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MODELO SISTEMA DE AQUECIMENTO SOLAR APLICADO A

GALPÕES AVÍCOLAS
FLÁVIA FERNANDES DE LEVA
JOSÉ ROBERTO CAMACHO
CARLOS HENRIQUE SALERNO
SEBASTIÃO CAMARGO GUIMARÃES

Núcleo de Eletricidade Rural e Fontes Alternativas de Energia, Faculdade de


Engenharia Elétrica, Universidade Federal de Uberlândia

Resumo⎯ Na avicultura brasileira ainda existe uma perda considerável na produção,


principalmente devido às condições climáticas e galpões tecnicamente não eficientes. Apesar do
alto nível tecnológico em que se encontra a avicultura brasileira. Propiciando cada vez mais a
busca por melhores equipamentos e materiais mais eficientes e de melhores preços, de modo a
aumentar a produção, ou seja, o número de aves por m2. Para análise térmica do galpão está
sendo utilizado um programa que utiliza elementos finitos para os cálculos da temperatura dentro
do galpão, o que permitirá a comparação de sistemas existentes com um sistema para
aquecimento via coletor solar, onde se espera aquecer o galpão na temperatura desejada de baixo
para cima, Verificar os melhores materiais para construção do sistema e as dimensões
necessárias.

Abstract⎯ In the Brazilian poultry keeping still a considerable loss in the production exists
mainly had to the climatic conditions and technical not efficient sheds. Despite the high
technological level where if it finds the poultry keeping Brazilian. Propitiating each time more the
more efficient search for better equipment and materials and of better prices in order to increase
the production, or either, the number of birds for m2. For thermal analysis of the shed he is being
used a program that inside uses finite elements for the calculations of the temperature of the shed
what it will allow the comparison of existing systems with a system for heating saw collector solar
where if waits to heat the shed in the temperature desired of low for top. To verify the best
materials for construction of the system and the necessary dimensions..

1- Introdução
A avicultura é a atividade agropecuária brasileira que possui o maior e mais avançado acervo
tecnológico e tem passado por constantes inovações com o objetivo de melhorar o rendimento do
processo produtivo. Para TINÔCO (2001), a indústria avícola brasileira vem buscando tanto nas
instalações quanto no ambiente as possibilidades de melhoria no desempenho das aves e na
redução de custos de produção, como forma de manter a competitividade. Para SILVA et al.
(1990), mais de 50% do investimento na criação de frangos de corte estão concentrados nas
instalações, por isso elas devem ser economicamente viáveis e termicamente confortáveis para os
animais, levando-se em consideração fatores como aptidão climática, materiais e técnicas de
construção. Segundo MOURA (2001), a criação em alta densidade, número de aves por m2, visa o
aumento da produção, com o mínimo de investimento em construção e a otimização dos custos
fixos.

Vários aspectos construtivos devem ser levados em consideração para que se tenha uma maior
produção a um menor custo final. TEIXEIRA (1997) recomenda para construções dos aviários o
uso de pilares de madeira tratada, concreto ou alvenaria. AZEVEDO & NASCIMENTO (1999)
citam que a estrutura de madeira para cobertura de aviário com oitões abertos é mais onerosa, em
virtude do maior consumo de material exigido no contraventamento horizontal. NÄÄS et al. (2001)
consideram o telhado o elemento construtivo mais importante em uma instalação avícola, quanto
ao controle da radiação solar incidente. Para ENGLERT (1987) e HARDOIN (1995), especial
atenção deve ser dada ao lanternim, que deverá estar presente para perfeita ventilação, sendo
sua largura de, aproximadamente, 10% da largura do telhado. Em climas quentes, os beirais
devem ser projetados de forma a evitar a penetração de chuvas, ventos e raios solares, devendo
ter de 1,2 a 2,5 m, em ambas as faces, norte e sul, do telhado (TINÔCO, 1996). A mureta deve ter
a menor altura possível, aproximadamente 0,2 m, permitindo a entrada do ar no nível das aves,
evitando a entrada de água de chuva e que a cama seja arremessada para fora do aviário
(TINÔCO, 1998). Entre o bordo da mureta e o telhado, deve ser colocada uma tela de arame à
prova de pássaros e insetos (TEIXEIRA, 1997), como também a instalação de cortinas para evitar
penetração de sol e chuva e controlar a ventilação no interior do aviário. O piso do galpão deve
ser, de preferência, construído de concreto ou tijolos assentados em chapa, de forma a propiciar
melhor conforto às aves e melhoria na sanidade dos galpões. São instalados círculos de proteção
para os primeiros dias de vida dos pintinhos.

