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Electricidade

Lei de Ohm
Electricidade 2009

Índice

INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 3
PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL.................................................................................. 5
Material Utilizado...................................................................................................... 6
Esquemas Eléctricos .............................................................................................. 7
Em serie: ................................................................................................................ 7
Em paralelo: ........................................................................................................... 7
Resultados obtidos: ........................................................................................... 8
Circuito em série: ................................................................................................... 9
Em paralelo: ......................................................................................................... 11
Conclusão ..................................................................................................... 13

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Electricidade 2009

Introdução

Vivemos na era da electricidade. Casas e fábricas são iluminadas graças à


electricidade. Comunicações por telefone, rádio, televisão, fax e muitos outros
dependem dela. As suas aplicações estendem-se desde os delicados aparelhos de medida
e controle até gigantescos fornos e fábricas termoeléctricas e hidroeléctricas.

O papel de grande importância que a electricidade desempenha na vida moderna


baseia-se num facto experimental: se ligarmos um fio de cobre entre os terminais de
uma pilha, os electrões livres deslocam-se do pólo negativo para o pólo positivo,
originando uma corrente eléctrica.

Chama-se corrente eléctrica a todo o movimento ordenado de cargas, estas


movem se melhor através de uns materiais do que de outros. Assim, nos materiais a que
chamamos condutores, as cargas eléctricas movem-se facilmente, nos materiais a que
chamamos isoladores praticamente não se movem. Os metais (cobre, alumínio, prata e
ouro) são bons condutores porque contem um grande número de electrões livres. Os
electrões são partículas negativas que à temperatura ambiente (20ºC) se libertam
facilmente dos seus átomos, movendo-se livremente. Nos materiais a que chamamos
isoladores (plástico, borracha, vidro) não existem electrões livres. Por isso, se ligarmos
uma vareta de plástico entre os terminais de uma pilha, não obteremos uma corrente
eléctrica. Mas da mesma forma que os condutores são importantes para transportar a
corrente eléctrica, também os isoladores são fundamentais para nos proteger dos
choques eléctricos.

A esta movimentação dos electrões, a que damos o nome de corrente eléctrica,


designamos de Intensidade, simbolizamos por I. A sua unidade de medida é o Ampére e
simboliza-se por A.

Em oposição a corrente eléctrica, temos a resistência, em que a sua função é


limitar a intensidade da corrente eléctrica que passa no circuito, ou seja, é uma
componente que se opõe ou impede a passagem de electrões Esta grandeza também está
dependente da natureza do material, das suas dimensões e da temperatura, simboliza-se
por R e apresenta como unidade, Ohm (Ω).

O cientista alemão Georg Ohm realizou várias experiências medindo as voltagens


e as correntes correspondentes quando aplicadas em diversos condutores feitos de
substâncias diferentes. Verificou então que, para muitas matérias, principalmente os
metais, a relação entre a voltagem e a corrente mantinha-se constante. Logo, Ohm
concluiu que para aqueles condutores tinha-se R constante. Este resultado é conhecido
como Lei de Ohm: Para um grande número de condutores (principalmente os metais), o
valor da resistência permanece constante, não dependendo da voltagem aplicada ao
condutor, ou seja, designada como: U= R.I.

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U - d.d.p. ou tensão, em volt (V)

I - Intensidade de corrente, em ampere (A)

R - Resistência eléctrica, em ohm (Ω)

Esta Lei é válida no entanto só para alguns tipos de condutores de corrente


eléctrica, ou seja para condutores ohmicos ou lineares. Nestes condutores, a d.d.p
aplicada nos terminais do condutor é directamente proporcional à intensidade da
corrente que o percorre. Designa-se também de linear, porque a representação gráfica da
d.d.p, em função da intensidade é uma linha recta que passa na origem. Caso
eventualmente esta situação não se verifique, ou seja, se estivermos a trabalhar com
condutores que não obedeçam à Lei de Ohm, a d.d.p aplicada nos terminais do condutor
não é directamente proporcional à corrente que o percorre, sendo pelo que nesse caso
esta relação deixa de ser linear.

Por fim, importa referir que quando um por um condutor circula corrente
eléctrica, vários podem ser os efeitos produzidos:

a) Efeito luminoso - quando uma lâmpada acende, há transformação de energia


eléctrica em energia luminosa;

b)Efeito térmico – a passagem de corrente eléctrica em determinados condutores


provoca o aquecimento destes;

c) Efeito magnético – quando acorre a passagem de corrente eléctrica num


condutor é criado um campo magnético na zona envolvente;

d) Efeito químico – uma corrente eléctrica pode provocar uma reacção química;

e) Efeito fisiológico – verifica-se quando a corrente eléctrica percorre o corpo de


uma pessoa ou animal, havendo uma contracção muscular e queimando os tecidos
vivos. Dependendo da intensidade da corrente, podem ocorrer danos irreversíveis no
corpo humano.

