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EF-02-009 - ESPECIFICAÇÃO FUNCIONAL

Sistema Digital de Supervisão e Controle


Nível 2 – SE TREINO

Brasília , novembro de 2003

SPIN Engenharia de Automação Ltda.


SCLN-212 Bloco D - Sala 101
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Sumário
1. CONCEITO E CARACTERÍSTICAS BÁSICAS.............................................................................................2
1.1 INFORMAÇÕES GERAIS..........................................................................................................................2
1.2 ARQUITETURA DO SIPCS DA SE TREINO..................................................................................................2
1.3 ABREVIATURAS...................................................................................................................................3
2. FUNÇÕES INICIAIS.......................................................................................................................4
2.1 INTRODUÇÃO......................................................................................................................................4
2.2 COMUNICAÇÃO DE DADOS E ARQUITETURA................................................................................................4
2.3 INTERFACE HOMEM MÁQUINA EM AMBIENTE WINDOWS XP......................................................................5
2.4 CONTROLE SUPERVISÓRIO (COMANDO).....................................................................................................6
2.5 TRATAMENTO DE ALARMES....................................................................................................................6
2.6 TRATAMENTO DE SEQÜÊNCIA DE EVENTOS................................................................................................7
2.7 TRATAMENTO DE DADOS HISTÓRICOS.......................................................................................................8
2.8 EXECUÇÃO DE MANOBRAS......................................................................................................................9
2.9 GERAÇÃO DE RELATÓRIOS E REGISTROS IMPRESSOS....................................................................................9
3. REQUISITOS GERAIS..................................................................................................................10
3.1 INTRODUÇÃO....................................................................................................................................10
3.2 SISTEMA OPERACIONAL.......................................................................................................................10
3.3 LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO............................................................................................................11
4. CONFIGURAÇÃO FUNCIONAL.....................................................................................................11
4.1 SUBSISTEMA COMPUTACIONAL...............................................................................................................11
4.2 SUBSISTEMA DE COMUNICAÇÃO DE DADOS...............................................................................................11
4.3 AMBIENTE NÃO COMPUTACIONAL...........................................................................................................12
5. CARACTERÍSTICAS FUNCIONAIS...............................................................................................12
5.1 INTRODUÇÃO....................................................................................................................................12
5.2 INTERFACE HOMEM MÁQUINA...............................................................................................................12
5.2.1 Funcionalidades Gerais...........................................................................................................12
5.2.2 Estação Servidora...................................................................................................................13
5.2.4 Estação de Desenvolvimento...................................................................................................14
6. FUNÇÕES PARA SUPERVISÃO E CONTROLE...............................................................................15
6.1 INTRODUÇÃO....................................................................................................................................15
6.2 ASPECTOS GERAIS DA SUPERVISÃO NÍVEL 2 UTILIZANDO O SCADA...............................................................16
6.3 PARAMETRIZAÇÃO..............................................................................................................................16
6.3.1 BASE DE DADOS....................................................................................................................16
6.3.2 Telecomandos........................................................................................................................19
6.3.3 Hierarquia de Alarmes............................................................................................................20
6.3.4 TELAS....................................................................................................................................20

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1. Conceito e Características Básicas

1.1 Informações Gerais


Esta especificação funcional descreve os produtos e serviços que serão fornecidos
pela empresa INTEGRADORA visando atender as necessidades e os objetivos do
CLIENTE quanto à supervisão e controle no nível 2 do Sistema Integrado de
Proteção, Controle e Supervisão (SIPCS) da SE TREINO, em termos técnicos,
funcionais e operacionais.
Para o desenvolvimento de programas e implementação das soluções serão
utilizados conceitos comprovados de projeto e desenvolvimento consistentes com
os requisitos funcionais especificados. Todo o software a ser fornecido será
projetado, parametrizado, testado, integrado e documentado de acordo com os
padrões e definições estabelecidos nesta especificação.

1.2 Arquitetura do SIPCS da SE Treino


O SIPCS da subestação Treino, no que tange ao software SCADA e IED’s terá uma
arquitetura conforme mostra a figura 1. Opcionalmente, o sistema poderá ter um
canal de comunicação para o nível hierárquico superior possibilitando o controle
supervisivo da SE através de um centro remoto (COS).

Figura 1 – Arquitetura do Sistema

Na SE existirá um computador comunicando-se com os seguintes dispositivos:


 Um Relé SCHWEITZER de proteção de alimentador com possibilidade de
expansão futura para novos alimentadores;
 Opcionalmente um modem para a conexão da SE a um COS através de uma
Linha Privada (LP).
Existirá ainda, um sistema de sincronização de relógios através de GPS que
sincronizará os relés e o microcomputador.
Esta especificação funcional aborda os detalhes referentes ao fornecimento do
microcomputador, de software SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition),
dos relés e sua programação no que tange a supervisão e controle, dos dispositivos

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de conexão com o nível 1 e três e aos serviços de engenharia necessários a
integração desses sistemas.
O SCADA está baseado no conceito de sistemas abertos sendo implementado em
plataforma Windows XP Professional, com compromisso de adesão a padrões
internacionais e de mercado.
Ele contempla as seguintes características gerais:
 Utilização de técnicas de processamento distribuído;
 Elaboração modular;
 Alta disponibilidade e confiabilidade;
 Utilização extensiva de estações de trabalho gráficas, de alto desempenho, com
tecnologia de processador de 32 bits ou melhor;
 Interface Homem Máquina (IHM) amigável, gráfica, com utilização de mouse;
 Utilização do sistema operacional multitarefa e multiusuário Windows XP
Professional;
 O software fornecido será facilmente portável entre estações de trabalho de
diferentes fabricantes e diferentes desempenhos. Dessa forma, tornar-se-á
possível agregar, no futuro, novas estações de trabalho à arquitetura sem que
se crie a figura do fornecedor exclusivo de hardware.

