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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ – CESUMAR

DEPARTAMENTO DE PÓS – GRADUAÇÃO


PÓS – GRADUAÇÃO EM NOME DO CURSO
NOME DO ACADÊMICO

TÍTULO DO PROJETO
CENTRALIZADO NEGRITO: SUBTÍTULO (SE HOUVER)

MARINGÁ
2008
NOME DO ACADÊMICO

TÍTULO DO PROJETO CENTRALIZADO NEGRITO: SUBTÍTULO (SE HOUVER)

Projeto de pesquisa apresentado ao Centro


Universitário de Maringá, como requisito para
obtenção parcial da nota referente à disciplina de
Metodologia da Pesquisa

MARINGÁ
2009
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................................3
1.1 PROBLEMA DE PESQUISA .............................................................................................4
1.2 JUSTIFICATIVA ................................................................................................................5
1.3 OBJETIVOS........................................................................................................................5
1.3.1 Objetivo Geral ................................................................................................................5
1.3.2 Objetivos Específicos......................................................................................................6
2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ......................................................................6
2.1 O RECORTE EMPÍRICO ...................................................................................................6
2.2 A PESQUISA QUALITATIVA...........................................................................................6
2.2.1 O estudo de caso..............................................................................................................7
2.2.2 A coleta de dados ............................................................................................................7
2.2.3 Análise e interpretação do material ..............................................................................8
3 CRONOGRAMA..................................................................................................................9
3 REFERENCIAS ...................................................................................................................9
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1 INTRODUÇÃO

O modelo burocrático de organização, ou burocracia, é considerado o mais


comum dentro do capitalismo, e é o modelo no qual a maioria das organizações se pauta. Com
sua origem remetida há mais de três milênios atrás, a burocracia é vista como o tipo de
sistema social dominante na atualidade, tendo sido considerado, inclusive, um modelo social
fundamental na sociedade moderna (RAMOS, 1989).
Vários autores chegaram à conclusão de que a burocracia deveria ser vista sob
uma perspectiva dimensional, ou seja, por meio de alguns aspectos que a caracterizassem e
que permitissem compreender o grau de burocratização das organizações. Hall (1961; 1962;
1963; 1967; 1968; 1978), com base nos principais autores que escreveram sobre a burocracia,
elegeu, então, seis dimensões segundo as quais o modelo burocrático pode ser percebido:
hierarquia de autoridade, divisão do trabalho, sistema de normas, sistema de procedimentos,
impessoalidade e competência técnica. Segundo essa percepção, a organização será mais ou
menos burocrática conforme a intensidade da presença das dimensões burocráticas nela, que,
em graus elevados compreendem o que Weber (1998) denominou de tipo ideal da burocracia.
Entretanto, muitas críticas foram tecidas à burocracia, chamadas por muitos
autores de disfunções da burocracia. As principais se referem à condição dos funcionários
dentro das organizações. Segundo esse aspecto, a burocracia foi interpretada por alguns
autores, como Perrow (1976), Meyer (2004), Blau (1978), DeHart-Davis e Pandey (2005),
Bonjean e Grimes (1970), Merton (1968; 1978), Gouldner (1978) e Motta (1986), como sendo
geradora de conflitos, de alienação, de antipatia e hostilidade entre os funcionários, de
recalcamento, de falta de identificação, além de ser incompatível com o pleno
desenvolvimento das potencialidades humanas e causar a redução da liberdade do trabalhador.
Essas críticas ao modelo burocrático provocaram reações, no sentido de se buscar
novas formas de organizar o trabalho e a produção. Desta forma, mesmo reconhecendo a
eficiência de grande parte do modelo burocrático, algumas abordagens diferenciadas sobre a
gestão surgiram, algumas propondo um possível rompimento com a burocracia, mas nem
sempre alcançado, como as organizações coletivistas, outras somente procurando sanar essas
disfunções no interno da própria organização (VIEIRA, 1989), ou ainda visando humanizar a
organização burocrática. Dentro desse último perfil encontram-se as empresas da Economia
de Comunhão, objeto de análise do presente trabalho.
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A Economia de Comunhão (EdC) foi proposta como abordagem sobre a gestão de


