Você está na página 1de 236

Introdução

Para que uma explosão possa ocorrer, uma atmosfera


explosiva e uma fonte de ignição precisam coexistir. As
medidas de proteção aplicadas em projetos de instalações
elétricas ou de instrumentação em atmosferas explosivas
objetivam reduzir, a um nível aceitável a possibilidade de
que uma instalação elétrica não possa se tornar uma fonte
de ignição.

Introdução

A primeira pergunta que devemos fazer é:


Eu tenho em minhas instalações uma atmosfera
potencialmente explosiva?

A segunda é:
Meus equipamentos são adequados ou estão adequados
para operarem em minhas instalações com esse potencial
de risco ?

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 1


Introdução

A formação de uma atmosfera explosiva depende da soma


entre produto inflamável e vapor ou poeira combustível.
Sem essa junção, não há atmosfera explosiva, logo não há
risco de explosão.

Uma indústria química não precisa necessariamente utilizar


equipamentos à prova de explosão em toda sua instalação
apenas por conta da natureza de sua atividade.

Introdução

Quando equipamentos elétricos ou de instrumentação ou


não elétricos (mecânicos) são destinados a serem instalados
em áreas em que concentrações perigosas e quantidades de
gases inflamáveis, vapores, névoas ou poeiras possam estar
presentes na atmosfera...

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 2


Introdução

...medidas de proteção são aplicadas para reduzir a


possibilidade de explosão devido à ignição por arcos,
centelhas ou superfícies quentes, produzidas tanto em
operação normal ou sob condições de falha especificadas.

Introdução

Instalações onde os materiais inflamáveis são manuseados


ou armazenados devem ser projetadas, operadas e mantidas
de modo que qualquer liberação de material inflamável e,
consequentemente, a extensão da área classificada não
represente risco para as pessoas e para o ambiente.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 3


Introdução

É importante examinar as partes de equipamentos em


processo e sistemas, os quais possam liberar material
inflamável, e considerar modificações do projeto para
minimizar a probabilidade e frequência de liberação,
quantidade e a taxa de liberação de material.

Introdução

Considerando-se esses fatores, foram criadas normas para


orientarem técnicas de fabricação de equipamentos
elétricos e regras para a Classificação de Áreas, avaliando-
se graus de risco, na presença de misturas inflamáveis.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 4


Introdução
Para isso, indicam-se os principais conceitos de confinamento do
risco que representam os equipamentos elétricos:
equipamentos à prova de explosão, imerso em óleo, etc.

Fig.01 Painel à prova de


explosão

Introdução

-Essas formas de construção confinam as explosões


internas;
-Características são garantidas através do cumprimento de
normas estabelecidas, em laboratórios de entidades
acreditadas pelo Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 5


2. Certificação

A palavra “certificação” refere-se a certificação de


processo, produto, serviço e de pessoal. A certificação
de conformidade é um instrumento de proteção para o
consumidor, guiando o comércio exterior e
alavancando o
desenvolvimento industrial.

2. Certificação

A certificação é um dos itens mais importantes em uma


organização, quando se trata de garantia de qualidade de suas
atividades. Ela se realiza pelo tipo de “terceira parte”, que são
as certificadoras, organizações independentes, acreditadas
pelo Inmetro, para executar os vários tipos de acreditação.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 6


2. Certificação

A Lei que rege toda a sistemática de Certificação no Brasil é a de


Nº. 5.966, de 11.12.1973, que Criou o Sinmetro- Sistema
Nacional De Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial.
O Sinmetro, por sua vez criou dois órgãos: o Conmetro -
Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial, e o Inmetro - Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial.

2. Certificação

O Inmetro - é uma autarquia federal, vinculada ao


Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, que atua como Secretaria Executiva do
Conmetro, colegiado interministerial, que é o órgão
normativo do - Sinmetro.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 7


2. Certificação

No âmbito de sua ampla missão institucional, o Inmetro


tem o objetivo de fortalecer as empresas nacionais,
aumentando sua produtividade por meio da adoção de
mecanismos destinados à melhoria da qualidade de
produtos e serviços.

2. Certificação

A missão do Inmetro é trabalhar decisivamente para o


desenvolvimento sócio-econômico e para a melhoria da
qualidade de vida da sociedade brasileira, e para a proteção
do cidadão, especialmente nos aspectos ligados à saúde,
segurança e meio-ambiente.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 8


2. Certificação

Dentre as competências e atribuições do INMETRO


destacam-se:
1. Gerenciar os sistemas brasileiros de credenciamento de
Laboratórios de Calibração e de Ensaios e de
organismos de certificação e de inspeção;
2. Fomentar a utilização de técnicas de gestão da qualidade
na indústria nacional;
3. Secretariar o Conmetro e seus comitês técnicos;
4. Realizar os trabalhos inerentes à metrologia legal;

2. Certificação

5. Difundir informações tecnológicas, notadamente sobre


metrologia, normas, regulamentos técnicos e qualidade;
6. Prover o país de padrões metrológicos primários,
estruturar e gerenciar o sistema de referências
metrológicas brasileiras e assegurar rastreabilidade aos
padrões metrológicos das redes brasileiras de
laboratórios credenciados;

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 9


2. Certificação

7. Fiscalizar e verificar os instrumentos de medição


empregados na indústria, no comércio e em outras
atividades relacionadas à proteção do cidadão e do meio
ambiente.

O objetivo é manter e aperfeiçoar um sistema de avaliação


da conformidade reconhecido internacionalmente e
adequado às necessidades da sociedade brasileira, que
proporcione impacto positivo na economia nacional,
promova a competição justa e proteja o consumidor.

2. Certificação

Identificação na Embalagem Identificação no


Produto

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 10


2.1 Certificação de equipamentos elétricos para
atmosferas explosivas no Brasil

A Certificação Compulsória de equipamentos elétricos


para áreas classificadas foi iniciada no ano de 1991, com
a publicação, no dia 06 de julho, da portaria 164, do
Inmetro.

2.1 Certificação de equipamentos elétricos para


atmosferas explosivas no Brasil

A partir do prazo de carência de seis meses de emissão,


todo equipamento elétrico para atmosfera potencialmente
explosiva deve ser submetido a ensaios em laboratório
para, no caso de aprovação, receber o Certificado de
Conformidade, que é o documento comprobatório da
aptidão do equipamento para esses tipos de instalação.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 11


2.1 Certificação de equipamentos elétricos para
atmosferas explosivas no Brasil
De 1991 até hoje, foram feitas algumas atualizações na
legislação, sendo publicadas pelo INMETRO outras
portarias em substituição às anteriores. Pode-se citar a
Portaria INMETRO N° 39 de 05 de março de 1993, a
Portaria INMETRO N° 238 de 29 de dezembro de 1994,
Portaria INMETRO N° 121 de 24 de julho de 1996. Das
mais recentes, cita-se a portaria N° 176 de 17 de julho de
2000.

2.1 Certificação de equipamentos elétricos para


atmosferas explosivas no Brasil

A Portaria INMETRO n°121 teve que ser substituída,


principalmente porque ela não mencionava explicitamente
a obrigatoriedade de certificação de acessórios de
instalação, como: luvas, uniões, niples, unidades
seladoras, etc.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 12


2.1 Certificação de equipamentos elétricos para
atmosferas explosivas no Brasil

Embora fosse implícita a necessidade de sua certificação,


aconteceram casos em que fabricantes tentaram
comercializar tais acessórios sem o Certificado de
Conformidade, alegando que a Portaria n°121 não
obrigava a certificação.

2.2 Definições e conceitos de certificação

Organismo de Certificação de Produtos - OCP


Entidade pública, privada ou mista, de terceira parte,
acreditada pelo Inmetro, de acordo com os critérios por ele
estabelecidos, para realizar os serviços de avaliação da
conformidade de produtos, com base nos princípios e
políticas adotadas, no âmbito do *SBAC.

*Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 13


2.2 Definições e conceitos de certificação

Catálogo NUTSTEEL CGN 21, pág.21

2.2 Definições e conceitos de certificação

Organismo de Certificação de Sistemas de Gestão - OCS


A certificação de sistemas de gestão oferece uma prova do
seu compromisso de qualidade, saúde e segurança, meio
ambiente, e responsabilidade social, assim como, uma
ferramenta de benchmark que lhe permite medir o seu
progresso e melhorar continuamente o seu desempenho.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 14


2.2 Definições e conceitos de certificação

Certificação de Conformidade - Situação em que um


terceiro demonstra existir garantia adequada de que um
produto, processo ou serviço devidamente identificado
está em conformidade com uma norma ou outro
documento normativo especificado.

2.2 Definições e conceitos de certificação

Declaração de Conformidade do Fornecedor -


(Certificação de Primeira Parte)
É a declaração feita por um fornecedor atestando sob sua
exclusiva responsabilidade que um produto, processo ou
serviço está em conformidade com uma norma ou outro
documento normativo especificado.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 15


2.2 Definições e conceitos de certificação

Qualificação de Fornecedores (Certificação de Segunda


Parte) Situação em que o comprador (segunda parte)
avalia o seu fornecedor (primeira parte) de modo a
verificar que o seu produto, processo, serviço e sistema
estão em conformidade com uma norma ou outro
documento normativo especificado.

2.2 Definições e conceitos de certificação

Certificação de Terceira Parte


Uma terceira parte (independente das partes envolvidas)
dá garantia por escrito que o produto, processo ou serviço
está de acordo com as exigências especificadas.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 16


2.2 Definições e conceitos de certificação

Comitê Brasileiro de Certificação


Comitê estabelecido no âmbito do Conmetro, formado
paritariamente por representantes do governo,
trabalhadores, produtores, prestadores de serviço,
consumidores, entidades técnico-científicas e organismos
participantes do SBC.

2.2 Definições e conceitos de certificação

Organismo de Certificação Credenciado (OCC)


Organismo público, privado ou misto, sem fins
lucrativos, de terceira parte, que atende os requisitos de
credenciamento estabelecidos pelo Sistema Nacional
de Certificação - SNC.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 17


2.2 Definições e conceitos de certificação

Organismo de Inspeção (Agente de Inspeção) -


Organismo que realiza serviços de auditoria e de inspeção
subcontratado de um OCC.

Sistema Brasileiro de Certificação (SBC)


Sistema reconhecido pelo estado brasileiro, que possui suas
próprias regras e procedimentos de gestão para realizar a
certificação de conformidade, aprovadas pelo CONMETRO.

2.3 Controle de produto

Conforme Portaria Inmetro 179, de 18.05.2010.

B.12 Controle de Produto não-conforme


Adicionalmente ao item 8.3 da NBR ISO 9001:2008,
aplicam-se os seguintes requisitos:

Nota: Uma das finalidades deste item é evitar não-


conformidades nos produtos fornecidos.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 18


2.3 Controle de produto

a) O fabricante deve manter um sistema de modo que, no


caso de um produto não-conforme com as normas listadas
no certificado de conformidade ter sido fornecido, o
cliente possa ser identificado.

b) O fabricante deve tomar as ações adequadas ao grau de


risco, quando produtos não-conformes tiverem sido
fornecidos ao cliente.

2.3 Controle de produto

Nota: É recomendado que o fabricante informe ao OCP


responsável pela emissão do Certificado de Conformidade.

c) Se um produto inseguro ou não-conforme foi fornecido a


um cliente, o fabricante deve informar por escrito ao cliente
e ao OCP responsável pela emissão do certificado.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 19


2.3 Controle de produto

d) Se não é possível rastrear o produto inseguro (p.ex.


produto fornecido por distribuidor, ou devido ao alto
volume de produtos, como prensa-cabos), um anúncio deve
ser colocado em publicações apropriadas recomendando as
ações a serem tomadas.

2.3 Controle de produto

e) Para todos os produtos não-conformes que tenham sido


fornecidos a clientes, o fabricante deve manter, por um
período mínimo de 10 anos, registros de:

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 20


2.3 Controle de produto

números de série ou identificação dos produtos


fornecidos;
o cliente que recebeu o produto;
a ação tomada para informar aos clientes e o OCP no
caso de produto não-conforme com segurança afetada;
a ação tomada para implementar ações corretivas e
preventiva.

3. NORMALIZAÇÃO

Através da Resolução CONMETRO N° 06, DE 24 DE


AGOSTO DE 1992, o modelo de normalização foi
totalmente reformulado, tendo como ponto alto da
modificação a descentralização no trabalho de elaboração
de normas técnicas brasileiras. Passamos a reproduzir o
resumo das modificações introduzidas por aquela
Resolução:

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 21


3. NORMALIZAÇÃO

Foi criado o COMITÊ NACIONAL DE NORMALIZAÇÃO


(CNN) com o objetivo de planejar e avaliar a atividade de
Normalização Técnica no Brasil.

Esse Comitê tem as seguintes atribuições:


Assessorar o CONMETRO na área de normalização;
Promover articulação institucional entre os setores privado e
governamental na área de Normalização;
Promover atividades de fomento à Normalização;
Analisar e aprovar o planejamento do Sistema de Normalização.

3. NORMALIZAÇÃO

O INMETRO e a ABNT são membros natos deste Comitê.


O modelo de normalização foi totalmente reformulado
através da Resolução CONMETRO No. 06, de 24 de
Agosto de 1992.
Foi criado o COMITÊ NACIONAL DE
NORMALIZAÇÃO (CNN). O CNN, por sua vez criou
mais dois membros: O INMETRO e a ABNT.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 22


3. NORMALIZAÇÃO

ABNT - Entidade privada, sem fins lucrativos, reconhecida


como Foro Nacional de Normalização do SINMETRO,
mediante Resolução do CONMETRO e Termo de
Compromisso firmado com o Governo, à qual compete
coordenar, orientar e supervisionar o processo de
elaboração de Normas Brasileiras bem como elaborar e
editar as referidas Normas.

3. NORMALIZAÇÃO

Em todas as normas ABNT consta em seu Prefácio, o


enunciado abaixo citado:
A aplicação desta Norma não dispensa o respeito aos
regulamentos de órgãos públicos que os equipamentos, os
serviços e as instalações devem satisfazer. Podem ser
citadas como exemplos de regulamentos de órgãos
públicos as Normas Regulamentadoras do Ministério
do Trabalho e Emprego...

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 23


3. NORMALIZAÇÃO

...e as Portarias Ministeriais elaboradas pelo Inmetro


contendo os Requisitos de Avaliação da Conformidade
(RAC) para equipamentos elétricos para atmosferas
explosivas, nas condições de gases e vapores inflamáveis e
poeiras combustíveis.(Portaria n.º 179, de 18 de maio de
2010)

4. PORTARIAS DO INMETRO

Atualmente as portarias, junto ao Inmetro, que regem o


assunto “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”
são a Portaria n° 179 de 18 de maio de 2010.
A Portaria n.º 270 , de 21 de junho de 2011 e a Portaria N°
89, de 23 de fevereiro de 2012.
Esta última é a que prevalece como a atualização da
Portaria n° 179 de 18 de maio de 2010. destacando-se os
artigos, ora em evidência.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 24


4.1 PORTARIA N° 179

―Art. 7º Estabelecer que no prazo de até 36 (trinta e seis)


meses, contados da data de publicação desta Portaria, os
Equipamentos... deverão ser comercializados, no mercado
nacional, somente em conformidade com os Requisitos ora
aprovados. (Redação dada pela Portaria INMETRO /
MDIC número 89 de 23 de fevereiro de 2012)

- A Portaria 89 define o prazo limite em relação a data de


publicação da portaria 179, ou seja, 20 de maio de 2013. O
texto anterior determinava um prazo maior.

4.1 PORTARIA N° 179


―Art. 8º Determinar que no prazo de até 24 (vinte e
quatro) meses, contados da data de publicação desta
Portaria, os Equipamentos...deverão ser fabricados e
importados somente em conformidade com os Requisitos
ora aprovados. (Redação dada pela Portaria INMETRO /
MDIC número 89 de 23 de fevereiro de 2012).

- A interferência da portaria 270 foi mantida, definindo um


prazo de 24 meses, que expirou em 20 de maio de 2012.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 25


4.1 PORTARIA N° 179

―Art. 9º Estabelecer que no prazo de até 36 (trinta e seis)


meses, contados da data de publicação desta Portaria, os
Equipamentos... deverão ser comercializados, no mercado
nacional, somente em conformidade com os Requisitos ora
aprovados. (Redação dada pela Portaria INMETRO /
MDIC número 89 de 23 de fevereiro de 2012).

- A interferência da portaria 270 foi mantida, definindo um


prazo de 24 meses, que expirou em 20 de maio de 2012.

4.1 PORTARIA N° 179

―Art. 11 Determinar que até 36 (trinta e seis)


meses, após a vigência dos prazos fixados nos artigos
6º e 8º, os Equipamentos ... deverão ser fabricados e
importados de acordo com a publicação da versão
que vier a ocorrer, das Normas relacionadas nos
Requisitos ora aprovados.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 26


4.1 PORTARIA N° 179

§1º Nos casos em que a atualização das Normas,


relacionadas nos Requisitos ora aprovados, se der por
motivo de risco imediato, que venha a impactar na
segurança do cidadão, o atendimento ao caput deste artigo
deverá ser de até 12 (doze) meses.
§2º O prazo fixado no caput viabilizará o processo de
fabricação destes equipamentos em conformidade com as
Normas atualizadas.

(Redação dada pela Portaria INMETRO / MDIC número 89


de 23 de fevereiro de 2012)

4.1 PORTARIA N° 179

Os equipamentos que se enquadrem nos artigos 6


(equipamentos destinados a atmosfera de pós
combustíveis) e artigo 8 ( equipamentos destinados a
atmosferas de vapores e gás) apenas poderão ser fabricados
e importados a partir de 20 de maio de 2015 se estiverem
atendendo às normas de “versões mais recentes do que as
indicadas no item 2 do RAC – Regulamento de Avaliação
da Conformidade.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 27


4.1 PORTARIA N° 179

―Art. 12 Estabelecer que no prazo de até 48 (quarenta e


oito) meses, após a vigência dos prazos fixados nos
artigos 7º e 9º, os Equipamentos... deverão ser
comercializados, no mercado nacional, de acordo com a
publicação da nova versão, que vier a ocorrer, das Normas
relacionadas nos Requisitos ora aprovados.‖ (NR)
(Redação dada pela Portaria INMETRO / MDIC número
89 de 23 de fevereiro de 2012)

4.1 PORTARIA N° 179

Os equipamentos que se enquadrem nos artigos 7


(equipamentos destinados a atmosfera de pós
combustíveis) e artigo 9 ( equipamentos destinados a
atmosferas de vapores e gás) apenas poderão ser
comercializados a partir de 20 de maio de 2017 se
estiverem atendendo às normas de “versões mais recentes
do que as indicadas no item 2 do RAC – Regulamento de
Avaliação da Conformidade.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 28


4.1 PORTARIA N° 179

―Art. 15 Revogar a Portaria Inmetro n.º 83, de 03 de abril


de 2006, publicada no Diário Oficial da União de 06 de
abril de 2006, seção 01, página 62, que aprova o
Regulamento de Avaliação da Conformidade de
Equipamentos Elétricos para Atmosferas Potencialmente
Explosivas, nas condições de gases e vapores inflamáveis,
24 (vinte e quatro) meses após a publicação desta Portaria.

5. Conceitos Básicos em Atmosferas


Explosivas

De modo geral, os equipamentos elétricos, quando


operados em atmosferas explosivas representam uma fonte
de ignição que, somada ao ar e combustível, podem
resultar em uma combustão.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 29


5. Conceitos Básicos em Atmosferas
Explosivas

Três fatores são primordiais para que se culmine uma


situação de maior ou menor risco:

 a presença de substância inflamável no local;

 as suas características, e;

sua concentração e a extensão por ela alcançada.

5. CONCEITOS BÁSICOS EM
ATMOSFERAS EXPLOSIVAS

Sabe-se que a energia necessária para causar a


inflamação de uma atmosfera explosiva é, em geral, muito
pequena. Sabe-se também que a quantidade de energia
elétrica usual na indústria, para fins de acionamento de
máquinas, iluminação, controle, automação, etc. é muitas
vezes superior ao mínimo necessário para provocar
incêndios e explosões. (JORDÃO, 2002. pág. 03).

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 30


5. CONCEITOS BÁSICOS EM
ATMOSFERAS EXPLOSIVAS
Considerando-se esses fatores, foram criadas normas para
orientarem técnicas de fabricação de equipamentos
elétricos e regras para a Classificação de Áreas,
avaliando-se graus de risco, na presença de misturas
inflamáveis.

