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Introdução:

O presente portfólio tem como objetivo a investigação da disciplina Didática,


ministrada no primeiro semestre de 2009, pela professora conteudista M. Sc. Valéria de
Fátima Souza, que organizou o Guia de Estudo da disciplina dividido em oito unidades, além
de textos e atividades complementares. Esta disciplina tem a finalidade de analisar o processo
de ensino e seus componentes a partir dos pressupostos das teorias pedagógicas, tendo por
base a realidade escolar.

DIDÁTICA

As primeiras idéias a respeito de Didática surgiram em países da Europa Central.


Um dos principais educadores da época, Jan Amos Komensky, conhecido como Comênio,
(1582-1670), monge luterano, filósofo, teólogo, é considerado um dos primeiros pedagogos
da história. Em 1632, escreveu Didática Magna, que serviu de base às reformas educacionais
em diversos países da Europa.
Mais tarde surgiu Rousseau, autor da segunda revolução da didática, na sua obra
Emílio, pregou que deveria ser dado à criança a possibilidade de um desenvolvimento livre e
espontâneo. Com Rousseau, temos lançadas as bases da Escola Nova, que questiona o
método único e a valorização dos aspectos externos ao sujeito aprendiz.
Segundo Libâneo (1190), devemos entender o processo de ensino como:

O conjunto de atividades organizadas do professor e dos alunos,


visando alcançar determinados resultados (domínio de
conhecimentos e desenvolvimento da capacidade cognitivas), tendo
como ponto de partida o nível atual de conhecimentos, experiências e
de desenvolvimento mental dos alunos (LIBÂNEO, 1990, P.79).

PLANEJAMENTO ESCOLAR E PLANO DE ENSINO

Uma das melhores definições para planejamento escolar é:


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Uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades


didáticas em termos de sua organização e coordenação em face dos
objetivos propostos, quanto sua revisão e adequação no decorrer do
processo de ensino. O planejamento é um meio para se programar as
ações dos docentes, mas é também um momento de pesquisa e
reflexão intimamente ligado à avaliação (LIBÂNEO, 1994, P.221).

Quando nos propomos a realizar e pensar o planejamento, formalizando-o em:


plano da escola, plano gestor, plano de ensino e plano de aula, significa que precisamos
exercer uma atividade engajada, intencional, científica, de caráter político e ideológico e
isento de neutralidade.
O ato de planejar não é só técnica, além dessa dimensão, ele é fundamentalmente a
instância de decisões políticas, capazes de consolidar e dinamizar ações que venham ao
encontro dos interesses de uma coletividade.
Segundo FUSARI (1991), o plano de ensino é um documento elaborado pelo
docente, contendo a sua proposta de trabalho, e deve ser percebido como instrumento
orientador do trabalho docente, tendo-se a certeza e a clareza de que a competência
pedagógico-política do educador deve ser mais abrangente do que aquilo que está registrado
no seu plano.

AVALIAÇÃO

A avaliação deve medir o quanto o aluno assimilou da disciplina aplicada, não


para rotulá-lo mas para avaliar o quanto ele aprendeu, as avaliações também devem servir
para o docente rever sua didática, sua postura, sua forma de trabalhar com aquele aluno que
não tenha um resultado satisfatório.
A avaliação não deve se aplicada como penalidade, ou para selecionar os bons dos
ruins, rotulando e inibindo a capacidade do discente.
Segundo SAVIANI (apud MIZUKAMI, 1986, p.26), “o professor, nesta
abordagem, se caracteriza pela garantia de que o conhecimento seja conseguido,
independente do interesse e vontade do aluno”. Logo, avaliação é realizada visando a

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exatidão do conteúdo comunicado em sala de aula, o aluno é medido pela quantidade de


informações que consegue reproduzir através de teste, provas, exames, etc.

Conclusão:

Podemos concluir que a didática é fundamental para o docente, pois é a mágica


realizada em sala de aula que faz com que os alunos aprendam ou não. Mas assim como
utilizamos a avaliação para mensurar o grau de assimilação dos discentes, também devemos
utilizar para avaliar a nossa capacidade didática.
Para um bom desempenho, precisamos entender algumas práticas dentro da
didática essenciais, tais como:
- o planejamento escolar (escola, aluno, sociedade);
- plano de ensino, onde o professor tem que articular uma metodologia de ensino que se
concretize pela variedade de atividades estimuladoras da criatividade do aluno;
- objetivos de ensino de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacional;
- os conteúdos de ensino chamados conceituais, atitudinais e procedimentais, bem como sua
seleção e organização para o processo de ensino;
- e, a avaliação do rendimento escolar, identificando sua importância e suas funções no
processo de ensino aprendizagem.

Referências Bibliográficas:

SOUZA, Valéria de Fátima. Didática. Guia de Estudo. Paracatu: FINOM, 2006. 80 P.

BERTANHA, Priscila. Didática Geral. Guia de Disciplina. Batatais: CEUCLAR, 2007.

E-Referências:

http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/o-papel-da-avaliacao-da-aprendizagem-no-
ensino-fundamental-aplicada-na-regiao-da-crede-o7-588946.html. Acesso em: 12 out. 2009.