1.3 Abreviaturas
BDTR – Banco de Dados de Tempo Real
COS – Centro de Operação do Sistema (Nível 3)
IED – Intelligent Electronic Device
IHM – Interface Homem - Máquina
ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico
PCOM – Processador de Comunicação
SCADA - Supervisory Control and Data Acquisition
SIPCS– Sistema Integrado de Proteção, Controle e Supervisão
SE – Subestação
UAC – Unidade Autônoma de Controle
UDD – Unidade de Derivação Digital

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2. Funções Iniciais

2.1 Introdução
O SIPCS da SE TREINO, na disciplina software SCADA, compreende um módulo
runtime conectando-se ao campo através de equipamentos relés que acumulam as
funções de controle e proteção.
O microcomputador executando o software SCADA, implementará uma interface
homem-máquina (IHM) que viabilizará funções de supervisão e telecomandos da
subestação controlada.
 No escopo desse projeto está previsto um único posto de trabalho o software
SCADA em Configuração (Master – Runtime e módulo de manutenção)
permitindo tanto a manutenção do sistema como o controle em tempo real
(Runtime).
A função do Runtime implanta o controle supervisivo da SE através de:
 Leitura de entradas digitais e analógicas oriundas dos relés;
 Comando de saídas digitais existentes nos relés.
As entradas digitais são datadas com precisão de um milissegundo e apresentadas
através da função de sequenciamento de eventos do software SCADA.
As características do módulo Runtime utilizado no SIPCS da SE Treino contemplará
funções típicas de um sistema SCADA possuindo capacidade de expansão para
agregar todas as funções de um EMS ( Energy Management System) e possibilidade
para incorporação de diversas funções avançadas, não inclusas no escopo deste
fornecimento.
As funções inicialmente previstas para esse fornecimento são:
 Comunicação com os relés da SE;
 Interface homem máquina gráfica padrão Windows XP;
 Controle Supervisório (Comando);
 Tratamento de alarmes;
 Tratamento de Seqüência de Eventos;
 Tratamento de Dados Históricos de até 90 dias;
 Execução de Manobras; e
 Gráficos de tendências em tempo real e histórico.

2.2 Comunicação de Dados e Arquitetura


A transferência de dados entre o campo e o Runtime da SE será implementada da
seguinte forma:
 O relé deverá se conectar ao runtime do SCADA através de uma linha serial
RS-232 ponto a ponto.;

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 Na Estação de trabalho será usada a COM 1;
 No SEL 351 será usada a porta 3.

2.3 Interface Homem Máquina em Ambiente Windows XP


As funções de IHM requeridas para o SIPCS da SE Treino serão realizadas em
ambiente Windows XP e disponibilizadas nos postos de operação contando com
um teclado alfanumérico, mouse e monitor de vídeo.
A IHM terá três tipos de telas a saber:
 Telas funcionais do software SCADA contendo, alarmes, eventos, log de
operação, gráficos de tendência histórica e de tempo real, sumário de variáveis,
consulta a eventos históricos, etc., que fazem parte do Runtime do SCADA.
 Telas de processo parametrizadas especificamente para a aplicação contendo
unifilar da subestação, estado da comunicação entre IED’s, etc. Estas telas
serão totalmente configuradas e desenhadas para a aplicação em questão,
tendo por base o padrão das telas do sistema existente no CLIENTE para a
supervisão de outras subestações; e
 Telas de medidas,configuradas para a aplicação, em formato de planilhas
eletrônicas com dados das medições da subestação, armazenados
ordenadamente.
Através da área de trabalho do monitor de vídeo, mouse e teclado alfanumérico, os
operadores poderão navegar entre as telas configuradas, entrar com eventuais
dados necessários, emitir relatórios e executar comandos, durante a supervisão em
tempo real.
A IHM terá limitações para as capacidades de interação definida através de senhas
e perfis de usuários. A princípio, os usuários poderão ser cadastrados em um de
três perfis de acesso configurados:
 Manutenção: grupo de usuários com privilégio irrestrito de supervisão,
controle e manutenção do sistema e acesso ao sistema operacional;
 Operador: privilégio restrito à supervisão e controle do sistema;
 Visitante: privilégio somente de supervisão do sistema.
O número de perfis de acesso é ilimitado, assim novos perfis poderão ser criados
pelo CLIENTE com o uso do sistema.
No posto de trabalho de desenvolvimento, as telas de processo e de medidas
poderão ser criadas ou modificadas pelo usuário através de um editor de telas
orientado a objetos. Utilizando qualquer gerador de imagens gráficas padrão
Windows tal como MsPaint, Corel Draw, Designer, etc, cria-se um plano de fundo
estático e, através do editor de telas do software SCADA, é possível posicionar
objetos animados que modificam sua aparência de acordo com o valor ou estado
de variáveis do processo por eles representados nas telas.
O conjunto de recursos de hardware e software utilizados para a realização das
funções descritas nesse item é aqui mencionado, a partir deste ponto, como
subsistema de IHM.