Dentre os fatores de produção do frango como equipamentos, manejo, mão-de-obra, nutrição,


linhagem e meio ambiente – este último pode exercer maior influência sobre os resultados
zootécnicos do frango e conseqüentemente sobre os seus custos de produção. Um dos maiores
problemas da avicultura brasileira é a manutenção da temperatura adequada à criação de
pintinhos, que varia deste o primeiro dia de vida até o décimo quarto dia. Como as aves jovens
não possuem o sistema termorregulador desenvolvido e se as condições ambientais não se
encontrarem dentro da região de conforto para aves. Nesse período, os valores de temperatura
ambiental se encontram abaixo das condições ideais, obrigando o avicultor a fornecer fonte de
aquecimento suplementar para as aves.

Para manter a temperatura ambiente dentro da região de conforto térmico das aves de acordo
com a tabela1.1, na avicultura, dispõe-se de sistemas de aquecimento auxiliar por campânulas a
gás, campânulas elétricas, lâmpadas infravermelhas, fornalhas e resistência elétrica em piso. Com
exceção da resistência elétrica, os demais sistemas fornecem calor de cima para baixo. Como o ar
quente é mais leve que o frio, o processo de aquecimento fica prejudicado.

Tabela 1.1 – Temperatura das aves de acordo com a idade.


IDADE TEMPERATURA
1 a 7 dias 32º - 35ºc
8 a 14 dias 29º - 32ºc
15 a 21 dias 26º - 29ºc
22 a 28 dias 24º - 27ºc
29 a 35 dias 21º - 24ºc
36 ao abate 18º - 21ºc

O círculo de proteção tem como finalidade assegurar aos pintinhos o conforto necessário para seu
bom desenvolvimento, protegendo-os contra as correntes de ar frio e mantê-los agrupados junto a
fonte de calor, água e ração. O comportamento da ninhada dirá se a temperatura dentro do círculo
está ou não adequada. Pintinhos amontoados junto à lâmpada e piando indica calor insuficiente. A
montagem do circulo de proteção é feita dentro do galpão para a criação dos pintinhos nos
primeiros dias de vida. E observa-se os seguintes passos:

a) No espaço interno do círculo de proteção, devemos cobrir a cama com papel ou jornal, durante
dois dias. Isto impede que os pintinhos ingira material da cama e aumenta a área de contato do
pintinho com o alimento que é colocado também sobre o papel.

b) O diâmetro do círculo deve ser aumentado gradativamente até emendar todos os círculos
contidos dentro do galpão. Tanto no inverno como no verão, com o passar dos dias as aves vão
se tornando maiores, necessitando de mais espaço. No inverno, o espaço deverá ser aberto
lentamente, enquanto no verão a abertura deverá ser mais rápida e gradativa. Se o espaço for
aberto muito rapidamente, o consumo de ração ficará comprometido, uma vez que a distância dos
pintinhos às bandejas torna-se maior.
c) A distribuição dos comedouros e bebedouros devem ser intercalados para que a água fique
mais próximo possível da ração evitando que o pintinho tenha que caminhar muito para utilizá-los.
As campânulas ou as saídas de ar quente devem estar por sobre os cercados para o devido
aquecimento das aves.

2 - Tipos de aquecedores

As campânulas podem ser a gás, elétrica, infravermelho e carvão, sendo as mais usadas as duas
primeiras. Estas com a capacidade para 500 pintinhos.
A altura da campânula irá variar de acordo com a temperatura ao redor da mesma, observando
sempre o comportamento dos pintinhos sob a campânula.

