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A Evolução da Contabilidade

Costuma-se dizer que a contabilidade é tão antiga quanto a origem do homem.

Sistemas de Contabilidade
Entendemos por sistema de contabilidade o conjunto de atividades contábeis
compatíveis que vai desde a compreensão da atividade empresarial ( necessária para
elaborar um plano de contas adequado), passando pela análise e interpretação de
cada fato contábil isoladamente, sua contabilização, até a elaboração das
demonstrações financeiras, sua análise, interpretação e recomendações para
aperfeiçoar o desempenho da empresa

Sistema de Contabilidade Manual


Considera-se manual o sistema que se utiliza apenas de instrumentos bem simples, de
valor reduzido e abundantes no mercado como canetas, livros ou fichas a serem
escriturados.

Sistema Maquinizado
É aquele no qual se utiliza a máquina de datilografar comum, a máquina de calcular e
um formulário denominado de “Ficha Tríplice”. Esse processo é denominado de
maquinizado.

Sistema Eletrônico
É a fase atual, com a escrituração feita eletronicamente, utilizando-se os grandes
equipamentos (mainframes), e os microcomputadores como instrumentos de
trabalho.

A Contabilidade é de significativa importância para a


Administração.

No exercício das funções que lhe são inerentes, a Contabilidade obedece a normas
ou princípios próprios, universalmente aceitos,
que regulam procedimentos técnicos de classificação e de registros, sem os quais não
poderia alcançar os seus objetivos.
Esses procedimentos obedecem a uma rotina, previamente estabelecida, no sentido de
disciplinar toda a atividade de controle escritural contábil.

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O que a contabilidade pode fazer pela empresa?
A contabilidade na vida das empresas é o meio mais eficiente de fornecer informações
mais precisas e ajudar o empresário na gestão e melhoria dos controles do seu
negócio. Com a utilização de técnicas contábeis o empresário controla seu
patrimônio e conhece o resultado no período (lucro ou prejuízo), permitindo a tomada
de decisões mais seguras com base nas informações contábeis.

CONCEITOS E OBJETIVOS DA CONTABILIDADE


Pode-se definir a Contabilidade como a ciência social que estuda e pratica as funções
de controle e de registro relativas aos atos e fatos da Administração e da Economia.
Mais especificamente, trata-se do estudo e do controle do patrimônio das
entidades (empresas). Isso é feito por meio dos registros contábeis dos fatos e das
respectivas demonstrações dos resultados produzidos. Exemplo típico de
demonstração é o Balanço Patrimonial.
Na Contabilidade, o objeto é sempre o Patrimônio da entidade, definido como um
conjunto de bens, direitos e obrigações para com terceiros, pertencente a essa entidade.
Portanto, não há nenhuma dificuldade na delimitação dos objetivos da
Contabilidade no terreno científico, a partir do seu objeto, que é o Patrimônio, por
estarem concentrados na correta representação deste e nas causas de suas mutações.

Ou Seja:

O “objetivo científico” da Contabilidade manifesta-se na correta apresentação do


patrimônio e na apreensão e análise das causas de suas mutações;
Na prática, a aplicação da Contabilidade na empresa tem por finalidade fornecer aos
usuários informações sobre aspectos de natureza econômica, financeira e física do
patrimônio e suas mutações. Isso compreende registros, demonstrações, análises,
diagnósticos expressos sob a forma de relatos, pareceres, tabelas, planilhas e outros
meios.
Conceitualmente, a Contabilidade é aplicável a pessoas físicas ou jurídicas,
independentemente da finalidade ou da atividade destas. Mas é claro que, na prática,
sua aplicação é mais voltada para as empresas, sobretudo por exigências da
legislação comercial e fiscal.

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Pessoas Físicas e Pessoas Jurídicas
Pessoa física: é a pessoa natural, ou seja, o ser humano. De acordo com o código
civil vigente, “ a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida;
mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”;

Pessoa Jurídica: originalmente, a personalidade jurídica está afeita à pessoa


natural, ao ser humano de modo geral. Por ficção jurídica, a lei outorgou
personalidade jurídica, por exemplo, às associações e sociedades (empresas). Essa
outorga de personalidade jurídica aos organismos empresariais torna-lhes
possível o exercício de direitos e, em contrapartida, a assunção de obrigações. Em
relação as pessoas jurídicas é importante observar que:

1°) a legislação vigente, outorga personalidade jurídica própria às sociedades e define


que as pessoas jurídicas têm existência distinta da dos seus membros;

2°) para a existência legal da pessoa jurídica é necessário o registro de seu ato
constitutivo no órgão próprio – junta comercial, se o objeto da empresa for
mercantil, ou registro civil de pessoas jurídicas, se o objeto for civil
(exclusivamente prestação de serviços). É do ato de registro que deriva a
personalidade jurídica da sociedade, ou seja, esta é conseqüência da regularidade
constitutiva da pessoa jurídica;