A Classificação de Áreas está em constante mudança de


conceitos, as normas pertinentes sempre sendo editadas.

5. CONCEITOS BÁSICOS EM
ATMOSFERAS EXPLOSIVAS

O fator mais importante para evidenciar os riscos potenciais


de uma explosão em áreas potencialmente explosivas, nas
indústrias de produtos químicos, petroquímicos, de petróleo,
de alimentos, é a Norma Regulamentadora 10 (NR-10). Em
diversos dos seus itens, a citada norma orienta a gestão dos
equipamentos instalados ou a serem instalados em Áreas
Classificadas, através do seu prontuário – PIE (Prontuário
de Instalações Elétricas).

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 31


5. CONCEITOS BÁSICOS EM
ATMOSFERAS EXPLOSIVAS

Conforme a Norma ABNT NBR IEC 60079-0 – 11.07.2013


seguem as definições fundamentais para o entendimento do
assunto a que nos propomos a estudar:

atmosfera explosiva - mistura com ar, sob condições


atmosféricas, de uma substância inflamável na forma de gás,
vapor, poeira, fibras ou partículas suspensas, na qual, após
ignição permite autosustentação de propagação;

5. CONCEITOS BÁSICOS EM
ATMOSFERAS EXPLOSIVAS

atmosfera explosiva de poeira - mistura com ar, sob


condições atmosféricas, de substâncias inflamáveis na forma
de poeira, fibras ou combustíveis suspensos os quais, após
ignição, permitem autosustentação da propagação;

atmosfera explosiva de gás - mistura com ar, sob condições


atmosféricas, de substâncias Inflamáveis na forma de gás ou
vapor, as quais, após ignição, permitem autosustentação de
propagação da chama;

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 32


5. CONCEITOS BÁSICOS EM
ATMOSFERAS EXPLOSIVAS

mistura explosiva de ensaio - mistura explosiva especificada


utilizada para o ensaio de equipamento elétrico para
atmosferas explosivas de gás;

5. CONCEITOS BÁSICOS EM
ATMOSFERAS EXPLOSIVAS
Conforme a NBR IEC 60079-10-1:2009, seguem abaixo
as seguintes definições:
área classificada – área na qual uma mistura explosiva de gás está
presente, ou pode ser provável de estar presente, em quantidades
tais que requeiram precauções especiais para a construção,
instalação e utilização dos equipamentos;
área não Classificada – área na qual uma atmosfera explosiva de
gás não é provável de estar presente em quantidades que requeiram
precauções especiais para a construção, instalação e utilização dos
equipamentos.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 33


5.1 Histórico de instalações de equipamentos
em área classificada no Brasil

Há mais de 40 anos, o início da indústria de processo no Brasil


foi caracterizado basicamente pela importação de projetos, em
sua maioria, americana. Junto com os equipamentos vinha
também, a tecnologia.

5.1 Histórico de instalações de equipamentos


em área classificada no Brasil

No tocante a instalações elétricas em atmosferas


potencialmente explosivas, o mais comum era a adoção da
normalização técnica americana, citando-se como exemplo:
NEC - NATIONAL ELETRICAL CODE e API – AMERICAN
PETROLEUN INSTITUTE. “Praticamente esse fato perdurou
até recentemente na maioria das indústrias de petróleo e
petroquímicas”.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 34


5.1 Histórico de instalações de equipamentos
em área classificada no Brasil

No início da década de 80, foi implantada na ABNT –


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS
uma comissão técnica chamada CT-31, encarregada de
elaborar as normas brasileiras sobre “equipamentos e
instalações elétricas em atmosferas explosivas”, baseadas em
normas internacionais da IEC – INTERNATIONAL
ELETROTECHNICAL COMMISSION, que é o órgão
internacional de normalização para o setor elétrico.

5.1 Histórico de instalações de equipamentos


em área classificada no Brasil

Existem no Brasil, duas conceituações que servem de base


para as instalações de equipamentos elétricos em áreas
explosivas: a AMERICANA e a BRASILEIRA e
INTERNACIONAL.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 35


6.1.1 MESG – MÁXIMO
EXPERIMENTAL SEGURO

Interstício máximo que pode ocorrer num invólucro, entre a


tampa e o corpo por exemplo, sem que haja por ele,
propagação para o meio externo de uma eventual explosão
ocorrida no seu interior, através de um caminho de chama
de comprimento de 25mm, para todas as concentrações
ensaiadas de gases ou vapores em ar.

6.1.1 MESG – MÁXIMO


EXPERIMENTAL SEGURO

MESG (Maximum Experimental Safe Gap):

Fator determinante do grau de periculosidade de uma mistura


explosiva, o MESG é a distância máxima indicada na figura
abaixo, na qual a combustão da mistura contida na parte
interior da câmara de explosão não é propagada para a câmara
exterior, sendo que a ignição é causada por um eletrodo,
estando a mistura na proporção ideal de explosão.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 36


6.1.1 MESG – MÁXIMO
EXPERIMENTAL SEGURO

Gases e vapores podem ser classificados de acordo com os


seus máximos Interstícios experimentais seguros (MESG)
em grupos I, IIA, IIB e IIC.
Os grupos para equipamentos para atmosferas explosivas
são:
Grupo I: equipamento para minas de carvão sujeitas à
presença de grisu.

6.1.1 MESG – MÁXIMO


EXPERIMENTAL SEGURO
Grupo lI: equipamento para locais com urna atmosfera do
gás diferente daquela de minas de carvão sujeitas à
presença de grisu.
Os equipamentos do Grupo II são subdivididos e, para os
objetivos de classificação de gases e vapores, os limites de
MESG são:
Grupo IIA: MESG ≥ 0,9 mm;
Grupo IIB: 0.5 mm < MESG <0,9 mm;
Grupo IIC: MESG≤0,5mni.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 37


6.1.1 MESG – MÁXIMO
EXPERIMENTAL SEGURO
Para Gaps maiores que o MESG a detonação se propaga da
câmara interior para a câmara exterior.

Fig.6.1.1.1 Câmara de explosão para


determinação do MESG.
a câmara esférica interior; b invólucro
cilíndrico exterior; c peça ajustável; d
saída da mistura; e entrada da mistura; f
janela de observação; g eletrodo de
centelhamento; h placa de interstício
inferior, fixa; i placa de interstício
superior, ajustável.(NBR 60079-20-
1:2011)

6.1.1 MESG – MÁXIMO


EXPERIMENTAL SEGURO

Fig. 6.1.1.2 Câmara de teste de explosão para medição do


MESG; 1- Válvula de Admissão; 2- Parafuso micrométrico; 3-
Janela de Observação.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 38


6.1.1 MESG – MÁXIMO
EXPERIMENTAL SEGURO
EQUIPAMENTO DE ENSAIO
Resistência mecânica - O equipamento completo é
construído para suportar a pressão máxima de 1 500 kPa
sem uma expansão significativa do interstício, de forma que
nenhuma expansão do interstício ocorra durante a explosão.
Câmara interior - O interior da câmara "a" é uma esfera
com um volume de 20 cm3.
Câmara exterior - O invólucro cilíndrico exterior "b"
possui um diâmetro de 200 mm e uma altura de 75 mm.

6.1.1 MESG – MÁXIMO


EXPERIMENTAL SEGURO

Ajuste do interstício - As duas partes "i" e "h" da câmara


interior são montadas de forma que um interstício de 25
mm possa ser ajustado entre as faces planas paralelas das
bordas opostas. A largura exata do interstício pode ser
ajustada por meio de um micrômetro (parte "c").

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 39


6.1.1 MESG – MÁXIMO
EXPERIMENTAL SEGURO

Injeção da mistura - A câmara interior é preenchida com a


mistura gás-ar ou vapor-ar através da entrada ("e"). A
câmara exterior é preenchida com a mistura através do
interstício. Recomenda-se que a entrada e a saída da
mistura sejam protegidas por meio de um dispositivo do
tipo corta-chama.

6.1.1 MESG – MÁXIMO


EXPERIMENTAL SEGURO

Fonte de ignição - Os eletrodos "g" devem ser montados


de forma que o caminho da centelha seja perpendicular ao
plano da junta e necessitam ser simetricamente
posicionados em ambos os lados do plano.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 40


6.1.1 MESG – MÁXIMO
EXPERIMENTAL SEGURO
Materiais do equipamento de ensaio - As partes
principais do equipamento de ensaio, em especial as
paredes e os flanges da câmara interior e os eletrodos de
centelhamento são, normalmente, fabricados em aço
inoxidável. Outros materiais podem ser utilizados com
alguns tipos de gases ou vapores, entretanto, de forma a
evitar a ocorrência de corrosão ou de outros efeitos
químicos. Não convém que ligas de materiais leves sejam
utilizadas para os eletrodos de centelhamento.

6.1.2 MIC – CORRENTE MÍNIMA

MIC (Minimum Ignition Current): menor valor de


corrente elétrica que flui em uma chave no instante
imediatamente anterior ao instante em que tal chave se
abre e que pode produzir fagulhamento capaz de iniciar a
combustão da atmosfera explosiva.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 41


6.1.2 MIC – CORRENTE MÍNIMA

Gases e vapores podem ser classificados de acordo com a


relação entre suas correntes mínimas de Ignição (MIC) e a
corrente de ignição do metano laboratorial. O método
normalizado para a determinação das relações de MIC deve
ser com o equipamento descrito na ABNT NBR IEC
60079-11, porém onde determinações tiverem sido obtidas
com outros equipamentos, estas podem ser aceitas, a
princípio.

6.1.2 MIC – CORRENTE MÍNIMA

Os equipamentos do Grupo II são subdivididos e, para os


objetivos de classificação de gases e vapores, as relações de
MIC são:
Grupo IIA: MIC >0,8;
Grupo IIB: 0,45 ≤ MIC ≤ 0,8;
Grupo IIC: MIC <0.45.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 42


7. CONCEITUAÇÃO DA NORMA
BRASILEIRA E INTERNACIONAL
7.1 Normas ABNT
A normalização internacional IEC – INTERNATIONAL
ELETROTECHNICAL COMMISSION, órgão
internacional de normalização para setor elétrico causou
uma evolução tecnológica muito importante para o Brasil,
a partir da sua adoção, que difere bastante da Norma
Americana (NEC)...

7. CONCEITUAÇÃO DA NORMA
BRASILEIRA E INTERNACIONAL

As mudanças que se deram, influenciaram a partir da


construção dos equipamentos, a classificação de áreas e a
maneira de executar as montagens elétricas. (JORDÃO,
2002.).

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 43


7.1 Normas ABNT

O Brasil é líder no assunto instalações elétricas em


atmosferas explosivas, secretariando inclusive o Comitê
MERCOSUL. O País já se encontra alinhado com essa
norma desde a década de 80.

7.1 Normas ABNT

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o


Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras,
cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês
Brasileiros ABNT/CB), dos Organismos de Normalização
Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo
Especiais (ABNT/CEE)...

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 44


7.1 Normas ABNT

...são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas


por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo
parte produtores, consumidores e neutros (universidade,
laboratório e outros).

7.1 Normas ABNT

A ABNT NBR IEC 60079-0 foi elaborada no Comitê


Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB- 03), pela Comissão
do Estudo de Requisitos Gerais para equipamentos para
atmosferas explosivas, tipos de proteção:
 à prova de exp1osão (Ex “d”);
 imersão em areia (Ex “q”);
 imersão em óleo (Ex “o”);

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 45


7.1 Normas ABNT

encapsulamento em resina (Ex “m”);


equipamentos com EPL Ga e;
prensa cabos (CE-03:031 .02).

7.2 Norma Brasileira de Atmosfera


Explosiva

Segue texto explicativo, sobre a adoção da norma IEC


pelos americanos, referente ao livro, “Atmosferas
Explosivas. Manual de Instalações Elétricas em
Indústrias Químicas, Petroquímicas e de Petróleo” de,
Dácio de Miranda Jordão:

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 46


7.2 Norma Brasileira de Atmosfera
Explosiva

“Quando se começou a manusear as normas


internacionais, tomou- se conhecimento de uma evolução
tecnológica muito significativa, que mudava de maneira
radical os conceitos até hoje por nós utilizados.

7.2 Norma Brasileira de Atmosfera


Explosiva

Essas mudanças se refletem de modo geral,


abrangendo a construção dos equipamentos, a
classificação das áreas, e a maneira de executar as
montagens elétricas...

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 47


7.2 Norma Brasileira de Atmosfera
Explosiva

... Na verdade, o que houve foi uma influência muito grande


da normalização técnica europeia, principalmente da
Alemanha, pela incorporação de técnicas desenvolvidas
naquele país”.

7.2 Norma Brasileira de Atmosfera


Explosiva

“Podemos dizer que hoje há uma tendência mundial de


utilização das normas internacionais, haja vista que o
principal documento americano sobre instalações elétricas,
o NEC, em sua revisão de 1996 introduziu um novo artigo,
de número 505, que admite que a Instalação elétrica em
atmosferas explosivas nos EUA seja feita utilizando os
conceitos previstos pela normalização internacional IEC.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 48


7.2 Norma Brasileira de Atmosfera
Explosiva

Aqui no Brasil, já estamos alinhados com a normalização


internacional nessa área desde a década de 80. Para
reforçar essa posição, deve se ressaltar que o acordo
firmado entre os países membros do MERCOSUL,
estabelece que as normas técnicas válidas para o
MERCOSUL devem ser desenvolvidas tendo como base as
normas internacionais.

7.2 Norma Brasileira de Atmosfera


Explosiva

.Nesse aspecto o Brasil é líder no assunto instalações


elétricas em atmosferas explosivas, secretariando inclusive o
Comitê MERCOSUL, para a área elétrica. Faz parte do
acordo que todas as normas aprovadas no âmbito do
MERCOSUL sejam utilizadas pelos países membros como
norma NACIONAL”.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 49


7.2 Norma Brasileira de Atmosfera
Explosiva

Com isso percebe-se que o fato de o Brasil adotar como


base as normas internacionais, na elaboração de suas normas
nacionais, nos trouxe o conhecimento de tecnologia
evoluída e o uso da linguagem universalmente conhecida.

7.3 Conceituação

Pelo fato de termos passado cerca de 30 anos praticando


uma tecnologia americana sem tomar conhecimento da
evolução acontecida principalmente na Europa, nos modos
construtivos dos equipamentos, não houve também nenhum
avanço com relação à certificação. Ela era considerada de
uma forma um tanto amadorística e basicamente só eram
realizados ensaios para equipamentos à “prova de explosão”
no Instituto de Eletrotécnica da USP, apenas para gases do
Grupo IIA (Grupo D do NEC).

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 50


7.3 Conceituação

Além disso, no Inicio da década de 80, houve urna demanda


multo grande de equipamentos á prova de explosão, por
causa da construção das plataformas marítimas de produção
de petróleo da Bacia de Campos. Houve também muita
solicitação de certificados, por força de exigência das
empresas classificadoras que eram contratadas para um
trabalho de inspeção de qualidade, tal como é feito para a
construção de navios.

7.3 Conceituação

A falta de conscientização tanto por parte do fabricante


quanto por parte do próprio usuário quanto à importância da
certificação, facilitou o estabelecimento de um estado de
desinteresse geral, estimulando a pratica, por fabricantes
menos escrupulosos, de atos ilícitos, como falsificação de
certificados e falsificação de produtos. ...

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 51


7.3 Conceituação

(cont...)A situação era caracterizada por uma enorme falta


de Informação. Surgiram certificados emitidos por
entidade não credenciada a partir de ensaios incompletos,
feitos nas dependências do fornecedor, em total desrespeito
às recomendações normativas.

7.3 Conceituação

Iniciou-se então um trabalho de divulgação da nova


normalização, tentando a adesão dos fornecedores
nacionais a nova tecnologia, Incentivando a prática da
certificação de conformidade. Todo esse trabalho foi feito a
partir de seminários, reuniões de esclarecimentos,
publicação de artigos em ....

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 52


7.3 Conceituação

(cont ...) revistas especializadas, que durou cerca de sete


anos. Os membros da Comissão Técnica da ABNT e a
comunidade técnica de um modo geral desejavam que a
certificação de conformidade fosse compulsória para esse
tipo de equipamento.

7.3 Conceituação

O Brasil, ao adotar a norma internacional, que é diferente


da americana, assumiu também os conceitos e terminologia
praticada internacionalmente.

Nesta norma não se classifica os ambientes em


CLASSES, e sim em GRUPOS, porém referindo-se aos
equipamentos elétricos.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 53


7.4 Classificação de Área Conforme Norma
Brasileira e Internacional

Os locais devem ser classificados dependendo das


propriedades dos líquidos, vapores e gases inflamáveis, que
podem estar presentes e da probabilidade de ser formada
uma mistura inflamável. Cada sala, ambiente ou área deve
ser considerada individualmente na determinação de sua
classificação.

7.4 Classificação de Área Conforme Norma


Brasileira e Internacional
Seleção de equipamentos (excluindo cabos e eletrodutos)
Requisitos de Informação
De forma a selecionar o equipamento elétrico adequado
para áreas classificadas, as seguintes informações são
requeridas:

Classificação de área contendo atmosfera explosiva,


incluindo os requisitos de nível de proteção de
equipamento, quando aplicável;

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 54


7.4 Classificação de Área Conforme Norma
Brasileira e Internacional

Onde aplicável, a classificação do gás, vapor ou poeira,


em relação ao grupo ou subgrupo dos equipamentos
elétricos;

Classe de temperatura ou temperatura de ignição dos


gases ou vapores envolvidos;

7.4 Classificação de Área Conforme Norma


Brasileira e Internacional

Temperatura mínima de ignição da poeira combustível


em nuvem, temperatura mínima de ignição da poeira
combustível em camada e energia mínima de ignição da
poeira combustível em nuvem;

Influências externas e temperatura ambiente.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 55


7.4 Classificação de Área Conforme Norma
Brasileira e Internacional

Basicamente, a atividade de classificação de área é


orientada pelas normas ABNT NBR IEC 60079-10-1
Classificação de áreas - atmosferas explosivas de gás e
ABNT NBR IEC 60079 -10 - 2 Atmosferas explosivas –
Parte 10 – 2: Classificação de áreas – Atmosferas de
poeiras combustíveis.

7.4 Classificação de Área Conforme Norma


Brasileira e Internacional

A delimitação das zonas, na classificação de áreas, é


dependente de vários fatores em que se destacam:
identificar o grau, severidade e frequência do risco de
explosão, as características dos produtos componentes da
mistura, as quantidades que podem ser liberadas para o
ambiente, a ventilação local e outros.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 56


7.4 Classificação de Área Conforme Norma
Brasileira e Internacional

O risco é baseado em probabilidade. A probabilidade


depende de vários fatores, entre eles: equipamento, humano
e gerencial. Como elemento dificultador, é importante
salientar que estes fatores mudam com o tempo. A definição
da classificação das áreas deve ser feita na etapa de projeto.

7.4 Classificação de Área Conforme Norma


Brasileira e Internacional

Áreas de risco (com a normal exceção de minas de carvão)


são divididas em zonas, de acordo com o grau de risco. O
grau de risco é definido de acordo com a possibilidade da
ocorrência de uma atmosfera explosiva. Geralmente, não e
considerada a consequência potencial de uma explosão,
nem de outros fatores, como a toxicidade dos materiais.
Uma avaliação de risco verdadeira deveria considerar todos
os fatores.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 57


7.4 Classificação de Área Conforme
Norma Brasileira e Internacional

Frequentemente tomam-se decisões intuitivas estendendo


(ou restringindo) suas zonas, a fim de compensar a falta de
exatidão dos estudos de Classificação de Área. Um exemplo
típico é a instalação de equipamento de navegação de "zona
1" em áreas de “zona 2” de plataformas de produção de
óleo; desta maneira o equipamento de navegação pode
permanecer funcional mesmo que na presença de urna
totalmente inesperada liberação prolongada de gás.

7.4 Classificação de Área Conforme


Norma Brasileira e Internacional
Na atividade industrial existem duas categorias de
indústrias que apresentam substâncias inflamáveis e
combustíveis em forma de gases e vapores:

Na primeira: empresas responsáveis pela produção,


fornecimento ou beneficiamento de produtos inflamáveis.

Na segunda: empresas que manipulam e consomem os


produtos fornecidos pelas empresas da primeira categoria.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 58


7.4 Classificação de Área Conforme
Norma Brasileira e Internacional
Em ambas as categorias de indústrias o risco da presença
de atmosfera explosiva é uma preocupação constante dos
profissionais das áreas de produção, técnica e de
segurança, devido as perdas que podem provocar.

