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Ao

Meritíssimo Doutor Juiz, de Direito

da Sala do Cível e Administrativo

Do Tribunal Provincial de Luanda

Luanda

DAS PARTES

“A REQUERENTE”

VSV- COMÉRCIO INTERNACIONAL LDA, empresa de direito angolano, com escrotórios


localizados na Avª Pedro de Castro Van-Dunem “Loy”. NIF 540107697, neste acto representado
pelo Sócio-gerente o Senhor João Luiz Santo; portador de cartão de estrangeiro
nº0034100102, emitido pelo Serviço de emigração e estrangeiro (SME), Luanda. Válido até 10
de Fevereiro de 2022, doravante designado por requerente.

Neste acto representado por si vem por este meio interpor a competente acção de
PROVIDVIDÊNCIA CAUTELAR RESTITUIÇÃO PROVISÓRIA DA POSSE. Previsto no artº 393 CPC.
Com o processo sumário.

Por se achar em tempo e com legitimidade para o efeito, requer que seja restituída
provisoriamente a sua posse de que foi desapossado por meio de esbulho e
violência.
CONTRA:

AS “REQUERIDAS”

1- ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DE VIANA


2- EMPRESA BELA-HOUSE
3- EMPRESA MORENO PERIRA DE SOUSA
4- EMPRESA SANTA ÚRSULA

DOS FACTOS

A requerente é possuidora e titular do prédio rústico cedido pela Administração
Municipal de VIANA, no âmbito do processo de indemnização, feita aos camponeses
que que exerciam a sua actividade Agrícola, naquele perímetro há mais de 30 anos,
que de livre e espontânea vontade cederam por intermédio dos documentos por estes
lavrados a favor da requerente, com o devido acompanhamento da comissão do Bairro
do Zango IV (vide nas cópias dos documentos em anexo)
Referindo- se de:
-JOANA TUTAMBUIDI ORESTE DE ALMEIDA;
-MARIA DA GLÓRIA SAPALO;
-ELISA CUFUNA CANHIKA
- MARTINHO DANIEL
- JACINTO CHILUNGO
- ADRIANO GULHERME BUMBA

Cumpridos todos requisitos da legalização. Junto da Administração de VIANA, não
encontrou dificuldades até a celebração, do CONTRATO-PROMESSA que de imediato
foi legalizado. (Vide as cópias dos doc. em anexo nº5)
Sendo atribuído:
1- contrato de promessa para a obtenção do direito de superfície;
2- o croquis localização do espaço;

Após a obtenção da documentação que conferem a titularidade do espaço a
requerente, seguidamente, a mesma solicitou a licença de vedação por mais de três
vezes infelizmente nunca lhe foi cedido o ALVARÁ DE LICENÇA DE CONSTRUÇÃO, por
alegada, sobreposição com AS REQUERIDAS.

A REQUERENTE, teve acesso a um documento que confere a suposta titularidade do
mesmo espaço, concernente a Bela – House, e constatou as seguintes irregularidades…
(vide doc. Em anexo nº)
1- A mesma foi cedida pelo Programa de Habitação Social na área do Zango V,
com fundamento de “ORIENTAÇÕES SUPERIORES”. Quando na realidade o
terreno da requerente encontra-se localizado no Zango IV, logo não é possível
haver uma sobreposição.
O Programa Habitação Social, que orienta as REQUERIDAS, que os encargos
concernentes a indemnização de camponeses e os serviços afins à ele inerentes ficam a
cargo das mesmas.

