Você está na página 1de 25

1 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

Lei de Execução Penal

www.ronaldobandeira.com.br
2 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

Dos Deveres, dos Direitos e da Disciplina

SEÇÃO I
Dos Deveres
Art. 38. Cumpre ao condenado, além das obrigações legais inerentes ao seu estado, submeter-se às normas de
execução da pena.
Art. 39. Constituem deveres do condenado:
I - comportamento disciplinado e cumprimento fiel da sentença;
II - obediência ao servidor e respeito a qualquer pessoa com quem deva relacionar-se;
III - urbanidade e respeito no trato com os demais condenados;
IV - conduta oposta aos movimentos individuais ou coletivos de fuga ou de subversão à ordem ou à disciplina;
V - execução do trabalho, das tarefas e das ordens recebidas;
VI - submissão à sanção disciplinar imposta;
VII - indenização à vitima ou aos seus sucessores;
VIII - indenização ao Estado, quando possível, das despesas realizadas com a sua manutenção, mediante
desconto proporcional da remuneração do trabalho;
IX - higiene pessoal e asseio da cela ou alojamento;
X - conservação dos objetos de uso pessoal.
Parágrafo único. Aplica-se ao preso provisório, no que couber, o disposto neste artigo.
SEÇÃO II
Dos Direitos
Art. 40 - Impõe-se a todas as autoridades o respeito à integridade física e moral dos condenados e dos presos
provisórios.
Art. 41 - Constituem direitos do preso:
I - alimentação suficiente e vestuário;
II - atribuição de trabalho e sua remuneração;
III - Previdência Social;
IV - constituição de pecúlio;
V - proporcionalidade na distribuição do tempo para o trabalho, o descanso e a recreação;
VI - exercício das atividades profissionais, intelectuais, artísticas e desportivas anteriores, desde que
compatíveis com a execução da pena;
VII - assistência material, à saúde, jurídica, educacional, social e religiosa;
VIII - proteção contra qualquer forma de sensacionalismo;
IX - entrevista pessoal e reservada com o advogado;
X - visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados;
XI - chamamento nominal;
XII - igualdade de tratamento salvo quanto às exigências da individualização da pena;
XIII - audiência especial com o diretor do estabelecimento;

www.ronaldobandeira.com.br
3 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

XIV - representação e petição a qualquer autoridade, em defesa de direito;


XV - contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de
informação que não comprometam a moral e os bons costumes.
XVI – atestado de pena a cumprir, emitido anualmente, sob pena da responsabilidade da autoridade judiciária
competente. (Incluído pela Lei nº 10.713, de 2003)
Parágrafo único. Os direitos previstos nos incisos V, X e XV poderão ser suspensos ou restringidos mediante
ato motivado do diretor do estabelecimento.
Art. 42 - Aplica-se ao preso provisório e ao submetido à medida de segurança, no que couber, o disposto nesta Seção.
Art. 43 - É garantida a liberdade de contratar médico de confiança pessoal do internado ou do submetido a tratamento
ambulatorial, por seus familiares ou dependentes, a fim de orientar e acompanhar o tratamento.
Parágrafo único. As divergências entre o médico oficial e o particular serão resolvidas pelo Juiz da execução.
Dos Órgãos da Execução Penal
CAPÍTULO I
Disposições Gerais
Art. 61. São órgãos da execução penal:
I - o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária;
II - o Juízo da Execução;
III - o Ministério Público;
IV - o Conselho Penitenciário;
V - os Departamentos Penitenciários;
VI - o Patronato;
VII - o Conselho da Comunidade.
VIII - a Defensoria Pública. (Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).
CAPÍTULO II
Do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária
Art. 62. O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, com sede na Capital da República, é subordinado ao
Ministério da Justiça.
Art. 63. O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária será integrado por 13 (treze) membros designados
através de ato do Ministério da Justiça, dentre professores e profissionais da área do Direito Penal, Processual
Penal, Penitenciário e ciências correlatas, bem como por representantes da comunidade e dos Ministérios da
área social.
Parágrafo único. O mandato dos membros do Conselho terá duração de 2 (dois) anos, renovado 1/3 (um terço)
em cada ano.
Art. 64. Ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, no exercício de suas atividades, em âmbito federal
ou estadual, incumbe:
I - propor diretrizes da política criminal quanto à prevenção do delito, administração da Justiça Criminal e
execução das penas e das medidas de segurança;
II - contribuir na elaboração de planos nacionais de desenvolvimento, sugerindo as metas e prioridades da
política criminal e penitenciária;
III - promover a avaliação periódica do sistema criminal para a sua adequação às necessidades do País;

www.ronaldobandeira.com.br
4 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

IV - estimular e promover a pesquisa criminológica;


V - elaborar programa nacional penitenciário de formação e aperfeiçoamento do servidor;
VI - estabelecer regras sobre a arquitetura e construção de estabelecimentos penais e casas de albergados;
VII - estabelecer os critérios para a elaboração da estatística criminal;
VIII - inspecionar e fiscalizar os estabelecimentos penais, bem assim informar-se, mediante relatórios do
Conselho Penitenciário, requisições, visitas ou outros meios, acerca do desenvolvimento da execução penal
nos Estados, Territórios e Distrito Federal, propondo às autoridades dela incumbida as medidas necessárias
ao seu aprimoramento;
IX - representar ao Juiz da execução ou à autoridade administrativa para instauração de sindicância ou
procedimento administrativo, em caso de violação das normas referentes à execução penal;
X - representar à autoridade competente para a interdição, no todo ou em parte, de estabelecimento penal.
CAPÍTULO III
Do Juízo da Execução
Art. 65. A execução penal competirá ao Juiz indicado na lei local de organização judiciária e, na sua ausência, ao da
sentença.
Art. 66. Compete ao Juiz da execução:
I - aplicar aos casos julgados lei posterior que de qualquer modo favorecer o condenado;
II - declarar extinta a punibilidade;
III - decidir sobre:
a) soma ou unificação de penas;
b) progressão ou regressão nos regimes;
c) detração e remição da pena;
d) suspensão condicional da pena;
e) livramento condicional;
f) incidentes da execução.
IV - autorizar saídas temporárias;
V - determinar:
a) a forma de cumprimento da pena restritiva de direitos e fiscalizar sua execução;
b) a conversão da pena restritiva de direitos e de multa em privativa de liberdade;
c) a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos;
d) a aplicação da medida de segurança, bem como a substituição da pena por medida de segurança;
e) a revogação da medida de segurança;
f) a desinternação e o restabelecimento da situação anterior;
g) o cumprimento de pena ou medida de segurança em outra comarca;
h) a remoção do condenado na hipótese prevista no § 1º, do artigo 86, desta Lei.
i) (VETADO); (Incluído pela Lei nº 12.258, de 2010)
VI - zelar pelo correto cumprimento da pena e da medida de segurança;

www.ronaldobandeira.com.br
5 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