Incêndios e explosões, apesar de raros, ocorrem e podem


causar perda de vidas, danos ao ambiente, perda de
equipamentos e materiais, interrupção de produção e danos
a imagem da empresa.

7.4 Classificação de Área Conforme Norma


Brasileira e Internacional

A determinação dessas áreas com o risco de presença de


atmosferas explosivas (classificação de áreas) é uma tarefa
que ainda causa dúvidas em função das inúmeras variáveis
que envolvem esse processo e, por consequência, erros
podem ser cometidos. (SCHLEGEL; PFUETZENREITER,
COSTA. 2010)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 59


7.4.1 GRUPO I

Equipamentos fabricados para operar em mineração


subterrânea, ou seja para utilização em minas de carvão
suscetíveis ao gás metano (grisu)*.

*grisu – gás combustível, formado de metano, anidridos


carbônicos e nitrogênio, que se desprende espontaneamente das
minas de carvão.

7.4.1 GRUPO I

NOTA: Os tipos de proteção para o Grupo I levam em


consideração a ignição do grisu e da poeira de carvão,
juntamente com proteção física aumentada para
equipamentos de utilização subterrânea.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 60


7.4.1 GRUPO I

Equipamentos elétricos destinados a minas, onde a


atmosfera, além de grisu, pode conter proporções
significantes de outros gases inflamáveis (isto é, outros
que não o metano), devem ser construídos e ensaiados de
acordo com os requisitos referentes ao Grupo I e também
da subdivisão do Grupo II, correspondente aos outros
gases inflamáveis significantes.

7.4.2 Grupo II

Trata-se de equipamentos elétricos fabricados para


operação em outras indústrias (indústrias de superfície),
com uma atmosfera explosiva de gás, que não minas
suscetíveis ao grisu, sendo subdividido, conforme as
características das substâncias envolvidas, e de acordo com
a natureza da atmosfera explosiva de gás para o qual é
destinado.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 61


7.4.2 Grupo II
SUBDIVISÕES DO GRUPO II
IIA, um gás típico é o propano
IIB, um gás típico é o etileno
IIC, um gás típico é o hidrogênio

NOTA 1: Esta subdivisão é baseada no máximo interstício


experimental seguro (MESG) ou a proporção de corrente
mínima de ignição (proporção MIC) da atmosfera explosiva
de gás na qual o equipamento pode ser instalado.(ver ABNT
NBR IEC 60079-20-1)

7.4.2 Grupo II

NOTA 2: Equipamento marcado IIB é adequado para


aplicações que requerem equipamento do Grupo IIA.
Similarmente, equipamento marcado IIC e adequado
para aplicações que requerem equipamento dos Grupos
IIA ou IIB.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 62


7.4.2.1 CORRELAÇÃO ENTRE NORMA NEC E
NORMA IEC (GASES)

A subdivisão em IIA, IIB e IIC se assemelha à


normalização americana, indicando também uma gradação
de periculosidade da substância, de acordo com o seu
comportamento durante uma explosão. A sua ordem é
inversa à do NEC, ao invés de quatro são apenas três
grupos de substâncias.

7.4.2.1 CORRELAÇÃO ENTRE NORMA


NEC E NORMA IEC (GASES)

As substâncias e seus respectivos grupos são definidos da


seguinte maneira:

GRUPO IIA - Atmosfera contendo as mesmas substâncias


do Grupo C do NEC, exceto pela inclusão de acetaldeído
e monóxido de carbono (estes pertencentes ao Grupo C do
NEC);

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 63


7.4.2.1 CORRELAÇÃO ENTRE NORMA
NEC E NORMA IEC (GASES)

GRUPO IIB - Atmosfera contendo as mesmas substâncias


do Grupo C do NEC, exceto pela inclusão de acroleína,
óxido de eteno, butadieno, gases manufaturados contendo
mais do que 30% em volume de Hidrogênio, e óxido de
propileno (estes pertencentes ao Grupo B do NEC);

7.4.2.1 CORRELAÇÃO ENTRE NORMA


NEC E NORMA IEC (GASES)
GRUPO IIC - Atmosfera contendo hidrogênio, acetileno e
dissulfeto de carbono.
Representação resumida do Grupo de gases, com a correspondência
entre grupos da Norma Brasileira/Internacional (ABNT/IEC) e
Norma América (NEC):

Tabela 7.4.2.1

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 64


7.4.3. Grupo III

Equipamento elétrico do Grupo III é destinado para


utilização em locais com uma atmosfera explosiva de
poeiras que não minas suscetíveis a grisu. Equipamento
elétrico do Grupo III é subdividido de acordo com a
natureza da atmosfera explosiva de poeira para o qual ele é
destinado.

7.4.3. Grupo III

SUBDIVISÕES DO GRUPO III


IIIA: fibras combustíveis
IIIB: poeiras não condutoras
IIIC: poeiras condutoras

NOTA: Equipamento marcado IIIB é adequado para aplicações


que requerem equipamento do Grupo IIIA. Similarmente,
equipamento marcado IIIC é adequado para aplicações que
requerem equipamento do Grupo IIIA ou IIIB.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 65


7.4.3. Grupo III
SUBDIVISÕES DO GRUPO III

Grupos de Poeiras - Comparação entre designações


ABNT NBR IEC 60079-0 e NEC Art. 500 / NFPA 499

7.4.4 Zona

Fazendo-se uma comparação entre as Normas Americanas


e a Brasileira e Internacional, apresenta-se em tabela
abaixo:

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 66


7.4.4 Zona

A norma BRASILEIRA E INTERNACIONAL adota o


termo ZONA para designar o grau de risco encontrado no
local, ao invés de DIVISÃO adotado na tecnologia
americana. Sendo assim, são definidas três ZONAS de
mistura inflamável na tabela abaixo:

7.4.4 Zona

ZONA 0 Área na qual uma atmosfera explosiva de gás consiste em


uma mistura com ar e substâncias inflamáveis em forma de
gás, vapor ou névoa continuamente presente ou por
longos períodos ou frequentemente.
ZONA 1 Área na qual uma atmosfera explosiva de gás consiste em
uma mistura com ar e substâncias inflamáveis em forma de
gás, vapor ou névoa, que pode ocorrer ocasionalmente em
condições normais de operação.
ZONA 2 Área na qual uma atmosfera explosiva de gás consiste em
uma mistura com ar e substâncias inflamáveis em forma de
gás, vapor ou névoa, que não é prevista ocorrer em
condições normais de operação, mas, se ocorrer, irá persistir
somente por um curto período.
Tabela 7.4.1

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 67


7.4.4 Zona

Os locais denominados de ZONA 0, são definidos como


sendo locais muito perigosos onde, praticamente, existe
mistura inflamável/explosiva durante todo o tempo. Esse
conceito é oriundo da normalização europeia, e significa
aqueles ambientes internos a equipamentos de processo e
que tenham comunicação com o meio externo e portanto
formem mistura inflamável! Explosiva.

7.4.4 Zona

Exemplifica-se como um local ZONA 0 a parte situada


acima da superfície do líquido inflamável e interna a um
tanque de armazenamento. Nesse local, com essas
circunstâncias, há uma altíssima probabilidade de
formação de mistura inflamável/explosiva durante
praticamente todo o tempo.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 68


7.4.4 Zona

Trata-se de áreas restritas a


partes internas de
equipamentos de processo. Em
locais como este, existem
sérias restrições para aplicação
de equipamentos elétricos, que
só são permitidos se forem de
"segurança intrínseca" ou
especialmente aprovados Figura 7.4.4 - Exemplos das
para esse fim. zonas de risco de explosão.

7.4.4 Zona

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 69


7.4.5 Extensão da Classificação de Áreas

Considera-se como extensão de área classificada os limites


da área de risco de presença de mistura explosiva em uma
determinada instalação. O avanço desta extensão depende de
diversos fatores relacionados não só com as substâncias
inflamáveis, mas também com os fatores externos, como por
exemplo: condições de ventilação, porte do equipamento de
processo e tipo.

7.4.5 Extensão da Classificação de Áreas

Fig. 7.4.5.1 Zona 0 -


Local onde a
ocorrência de mistura
inflamável/explosiva
é contínua, ou existe
por longos períodos.
(Zona 0, Zona 1 e
Zona Liberada).

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 70


7.4.5 Extensão da Classificação de Áreas

Se o equipamento considerado como fonte de risco for


instalado em compartimento confinado ou semi-confinado,
todo o volume deste compartimento torna-se área
classificada, mesmo que este se encontre bem ventilado.

7.4.5 Extensão da Classificação de Áreas

Fig. 7.4.5.2 Zona 1 -


Local onde a
ocorrência de mistura
inflamável/explosiva é
provável de acontecer
em condições normais
de operação do
equipamento de
processo. (Zona 0,
Zona 1 e Zona 2 )

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 71


7.4.5 Extensão da Classificação de Áreas

Qualquer sala, mesmo sem fonte de risco, será considerada


área classificada com o mesmo grau de risco (zona) ou com
grau de risco maior (se não houver ventilação), se houver
qualquer abertura ou porta que a comunique com alguma
área classificada adjacente. A menos que haja ventilação
forçada, pressurizando tal sala para impedir o ingresso de
eventual gás.

7.4.5 Extensão da Classificação de Áreas

Fig. 7.4.5.3 ZONA 2 -


Local onde a ocorrência de
mistura
inflamável/explosiva é
pouco provável de
acontecer e se acontecer é
por curtos períodos,
estando associado à
operação anormal do
equipamento de processo.
(Zona 0 e Zona 2)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 72


7.4.5 Extensão da Classificação de Áreas

Fig. 7.4.5.4 ZONA 0, 1


e 2 Desenho 2D
clássico, simplificado,
com elevação de
classificação de "áreas"
do tipo Zona 0, 1 e 2.

7.4.6 Figuras ilustrativas de classificação de


área por zona (Norma IEC)

Fig.7.4.6.1 Tanque
de armazenamento
de líquido
inflamável, em
ambiente com
ventilação adequada.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 73


7.4.6 Figuras ilustrativas de classificação de
área por zona (Norma IEC)

Fig. 7.4.6.2 Poço surgente em ambiente com


ventilação adequada e com antepoço.

7.4.6 Figuras ilustrativas de classificação de


área por zona (Norma IEC)

Fig. 7.4.6.3 Representação, em corte, de áreas classificadas


geradas por um tanque de armazenamento de líquido
inflamável, com respiro (vent).

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 74


7.4.6 Figuras ilustrativas de classificação de
área por zona (Norma IEC)

Fig. 7.4.6.4 Durante o descarregamento - Descarga local


de produto (descarga não selada) NBR 14639: 2001 -
Posto de serviço – Instalações elétricas.

7.4.6 Figuras ilustrativas de classificação de


área por zona (Norma IEC)

Fig.7.4.6.5 Carregamento
ou descarrega -mento de
vagões ou caminhões
tanque via sistema
fechado. Transferência do
produto somente pelo
fundo. PRODUTO: GÁS
LIQUEFEITO, GÁS
COMPRIMIDO,
LÍQUIDO
CRIOGÊNICO.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 75


Comparação entre Normas Americanas e
Brasileira e Internacional QUANTO AO RISCO

Fazendo-se uma comparação entre as Normas Americanas


e a Brasileira e Internacional, apresenta-se em tabela
abaixo: (quanto ao risco)

Tabela 7.4.6

Comparação entre Normas Americanas e


Brasileira e Internacional QUANTO AO RISCO

Essas terminologias, como já se sabe, são oriundas da


NORMA AMERICANA e da norma BRASILEIRA E
INTERNACIONAL, objetivando-se alertar para dois
fatores:
 Tipo de substância que pode estar presente no ambiente
externo;
 Grau de risco apresentado pelo local (divisão ou zona).

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 76


7.5 Classificação de Áreas Relativo a Poeiras
Combustíveis

NBR IEC 60079-10-2 - Atmosferas explosivas – Parte 10 –


2: Classificação de áreas – Atmosferas de poeiras
combustíveis.

Esta Norma adota o conceito, similar ao aplicado para


gases e vapores inflamáveis, de utilização de classificação
de área para realizar uma avaliação da probabilidade de
ocorrência de uma atmosfera de poeira explosiva.

7.5 Classificação de Áreas Relativo a Poeiras


Combustíveis

ZONAS PARA PÓS

Conforme a norma NBR IEC 60079-10-2, Atmosferas de


poeiras combustíveis, camadas, depósitos e montes de pós
combustíveis devem ser considerados fontes de risco que
podem formar uma atmosfera explosiva.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 77


7.5 Classificação de Áreas Relativo a Poeiras
Combustíveis

Poeiras combustíveis formam atmosferas explosivas a


partir de seu limite inferior de explosividade. Ainda que
uma nuvem com altíssima concentração possa não ser
explosiva, o perigo existe devido à possibilidade da
concentração diminuir e entrar na faixa de explosividade.
Dependendo das circunstâncias, nem toda fonte de
liberação será capaz de produzir uma mistura explosiva
poeira/ar.

7.5 Classificação de Áreas Relativo a Poeiras


Combustíveis
“As condições, que possam formar uma atmosfera
explosiva de poeira, precisam ser identificadas em cada
equipamento, etapas de processo ou outras situações
esperadas em plantas. É necessário considerar
separadamente o interior e o exterior de um confinamento
de poeira.”(NBR IEC 60079-10-2:2013)

- A avaliação de risco não pode ser momentânea. Devem


ser consideras todas as circunstâncias operacionais.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 78


7.5 Classificação de Áreas Relativo a
Poeiras Combustíveis
Zona 20 Região onde uma atmosfera explosiva de pó
combustível na forma de nuvem está presente
continuamente, ou por longos períodos ou, ainda,
frequentemente por curtos períodos.
Zona 21 Região onde uma atmosfera explosiva de pó

Tabela 7.5 combustível na forma de nuvem, pode vir a ocorrer


ocasionalmente em condições normais de operação.
Zona 22 Região onde uma atmosfera explosiva de pó
combustível na forma de nuvem não é provável de
ocorrer em condições normais de operação, mas, se
vier a ocorrer, será somente por um curto período.

7.5 Classificação de Áreas Relativo a


Poeiras Combustíveis

Os riscos das poeiras combustíveis são os seguintes:

 formação de uma nuvem de poeira de qualquer fonte de


liberação, incluindo camada ou acúmulo, constituindo
uma atmosfera explosiva de poeira;

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 79


7.5 Classificação de Áreas Relativo a
Poeiras Combustíveis
 formação de poeira em camada que não seja capaz de
formar uma nuvem de poeira e que possa inflamar-se
devido ao auto aquecimento ou superfícies quentes, e
apresentar risco de incêndio ou sobreaquecimento ao
equipamento.

 A camada de poeira em brasa pode também atuar


como uma fonte de ignição para uma atmosfera
explosiva:

7.5 Classificação de Áreas Relativo a


Poeiras Combustíveis

Na maioria das situações práticas onde as poeiras


combustíveis estão presentes, é difícil assegurar que uma
mistura poeira/ar explosiva nunca ocorrerá. Pode também
ser difícil assegurar que o equipamento nunca atuará como
uma fonte de ignição. Portanto, nas situações onde uma
mistura explosiva poeira/ar tenha probabilidade de ocorrer,
a segurança é obtida pelo uso de equipamento
especialmente projetado para não atuar como uma fonte de
ignição.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 80


7.5 Classificação de Áreas Relativo a Poeiras
Combustíveis

Da mesma forma, onde a probabilidade de ocorrência de


uma mistura explosiva poeira/ar for baixa, deverá ser
avaliado se a instalação de equipamento com requisitos
menos rigorosos é possível.

7.5 Classificação de Áreas Relativo a Poeiras


Combustíveis

“Não é incomum ocorrer mais de uma explosão de pó em


uma instalação onde poeiras combustíveis estão presentes.
Quando a poeira combustível está presente, os piores danos
e lesões muitas vezes podem ocorrer a alguma distância do
início do evento...

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 81


7.5 Classificação de Áreas Relativo a Poeiras
Combustíveis

...A onda de pressão a partir da primeira explosão sacode a


poeira solta da construção de superfícies planas formando
uma nuvem que é, então, detonada pela frente de chamas
que se lhe segue. Este fenômeno é chamado
frequentemente de uma explosão secundária.

7.5 Classificação de Áreas Relativo a Poeiras


Combustíveis
A NFPA 654 afirma que as camadas de pó 1 / 32 de
polegada de espessura podem criar condições perigosas.
Fazendo uma comparação 1 / 32 in é inferior à espessura de
uma moeda de dez centavos. Finas partículas de açúcar,
carvão, alumínio, plástico, negro de fumo, trigo e amido de
milho são exemplos de poeira que podem ser explosivas em
determinadas condições”.

Disponível em < segurancailimitada.blogspot.com/2010/08/explosao-


de-poeira-pentagono-do-fogo.html > acessado em 10 de out. de 2010

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 82


7.5 Classificação de Áreas Relativo a
Poeiras Combustíveis

O procedimento para identificar zonas de risco é descrito


a seguir:

O primeiro passo é identificar as características da


substância: se é combustível e, para os propósitos de seleção
do equipamento, tamanho das partículas, teor de umidade,
temperatura de ignição mínima para nuvem e camada e
resistividade elétrica;

7.5 Classificação de Áreas Relativo a


Poeiras Combustíveis

O segundo passo é identificar as regiões com poeiras em


sistema de contenção ou com fontes de liberação de pôs.
Pode ser necessário consultar os diagramas das linhas de
processo e desenhos de leiaute da planta. Este passo poderá
Incluir a identificação da possibilidade da formação de
camadas de pó;

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 83


7.5 Classificação de Áreas Relativo a
Poeiras Combustíveis

O terceiro passo é determinar a probabilidade dos pós


serem liberados destas fontes, ou seja, a probabilidade de
ocorrência de misturas explosivas poeira/ar nas várias
partes da Instalação.

7.5 Classificação de Áreas Relativo a


Poeiras Combustíveis

Nota: somente após estes passos é que as zonas podem


ser identificadas e as suas extensões definidas.

Fig. 7.5.1a Relação entre os


volumes definidos como de poeira,
relativo aos volumes de gás.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 84


7.5 Classificação de Áreas Relativo a
Poeiras Combustíveis

Explosão de um
silo mata um
trabalhador.wmv

Fig. 7.5.1b Locais com atmosferas explosivas de poeira, como


silos de armazenamento, têm maior risco de ignição devido a
superfícies quentes e menor risco de ignição por arcos do que as
atmosferas explosivas de gás.

7.5 Classificação de Áreas Relativo a


Poeiras Combustíveis
Tambor basculante dentro de um ambiente sem ventilação
de exaustão (NBR IEC 60079-10-2)

Neste exemplo, tambores de 200 L de poeira são esvaziados


em um funil e transportados por uma rosca transportadora
para uma sala adjacente. Um tambor cheio é posicionado na
plataforma e a tampa é removida. Cilindros hidráulicos
prendem o tambor a válvula, tipo diafragma, a qual está
fechada.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 85


7.5 Classificação de Áreas Relativo a
Poeiras Combustíveis

A tampa do funil é aberta e o carregador do tambor é


rotacionado para posicionar a válvula tipo diafragma no
topo do funil. A válvula tipo diafragma é aberta e a poeira é
transportada durante um período de tempo até o tambor
ficar vazio.

7.5 Classificação de Áreas Relativo a


Poeiras Combustíveis

Quando um novo tambor é requerido, a válvula tipo


diafragma é fechada. O carregador do tambor é
rotacionado de volta à sua posição original e a tampa do
funil é fechada. Os cilindros hidráulicos liberam o tambor
e a sua tampa é recolocada antes do tambor ser removido.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 86


7.5 Classificação de Áreas Relativo a
Poeiras Combustíveis

Legenda:
1 zona 20, 2 zona 21, 3 zona 23, 4 funil, 5 válvula tipo diafragma,
6 rosca transportadora, 7 tampa do funil, 8 plataforma do tambor,
9 cilindros hidráulicos, 10 parede, 11 tambor, 12 piso.

7.6 Fontes de Ignição

Os equipamentos mecânicos e máquinas quando instalados


em áreas classificadas, devem ser construídos e instalados
de modo a prevenir o risco de ignição a partir do
centelhamento, devido à:

- formação de eletricidade estática;


- fricção entre partes móveis e;
- a partir de pontos quentes de partes expostas (dutos de
descargas de exaustão de máquinas de combustão interna,
e outras emissões de fagulhas).

