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Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Planejamento e Território

UFSJ
Planejamento e Desenvolvimento
Ingrid Caroline Pena Bizarria

Resumo dos textos do segundo Seminário: PINTO, E.C.; CARDOSO-JR, J.C.;


LINHARES, P.T. (ORG.). Estado, instituições e democracia: desenvolvimento.
Brasília: Ipea, 2010. V.3, CAP. 1, 2, 3, 4, 5 e 63 .
a) SCHUMPETER, J. A teoria do desenvolvimento econômico. S. P.: Abril
Cultrual 19824 .
b) SEN, Amartya. O desenvolvimento como expansão de capacidades. Lua Nova
[online]. 1993, n.28-29, pp.313-334.
c) SEN, Amartya. Desenvolvimento como Liberdade. São Paulo: Companhia das
Letras, 2000, Cap. 1 e 55 .

Os autores apresentados discutem os aspectos do desenvolvimento e crescimento


econômico com base em diferentes elementos necessários para realiza-lo. Embora sejam
teóricos com visões diferentes tanto sobre o desenvolvimento quanto o meio pelo qual
isso ocorre, suas visões podem completar-se, formando um mapa para atingir o produto
final de forma a englobar todas as condições, tanto para o Estado, para o empresário,
quanto para o ser humano e suas liberdades mais que substanciais.

Schumpeter parte sua análise do ponto de que o desenvolvimento econômico ocorre


quando há ruptura do estado de equilíbrio presente em uma economia estática. Ou seja,
é necessária a quebra do equilíbrio para haver desenvolvimento. Por meio das
inovações, essa ruptura citada faz com que a economia saia da rotina de circuito e inicie
a dinâmica econômica.

Para Schumpeter não é possível a mudanças econômicas somente pelas condições


econômicas prévias. A vida econômica do ponto de vista da tendência do sistema
econômico, para uma posição de equilíbrio, passa por vários processos do sistema
econômico como fenômenos parciais da tendência para uma posição de equilíbrio, mas
não necessariamente a mesma, pode ser diferente do fluxo circular, isso ocorre porque
os dados mudam, logo, o ponto de equilíbrio também altera. A análise estática não pode
explicar a ocorrência de revoluções produtivas, nem os fenômenos que acompanham.
Segundo o teórico, o desenvolvimento não é apenas mudanças da vida econômica que
não foram impostas de fora, mas que surjam de dentro, por sua própria iniciativa. O
desenvolvimento econômico é baseado no fato de que os dados mudam e que a
economia se adapta continuamente a ele, não sendo um fenômeno a ser explicado
economicamente, mas que a economia, em si mesma, sem desenvolvimento, é arrastada
pelas mudanças do mundo em sua volta e que as causas. Portanto, as explicações do
desenvolvimento devem ser procuradas fora dos grupos de fatos que são descritos na
teoria econômica. O processo de desenvolvimento não é crescimento da economia,
apenas pelo mero crescimento da população e riqueza, não é um fenômeno novo, é uma
adaptação. E todo o processo de desenvolvimento cria os pré-requisitos para o seguinte.

Posto isso, é possível relaciona-lo com a teoria de Amartya Sen de que o fim do
desenvolvimento econômico não deve ser a maximização da riqueza, sem analisar a
qualidade de vida em um contexto mais amplo e completo, como as privações de
capacidades básicas. A renda é, incontestavelmente, importante, no entanto, valorizar a
preservação das liberdades é desenvolver a sociedade como um todo. Dessa maneira, o
autor discute essa privação como sendo violação do direito ao voto ou de outros direitos
políticos ou civis), ou de oportunidades inadequadas que algumas pessoas têm para
realizar o mínimo do que gostariam. Além de abordar também o enfoque as capacidades
funcionais humanas para o desenvolvimento, importante para uma qualidade da vida à
luz da capacidade de funcionar ou de desempenhar funções.

Pinto, Cardoso e Linhares, por sua vez, conseguem fazer uma junção das teorias de
Amartya Sem e Schumpeter, ao considerar o Estado um ente externo e coercitivo aos
movimentos da sociedade e da economia, dotado de racionalidade única, instrumentos
suficientes e capacidade plena de operação. É sim parte integrante e constituinte da
própria sociedade e da economia, que precisa se relacionar com outros agentes
nacionais e internacionais para construir ambientes favoráveis à implementação de suas
ações. Sendo esses agentes os postos acima, o empresário e a inovação, e as medidas de
qualidade de vida que preservam as liberdades e a capacidade funcional da sociedade,
obtendo, dessa maneira, uma combinação ótima para a busca do desenvolvimento.

Diante do exposto é possível indagar:


A partir de uma visão que busca uma formula múltipla para o desenvolvimento, qual
seria o papel e a abordagem do Estado no desenvolvimento?

Por que para Schumpeter a inovação é estimulo fundamental ao desenvolvimento


econômico?

Qual o papel do empresário na teoria de Schumpeter?

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