3°) os efeitos da obtenção, pela sociedade, de personalidade jurídica própria são


de grande relevo. Inicialmente, é preciso deixar claro que a personalidade jurídica
traz, em si mesma, a prerrogativa de a empresa ser senhora de direitos e sujeita a
obrigações, conforme seu objeto;

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Princípios Fundamentais da Contabilidade
- Os princípios têm grande utilização prática, pois norteiam a aplicação dos conceitos
gerais de contabilidade.
- Existem regras de aplicação geral que orientam os procedimentos e práticas
do profissional contábil no exercício de sua atividade. Essas regras, conceitos ou
princípios visam a um tratamento contábil uniforme e servem como guia para a
auditoria examinar a qualidade dos relatórios contábeis.
- Para que os princípios sejam aceitos e incorporados à doutrina contábil, há duas
condições básicas:
- Devem ser considerados praticáveis e objetivos pelo consenso profissional.
-Devem ser considerados úteis (relevantes).

Para assegurar a qualidade das informações contábeis, é necessário observar


os conceitos básicos expressos nos Princípios Fundamentais de
Contabilidade.

1- Princípio da Entidade: segundo esse princípio, o patrimônio da


empresa (entidade) não se confunde com os dos seus sócios ou proprietários;

2- Princípio da Competência: de acordo com este princípio, as receitas e as


despesas devem ser incluídas na apuração do resultado da empresa do período em
que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem,
independente- mente de recebimento ou pagamento;

3- Princípio da Prudência: este princípio, essencialmente, determina a adoção do


menor valor para os componentes do Ativo e do maior para os do Passivo, sempre
que se apresentem alternativas igualmente válidas para o registro contábil. Isso, é
claro, refletirá diretamente no Patrimônio Líquido da empresa;

4- Princípio da Continuidade: segundo este princípio, a empresa deve


ser considerada como um organismo em movimento constante e
contínuo de produção, venda, compra, consumo, investimentos etc. É a
“entidade em marcha”, a qual deve concretizar seus objetivos continuamente;

5- Princípio do registro pelo valor original: na sua essência, esse princípio


determina que os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores
originais das transações, ou seja, pelo valor de aquisição;

6- Princípio da Oportunidade: este princípio determina que as mudanças


nos ativos e no passivo, ou seja, todas as variações sofridas pelo
patrimônio da empresa sejam contabilizadas logo que ocorrerem, ainda
que seus valores sejam apenas razoavelmente estimados e que a respectiva
documentação seja posteriormente complementada;

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7- Princípio da Atualização Monetária: em observância a este princípio,
os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser
reconhecidos nos registros contábeis através do ajustamento da expressão
formal dos valores dos componentes patrimoniais.

AS CONVENÇÕES
As restrições aos princípios ( também conhecidas como convenções),
representam o complemento dos postulados e princípios, no sentido de delimitar-
lhes conceitos, atribuições e direções a seguir e de sedimentar toda a experiência e
bom senso da profissão no trato de problemas contábeis. Se os princípios norteiam a
direção a seguir, as restrições, à luz de cada situação, nos darão as especificidade e as
instruções finais para a escolha do percurso definitivo.

Convenção da Objetividade: Para que não haja distorções nas informações


contábeis, o contador deverá escolher, entre vários procedimentos, o mais adequado
(o mais objetivo) para descrever um evento contábil.
Um dos aspectos quase sempre abordados é que os registros contábeis deverão ter
suporte, sempre que possível, em documentação gerada nas transações ou evidência
que possibilite (além do registro) a avaliação.
Ex. compra de uma máq. por R$ 5 mil, cujo preço de mercado é R$ 6 mil.

CONVENÇÃO DA MATERIALIDADE: O contador deverá, sempre, avaliar a


influência e materialidade da informação evidenciada ou negada para o usuário à luz
da relação custo-benefício, levando em conta aspectos internos do sistema contábil.
Portanto, para valores irrelevantes em relação aos registros formalizados, a
“materialidade” desobriga a um tratamento mais rígido.

CONVENÇÃO DO CONSERVADORISMO: A posição conservadora


(precaução) do contador será evidenciada para antecipar prejuízo e nunca antecipar
lucro. Assim, ele não estará influenciando os acionistas, a um otimismo que poderá ser
ilusório.
Portanto, o objetivo do conservadorismo é não dar uma imagem otimista em uma
situação alternativa que, com o passar do tempo, poderá reverter-se.

CONVENÇÃO DA CONSISTÊNCIA: A contabilidade de uma entidade


deverá ser mantida de forma tal que os usuários das demonstrações contábeis
tenham possibilidade de delinear a tendência da mesma com o menor grau de
dificuldade possível. Isso determina que, uma vez adotado certo critério contábil, ele não
deverá ser mudado de ano para ano, porque, em assim fazendo, estaríamos
impossibilitando a comparação dos relatórios contábeis.