VII - inspecionar, mensalmente, os estabelecimentos penais, tomando providências para o adequado


funcionamento e promovendo, quando for o caso, a apuração de responsabilidade;
VIII - interditar, no todo ou em parte, estabelecimento penal que estiver funcionando em condições
inadequadas ou com infringência aos dispositivos desta Lei;
IX - compor e instalar o Conselho da Comunidade.
X – emitir anualmente atestado de pena a cumprir. (Incluído pela Lei nº 10.713, de 2003)
CAPÍTULO IV
Do Ministério Público
Art. 67. O Ministério Público fiscalizará a execução da pena e da medida de segurança, oficiando no processo executivo
e nos incidentes da execução.
Art. 68. Incumbe, ainda, ao Ministério Público:
I - fiscalizar a regularidade formal das guias de recolhimento e de internamento;
II - requerer:
a) todas as providências necessárias ao desenvolvimento do processo executivo;
b) a instauração dos incidentes de excesso ou desvio de execução;
c) a aplicação de medida de segurança, bem como a substituição da pena por medida de segurança;
d) a revogação da medida de segurança;
e) a conversão de penas, a progressão ou regressão nos regimes e a revogação da suspensão condicional da
pena e do livramento condicional;
f) a internação, a desinternação e o restabelecimento da situação anterior.
III - interpor recursos de decisões proferidas pela autoridade judiciária, durante a execução.
Parágrafo único. O órgão do Ministério Público visitará mensalmente os estabelecimentos penais, registrando
a sua presença em livro próprio.
CAPÍTULO V
Do Conselho Penitenciário
Art. 69. O Conselho Penitenciário é órgão consultivo e fiscalizador da execução da pena.
§ 1º O Conselho será integrado por membros nomeados pelo Governador do Estado, do Distrito Federal e dos
Territórios, dentre professores e profissionais da área do Direito Penal, Processual Penal, Penitenciário e
ciências correlatas, bem como por representantes da comunidade. A legislação federal e estadual regulará o
seu funcionamento.
§ 2º O mandato dos membros do Conselho Penitenciário terá a duração de 4 (quatro) anos.
Art. 70. Incumbe ao Conselho Penitenciário:
I - emitir parecer sobre indulto e comutação de pena, excetuada a hipótese de pedido de indulto com base no
estado de saúde do preso; (Redação dada pela Lei nº 10.792, de 2003)
II - inspecionar os estabelecimentos e serviços penais;
III - apresentar, no 1º (primeiro) trimestre de cada ano, ao Conselho Nacional de Política Criminal e
Penitenciária, relatório dos trabalhos efetuados no exercício anterior;
IV - supervisionar os patronatos, bem como a assistência aos egressos.
CAPÍTULO VI
Dos Departamentos Penitenciários

www.ronaldobandeira.com.br
6 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

SEÇÃO I
Do Departamento Penitenciário Nacional
Art. 71. O Departamento Penitenciário Nacional, subordinado ao Ministério da Justiça, é órgão executivo da Política
Penitenciária Nacional e de apoio administrativo e financeiro do Conselho Nacional de Política Criminal e
Penitenciária.
Art. 72. São atribuições do Departamento Penitenciário Nacional:
I - acompanhar a fiel aplicação das normas de execução penal em todo o Território Nacional;
II - inspecionar e fiscalizar periodicamente os estabelecimentos e serviços penais;
III - assistir tecnicamente as Unidades Federativas na implementação dos princípios e regras estabelecidos
nesta Lei;
IV - colaborar com as Unidades Federativas mediante convênios, na implantação de estabelecimentos e
serviços penais;
V - colaborar com as Unidades Federativas para a realização de cursos de formação de pessoal penitenciário
e de ensino profissionalizante do condenado e do internado.
VI – estabelecer, mediante convênios com as unidades federativas, o cadastro nacional das vagas existentes
em estabelecimentos locais destinadas ao cumprimento de penas privativas de liberdade aplicadas pela justiça
de outra unidade federativa, em especial para presos sujeitos a regime disciplinar. (Incluído pela Lei
nº 10.792, de 2003)
VII - acompanhar a execução da pena das mulheres beneficiadas pela progressão especial de que trata o § 3º
do art. 112 desta Lei, monitorando sua integração social e a ocorrência de reincidência, específica ou não,
mediante a realização de avaliações periódicas e de estatísticas criminais. (Incluído pela Lei nº 13.769,
de 2018)
§ 1º Incumbem também ao Departamento a coordenação e supervisão dos estabelecimentos penais e de
internamento federais. (Redação dada pela Lei nº 13.769, de 2018)
§ 2º Os resultados obtidos por meio do monitoramento e das avaliações periódicas previstas no inciso VII
do caput deste artigo serão utilizados para, em função da efetividade da progressão especial para a
ressocialização das mulheres de que trata o § 3º do art. 112 desta Lei, avaliar eventual desnecessidade do
regime fechado de cumprimento de pena para essas mulheres nos casos de crimes cometidos sem violência
ou grave ameaça. (Incluído pela Lei nº 13.769, de 2018)
SEÇÃO II
Do Departamento Penitenciário Local
Art. 73. A legislação local poderá criar Departamento Penitenciário ou órgão similar, com as atribuições que
estabelecer.
Art. 74. O Departamento Penitenciário local, ou órgão similar, tem por finalidade supervisionar e coordenar os
estabelecimentos penais da Unidade da Federação a que pertencer.
Parágrafo único. Os órgãos referidos no caput deste artigo realizarão o acompanhamento de que trata o
inciso VII do caput do art. 72 desta Lei e encaminharão ao Departamento Penitenciário Nacional os resultados
obtidos. (Incluído pela Lei nº 13.769, de 2018)
SEÇÃO III
Da Direção e do Pessoal dos Estabelecimentos Penais
Art. 75. O ocupante do cargo de diretor de estabelecimento deverá satisfazer os seguintes requisitos:
I - ser portador de diploma de nível superior de Direito, ou Psicologia, ou Ciências Sociais, ou Pedagogia, ou
Serviços Sociais;

www.ronaldobandeira.com.br
7 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

II - possuir experiência administrativa na área;