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2.4 Controle Supervisório (Comando)
A função de Controle Supervisório será realizada a partir do subsistema de IHM,
usando o teclado e mouse. Todos os comandos executados no SCADA possuirão
lógica do tipo verificar antes de executar através da implementação de
intertravamento de comando associadas aos dispositivos manobrados.
As rotinas de comando serão objetos associados aos dispositivos de manobra. Estes
objetos de comando ativados por evento do mouse, apresentarão uma janela de
comando com todos os dados pertinentes a execução da ação. O software permite
que o usuário desenvolva novos objetos de comando, utilizando uma linguagem de
alto nível como C++, Visual Basic, Delphi, etc.

Figura 2 – Janela de Comando

2.5 Tratamento de Alarmes


Uma das funções do subsistema de IHM é o tratamento de alarmes. Essa função
terá carater geral, processando os alarmes do sistema elétrico bem como do
próprio sistema computacional e de comunicação de dados com os postos de
trabalho.
Todo o alarme gerado será inserido em uma lista de alarme, será gravado em um
banco de dados históricos e poderá acionar um alarme sonoro. Os alarmes poderão
ser agrupados em níveis de urgência com características de comportamento
próprias para cada nível. Algumas variáveis calculadas como resumo dos alarmes
de um equipamento ou vão (grupos) poderão ser cadastradas na base de dados.
Essas variáveis mudarão de estado, por exemplo, quando qualquer um dos pontos
de um vão ou equipamento monitorado entrar em estado de alarme.
Para evitar o excesso de registros de alarme poderão ser criadas condições
associadas a suas ocorrências. Assim, por exemplo, um alarme de subcorrente
pode ser condicionado, e só ocorrerá se a linha estiver energizada (disjuntor e
seccionadoras fechadas).
Todas as funcionalidades de parametrização de alarmes serão implementadas de
forma amigável através de janelas de parametrização do software SCADA.
Não deve haver limitação por software quanto à quantidade de alarmes a serem
gravados, exceto em função do espaço em disco rígido disponível nas estações
IHM.

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Figura 3 – Tela de Alarmes

A figura acima mostra uma tela típica de alarmes onde se pode observar que a tela
possui diversos filtros:
 Filtro por sistema, assim, no caso de colocar-se as duas subestações pode-se
filtrar os alarmes de cada uma;
 Filtro de grupo selecionando alarmes de Equipamentos, proteções e serviços
auxiliares;
 Filtro de prioridades selecionando até 10 prioridades (0 a 9). As cores de texto e
fundo de cada alarme são associadas a sua prioridade de alarme, assim como o
alarme sonoro.

2.6 Tratamento de Seqüência de Eventos


A ocorrência de qualquer evento (alteração de estado de um ponto monitorado) da
subestação será registrado no Runtime.
Estes eventos serão sinalizados nos relés através de registro de ocorrência de uma
alteração de ponto da classe 1, 2 ou 3, lidos pelo servidor BDTR e Comunicação do
SCADA, apresentados em sua própria IHM, enviados para a outra IHM, caso essa
esteja conectada como cliente e armazenados nos banco de dados de históricos.
Os eventos serão datados pelas IED’s estando estas sincronizadas em relação ao
mesmo referencial de tempo para todo o sistema elétrico.
Não deve haver limitação por software quanto à quantidade de eventos a serem
gravados, exceto em função do espaço em disco rígido disponível nas estações
IHM.
A figura abaixo apresenta uma tela de eventos do dia, onde se pode observar a
existência filtros, de forma semelhante aos alarmes.

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Figura 4 – Tela de Eventos Correntes

2.7 Tratamento de Dados Históricos


O SIPCS da SE Treino será provido de recursos para o armazenamento de todos os
eventos do sistema elétrico, todos os comandos de operação enviados ao campo
(log de operação) e todas as medições lidas periodicamente. Essas informações
serão armazenadas em um banco de dados histórico com periodicidade e tempo de
permanência configuráveis, possibilitando a geração de relatórios em vídeo e
impressora.para análises de pós-despacho.
A figura a seguir mostra uma tela de consulta a eventos históricos com a janela de
seleção aberta.

Figura 5 – Tela de Consulta a Eventos Históricos

O subsistema de IHM proverá também recursos para a geração de gráficos e


tabelas de tendência histórica de medidas elétricas selecionáveis a partir do banco
de dados histórico ou mesmo do banco de dados de tempo real (BDTR), como é
apresentado na figura abaixo.
Qualquer conjunto de variáveis pode ser visualizado nas telas de tendência histórica
e de tempo real.