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Atribuições e Responsabilidades dos Profissionais da
Contabilidade
A escrituração contábil da empresa é de responsabilidade de profissional
qualificado (Técnico de Contabilidade ou Contador) devidamente registrado no
Conselho Regional de Contabilidade (CRC).
O Balanço Patrimonial, as Demonstrações do Resultado do período-base, os
extratos, as discriminações de contas ou lançamentos e quaisquer documentos
da Contabilidade devem ser assinados por Técnico de Contabilidade ou
Contador, legalmente registrado, com indicação do número do respectivo registro
no CRC.
Os profissionais da Contabilidade, dentro do âmbito de sua atuação e no que se
referir à parte técnica, serão responsabilizados, com os contribuintes, por qualquer
falsidade dos documentos que assinarem e pelas irregularidades de
escrituração praticadas para fraudar o imposto.

A Contabilidade como Profissão


A Contabilidade é uma das áreas que mais proporcionam oportunidades para o
profissional, as quais, descreveremos algumas a seguir:

Contador: é o profissional que exerce as funções contábeis, com formação superior do


ensino contábil (Bacharel em Ciências Contábeis). Dentro de uma empresa poderá
assumir não só o cargo de Contador, como também:
- Contabilidade Financeira ou Geral: é necessária a todas as empresas,
fornece informações básicas a seus usuários e é obrigatória para fins fiscais;
- Contabilidade de Custos: está voltada para o cálculo e a interpretação dos
custos dos bens fabricados ou comercializados, ou dos serviços prestados pela
empresa;
-Contabilidade Gerencial: voltada para fins internos, procura suprir os
gerentes de um elenco maior de informações, exclusivamente para a tomada de
decisões. O profissional que exerce a Contabilidade gerencial é denominado como
Controller.

Auditoria é o exame, a verificação da exatidão dos procedimentos


contábeis.
- Auditor independente: é um profissional liberal que poderá estar
realizando trabalho em diversas empresas, mas sem vínculo empregatício.
- Auditor interno: é o Auditor que realiza e examina a Contabilidade da
empresa com vínculo empregatício.
Podemos informar outros cargos ou funções que poderão ser exercidas pelo
profissional com formação em Ciências Contábeis:
- Analista Contábil, Auxiliar Contábil, Perito Contábil, Consultor,

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Pesquisador, Professor, entre outros....
Patrimônio Empresarial
Conceito de Patrimônio: podemos definir que patrimônio é tudo o que a empresa
possui.

Trata-se, na verdade, do conjunto de bens, direitos e obrigações,


assim entendidos:
:
Bens: estoques de mercadorias, móveis e utensílios de uso da empresa, suas
instalações, prédios, galpões, veículos, etc;

Direitos: valores a receber (de clientes ou não), como por exemplo as duplicatas a
receber, as contas a receber, etc;

Obrigações: dívidas da empresa , por exemplo, com seus fornecedores (aqueles de


quem ela adquire mercadorias), tributos devidos, aluguel a ser pago, água, energia
elétrica e telefone já consumidos etc;

O conjunto de bens e direitos denomina-se ATIVO;

O conjunto de obrigações denomina-se PASSIVO;

Do patrimônio deriva o conceito de Patrimônio Líquido, mediante a


equação considerada básica na Contabilidade:

(Bens + Direitos) – (Obrigações) = Patrimônio Líquido

Considerando- se que:

* Bens + Direitos = ATIVO e que,

* Obrigações = PASSIVO

Então, a referida equação patrimonial também pode ser assim


representada:

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ATIVO – PASSIVO = PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Portanto, a diferença entre o Ativo e o Passivo Exigível é igual ao


Patrimônio Líquido.

ATIVO: é a parte positiva do patrimônio, é representado pelos


bens e direitos, a natureza das contas do Ativo é DEVEDORA;

PASSIVO: é a parte negativa do patrimônio, é representado


pelas obrigações para com terceiros e para com o
capital próprio, a natureza das contas do Passivo é
CREDORA.

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BALANÇO PATRIMONIAL
O balanço patrimonial é exatamente a representação gráfica do patrimônio.
Do balanço constam os valores do Ativo, do Passivo Exigível e
e do Patrimônio Líquido em determinado momento, ou seja, na data em que for elaborado.

Estruturalmente, o balanço divide-se em duas colunas:


a) a da esquerda contém o Ativo;
b) a da direita contém o Passivo, o qual divide-se em:
b1) obrigações para com terceiros;
b2) Patrimônio Líquido;

No balanço, as contas são classificadas segundo os elementos do patrimônio que


registram, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação
financeira da empresa.

No Ativo as contas são classificadas em ordem decrescente de liquidez:

BEM ou DIREITO

No Passivo as contas são classificadas de acordo com o grau de exigibilidade


Obrigações para com terceiros;
Obrigações para com o Capital próprio.