empresas em 1991 por Chiara Lubich, fundadora e presidente do Movimento dos Focolares.
A idéia da EdC originou-se da observação da pobreza e desigualdade presentes no Brasil.
Essa abordagem inicialmente partiu do aspecto do lucro das empresas. Deste modo, foi
proposto que os empresários que inserem suas empresas na EdC destinem livremente parte de
seus lucros para três fins: uma parte para os pobres, uma para reinvestimento na própria
empresa e outra para a formação de “homens novos”, ou seja, para fomentar iniciativas de
difusão da chamada "cultura da partilha", base sobre a qual está fundamentada a Economia de
Comunhão.
Entretanto, não somente esses aspectos deveriam ser observados. Lubich (2004)
propôs como pressuposto da EdC que a empresa deveria colocar como centro da atividade
produtiva o homem e o bem comum (PINHEIRO, 2000). Assim, as empresas vinculadas a
esse projeto visam também o estabelecimento, por parte de todos os seus integrantes, de
relações éticas e de respeito frente às pessoas ligadas à empresa, como os clientes,
fornecedores, concorrentes e, principalmente, funcionários, e também com relação ao meio
ambiente e ao setor público.
Dada a predominância do modelo burocrático nas organizações e tendo em vista a
constatação de que o ambiente da organização não é um ambiente que cause satisfação, mas
sim um lugar onde pode ocorrer apenas acasos de satisfação plena (SALM, 1996), tornou-se
necessário identificar a relação das empresas da Economia de Comunhão com esse modelo,
haja vista que na burocracia foram identificadas diversas disfunções, sobretudo, no tocante
aos funcionários das organizações, disfunções essas que em vários aspectos contrastam com
os princípios propostos pela EdC.
Como essa relação poderia ser melhor compreendida na prática das empresas,
escolheu-se como objeto de estudo as empresas da Economia de Comunhão integrantes do
Pólo Empresarial Spartaco, localizado na cidade de Cotia, estado de São Paulo. Esse é o pólo
pioneiro da EdC no Brasil e é considerado o projeto piloto para o desenvolvimento da EdC
em outras partes do mundo.

1.1 PROBLEMA DE PESQUISA

Dado o contexto apresentado, surge o seguinte problema de pesquisa, proposto


para investigação no presente estudo:
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Qual a relação das empresas da Economia de Comunhão do Pólo Empresarial


Spartaco com o modelo burocrático de organização?

1.2 JUSTIFICATIVA

Muitos foram os estudos feitos sobre a Economia de Comunhão, ao longo dos


seus dezesseis anos de existência. Buscou-se nesses estudos configurar a experiência prática
da Economia de Comunhão nas teorias já existentes, de modo a compreender onde ela está
inserida e o que ela traz de novo.
O interesse em abordá-la segundo o modelo burocrático deu-se, sobretudo, pela
relevância da burocracia para a administração, tanto em termos de teoria, como de gestão
empresarial quotidiana. Deste modo, o presente estudo busca contribuir para uma maior
compreensão do posicionamento da Economia de Comunhão em meio à teoria administrativa,
por meio do estudo de sua relação com o modelo burocrático de organização.
A motivação da autora para a realização deste estudos veio de sua observação das
práticas da Economia de Comunhão nas empresas que a adotam e os impactos positivos que
ela gera entre os agentes a ela relacionados, entre eles os funcionários, principal objeto de
estudo desse trabalho, além da busca pelo entendimento da EdC dentro das teorias
administrativas.

1.3 OBJETIVOS

1.3.1 Objetivo Geral

Decorrente do problema de pesquisa exposto, esta dissertação busca alcançar o


seguinte objetivo geral:
• Verificar a relação das empresas da Economia de Comunhão do Pólo
Empresarial Spartaco com o modelo burocrático de organização.
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1.3.2 Objetivos Específicos

Para o alcance do objetivo geral, será necessário perseguir três objetivos


específicos:
• Identificar as dimensões burocráticas nas empresas da EdC do Pólo
Empresarial Spartaco;
• Medir o grau de burocratização das empresas da EdC do Pólo Empresarial
Spartaco;
• Verificar em quais dimensões as empresas da EdC do Pólo Empresarial
Spartaco mais se aproximam e mais se distanciam do modelo burocrático de organização.

2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

2.1 O RECORTE EMPÍRICO

A fim de responder ao problema de pesquisa que norteia todo esse trabalho, serão
eleitas oito empresas da Economia de Comunhão, todas elas integrantes do Pólo Empresarial
Spartaco, localizado na cidade de Cotia, estado de São Paulo.
A escolha das empresas do Pólo Empresarial Spartaco como recorte empírico da
pesquisa justifica-se por duas razões: inicialmente pelo que ele representa para toda a
Economia de Comunhão no Brasil e no mundo, seu pioneirismo e por ser considerado projeto
piloto para o desenvolvimento da EdC. Em segundo lugar, a escolha do Pólo deu-se por ser o
lugar onde existe maior número de empresas da EdC próximas umas das outras, o que
facilitará a coleta de dados

2.2 A PESQUISA QUALITATIVA.

O método de pesquisa que se mostrou mais adequado ao problema e aos objetivos


propostos foi o qualitativo. Segundo Chizzotti (2000), a pesquisa qualitativa tem como
objetivo esclarecer uma situação para uma tomada de consciência. O autor diz ainda que os
pesquisadores que adotam essa orientação se dedicam à análise dos significados que os
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indivíduos dão às suas ações e constroem suas vidas e relações no ambiente em que vivem.
Richardson (1999, p.79) diz que “a abordagem qualitativa de um problema, além de ser uma
opção do investigador, justifica-se, sobretudo, por ser uma forma adequada para entender a
natureza de um fenômeno social. Isto está compreendido no que se pretende com este trabalho
ao fazer esta análise a respeito da percepção de valores dos funcionários e cooperados.
Segundo Triviños (1987), o estudo de caso é um dos tipos de pesquisa
qualitativa mais relevantes. Este tipo de estudo mostrou-se adequado ao problema de pesquisa
e aos objetivos propostos no presente trabalho.