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Figura 6 – Tela de Tendência em Tempo Real (similar à histórica)

2.8 Execução de Manobras


Dentro do escopo de envio de comandos, o subsistema de IHM de cada
subestação, possui recursos para gerar registros de manobras elétricas. Estas
manobras são seqüências de comandos executadas segundo uma ordem definida
pelo usuário, com possibilidade de temporização entre os comandos, teste de erro
e desvio de ação no caso de falha de comando. Estas manobras poderão ser
armazenadas na base de dados e executadas sob solicitação do operador.

2.9 Geração de Relatórios e Registros Impressos


Relatórios e registros impressos poderão ser gerados a partir do banco de dados de
tempo real ou do banco de dados histórico, sob demanda do operador.
O software SCADA é compatível com gerador de relatórios, padrão de mercado,
para a geração ou modificação dos relatórios diversos.

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3. Requisitos Gerais

3.1 Introdução
Neste capítulo estão descritos os parâmetros básicos adotados no desenvolvimento
do SCADA que será implantado no nível 2 do SIPCS da SE Treino de forma a
atender os requisitos especificados no Workstatement do projeto.
De forma geral, a configuração do sistema está concebida com base em conceitos
modernos, aplicáveis a projeto de sistemas em tempo real, destinados à execução
de funções de supervisão e controle. Além desse compromisso com o estado da
arte, o projeto do sistema contém ferramentas tecnológicas consagradas, cujo
comportamento e características de desempenho, quando da operação, são
perfeitamente conhecidas e reconhecidas como adequadas para a finalidade
proposta. Estão atendidos os seguintes requisitos básicos:
 Modularidade: É fundamental que a arquitetura do sistema e sua
programação sejam baseados em princípios de modularidade, considerando as
necessidades de ampliação do sistema de supervisão e controle, no que diz
respeito aos pontos a serem acrescidos no processo (novos vãos da subestação,
por exemplo). São consideradas também as facilidades de manutenção e
substituição por obsolescência de equipamentos sem causar prejuízos a
operação;
 Processamento Distribuído: A arquitetura é baseada em uma estrutura de
processamento distribuído, permitindo o uso de um ou um conjunto de
processadores interligados através de uma rede local, segundo o padrão
Ethernet com o protocolo de comunicação TCP-IP.
 Tolerância a Falhas: O sistema possui alto grau de tolerância a falha,
podendo ser utilizado em configuração dual hot stand-by na implementação das
funções de supervisão e controle em tempo real. No fornecimento em questão,
pela simplicidade, essa configuração não será utilizada.
 Evolutibilidade: O software SCADA é modular e implementado usando
padrões internacionais (TCP-IP, Ethernet, etc.) e objetos de software padrão de
mercado (editores de tela, geradores de relatórios, medidores gauge, gráficos
de tendência, planilhas eletrônicas, driver de comunicação, etc.). Dessa forma,
com a evolução tecnológica, os objetos do aplicativo são atualizados
automaticamente pelas empresas desenvolvedoras através da edição de novas
versões, garantindo a evolução tecnológica do sistema sem a necessidade de
manutenção local do software. Assim, a vida útil do sistema é maior e
independente de técnicos que conhecem rotinas e aspectos específicos.

3.2 Sistema Operacional


O sistema operacional adotado para todas as estações de trabalho da rede que
utiliza o SCADA será o Microsoft Windows XP Professional. Este ambiente é hoje o
mais difundido em aplicações de todos os portes e utilizado como plataforma para

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aplicativos desenvolvidos por diversas empresas em todo o mundo, acumulando
experiências que atestam a confiabilidade e a praticidade de utilização.
A larga utilização deste ambiente como base para o desenvolvimento de aplicativos
proporciona vantagens adicionais, uma vez que possibilita o aumento da oferta de
profissionais qualificados na utilização de produtos desenvolvidos sobre esta
plataforma, facilitando a manutenção de sistemas que utilizam seus recursos.

3.3 Linguagens de Programação


As linguagens de programação utilizadas são o Microsoft C++ 6.0, Visual Basic 6.0,
Access2000 e ToolKits de desenvolvimento com OCX, OLE2 e ActiveX para a
implementação abstrata de socket de comunicação entre processos, de objetos de
comando, objetos de visualização, etc.
Assim, se o usuário desenvolver novos aplicativos acessando informações do BDTR
e Banco de Dados histórico, basta usar essas aplicações.

4. Configuração Funcional

4.1 Subsistema Computacional


A configuração do hardware do sistema de supervisão e controle projetado será do
tipo distribuída, embora inicialmente usando uma única estação de trabalho. Assim,
as funções existentes, no futuro, poderão ser distribuídas em outras estações de
trabalho. Essas funções são:
 Servidor do Banco de Dados de Tempo Real (BDTR) e processador
comunicação (PCOM): função responsável pela comunicação com o
campo e disponibilização dos dados tratados em rede ethernet. Pode ser
executada por uma ou duas estações de trabalho (hot standby);
 Servidor de IHM: função que implementa o posto de operação. Pode ser
implementada em tantas estações quanto necessárias;
 Servidor de Dados Históricos: função que armazena e recupera os
dados históricos. Em função do tamanho da base ou do número de clientes
pode ser implementada em uma estação separada, usando qualquer base
de dados relacional padrão de mercado (Access, SQL Server, Oracle,
MSDE, etc.)
 Estação de Desenvolvimento: Responsável pela alteração e testes da
base de dados de tempo real.