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 87


7.6 Fontes de Ignição

Máquina essencial à segurança da Unidade não pode ser


instalada dentro de qualquer área classificada, nem em sala
de máquinas, que contenha máquinas de combustão.

Exemplo: Gerador de emergência

7.6.1 Fontes de ignição de origem elétrica

Equipamento elétrico do tipo comum, sem proteção para


atmosfera explosiva:

Arco elétrico; Solda; contato elétrico; ferramenta portátil,


centelhas nas escovas do rotor;

Correntes circulantes, proteção catódica, pontos quentes


ou arcos em pontos com falha de contacto elétrico;

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 88


7.6.1 Fontes de ignição de origem elétrica

Centelhas devido a curto-circuito, falha de isolação, etc.;


Descarga atmosférica, raios;
Radiação ionizante;
Corona;

Centelha ou fagulha geradas mecanicamente:


esmeril;
lixadeira;
impacto de peças ferrosas;
impacto de hélice de ventilador;

7.6.2 Fontes de ignição de origem não


elétrica somente

Ventiladores
Distâncias para partes girantes (NBR 60079-0:2013 –
item 17.1.5.5)
Tendo em conta os desenhos de tolerâncias, as folgas em
operação normal entre o rotor do ventilador e a cobertura
do ventilador, as telas de ventilação e seus fixadores deve
ser de pelo menos um centésimo de diâmetro do rotor do
ventilador.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 89


7.6.2 Fontes de ignição de origem não
elétrica somente

Entretanto a folga não pode ser menor que 2,0 mm, exceto
quando a exigência de 2,0 mm possa ser reduzida para 1,0
mm, onde as partes opostas são fabricadas de modo a ter
concentricidade e estabilidade dimensional controladas.
Para ventiladores com concentricidade e estabilidade
dimensional controladas, as folgas não precisam exceder
5,0 mm.

7.6.2 Fontes de ignição de origem não


elétrica somente
Correntes circulantes em invólucros, por exemplo, de
grandes máquinas elétricas (item 6.4 da NBR 60079-0)

Quando necessário, precauções devem ser levadas em


consideração para proteção contra qualquer efeito devido à
presença de correntes circulantes causadas por campos
magnéticos fortuitos e arcos ou centelhas que possam
ocorrer como resultado da interrupção de tais correntes, ou
temperaturas excessivas causadas por tais correntes.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 90


7.6.2 Fontes de ignição de origem não
elétrica somente

Nota 1 Campos magnéticos fortuitos podem resultar em


significante fluxo de correntes dentro e entre seções
aparafusadas de invólucros frequentemente empregados em
grandes máquinas elétricas girantes. Isto é mais provável de
ocorrer durante a partida de motores. Isto é importante para
evitar faiscamento da interrupção intermitente destas
correntes.

7.6.2 Fontes de ignição de origem não


elétrica somente

Nota 3 exemplos de precauções que podem ser tomadas


incluem:
- a existência de ligação equipotencial; ou
- a existência de uma quantidade adequada de dispositivos
de fixação.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 91


7.6.2 Fontes de ignição de origem não
elétrica somente

Chama exposta :
 maçarico, caldeira, forno, etc. e gases de combustão;
 gases quentes inclusive partículas/fagulhas (descarga de
motor de combustão);
 brasa de cigarro;

7.6.2 Fontes de ignição de origem não elétrica


somente

Superfície quente (temperatura superficial elevada -


acima de 200 °C), que pode provocar combustão
espontânea de mistura inflamável, como por exemplo:

 tubulação de descarga de motor de combustão interna


(motor diesel, a gás);
 caldeira;
 fricção/atrito de mancal ou rolamento de motor, sem
lubrificação;

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 92


7.6.2 Fontes de ignição de origem não elétrica
somente

Superfície quente (temperatura superficial elevada -


acima de 200 °C), que pode provocar combustão
espontânea de mistura inflamável, como por exemplo:

 fricção de brocas de furadeiras, abertura de roscas;


 ferro de solda;
 estufas de aquecimento;
 forno de aquecimento, forno de tratamento;
 etc.

7.6.2 Fontes de ignição de origem não elétrica


somente

Descarga de eletricidade estática acumulada em:


 Correias;
 Máquinas e pistolas de pintura;
 Escovas;
 Reações exotérmicas (ex.: bissulfeto de ferro* em
contacto com o ar);

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 93


7.6.2 Fontes de ignição de origem não elétrica
somente

Especial atenção deve ser dada aos mancais de bombas de


óleo e motores elétricos de acionamento dessas bombas e
outros equipamentos que manuseiem produtos inflamáveis,
cujos skids normalmente ficam dentro de contenção, para
coleta de drenagem, que ficam com resíduos oleosos.

7.6.2 Fontes de ignição de origem não elétrica


somente

É recomendado um acompanhamento sistemático dos


mancais e outras partes móveis, tanto do motor quanto
do equipamento acionado, para evitar o
sobreaquecimento dos mancais que, se levado ao rubro,
pode resultar em incêndio, graves incêndios.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 94


7.6.3 Auto-ignição

Petróleos líquidos quando suficientemente aquecidos,


entram em ignição sem que lhes seja aplicada chama. Este
processo de auto-ignição é mais comum quando um óleo
combustível ou um óleo lubrificante, sob pressão, é
lançado pulverizado sobre uma superfície aquecida.

7.6.3 Auto-ignição

Isto também ocorre quando o óleo derrama sobre


revestimentos isolantes térmicos, se vaporiza e entra em
combustão. Estes são dois exemplos de fatores
responsáveis por graves incêndios já ocorridos em praças
de máquinas.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 95


7.6.3 Auto-ignição

As linhas de alimentação de óleo exigem atenção especial


para evitar que o óleo seja pulverizado em virtude de
vazamentos. Revestimentos térmicos, quando saturados de
óleo, devem ser removidos e o pessoal deve ser protegido
de qualquer ignição de vapores durante os trabalhos de
remoção.

7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL


(método alternativo de avaliação de risco)

•Nível de Proteção de Equipamento (EPL), conforme a


norma ABNT NBR IEC 60079-0, nível de proteção
atribuído ao equipamento baseado em sua probabilidade de
se tornar uma fonte de ignição e distinguindo as diferenças
entre atmosfera explosiva de gás, ....

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 96


7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL
(método alternativo de avaliação de risco)

(cont...) atmosfera explosiva de poeira e atmosfera


explosiva em minas susceptíveis a grisu. Conforme as
tabelas apresentadas a seguir, divididas em EPLs a, b e c,
tanto para gases inflamáveis (G) como para poeiras
combustíveis (D).

7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL


(método alternativo de avaliação de risco)

Após a conclusão da classificação de área, uma avaliação


adicional de risco pode ser realizada para avaliar se as
consequências da ignição de uma atmosfera explosiva
requerem a utilização de equipamentos com um nível de
proteção de equipamento (EPL - "Equipment Protection
Level') mais elevado ou possa justificar a utilização de
equipamentos com nível de proteção de equipamento mais
baixo do que aquele normalmente considerado.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 97


7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL
(método alternativo de avaliação de risco)

0s requisitos de EPL podem ser registrados, como


apropriado, nos documentos e desenhos de classificação de
áreas de modo a permitir uma adequada seleção de
equipamentos a serem utilizados. (item 4.2 Norma 60079-
10-1)

7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL


(método alternativo de avaliação de risco)

•Designação e definições dos EPLs

•Basicamente, o símbolo utilizado para identificação do


EPL consiste de uma primeira letra, em maiúsculo,
designando o local da instalação, da seguinte forma: M
(Mining), G (Gás) ou D (Dust), ...

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 98


7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL
(método alternativo de avaliação de risco)

•Designação e definições dos EPLs

(cont...) e de uma segunda letra, em minúsculo, designando


o nível de proteção proporcionado, da seguinte forma: a
(muito alto), b (alto) ou c (elevado), conforme mostrado na
tabela a seguir.

7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL


(método alternativo de avaliação de risco)

Fig. 7.7.1 Designação de EPL – Nível de Proteção


de Equipamento ( Equipment Protection Level)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 99


7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL
(método alternativo de avaliação de risco)

A abordagem de avaliação do risco para a seleção de


equipamentos “Ex” tem sido introduzida na
normalização internacional como um método alternativo
para a abordagem “tradicional”, relativamente inflexível,
que pré-estabelece uma relação de tipos de proteção dos
equipamentos com as zonas dos locais da instalação.

7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL


(método alternativo de avaliação de risco)

Para tornar este processo mais flexível, um sistema de


níveis de proteção de equipamentos tem sido introduzido
para claramente indicar o risco de ignição inerente ao
equipamento, independentemente do tipo de proteção que
for utilizado. O sistema de designação destes níveis de
proteção de equipamentos (EPL) é apresentado a seguir:

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 100


7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL
(método alternativo de avaliação de risco)
Minas de carvão sujeitas à presença de gás
metano/grisú (Grupo I)

EPL Ma - Equipamentos para instalação em minas de


carvão sujeitas a gás metano (ou grisú), possuindo um nível
de proteção “muito alto”, que possua segurança suficiente
de forma que seja improvável tornar-se uma fonte de
ignição em operação normal, durante falhas esperadas ou
durante falhas raras, mesmo quando deixado energizado na
presença de um vazamento de gás.

7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL


(método alternativo de avaliação de risco)

•NOTA Tipicamente, circuitos de comunicação e


equipamentos de detecção de gás são construídos para
atender aos requisitos Ma, como, por exemplo, circuitos
de telefonia Ex ia.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 101


7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL
(método alternativo de avaliação de risco)

EPL Mb - Equipamento para a instalação em uma mina de


carvão sujeita a grisu, possuindo um nível de proteção
"alto", que possua segurança suficiente de forma que seja
improvável tornar-se uma fonte de ignição no período de
tempo entre haver um vazamento de gás e o equipamento
ser desenergizado.

7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL


(método alternativo de avaliação de risco)

NOTA Tipicamente, os equipamentos para o Grupo I são


construídos para atender aos requisitos Mb, por exemplo,
motores e conjuntos de manobra Ex d.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 102


7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL
(método alternativo de avaliação de risco)

Gases inflamáveis (Grupo II)


O Grupo II é subdividido em Grupo IIA (gás representativo
Propano), Grupo IIB (gás representativo Etileno) e Grupo
IIC (gás representativo Acetileno).

7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL


(método alternativo de avaliação de risco)

EPL Ga - Equipamento para atmosferas explosivas de gás,


possuindo um nível de proteção “muito alto”, o qual não
seja uma fonte de ignição em condição normal de operação,
durante falhas esperadas ou durante falhas raras.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 103


7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL
(método alternativo de avaliação de risco)

EPL Gb - Equipamento para atmosferas explosivas de gás,


possuindo um nível de proteção “alto”, que não seja uma
fonte de ignição em operação normal ou durante falhas
esperadas.

NOTA: A maioria dos conceitos de proteção normalizada


traz os equipamentos para dentro deste nível de proteção de
equipamento.

7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL


(método alternativo de avaliação de risco)

EPL Gc - Equipamento para atmosferas explosivas de gás,


possuindo um nível de proteção “elevado”, que não seja
uma fonte de ignição em operação normal e que possua
alguma proteção adicional para assegurar que ele
permaneça inativo como uma fonte de ignição, no caso de
ocorrências normais esperadas (por exemplo, falha de uma
lâmpada).

NOTA: Tipicamente, estes equipamentos são do tipo Ex n.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 104


7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL
(método alternativo de avaliação de risco)

Fibras e Poeiras Combustíveis (Grupo III)


O Grupo III é subdividido em Grupo IIIA – fibras
combustíveis, Grupo IIIB - Poeira não condutiva com
resistividade elétrica igualou menor do que 103 Ω.m.(tal
como poeiras de grãos, leite, carvão, coque de petróleo e
enxofre) e Grupo IIIC - Poeira condutiva com
resistividade elétrica igualou menor do que 103 Ω.m. (tal
como poeiras de alumínio e magnésio).

7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL


(método alternativo de avaliação de risco)

EPL Da - Equipamento para atmosferas de poeiras


combustíveis, possuindo um nível de proteção “muito
alto”, que não seja uma fonte de ignição em operação
normal, durante falhas esperadas ou durante falhas raras.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 105


7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL
(método alternativo de avaliação de risco)

EPL Db - Equipamento para atmosferas de poeiras


combustíveis, possuindo um nível de proteção “alto”, que
não seja uma fonte de ignição em operação normal ou
durante falhas esperadas.

7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL


(método alternativo de avaliação de risco)

Fig. 7.7.2 Equipamento para


instalação em atmosferas
explosivas. Tipo de
proteção: Ex-de. EPL Gb e
EPL Db.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 106


7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL
(método alternativo de avaliação de risco)

EPL Dc - Equipamento para atmosferas de poeiras


combustíveis, possuindo um nível de proteção “elevado”,
que não seja uma fonte de ignição em operação normal e
que possua alguma proteção adicional para assegurar que
ele permanece inativo como uma fonte de ignição no caso
de ocorrências normalmente esperadas (por exemplo, a
falha de uma lâmpada).

7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL


(método alternativo de avaliação de risco)

Metodologia “tradicional” de seleção de equipamentos


de acordo com zonas.

Para a maioria das situações, com consequências potenciais


típicas, a partir de uma eventual ignição resultante, é
previsto que as considerações apresentadas a seguir sejam
aplicadas para seleção de EPL de equipamentos “Ex” com
relação às zonas dos locais de instalação.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 107


7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL
(método alternativo de avaliação de risco)

A Tabela 1 da ABNT NBR IEC 60079-14, indicada


adiante, apresenta a metodologia “tradicional” de seleção
‘EPLs’ de acordo com as determinações das zonas de áreas
classificadas com gases inflamáveis ou poeiras
combustíveis.

7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL


(método alternativo de avaliação de risco)

Fig. 7.7.3 Níveis de proteção de equipamento (‘EPL’) onde


somente zonas são determinadas para áreas classificadas com
gases ou poeiras combustíveis. (Tabela 1 – ABNT NBR IEC
60079-14)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 108


7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL
(método alternativo de avaliação de risco)

NOTA Quando somente zonas são identificadas na


documentação de classificação de áreas, deve ser
seguida a relação entre EPL e zonas de acordo com a
Tabela 1.

7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL


(método alternativo de avaliação de risco)

Fazendo-se uma comparação simplificada entre os EPL e os


tipos de proteção, para fins de instalação em atmosferas
explosivas de gás (Grupo II), de forma similar com as
atuais e “tradicionais” definições indicadas da ...

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 109


7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL
(método alternativo de avaliação de risco)

(cont...) norma ABNT NBR IEC 60079-14, baseado em


zonas (sem levar em consideração nenhuma avaliação
adicional de risco), tem-se que os seguintes critérios de
seleção de EPL de equipamento com relação à classificação
de áreas:

7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL


(método alternativo de avaliação de risco)

- Equipamentos com EPL Ga são adequados para instalação


em áreas classificadas de gás dos tipos zonas 0, 1 e 2;
- Equipamentos com EPL Gb são adequados para instalação
em áreas classificadas de gás dos tipos zonas 1 e 2;
- Equipamentos com EPL Gc são adequados para instalação
somente em áreas classificadas de gás do tipo zona 2.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 110


7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL
(método alternativo de avaliação de risco)

Fig. 7.7.4 Torre de resfriamento com extensões


de regiões classificadas, zona, grupo,
temperatura e 'EPL' .

7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL


(método alternativo de avaliação de risco)

De forma similar, podem ser relacionados os EPL para


instalação em atmosferas explosivas de poeiras (Grupo III),
como apresentado a seguir:

- Equipamentos com EPL Da são adequados para instalação


em áreas classificadas de poeiras dos tipos zona 20, 21 e 22;

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 111


7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL
(método alternativo de avaliação de risco)

- Equipamentos com EPL Db são adequados para


instalação em áreas classificadas de poeiras dos tipos
zonas 21 e 22;
- Equipamentos com EPL Dc são adequados para instalação
somente em áreas classificadas de poeiras do tipo zona 22.

7.7 Nível de Proteção de Equipamento –EPL


(método alternativo de avaliação de risco)

Fig 7.7.5 Exemplo de desenhos clássicos e tradicionais de projeto


de elevação em CAD 2D de extensão de áreas classificadas em uma
planta de petroquímica contendo poeiras combustíveis.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 112


7.8 Classes de temperatura de ignição e classes de
temperatura de superfície dos equipamentos

A mais baixa temperatura de ignição das substâncias


explosivas que possam dar origem a atmosferas explosivas,
em uma área sob estudos de classificação de áreas, deve ser
superior à temperatura máxima de superfície dos
equipamentos elétricos a serem instalados nesta área, de
forma a assegurar que os equipamentos elétricos não
possam constituir fontes de risco.

7.8 Classes de temperatura de ignição e classes de


temperatura de superfície dos equipamentos

Para o caso geral e mais usual de instalações de superfície


(áreas classificadas contendo atmosferas explosivas do
Grupo II), a máxima temperatura de superfície que um
determinado equipamento pode apresentar é designada pela
“Classe de temperatura” definida na norma ABNT NBR
IEC 60079-0 (Atmosferas Explosivas – Equipamentos -
Requisitos Gerais).

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 113


7.8 Classes de temperatura de ignição e classes de
temperatura de superfície dos equipamentos

A indicação da classe de máxima temperatura de superfície


de um equipamento elétrico, determinada nos respectivos
ensaios de certificação e indicada no respectivo certificado
de conformidade, deve ser indicada na marcação do
equipamento. (...)

7.8 Classes de temperatura de ignição e classes de


temperatura de superfície dos equipamentos

(cont...) A classe de temperatura a ser marcada em


equipamentos elétricos e de instrumentação “Ex” deve ser
especificada e estar de acordo com o indicado na tabela
apresentada a seguir:

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 114


7.8 Classes de temperatura de ignição e classes de
temperatura de superfície dos equipamentos

•Classes de temperaturas normalizadas, apresentadas


na Tabela 4 da Norma ABNT NBR IEC 60079-14

7.8 Classes de temperatura de ignição e classes de


temperatura de superfície dos equipamentos

O equipamento elétrico deve ser selecionado de forma tal


que sua temperatura máxima de superfície não alcance a
temperatura de ignição de qualquer gás, vapor ou névoa
que possa estar presente.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 115


7.8 Classes de temperatura de ignição e classes de
temperatura de superfície dos equipamentos

Se a marcação do equipamento não incluir uma faixa de


temperatura ambiente, o mesmo é projetado para ser
utilizado dentro de uma faixa de temperatura de - 20°C a +
40°C. Se a marcação do equipamento elétrico incluir uma
faixa de temperatura, o equipamento é projetado para ser
utilizado dentro desta faixa.

7.8 Classes de temperatura de ignição e classes de


temperatura de superfície dos equipamentos

Se a temperatura estiver fora da faixa de temperatura, ou


se houver uma influência da temperatura devido a outros
fatores, por exemplo, temperatura do processo ou
exposição a radiação solar, o efeito sobre o equipamento
deve ser considerado e as medidas tomadas devem ser
documentadas.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 116


8. Fatores Externos à Substância Inflamável

Os dados tratados no assunto anterior não são suficientes


para definir a classificação da área, conseqüentemente o
mapa de risco da presença de mistura explosiva. É
necessário que se acrescente informações complementares
a respeito dessa classificação.

8. Fatores Externos à Substância Inflamável

Outros fatores, que podem influenciar a Classificação de


Área devem ser considerados, além das propriedades das
substâncias inflamáveis. Os fatores a serem considerados
são: as condições de ventilação, porte e tipo do
equipamento envolvido e etc.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 117


8.1 Ventilação

Dada a importância desse recurso na classificação de uma


área potencialmente explosiva, consta o Anexo B
(informativo) da norma ABNT NBR IEC 60079-10-
1:2009, cujo objetivo é fornecer uma orientação para a
avaliação do grau de ventilação.

8.1 Ventilação

Estas orientações podem então ser utilizadas no projeto de


sistemas de ventilação artificial, uma vez que estes são de
extrema importância no controle da dispersão de liberações
de gases e vapores inflamáveis.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 118


8.1 Ventilação

Com o aumento da ventilação, a extensão da zona é


normalmente reduzida. Obstáculos que possam impedir a
ventilação podem aumentar a extensão da zona. Por outro
lado, alguns obstáculos, por exemplo, diques, paredes ou
tetos, podem limitar a extensão da zona.

