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LEGISLAÇÃO RELATIVA À AGU

Legislação Aplicada à AGU


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LEGISLAÇÃO APLICADA À AGU

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1. A Advocacia – Geral da União:


1.1. Perfil Constitucional: funções institucionais.
1.2. Lei Complementar n. 73/93, arts. 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, 6º, 7º, 9º e 10.
1.2.1. Noções básicas da composição de sua estrutura e atribuições: Órgãos
de Direção Superior, Órgãos Auxiliares do Advogado-Geral da União e Órgãos
de Execução de Atividades-fim.
1.3. Decreto n. 7.392/2010, Estrutura Regimental.
1.4. Lei n. 10.480/2002, arts. 9º e 10, e alterações: noções básicas das atri-
buições do Órgão Vinculado (Procuradoria-Geral Federal).

– VAMOS TRABALHAR RESPEITANDO A HIERARQUIA DAS NORMAS


1) Art. 131, da CF/88;
2) Arts. 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, 6º, 7º, 9º e 10, da LC 73/93;
3) Arts. 9º e 10, da Lei n. 10.480/2002;
4) Decreto n. 7.392/2010.

PERFIL CONSTITUCIONAL DA AGU


1) Breve história da criação da AGU pela Assembleia Nacional Constituinte
AGU não existia antes da CF/88. A Assembleia Nacional Constituinte criou a
atual carta constitucional, promulgada em 5 de outubro de 1988, e visualizou a
necessidade de se criar uma instituição para defesa da União em juízo. Antes,
o Ministério Público acumulava as duas funções, e existia a possibilidade de ele
estar em um só tempo no polo ativo (buscando a condenação) e no polo passivo
(fazendo a defesa) da União.

 Obs.: Retirada do Ministério Público para se criar a Advocacia-Geral da União.


As bases estão em 5 de outubro de 1988, no momento em que se publica
o ato de promulgação da atual constituição.
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 Obs.: A Lei Orgânica da AGU só vem em 1993.

2) Colocação da AGU na tripartição de Poderes


São poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o
Executivo e o Judiciário (a tripartição de função).
–– Tema controverso: há uma parcela que acredita que a AGU está dentro
do Poder Executivo, e outra parcela que acredita que como, segundo o
art. 131, caput, a AGU tem a função institucional de representar judicial
e extrajudicialmente a União (que significa Legislativo, Executivo e Judi-
ciário e os órgão que integram as demais funções essenciais à Justiça
– Ministério Público e Defensoria Pública), não tem sentido ela estar no
Poder Executivo fazendo a defesa dos demais poderes e dos órgãos
autônomos que integram esse gênero chamado funções essenciais à
Justiça, ou seja, acredita que a AGU está fora dos três poderes.
A AGU é uma Instituição prevista pela Constituição Federal e tem natureza
de Função Essencial à Justiça, não se vinculando, por isso, a nenhum dos três
Poderes que representa.

3) Espécie do gênero “Funções Essenciais à Justiça”


Título IV) Da Organização dos Poderes
Capítulo IV) Das Funções Essenciais à Justiça
Seção I) Do Ministério Público;
(É o advogado, segundo Figueiredo Neto, da sociedade, fiscal da lei, que faz
a defesa da ordem jurídica, do regime democrático, dos interesses sociais e indi-
viduais indisponíveis).
Seção II) Da Advocacia Pública;
Seção III) Da Advocacia;
Seção IV) Da Defensoria Pública.
Advogados dos necessitados, defesa dos hipossuficientes.
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 Obs.: A AGU é uma espécie dentro do gênero funções essenciais à Justiça (vai
fazer a defesa dos interesses do Estado em juízo, defesa da Fazenda
Pública – interesse público secundário).
A Constituição trata, no Título I, dos princípios fundamentais; no Título II, dos
direitos e garantias fundamentais; Título III, da organização do Estado; e, no
Título IV, da organização dos poderes. O capítulo I trata do Poder Legislativo; o
capítulo II, do Poder Executivo; o capítulo III, do Poder Judiciário; e o capítulo IV,
do título IV, apresenta as funções essenciais à Justiça (que tem quatro seções).
Para o curso, é interessante a seção II, que trata da Advocacia Pública.

Seção II) Da Advocacia Pública:


Art. 131 – AGU
Art. 132 – Procuradorias dos Estados e do DF

Art. 131. A Advocacia-Geral da União é a instituição que, diretamente ou através


de órgão vinculado, representa a União, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe,
nos termos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funciona-
mento, as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.

