PC é multifatorial. Qualquer agressão ao Sistema Nervoso que ocorra


em idade precoce pode levar a uma lesão irreversível e não progressiva. Dividem-
se os vários fatores em três grupos :

1. Pré-natais (durante a gravidez)

• Toxemia gravídica
• Mal formações do Sistema Nervoso Central
• Distúrbios metabólicos graves (ex. Diabetes)
• Infecções
• Anemias graves
• Hipertensão arterial

2. Perinatais (durante ou logo após o parto)

• Traumatismos no parto
• Sofrimento fetal
• Distúrbios circulatórios cerebrais
• Nascimento prematuro
• Recém nascidos de baixo peso

3. Pós-natais

• Asfixia
• Traumatismos cranianos
• Infecções do Sistema NervoDependendo da localização, no córtex cerebral, onde
ocorreu a lesão, pode-se classificar as Paralisias Cerebrais em três tipos distintos.

Forma espástica – há aumento do tono muscular que pode atingir um lado do


corpo (hemiparesia), membros inferiores(diplegia) ou os quatro membros
(quadriplegia).
Freqüentemente a criança também apresenta dificuldades de fonação e deglutição.
Com a evolução, instalam-se contraturas articulares e atrofias difusas.

Forma atetóide – presença de movimentos anormais de distribuição difusa, nem


sempre simétrica, que tendem a se exacerbar à movimentação voluntária e aos
estímulos sensoriais ou emocionais.

Forma atáxica – caracteriza-se por incoordenação, distúrbios de equilíbrio que


dificultam a movimentação voluntária e marcha e diminuição da tonicidade
muscular.

Forma hipotônica – é raro na paralisia cerebral a criança puramente hipotônica.


Seu tônus muscular é baixo, sendo características a hipoatividade, a falta de
controle postural e a dificuldade em vencer a gravidade.

so (ex. Meningites)
As crianças com Paralisia Cerebral têm muitos problemas, nem todos relacionados
às lesões cerebrais. Todos eles podem surgir associados ou isoladamente na
dependência da forma clínica que a criança apresentar. A seguir relacionamos
alguns:

Convulsões – ocorrem em cerca de 30 a 50% dos pacientes. Sua freqüência e os


tipos de crise variam conforme a forma clínica. Algumas vezes as crises são raras e
de fácil controle medicamentoso, não influindo no prognóstico. Em outros, são
freqüentes, ocorrendo várias vezes ao dia e de difícil controle clínico.

Distúrbios da fala – são freqüentes devido não só ao comprometimento motor, o


que dificulta a articulação, mas também pelo déficit de audição que pode vir
associado.

Deficiências visuais – podem ser encontradas as mais variadas formas possíveis.


A mais comum é o estrabismo, mas pode haver catarata, glaucoma, microftalmias e
lesões do nervo óptico.

Deficiências auditivas – podem passar despercebidas pela dificuldade diagnóstica


em crianças com distúrbios motores e dificuldades de comunicação. São mais
comuns em determinados grupos dependentes de certas patologias como a
hipebilirrubinemia.

Dificuldades de aprendizagem – por todos os motivos apresentados, essas


crianças podem apresentar maior demora na absorção de ensinamentos,
necessitando de um acompanhamento pedagógico específico e aprimorado de
Educação Especial, numa linguagem adaptada e também com recursos tecnológicos
buscando novos meios de comunicação.

Outros – problemas odontológicos, salivação incontrolável, escoliose, contraturas


musculares, posturas incorretas, etc.

O Núcleo oferece atendimento especializado e específico às necessidades de uma


criança com Paralisia Cerebral, que inclui uma equipe multiprofissional e
multidisciplinar, envolvendo diversas especialidades:

• Neuropediatria
• Psiquiatria
• Serviço de Bioimagem
• Fonoaudiologia
• Comunicação Alternativa
• Fisioterapia / Estimulação Precoce
• Integração Sensorial
• Fisioterapia Aquática
• Terapia Ocupacional
• Psicopedagogia
• Música
• Capoeira
• Escola Transitória
• Atendimento Educacional Especializado
• Educação Física
• Natação
• Informática

No NACPC não só as crianças têm atendimentos, também trabalhamos com suas


famílias, pois a inclusão inicia-se nela.

O processo de socialização da família da criança com paralisia cerebral é parte


fundamental do desenvolvimento da criança com múltiplas deficiências. Portanto, é
necessário o envolvimento da família no processo de reabilitação da criança. No
Núcleo Familiar as famílias recebem atendimentos de:

• música
• informática
• hidroginástica
• vivências psico-corporais e psicologia
• aulas de relaxamento e alongamento
• oficinas de artesanato
• oficinas de culinária
• oficinas de material reciclado
• educação para jovens e adultos www.nacpc.org.br/2_condutas.htm