4.2 Subsistema de Comunicação de Dados


Na aplicação inicial existe uma única linha RS-232 serial ponto a ponto utilizando o
protocolo DNP 3.0. No caso de expansão, para mais relés, utilizando o mesmo
protocolo de aplicação (DNP3.0) existem duas possibilidades:

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 Arquitetura em estrela: adicionar tantos canais seriais RS-232 quanto o numero
de novos relés. Nesse caso pode ser necessário a adição de omã placa multi-
serial;
 Arquitetura multi-ponto: converter o canal serial ponto a ponto RS-232 em um
canal multi-ponto usando conversores SEL 2884.

4.3 Ambiente Não Computacional


Outros equipamentos utilizados na arquitetura integrada do SIPCS da SE Treino são
citados a seguir sem maiores detalhamentos por serem elementos de prateleira,
sem complexidade de conexão:
 Modem’s, concentradores e rádios para transmissão de dados para outros
centros de controle;
 Sistema de GPS para sincronização de equipamentos;
 Fiação e cabos para ligação física de equipamentos

5. Características Funcionais

5.1 Introdução
Neste tópico estão relacionados características específicas dos módulos do SCADA e
dos relés que serão instalados em cada equipamento e suas funcionalidades de
modo a implementar as ferramentas necessárias para atender as necessidades do
projeto.

5.2 Interface Homem Máquina

5.2.1 Funcionalidades Gerais


O subsistema de IHM será baseado no padrão Microsoft Windows, implementado
pelo módulo de Tempo Real, possuindo as seguintes características principais:
 Monitoração, controle, cálculos e visualização do processo em tempo real;
 Gerenciador de alarmes com sinalização sonora e visual, possibilitando
priorizações, condicionamentos, reconhecimentos e sumarização;
 Associação de condicionamentos a alarmes e intertravamentos para o comandos
de equipamentos, de forma simples e eficaz;
 Seqüenciador de eventos com discriminação de tempo em milissegundos;
 Registro de comandos e ações do operador (Log de operação);
 Tendência em tempo real e histórica de medições, apresentados em gráficos ou
planilhas;
 Acesso ao sistema controlado por usuários e senhas, diferenciado por perfis de
acesso tais como supervisão, operação, manutenção, etc;

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 Pesquisas na base de dados históricos de medições e eventos através de data,
hora, subsistemas e grupos;
 Definição de manobras, constituídas de seqüências de comandos, com
possibilidade de temporizações e decisões para prosseguimento em caso de
falha;
 Telas para anotações de ações de operação, impedimento de equipamentos,
registro de equipamentos em manutenção, com suporte para armazenamento
ou pesquisa futura e impressão de registros;
 Sistema aberto, permitindo ao usuário desenvolvimento de aplicativos para
acesso direto ao banco de dados de tempo real;
 Ajuda on-line, sensitiva ao contexto, padrão MS-Windows, em todas as janelas
e telas;
 Possibilidade de associação de Arquivos de Auxílio On-line, definidos pelo
usuário, para disponibilizar aos operadores, normas e regulamentos da
instalação;
 Possibilidade de exportação de dados para planilhas (Excel, etc.);
 Simulador de campo permitindo um teste completo do sistema em ambiente de
laboratório assim como treinamento de operadores.

5.2.2 Estação Servidora


As funções do SCADA instaladas neste posto de operação para a implementação da
IHM contém as seguintes funções e respectivos módulos:
 Servidor de banco de dados de tempo real (BDTR);
 Processador de comunicações (PCOM);

5.2.2.1 Servidor do BDTR


O Servidor do BDTR executa a monitoração das variáveis, sinalizando alarmes e
eventos no BDTR, através do aplicativo runtime. Sempre que uma variável tem seu
valor / estado modificado o servidor de BDTR, envia este dado para todas as
estações da rede que tenham necessidade desta informação utilizando para isso o
processador de comunicação do SCADA.

5.2.2.2 Processamento de Comunicações do SCADA


O processamento de comunicações do SCADA é executado por um aplicativo
independente, responsável pelo controle de comunicações e a troca de dados com
as IED’s e com as demais estações de trabalho da rede.
O PCOM pode ser instalado isoladamente em um micro ou juntamente com servidor
de IHM, integrando IHM e Servidor de comunicações em uma mesma estação de
trabalho. Dentro da arquitetura projetada para o SIPCS da SE Treino será
empregada a segunda configuração.
O PCOM controlará a varredura cíclica dos relés, questionando e verificando os
valores de medições, mantendo uma base de dados temporária própria sempre fiel

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aos estados dos equipamentos de campo, segundo os valores indicados nas
unidades controle da subestação.
As alterações de valor/estado dos pontos monitorados recebidas pelo PCOM são
passadas para os demais microcomputadores da rede, atualizando a base de dados
de tempo real local de cada máquina.
Os dados analógicos e digitais possuirão, além da informação do seu valor/estado,
um atributo de qualidade que indicará se este é ou não confiável. O atributo é
ldesignado pelos relés em função de algoritmos próprios.
No caso de falha de comunicação com a origem do dado, todos os pontos daquela
origem deverão ser automaticamente considerados não confiáveis.
As variáveis analógicas poderão ser armazenadas no banco de dados de histórico
com intervalo múltiplo de 1 minuto (>= 1). Esta freqüência pode ser alterada face
à quantidade de pontos monitorados.
A varredura das variáveis analógicas poderá seguir duas lógicas:
 Varredura ciclica a cada intervalo de tempo (milissegundos);
 Variação maior que x% do fundo de escala da variável.