III - ter idoneidade moral e reconhecida aptidão para o desempenho da função.
Parágrafo único. O diretor deverá residir no estabelecimento, ou nas proximidades, e dedicará tempo integral
à sua função.
Art. 76. O Quadro do Pessoal Penitenciário será organizado em diferentes categorias funcionais, segundo as
necessidades do serviço, com especificação de atribuições relativas às funções de direção, chefia e
assessoramento do estabelecimento e às demais funções.
Art. 77. A escolha do pessoal administrativo, especializado, de instrução técnica e de vigilância atenderá a vocação,
preparação profissional e antecedentes pessoais do candidato.
§ 1° O ingresso do pessoal penitenciário, bem como a progressão ou a ascensão funcional dependerão de
cursos específicos de formação, procedendo-se à reciclagem periódica dos servidores em exercício.
§ 2º No estabelecimento para mulheres somente se permitirá o trabalho de pessoal do sexo feminino, salvo
quando se tratar de pessoal técnico especializado.
CAPÍTULO VII
Do Patronato
Art. 78. O Patronato público ou particular destina-se a prestar assistência aos albergados e aos egressos (artigo 26).
Art. 79. Incumbe também ao Patronato:
I - orientar os condenados à pena restritiva de direitos;
II - fiscalizar o cumprimento das penas de prestação de serviço à comunidade e de limitação de fim de semana;
III - colaborar na fiscalização do cumprimento das condições da suspensão e do livramento condicional.
CAPÍTULO VIII
Do Conselho da Comunidade
Art. 80. Haverá, em cada comarca, um Conselho da Comunidade composto, no mínimo, por 1 (um) representante de
associação comercial ou industrial, 1 (um) advogado indicado pela Seção da Ordem dos Advogados do Brasil,
1 (um) Defensor Público indicado pelo Defensor Público Geral e 1 (um) assistente social escolhido pela
Delegacia Seccional do Conselho Nacional de Assistentes Sociais. (Redação dada pela Lei nº
12.313, de 2010).
Parágrafo único. Na falta da representação prevista neste artigo, ficará a critério do Juiz da execução a escolha
dos integrantes do Conselho.
Art. 81. Incumbe ao Conselho da Comunidade:
I - visitar, pelo menos mensalmente, os estabelecimentos penais existentes na comarca;
II - entrevistar presos;
III - apresentar relatórios mensais ao Juiz da execução e ao Conselho Penitenciário;
IV - diligenciar a obtenção de recursos materiais e humanos para melhor assistência ao preso ou internado,
em harmonia com a direção do estabelecimento.
CAPÍTULO IX
DA DEFENSORIA PÚBLICA
(Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).
Art. 81-A. A Defensoria Pública velará pela regular execução da pena e da medida de segurança, oficiando, no processo
executivo e nos incidentes da execução, para a defesa dos necessitados em todos os graus e instâncias, de
forma individual e coletiva. (Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).

www.ronaldobandeira.com.br
8 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

Art. 81-B. Incumbe, ainda, à Defensoria Pública: (Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).
I - requerer: (Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).
a) todas as providências necessárias ao desenvolvimento do processo executivo; (Incluído pela
Lei nº 12.313, de 2010).
b) a aplicação aos casos julgados de lei posterior que de qualquer modo favorecer o
condenado; (Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).
c) a declaração de extinção da punibilidade; (Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).
d) a unificação de penas; (Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).
e) a detração e remição da pena; (Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).
f) a instauração dos incidentes de excesso ou desvio de execução; (Incluído pela Lei nº 12.313, de
2010).
g) a aplicação de medida de segurança e sua revogação, bem como a substituição da pena por medida de
segurança; (Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).
h) a conversão de penas, a progressão nos regimes, a suspensão condicional da pena, o livramento condicional,
a comutação de pena e o indulto; (Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).
i) a autorização de saídas temporárias; (Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).
j) a internação, a desinternação e o restabelecimento da situação anterior; (Incluído pela Lei nº
12.313, de 2010).
k) o cumprimento de pena ou medida de segurança em outra comarca; (Incluído pela Lei nº 12.313,
de 2010).
l) a remoção do condenado na hipótese prevista no § 1o do art. 86 desta Lei; (Incluído pela Lei nº
12.313, de 2010).
II - requerer a emissão anual do atestado de pena a cumprir; (Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).
III - interpor recursos de decisões proferidas pela autoridade judiciária ou administrativa durante a
execução; (Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).
IV - representar ao Juiz da execução ou à autoridade administrativa para instauração de sindicância ou
procedimento administrativo em caso de violação das normas referentes à execução
penal; (Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).
V - visitar os estabelecimentos penais, tomando providências para o adequado funcionamento, e requerer,
quando for o caso, a apuração de responsabilidade; (Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).
VI - requerer à autoridade competente a interdição, no todo ou em parte, de estabelecimento
penal. (Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).
Parágrafo único. O órgão da Defensoria Pública visitará periodicamente os estabelecimentos penais,
registrando a sua presença em livro próprio. (Incluído pela Lei nº 12.313, de 2010).

www.ronaldobandeira.com.br
9 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

Visitação aos estabelecimentos penais:

Finalidade de visitação aos


Forma de interdição do estabelecimento
estabelecimentos penais
Conselho Nacional de
Inspeciona e fiscaliza com fins de Através de uma representação à autoridade
Política Criminal e
aprimoramento competente
Penitenciária;
Inspeciona, mensalmente, para fins do
Juízo da Execução De ofício no caso de uma irregularidade
adequado funcionamento
Não traz de forma expressa na lei, mas de
Visita, mensalmente, sempre com fins forma tácita com fulcro no artigo 68, II,”a”,
de fiscalização do cumprimento ideal a qual atribuiu plenos poderes ao MP na
Ministério Público
da pena, registrando em livro próprio fase de execução, este também poderá
a sua visita requerer essa interdição ao Juiz da
execução.
Apresenta no próximo trimestre ao
Conselho Nacional de política Criminal e
Conselho Penitenciário Inspecionar os estabelecimentos
Penitenciária as inspeções realizadas para
submissão de medidas.
Supervisionará as irregularidades e arrolará
Departamentos Inspeção e fiscalização periódica dos
as mesmas para possíveis tomadas de
Penitenciários estabelecimentos
medidas
Não visita – age nas restritivas de
Patronato -
direitos
Visitação para fins de Levará a possível irregularidade através de
Conselho da Comunidade acompanhamento, mensal, os um ofício a o Juiz da Execução e ao
estabelecimentos Conselho Penitenciário
Visitar os estabelecimentos penais,
tomando providências para o Requerer à autoridade competente a
Defensoria Pública adequado funcionamento, e requerer, interdição, no todo ou em parte, de
quando for o caso, a apuração de estabelecimento penal
responsabilidade

www.ronaldobandeira.com.br
www.ronaldobandeira.com.br
M.J – Ministério da Justiça Composição: Composto por 13 membros,
designado por ato do MJ. Com mandato de 2
anos, renovado 1/3 em cada ano.
Subordinado Subordinado
Competências: Estimular, Promover,
DEPEN é órgão executivo da Política Elaborar, Estabelecer... A política inerente ao
Penitenciária Nacional e de apoio adm. E programa nacional penitenciário, criminal.
financeiro do Conselho Nacional de Política DEPEN–Departamento Conselho Nacional de
Criminal e Penitenciário. Penitenciário Nacional Política Criminal e
Penitenciária
Atribuições: Assistir, colaborar com as UF a fim de
assistir os estabelecimentos penais e servidores.
Apresenta no 1° trimestre
de cada ano, relatório do
exercício anterior.
Ministério
Público Juiz da Conselho da Conselho
Órgão consultivo e fiscalizador da execução da pena. (âmbito
execução Comunidade Penitenciário
estadual, mandato dos membros 4 anos e nomeação pelo
Defensoria governador).
Publica Supervi
siona. Competência: Emissão de parecer sobre indulto e comutação de
pena, excetuada a hipótese de indulto com base na saúde do preso;
10 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