Órgão vinculados – Procuradoria-Geral Federal e a Procuradoria-Geral do


Banco Central.
O caput do art. 131 é repetido pelo art. 1º da LC n. 73, de 10 de fevereiro de
1993 (Lei Orgânica da Advocacia-Geral da União).

Art. 1º A Advocacia-Geral da União é a instituição que representa a União judicial


e extrajudicialmente.
Parágrafo único. À Advocacia-Geral da União cabem as atividades de consultoria e
assessoramento jurídicos ao Poder Executivo, nos termos desta Lei Complementar.

A AGU ATUA TANTO NA VERTENTE CONTENCIOSA COMO NA CONSULTIVA

• CONTENCIOSO (judicial e extrajudicial): União


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UNIÃO = 3 Poderes e dos órgãos públicos que exercem função essencial à


Justiça
(Ministério Público e Defensoria Pública)

REPRESENTAÇÃO JUDICIAL = defesa dos interesses da União, figura como


autora, ré ou terceira interessada (Fazenda Pública em juízo).

REPRESENTAÇÃO EXTRAJUDICIAL = defesa dos interesses da União


perante entidades não vinculadas à Justiça, como órgãos administrativos da pró-
pria União, dos Estados ou Municípios.
–– Chamado de contencioso administrativo, atuação da AGU perante o CNJ
(órgão do Judiciário sem jurisdição – tribunal administrativo de controle
interno), CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), TCU (não são
órgãos do Poder Judiciário).

AS ATIVIDADES CONTENCIOSAS PELOS ÓRGÃOS DA AGU


–– Link com a Lei Complementar.
a. O AGU representa a União perante o STF (para o órgão máximo do poder
judiciário, atua o órgão máximo da Advocacia-Geral da União);
b. O PGU representa a União perante os Tribunais Superiores, salvo nas
questões tributárias (Procurador-Geral da Fazenda Nacional – PGFN);
– Tribunais que tenham “Superior” no nome (STJ, TST, TSE, STM);
c. Os Procuradores Regionais representam a União junto aos Tribunais
Regionais Federais nas cinco regiões, com sede no DF (TRF1), RJ (TRF2), SP
(TRF3), RS (TRF4) e PE (TRF5);
d. Os Procuradores-Chefes nos Estados representam a União junto à 1ª
instância nas Capitais (Justiça Federal e Trabalhista);

 Obs.: Nas capitais que não sejam sede de um Tribunal Regional Federal.

e. Os Procuradores Seccionais e Escritórios de Representação represen-


tam a União junto à 1ª instância no interior.
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• CONSULTIVO: Poder Executivo.


Presta consultoria jurídica, assessoramento jurídico ao Poder Executivo.
–– Ministério quando a atuação é dos próprios Advogados da União e dos
Procuradores da Fazenda Nacional.
–– Autarquia e Fundações Públicas (Procurador Federal ou Procurador do
Banco Central)

A atuação consultiva da AGU visa:


1) dar segurança jurídica aos atos praticados pela Administração Pública
direta e indireta de direito público, notadamente quanto à materialização das
políticas públicas, à viabilização jurídica das licitações e dos contratos e,
ainda, na análise de projetos de leis;
2) atividades de conciliação e arbitramento, cujo objetivo é o de resolver
administrativamente os litígios entre a União, autarquias e fundações, evitando,
assim, a provocação do Poder Judiciário.
A AGU criou a CECAF (Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administra-
ção Federal) para tentar resolver celeumas e litígios que envolvam órgãos da
Administração Pública que compreendam a judicialização do fato.
–– Tem a preocupação imediata de dar juridicidade aos atos praticados pela
Administração Pública.

São órgãos que exercem atividades consultivas na AGU:


–– Atividades consultiva: Poder Executivo.
a. o Advogado-Geral da União, ao Presidente da República;
(Órgão máximo do Poder Executivo)
b. a Consultoria-Geral da União;
(Macroestrutura do consultivo da União)
c. as Consultorias Jurídicas da União nos Estados;
(Prestam consultoria jurídica aos órgãos desconcentrados da Administração
Direta)
d. as Consultorias Jurídicas junto aos Ministérios;
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 Obs.: Fica dentro, mas não pertencem aos Ministérios (não há subordinação
Ministro – Estado).

e. a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional junto ao Ministério da Fazenda


(PGFN);

�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a
aula preparada e ministrada pelo professor Luciano Dutra.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela
leitura exclusiva deste material.
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