5.2.4 Estação de Desenvolvimento


Será disponibilizada uma única licença master do software SCADA contemplando o
módulo de desenvolvimento e o Runtime.
O módulo de desenvolvimento tem os seguintes componentes:
 ActionDB: Editor banco de dados;
 ActionSE: Editor de telas orientado a objetos;
 ActionRU: Aplicativo IHM para supervisão em tempo real;
 ActEML: Aplicativo Emulador de campo;
 AcSELerator: Programa de parametrização e programação dos relés.

5.2.4.1 Módulo Editor do Banco de Dados (ActionDB)


Módulo que permite a criação e manutenção da base de dados, com a definição de
todas as variáveis e pontos de entrada e saída. Possibilita a criação de variáveis
calculadas a partir de funções rampa, cálculos elétricos, integrais, horímetros,
expressões aritméticas e lógicas, etc. Suporta a associação de condições lógicas
entre estados de pontos para evitar a geração de alarmes insignificantes, como por
exemplo: baixa tensão em caso de disjuntor aberto. Inclui a possibilidade de
associação de pontos para o tratamento orientado a objetos específicos do
processo como: disjuntores, transformadores, Tapes, etc. A base de dados de
parâmetros será ser relacional, padrão de mercado garantindo a fácil migração de
dados e desenvolvimento de novos aplicativos.

5.2.4.2 Módulo Editor de Telas (ActionSE)


É um programa orientado a objetos que associa variáveis do processo a controles
de visualização adequadamente colocados sobre figuras de fundo. As figuras de

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fundo, como plantas, unifilares, diagramas de fluxo, entre outras, poderão ser
geradas utilizando qualquer editor gráfico. Estas telas, chamadas de telas de
processo, estão logicamente ligadas e permitem a navegação entre si através de
controles configurados para tal finalidade. Os controles visuais serão selecionados
em uma barra de ferramentas e podem incluir objetos do tipo rótulo, analógico,
digital, hot spot, botão e medidor.
O usuário poderá criar tantas telas de processo quanto necessitar e definir regras
de navegação entre elas, usando botões e hot spots.

5.2.4.3 Módulo de Tempo Real em Rede (ActionRU)


As características principais deste módulo que implementa a interface homem
máquina foram descritas na seção anterior deste mesmo capítulo.

5.2.4.4 Emulador de Campo (ActEML)


Módulo que simula o campo, permitindo assim a emulação do sistema em ambiente
de laboratório, facilitando os testes de integração da base de dados e o
treinamento prévio do pessoal de operação. O emulador permite a simulação da
alteração de variáveis analógicas e digitais através de uma interface gráfica
amigável, incluindo facilidades para a definição de lógicas de disjuntores,
religadores, atuação de proteções etc, possibilitando a reprodução das reais
características do campo.

5.2.4.5 Módulo de Configuração dos Relés (AcSELerator))


Progra qiue configura diversos relés da família SEL, dentre os quais o SEL 351
utilizado nesse projeto.

6. Funções para Supervisão e Controle

6.1 Introdução
Os pontos supervisionados do SIPCS da SE Treino estarão concentrados e
disponíveis em um canal de cada relé. Estes pontos serão cadastrados na base de
dados paramétrica do SCADA em forma de variáveis digitais e analógicas, dentro de
uma hierarquia estrutural requerida pelo sistema.
Os próximos itens desta especificação funcional abordam as definições e os níveis
hierárquicos projetados para a aplicação no SIPCS da SE Treinoo. Serão
apresentados:
a) Aspectos gerais da subestação;
b) Definição das listas de Pontos ;
c) Definição da utilização das funcionalidades do software SCADA a serem
implementados: Regionais, Sistemas, Grupos, Variáveis;
d) Definição do conjunto de telas e seu conteúdo.

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6.2 Aspectos Gerais da Supervisão Nível 2 utilizando o SCADA
A subestação possuirá 1 relé SEL 351, designado aqui de IED, devendo o projeto já
prever a implementação de outros relés do mesmo tipo.
A comunicação entre o IED e o aplicativo de comunicações do SCADA será
realizada utilizando o protocolo de comunicação DNP 3.0.
O único posto de trabalho será utilizado para desenvolvimento e controle em tempo
real.