ATIVO
Ativo Circulante
Ativo Realizável a Longo Prazo
Ativo Permanente
- Investimentos
- Imobilizado
Diferido

PASSIVO
Passivo Circulante
Passivo Exigível a Longo Prazo
Resultados Exercícios Futuros
Patrimônio Líquido
- Capital Social
- Reservas de Capital
- Reservas de Lucros
- Lucros ou Prejuízos Acumulados

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CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS NOS GRUPOS DO ATIVO

a) Ativo Circulante:
a1) disponibilidades (Caixa, Bancos Conta movimento etc);
a2) direitos (valores a receber, tais como duplicatas); inclusive estoques, realizáveis
até o término do exercício social subseqüente, ou seja, durante o ano seguinte
àquele a que se refere o balanço;
a3) aplicações de recursos em despesas de exercício seguinte;

b) Ativo Realizável a Longo Prazo:


b1) direitos realizáveis após o término do exercício seguinte;
b2) direitos derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas
ou controladas, diretores, acionistas etc;

c) Ativo Permanente:

c1) Investimentos:
participações permanentes no capital social de outras sociedades, ou seja, o investimento
feito pela empresa ao tornar-se sócia de outra pessoa jurídica;

direitos de qualquer natureza, não classificáveis no Ativo Circulante, e que não se


destinem à manutenção da atividade da empresa (móveis adquiridos pela empresa mas
não destinados ao uso);

c2) Ativo Imobilizado

bens destinados à manutenção das atividades da empresa (móveis e utensílios,


instalações, máquinas, prédios, veículos);

- direitos de propriedade industrial ou comercial (marcas e patentes);

c3) Ativo Diferido


- aplicações de recursos em despesas que contribuirão para a formação do resultado de
mais de um exercício social(despesas que a empresa tenha antes de entrar em atividade
normal – os chamados “gastos pré-operacionais”).

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CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS NOS GRUPOS DO PASSIVO

a) Passivo Circulante: as obrigações da empresa, inclusive financiamentos para


aquisição de bens e direitos do Ativo Permanente, cujo vencimento ocorrerá no
exercício seguinte (dívidas com fornecedores de mercadorias, matérias-primas etc.,
tributos a pagar, aluguel, água, energia elétrica, telefone a pagar etc);
b) Passivo Exigível a Longo Prazo: as obrigações da empresa, inclusive
financiamentos para aquisição de bens e direitos do Ativo Permanente, cujo
vencimento ocorrerá após o término do exercício seguinte;
c) Resultado de Exercícios Futuros: as receitas de exercícios futuros, diminuídas
dos custos e despesas a elas correspondentes

d) Patrimônio Líquido:
d1) a conta Capital Social ( que deve discriminar o montante subscrito e, por
dedução, a parcela ainda não realizada pelos sócios ou acionistas);

d2) as Reservas de Capital, que são contas que registram:


- o resultado da correção monetária do capital realizado, enquanto não utilizado
para aumento de capital (mediante alteração do Contrato Social);
- as doações eventualmente recebidas pela empresa;
- no caso das sociedades anônimas: ágio na emissão de ações;

d3) Reservas de Reavaliação, as quais registram os aumentos de valor atribuídos


a elementos do Ativo em virtude de novas avaliações feitas pela empresa com
base em laudo;

d4) Reservas de Lucros, que são as contas constituídas pela apropriação de lucros da
empresa;
d5) Lucros ou Prejuízos Acumulados, é a conta que registra os resultados
acumulados pela empresa:
- ainda não distribuídos ao titular, aos sócios ou ao acionista;
- ainda não absorvidos por lucros posteriores (no caso de prejuízos).

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DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

A Demonstração do Resultado do Exercício indica o resultado que a empresa apurou no


ano (lucro ou prejuízo), abrangendo, portanto, o período integral (normalmente de 1º de
janeiro a 31 de dezembro).

O resultado apurado pela empresa é medido pelo confronto entre as receitas e os custos
e despesas do período. Se positivo, o resultado será lucro; se negativo, prejuízo.

Portanto:

RECEITAS – (CUSTOS E DESPESAS) = LUCRO OU PREJUÍZO

Receita é a renda que a empresa obtém pelas vendas de mercadorias e produtos, pela
prestação de serviços etc. (quer receba os valores a vista ou não);

Custo é o gasto relativo à aquisição ou produção de um bem de venda ou de uso. ( Ex.


gasto com aquisição e mercadoria é classificado como custo da mercadoria vendida);

Despesa é o gasto que a empresa tem com as demais “utilidades”, ou seja, os gastos
com vendas (comissões pagas a vendedores), com a administração da empresa
(aluguel, água, luz, telefone), com os juros de empréstimos bancários etc.

ASPECTOS QUALITATIVOS E QUANTITATIVOS DO


PATRIMÔNIO

Aspecto Qualitativo: consiste em identificar cada um dos elementos patrimoniais


envolvidos na contabilização.
São exemplos de qualidades: Bens (dinheiro, veículos, móveis, máquinas); Direitos
duplicatas a receber, títulos a receber, etc); Obrigação (impostos, salários a pagar, etc).

Aspecto Quantitativo: consiste em dar valores aos elementos Patrimoniais, levando-nos a


conhecer a quantidade monetária de cada um deles; são exemplos de quantidade:

-Dinheiro.......... R$ 900,00
- Veículos......... R$ 1.000,00

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SITUAÇÃO PATRIMONIAL

Situação Patrimonial Positiva - Lucro


Situação Patrimonial Negativa - Prejuízo
Situação Patrimonial Neutra - Nula

A situação Patrimonial Positiva: é quando o valor do Ativo é maior que o do Passivo


(A>P).