8.1 Ventilação

Ventilação é um dos fatores mais importantes a ser


considerado na definição do Grau de Risco. A ventilação é
que irá garantir que não haja uma concentração perigosa de
algum produto inflamável, mantendo-o abaixo do limite de
inflamabilidade. A ventilação forçada pode ser usada para
desclassificar a área de ambientes fechados (salas e
prédios).

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 119


8.1 Ventilação

Por meio da ventilação pode-se controlar a dimensão de


uma nuvem de gás ou vapor inflamável, após ter cessado a
fonte. Uma fonte de Grau Contínuo classifica uma área
como Zona 0, ou uma fonte de risco de Grau Primário
classifica o local como Zona 1 e uma fonte de grau
secundário classifica o local como Zona 2. Isso se
modificará totalmente pelo efeito da ventilação.
Com isso, o conceito de Zona pode ser alterado, em função
do Grau de Ventilação.

VENTILAÇÃO NATURAL

Este é um tipo de ventilação que é obtido pelo movimento


do ar causado pelo vento e/ou por gradientes de
temperatura. Em ambientes externos, a ventilação natural,
na maioria das vezes, é suficiente para assegurar a dispersão
de uma (...)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 120


VENTILAÇÃO NATURAL

(cont...) eventual atmosfera explosiva de gás que possa


surgir na área. A ventilação natural também pode ser efetiva
em alguns casos de ambientes internos (por exemplo, no
caso em que o prédio tenha aberturas em suas paredes e/ou
no teto).

VENTILAÇÃO NATURAL

NOTA Para áreas externas, a avaliação da ventilação


necessita ser, normalmente, baseada em uma velocidade
de vento assumida de, no mínimo, igual a 0,5 m/s, a qual
estará presente praticamente de modo contínuo. Em
muitos locais a velocidade do vento frequentemente está
acima de 2 m/s, entretanto, em situações particulares, esta
pode estar abaixo de 0,5 m/s (por exemplo, superfície
imediatamente acima do solo).

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 121


VENTILAÇÃO ARTIFICIAL

O movimento do ar necessário para a ventilação é gerado


por meios artificiais, por exemplo, através de ventiladores
ou exaustores. Embora a ventilação artificial seja
principalmente aplicável a ambientes internos, esta pode ser
também aplicada para ambientes externos, (...)

VENTILAÇÃO ARTIFICIAL

(cont...) de modo a compensar a ventilação natural restrita


ou impedida, provocada pela presença de obstáculos.

A ventilação artificial de uma área pode ser do tipo geral ou


local e, para ambos os casos, podem ser apropriados
diferentes graus de movimentação e de renovação do ar:

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 122


VENTILAÇÃO ARTIFICIAL

-Com a utilização de ventilação artificial é possível a


obtenção de redução do tipo e/ou extensão das zonas;

-diminuição do tempo de persistência de uma atmosfera


explosiva de gás;

-prevenção da formação de uma atmosfera explosiva de


gás.

8.1.2 GRAU DE VENTILAÇÃO

A efetividade da ventilação em controlar a dispersão e a


persistência da atmosfera explosiva de gás depende do grau
e da disponibilidade da ventilação e do projeto do sistema.

Por exemplo, a ventilação pode não ser suficiente para


evitar a formação de uma atmosfera explosiva de gás, mas
pode ser suficiente para evitar a sua persistência.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 123


8.1.2 GRAU DE VENTILAÇÃO

São reconhecidos os três graus de ventilação indicados a


seguir:

a. Ventilação alta (VA) - Pode reduzir a concentração na


fonte de risco instantaneamente, resultando em uma
concentração abaixo do limite inferior de inflamabilidade.
Resulta em uma zona de extensão desprezível.

8.1.2 GRAU DE VENTILAÇÃO

b. Ventilação média (VM) - Pode controlar a concentração,


resultando em uma situação estável além do contorno da
zona, enquanto está ocorrendo a liberação e a atmosfera
explosiva de gás não persiste após ter cessado o vazamento.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 124


8.1.2 GRAU DE VENTILAÇÃO

c. Ventilação baixa (VB) – Não pode controlar a


concentração enquanto ocorre o vazamento e/ou não pode
evitar a permanência indevida de uma atmosfera explosiva
de gás, após ter cessado o vazamento.

8.1.2 GRAU DE VENTILAÇÃO

Gás ou vapor liberado na atmosfera pode ser diluído por


dispersão ou difusão no ar até que sua concentração esteja
abaixo do limite inferior de inflamabilidade. A ventilação,
isto é, o movimento de ar que leva a uma renovação da
atmosfera em um (...)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 125


8.1.2 GRAU DE VENTILAÇÃO

(cont...) volume (hipotético) ao redor da fonte de liberação


por ar, irá promover uma dispersão. Taxas adequadas de
ventilação também podem evitar a persistência de uma
atmosfera explosiva de gás e, desta forma, influenciar o
tipo de zona.

8.1.2 GRAU DE VENTILAÇÃO

O fator mais importante é que o grau ou nível de ventilação


esteja diretamente relacionado ao tipo de fonte de liberação
e suas correspondentes taxas de liberação. Isto independe
do tipo de ventilação, quer seja da velocidade do vento ou
do número de trocas de ar por unidade de tempo.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 126


8.1.2 GRAU DE VENTILAÇÃO

Portanto, condições ótimas de ventilação em áreas


classificadas podem ser alcançadas e, quanto maior a
quantidade de ventilação em relação às possíveis taxas de
liberação, menor é a extensão da zona (áreas classificadas),
em alguns casos, reduzindo-as a um valor desprezível
(áreas não classificadas).

Estimativa do volume hipotético VZ


(Item b.5.2 ABNT NBR IEC 60079-10-1 :2009)

Generalidades

O volume hipotético VZ representa o volume no qual a


concentração média do gás ou vapor inflamável é
tipicamente 0,25 ou 0,5 vezes o LIE, dependendo do valor
do fator de segurança k...

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 127


Estimativa do volume hipotético VZ
(Item b.5.2 ABNT NBR IEC 60079-10-1 :2009)

...Isto significa que nas extremidades do volume


hipotético estimado, a concentração do gás ou vapor
estaria significativamente abaixo do LIE, ou seja, o
volume no qual a concentração está acima do LIE
seria menor do que o VZ.

Estimativa do volume hipotético Vz


(Item b.5.2 ABNT NBR IEC 60079-10-1 :2009)

NOTA: Os cálculos de Vz são destinados somente para


auxiliar na avaliação do grau de ventilação. O volume
hipotético de risco não é diretamente relacionado com a
extensão da área classificada.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 128


Estimativa do volume hipotético Vz
(Item b.5.2 ABNT NBR IEC 60079-10-1 :2009)

Relação entre o volume hipotético Vz e as dimensões das


áreas classificadas

O volume hipotético Vz fornece uma orientação para a


extensão do volume de gás inflamável a partir de uma fonte
de risco, mas esta extensão não irá normalmente
equacionar as dimensões das áreas classificadas.

Estimativa do volume hipotético Vz


(Item b.5.2 ABNT NBR IEC 60079-10-1 :2009)

Em primeiro lugar, a forma do volume hipotético não é


definida e é influenciada pelas condições de ventilação .
O grau e disponibilidade da ventilação e possíveis
variações destes parâmetros influenciam a forma do
volume hipotético.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 129


Estimativa do volume hipotético Vz
(Item b.5.2 ABNT NBR IEC 60079-10-1 :2009)

Em segundo lugar, a posição do volume hipotético com


relação a fonte de risco necessita ser estabelecida. Isto
depende principalmente da direção da ventilação,
considerando o volume hipotético influenciado pela
direção do vento.

Estimativa do volume hipotético Vz


(Item b.5.2 ABNT NBR IEC 60079-10-1 :2009)

Em terceiro lugar, em algumas situações deve ser


considerada a possibilidade de variação das direções da
ventilação e a flutuabilidade (ou densidade relativa) do gás
ou vapor.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 130


Estimativa do volume hipotético Vz

Fig. 8.1.2 CONCEITO DE VOLUME DE


RISCO – Gás ou vapor mais pesado que o ar.

8.1.3 Ventilação e Classificação de Áreas em


Ambientes Confinados

Diagrama exemplificando como ocorre a contaminação cruzada de


Área Não classificada (Classificação do compartimento da
esquerda), em função da inversão do sentido de rotação do
Ventilador e do Exaustor da Área Classificada originais
(compartimento da direita).

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 131


8.1.3 Ventilação e Classificação de Áreas em
Ambientes Confinados

Para o ambiente representado, são as seguintes as


maneiras possíveis de contaminação da Área Não
Classificada:
Parada do Exaustor “E1” da Área Classificada;
Parada do Ventilador “V2” da Área Não-classificada;
Porta que comunica os dois compartimentos mantida
aberta;
(...)

8.1.3 Ventilação e Classificação de Áreas em


Ambientes Confinados

Este procedimento inadequado que altera o sentido do fluxo


de ar faz com que o compartimento adjacente (sala A),
antes uma Área Não-classificada se torne agora, também,
uma Área Classificada.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 132


8.1.3 Ventilação e Classificação de Áreas em
Ambientes Confinados

Inversão do sentido de rotação tanto do Exaustor “E1” (que


passa agora a funcionar como Ventilador) quanto do
Ventilador “V1” (que passa agora a funcionar como
Exaustor) da Área Classificada, conforme mostrado no
diagrama acima.
(...)

8.2 Influência do equipamento

O porte do equipamento e o tipo têm muita importância


para a definição do Risco que ele possa representar para o
ambiente. Se para exemplificar, o equipamento a ser
classificado for um equipamento ou um sistema que
contenha gás GLP, certamente com uma pressão
significativa, os cuidados a serem tomados e a
Classificação de Área seriam mais arrojados.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 133


8.2 Influência do equipamento

8.3 Densidade do gás ou vapor


O gás poderá ser mais leve ou mais pesado que o ar. Sendo
mais leve, ele oferece menos perigo para o ambiente, por
que poderá ser disperso pelo ar, diminuindo a sua
concentração. Por isso é muito importante que se conheça
as suas características. (...)

8.2 Influência do equipamento

8.3 Densidade do gás ou vapor

(...) È preferível que o gás seja mais leve para facilitar a


ação da ventilação e por oferecer um menor volume de
risco. Sendo mais pesado, tem a tendência de se acumular
nas partes mais baixas, inacessíveis e junto aos
equipamentos.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 134


8.4 Arranjo das Instalações Físicas

Na prática, muitos dos processos que operamos realmente


requerem que produtos perigosos sejam estocados, e
algumas vezes em quantidades até consideráveis; ou que
condições severas de operação sejam mantidas, como por
exemplo, uma reação que pode se descontrolar.

8.4 Arranjo das Instalações Físicas

Portanto, a questão a ser feita é: “podemos mudar o


processo ou as instalações para torná-los
intrinsecamente seguros?”.

Os princípios gerais com os quais podemos alcançar uma


planta intrinsecamente segura podem ser classificados
como:

Substituição, Intensificação, Atenuação, Isolamento e


Simplificação.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 135


8.4 Arranjo das Instalações Físicas

Substituição
Substituir materiais perigosos por menos perigosos
(reconhecendo porém que aqui poderia haver algum
proveito para o ciclo de vida do produto). Exemplo: mudar
o meio de resfriamento no processo de óxido de etileno de
óleo térmico para água pressurizada.

8.4 Arranjo das Instalações Físicas

Intensificação
Reduzir os inventários de produtos perigosos. Exemplo:
passar a operar com quilogramas ao invés de toneladas
num processo como o de fabricação de nitroglicerina.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 136


8.4 Arranjo das Instalações Físicas

Atenuação
Usar processos ou materiais perigosos em condições
menos severas, de forma a limitar seu perigo potencial.
Exemplo: dissolver num solvente, estocar amônia em
tanques refrigerados onde a pressão é mais baixa, usar
traço de vapor para limitar temperatura.

8.4 Arranjo das Instalações Físicas

Isolamento
Separar os produtos químicos das pessoas. Exemplo: reduzir
as tensões de projeto em tubulações de gás para aumentar a
integridade de contenção, montar plantas em locais
afastados de vias públicas.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 137


8.4 Arranjo das Instalações Físicas

Acidente numa fábrica de fertilizantes, localizada na área urbana


da cidade de Toulouse, França, em 21/09/2001, que resultou em
29 fatalidades e quase 900 feridos. Estas consequências
poderiam ter sido dramaticamente reduzidas pelo princípio do
isolamento.

8.4 Arranjo das Instalações Físicas

Simplificação
Fazer a planta e o processo mais simples de projetar,
construir e operar, e consequentemente menos factíveis de
falhas humanas, de controle ou de equipamentos. Exemplo:
injetor com falha segura para mistura de ácido nítrico e
glicerina. (...)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 138


8.4 Arranjo das Instalações Físicas

(...) Praticamente não existe nada novo sobre isto, e


poderiam até serem considerados pontos óbvios.
Certamente estes pontos fazem parte do nosso bom senso.
Mas muito da “segurança” se constitui numa questão de
bom senso; sendo o nosso grande problema então, garantir
que ele seja sempre aplicado.

8.5 Riscos de faiscamento por atrito com


metais leves e suas ligas

Faiscamentos incendíveis por atrito podem ocorrer em


circunstâncias onde metais leves ou suas ligas são
utilizados em contato adequado com outros materiais,
particularmente quando o outro material contém oxigênio
em sua composição, tal como a ferrugem.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 139


8.5 Riscos de faiscamento por atrito com
metais leves e suas ligas

Medidas de proteção adequadas devem, desta forma, ser


levadas em consideração para evitar a ocorrência de tais
contatos por atrito, em circunstâncias onde uma atmosfera
explosiva possa estar presente, uma vez que a ocorrência
simultânea dos dois conjuntos de circunstâncias pode
levar a uma ignição.

8.5 Riscos de faiscamento por atrito com


metais leves e suas ligas

Atmosferas explosivas podem ser evitadas e os


equipamentos, sempre que possível, devem ser instalados
em locais onde tais atmosferas não sejam prováveis de
ocorrer. (ABNT NBR IEC 60079-14, ANEXO H)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 140


9. NOÇÕES BÁSICAS DE SUBSTÂNCIAS
INFLAMÁVEIS

9.1 Conceitos
A Classificação de Áreas depende do entendimento do
comportamento das substâncias inflamáveis,
principalmente após a sua liberação para a atmosfera, que é
quando representa risco, verdadeiramente. È preciso que se
conheça as suas propriedades.

9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

As suas propriedades químicas se encontram em tabelas de


propriedades químicas na norma: ABNT IEC/TR 60079-
20-1 Dados de gases ou vapores inflamáveis referentes à
utilização de equipamentos elétricos.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 141


9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

A substância inflamável, em seu estado líquido, não


representa risco antes de passar para o estado gasoso.
Passando para o estado gasoso e se misturando com o ar,
em proporções adequadas, é que se configura uma
mistura explosiva.

9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS
Através do processo físico de Vaporização e Evaporação os
líquidos mudam seu estado de agregação. Cada molécula de
um líquido exerce uma força de atração sobre as moléculas
vizinhas. Aquelas que estão internas ao líquido estão em
equilíbrio de igualdade de forças de atração.

As que estão na superfície só são atraídas pelas que estão


abaixo e ao lado, ocasionando uma tensão superficial,
fazendo com que essas moléculas ganhem o espaço acima
do líquido.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 142


9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

Evaporação é um processo físico que consiste na passagem


lenta de estado líquido para o estado gasoso, em função do
aumento natural ou artificial da temperatura. O grau de
evaporação é determinado por uma constante física do
líquido inflamável, o que se denomina:

9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

9.1.1 Coeficiente de Evaporação - Esse coeficiente é uma


característica que pode ser usada como fator de segurança.
Ele indica o tempo necessário que um líquido leva para
evaporar completamente, sem deixar resíduo.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 143


9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

Pode-se tomar como exemplo da ordem de grandeza da


velocidade de evaporação, a acetona (coeficiente de
evaporação 2,1) distribuída numa superfície de um metro
quadrado a uma temperatura de 25 graus centígrados
desenvolve em um minuto uma quantidade tal (77 gramas)
de vapor de acetona capaz de formar uma atmosfera
explosiva de dois metros cúbicos de volume. A Tabela
abaixo mostra o coeficiente de evaporação de algumas
substâncias.

9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS
Coeficientes de Evaporação, Densidade Relativa e Ponto
de Fulgor de Algumas Substâncias Inflamáveis.

Fig. 9.1.1

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 144


9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

9.1.2 Ponto de Fulgor (Flash Point) e Ponto de Combustão

“MENOR TEMPERATURA NA QUAL UM


LÍQUIDO LIBERA VAPOR EM QUANTIDADE
SUFICIENTE PARA FORMAR UMA MISTURA
INFLAMÁVEL”

9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

Quando a temperatura é suficientemente alta, o líquido


inflamável libera vapor capaz de formar uma mistura acima
da sua superfície. A temperatura na qual isso ocorre é
chamada de PONTO DE FULGOR.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 145


9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

Porém ainda não é suficiente para assegurar uma combustão


contínua. Ocorre o “flash” mas não se sustenta se a
temperatura não for suficiente. Essa chama se extingue se a
temperatura na superfície do combustível não for suficiente
para sustentá-la. A essa temperatura denomina-se PONTO
DE COMBUSTÃO.

9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

9.1.2.1 Líquido Combustível


Líquido que possua ponto de fulgor igual ou maior do que
37,8 ºC (100ºF) quando determinado pelo método do vaso
fechado (ASTM D56-Standard Method of Test for Flash
Point by the Tag Closed Tester) Os líquidos combustíveis
são classificados como Classe II ou Classe III.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 146


9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

9.1.2.2 Líquido Inflamável


Líquido que possua ponto de fulgor ou inferior a 37,8 ºC
(100ºF), quando determinado pelo método acima
mencionado. Os líquidos inflamáveis são denominados
Classe I .

9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

9.1.2.3 Velocidade de Combustão


A combustão ocorre em velocidades variáveis, em
função da quantidade de substância inflamável e a
quantidade de oxigênio no instante da ignição. De
acordo com a velocidade de combustão pode-se
distinguir:

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 147


9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

Deflagração – Em que a velocidade da combustão atinge a


ordem de cm/s, resultando num ligeiro acréscimo de
pressão e efeito de ruído.

Explosão – A sua velocidade de combustão atinge a ordem


de m/s. Esse processo ocorre de maneira instável e há um
considerável aumento de pressão (3 a 10 bar).

9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS
Detonação – A velocidade de combustão da detonação é
de km/s.
A mistura de vapor de petróleo com o ar explode com uma
velocidade de combustão de 20 a 25 m/s.

A explosão de pólvora de revolver ocorre com uma


velocidade de 300 m/s.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 148


9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

Volatilidade de um Iíquido inflamável


A volatilidade está relacionada principalmente a pressão de
vapor e a entalpia ("calor") de vaporização. Se a pressão de
vapor não for conhecida, pode ser utilizado como referência
o ponto de ebulição e o ponto de fulgor.

9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

Não existe uma atmosfera explosiva de gás se o ponto de


fulgor for superior a temperatura aplicável do Iíquido
inflamável. Quanto mais baixo for o ponto de fulgor, maior
pode ser a extensão da zona. Entretanto, se um material
inflamável for liberado de modo a formar uma névoa, (por
exemplo, por pulverização), uma atmosfera explosiva de
gás pode ser formada abaixo do ponto de fulgor do material.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 149


9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

Proteção Primária Contra Explosão


A primeira medida para se evitar que ocorra uma explosão
é evitar a formação de uma atmosfera explosiva. Pode-se
evitar uma ignição, tomando-se algumas precauções;

9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

Uso de líquidos não inflamáveis – verificar a


possibilidade de uso de substância alternativa. Solventes
podem ser substituídos por soluções à base de água ou
hidrocarbonetos halogenados não inflamáveis. Líquidos de
transmissão de pressão podem ser substituídos por óleos
carbohalogenados e pós-inflamáveis, por outros não
inflamáveis.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 150


9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

Limites de concentração – A formação de uma atmosfera


inflamável dentro de um equipamento pode ser evitada ou
minimizada pela redução da quantidade de substância
inflamável e sua concentração.

9. NOÇÕES BÁSICAS DE
SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

Inertização – É um dos meios mais utilizados e um dos


mais eficazes para minimizar ou evitar a formação de uma
atmosfera inflamável. É um dos meios preventivos mais
usados como proteção primária. Ocupa-se os espaços com
nitrogênio, dióxido de carbono, vapor d’água ou
hidrocarboneto halogenado ou ainda substâncias inertes em
pó.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 151


10. TÉCNICAS CONSTRUTIVAS DE
PROTEÇÃO

10.1 Definição de grau de proteção


Equipamentos e dispositivos elétricos que se destinem a
operar em atmosferas potencialmente explosivas, devem
possuir características mínimas que as tomem capazes de
operar proporcionando segurança para o ambiente ou
sistema em que seja instalado.