2.1 – A gás

Sendo um dos mais utilizados e apresentando um baixo custo com a geração da energia térmica,
pois se utiliza tanto o gás natural quanto o gás liquefeito de petróleo (GLP). Existem no mercado
vários tipos desses aquecedores, com diversas concepções quanto a forma de transmitir calor,
maneiras de instalação e meios de controle da temperatura de operação. Os aquecedores
chamados comumente de campânulas a gás possuem um queimador de gás convencional, onde o
calor é transmitido às aves por condução e convecção. São instalados a pouca altura do chão e,
conseqüentemente, das aves, o que ocasiona uma distribuição não uniforme da temperatura em
seu raio de ação. Com a baixa altura de instalação, os gases provenientes da combustão se
alojam abaixo da campânula, podendo atingir os pintos, prejudicando o aparelho respiratório.
Possuem duas regulagens de temperatura, alta e baixa, feitas manualmente e uma capacidade
reduzida de aquecimento, sendo recomendados para, no máximo, 500 pintos. São bastante
funcionais devido a sua resistência, baixo índice de manutenção e mobilidade, podendo ser
reinstalados com facilidade e rapidez.

2.1.1 - Os aquecedores chamados comumente de campânulas a gás


Possuem um queimador de gás convencional, onde o calor é transmitido às aves por condução e
convecção. São instalados a pouca altura do chão e, conseqüentemente, das aves, o que
ocasiona uma distribuição não uniforme da temperatura em seu raio de ação. Com a baixa altura
de instalação, os gases provenientes da combustão se alojam abaixo da campânula, podendo
atingir os pintos, prejudicando o aparelho respiratório. Possuem duas regulagens de temperatura,
alta e baixa, feitas manualmente e uma capacidade reduzida de aquecimento, sendo
recomendados para, no máximo, 500 pintos. São bastante funcionais devido a sua resistência,
baixo índice de manutenção e mobilidade, podendo ser reinstalados com facilidade e rapidez.

2.1.2 - Os aquecedores a gás com placa cerâmica


São uma evolução dos aquecedores de campânula, onde se adicionou uma placa de cerâmica
refratária para que se pudesse fazer uso do efeito da radiação. A chama do queimador incidente
na placa de cerâmica faz com que a mesma se torne incandescente e, dessa forma, transfira calor
por meio da radiação. Devido à utilização relativa do efeito de radiação esses aquecedores podem
ser instalados a uma altura um pouco superior aos anteriores, sendo que a distribuição da
temperatura é relativamente melhorada. Apresentam como desvantagem a fragilidade da placa
cerâmica, que pode quebrar-se no manuseio do aquecedor. Possuem uma capacidade mediana
de aquecimento, sendo recomendados para aquecer entre 700 a 800 pintos.

2.1.3 - Os aquecedores a gás tipo infravermelhos


Foram desenvolvidos para utilizar plenamente o princípio de transmissão de calor através da
radiação. A combustão do gás se dá diretamente em queimadores metálicos de alta capacidade
de suportar o calor, tornando sua superfície totalmente incandescente e desta forma transferindo o
calor principalmente pela radiação. No aquecimento por radiação, a temperatura mais elevada se
situa na zona de "habitat" do animal, enquanto no aquecimento por convecção o ar quente de
menor densidade escapa para as zonas mais altas do aviário, produzindo mais estratificações ou
camadas de ar de diferentes temperaturas. O objetivo dos sistemas de aquecimento radiante é
manter a ave aquecida e o piso seco, contudo os sistemas primeiro aquecem o ar que depois é
repassado aos animais e à cama. Esses equipamentos produzem radiação concêntrica desde o
eixo da campânula, perdendo eficiência com a distância do mesmo. A eficiência também varia em
função da altura de trabalho da campânula em relação ao piso. Assim, a temperatura de radiação
não é uniforme, pois descreve círculos de maior e menor temperatura, permitindo que o animal se
situe segundo suas necessidades em uma zona mais próxima ou mais afastada do eixo da
campânula.

Em condições de temperatura ambiente abaixo de 15oC, o calor gerado por esses sistemas é
insuficiente, havendo necessidade de se providenciar calor suplementar para manter a
temperatura ambiente em torno de 32oC, nos primeiros dias de idade dos pintos. Sua instalação
se dá geralmente a uma altura considerável do chão, podendo variar entre 0,90 a 1,20 m. Essas
características, aliadas ao fato de que todo o ar necessário para a combustão provém de um filtro
ou tomada de ar localizados na parte superior traseira do aquecedor, fazem com que os gases
provenientes da combustão não atinjam as aves, sendo rapidamente retirados do ambiente pelo
efeito da convecção. A área atingida também é bastante grande, chegando de 3,60 a 4,00 m de
diâmetro. Isso faz com que a capacidade de aquecimento atinja 1.000 pintinhos, ou mais, por
aquecedor. Atualmente, há grande variedade de modelos com regulação termostática, individual
ou centralizada, providos de campânula maior ou menor, entre outros. O importante é dispor de
potência calorífica adequada. A razão da popularidade do sistema vem da comodidade de sua
regulação termostática, porém é um dos sistemas mais caros em consumo, sem considerar a mão
de obra.