Apresenta Apresenta
Inspecionar os estabelecimentos e serviços penais. Apresenta no 1°
relatório relatório
trimestre de cada ano, ao conselho nacional de política criminal e
mensal mensal Patronato penitenciária, relatório dos trabalhos efetuados no exercício
anterior; supervisionar os patronatos, bem como assistência aos
egressos.
Competências do juiz da execução, MP e DP: Destina-se a assistir aos apenados soltos: Albergados e egressos.
Juiz da Execução: Verbos imperativos – Executar, Declarar, Competências: Orientar os condenados à pena restritiva de direitos;
fiscalizar o cumprimento das penas de prestação de serviço à
decidir, autorizar, determinar.
comunidade e de limitação de fim de semana; colaborar na fiscalização
Enquanto MP e DP podem requerer todos os incidentes do cumprimento da suspensão e do livramento condicional.
necessários para o desenvolvimento do processo executivo.
11 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

Exercícios de direitos e deveres

1. (EJEF - TJ-MG - Magistratura - 2009) moral dos condenados e dos presos provisórios.
Segundo a Lei de Execução Penal, constitui Constituem direitos do preso, exceto:
direito do preso:
a) alimentação suficiente e vestuário;
a) contato com o mundo exterior. b) Previdência Social;
b) obtenção de regalias. c) audiência especial com o representante do
c) elogio por boa conduta. Ministério Público;
d) asseio da cela ou alojamento. d) constituição do pecúlio;
e) proteção contra qualquer forma de
sensacionalismo.
2. (FUNCAB - MPE/RO - Analista Processual -
2012) Constitui direito do condenado, nos
termos da Lei de Execução Penal: 5. (NUCEPE - SEJUS/PI - Agente Penitenciário
a) o voto. - 2009) Constituem direitos dos presos, previstos
na Lei de Execuções Penais, EXCETO:
b) assistência material, jurídica.
a) previdência social;
c) entrevista com seu advogado fora do
estabelecimento prisional. b) audiência especial com o diretor do
estabelecimento prisional;
d) visita íntima de seu cônjuge em ambiente
c) asseio da cela ou alojamento;
reservado.
d) proteção contra qualquer forma de
e) atestado de pena a cumprir, emitido
sensacionalismo;
mensalmente.
e) chamamento nominal.

3. (Questão do Autor) Cumpre ao condenado,


além das obrigações legais inerentes ao seu 6. (CESPE - SEJUS/ES - Agente de Escolta e
estado, submeter-se às normas de execução da Vigilância Penitenciário - 2007 - Questão
pena. Constituem deveres do condenado, exceto: Desmembrada) Conforme dispõe a Lei de
Execução Penal, o emprego de algemas deve ser
a) comportamento disciplinado e cumprimento
disciplinado por lei federal.
fiel da sentença;
Considerando-se que, apesar dessa determinação
b) urbanidade e respeito no trato com os demais
legal, não se editou, até o momento, a devida
condenados;
regulamentação, o uso de algemas constitui
c) execução do trabalho, das tarefas e das tratamento degradante e abusivo em relação à
ordens recebidas; pessoa do preso.
d) conservação dos objetos de uso coletivo;
e) indenização à vitima ou aos seus sucessores. 7. (CESPE - SEJUS/ES - Agente de Escolta e
Vigilância Penitenciário - 2007) Constitui
4. (Questão do Autor) Impõe-se a todas as dever do condenado, entre outros, a indenização
autoridades o respeito à integridade física e ao Estado, quando possível, das despesas

www.ronaldobandeira.com.br
12 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

realizadas com a sua manutenção, mediante mediante desconto proporcional da


desconto proporcional da remuneração do remuneração do trabalho;
trabalho.
d) Higiene pessoal e asseio da cela ou
alojamento;
8. (NUCEPE - SEJUS/PI - Agente Penitenciário e) Conservação e limpeza dos objetos de uso
- 2010) Constituem direitos dos presos, previstos pessoal e de uso geral.
na Lei de Execuções Penais, EXCETO:
a) previdência social;
11. (Questão do Autor) Não é dever do condenado:
b) audiência especial com o diretor do
a) Comportamento disciplinado e cumprimento
estabelecimento prisional;
fiel da sentença;
c) asseio da cela ou alojamento;
b) Execução do trabalho, das tarefas e das
d) proteção contra qualquer forma de ordens recebidas;
sensacionalismo;
c) Alimentação suficiente e vestuário;
e) chamamento nominal.
d) Indenização à vítima ou aos seus sucessores;
e) Conservação dos objetos de uso pessoal.
9. (Questão do Autor) Não será considerado dever
do preso:
a) Comportamento disciplinado e cumprimento 12. (Questão do Autor) Não é direito do preso:
fiel da sentença; a) Alimentação suficiente e vestuário;
b) Obediência ao servidor e respeito a qualquer b) Indenização à vítima ou aos seus sucessores;
pessoa com quem deva relacionar-se;
c) Previdência Social;
c) Urbanidade e respeito no trato com os demais
d) Atribuição do trabalho e sua remuneração;
condenados;
e) Constituição de pecúlio.
d) Conduta condizente com os movimentos
individuais ou coletivos de fuga ou de subversão
à ordem ou à disciplina; 13. (Questão do Autor) Não é considerado direito
e) Execução do trabalho, das tarefas e das do preso:
ordens recebidas; a) Proporcionalidade na distribuição do tempo
para o trabalho, o descanso e a recreação;
b) Visita do cônjuge, da companheira, de
10. (Questão do Autor) Não é dever do condenado:
parentes e amigos em dias determinados;
a) Submissão à sanção disciplinar imposta;
c) Assistência material, à saúde, jurídica,
b) Indenização à vítima ou aos seus sucessores; educacional, social e religiosa;
c) Indenização ao Estado, quando possível, das d) Comportamento disciplinado e cumprimento
despesas realizadas com a sua manutenção, fiel da sentença;

www.ronaldobandeira.com.br
13 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

e) Exercício das atividades profissionais, b) Visita do cônjuge, da companheira, de


intelectuais, artísticas e desportivas anteriores, parentes e amigos em dias determinados;
desde que compatíveis com a execução da pena; c) Contato com o mundo exterior por meio de
correspondência escrita, da leitura e de outros
14. (Questão do Autor) Dadas sentenças meios de informação que não comprometam a
classifique-as da forma que se pede: moral e os bons costumes;