10. TÉCNICAS CONSTRUTIVAS DE


PROTEÇÃO

Existem diversas técnicas construtivas que, sendo


seguidas, pode-se reduzir a probabilidade de explosão ou
incêndio provocado pela operação.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 152


10. TÉCNICAS CONSTRUTIVAS DE
PROTEÇÃO

Relembrando que, para ocorrer um incêndio ou uma


explosão é necessário que ocorra simultaneamente a
presença de ar, produto inflamável e fonte de ignição
(triângulo do fogo), com a inclusão do equipamento elétrico
bem projetado para o ambiente operacional, visa-se quebrar
esse ciclo. Para isso o equipamento poderá ter o
preenchimento do seu invólucro com material inerte como:
óleo, areia, ou resina.

10. TÉCNICAS CONSTRUTIVAS DE


PROTEÇÃO

10.1.1 Terminologias
Os equipamentos elétricos são construídos para evitar
danos físicos às pessoas (choque elétrico, ferimentos
causados por partes móveis e etc.). O próprio equipamento
tem que ser protegido contra a penetração de corpos
sólidos estranhos, água ou qualquer líquido impróprio.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 153


10. TÉCNICAS CONSTRUTIVAS DE
PROTEÇÃO

“Invólucros contendo partes vivas expostas e invólucros


contendo somente partes isoladas requerem um grau de
proteção pelo menos IP54 e IP44 respectivamente.

Quando utilizamos em locais que possuam adequada


proteção contra o ingresso de corpos sólidos estranhos ou
líquidos capazes de prejudicar a segurança (por exemplo,
em local abrigado), invólucros contendo partes vivas
expostas e invólucros contendo partes isoladas requerem
um grau de proteção de IP4X ou IP2x, respectivamente.

10. TÉCNICAS CONSTRUTIVAS DE


PROTEÇÃO

Graus de
Proteção
Primeiro Dígito

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 154


10. TÉCNICAS CONSTRUTIVAS DE
PROTEÇÃO

Grau de Proteção
Segundo Dígito

10. TÉCNICAS CONSTRUTIVAS DE


PROTEÇÃO
10.1.2 Parâmetros Para Seleção de Equipamentos

A ABNT NBR IEC 60529, estabelece os critérios para a


designação da proteção provida por invólucros. Máquinas
elétricas girantes devem estar de acordo com a IEC 60034-
5. No método a seguir, dá-se ênfase a proteção contra
ingresso de corpos sólidos e acesso a partes perigosas:

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 155


10. TÉCNICAS CONSTRUTIVAS DE
PROTEÇÃO

Figura 10.1.2

A simbologia a ser utilizada para a designação do grau de proteção


de invólucros deve ser composta da sigla IP, seguida de dois
numerais característicos do grau especificado. Por exemplo:IP54

10. TÉCNICAS CONSTRUTIVAS DE


PROTEÇÃO

Esse código acima significa que o equipamento é protegido


contra poeira e contato, contra penetração de água
projetada em qualquer direção.
Por exemplo, se for IPW 54, esse “W” significa que esse
invólucro deve ter proteção contra corrosão causada por
atmosfera salina.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 156


10. TÉCNICAS CONSTRUTIVAS DE
PROTEÇÃO
10.1.4 Proteção Adicional de Instalação
Os equipamentos são dotados de diversas características
que o tornam apropriados para operarem em áreas
classificadas:

Temperatura Máxima de Superfície – A mais alta


temperatura atingida por um equipamento em serviço, nas
mais severas condições de trabalho para o qual foi
especificado, sobrecarga ou defeitos previstos.

10. TÉCNICAS CONSTRUTIVAS DE


PROTEÇÃO

Classe de temperatura – É a classificação do equipamento


elétrico baseada em sua temperatura máxima de superfície.

Gás de Proteção – Gás usado para manter pressão positiva


a pressurização ou para diluir a mistura inflamável abaixo
do seu limite inferior de inflamabilidade. O gás pode ser:
ar, nitrogênio, ou qualquer outro gás não inflamável.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 157


10. TÉCNICAS CONSTRUTIVAS DE
PROTEÇÃO

Purga – Processo pelo qual se faz passar através do


invólucro e dutos associados, certa quantidade de gás de
proteção antes que o equipamento seja energizado, para
remover qualquer remanescente de gás que possa ser mais
inflamável.

10. TÉCNICAS CONSTRUTIVAS DE


PROTEÇÃO

10.1.5 Tipos de Proteção


Existem no mercado equipamentos específicos para cada
área, considerando as variáveis que possam se apresentar
para atender às necessidades de instalação.

De acordo com a necessidade, se aplica o equipamento


com o seu grau de proteção adequado. Existem diversos
códigos representados por uma simbologia, feita de uma
letra maiúscula, seguida por outra minúscula.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 158


10. TÉCNICAS CONSTRUTIVAS DE
PROTEÇÃO

Ex.: Ex d, significa um equipamento à prova de explosão.

Esse é o primeiro tipo de proteção, o mais antigo e


conhecido pelos técnicos que trabalham com esse tipo
de equipamento.

11.EQUIPAMENTO À PROVA DE
EXPLOSÃO Ex d

Um Invólucro à prova de explosão, após ter sido


ensaiado em laboratório sem nenhum componente
interno e com todas as suas entradas definidas em
diâmetro e posição, tem que se manter como prova de
explosão, mesmo após a colocação dos componentes
internos.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 159


11 EQUIPAMENTO À PROVA DE
EXPLOSÃO Ex d

Definição:

“Invólucro capaz de suportar uma pressão de explosão


interna sem se romper, não permitindo que a explosão se
propague para o meio externo.”

Normas para invólucros à prova de explosão


No Brasil é a ABNT NBR IEC 60079 -1 Equipamentos
Elétricos para Atmosferas Explosivas - Invólucros à Prova
de Explosão - Tipo de Proteção "d".

11 EQUIPAMENTO À PROVA DE
EXPLOSÃO Ex d

Painel local de controle “Ex” do tipo


à prova de explosão, com tipos de
proteção “Ex d IIA T3”, EPL Gb.

Normas para invólucros à prova de explosão


No Brasil é a ABNT NBR IEC 60079 -1 Equipamentos Elétricos
para Atmosferas Explosivas - Invólucros à Prova de Explosão - Tipo
de Proteção "d".

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 160


11 EQUIPAMENTO À PROVA DE
EXPLOSÃO Ex d

11.1 Caixa ou Invólucro

O invólucro é a mais antiga solução para a construção de


equipamentos elétricos que operam em atmosferas
explosivas. Note-se que na Inglaterra a primeira norma de
significância sobre invólucros à prova de explosão data de
1926, de número BS 229. A definição de EQUIPAMENTO
À PROVA DE EXPLOSÃO é composta de duas partes:

11 EQUIPAMENTO À PROVA DE
EXPLOSÃO Ex d

A primeira diz que o invólucro tem que ser capaz de


suportar uma pressão de explosão interna, sem se propagar
para o meio. Isso se refere ao invólucro.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 161


11 EQUIPAMENTO À PROVA DE
EXPLOSÃO Ex d

A segunda parte da definição diz que todas as partes que


compõem o invólucro, tais como: junção, corpo da tampa,
entradas de eletrodutos e cabos; entrada de eixos e
manoplas de operação, botões de comando e tudo que
possa ter uma comunicação com o meio externo sejam
projetados de forma que, mesmo que ocorra uma explosão
interna, não se propague para o ambiente externo.

11 EQUIPAMENTO À PROVA DE
EXPLOSÃO Ex d

PAINEL PARA COMANDO E


SINALIZAÇÃO
(a prova de explosão)- Zona 1 e 2 -
Grupos IIA e IIB; Grau de proteção: IP 65;
NBR IEC 60079-10, NBR IEC 60079-1,
NBR IEC 60529, NBR IEC 60079-14,
NBR 5363. Certificado de conformidade:
06/UL-BRCN-0001 Nutsteel

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 162


11 EQUIPAMENTO À PROVA DE
EXPLOSÃO Ex d

Se houver uma explosão no interior do invólucro, há uma


tendência de afastamento entre o corpo e a tampa do
invólucro. Isto tem que ser limitado, pois, caso contrário,
a atmosfera externa estará sujeita a uma fonte de ignição.
Para isto são colocados vários parafusos.

11 EQUIPAMENTO À PROVA DE
EXPLOSÃO Ex d

Mas mesmo assim, em função dos esforços térmicos e


mecânicos da explosão, há uma deformação entre essas
duas partes, fazendo com que os gases quentes da explosão
escapem por esse espaço criado pela deformação. Ver
figura a seguir:

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 163


11 EQUIPAMENTO À PROVA DE
EXPLOSÃO Ex d

Deformação provocada por esforços térmicos e mecânicos


durante uma explosão no interior do invólucro à prova de
explosão.

11.2 Proteção e ZONA

De acordo com a norma BRASILEIRA E


INTERNACIONAL, (segundo JORDÃO, 2002. pág. 737)
segue lista de equipamentos elétricos que podem ser
instalados, em função da sua classificação da área, por
ZONA.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 164


11.2 Proteção e ZONA
(modelo tradicional)

Equipamentos Elétricos Permissíveis em Zona 0

a. Equipamentos Intrinsecamente seguros, categoria “i”


(Ex ia)
b. Outros equipamentos elétricos projetados
especificamente para utilização em Zona O, desde que essa
condição esteja claramente definida no certificado emitido
por laboratório credenciado (Ex s).

11.2 Proteção e ZONA

Equipamentos Elétricos Permissíveis em Zona 1

a. Equipamentos permissíveis em Zona 0


b. Equipamento à prova de explosão (Ex d);
c. Equipamento com pressurização ou diluição contínua
(Ex p);
d. Equipamento imerso em areia (Ex q);
e. Equipamento imerso em óleo (Ex o);

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 165


11.2 Proteção e ZONA

Equipamentos Elétricos Permissíveis em Zona 1


(continuação)

f. Equipamento de segurança aumentada (Ex e);


g. Equipamento de segurança intrínseca (Ex ib);
h. Outros equipamentos projetados especificamente para
utilização em Zona 1, que não satisfaçam as exigências
de nenhum tipo de proteção normalizado, mas que sejam
aprovados por laboratório credenciado (Ex s);

11.2 Proteção e ZONA

Equipamentos Elétricos Permissíveis em Zona 1


(continuação)

i. Equipamentos que sejam combinações de tipos de


proteção dos acima mencionados, como por exemplo:
equipamento Ex d,e (combinando prova de explosão e
segurança aumentada).

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 166


Ex d,e (Combinando Prova de Explosão e
Segurança Aumentada).

- o plugue só pode ser inserido ou removido se a chave estiver


desligada (para não provocar centelhamento na desconexão do
plugue e desgaste com consequente aquecimento).

Equipamentos elétricos permissíveis


em zona 2

a. Equipamentos permissíveis em Zona 0 e Zona 1;


b. Equipamento elétrico com tipo de proteção pressurizado
projetado especificamente para utilização em Zona 2;
c. Outros equipamentos elétricos especificamente
projetados para utilização em Zona 2, como por exemplo:
não acendível (Ex n);

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 167


11.2 Proteção e ZONA

Equipamentos elétricos permissíveis em zona 2

d. Equipamentos elétricos construídos de acordo com os


requisitos de norma referente a equipamento elétrico para
uso industrial e que em condições normais de serviço não
produzem arcos, centelhas ou superfícies quentes que
possam provocar a ignição da atmosfera explosiva.

11.3 Juntas

A junção corpo-tampa do invólucro, bem como as


diversas entradas do invólucro, como eletrodutos, cabos,
manoplas de operação, botões de comando, etc. não podem
invalidar a classificação do equipamento, assim como o seu
invólucro tem que continuar sendo a prova de explosão.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 168


11.3 Juntas

Por isso, as juntas têm um papel importante nessa vedação


que tem que ter esse invólucro. Existem cinco tipos de
juntas à prova de explosão:

1. Junta chata ou flangeada


2. Junta de encaixe
3. Junta cilíndrica e eixos de operação
4. Junta roscada
5. Junta cimentada

11.3 Juntas

Antigamente os equipamentos à prova de explosão não


eram à prova de intempéries ou jato d’água porque era
proibido o uso de materiais nas juntas, até o final dos anos
70. No Brasil, por influência da tecnologia americana,
passou-se a usar a gaxeta como elemento de vedação (...)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 169


11.3 Juntas

(cont...) em invólucros à prova de explosão. Era comum


no Brasil ter painéis compostos de invólucros à prova de
explosão com cobertura para chuva ou jatos d’água.

Figura 11.3 b - Aplicação de gaxeta


na junta á prova de explosão.

11.3 Juntas

Com a adoção de normas internacionais pelo Brasil, foi


elaborada a NBR 5363, que trata especificamente de
invólucros EX d, baseada na norma internacional IEC
60079-1, que trouxe, na época, a possibilidade de se usar
gaxeta em caixas Ex d, tornando-as com proteção IP 54 ou
IP 55.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 170


11.3 Juntas

Conforme o item 6.5 da ABNT NBR IEC 60079-0


(Retenção das vedações) “Onde o grau de proteção
provido pelo invólucro dependa de uma junta de vedação
(gaxeta) que é destinada a ser aberta para as finalidades
de instalação ou manutenção, gaxetas devem ser
Instaladas ou fixadas a uma das faces de contato para
evitar perdas, danos ou montagem incorreta. O material
da gaxeta não deve aderir à outra face da junta.”

11.3 Juntas

NOTA : Um adesivo pode ser utilizado para


fixar a gaxeta a uma das faces de contato.

Recomendação: É importante lembrar que a adaptação do


anel tem que estar explicita no certificado de conformidade
do equipamento, para que seja entendido que o anel não foi
colocado após o ensaio.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 171


11.3 Juntas

Exemplos de fixação das juntas de encaixe por parafusos.

Figura 11.3 c - Tipos construtivos de Ex d,


conforme tecnologia americana (esquerda) e
tecnologia europeia (direita).

Tipos Construtivos de Invólucros Ex d nos


EUA e Europa
Na Europa há uma preferência para a construção de
invólucros Ex d em que a junção corpo-tampa é feita
através de uma junta roscada, ao invés de junta flangeada.
A maior vantagem nesse tipo de junta é a não existência de
um grande número de parafusos, o que na maioria das
vezes se constitui em dificuldades para a montagem e
manutenção, além de ser também um fator que contribui
para o aumento de não-conformidades relativas à falta de
parafusos e/ou parafusos frouxos.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 172


11.4 Unidades Seladoras

Os cabos e eletrodutos devem estar selados por unidade


seladora aprovada (certificada) para a zona a que se
destina. A finalidade do selo é minimizar a passagem de
gases ou vapores e evitar a passagem da chama de uma
parte da instalação elétrica para outra ou através do
eletroduto. (...)

11.4 Unidades Seladoras


(...) Mesmo considerando pressões diferenciais aplicadas
ao selo, com valor equivalente a poucas polegadas de
coluna d’água, pode ocorrer uma pequena passagem de gás
ou vapor através do selo.
Figura 11.4a - Unidade
seladora com dreno e
Unidades seladoras
instaladas o mais próximo
possível das entradas de
eletroduto do respectivo
invólucro Ex “d”.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 173


11.4 Unidades Seladoras

Critérios de Aplicação de Unidades Seladoras

São dois os critérios para a aplicação de unidades seladoras:


1. CRITÉRIO DE INVÓLUCRO
2. CRITÉRIO DE FRONTEIRA.

11.4 Unidades Seladoras

O critério de invólucro tem o objetivo de manter uma


estanqueidade em relação à pressão de explosão que
eventualmente ocorra no invólucro, se propague através do
eletroduto.

O critério de fronteira objetiva evitar a contaminação de


gás ou vapor inflamável via eletroduto de uma área para
outra.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 174


11.4 Unidades Seladoras

CRITÉRIO DO INVÓLUCRO

Os eletrodutos devem ser instalados com unidades


seladoras onde estes adentrem ou deixem uma área
classificada, para evitar a transmissão de gases ou líquido
de uma área classificada para áreas não classificadas.
Não deve haver união ou outros acessórios de eletrodutos
entre a unidade seladora e a fronteira da área
classificada.

11.4 Unidades Seladoras

Dispositivos de selagem de eletrodutos devem preencher a


cobertura mais externa do cabo quando o cabo for
efetivamente preenchido ou ao redor dos condutores
individuais, no interior do eletroduto. O mecanismo de
selagem deve ser tal que este não se torne quebradiço
quando da sua cura, e os mecanismos de selagem devem
ser imunes e não afetados por agentes químicos
encontrados na área classificada. .(NBR IEC 60079-
14:2009)
.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 175


11.4 Unidades Seladoras

Figura 11.4 b - Regra da fronteira e do invólucro para a


instalação de unidades seladoras Ex “d” em sistemas
de eletrodutos e de invólucros à prova de explosão

11.4 Unidades Seladoras

Segundo BULGARELLI (2010) é importante ressaltar que


o antigo e obsoleto critério de instalação de unidades
seladoras a uma distância de até 450 mm do invólucro à
prova de explosão, que era antigamente indicado na NBR
5418/1995, não é mais aceitável de acordo com os novos
requisitos de segurança...

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 176


11.4 Unidades Seladoras

... uma vez que os procedimentos de ensaios para os


invólucros Ex “d” não consideram os efeitos de explosão
de volumes extras de gases que são acumulados entre o
invólucro e a unidade seladora.

Aquele critério de instalação de unidades seladoras a


uma distancia de até 450 mm do invólucro Ex “d” era
baseado em requisitos indicados na normalização do
NEC.

11.4 Unidades Seladoras

Figura 11.4 c –
Equipamentos servidos
por unidades seladoras,
em que se percebe as
mesmas instaladas junto
aos painéis, sem guardar
distanciamento.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 177


11.4 Unidades Seladoras

Figura 11.4 d - Exemplo de quando


o percurso é maior que 90 cm.

11.4 Unidades Seladoras

11.6 CRITÉRIO DE FRONTEIRA


É necessária a instalação de unidade seladora em cada eletroduto
que deixa uma área Classe I, Divisão 1 ou Classe I, Divisão 2. A
unidade seladora pode ser instalada em qualquer em qualquer dos
dois lados da fronteira, a não mais de 3 metros da mesma.

Figura 11.4 e - Aplicação de


unidades seladoras pelo
critério de fronteiras.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 178


11.4 Unidades Seladoras

Figura 11.4 f - Exemplo de


eletroduto contínuo passando
por uma área classificada.

12 EQUIPAMENTOS PRESSURIZADOS
Ex p

12.1 Princípio de funcionamento


Essa técnica é regida pela norma internacional IEC 60079-
2, que orienta os conceitos de pressurização de invólucros,
adotando nova terminologia, porém similar ao
procedimento americano.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 179


12 EQUIPAMENTOS PRESSURIZADOS
Ex p

Ela consiste em manter no interior do invólucro uma


pressão superior à pressão atmosférica, para impedir que
uma mistura inflamável ao redor do equipamento entre em
contato com partes do mesmo que possam causar ignição.
Emprega-se como gás de proteção o ar ou gás inerte para
manutenção de sobrepressão e purga.

12 EQUIPAMENTOS PRESSURIZADOS Ex p

Figura 12.1(a) e (b) Painel local de controle “Ex” do tipo


pressurizado com marcação “Ex pz d IIA T3” EPL Gc. Painel local
de controle “Ex” do tipo pressurizado com marcação “Ex pz T4”
EPL Gc. – Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão;

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 180


12 EQUIPAMENTOS PRESSURIZADOS Ex p

Console do Sondador do Sistema SCR Ross Hill, de plataforma de perfuração


de petróleo, instalado em Zona 2. A pressurização permite a montagem de
vários comutadores comuns na porta, de instrumentos e sinaleiras comuns,
atrás da janela de vidro.

12 EQUIPAMENTOS PRESSURIZADOS
Ex p

12.1.1 PURGA
A purga consiste na passagem de gás, em uma quantidade
tal, que possa proteger o invólucro e os dutos de
concentração de atmosferas explosivas.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 181


12 EQUIPAMENTOS PRESSURIZADOS
Ex p

12.1.2. PRESSURIZAÇÃO

A pressurização é uma técnica que consiste em não se


permitir que entre no invólucro, gás externo através da
injeção de um gás de proteção em seu interior, a uma
pressão superior a da pressão atmosférica.