2.2 – Elétrico

Tiveram grande difusão no passado, quando se criavam aves em grupos reduzidos, decaindo,
posteriormente, nas granjas industriais, caracterizadas por criação de milhares de aves. São
constituídos de resistências elétricas, blindadas ou não e lâmpadas infravermelhas que são
colocadas embaixo de uma campânula (refletor) a fim de projetar o calor de cima para baixo ou
resistências embutidas no piso a fim de projetar o calor da baixo para cima. O sistema, em si, é o
mais limpo e fácil de manutenção existente, devendo-se adequar a potência do elemento
aquecedor ao número de aves a ser criado. São caracterizados por transmitirem o calor por meio
da condução e da radiação, serem de fácil manuseio, possuírem produção de calor constante e
não geração de gases tóxicos (CO e CO2). A grande desvantagem desse tipo de aquecedor é o
custo da energia elétrica. O uso de lâmpadas infravermelhas apresenta consumo excessivo de
energia, a menos que as lâmpadas sejam controladas termostaticamente. Nesse sistema, o
canibalismo constitui sério problema. Adicionalmente, as interrupções de energia, por mais curtas
que sejam, representam sério problema, caso esses sistemas não possuam campânula sobre as
lâmpadas.

2.3 – A lenha

Foi um dos primeiros métodos utilizados para o aquecimento de aves e caracteriza-se por utilizar a
lenha como combustível. O calor é transmitido às aves principalmente por meio da condução,
através do ar. O uso de lenha, como fonte de calor em uma campânula ou fornalha, no interior de
aviários, não produz temperatura constante e muitas vezes excede ao necessário, requer maior
mão-de-obra e é de difícil controle da temperatura. Como a combustão geralmente não é
completa, devem ser providos de filtros nas entradas de ar com o objetivo de minimizar a
passagem de gases tóxicos, principalmente o CO2, para o interior do aviário. É prática comum no
sul do Brasil, principalmente no inverno, o uso de queimadores a lenha para suplementar o
aquecimento proporcionado pelas campânulas a gás. Esse sistema consiste de tanques de óleo
vazio produzidos artesanalmente. As funilarias normalmente fornecem esses equipamentos. Tem
a função de amenizar as condições ambientais não propriamente atender as exigências das aves.
Os tanques tem capacidade de 200 litros podendo ser soldados de acordo com o pedido do
produtor. Consistem de chaminé, suporte e tanques.
2.4 – Resistência elétrica em piso

O aquecimento em piso, de acordo com Van Wicklen & Czarick (1988), pode ser usado para
ajustar o conteúdo de umidade da cama, o qual poderá reduzir a produção de amônia. De acordo
com Abreu (1994), foi observado que valores de temperatura acima de 35ºC na superfície superior
da camada de cama sobre os sistemas de aquecimento em piso podem torrar a cama e, além
disso, as aves não permanecem sobre a cama com temperatura acima de 36ºC.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também desenvolveu e vem realizando


pesquisas com esse sistema de aquecimento por piso térmico com controlador automático e
utilizando materiais alternativos como, por exemplo, casca de arroz. Segundo ROSSI (2002), esse
sistema de aquecimento apresentou excelentes resultados, pois conseguiu manter a temperatura
no piso bem próxima da temperatura regulada, mostrando confiabilidade.

2.5 – Água quente em piso


Outra forma de aquecimento pode ser fornecendo calor às aves, no piso, por meio de
canalizações que levam o calor por intermédio de um fluido térmico. Esse sistema caracteriza-se
pela passagem de água quente em tubos de polietileno inseridos no piso. O sistema permite
controle eficiente da temperatura do ambiente próximo das aves, a cama permanece mais seca e
o teor de amônia do ar fica em níveis inferiores ao usual, porém tem custo elevado de instalação e
não permite limpeza fácil do local após cada cria. Também se preconiza a utilização da energia
solar para aquecimento de aviários por meio de fluxo de ar quente, ou água quente em tubos
instalados no piso. No entanto, essa tecnologia e a eólica ainda não estão disponibilizadas para o
avicultor.