Surpreendentemente no dia 01 de Abril de 2020, por volta das 10:00 de manhã,
estavam no local, o departamento da fiscalização afecto a Administração de Viana, os
efectivos da Polícia Nacinal (PN) Máquinas, e o Srº NELSON DE SOUSA
“REPRESENTANTE DA EMPRESA BELA-HOUSE, começaram a demolir Oitenta (80)
residências afecto a Requerente.
A) Cônscio que o litígio havia sido ultrapassado, segundo o pronunciamento do
Gabinete Jurídico de Apoio a Comissão de Moradores, afecto a Administração
Municipal de Viana, tal como consta no doc. Nº5, a requerente nunca foi
notificada sobre a existência dum outro processo.
B) Também nunca foi chamado para exercer o contraditório, nem tão pouco foi
notificado da demolição voluntária, assim como a compulsiva.
DO DIREITO

Estando já a questão sobre alçada da Administração Municipal de viana com escopo de
dar a solução ao suposto litígio de sobreposição do prédio rústico. O Gabinete Jurídico,
Intercâmbio e Apoio as Comissões de Moradores, tendo efectuado as diligências em
busca das provas materiais; concluiu e exarou o seguinte despacho: vide o documento
em anexo. Nº5

Como se constata no (documento em anexo nº5), remetido como elemento de prova,
mais que bastante, sendo do ponto de vista da Requerente que a cedência feita às
REQUERIDAS (PHS e PPHS) NULAS com os seguintes fundamentos:
1- Vício de forma por falsidade de documentos vide o 5º ponto do doc. Nº5 em
anexo.

2- Vício de forma por não ter havido um prévio contrato, das formas descritas
taxativamente na lei, vide ponto 11º do doc. Nº5 (contrato de compra e venda,
contrato especial de concessão de direito de superfície, contrato de
aforamento, título de reconhecimento e contrato de arrendamento).

3- A incompetência do Órgão e a Usurpação de Poderes por parte do PHS do


Zango, tendo desta feita violado gravemente as disposições plasmados do Dec-
Lei nº 16-A/95 de 15 de Dezembro sobre as normas do procedimento e
Actividade Administrativa que consagra as seguintes entidades com
competência para ceder terrenos, a saber: (Presidente de República,
Ministério da Administração do Território, Governos Provinciais e
Administrações Municipais).

4- Tendo o (G.J.A.C.M) sugerido no ponto nº 14 do doc. 5º, a nulidade do actos


praticados pela PHS, estão eivados de Vícios, não podendo ser Ratificados,
Reformados ou Convertidos, portanto não podem produzir quaisquer efeitos
jurídicos a luz do direito angolano, isto é, nos termos das disposições conjuntas
dos art.º 72º nº1e2; 77º e 80º do Decreto-lei16-A/96 e 136º e seguintes, do
Dec. 58/07 de 13 de Julho.

a) Conforme reza os nºs 1, 2, e 3 do art.º 1278 do CC; a requerente na qualidade
de possuidor, e que da mesma foi esbulhado, será restituído a posse…...
b) - Que o possuidor tem a posse com uma duração que excede o tempo exigido
por lei que é de um ano;
c) - Possuir o título de proprietária do prédio rústico em litígio, referindo se do
contrato promessa para obtenção do Direito de superfície, entre a requerente
e a Administração Municipal de Viana;
d) - Que a posse da requerente é a mais antiga em relação da posse das
Requeridas, pois até a Data que foi celebrado o referido contrato prometido
com a Administração Municipal de Viana, não havia a suposta sobreposição;
pelo que somos a referir neste acto a posse das requeridas é precária e que foi
obtida por meios irregulares e fraudulentas.

DO PEDIDO

Meritíssimo a requerente vale-se da titularidade do referido prédio rústico


devidamente identificado nos autos, conforme se pode provar em documentos em
anexo, vide os doc. 1, 2, 3, 4, e 5; sendo a única e legítima proprietária do mesmo e
pede a este douto tribunal, invocando as disposições 1278º e 1279º C.C.
Nestes termos e outros de Direito pede a requerente (SV), que se restitua a posse
que lhe foi esbulhado.

O VALOR DA ACÇÃO…………………………………………………………

Data aos ……. de ……. de 2021

O Advogado
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Cédula nº……………….
NIF nº…………………….

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