- Bens...............R$ 200,00
- Direitos...........R$ 100,00
- Obrigações......R$ 180,00

Balanço Patrimonial

Ativo Passivo
Bens 200,00 Obrigações 180,00
Direitos 100,00
Situação líquida 120,00

Total Ativo 300,00 Total Passivo 300,00

Situação líquida = Ativo – Passivo


Situação líquida patrimonial = 300,00 – 180,00 = 120,00
SLP = A>P – situação líquida positiva

Situação Patrimonial Negativa: é quando o valor do Ativo é menor que o Passivo (A<P).
Bens.............R$ 200,00
Direitos....... R$ 100,00
Obrigações..R$ 340,00

Balanço Patrimonial

Ativo Passivo
Bens 200,00 Obrigações 340,00
Direitos 100,00
Situação líquida (40,00)

Total do Ativo 300,00 Total do Passivo 300,00

Situação líquida = Ativo – Passivo


Situação líquida patrimonial 300 – 340,00 = (40,00)
SLP = A<P – situação líquida negativa

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Situação Patrimonial Neutra: É quando o valor do Ativo é igual a do Passivo (A=P).
Bens..............R$ 200,00
Direitos.........R$ 100,00
Obrigações....R$ 300,00

Balanço Patrimonial

Ativo Passivo
Bens 200,00 Obrigações 300,00
Direitos 100,00
Situação líquida 0

Total do Ativo 300,00 Total do Passivo 300,00

Situação líquida = Ativo = Passivo


Situação líquida patrimonial = 300,00 – 300,00 = 0 (zero)
SLP = A=P – situação líquida patrimonial = Nula.

ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS

Atos administrativos são aqueles praticados pelos administradores e que não afetam/
alteram o patrimônio da empresa.
Ex. emissão do aviso de férias, carta comercial,assinatura de contrato, etc.

Fatos Administrativos são aqueles que alteram o patrimônio das empresas, sendo
registrado no Ativo (bens e direitos) e no Passivo (obrigações e PL), ou ainda, nas
contas de resultado do período as (receitas e Despesas).Ex. compras, vendas impostos,
pagamentos, serviços, etc.

Classificam-se em: Permutativos, Modificativos e Mistos.

Permutativos são aqueles que apenas modificam os saldos das contas patrimoniais, sem
alterar o valor do patrimônio.
Ex. a empresa adquire mercadoria a vista, diminuem as disponibilidades em caixa
mas aumenta o valor de seu estoque, pela mesma importância,em decorrência da entrada
da mercadoria;

Modificativo são aqueles que efetivamente modificam o valor do patrimônio líquido. Ex.
quando a empresa paga uma despesa a vista, há uma saída de dinheiro do caixa, o
que representa uma diminuição do patrimônio, mas não há a correspondente entrada
de qualquer outro bem;

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Misto são os fatos ao mesmo tempo permutativos e modificativos. Ex. venda a vista de
mercadoria por R$ 100,00, adquirida por R$ 80,00. Nesse caso, o caixa da empresa
aumentou em R$ 100,00 (pelo recebimento do valor), o estoque diminui em R$ 80,00
(representa a saída da mercadoria vendida) e há um lucro de R$ 20,00 (diferença entre
o calor da venda e o valor do custo da mercadoria).

EXERCÍCIO OU ANO COMERCIAL

É o período de 12 (doze) meses, no qual a administração desenvolveu suas atividades (ges-


tão administrativa), buscando a realização de seus objetivos de acordo com a lei 6.404/76,
o exercício social terá de um ano e data do término será fixada no estatuto,contrato Social
ou declaração de firma individual.
A grande maioria das empresas fazem com que o exercício comercial coincida com o
ano civil, o que resulta que cada exercício se inicia no dia 1º de janeiro e a verificação
do resultado se realiza no dia 31de dezembro de cada ano, contudo podem existir inícios e
términos diferentes, mas sempre sendo observado o período de apuração de 12 meses. A
gestão administrativa das empresas é dinâmica e contínua, a cada ano o que interrompe
são os registros de receitas e despesas apurando-se nas empresas, o lucro ou prejuízo;

A cada novo exercício, as contas de receitas e de despesas são abertas com saldo zero, no
período de 12 meses recebem os devidos registros e no final do exercício serão
encerradas e transferidas para o resultado do exercício para levantamento da
situação do período.

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REGIME DE CAIXA

É o procedimento contábil no qual, para apuração do resultado do exercício, as receitas e


despesas são considerados somente quando de seus recebimentos ou pagamentos. Por levar
em conta a data do registro da entrada e da saída do dinheiro do caixa, ou ainda, o resultado
estar vinculado as datas de recebimentos e pagamentos realizados pelo caixa, é que este
sistema recebe o nome de regime de caixa.Ex. compra de material de limpeza em dezembro
para ser pago em janeiro, esta despesa não será considerada na data da compra (dezembro)
e sim na data do pagamento (janeiro).