I - proteção contra qualquer forma de d) Todas as anteriores;


sensacionalismo; e) Nenhuma das anteriores.
II - entrevista pessoal e reservada com o
advogado;
16. (FCC - TJ/PI - Juiz Substituto - 2015 -
III - chamamento nominal;
Questão Adaptada) Em tema de LEP assinale a
IV - igualdade de tratamento salvo quanto às assertiva correta no tocante aos direitos do preso:
exigências da individualização da pena;
a) É garantida a liberdade de contratar
V - audiência especial com o diretor do
médico de confiança pessoal do internado ou do
estabelecimento;
submetido a tratamento ambulatorial, por seus
VI - representação e petição a qualquer familiares ou dependentes, a fim de orientar e
autoridade, em defesa de direito; acompanhar o tratamento.
VII - contato com o mundo exterior por meio de
b) As divergências entre o médico oficial e
correspondência escrita, da leitura e de outros
o particular serão resolvidas pelo diretor do
meios de informação que não comprometam a
estabelecimento prisional.
moral e os bons costumes;
c) É garantida ao preso a visita de seu
VIII - comportamento disciplinado e
cônjuge de forma incondicional tendo em vista
cumprimento fiel da sentença;
a vedação legal e constitucional da
IX - obediência ao servidor e respeito a qualquer
incomunicabilidade do preso.
pessoa com quem deva relacionar-se;
d) Não é possível que haja restrição no
X - urbanidade e respeito no trato com os
contato do preso com o mundo exterior no
demais condenados;
tocante a correspondência.
a) Há mais deveres que direitos do preso;
e) É dever do preso o chamamento
b) Há mais direitos que deveres do preso;
nominal.
c) Há tantos direitos quantos deveres do preso;
d) Somente há deveres do preso;
e) Somente há direitos do preso. 17. (COPS-UEL - SEAP/PR - Agente Penitenciário -
2013) Constituem deveres do condenado, exceto:
15. (Questão do Autor) É possível a limitação dos
seguintes direitos do preso por ato motivado do a) Higiene pessoal e asseio da cela ou
diretor do estabelecimento: alojamento.
a) Proporcionalidade na distribuição do tempo
para o trabalho, o descanso e a recreação;

www.ronaldobandeira.com.br
14 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

b) Conduta oposta aos movimentos individuais e) Proporcionalidade na distribuição do tempo


ou coletivos de fuga ou de subversão à ordem para o trabalho, o descanso e a recreação.
ou à disciplina.
c) Conservação dos objetos de uso pessoal. 20. (Questão do Autor) Constituem direitos do
d) Execução do trabalho, das tarefas e das preso:
ordens recebidas. I. Alimentação suficiente e vestuário
e) Constituição de pecúlio. II. Atribuição de trabalho e sua remuneração
III. Previdência social
18. (SEJUC - SEAP/RN - Agente Penitenciário - IV. Constituição de pecúlio
2009) Marque a afirmativa INCORRETA:
V. Entrevista pessoal e reservada com o
a) São recompensas que podem ser concedidas advogado
aos presos: elogio e concessão de regalias.
Marque a alternativa correta:
b) Não é garantida a liberdade de contratar
(a) As alternativas I, II e III estão corretas
médico de confiança pessoal do internado ou do
submetido a tratamento ambulatorial, por seus (b) As alternativas I e IV estão corretas
familiares ou dependente, a fim de orientar e (c) As alternativas I, II, III e V estão corretas
acompanhar o tratamento.
(d) Todas estão corretas
c) Constituem direito do preso a alimentação
suficiente e vestuário.
21. (CEPERJ - SEAP/RJ - Inspetor de Segurança
d) Constitui direito do preso o contato com o
-2012) O condenado possui inúmeros deveres a
mundo exterior por meio de correspondência cumprir previstos na Lei de Execução Penal,
escrita, da leitura e de outros meios de dentre os quais não se inclui:
informação que não comprometam a moral e os
A) comportamento disciplinado e cumprimento
bons costumes.
fiel da sentença
e) Constitui direito do preso a previdência social.
B) obediência ao servidor e respeito a todos com
quem deva relacionar-se
19. (SEJUC - SEAP/RN - Agente Penitenciário - C) urbanidade e respeito no trato com os
2009) Constituem deveres do preso, EXCETO: demais condenados
a) Obediência ao servidor e respeito a qualquer D) participação dos movimentos coletivos de
pessoa com quem deva relacionar-se. fuga ou de subversão à ordem
b) Submissão à sanção disciplinar imposta. E) execução do trabalho, das tarefas e das
c) Execução do trabalho, das tarefas e das ordens recebidas.
ordens.
d) Indenização à vítima e aos seus sucessores. 22. (COPES-UEL - SEAP/PR - Agente
penitenciário - 2013) Sobre os elementos que

www.ronaldobandeira.com.br
15 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

constituem direitos do preso, considere as


afirmativas a seguir:
27. Representar e peticionar, mas somente por meio
I. Previdência Social de advogado, para qualquer autoridade em defesa
de direitos.
II. Constituição de pecúlio
III. Chamamento Nominal
28. (FCC - MP/PE - Promotor de Justiça - 2002)
IV. Escolha de local de Trabalho
Durante a execução da pena privativa de
liberdade, o sentenciado não poderá manter
Assinale a alternativa Correta contato com o mundo exterior, a não ser quando
expressamente autorizado pelo juiz.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas 29. (COPS-UEL - SEAP/PR - Agente
Penitenciário Feminino - 2007) Constituem
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas
deveres do condenado, exceto:
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas
a) Higiene pessoal e asseio da cela ou
e) Somente as afirmativas II, III e IV são alojamento.
corretas
b) Conduta oposta aos movimentos individuais
ou coletivos de fuga ou de subversão à ordem
23. (CESPE - Senado Federal - Consultor ou à disciplina.
Legislativo - 2002) É direito do preso recusar-se c) Conservação dos objetos de uso pessoal.
a acatar suspensão temporária de descanso ou
recreação, por ato motivado do diretor do d) Execução do trabalho, das tarefas e das
estabelecimento prisional. ordens recebidas.
e) Constituição de pecúlio.

(CESPE - Senado Federal - Consultor Legislativo


- 2002) É direito do preso: 30. (FCC - SEJUSP/AP - Agente Penitenciário -
2002) Não é direito do preso:

24. Receber visita do cônjuge, da companheira, de a) participar da previdência social.


parentes e amigos em dias determinados. b) fugir.
c) entrevistar-se pessoal e reservadamente com
25. Exercer atividades profissionais, intelectuais, seu advogado.
artísticas e desportivas que praticava d) ser protegido contra o sensacionalismo.
anteriormente, desde que compatíveis com a
execução da pena. e) ter sigilo em sua correspondência.