2.2.1 O estudo de caso

O estudo de caso, segundo Yin (2005, p.32) “é uma investigação empírica que
investiga um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto da vida real, especialmente
quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos”. Sua
necessidade, portanto, “surge do desejo de se compreender fenômenos sociais complexos”
(YIN, 2005, p.20).

2.2.2 A coleta de dados

Segundo Yin (2005), as evidências para estudos de caso podem vir de seis fontes
diferentes: “documentos, registros em arquivo, entrevistas, observação direta, observação
participante e artefatos físicos” (Yin, 2005, p.109). O presente estudo será baseado sempre
que possível em mais de uma fonte de evidência, observando que haja um encadeamento entre
elas e mantendo um banco de dado, a fim de estabelecer a validade do constructo e a
confiabilidade do estudo.
A coleta dos dados, todavia, representa uma forma mais direta de se obter as
informações necessárias. A entrevista é uma das técnicas usadas para coletar dados. Haguette
(2000, p.86) a define como “um processo de interação social entre duas pessoas na qual uma
delas, o entrevistador, tem por objetivo a obtenção de informações por parte do outro, o
entrevistado”. A entrevista, por ser considerada uma das técnicas mais recomendadas em
pesquisas qualitativas, será a técnica de coleta utilizada neste trabalho.
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Entre os diversos tipos de entrevista, a semi-estruturada será a adotada neste


trabalho. A entrevista semi-estruturada possui uma série de vantagens. Segundo Triviños
(1987, p.146), este tipo de entrevista “ao mesmo tempo que valoriza a presença do
investigador, oferece todas as perspectivas possíveis para que o informante alcance a
liberdade e a espontaneidade necessárias, enriquecendo a investigação”. O mesmo autor
caracteriza a entrevista semi-estruturada como sendo “aquela que parte de certos
questionamentos básicos apoiados em teorias e hipóteses, que interessam à pesquisa, e que,
em seguida, oferecem amplo campo de interrogativas, fruto de novas hipóteses que vão
surgindo à medida que se recebem as respostas do informante” (TRIVIÑOS, 1987, p.146).
As entrevistas serão realizadas no próprio ambiente da empresa, com cada pessoa
individualmente. A identificação do entrevistado será mantida em sigilo, constando no
trabalho apenas características importantes para o estudo, como idade, sexo, o cargo que
ocupa na empresa e o tempo que é associado à cooperativa. As entrevistas serão gravadas –
com autorização prévia dos entrevistados – e posteriormente transcritas. Em seguida, este
material será submetido à análise de conteúdo, que consiste num método de tratamento e
análise das informações que abrange também a parte ‘não explícita’, ou seja, compreende o
sentido da comunicação do sujeito em estudo, inclusive por meio dos momentos de silêncio e
da expressão corporal.

2.2.3 Análise e interpretação do material

Yin (2005) sugere que sejam adotadas estratégias analíticas para a análise das
evidências. Entre as estratégias apresentadas pelo autor, duas mostram-se adequadas ao
presente estudo: a primeira é desenvolver uma descrição de caso. Outra estratégia proposta
por Yin (2005) que será adotada é basear-se nas proposições teóricas, ou seja, tomar como
base as variáveis oriundas do problema de pesquisa e da revisão de literatura para alcançar os
demais objetivos,

.
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3 CRONOGRAMA

Atividades MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV
Projeto de 20 h
Estágio
Elaboração do 15h 15 h
Referencial
teórico
Elaboração da 10 h
descrição do
caso
Pesquisa de 10 h 20 h
campo
Análise e 10 h 10 h 10 h 10 h
interpretação dos
dados
Formatação e 10 h
entrega do
Trabalho Final
Apresentação 10 h
para Banca
Total de horas 150 h

3 REFERENCIAS
(NESTE ESPAÇO APROVEITAREI PARA COLOCAR AS REFERENCIAS DE LIVROS
DE METODOLOGIA QUE VOCÊS PODERÃO USAR PARA FAZER O PROJETO.
LEMBRANDO QUE, QUANDO FOREM FAZER O PROJETO DE VOCÊS, AQUI
DEVERÁ CONSTAR TODAS AS OBRAS UTILIZADAS E REFERENCIADAS NO
TEXTO (E SOMENTE ELAS).

ALVES-MAZZOTTI, Alda J.; GEWANDSZNAJDER Fernando. O método nas ciências


naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. 2. ed. São Paulo: Pioneira, 1999.

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