6.3 Parametrização

6.3.1 BASE DE DADOS

6.3.1.1 Entidades no SCADA


Há quatro entidades principais, na nomenclatura utilizada no SCADA, que definem
os agrupamentos dos pontos monitorados/controlados. Estes agrupamentos se
relacionam hierarquicamente na seguinte ordem:
 Regionais - São os agrupamentos de maior nível. No caso, como existe uma
única SE, esse item se referenciará a coleção de relés, sendo designado SEL.
 Sistemas - São os agrupamentos de segundo nível. Quando existem várias SE’s,
associa-se cada SE a um sistema. No caso de uma única subestação, o sistema
será segmentado em três agrupamentos:
 Dados de elementos base, utilizados para criar o conceito de classe;
 Dados de Elementos da subestação, no caso referentes aos alimentadores; e
 Dados referentes a informações de estado da comunicação com os IED’s.
 Grupos - São os agrupamentos de mais baixo nível e reunem os pontos
unitários de informação da supervisão. Todo grupo pertence a um Sistema. Em
uma subestação, os grupos podem representar vãos, como barras, linhas,
alimentadores etc. Para cada grupo será atribuída uma sigla unívoca.
Na SE Treino os agrupamentos serão por alimentador e por dispositivo de
comunicação.
 Variáveis (Pontos) - São as entidades que definem a informação unitária do
sistema de Supervisão. Definem cada um dos pontos monitorados ou
controlados. Qualquer ponto sempre pertence a um único grupo. Um ponto é o
contato de um disjuntor, ou o sinal de atuação de uma proteção, ou uma
medição de corrente, etc. Para cada ponto será atribuída uma sigla, que pode
ser repetida, desde que em grupos distintos. A regra de nomeação dos TAGS de
variáveis será:
 Disjuntores: o tag será DJ_<n> onde <n> é o número do relé no sistema;
 sistema;
 Chaves local / Remota do relés: LR_<n> onde onde <n> é o número do
relé no sistema;

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 Relé 79 do Disjuntor n: 79_<n> onde onde <n> é o número do relé no
sistema;
 Proteções: Número da proteção com _X, no caso de proteção na fase X.

6.3.1.2 Regionais
A única Regional cadastrada na base de dados para a aplicação será:
SUP - Supervisório

6.3.1.3 Sistemas
Como dito anteriormente, os grupos estarão distribuídos em três sistemas, sendo
dois visíveis na base de dados de tempo real:
 ALIM1: Alimentador 1;
 SISTEMA: Reunindo grupos de pontos relacionados a alarmes internos do
supervisório e alarmes de status de comunicação com IEDs; e
 SEL_BASE: Agrupando grupos base usados para definir objetos com várias
instâncias e o grupo UTR contendo condições automáticas do sistema bem
como a chave local / remota da subestação;
Observação: O SEL_BASE é invisível ao operador, que conterá os grupos base
utilizados para facilitar a criação dos pontos. Esse sistema terá os seguintes grupos
base:
 DNP: Grupo base para criação dos grupos DNP351_X usados para agrupar
variáveis de comunicação dos relés;
 SEL351_XX: Grupo base para criação dos grupos de variáveis de um
alimentador genérico;

6.3.1.4 Grupos
A subestação será subdividida em grupos de pontos, seguindo a padronização
apresentada abaixo:
 Sistema ALIMx
 SEL351_F1: conterá pontos digitais e analógicos do alimentador F1.
 SEL351_Fn: conterá pontos digitais e analógicos do alimentador F2.
 Sistema SISTEMA
 DNP351_1: conterá pontos digitais e analógicos da comunicação com o
relé 1.
 DNP351_2: conterá pontos digitais e analógicos da comunicação com o
relé 1.

6.3.1.5 Tags dos Pontos


A nomenclatura e a divisão dos grupos está baseada nos TAGs dos pontos
utilizados no sistema do usuário em outras aplicações.

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Medidas Analógicas
Os pontos representativos de medições na subestação serão cadastrados como os
seguintes:

Grupo Tag da Variável


SEL351_n I_A
SEL351_n I_B
SEL351_n I_C
SEL351_n V_A
SEL351_n V_B
SEL351_n V_C
SEL351_n HZ

Variáveis Digitais

Grupo Variável Descrição Tipo Texto


DNP351_1 BROADCAST Broadcast ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 BUSY Função executando ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 CLASSE1 Pedido classe 1 ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 CLASSE2 Pedido classe 2 ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 CLASSE3 Pedido classe 3 ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 CMD_FRMT Formato incorreto ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 CMD_HARD Erro Hardware ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 CMD_NSEL Operate sem select ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 CMD_NSUP Comando não suportado ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 CMD_OK Comando aceito ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 CMD_QUEUE Fila cheia ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 CMD_TMO Timeout após select ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 COMM_13 Comunicação 2030 ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 COMM_UTR Comunicação UTR ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 CORRUPTED Parâmetros corrompidos ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 INV_DADO Mensagem com dado incorreto ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 INV_FUNC Função não implementada ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 INV_OBJ Objeto não implementado ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 OVERFLOW Buffer overflow ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 PROB Problema no 2030 ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 RESTART Reinício no 2030 ED NORMAL/ATUADO
DNP351_1 S_LOCAL Saídas 2030 em local ED NORMAL/ATUADO