26. Ser chamado pelo nome ou pelo número 31. (CEV-UECE - SEJUS/CE - Agente
recebido, quando da entrada no estabelecimento Penitenciário - 2011) Conforme preceitua o
prisional. Parágrafo Único do art. 41 da Lei 7.210/84 (Lei

www.ronaldobandeira.com.br
16 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

de Execução Penal - LEP), dentre os direitos IV. Escolha de local de trabalho.


contidos nas opções abaixo, o único que poderá
ser suspenso ou restringido mediante ato
motivado do diretor do estabelecimento penal é Assinale a alternativa correta.
o (a): a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
A) chamamento nominal.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
B) visita do cônjuge, da companheira, de c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
parentes e amigos em dias determinados.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
C) audiência especial com o diretor do
estabelecimento. e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

D) entrevista pessoal e reservada com o


advogado. 33. (CESPE - SGA/AC - Advogado - 2008) Em
nenhuma situação poderá ser restringido o direito
do preso a se corresponder com o mundo externo.
32. (COPES-UEL - SEAP/PR - Agente
penitenciário - 2013) Sobre os elementos que
constituem direitos do preso, considere as 34. (CESPE - SGA/AC - Advogado - 2008) Ao
afirmativas a seguir. internado é assegurada a liberdade de
contratação de médico de sua confiança pessoal,
a fim de orientar e acompanhar o tratamento. No
I. Previdência social. caso de divergência entre o médico oficial e o
II. Constituição de pecúlio. particular, prevalecerá a posição do médico
oficial.
III. Chamamento numérico.

Comentários às questões

Questão 1 Letra D- A visita que prevê o artigo 41, X, não se


trata de visita intima.
Gabarito letra A. Artigo 41, XV.
Letra E – O atestado de pena a cumprir previsto no
Art. 41 - Constituem direitos do preso:
artigo 41, XVI, é emitido anualmente.
XV - contato com o mundo exterior por meio de
Questão 3
correspondência escrita, da leitura e de outros
meios de informação que não comprometam a Gabarito letra D, pois a conservação dos objetos
moral e os bons costumes é de uso pessoal e não coletivo, conforme prevê o
artigo 39, X.

Questão 2
Questão 4
Gabarito letra B.
Gabarito letra C, A audiência especial é com o
Letra A – O voto é até um direito, que é suspenso
diretor do estabelecimento e não com o MP.
após condenação e ainda está previsto na CF e não
na LEP.
Letra C – A entrevista pessoal e reservado com
advogado é no interior do estabelecimento.

www.ronaldobandeira.com.br
17 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

Questão 5 Questão 15
Gabarito letra C, pois se trata de dever e não de Gabarito letra D, pois são exatamente os direitos
direito. relativos previstos nos incisos V, X e XV do artigo
41 da LEP. Podendo ser restringidos pelo próprio
diretor através de sanção principal de suspensão
Questão 6 ou restrição temporária de direitos.
Correta. Sumula vinculante n° 11, STF.
Questão 16
Questão 7 Gabarito letra A.
Correto, previsão no artigo 41, VIII. Letra B – As divergências entre o médico oficial e o
particular serão resolvidas pelo juiz da execução.
Letra C – O direito de visita do cônjuge é relativo,
Questão 8
podendo, portanto, ser restringido pelo próprio
Gabarito letra C, pois este inciso IX, artigo 39. Logo diretor mediante sanção principal de suspensão ou
é um dever e não um direito. restrição de direitos.
Letra D – Outro direito relativo que, logo, pode ser
restringido.
Questão 9
Letra E – O chamamento nominal é direito do preso
Gabarito letra D.
e não dever.

Questão 10
Questão 17
Gabarito letra E, Pois, a conservação é só de uso
Gabarito letra B.
pessoal, não sendo, portanto, de uso geral dever do
condenado.
Questão 18
Questão 11 Gabarito letra B. Pois é garantida a liberdade de
contratar médico de confiança particular pessoal
Gabarito letra C, pois se trata de direito e não de
do internado ou do submetido a medida de
dever. (Art. 41, I).
segurança.

Questão 12
Questão 19
Gabarito letra B, pois se trata de um dever, previsto
Gabarito letra E, pois, se trata de um direito
no artigo 39, VII.
previsto no artigo 41, V.

Questão 13
Questão 20
Gabarito letra D, trata-se de um dever previsto no
Gabarito letra D, previstos no artigo 41, incisos I, II,
artigo 39, I.
III, IV e IX, respectivamente.

Questão 14
Questão 21
Gabarito letra B, pois dos itens I ao item VII temos
Gabarito letra D.
direitos, já dos itens VIII ao item X são deveres.

www.ronaldobandeira.com.br
18 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

Questão 22 Questão 29
Gabarito letra D, previstos no artigo 41, incisos III, Gabarito letra B.
IV, XI.

Questão 30
Questão 23
Gabarito letra B, fugi não é um direito de preso e
Errada, pois como já comentado anteriormente se sim uma falta grave.
trata de direito relativo previsto no artigo 41, inciso
V, por ato motivado pelo direito por meio de uma
sanção principal de suspensão ou restrição Questão 13
temporária de direitos como o preso tem o dever de
Gabarito letra B, pois se trata de um direito
ser submetido a sanção disciplinar, como prevê o
relativo, logo, podendo ser restringido por ato
artigo 39, inciso VI, logo não cabe ao preso recusar-
motivado do diretor do estabelecimento. (artigo
se a submissão dessa suspensão.
41, V)

Questão 24, 25, 26 e 27 Questão 23


Questão 24 – Certo, previsto no artigo 41, X;
Gabarito letra A, artigo 41, inciso III e IV,
questão 25 – certo, artigo 41, VI; questão 26 –
respectivamente (itens I e II).
errado, pois o chamamento é só nominal, artigo 41,
inciso XI; questão 27 – Errado, a representação e
petição pode ser feito pelo próprio preso sem Questão 33
necessidade de advogado, como prevê o artigo 41,
XIV. Errado, pois novamente a questão trata de um
direito relativo previsto no artigo 41, inciso XV.
Logo, é um direito que poderá ser restringido, como
Questão 28 já comentado diversas vezes acima.
Errado, pois esse direito é relativo e é restringido
pelo próprio diretor, não se trata de competência Questão 24
jurisdicional.
Errado, pois a divergência é dirimida pelo próprio
juiz da execução.