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PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

1. Verificação do funcionamento do multímetro e fonte de tensão.

Com a fonte desligada, conectou-se a fonte ao multímetro com o auxílio de dois cabos.
Conectou-se o terminal negativo da fonte ao terminal comum do multímetro (COM) e o
terminal positivo ao terminal de uso geral (V / Ω / m / A).
Ligou-se a fonte e rodou-se o botão de regulem até obter a tensão de 1,5 V.

2. Verificação da operacionalidade das resistências e da lâmpada.

Foi seleccionado aleatoriamente uma resistência e uma lâmpada. Para o qual se, efectuou
a leitura do valor ôhmico no display do multímetro.

3. Montagem de um circuito em série.

Montou-se um circuito em série juntamente com a lâmpada e uma resistência. A essa


resistência designámos de resistência padrão uma vez que servirá de base para o
desenvolvimento do nosso trabalho. Posteriormente, conectou-se o circuito à fonte de tensão.
Finalmente, verificou-se se estes receptores obedeciam ou não à Lei de Ohm, através de
medições de intensidade nos seus terminais e quando submetidas a tensões variáveis de 1,5 V,
3V, 4,5V, 6V.

4. Montagem de um circuito em paralelo

Montou-se agora um circuito em paralelo com os mesmos receptores e efectuou-se o


mesmo procedimento de recolha de indicadores de tensão e intensidade em ambos os terminais.
De seguida, relacionamos o comportamento adquirido pelos receptores à Lei de Ohm. Também,
neste caso a D.D.P à saída foi de 1,5 V, 3V, 4,5V, 6V.

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Material Utilizado

Lâmpada
Fonte de tensão

Cabos eléctricos
Garras de crocodilo isolada

Multímetro Resistência

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Esquemas Eléctricos

Para efectuarmos o trabalho proposto tivemos que executar os seguintes esquemas eléctricos
e ter em conta algumas noções do circuito:

Em serie:

Resistência
Intensidade

•Para efectuar a •A Resistência ficará


mediçao da com valores
intensidade o diferentes em cada
amperimetro devera elemento do
ser colocado em serie
•A intensidade ao
circuito, ou seja, a
lâmpada tem um

longo do circuito e valor e a resistência
sempre igual tem outro
•Para se efectuar a Figura1- circuito em serie
medição da
Resistência o
Voltímetro deverá
ser colocado em
paralelo em cada
um dos elementos

Em paralelo:

Resistência
Tensão

•Para efectuar a •A Resistência ficará


medição da tensão o com valores diferentes
⊗ voltimetro devera ser em cada elemento do
colocado em parelelo; circuito, ou seja, a
•A tensão em paralelo lâmpada tem um valor
e sempre igual ao e a resistência tem
longo do circuito; outro;
•Para se efectuar a
medição da Resistência
o Voltímetro deverá
ser colocado em
Figura 2- circuito em paralelo paralelo em cada um
dos elementos

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Resultados obtidos:

Foi verificado o funcionamento do multímetro, este funciona como ohmímetro,


voltímetro e amperímetro, quer para corrente continua, quer para corrente alternada. A selecção
do tipo de grandeza a medir, bem como do alcance máximo, e feita rodando o cursor central.

Imagem1- Multímetro

Tabela 1

Valor do multímetro

Resistência 1,7 Ω

Lâmpada 5,3 Ω

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Circuito em série:

1- Leitura do valor da Tensão na resistência e na lâmpada quando submetidas a


tensões variáveis.

⊗ V ⊗

Figura 3-Ddp da lâmpada Figura 4- Ddp da resistência

Tabela 2

Ddp da fonte de Ddp lâmpada Ddp Resistência


tensão (V) (v)
1,5 V 0,0012 1,503

3V 0,022 2,990

4,5 V 0,034 4,491

6V 0,045 6,00

7,5 V 0,058 7,50

1.1-Determinação do valor das intensidades – ligação do amperímetro em série com


a resistência e a lâmpada

Tabela 3

Ddp da fonte de Intensidade da


tensão lâmpada (A)

1,5 V 0,001
A

3V 0,003

4,5 V 0,006

6V 0,009 Figura 5- Intensidade do circuito


7,5 V 0,012

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Tabela 4

Ddp da lâmpada Ddp da Resistência Intensidade da


Ddp da fonte de lâmpada
tensão I=Il=Ir=If
(V) (V) (A)

1,5 V 0,0012 1,503 0,001

3V 0,022 2,990 0,003

4,5 V 0,034 4,491 0,006

6V 0,045 6,00 0,009

7,5 V 0,058 7,50 0,012

1.3-Vejamos agora graficamente a variação da resistência na lâmpada e na resistência, em


função do aumento de potencial:

Resistência Lâmpada
8
7 0,07
6 0,06
5 0,05
DDP (V)
DDP (V)

0,04
4 0,03
3 0,02
2 0,01
1 0
0 0,001 0,003 0,006 0,009 0,012
0,001 0,003 0,006 0,009 0,012 Intensidade (A)
Intensidade (A) Resistencia
Lampada

Gráfico 1-Resistência da resistência· Gráfico 2- Resistência da lâmpada

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Em paralelo:

2.1-Determinação da Intensidade de corrente quando colocado o amperímetro em


paralelo com a lâmpada e a resistência.

