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MEC – TECNOLOGIA DE FACHADAS

FORMULÁRIO - PEDRA NATURAL

COEFICIENTES PARCIAIS DE SEGURANÇA PARA AS PLACAS DE PEDRA

( 1 = 4,2).
Coeficiente de variação ( v) Coeficiente parcial de
segurança
( M )
v  10% 1,5
10%  v  20% 2,4
10%  v  20% 2,9
25%  v  30% 3,8
30%  v  35% 4,8
35%  v  40% 6,1

VALORES CARACTERÍSTICOS DA RESISTÊNCIA


Nos casos em que o número de ensaios é considerado suficiente (n  50), pode
assumir-se que os valores observados seguem uma lei de distribuição normal:
Rk  Rm  1.64  s  Rm (1  1.64  s )

em que
Rk valor característico inferior, correspondente ao quantilho inferior de 5 %;
Rm média dos valores observados;
s desvio-padrão dos valores observados ( s  Vr  Rm );
Vr coeficiente de variação da amostra.
Nos casos em que o número de ensaios é considerado insuficiente (n < 50), os
valores são calculados assumindo uma distribuição log-normal.
A média logarítmica dos valores observados vem dada por

 ln x
1
xln  i
n i

O desvio-padrão logarítmico é dado por

  ln x  x
2
i ln 
sln  
n 1

em que
n número de ensaios efectuados;
xi valor observado num dado ensaio de ordem i.
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O valor característico correspondente ao quantilho de 5 % pode ser obtido a partir da


seguinte expressão:

Rk  e
 x  k
ln p ,5%  sln 
O valor de k p,5% a utilizar na expressão encontra-se na Tabelaseguinte.

Valores do coeficiente k p,5% para o cálculo do valor característico, numa distribuição


log-normal, com um intervalo de confiança de 75 %
Número de provetes Coeficiente k p,5%
(n)
3 3,15
4 2,68
5 2,46
6 2,34
7 2,25
8 2,19
9 2,14
10 2,10
15 1,99
20 1,93
30 1,87
40 1,83
50 1,81
∞ 1,64

PERDA DE CAPACIDADE RESISTENTE COM A IDADE – DETERIORAÇÃO


Valores de  — diminuição da resistência da pedra com a idade (K. Hansen & H.
Lekso)
Período de vida útil
Tipo de Pedra (anos)
 20  30

Granito grão fino 1,00 0,95


Calcários 0,90 0,85
Mármores 0,85 0,75
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VALORES DE CÁLCULO DA RESISTÊNCIA


X Rk
X Rd   
M

em que
 coeficiente que reflecte a diminuição de capacidade resistente da pedra;
X Rd
valor característico da resistência em causa;
 M coeficiente parcial de segurança da pedra natural.

RESISTÊNCIA À TRACÇÃO SIMPLES

Pode ser avaliada a partir do conhecimento dos valores da resistência à flexão,


obtidos a partir dos resultados colhidos em provetes de dimensões diferentes e, portanto,
com diferentes volumes.
Assim, e considerando que
 Rfk 1 valor característico da resistência à tracção em flexão de um conjunto de
provetes de volume v1 ,
 Rfk 2 valor característico da resistência à tracção em flexão de um conjunto de
provetes de volume v2 ,

o valor esperado da resistência à tracção uniaxial (  Rkt ) pode ser obtido de acordo
com as expressões devidas a Weibull
para o caso de ensaios em flexão pura
 1
 Rkt 
1
2
  
 Rfk 1   Rfk 2 2m  2 m 

e para o caso de ensaios em flexão simples:


 1  1
  2  
 Rkt 
1
2
 
 Rfk 1   Rfk 2  2 m    m  1   m 
 

em que m é dado pela seguinte expressão:


v2
ln
v1
m
 Rfk 1
ln
 Rfk 2
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ANCORAGENS POR CAVILHA


Posicionamento das furações e relação entre a largura e altura das placas

– se L1 / L2  2 , o momento flector condicionante situa-se ao longo do bordo L2;


– se L1 / L2  2 , o momento flector condicionante situa-se ao longo do bordo L1.

wSd  a2 wSd  L1  2  a 
2
w  a2
M1  M2    Sd 
2 8 2
L1 2
a   0, 21  L1
4 1 2 2

RESISTÊNCIA NA ZONA DE ANCORAGEM

Valor de cálculo do esforço resistente numa ancoragem


1     t -   sen  
FRd     Rdt l p
2  K2  K1  tan  

em que, além das variáveis já definidas


 coeficiente que reflecte a diminuição de capacidade resistente da pedra em
função do período de vida útil;
k1  3 (furações circulares)
k2
coeficiente que tem em conta o efeito de alavanca devido à existência de
camisas de ajuste e amortecimento (conforme Tabela seguinte);
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 Rdt valor de cálculo da tensão resistente da pedra à tracção;


 Rkt valor característico da tensão resistente da pedra à tracção.

Coeficientes de concentração de tensões e ângulo de destacamento ();(Camposinhos R.S. et


al.).