Exercícios órgãos da execução penal

1. (CESPE - MP /ES - Promotor de Justiça - 2. (CESPE - MP/ES - Promotor de Justiça -


2009) Em relação às disposições da Lei de 2009 - Questão Adaptada e Desmembrada)
Execução Penal pertinentes aos órgãos da Em relação às disposições da Lei de Execução
execução penal, assinale a opção correta. Penal pertinentes aos órgãos da Execução Penal,
julgue o item abaixo:
No estabelecimento prisional para mulheres,
somente é permitido o trabalho de pessoal do Há, em cada comarca, um conselho da
sexo feminino, até mesmo na área de pessoal comunidade, composto por no mínimo, por um
técnico especializado, devendo a diretora ser representante de associação comercial ou
portadora de diploma de curso superior em industrial, um advogado indicado pela seção da
direito. OAB e um assistente social escolhido pela
delegacia seccional do Conselho nacional de

www.ronaldobandeira.com.br
19 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

assistentes sociais. Na falta desses 6. (IBFC - SEDS/MG - Agente de Segurança


representantes, fica a critério do Departamento Penitenciária - 2014) São órgãos da execução
Penitenciário a escolha dos integrantes desse penal, EXCETO:
conselho. a) A Defensoria Pública.
b) Os Departamentos Penitenciários.
3. (MPE - MPE/SC - Promotor de Justiça - c) A Ordem dos Advogados do Brasil.
2013) Uma das incumbências da Defensoria
Publica no processo de execução penal é requerer d) O Ministério Público.
à autoridade competente a interdição, no todo ou
em parte, de estabelecimento penal.
7. (FCC - DPE - Defensor Público - 2014) NÃO
é incumbência da Defensoria Pública, no
4. (CESPE - DPE/BA - Defensor Público - 2010) âmbito da Execução Penal:
Acerca da execução penal, julgue o item a seguir: a) requerer a interdição, no todo ou em parte,
O atual sistema de execução penal legitima a DP, de estabelecimento penal.
de forma individual ou coletiva, a tutelar a b) representar à autoridade administrativa para
regularidade da execução. Entre as a instauração de sindicância ou procedimento
prerrogativas, autoriza expressamente a administrativo em caso de violação da Lei de
requisição de interdição de estabelecimentos Execução Penal.
prisionais e assegura o direito de recebimento
c) apresentar relatórios mensais ao Conselho
mensal de cópia de registros dos presos que
Penitenciário.
trabalharam, para fins de remição penal.
d) requerer a instauração, de forma individual
ou coletiva, de incidente de desvio de execução.
5. (FCC - DPE/PB - Defensor Público - 2014)
e) requerer a remoção do condenado para
Segundo a Lei de Execução Penal, são órgãos
estabelecimento prisional, construído pela
da execução penal:
União Federal, em local distante da condenação.
a) o Conselho da Comunidade e a direção do
estabelecimento prisional.
8. (CEPERJ - SEAP/RJ - Inspetor de Segurança
b) a Defensoria Pública e o Patronato, mas não
- 2012) Nos termos da Lei de Execução Penal
o Ministério Público.
são considerados órgãos da execução, exceto::
c) o Juízo da Execução Penal e o Conselho
a) Juízo da Execução
Penitenciário.
b) Conselho Penitenciário
d) o Conselho Nacional de Política Criminal e
c) Patronato
Penitenciária, mas não o Patronato.
d) Defensoria Pública
e) a direção do estabelecimento prisional e os
e) Associação das Vítimas
Departamentos Penitenciários, mas não a
Defensoria Pública.

www.ronaldobandeira.com.br
20 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

9. (FCC - SEAD/AP - Agente Penitenciário - requerer à autoridade competente a interdição,


2002) É competente para decidir sobre a no todo ou em parte, de estabelecimento
progressão de regime prisional o: penal.
a) Conselho Nacional de Política Criminal e
Penitenciária. 13. (MPE - MPE/MG - Promotor de Justiça -
b) Promotor de Justiça da execução penal. 2010) Assinale a alternativa CORRETA.

c) Juiz da execução penal. Nos termos do que dispõe a Lei de Execução


Penal (Lei nº 7.210/1984), compete ao
d) Conselho Penitenciário.
Conselho Penitenciário emitir parecer sobre
e) Conselho da Comunidade. os pedidos de
a) saídas temporárias.
10. (EJEF - TJ/MG – Magistratura - 2007) Na b) comutação de pena.
condição de órgão da execução penal, incumbe
ao Conselho Penitenciário, EXCETO: c) anistia.

a) emitir parecer sobre comutação de pena. d) regressão no regime prisional.

b) supervisionar os patronatos. e) detração penal.

c) emitir parecer sobre indulto com base no


estado de saúde do preso. 14. (COPS-UEL - SEAP/PR - Agente
Penitenciário Feminino - 2007) São órgãos da
d) apresentar, no primeiro trimestre de cada
execução penal, exceto:
ano, ao Conselho Nacional de Política Criminal e
Penitenciária, relatório dos trabalhos efetuados a) O Conselho Nacional de Política Criminal e
no exercício anterior. Penitenciária.
b) O Conselho da Comunidade.

11. (FGV - SEGEP/MA - Agente Penitenciário - c) O Juízo Criminal.


2013) Na forma do Art. 61 da LEP, assinale a d) O Ministério Público.
alternativa que indica órgãos da execução
penal. e) O Patronato.

a) OAB e Ministério Público.


b) Secretaria de Polícia Civil e Juízo da Execução. 15. (FCC - SEAD/AP - Agente Penitenciário -
2002) É competente para decidir sobre a
c) Patronato e Conselho da Comunidade. progressão de regime prisional o:
d) Defensoria Pública e OAB. a) Conselho Nacional de Política Criminal e
e) Conselho Penitenciário e Conselho Tutelar. Penitenciária.
b) Promotor de Justiça da execução penal.
12. (MPE - MPE/SC - Promotor de Justiça - c) Juiz da execução penal.
2013) Uma das incumbências da Defensoria
d) Conselho Penitenciário.
Pública no processo de execução penal é

www.ronaldobandeira.com.br
21 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

e) Conselho da Comunidade. e) Associação das Vítimas

16. (FUNRIO - SEJUS/RO - Agente 20. (CEPERJ - SEAP/RJ - Inspetor de Segurança


Penitenciário - 2008) Compete ao Juízo da - 2012) O Conselho Nacional de Política
Execução Criminal: Criminal e Penitenciária, nos termos da Lei de
Execução Penal, é integrado pelo seguinte
a) estabelecer as condições para a concessão de
número de membros:
indulto natalino.
a) vinte
b) a soma ou unificação de penas, exceto as de
reclusão. b) quinze

c) a forma de cumprimento da pena restritiva de c) onze


direitos, delegando a fiscalização de sua d) treze
execução ao Diretor do Estabelecimento Penal.
e) dez
d) decidir sobre o livramento condicional e
suspensão condicional da pena.
21. (CEPERJ - SEAP/RJ - Inspetor de Segurança
e) declarar extinta a punibilidade, no caso de
- 2012) Dentre as competências do Juízo da
regime fechado, punido por reclusão.
Execução, nos termos da Lei de Execução Penal,
não se inclui decidir sobre:
(CESPE - Policia Civil/AC - Delegado de Polícia - a) aplicação de pena disciplinar de isolamento
2008) Com base na LEP, julgue os itens seguintes
b) detração da pena
relativos ao juízo da execução.
c) suspensão condicional da pena
17. Não havendo vara de execuções penais
específica na comarca, a execução penal d) livramento condicional
competirá ao juiz que prolatou a sentença penal e) incidentes da execução
condenatória.