3 - Análise para projeto


Para análise matemática está sendo utilizado um programa que resolve problemas em estado
estacionário da condução do calor em domínios plano e assimétrico bidimensionais através de
elementos finitos. E é dividido em 3 etapas, o pré-processamento, processamento e o pós-
processamento. Onde são utilizados os conceitos de transmissão de calor.

3.1 - Transmissão de Calor


O conjunto de fenômenos que caracterizam a passagem da forma de energia calorífica é que
denominamos Transmissão de Calor. Teoricamente a transmissão de calor pode ocorrer
isoladamente por condução, convecção ou radiação. Mas, praticamente as três formas citadas
acima ocorrem simultaneamente, ficando a critério do interessado o estudo da possibilidade de
serem desprezadas uma ou duas das formas em presença das demais.

3.1.1 – Condução
É a passagem da energia calor entre elementos de um sistema ou de sistemas em contacto,
devido a um gradiente de temperatura, porém sem variação apreciável da posição relativa dos
elementos do sistema ou dos sistemas. Resumidamente, a condução é a forma de transmissão de
calor sem transporte de massa.

3.1.2 - Convecção
É a passagem da energia calor com variação da posição relativa dos elementos do sistema ou de
sistemas. Assim, a convecção é a forma de transmissão de calor pela mistura de elementos que
possuem maior energia térmica com os de menor energia térmica. Esta mistura é a causadora das
chamadas correntes de convecção que aparecem no interior do sistema ou sistemas.
Resumidamente, a convecção é a forma de transmissão de calor com transporte de massa.
Quando este trabalho é ocasionado unicamente por uma diferença de temperatura, temos a
convecção natural. Quando ele ocorre com auxílio de meios externos, temos a convecção forçada.
(1)

onde:

k - condutividade térmica
n - direção normal a condição de contorno
h - coeficiente de transferência de calor

3.1.3 – Radiação
É a passagem da energia calorífica através de ondas eletromagnéticas. Podemos também dizer
que é a forma de transmissão de calor com transporte de energia. Convém alertar desde já que a
radiação eletromagnética não é forma de energia calor em um sentido amplo, apesar de ser assim
denominada em um intervalo conveniente de freqüência. O efeito da radiação eletromagnética
neste intervalo somente aparece quando é cruzada a fronteira de um sistema material absorvente.
Quando isto ocorre há absorção de energia sendo esta energia a causa do aumento da energia
interna do sistema. Por outro lado, convém lembrar que a forma de energia calor é uma forma de
energia desordenada, contrário da radiação eletromagnética que é perfeitamente ordenada.

(2)
onde:

k - condutividade térmica
βksb - constante de Boltzmann
n – direção normal a condição de contorno

3.2 – Resolução do problema

3.2.1 – Pré-processamento
É a parte de desenho, estruturação geométrica do problema a ser resolvido, onde se define as
propriedades, condições de contorno e materiais que serão analisados. Identificando os fatores
que influenciam de maneira relevante no problema, o que implica na escolha adequada dos
princípios físicos e das variáveis dependentes e independentes resultando num modelo
matemático constituído de um conjunto de equações diferenciais.

3.2.2 – Processamento
É parte vital da solução do processo de Elementos Finitos que é o processo de triangularização da
estrutura geométrica definida no pré-processamento.

3.2.3 – Pós-processamento
É o processo onde ocorre a resolução das equações diferenciais para obter valores da
temperatura durante o domínio da solução.

Propriedade fundamental de um material na transmissão de calor por condução é denominada


condutividade térmica (k) e expressa a quantidade de calor transmitido através de um corpo
homogêneo, por unidade de tempo, espessura, área e gradiente de temperatura (W / m.ºC).
4 – Resultados Obtidos
Através do programa foram analisados dois casos, o primeiro utilizando a campânula, onde o
aquecimento é realizado de cima para baixo e o segundo com aquecimento de baixo para cima.
Sendo plotados os gráficos da temperatura para o primeiro caso no nível da cama e a 30cm da
mesma, como mostrado na Figura 1 e Figura 2, para o segundo caso foram plotados nos mesmos
níveis de altura como mostrado na Figura 3 e Figura 4.