12 EQUIPAMENTOS PRESSURIZADOS
Ex p
Um equipamento dotado de sistema de pressurização é
uma solução muito interessante em termos de segurança e
de custos financeiros, por não ter que empregar um
equipamento à prova de explosão.

Um sistema de pressurização de invólucros é projetado


observando-se os seguintes requisitos:
O fornecimento do gás de proteção, dutos e acessórios e o
invólucro. Com a aplicação de pressão ao invólucro não é
necessário que se use um equipamento à prova de explosão.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 182


12 EQUIPAMENTOS PRESSURIZADOS Ex p

Tabela 12.1.2

12 EQUIPAMENTOS PRESSURIZADOS
Ex p

Pressurização Estática
Pressurização estática consiste em se manter um invólucro
com gás de proteção a uma determinada pressão,
devidamente selado para que se mantenha por um tempo
necessário até a próxima verificação. Esse procedimento
aplica-se a dispositivos que tenham que ser instalados em
locais de difícil acesso como, vasos, tubulações ou
similares, em que não se possa instalar uma conexão
contínua.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 183


12 EQUIPAMENTOS PRESSURIZADOS
Ex p

Gás de Proteção
“O gás de proteção utilizado para purga, pressurização e
diluição contínua deve ser não combustível e não tóxico.
Deve ser também substancialmente livre de umidade, óleo,
poeiras, fibras, agentes químicos, combustíveis e outros
materiais contaminantes, que possam ser perigosos ou
afetar a integridade e operação satisfatória do
equipamento...

12 EQUIPAMENTOS PRESSURIZADOS
Ex p

...Normalmente é utilizado, em especial quando existe uma


fonte interna de liberação de materiais inflamáveis. O gás
de proteção não deve conter mais oxigênio por volume que
o normalmente presente no ar.” (ABNT NBR IEC 60079-
14:2009)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 184


12 EQUIPAMENTOS PRESSURIZADOS
Ex p

Selagem
É preciso que se garanta que as entradas de cabos ou
eletrodutos de um invólucro pressurizado esteja
devidamente selado, para que seja mantido o Grau de
Proteção.

13 EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
INTRÍNSECA, Ex i

A identificação da necessidade desse tipo de proteção se


deu no ano de 1912, por ocasião de um acidente ocorrido
na Inglaterra numa mina subterrânea de carvão. Acreditou-
se que uma campainha causou a explosão, o que fez com
que se determinasse até que nível um sinal elétrico pode
ser (...)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 185


13 EQUIPAMENTOS DE
SEGURANÇA INTRÍNSECA, Ex i

(...) considerado seguro, sem estar confinado num


invólucro à prova de explosão. As pesquisas sobre esses
circuitos de sinalização resultaram em uma certificação do
primeiro dispositivo de segurança intrínseca na Inglaterra
no ano de 1917.

13 EQUIPAMENTOS DE
SEGURANÇA INTRÍNSECA, Ex i

Os equipamentos de Segurança intrínseca seguem a norma


brasileira Equipamentos Elétricos de Segurança Intrínseca e do
Equipamento Associado ABNT NBR IEC 60079-11.

Figura 13.1

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 186


13 EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
INTRÍNSECA, Ex i

Um circuito ou parte dele é intrinsecamente seguro


quando o mesmo, sob condições de ensaio prescritas, não
é capaz de liberar energia elétrica (faísca) ou térmica
suficiente para, em condições normais (isto é, abrindo ou
fechando o circuito) ou anormais (por exemplo, curto-
circuito, falta à terra), causar a ignição de uma dada
atmosfera explosiva.

13 EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
INTRÍNSECA, Ex i

13.1 Definições e conceitos


Dentre os conceitos de proteção existentes, segurança
intrínseca é o único que está baseado em modo de
operação. Todas as outras técnicas são baseadas na
exclusão da atmosfera explosiva das possíveis fontes de
risco (arcos, centelhas, faíscas, superfície aquecida)
contenção da explosão (...)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 187


13 EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
INTRÍNSECA, Ex i

(...) no interior de um invólucro, etc. Na técnica de


segurança intrínseca não evita a formação de atmosfera
explosiva. A segurança é obtida através da limitação da
energia na área classificada, para níveis tão baixos, que se
torna improvável que o circuito seja capaz de causar uma
explosão.

13 EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
INTRÍNSECA, E x i
Porém, como esse tipo de projeto é baseado em limite de
energia disponível e restrição da energia armazenada, a
sua construção se concentra mais nos circuitos internos do
que na aplicação de invólucros ou outros meios para se
obter mais segurança. Isso torna o equipamento isento de
outras preocupações. É um equipamento que pode ser
usado em Zona 0, quando nenhum outro tipo pode ser
usado, exceto aquele que for projetado e certificado para
isso. (desde que seja Exia, Epl Ga ou Exs)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 188


13 EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
INTRÍNSECA, E x i

13.1..1 EQUIPAMENTO ASSOCIADO


Equipamento elétrico que contém circuitos intrinsecamente
seguros e circuitos não intrinsecamente seguros e são
construídos de modo que a parte não segurança intrínseca
não afete de modo adverso os circuitos de segurança
intrínseco. (JORDÃO, 2002. pág. 374)

13 EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
INTRÍNSECA, E x i
Nota: O equipamento associado pode ser:
a. Equipamento elétrico que possua outro tipo de proteção
normalizado para uso em atmosfera explosiva;

b. Equipamento elétrico não protegido, podendo ser


aplicado em área classificada . Ex: um registrador que não
se encontre instalado em área classificada, mas interligado
a um termopar situado dentro de uma área classificada,
onde somente a entrada no registrador é segurança
intrínseca.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 189


13 EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
INTRÍNSECA, E x i

c. um dispositivo simples como; termopares, diodos,


termoresistências, chaves e terminais são usados em
circuitos intrinsecamente seguros. Fazem do sistema de
segurança intrínseca.

13 EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
INTRÍNSECA, E x i

d. Se um equipamento associado for instalado em uma


atmosfera explosiva de gás ou vapor, este deve estar
protegido por um tipo de proteção adequado listado na
ABNT NBR IEC 60079-0, e então os requisitos deste tipo
de proteção em conjunto com partes aplicáveis da ABNT
NBR IEC 60079-0 também se aplicam ao equipamento
associado.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 190


13 EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
INTRÍNSECA, E x i

Figura 13.1 - Sistema de Segurança Intrínseca

13 EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
INTRÍNSECA, E x i
Categoria dos Equipamentos de Segurança Intrínseca

Equipamentos intrinsecamente seguros e partes


intrinsecamente seguras de equipamentos associados
devem ser classificados nos categorias de proteção "ia",
"ib" ou "ic".

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 191


13 EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
INTRÍNSECA, E x i

0s requisitos desta Norma devem ser aplicados para todas as


categorias de proteção a menos que estabelecido de outra
maneira. Na determinação das categorias de proteção "ia",
"ib" ou "ic", falhas de componentes e conexões devem ser
consideradas. Falhas de separações entre partes condutivas
também devem ser consideradas. A determinação deve
incluir abertura, curto e aterramento do cabo de
interconexão externa.

13 EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
INTRÍNSECA, E x i

Categoria dos Equipamentos de Segurança Intrínseca:

Categoria "ia" – Podendo ser instalado em zona 0, Zona 1 e


Zona 2;
Categoria "ib" – Podendo ser instalado em Zona1 e Zona 2;
Categoria “ic” – Podendo ser instalado em Zona 2.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 192


13 EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
INTRÍNSECA, E x i

Fig. 13.2 Transmissores


“Ex” do tipo
intrinsecamente seguros,
com tipos de proteção “Ex ia
IIC T5”, EPL Ga. Petrobras
– Refinaria Presidente
Bernardes de Cubatão

13.1.2 BARREIRA DE SEGURANÇA


ZENER

Para isolar os circuitos de segurança intrínseca dos


circuitos de segurança não intrínseca, foram criadas as
barreiras de segurança, que são elementos instalados fora
da área classificada, incluindo a proteção contra qualquer
chance de mútua influência. (...)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 193


13.1.2 BARREIRA DE SEGURANÇA
ZENER

(...) A principal função do circuito de barreira é garantir


que a energia entregue ao circuito instalado na área
classificada será insuficiente para inflamar a atmosfera
explosiva do gás ou o vapor inflamável local, mesmo em
condições anormais de operação.

13.1.2 BARREIRA DE SEGURANÇA


ZENER

Para isso são utilizados nesses circuitos o diodos Zener,


que são semicondutores que possuem um valor de tensão
para o qual há uma ruptura, passando a conduzir em curto
circuito. Essa tensão de ruptura atende à quase todas as
faixas de tensão utilizadas nos circuitos de segurança
intrínseca.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 194


13.1.2 BARREIRA DE SEGURANÇA
ZENER

Figura 13.1.2 - Circuito típico da barreira Zener

13.1.2 BARREIRA DE SEGURANÇA


ZENER

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 195


13.1.2 BARREIRA DE SEGURANÇA
ZENER

Operação do Circuito de Barreira


Supondo-se que a tensão de ruptura do diodo Zener é de
24 V CC, significa que acima desse valor de tensão os
diodos começam a conduzir e se tornam um curto-
circuito para a terra. Os resistores atuam como
limitadores das correntes que podem fluir através dos
diodos e se persistir a alta tensão por um tempo mais
longo (da ordem de milissegundos), o fusível se funde
(baixo valor), abrindo o circuito.

13.1.2 BARREIRA DE SEGURANÇA


ZENER

13.2 Instalação e manutenção equipamentos de segurança


intrínseca, Ex i
Substituição de Componentes
Basicamente não se devem substituir componentes. Por exemplo,
controlador, um transdutor ou um posicionador, podem ser
similares, mas de fabricantes diferentes, podem ter parâmetros
diferentes, representando risco. O uso de barreiras certamente
torna os circuitos mais flexíveis, mas deve ser dada atenção
especial às limitações impostas pela certificação.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 196


13.2 Instalação e Manutenção Equipamentos
de Segurança Intrínseca, Exi

Aterramento
Para aterramento dos circuitos de Segurança Intrínseca, devem
ser observadas as
recomendações do fabricante, quanto aos requisitos funcionais:
a. Isolados da terra;
b. Ligados a um ponto do condutor de equalização de potencial;
c. Ligados à terra em um único ponto.

13.2 Instalação e Manutenção Equipamentos de Segurança


Intrínseca, Exi

Equipamento Associado
Os equipamentos associados como, por exemplo, fontes de
alimentação de circuitos de segurança intrínseca, barreiras ou
outros dispositivos que não sejam de segurança intrínseca
devem ser localizados fora da área classificada ou possuir algum
tipo de proteção adequado ao ambiente onde será instalado. Se
esses equipamentos forem dotados de barreiras, não podem ter
tensão maior que 250 V.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 197


13.2 Instalação e Manutenção Equipamentos de
Segurança Intrínseca, Exi

Recomendações :
Instalações com circuitos intrinsecamente seguros não
podem ter sua segurança afetada por campos
eletromagnéticos externos, tais como linhas aéreas de
potência ou cabos unipolares conduzindo elevada corrente.

Pode-se utilizar, por exemplo, condutores com malhas e/ou


trançados ou a manutenção de uma distância adequada da
fonte do campo elétrico ou magnético.
(12.2.2.5.1 Generalidades NBR IEC 60079-14:2009)

13.2 Instalação e Manutenção Equipamentos


de Segurança Intrínseca, Exi

Somente cabos isolados, cujos ensaios de tensão do


condutor-terra, condutor-malha e malha-terra são de no
mínimo 500 V c.a. ou 750 V c.c, devem ser utilizados em
circuitos intrinsecamente seguros.
O diâmetro dos condutores individuais, dentro da área
classificada, deve ser maior ou igual a 0,1 mm. Isto
também se aplica aos condutores de cabos flexíveis
individuais compostos por fios finos. (12.2.2.1
Generalidades ABNT NBR IEC 60079-14: 2009)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 198


13.2 Instalação e Manutenção Equipamentos
de Segurança Intrínseca, Exi

Os equipamentos associados devem ser inspecionados para


assegurar que estes são do tipo correto e com características
nominais de acordo com a documentação descritiva do
sistema. Onde o equipamento associado for uma barreira
de segurança a diodo, a segurança das conexões de
aterramento com relação integridade do dispositivo deve ser
verificada. (5.3.5 ABNT NBR IEC 60079-17:2009)

14 ENSAIOS

14.1 Ensaios de prova de explosão (Ex d)

Neste ensaio o equipamento é submetido inicialmente a


uma análise do projeto construtivo, em confronto com a
norma respectiva, sendo a seguir inspecionado com
relação a dimensões, tolerâncias, material, acabamento,
etc. Esta etapa é seguida das atividade abaixo:

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 199


14 ENSAIOS
14.1.1 ENSAIO DE DETERMINAÇÃO DA PRESSÃO DE
REFERÊNCIA
Em função do grupo do gás, é injetada no interior do invólucro
a mistura gás/ar normalizada. Por intermédio de sensores
piezoelétricos, prévia e adequadamente instalados no corpo do
invólucro, é detectada em um osciloscópio a curva de pressão
de referência desenvolvida, ao ser provocada a ignição da
mistura explosiva.

Figura 14.1.1a

14 ENSAIOS

Ensaio de Sobrepressão
- Com a finalidade de se
avaliar a resistência
mecânica do invólucro é
realizado um ensaio de
sobrepressão.
Fig. 14.1.1b

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 200


14 ENSAIOS

Fig. 14.1.1c

Ensaio de propagação - o invólucro é colocado em uma câmara de


ensaio, sendo esta e o invólucro preenchidos com a mesma mistura,
com uma concentração também normalizada. Através de um sistema
de ignição é provocada a explosão da mistura no interior do
invólucro. O equipamento será aprovado, se o gás contido na câmara
não explodir.

14 ENSAIOS

14.1.2 Ensaio de Segurança Intrínseca (Ex i)


Esse ensaio se destina a comprovar que o circuito ou
dispositivo sob teste não possui energia suficiente para
inflamar uma determinada atmosfera explosiva de gás, quer
seja em condições normais ou anormais de operação.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 201


14 ENSAIOS

14.1.3 Ensaio de Segurança Aumentada (Ex e)


A proteção Segurança Aumentada se aplica a equipamentos
que em condições normais de operação não produzem
centelhamento ou alta temperatura. Este tipo de
proteção é especificado pela norma brasileira ABNT NBR
IEC 60079-7 que estabelece os requisitos construtivos que
(...)

14 ENSAIOS

(...) devem ter tais equipamentos para serem certificados.


Os equipamentos de segurança aumentada mais comuns
são as luminárias, caixas de ligação, motores de indução
com gaiola de esquilo etc.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 202


14 ENSAIOS

Os ensaios dos motores são os de maior complexidade, por


que, além de sofrerem as verificações e inspeções relativas
a materiais, dimensões etc., eles ainda são submetidos a
ensaios de aquecimento em condição nominal e com o
rotor bloqueado...

14 ENSAIOS

...para se determinar o tempo tE (tempo máximo que o


motor pode suportar sendo percorrido pela sua corrente
de arranque até que sua temperatura atinja a temperatura
limite, partindo de sua temperatura em regime nominal,
sendo a temperatura ambiente considerada em seu valor
máximo).

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 203


14 ENSAIOS

14.1.4 Área de Proteções Especiais


Além dos invólucros à prova de explosão e dos
equipamentos com segurança intrínseca e aumentada,
existem outros métodos de proteção. Estas proteções
podem ser também certificadas pelo Labex, como por
exemplo:

-Equipamentos elétricos com proteção especial (Ex s)

14.1.4 Área de Proteções Especiais

- Equipamento elétrico construído segundo especificação


não normalizada, por utilizar formas de proteção não
usuais, ou ainda combinações de duas ou mais proteções
normalizadas.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 204


14.1.4 Área de Proteções Especiais

Segundo JORDÃO (2002. pág. 466) a proteção especial é


reconhecida pela IEC e por normas de vários outros
países. Esse tipo de proteção é incluído na IEC sem
contudo haver nenhum tipo de definição bem como
nenhuma menção a qualquer norma sobre o assunto.

14.1.4 Área de Proteções Especiais

A ideia de se prever esse tipo de proteção é no sentido de


não bloquear a criatividade dos fabricantes...
Nesse caso, na hipótese de ser inventado um tipo de
proteção especial...
...o inventor, a partir da obtenção, na entidade
certificadora credenciada, de um “CERTIFICADO DE
EQUIVALÊNCIA”, possui um nível de segurança
equivalente àqueles previstos na normalização.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 205


14.1.4 Área de Proteções Especiais

Exemplo: houve um desenvolvimento de uma luminária,


que não tem nenhuma ligação elétrica com qualquer fonte
externa de energia, construída com invólucro à prova de
explosão e pressurizado... Essa luminária recebeu
certificação especial, e foi designada para operação
inclusive em Zona 0.

15. EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA


AUMENTADA Ex e
15.1 Princípio de funcionamento

Definição:
É um tipo de proteção em que medidas construtivas
adicionais são aplicadas aos equipamentos que em
condições normais de operação não produzem
centelhamento ou alta temperatura, com o fim de torná-los
ainda mais seguros.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 206


15. EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA
AUMENTADA Ex e
A norma brasileira que especifica esse tipo de proteção é a
ABNT NBR IEC 60079-7, tipo de proteção desenvolvido
na Alemanha. O conceito de segurança aumentada está
baseado em critérios construtivos adicionais que são
aplicados aos equipamentos que, em condições normais de
operação não produzam arcos, centelhas ou alta
temperatura, que sejam capazes de iniciar uma explosão ou
incêndio.

15. EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA


AUMENTADA Ex e

Com essas medidas construtivas e aliado à qualidade e


projeto dos materiais empregados, o resultado é uma
drástica redução na probabilidade de que o equipamento se
constitua numa fonte de ignição. Pode-se deduzir pela
própria definição que o universo de aplicação dessa técnica
é limitado.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 207


15. EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA
AUMENTADA Ex e
Equipamentos e dispositivos que podem ser construídos
com esse conceito:
1.Motores de indução (gaiola de esquilo);
2.Luminárias, desde que a lâmpada seja do tipo e potência que não
gerem alta temperatura, exemplo: lâmpadas fluorescentes.
3.Caixas contendo terminais de ligação;
4.Transformadores de controle e medição...
5.Baterias;
6.Resistores de aquecimento;
7.Instrumentos de medição, etc.

15.2 Motores elétricos de segurança


aumentada
Os motores elétricos de indução com gaiola de esquilo são
os que mais se adaptam ás exigências para a construção do
tipo de proteção segurança aumentada. Em operação
normal, não produz centelhamento ou alta temperatura. Para
isso, as medidas construtivas adicionais aplicáveis aos
motores elétricos são as seguintes:

Motor “Ex” do tipo segurança


aumentada com marcação
“Ex e II T3”, EPL Gb.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 208


15.2 Motores elétricos de segurança
aumentada
limitação da elevação de temperatura no enrolamento;
determinação de um tempo máximo para desligamento pelo
dispositivo de proteção;
cuidado especial na seleção dos materiais de isolamento e
aplicação de dupla camada de impregnação;
exigência quanto ao mínimo grau de proteção aplicado ao
invólucro;
requisitos relativos ao projeto mecânico.

15.3 Luminárias de segurança aumentada

 A construção de luminárias é uma outra grande aplicação do


conceito de segurança aumentada.
 Elas podem se tornar fontes de ignição devido à sua
temperatura ou ainda devido a arcos ou centelhas que podem
surgir quando da interrupção do seu circuito.
 O fator decisivo para que uma luminária se torne uma fonte
de risco para uma determinada instalação é o calor
desprendido pela sua lâmpada, já que ela não produz
centelha.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 209


15.3 Luminárias de segurança aumentada

Conforme o princípio deste tipo de proteção, a atmosfera


explosiva pode atingir todos os componentes da luminária,
incluindo a lâmpada, sem que cause uma ignição. A
construção deve garantir que, mesmo após a quebra do
bulbo, nenhuma parte da lâmpada deve ter uma
temperatura superior à temperatura limite de sua classe de
temperatura correspondente. Com essa condição restringe-
se o uso de vários tipos de lâmpadas.