REGIME DE COMPETÊNCIA

É o procedimento contábil no qual as receitas e despesas são reconhecidas (contabilizadas),


na data da entrega de bens ou da prestação de serviços (receitas) ou na data do
consumo de bens ou utilização de serviços, independentemente de serem recebidas ou
pagas.
Esse regime é obrigatório por lei para todas as empresas que stão sujeitas a manter registros
contábeis de suas operações, gerando demonstrações contábeis exatas e confiáveis.
O regime de competência resume-se no fato da receita ser considerada no mês(data) em que
for entregue a mercadoria ou produto;ou ainda, prestado o serviço e a despesa, no mês(data)
em que for consumido o bem de pequeno valor ou utilizado o serviço.

Exemplo:
A folha de pagamento (despesas com pessoal), referentes a dezembro, que foi paga em
janeiro, deverá ser registrada como despesa de dezembro (mês da competência).
A venda de mercadorias, a prazo, realizada em janeiro, mas para ser recebida em
fevereiro, deverá ser registrada como receita de janeiro que é o mês de competência da e
entrega do bem ou produto vendido.

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VARIAÇÕES PATRIMONIAIS E FORMAÇÃO DO PATRIMÔNIO

Variações patrimoniais são todas as ações administrativas que alteram o patrimônio (bens,
direitos, obrigações e patrimônio líquido) das empresas.

Formação do patrimônio vem a ser a organização e integralização do Capital das empresas.

Exercício:

1- João Tadeu resolveu formar uma firma individual com o Capital em dinheiro no valor
de R$ 8.000,00.
2- Adquiriu um terreno por R$ 3.000,00 com pagamento de R$ 1.000,00 em dinheiro e o
restante a prazo com aceite de notas promissórias.
3- Comprou a vista instalações para a empresa no valor de R$ 1.000,00.
4- Adquiriu uma máquina de escrever, a prazo, com aceite de duplicata, no valor de
R$ 400,00.
5- Obtenção de um empréstimo de R$ 2.000,00 no banco, com aceite de nota promissória,
sendo aberta uma conta corrente.
6- Pagamento de uma duplicata no valor de R$ 200,00, referente liquidação de parte da
compra a prazo da máquina de escrever.
7- Aumento do Capital em dinheiro no valor de R$ 2.000,00.
8- Compra a vista de mercadorias por R$ 6.000,00.
9- Venda a prazo de R$ 5.000,00 de mercadorias (preço de custo) por R$ 7.000,00 (preço
de venda), com aceite de duplicatas, sendo pago em dinheiro o valor de R$ 10,00,
referente ao frete sobre as vendas.

Demonstração do lançamento acima

Preço de venda.....................................................7.000,00
(-) Preço de custo......................................................5.000,00
Lucro bruto...........................................................2.000,00
(-) Despesa de frete.................................................... 10,00
Lucro líquido........................................................1.990,00

10- Foi retido 10% do lucro líquido como reserva para futuro aumento de capital.

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MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS

A estrutura do lançamento tem por alicerce o secular método das partidas dobradas,
segundo o qual todo débito corresponde a um crédito de mesmo valor.
Ou seja: em todo lançamento contábil são utilizados no mínimo duas contas – uma para o
débito e outra para o crédito do mesmo valor. Dissemos “ no mínimo” porque há inúmeros
casos em que o lançamento contém, por exemplo, uma conta a débito e duas a crédito. Mas,
neste caso, a soma das duas contas creditadas será sempre exatamente iguais ao valor
lançado na conta debitada.

Exemplo: Uma conta a débito e uma conta a crédito.

- Débito na conta “A” no valor de .................................R$ 100,00


- Crédito na conta “B” no valor de ................................R$ 100,00

O método das partidas dobradas é a razão pela qual, na Contabilidade, a soma de todos os
valores debitados é sempre igual a soma de todos os valores creditados. E é também por
isso que, no Balanço Patrimonial, o total do Ativo é sempre igual ao total do Passivo.
No ativo, classificam-se, basicamente, contas que têm SALDO DEVEDOR; no passivo,
aquelas que tem SALDO CREDOR. Há exceções, que são chamadas contas redutoras
(retificadoras). Ex. conta de depreciação acumulada é classificada no ativo, mas seu saldo
é CREDOR, porque ela reduz o valor do imobilizado ao qual se refere.
As contas de DESPESA são debitadas, as de RECEITA creditadas. Conseqüentemente, se
em determinado período a diferença entre receita e despesa for:
- Credora (receitas maior que as despesas) , o resultado será LUCRO.
- Devedora (despesas maior que as receitas), o resultado será PREJUÍZO

DESPESA – Conta de Resultado (natureza devedora, quando se dá o consumo. Ex.


consumo de energia elétrica.

RECEITA – Conta de Resultado. (natureza credora, quando se dá o ingresso de


valores). Ex. venda de mercadorias/serviços.