Figura 1 – Temperatura no nível da cama em sistema aquecido com campânulas.

Figura 3 – Temperatura a 30cm do nível da cama em sistema aquecido com campânulas.


Figura 4 – Temperatura no nível da cama em sistema aquecido com campânulas

Figura 5 – Temperatura a 30cm do nível da cama em sistema aquecido com campânulas.

5 - Conclusão
A construção do galpão, considerando sua localização, o material com que é feito, suas
dimensões e o ambiente em que são criadas as aves tem correspondido a aplicação das
tecnologias conquistadas pela avicultura. Neste aspecto, os avicultores e técnicos do setor devem
estar atentos sobre a fundamental importância de se redobrar a atenção que costumeiramente
vinha sendo dada à fase de planejamento e concepção dos projetos avícolas, de tal forma que
esses proporcionem condições de conforto às aves e, conseqüentemente, de produtividade
máxima, de tal forma que a relação custo X benefício esteja, cada vez mais, próxima do ideal. O
programa que está sendo utilizado será de grande auxilio na análise de transferência de calor, na
verificação dos melhores materiais usados no galpão, utilizando elementos finitos, assim como
qual o melhor tipo de aquecimento, permitindo uma análise comparativa do aquecimento de cima
para baixo e do de baixo para cima.
Palavras-chave – Aquecimento em Galpões Avícolas, Elementos Finitos, Transferência de
calor.

6 - Referencias bibliográficas
[1] ABREU, P.G. Sistemas de aquecimento em piso, com resistência elétrica, para criação
de aves. [Tese, Mestrado em Engenharia Agrícola]. Viçosa (MG) – Universidade Federal de
Viçosa. 1994.

[2] AZEVEDO, M.A.; NASCIMENTO, J.W.B. Estrutura de madeira para cobertura de aviários
no Estado da Paraíba. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, Campina
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[3] ENGLERT, S. Avicultura: tudo sobre raças, manejo, alimentação e sanidade. 6.ed. Porto
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[4] HARDOIN, P.C. Qualidade do ar. Sistemas de ventilação natural e artificial na


exploração Avícola. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE AMBIÊNCIA E INSTALAÇÃO
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SILVA, I.J.O. Avaliação térmica de telhas de composição de celulose e betume,
pintadas de branco, em modelos de aviários com escala reduzida. Engenharia Agrícola,
Jaboticabal, v.21, n.2, p.121-6, 2001.

[7] ROSSI, L.A.; CARDOSO, E.R.; BERALDO, A.L. Desenvolvimento e construção de placas
de argamassa de cimento e casca de arroz aquecidas por resistência elétrica. Revista
de Ciências Exatas e Tecnologia. v. 11, n. 1, 2002.

[8] SILVA, I.J.O.; GUELFI FILHO, H.; CONSIGLIERO. F.R. Influência dos materiais de
cobertura no conforto térmico de abrigos. Engenharia Rural, Piracicaba, v.1. n.2, p.43-55,
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[9] TEIXEIRA, V.H. Construções e Ambiência - instalações para aves e suínos. Lavras:
UFLA/FAEPE, 1997. 181 p.

[10] TINÔCO, I. F.F. Avicultura industrial: novos conceitos de materiais, concepções e


técnicas construtivas disponíveis para galpões avícolas brasileiros. Revista Brasileira
de Ciência Avícola, Campinas, v.3, n.1, p.1-26, 2001.

[11] TINÔCO, I.F.F. Efeito de diferentes sistemas de acondicionamento de ambiente e níveis


de energia metabolizável na dieta sobre o desempenho de matrizes de frangos de
corte, e condições de verão e outono. 1996. 169 f. Tese (Doutorado) - Universidade
Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1996.

[12] TINÔCO, I.F.F. Ambiência e instalações para a avicultura industrial. In: TEIXEIRA, V.H.;
FERREIRA, L. Lavras: UFLA/SBEA, 1998. p.1-86

[13] VAN WICKLEN G.L.; CZARICK M. Design of a PVC pipe system for brooding chickens.
Transaction of the ASAE 1988; 31: 552-557.

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