Tipo de Pedra  k1 k2

Granito de grão fino 30° 1,2


Calcário oolítico 21° 1,3
3,0
Mármore cristalino 19° 1,4
Calcário semicristalino 22° 1,6

Valor de cálculo do esforço actuante numa ancoragem


Acção do vento
L1  L2
FSd  wSk   f
4

No caso da força de inércia devido à acção sísmica, é aplicável a expressão:


Fek
FSk 
4

Para a verificação do estado limite último de resistência ou para o dimensionamento


tem-se:
FSk
FRd  FSd   M

DIMENSIONAMENTO EM FLEXÃO
Tensões actuantes a meio vão da placa:
Se L1  2  L2 :
3  wSd  L22  kd 2
 Sd = ;
4 t2
Se L1  L2
3  wSd  a 2  kd1  t
 Sd 
(t 3   3 )

com:
w Sd valor de cálculo da acção superficial actuante na placa, perpendicular ao seu plano;
L2 dimensão do lado livre;
kd 2 coeficiente de concentração de tensões na direcção L2 ;
t espessura nominal da placa;
a distância do eixo de uma furação ao bordo mais próximo;
kd 1 coeficiente de concentração de tensões na direcção paralela a L1 ;
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 diâmetro da furação.

ANCORAGENS EM KERF
DIMENSIONAMENTO EM FLEXÃO
3  w Sd  L2
t
4   Rd

DEFORMAÇÃO
5  w Sk L4 L
fmax   1    
384EI 250
L distância entre apoios;
w Sk valor característico da acção superficial;

E módulo de elasticidade da pedra natural;


I momento de inércia da secção;
 coeficiente de fluência da pedra natural.
RESISTÊNCIA NA ZONA DE ANCORAGEM

Bef

B

 Rd 
3  w Sd  L  C  w Sd 2  L2 (9  C 2  t f2 )  k K
2  t f2
Bef

B
 Rd valor de cálculo da tensão resistente da pedra à flexão em função do período de vida
útil;
 Rkt valor característico da tensão resistente à tracção da pedra em flexão;
M coeficiente parcial de segurança correspondente ao tipo de pedra natural;

L distância entre apoios, o vão;


C folga do entalhe;
tf
espessura do entalhe;
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 relação entre a largura efectiva e a largura total de apoio.


Kk
coeficiente efectivo de concentração de tensões devida à geometria do entalhe e às
características litológicas da pedra utilizada
Tipo de pedra Exemplo Kk

Granito de grão fino e médio da Pedrada, Ermida, Gerês 2,9

Calcário de Moleanos 2,1

Calcário semicristalino lioz 2,4

Mármore de Estremoz 3,2

ANCORAGENS COM UNDERCUT

wSd  Li  L j
FSd 
4

FRd 

 Rtk   hv2  cot 2   hv  u  cot   
ku M
3
hv  t  4 [mm]
5
Stone identification Spall angle Concentration factor
(adapted from Camposinhos, R.S)
 ku
Fine to medium grain size granite 19º – 20º 4.9
Medium to gross grain size granite 16º – 18º 4.6
Oolitic limestone 19º – 20º 6.9
Calcitic marble 15º – 16º 9.0
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BIBLIOGRAFIA

Revestimentos em Pedra Natural com Fixação Mecânica – Dimensionamento e Projecto; Rui


de Sousa Camposinhos; ISBN: 978-972-618-561-1 Edições Sílabo – 2009.

http://www.wook.pt/ficha/revestimentos-em-pedra-natural-com-fixacao-
mecanica/a/id/3091179

“Dimension Stone Design Partial Safety Factors”; Proceedings of the ICE - Construction
Materials, Volume 165, Issue 3, 01 June 2012 , pages 145 –159 , ISSN: 1747-650X, E-ISSN: 1747-
6518.
http://www.icevirtuallibrary.com/content/article/10.1680/coma.10.00018

“Dimension Stone Cladding Design with Dowel Anchorage; main author with Rui A.
Camposinhos; Proceedings of the ICE – Construction Materials ISSN: 1747–650X, E–ISSN: 1747–
6518; Volume 162, Issue 3, pp. 95–104; August.
http://www.icevirtuallibrary.com/content/article/10.1680/coma.2009.162.3.95

“Slate Flexural and Anchorage Strength Considerations in Cladding Design”; Construction and
Building Materials; Elsevier Ltd (UK) (October 2011), pg. 3966-3971, ISSN: 0950-0618.
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0950061811001693

Dimension Stone design – kerf anchorage in limestone and marble; main author with Rui A.
Camposinhos; Proceedings of the ICE - Construction Materials, Volume 165, Issue 3, 01 June 2012 ,
pages 161 –175 , ISSN: 1747-650X, E-ISSN: 1747-6518.
http://www.icevirtuallibrary.com/content/article/10.1680/coma.8.00052
"Undercut Anchorage In Dimension Stone Cladding" Proceedings of the ICE – Construction
Materials, Thomas Telford”.
http://www.icevirtuallibrary.com/content/article/10.1680/coma.11.00050

Structural Performance of Prestressed Façade Limestone Panels; International Journal of


Sustainable Materials and Structural Systems, Volume xxx, Issue x, Inderscience Publishers,
accepted on June 2012;
http://www.inderscience.com/info/ingeneral/forthcoming.php?jcode=ijsmss

 “Technical Manual on the Application, Use and Maintenance of Ornamental Stones”
Rui S. Camposinhos, Pedro Amaral; Bilingual edition: Assimagra© – Stone pt® 2007

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