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FÓRMULAS DE LANÇAMENTOS

Lançamento de 1ª fórmula: caracteriza-se pela simplicidade. Requer uma conta


devedora e uma conta credora e pode ser representada: Ex. pagamento de duplicata de
fornecedor, no prazo por meio de cheque.

- Débito = Fornecedor..............................R$ 100,00


- Crédito = Bancos....................................R$ 100,00

Lançamento de 2º fórmula: lançamento de complexidade intermediária, requer uma


conta devedora e duas credoras. Ex. recebimento, em moeda corrente, de duplicata em
atraso, acrescida de juros.

- Débito = Caixa........................................R$ 120,00


- Crédito = Duplicatas a receber.................R$ 100,00
- Crédito = Juros Ativos..............................R$ 20,00

Lançamento de 3º fórmula: igualmente de complexidade intermediária, esta fórmula


requer duas ou mais contas devedoras e apenas uma credora. Ex. Pagamento de
fornecedor por meio de cheque, com juros.

- Débito = Fornecedor...................................R$ 200,00


- Débito = Juros Passivos............................ R$ 10,00
- Crédito = Banco conta Movimento.............R$ 210,00

Lançamento de 4º fórmula: de maior complexidade, requer duas ou mais contas


devedoras e duas ou mais contas credoras. Ex. Pagamento de duplicata, em atraso,
com incidência de juros, sendo parte em dinheiro e parte em cheque.

- Débito = Fornecedor................................R$ 320,00


- Débito = Juros Passivos...........................R$ 10,00
- Crédito = Caixa.........................................R$ 200,00
- Crédito = Banco conta Movimento............R$ 130,00

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Exercício

Com os dados abaixo proceder os lançamentos ocorridos no período.

1- Pedro resolveu integralizar o total do capital subscrito no valor de R$ 15.000,00,


50% em dinheiro e 50% em depósito bancário.
2- Foi realizada compra de mercadorias, conforme nota fiscal de entrada no valor de
R$ 6.500,00, com 30% do valor pago a vista e o restante com vencimento para 30 e
60 dias ao fornecedor X.
3- Comprou-se a prazo um veículo no valor de R$ 2.500,00 e a 1ª parcela irá vencer no
próximo mês, o financiamento foi feito em 24 meses.
4- Pagou-se frete do transporte das mercadorias recebidas em numerário no valor de
R$ 55,00.
5- Entrou para a sociedade o Sr. José da Silva, e como participação integralizou uma
máquina no valor de R$ 1.500,00 e o valor de R$ 4.500,00 em dinheiro.
6- Foi comprado da empresa ABC, um terreno para futura instalação da sede da
empresa no valor de R$ 2.000,00 com cheque.
7- A empresa prestou serviços e auferiu R$ 3.000,00, no ato da prestação dos serviços
em numerário e receberá mais R$ 1.500,00 em 30 dias.
8- Realizou-se venda de mercadorias a vista no valor de R$ 2.000,00 (preço de custo) e
R$ 3.500,00 (preço de venda), conforme comprovante no caixa.
9- Foi comprado material de escritório para a empresa no valor de R$ 150,00,
pagamento em numerário.
10- Pagou-se 50% do valor referente a operação de compra de mercadorias do
fornecedor X em numerário.
11- Recebemos o montante de R$ 1.550,00, referente a prestação de serviço realizada
conforme depósito em conta corrente.
12- Debitou-se em na conta corrente o valor referente a energia elétrica do período no
valor de R$ 200,00.
13- Provisionou-se o valor de R$ 2.500,00 referente a folha de pagamento do mês, a
qual deverá ser paga no mês seguinte.
14- Nova operação de venda de mercadoria foi realizada no valor de R$ 2.000,00
(preço de custo) e R$ 4.500,00 (preço de venda), conforme depósito em conta
corrente, a empresa teve um custo de distribuição no valor de R$ 50,00 pago em
dinheiro para o prestador de serviço.
15- Pagou-se a folha de pagamento no montante total, conforme comprovante de débito
em conta corrente no banco.

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PLANO DE CONTAS

O plano de contas é, na essência, um guia que norteia os trabalhos contábeis de registro


de fatos e atos inerentes à empresa e serve de parâmetro para elaboração das
demonstrações financeiras ( ou demonstrações contábeis). Tem por finalidade principal
estabelecer normas de conduta para o registro das operações da organização e, na sua
montagem, devem ser levados em conta três objetivos fundamentais:

a- atender às necessidades de informação da administração da empresa;


b- observar formato compatível com os princípios da contabilidade e com as normas
legais que regulam a elaboração do Balanço Patrimonial e das demais
demonstrações contábeis. Lei 6.404/76;
c- Adaptar-se tanto quanto possível às exigências dos agentes externos à empresa,
(fornecedores, bancos, fisco, auditoria) e, particularmente, às regras da legislação
do imposto de renda.

O plano de contas é o instrumento que o profissional consulta quando vai fazer um


lançamento contábil, pois indica qual conta deve ser debitada e qual conta deve ser
creditada.