15.3 Luminárias de segurança aumentada

No interior da lâmpada, sempre há partes que estão sob altas


temperaturas. No evento de uma quebra do bulbo, a
temperatura de algumas peças, como por exemplo, o filamento,
muito rapidamente atinge um nível seguro. Outras partes, tais
como tubos de descarga de alta pressão, mantêm as suas
temperaturas e vagarosamente se resfriam.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 210


15.3 Luminárias de segurança aumentada
LUMINÁRIA FLUORESCENTE (segurança
aumentada)
• Atmosferas explosivas • Zonas 1 e 2, 21 e 22
- Grupos IIA, IIB e IIC • Grau de proteção: IP
66/67
• NBR IEC 60079-10, NBR IEC 60079-1,
NBR IEC 60079-7, NBR IEC 60529, NBR
IEC 60079-14
• Temperatura de operação: -20°C a 55°C
• Tipo certificado: Fle
• Certificado de conformidade:
MC, AEX-1875-X (pag. 98 Nutsteel)

16 EQUIPAMENTO ELÉTRICO IMERSO


EM ÓLEO, Ex o

Tipo de proteção na qual o equipamento elétrico ou partes


deste estão imersos num líquido de proteção de tal modo
que, se houver uma atmosfera inflamável acima do líquido
ou na parte externa do invólucro, esta não é possível de ser
inflamada.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 211


16 EQUIPAMENTO ELÉTRICO IMERSO
EM ÓLEO, Ex o

A norma brasileira que especifica esse tipo de proteção é a


norma ABNT IEC 60079-6. Na edição anterior era
admitido esse tipo de proteção para equipamentos que
produziam arcos, centelhas ou alta temperatura, em
condições normais de operação. (...)

16 EQUIPAMENTO ELÉTRICO IMERSO


EM ÓLEO, Ex o

(...) Atualmente só é permitido para equipamentos que em


condições normais de operação não produzam arcos,
centelhas ou altas temperaturas, que possam se constituir
numa fonte de ignição em presença de uma mistura
inflamável. O Óleo a ser usado deve ser de origem
mineral.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 212


16 EQUIPAMENTO ELÉTRICO
IMERSO EM ÓLEO, Ex o

16.1 Recomendações
O invólucro deve ter Grau de Proteção mínimo IP 66
(Totalmente protegido contra poeira e contato a parte
externa x protegido contra ondas do mar), enquanto que
os respiros utilizados nos equipamentos não-selados devem
ter Grau de Proteção mínimo IP 23 (Protegido contra
objetos sólidos de dimensão maior do que 12 mm x
Protegido contra água aspergida).

16 EQUIPAMENTO ELÉTRICO
IMERSO EM ÓLEO, Ex o

Deve ser instalado um visor de nível de óleo, indicando


nível máximo e mínimo em operação normal levando em
conta os efeitos de expansão e contração previstos.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 213


16 EQUIPAMENTO ELÉTRICO
IMERSO EM ÓLEO, Ex o

A menor das duas temperaturas abaixo mencionadas não


pode ser ultrapassada:

1) A temperatura na superfície livre do óleo ou em


qualquer outro ponto da superfície do equipamento
não pode ultrapassar o limite estabelecido para a sua
Classe de Temperatura.

16 EQUIPAMENTO ELÉTRICO
IMERSO EM ÓLEO, Ex o

2) As partes com tensão internas ao invólucro devem estar


mergulhadas a uma profundidade mínima de 25 mm abaixo
da superfície livre do óleo, considerando o mesmo em seu
nível mínimo. Os dispositivos de drenagem do óleo devem
ser providos com sistema de vedação e devem ser fixados
por fechos cobertos, ou protegidos contra desmontagem
não autorizada.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 214


17 MANUTENÇÃO

O principal componente de um sistema de manutenção, para


os resultados, como sendo um importante meio para um
processo produtivo, reside nas pessoas. Conforme definido
no item 10.8.8.4 da NR-10, que diz:

“Os trabalhos em áreas classificadas devem ser precedidos


de treinamento especifico de acordo com risco envolvido.”

17 MANUTENÇÃO

Segundo Roberval Bulgarelli, delegado da ABNT, cada vez


mais se torna evidente que somente a existência de um
programa de avaliação de conformidade para a certificação
de equipamentos “Ex” não é suficiente para garantir os
elevados níveis de segurança requeridos nestes tipos de
instalações industriais.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 215


17 MANUTENÇÃO

Pode ser verificado, na verdade, que pouco adianta que os


equipamentos “Ex” tenham sido devidamente certificados
se as pessoas envolvidas não possuírem os devidos
conhecimentos, treinamentos, qualificações e
competências para a execução dos necessários serviços de
projeto, seleção, especificação técnica, parecer técnico,
instalação, montagem, inspeção e reparos destes
equipamentos e instalações “Ex”.

17 MANUTENÇÃO

Treinamento
Qualificação de pessoal
A inspeção e manutenção das instalações devem ser
realizadas somente por pessoal experiente, em cujos
treinamentos tenham sido incluídas instruções sobre os
princípios gerais de classificação de áreas, os vários tipos
de proteção e praticas de instalação, os requisitos desta
Norma, (...)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 216


17 MANUTENÇÃO

Qualificação de pessoal
(...) as normas da empresa e os regulamentos legais
aplicáveis para a instalação (ver Anexo B). O pessoal deve
ser submetido, de forma regular, a treinamentos ou
educação continuada apropriada. Evidências das
experiências e dos treinamentos alegados aplicáveis
devem estar disponíveis.(ABNT NBR IEC 60079-17 item
4.2)

17 MANUTENÇÃO

Conforme a norma ABNT NBR IEC 60079-17, podem ser


realizadas inspeções com três diferentes graus ou níveis de
detalhamento das atividades:

Inspeções visuais: inspeção que tem por objetivo
identificar, sem a necessidade de utilização de
equipamentos de acesso (tais como escadas, andaimes, etc.)
ou ferramentas manuais (chaves de fenda, chaves de boca,
etc.), defeitos que sejam evidentes visualmente, como
ausência de parafusos.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 217


17 MANUTENÇÃO

Inspeções apuradas: inspeção que engloba os aspectos


cobertos pela inspeção visual e, além disso, têm por
objetivo identificar defeitos, como parafusos soltos que
somente são detectáveis com o auxílio de equipamentos de
acesso e ferramentas manuais.

Inspeções apuradas não requerem normalmente que o


invólucro seja aberto, nem que o equipamento seja
desenergizado.

17 MANUTENÇÃO

Inspeções detalhadas: inspeção que engloba os aspectos


cobertos pela inspeção apurada e, adicionalmente,
identifica defeitos, como terminais frouxos, falhas em
condutores de aterramento, condições das juntas de
vedação, existência de gaxetas não autorizadas, condição
das faces das juntas planas em invólucros metálicos Ex
“d” que somente são detectáveis com a abertura do
invólucro ou utilização de ferramentas ou equipamentos de
ensaios.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 218


17 MANUTENÇÃO

A manutenção feita por pessoal não qualificado tem


introduzido um sem-número de pontos que podem
ser considerados como se fossem ‘pequenas
bombas-relógio’, que ficam lá na unidade
adormecidas até que um dia elas se manifestam,
geralmente causando verdadeiras tragédias.
Algumas dessas situações comprometedoras e
constrangedoras podem ser visualizadas nas fotos a
seguir:

17 MANUTENÇÃO

Fig. 17.1-a e b Invólucros e acessos sem


parafusos e vedação de unidades seladoras.

Fig. 17.1c – mais evidências de


manutenção ou instalação irregular.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 219


17 MANUTENÇÃO

Quando necessário, treinamentos sobre o conceito de


supervisão contínua devem ser ministrados juntamente
com seminários de reciclagem ou de reforço.
Os requisitos de conhecimento das pessoas técnicas com
função gerencial devem incluir a compreensão dos
requisitos previstos nas normas: (...)

17 MANUTENÇÃO

(...) ABNT NBR IEC 60079-10-1, ABNT NBR IEC 60079-


10-2, ABNT NBR IEC 60079-14, respectivamente para
gás/vapor e poeiras, e ABNT NBR IEC 60079-19, em
relação a classificação de áreas e/ou EPL e seleção,
montagem, instalação, reparo e recuperação de
equipamentos. (seção 4.5.6 ABNT NBR IEC 60079-17)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 220


17 MANUTENÇÃO
Inspeções periódicas/Pessoal
Inspeções periódicas regulares requerem pessoal que:

a) tenha conhecimento de classificação de areas/EPL e


conhecimento técnico suficiente para compreender suas
implicações sobre os locais sob consideração;

b) tenha conhecimento técnico e entendimento dos


requisitos teóricos e prãticos dos equipamentos elétricos
utilizados naquelas áreas classificadas;

17 MANUTENÇÃO

c) compreenda os requisitos de inspeções visual, apurada e


detalhada, e como estas inspeções se relacionam com os
equipamentos e instalações. .(Seção 4.4, ABNT NBR IEC
60079-17)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 221


17 MANUTENÇÃO

Rastreabilidade e Histórico dos Equipamentos

Conforme o item da NR-10, que trata de Prontuário de


Instalações Elétricas – P.I.E. 10.2.4, letra f): “certificações
dos equipamentos e materiais elétricos em áreas
classificadas”, denota-se todo um cuidado e
responsabilidade com as informações a respeito desses
equipamentos.
O item 4.2 Documentação da norma ABNT NBR IEC
60079-14:2009, diz:

17 MANUTENÇÃO

“É necessário assegurar que toda a instalação esteja de


acordo com os certificados apropriados, bem como com
esta Norma e quaisquer outros requisitos específicos para
a planta sobre a qual a instalação for realizada. Para
alcançar este resultado, um prontuário das instalações
deve ser preparado para cada instalação e deve ser
mantido nas dependências da instalação ou arquivado em
outro local.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 222


17 MANUTENÇÃO

No caso de arquivamento em outro local, um documento deve ser


mantido nas dependências da instalação, indicando quem é ou
quem são os responsáveis e onde este documento é mantido, de
forma que, quando requerido, cópias possam ser obtidas.”
“A fim de instalar corretamente ou ampliar uma instalação
existente, as seguintes informações, que são adicionais aquelas
requeridas para áreas não classificadas, são necessárias,
quando aplicável:

17 MANUTENÇÃO

Documentos de classificação de área (ver ABNT NBR IEC


60079-10 e ABNT NBR IEC 61241-IO), com plantas
mostrando a classificação e a extensão das áreas classificadas,
incluindo zonas (e espessuras de camadas de poeira máximas
permissíveis se o risco for devido a poeiras combustíveis);”

- Fica clara a indicação das normas relativas a manutenção da


norma relativa a Classificação de áreas e Classificação de
áreas onde poeiras combustíveis estão ou podem estar
presentes.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 223


17 MANUTENÇÃO

Inspeção de Equipamentos e Instalações Elétricas em


Áreas Classificadas.
Todos os equipamentos, sistemas e instalações deverão ser
inspecionados logo depois de instalados. Em seguida a
qualquer reparo, ajuste ou modificação, aquelas partes da
instalação que tenham sofrido intervenções, deverão ser
verificadas.

17 MANUTENÇÃO

Freqüentemente, podem ser verificadas situações nas quais


são instalados equipamentos à prova de explosão
certificados para o grupo IIA ou IIB, mas que são
instalados indevidamente em áreas classificadas do tipo
grupo IIC. Este problema pode também estar relacionado
com as etapas de parecer técnico das propostas recebidas
ou com a fase de inspeção de recebimento, quando os
equipamentos podem ser recebidos com especificações
diferentes daqueles que foram comprados.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 224


17 MANUTENÇÃO

Do ponto de vista de instalação, a grande quantidade de


parafusos requeridos pelas juntas flangeadas planas, as
entradas diretas de cabos e os procedimentos de selagem
das unidades seladoras são fatores que, com freqüência,
têm apresentado não-conformidade, em função dos
difíceis procedimentos de montagem e de manutenção
relacionados.

17 MANUTENÇÃO

Outro fator que torna complexa a aplicação prática de


equipamentos com invólucros à prova de explosão é a
rigorosa manutenção da integridade das faces das juntas
flangeadas à prova de explosão.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 225


17 MANUTENÇÃO

Esta junta, do tipo metal-metal, apresenta características


construtivas que podem permitir a entrada de água para o
interior do invólucro à prova de explosão, o que faz com
que o usuário sem conhecimentos e competências
específicas venha a utilizar juntas ou materiais selantes
não previstos na certificação, o que invalida o tipo de
proteção e pode colocar toda a instalação em risco.
(BULGARELLI. 2010)

17 MANUTENÇÃO
Segurança em instalações com atmosfera potencialmente explosiva
depende do sistema gerencial da empresa. Não é atividade exclusiva
da engenharia elétrica na fase do projeto. A segurança em Instalação
com atmosferas explosivas depende da gestão do risco ao longo da
vida da instalação. Conhecimento técnico é fundamental, mas sozinho
não garante a segurança.

Figura 17.1

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 226


17 MANUTENÇÃO

Periodicamente, principalmente durante e após grandes


paradas, recomenda-se que seja realizado um ciclo de
inspeção completa, dos equipamentos e instalações,
munindo-se dos seguintes planos atualizados:

Áreas Classificadas;
Arranjo dos Equipamentos de Processo (fontes de risco);
Fluxograma do processo;
Diagrama e Arranjo de Ventilação;
Inspeção de Instalações Adicionais ou Provisórias;

17 MANUTENÇÃO

Verificar se equipamentos adicionais ou temporários sem


proteção, tais como skids, containeres, paióis, etc. foram
instalados em arcas classificadas, inadequadamente;
Verificar se a ampliação de área classificada devido aos
skids ou equipamentos adicionais que sejam fonte de risco
está envolvendo (...)

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 227


17 MANUTENÇÃO

(...) equipamentos elétricos eletrônicos de uso comum, não


adequados para a nova classificação do local;
Verificar se não foram realizadas obras ou modificações
que possam ter comprometido ou ampliado as áreas
classificadas originais.

17 MANUTENÇÃO

17.1 ATIVIDADES DO PROFISSIONAL PARA


SERVIÇOS EM ÁREAS CLASSIFICADAS

As atividades do profissional compreendem a execução de


montagem e manutenção de sistemas e equipamentos
elétricos e eletrônicos em ambientes de atmosfera
potencialmente explosiva.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 228


17 MANUTENÇÃO

17.1.1 RECEBIMENTO DE EQUIPAMENTOS

a) Verificar se os certificados de conformidade atendem


aos requisitos normativos, aos requisitos estabelecidos no
projeto e se são válidos.
b) Verificar se a marcação dos equipamentos atende ao
estabelecido no certificado de conformidade aplicável.
c) Inspecionar os equipamentos e acessórios quanto ao seu
estado de conservação e integridade.

17 MANUTENÇÃO

17.1.2 INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E


SISTEMAS

a) Selecionar e instalar unidades seladoras.


b) Selecionar e instalar prensa-cabos.
c) Instalar equipamentos e acessórios, conforme documentação.
d) Instalar sistemas de eletrodutos para áreas classificadas.
e) Utilizar instrumentos de medição e testes apropriados.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 229


17 MANUTENÇÃO

f. Atender aos requisitos expressos na permissão de trabalho.


g. Manter a integridade dos equipamentos e acessórios, incluindo
pontos para aterramento.
h. Verificar possíveis inadequações de aplicação de equipamentos
e acessórios quanto à classificação de área.
i. Inspecionar os equipamentos e acessórios quanto ao seu estado
de conservação e integridade. Substituir os componentes em
não-conformidade.

17 MANUTENÇÃO

17.1.3 MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS E


SISTEMAS
a) Identificar e substituir componentes em não-conformidade ou
danificados.
b) Atender aos requisitos expressos na permissão de trabalho.
c) Manter a integridade dos equipamentos e acessórios, incluindo
pontos para aterramento.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 230


17 MANUTENÇÃO

d) Utilizar instrumentos de medição e testes, apropriados.


e) Verificar possíveis inadequações de aplicação de
equipamentos e acessórios quanto à classificação de

área.

18. ITENS DA NR-10 RELATIVOS A


ÁREAS CLASSIFICADAS
10.8.8.4 Os trabalhos em áreas classificadas devem ser
precedidos de treinamento especifico de acordo com
risco envolvido.

Nas áreas classificadas (áreas sujeitas à ocorrência de


atmosfera explosivas), há restrições severas para o
desenvolvimento de qualquer trabalho envolvendo
eletricidade. Nessa situação fica impedida a realização de
qualquer tarefa com a instalação elétrica energizada
(pesquisa ou ...

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 231


18. ITENS DA NR-10 RELATIVOS A
ÁREAS CLASSIFICADAS

... localização de defeitos, abertura de caixas, invólucros,


medições ou simulações elétricas). As técnicas de
montagem, blindagens e conexões, assim como o
ferramental utilizado são especiais e deverão ser próprios
para essas áreas, o que determina a necessidade de
treinamento e preparo adequado dos trabalhadores
envolvidos.

18. ITENS DA NR-10 RELATIVOS A


ÁREAS CLASSIFICADAS
Para serviços em áreas classificadas não devem ser
utilizados equipamentos capazes de gerar faíscas, como é
o caso de quase todos os eletro-portáteis (furadeiras,
serras elétricas, marteletes e outros dispositivos com
motores de escova ou com dispositivos de partida ...
Ferramentas de impacto, mesmo as pneumáticas, podem
produzir faíscas ...

Solução: Permissão Para Trabalho.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 232


18. ITENS DA NR-10 RELATIVOS A
ÁREAS CLASSIFICADAS
10.9.4 Nas instalações elétricas de áreas classificadas ou
sujeitas a risco acentuado de incêndio ou explosões,
devem ser adotados dispositivos de proteção, como
alarme e seccionamento automático para prevenir sobre
tensões, sobrecorrentes, falhas de isolamento,
aquecimentos ou outras condições anormais de
operação.

18. ITENS DA NR-10 RELATIVOS A


ÁREAS CLASSIFICADAS
Dispositivos de proteção destinados ao alarme,
seccionamento automático para prevenir sobretensões,
sobrecorrentes, falhas de isolamento, aquecimentos ou
outras condições anormais de operação, complementares
às instalações especiais para esses ambientes com
potencialidade de atmosferas explosivas (vide glossário)
ou elevado risco de incêndio são obrigatórios nas
instalação elétrica para prevenir ocorrências de incêndio
ou explosões.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 233


18. ITENS DA NR-10 RELATIVOS A
ÁREAS CLASSIFICADAS

As áreas classificadas, assim como outras com elevado


risco de incêndio, não suportam a ocorrência de situações
toleráveis em outras instalações elétricas e por isso
necessitam de medidas adicionais de prevenção contra o
sobreaquecimento de superfícies, o surgimento de arco
elétrico devido à sobretensão, inerentes até mesmo à
operação normal de dispositivos de manobra e de proteção.

18. ITENS DA NR-10 RELATIVOS A


ÁREAS CLASSIFICADAS

10.9.5 Os serviços em instalações elétricas nas áreas


classificadas somente poderão ser realizados mediante
permissão para o trabalho com liberação formalizada,
conforme estabelece o item 10.5 (10.5 - Segurança em
Instalações Elétricas Desenergizadas) ou supressão do
agente de risco que determina a classificação da área.

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 234


18. ITENS DA NR-10 RELATIVOS A
ÁREAS CLASSIFICADAS

A permissão para trabalho (PT) em área classificada


(vide glossário) fica obrigatória e exige a liberação
documentada e formalizada, mediante aplicação dos
conceitos e princípios de desenergização (item 10.5).
Alternativamente, a liberação para o trabalho nessas áreas
poderá ser formalizada mediante a eliminação da
substância inflamável ou explosiva que originou a
classificação da área.

18. ITENS DA NR-10 RELATIVOS A


ÁREAS CLASSIFICADAS

Instalações elétricas precisam ser inspecionadas, testadas,


mantidas e, muitas vezes, é necessário pesquisar defeitos
nas atividades de manutenção corretiva, o que implica a
presença de circuitos energizados, máquinas e ferramentas
que geram faíscas em condições normais de
operação(escovas de motor).

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 235


18. ITENS DA NR-10 RELATIVOS A
ÁREAS CLASSIFICADAS
Nessas condições, impossibilitada a aplicação da
desenergização, devem ser adotados procedimentos de
supressão do agente de risco, quer por diluição, quer por
eliminação da presença da substância inflamável ou
explosiva, que permitam garantir a segurança da operação,
o que deve ser devidamente formalizado com
documentação. (PT)

FIM

Curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas”

Copyright © Target Engenharia e Consultoria Ltda. 236

Você também pode gostar