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Grupo Variável Descrição Tipo Texto
DNP351_1 SINC Pedido de sincronismo ED NORMAL/ATUADO
SEL351_F1 LR Controle local / remoto ED LOCAL/REMOTO
SEL351_F1 LR_D LOCAL/REMOTO SD
LOCAL/REMOTO
SEL351_F1 LR_L LOCAL / REMOTO SD
LOCAL/REMOTO
SEL351_F1 50 Sobrecorrente de fase instantâneo ED NORMAL/ATUADO
SEL351_F1 51 Sobrecorrente de fase ED NORMAL/ATUADO
temporizado
SEL351_F1 51_A Sobrecorrente temporizado fase A ED NORMAL/ATUADO
SEL351_F1 51_B Sobrecorrente temporizado fase B ED NORMAL/ATUADO
SEL351_F1 51_C Sobrecorrente temporizado fase C ED NORMAL/ATUADO
SEL351_F1 51_G Sobrecorrente ED NORMAL/ATUADO
SEL351_F1 51_N Sobrecorrente temporizado fase N ED NORMAL/ATUADO
SEL351_F1 79 Religamento ED INSERIDO/BLOQUEADO
SEL351_F1 79_CY Religamento ED NORMAL/ATUADO
SEL351_F1 79_D Religamento ED INSERIR/BLOQUEAR
SEL351_F1 79_L Religamento SD INSERIR/BLOQUEAR
SEL351_F1 79_LO Religamento SD NADA
SEL351_F1 79_RS Religamento ED NADA
SEL351_F1 81 Sobrefrequencia ED NORMAL/ATUADO
SEL351_F1 COMM COMM ED NORMAL/ATUADO
SEL351_F1 DJ Disjuntor ED ABERTO/FECHADO
SEL351_F1 DJ_D Disjuntor SD ABRIR/FECHAR
SEL351_F1 DJ_L Disjuntor SD ABRIR/FECHAR
SEL351_F1 EN Self-test habilitado ED NORMAL/ATUADO
SEL351_F1 INST Trip instantâneo ED NORMAL/ATUADO
SEL351_F1 REL_EVE Eventos do Relé ED NORMAL/ATUADO
SEL351_F1 REL_FAIL Relé Estado ED NORMAL/ATUADO
SEL351_F1 REL_HAB Estado rele ED NORMAL/ATUADO
SEL351_F1 RESET_P Reset do Painel SD
SEL351_F1 SOTF SOTF ED NORMAL/ATUADO
SEL351_F1 TRIP TRIP ED NORMAL/ATUADO

6.3.2 Telecomandos

6.3.2.1 Comando Local/Remoto do Relé


Existirá, para cada alimentador, uma variável interna (RB3) do relé SEL 351
indicando se o comando da subestação entá em Local (=0) ou em remoto (=1).

6.3.2.2 Condições de Intertravamento


Todos os comandos terão como condição de intertravamento a necessidade de:

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 Relé em Remoto
Para comandar abertura de disjuntor existirá um intertravamento adicional que é
religamento bloqueado.

6.3.2.3 Comandos Manuais Via Supervisório


Poderão ser realizados os seguintes telecomandos:
 Relé em Remoto / Local
 Abertura / Fechamento de disjuntor;
 Inserir / Bloquear religador;
 Reset do painel de Led’s do relé
Os comandos são disponibilizados através de caixas de diálogos padronizadas pelo
SCADA, e a seqüência de envio será configurada tentando-se manter o mais
próximo da filosofia atual do usuário.
Quanto ao cartão de impedimento, existirá um cartão de impedimento que indica
Impedimento Linha Viva, cuja funcionalidade é desabilitar o comando do
equipamento com cartão.

6.3.3 Hierarquia de Alarmes


Os pontos serão classificados em quatro níveis quanto a hierarquia de alarmes:
 1: Pontos de alarme da subestação
 2: Pontos de eventos da subestação (estado de chaves e equipamentos)
 3: Pontos analógicos
 4: Pontos de alarmes e eventos do estado de equipamentos e comunicação

6.3.4 TELAS
Estão previstas a elaboração de 3 telas de processo e uma tela de medida:
(1) Tela com informações do alimentador contendo o estado do disjuntor, religador,
chave local/remoto e medidas analógicas do alimentador, bem como desenho
do painel frontal do relé com estado de todos os leds.
Nessa tela seá possível comandar os dispositivos comandáveis.
(2) Tela com estado da comunicação com os relés indicando, inclusive, se o relé
está habiilitado, em falha ou com eventos não lidos.
(3) Tela com estado de todas as variáveis da comunicação com o relé, em DNP 3.0.
Além das telas de processo e medidas, existirão todas as telas funcionais do
SCADA:
Árvore de Seleção
Ativa a tela de Árvore de Seleção do SCADA.

Alarmes Correntes

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Ativa a tela de Alarmes Correntes do SCADA. Quando ocorre um alarme, este
botão começa a piscar e um alarme sonoro é acionado. Quando o usuário
clica neste botão, ele automaticamente para de piscar e é silenciado o Alarme
Sonoro.

Sumário de Eventos
Ativa a tela de Sumário de Eventos do SCADA.

Sumário de Operação
Ativa a tela de Sumário de Operação do SCADA.

Pesquisar Evento
Ativa a janela de pesquisa a eventos passados do SCADA.

Sumário de Variáveis
Ativa a tela de Sumário de Variáveis do SCADA.

Tendência em Tempo Real


Ativa a tela de Tendência Tempo Real do SCADA.

Histórico de Variáveis
Ativa a tela de Tendência Histórica de Variáveis do SCADA.

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