DENOMINAÇÃO DA CONTA - (TÍTULO)

O título de uma conta deve expressar o significado adequado das operações nela
registradas. A importância da adequada denominação das contas decorre do fato de que
as demonstrações contábeis não são de utilização da própria empresa; são também
analisadas por auditores, instituições financeiras e, é claro, pelo Fisco. Além disso, se a
empresa for uma sociedade anônima de capital aberto (com ações negociadas na bolsa
de valores), é fundamental que suas demonstrações tenham uma linguagem precisa e,
tanto quanto possível, clara, para facilidade de seus acionistas em particular e do
mercado em geral.
O conceito da conta é atrelado a sua finalidade, que é a representação de fatos e
valores.

ESTRUTURA DO PLANO DE CONTAS

1.1.1.1.11
1º grau ( um dígito que indica a estrutura);
2º grau ( um dígito que indica o grupo);
3º grau ( um dígito que indica o sub grupo);
4º grau (um dígito que indica a conta título);
5º grau ( dois dígitos indicam a conta objeto do lançamento).

Obs. Apresentar modelo de Plano de Contas......

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GRUPOS DE CONTAS DO PLANO DE CONTAS

Grupos de Contas do Ativo.

No ativo, as contas são dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos
nelas registrados, nos seguintes grupos:

- Ativo Circulante;
- Ativo Realizável a Longo Prazo; e
- Ativo Permanente, dividido em:
- Investimentos;
- Imobilizado; e
- Diferido.

• Liquidez significa a condição que o bem tem de se transformar em moeda


corrente.

Grupos de Contas do Passivo

No passivo, as contas são classificadas nos seguintes grupos:

- Passivo Circulante;
- Passivo Exigível a Longo Prazo;
- Resultado de Exercícios Futuros; e
- Patrimônio Líquido, dividido em:
- Capital Social
- Reservas de Capital
- Lucros ou Prejuízos Acumulados.

Classificação das contas nos grupos do Ativo

No ativo as contas são classificadas do seguinte modo:

a- No Ativo Circulante

a.1- Disponibilidades (Caixa, Bancos, Aplicações Financeiras)

a.2- Direitos (valores a receber, tais como duplicatas), inclusive estoques, realizáveis até
o término do exercício social subseqüente (ou seja, durante o ano seguinte aquele a
que se refere o balanço);

a.3- As aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte;

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b- No Ativo Realizável a Longo Prazo:

b.1- os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte (valores a receber em


prazo mais dilatado, tais como notas promissórias decorrentes de venda de bens do
Ativo imobilizado feitas a longo prazo);

b.2- os direitos derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades


coligadas ou controladas, diretores, acionistas ou participantes no lucro da empresa,
que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da empresa;

c- Em Investimentos:

c.1- as participações permanentes no capital de outras sociedades;

c.2- os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no Ativo Circulante, e que não
se destinem à manutenção da atividade da empresa (ex. imóveis não destinados a
uso).

d- No Ativo Imobilizado

d.1- os bens destinados à manutenção das atividades da empresa;

d.2- os direitos de propriedade industrial ou comercial.

e- No Ativo Diferido

e.1- as aplicações de recursos em despesas que contribuirão para a formação do


resultado de mais de um exercício social (ex. gastos pré-operacionais).

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Classificação das contas no grupo do Passivo

No Passivo as contas são classificadas do seguinte modo:

a- Passivo Circulante – as obrigações da empresa, inclusive financiamentos para


aquisição de bens e direitos do Ativo Permanente, cujo vencimento ocorrerá no
exercício seguinte. (Ex. Fornecedores, tributos a pagar, etc.);

b- Passivo Exigível a Longo Prazo: as obrigações da empresa, inclusive


financiamentos para aquisição de bens e direitos do Ativo Permanente, cujo
vencimento ocorrerá após o término do exercício seguinte;

c- Resultado de Exercícios Futuros: as receitas de exercício futuros, diminuídas dos


custos e das despesas a elas correspondentes;

d- Patrimônio Líquido: a conta do Capital Social deve discriminar o montante


subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada pelos sócios ou acionistas;

d.1- Reservas de Capital, são contas que registram:

• as doações eventualmente recebidas pela empresa, bem como as subvenções


porventura concedidas pelo Governo;
• no caso de sociedades anônimas: o ágio na emissão de ações. O produto da alienação
de partes beneficiárias e bônus de subscrição; e o prêmio recebido na emissão de
debêntures;

d.2- Reservas de Reavaliação, as quais registram os aumentos de valor atribuídos a


elementos do Ativo em virtude de novas avaliações feitas pela empresa com base em
laudo;

d.3- Reservas de Lucros, são contas constituídas pela apropriação de lucros da


empresa;

d.4- Lucros ou Prejuízos Acumulados, são as contas que registram os resultados


acumulados pela empresa:

• ainda não distribuídos ao titular, aos sócios ou acionistas (no caso de lucros); ou
• ainda não absorvidos por lucros posteriores (no caso de prejuízos).

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