⊗ ⊗ A

Figura 6- Intensidade da resistência Figura 7- Intensidade da lâmpada

Tabela 5

Ddp da fonte de Intensidade da Intensidade da


tensão lâmpada (A) Resistência (A)

1,5 V 0,066 0,003

3V 0,098 0,005

4,5 V 0,123 0,007

6V 0,145 0,009

7,5 V 0,164 0,013

2.2-Determinação do valor da tensão – ligação do amperímetro em paralelo com a


resistência e a lâmpada.

⊗ ⊗
v

Figura 8- Tensão da resistência Figura 9- Tensão da lâmpada

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Tabela 6

Ddp da fonte Ddp da lâmpada


de tensão (V)
1,5 V 1,5

3V 3

4,5 V 4,4

6V 5,9

7,5 V 7,45

Tabela 7

Intensidade da Intensidade da
Ddp lâmpada
Ddp da fonte de lâmpada Resistência
tensão
(V)
(A) (A)

1,5 V 1,5 0,066 0,003

3V 3 0,098 0,005

4,5 V 4,4 0,123 0,007

6V 5,9 0,145 0,009

7,5 V 7,45 0,164 0,013

2.3-Vejamos agora graficamente a variação da resistência na lâmpada e na resistência, em


função do aumento de potencial:

Lâmpada Resistência
8
7 8
6 7
6
Ddp (V)

5
Ddp (V)

4 5
3 4
3
2
2
1 1
0 0
0,066 0,098 0,123 0,145 0,164 0,003 0,005 0,007 0,009 0,013
Intensidade (A) Intensidade (A)
Lampada
Resistencia
Gráfico 4- Resistência da lâmpada Gráfico 3- Resistência da resistência

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Conclusão

Para uma boa interpretação e leitura dos circuitos eléctricos apresentados aplica-se a lei
de Ohm, em que estão envolvidas as três grandezas eléctricas fundamentais, Intensidade (I),
Resistência (R) e Tensão (U) .

Através desta lei é sempre possível determinar qualquer uma daquelas grandezas.

No que diz respeito à primeira parte do procedimento, pudemos verificar pelos valores
obtidos que o multímetro e a fonte de alimentação se encontravam em pleno funcionamento,
uma vez que os valores de saída correspondiam aproximadamente aos valores nominais.

Pela leitura fornecida pelo ohmímetro quando ligado aos terminais da resistência e da
lâmpada, constatámos que tanto uma como outra estavam operacionais, no entanto a meio da
experiência tivemos de trocar a resistência por outra, uma vez que a primeira era de grafite e
sobreaquecia, (efeito joule) os valores não estavam a dar correctos.

Assim sendo, podemos concluir que para os circuito em série só existe um “caminho”
enquanto que para o circuito em paralelo existem vários “caminhos”, no caso do primeiro
circuito a corrente eléctrica, tem o mesmo valor na lâmpada e na resistência e, quando se
varia a tensão de entrada também varia a corrente eléctrica, ou seja, aumentando a tensão
aumenta a corrente eléctrica. No caso do segundo circuito, este circuito divide-se em dois,
para a lâmpada e para a resistência, sendo diferente o valor da corrente eléctrica conforme o
valor da resistência.

O valor da tensão aplicada ao circuito é igual à tensão entre os terminais de cada


resistência.

Num circuito eléctrico devemos sempre ligar os receptores a uma tensão que seja
adequada, para que a corrente que circule no circuito seja adequada de forma a funcionarem
normalmente.

Para resolução dos resultados tivemos em consideração os seguintes princípios:

1. Num circuito em série


 A Intensidade é igual ao longo de todo o circuito independentemente do nº de
lâmpadas e resistências;
 Para se efectuar a medição da Intensidade o Amperímetro deverá ser colocado em
série;
 A Resistência ficará com valores diferentes em cada elemento do circuito, ou seja, a
lâmpada tem um valor e a resistência tem outro;
 Para se efectuar a medição da Resistência o Voltímetro deverá ser colocado em
paralelo em cada um dos elementos.

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2. Num circuito em paralelo


 A Resistência é igual ao longo de todo o circuito independentemente do nº de
lâmpadas e resistências;
 Para se efectuar a medição da Resistência o Voltímetro deverá ser colocado em
paralelo;
 A Intensidade ficará com valores diferentes em cada elemento do circuito, ou seja, a
lâmpada tem um valor e a resistência tem outro;
 Para se efectuar a medição da Intensidade o Amperímetro deverá ser colocado em
serie antes de cada um dos elementos.

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