22. (CEPERJ - SEAP/RJ - Inspetor de Segurança


18. Compete ao juiz da execução decidir sobre - 2012) Ao Conselho Penitenciário, órgão
suspensão condicional da pena. consultivo e fiscalizador da execução da pena,
incumbe, nos termos da Lei de Execução Penal,
a seguinte atividade:
19. O juiz da execução deverá emitir anualmente
atestado de pena a cumprir de cada condenado. a) emitir parecer sobre indulto, mesmo na
Nos termos da Lei de Execução Penal são hipótese de pedido com base no estado de
considerados órgãos da execução, exceto o (a): saúde do preso
a) Juízo da Execução b) inspecionar os estabelecimentos e serviços
b) Conselho Penitenciário penais, inclusive órgãos da Defensoria Pública e
Ministério Público
c) Patronato
d) Defensoria Pública

www.ronaldobandeira.com.br
22 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

c) apresentar, ao Conselho Nacional de Política


Criminal e Penitenciária, em dezembro de cada 27. (CESPE - SGA/AC - Agente Penitenciário -
ano, relatório dos trabalhos efetuados no 2008) O juiz da execução deverá emitir
exercício anterior anualmente atestado de pena a cumprir de cada
d) supervisionar os patronatos, estabelecendo condenado.
regulamentos para os mesmos
e) supervisionar a assistência aos egressos. 28. (CEPERJ - SEAP/RJ - Inspetor de Segurança
- 2012) Nos termos da Lei de Execução Penal,
deve haver, em cada Comarca, um Conselho da
23. (IBFC - SEDS/MG - Agente de Segurança Comunidade composto de, no mínimo, por:
Penitenciário - 2012) Assinale a alternativa que
não indica um órgão de execução penal. a) 1 representante de associação comercial ou
industrial, 1 advogado indicado pela Seção da
a) Pastoral Carcerária. Ordem dos Advogados do Brasil, 1 Defensor
b) Conselho da Comunidade. Público indicado pelo Defensor Público Geral e 1
assistente social escolhido pela Delegacia
c) Patronato público ou particular.
Seccional do Conselho Nacional de Assistentes
d) Conselho Nacional de Política Criminal e Sociais.
Penitenciária
b) 1 representante de associação comercial ou
industrial, 1 advogado indicado pela Seção da
24. (IBFC - SEDS/MG - Agente de Segurança Ordem dos Advogados do Brasil, 1 Defensor
Penitenciário - 2014) São órgãos da execução Público indicado pelo Defensor Público Geral e 1
penal, EXCETO: psicólogo escolhido pela Seccional do Conselho
a) A Defensoria Pública. Federal de Psicologia

b) Os Departamentos Penitenciários. c) 1 representante de associação comercial ou


industrial, 1 advogado indicado pela Seção da
c) A Ordem dos Advogados do Brasil.
Ordem dos Advogados do Brasil, 1 Defensor
d) O Ministério Público. Público indicado pelo Defensor Público Geral e 1
cientista social escolhido pela Vara de Execução
Penais
25. (CESPE - TJ/SE - Juiz - 2008 - Questão
Desmembrada) Entre outros, ao juiz da d) 1 representante de associação comercial ou
execução compete declarar extinta a industrial, 1 advogado indicado pela Seção da
punibilidade, converter pena de multa em Ordem dos Advogados do Brasil, 1 Defensor
privativa de liberdade e decidir sobre regressão Público indicado pelo Defensor Público Geral e 1
de regime. pedagogo escolhido pela Secretaria Estadual de
Educação.

26. (CESPE - SGA/AC - Agente Penitenciário - e) 1 representante de associação comercial ou


2008) Compete ao juiz da execução decidir sobre industrial, 1 advogado indicado pela Seção da
suspensão condicional da pena. Ordem dos Advogados do Brasil, 1 Defensor
Público indicado pelo Defensor Público Geral e 1

www.ronaldobandeira.com.br
23 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

representante das famílias dos presos, indicado b) O Patronato;


em votação majoritária pelos detentos. c) O Conselho de comunidade;
d) A Comissão Disciplinar;
29. (Questão do Autor) Não é órgão da execução e) O Conselho Penitenciário.
penal:
a) O Conselho Nacional de Política Criminal e 31. (Questão do Autor) Declarar extinta a
Penitenciária; punibilidade:
b) O Juízo da Execução; a) O Conselho Nacional de Política Criminal e
c) O Ministério Público; Penitenciária;
d) O Conselho Penitenciário; b) O Juízo da Execução;
e) Nenhuma das anteriores. c) O Ministério Público;
d) O Conselho Penitenciário;
30. (Questão do Autor) Não é órgão da execução
e) Os Departamentos Penitenciários.
penal:
a) Os Departamentos Penitenciários;
Comentários às questões

Questão 1 da execução e não o Departamento Penitenciário


como prevê a questão acima.
Questão errada, pois a regra realmente para
trabalhar em estabelecimento prisional para
mulheres é de pessoal feminino, porém a LEP prevê,
Questão 3
expressamente, no artigo 77, § 2°, a possibilidade do
trabalho técnico especializado ser realizado por Questão correta. Percebemos expressamente essa
homens. Ainda em relação a exigência da diretora competência no artigo 81-B, VI, da LEP.
ser portadora do diploma de nível superior em direito
Questão 4
está errado, pois da forma que é colocado na
questão dá ideia de restrição, ou seja, de somente Item errado, pois estas competências elencadas
poder ser portadora do curso supramencionado. O competem ao juízo da execução, competências essas
que sabemos, com fulcro no artigo 75, I, da LEP, que previstas, respectivamente, no artigo 66, VIII e artigo
é incorreto, pois o diretor de estabelecimento poderá 66, X, da LEP.
ser formado em Direito, Psicologia, Ciências Sociais,
Pedagogia ou Serviços sociais.
Questão 5
Gabarito letra C, vejamos:
Questão 2
Art. 61. São órgãos da execução penal:
Item errado. Percebemos dois erros, pois a
I - o Conselho Nacional de Política Criminal e
composição após advento da lei 12313/10 do Penitenciária;
Conselho da Comunidade, também terá um Defensor
Público indicado pelo Defensor Público Geral. E II - o Juízo da Execução;
ainda, com base no parágrafo único desse mesmo III - o Ministério Público;
artigo (artigo 80) percebemos, claramente, que na IV - o Conselho Penitenciário;
falta da representação prevista expressamente
V - os Departamentos Penitenciários;
nesse artigo quem indica os demais membros é o juiz

www.ronaldobandeira.com.br
24 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

VI - o Patronato; do CNPCP caberá exclusivamente ao juízo da


VII - o Conselho da Comunidade. execução. A fim de aprofundamento de seus
estudos, por meio de uma interpretação
VIII - a Defensoria Pública. (Incluído pela Lei nº
12.313, de 2010). sistemática vislumbro ainda por meio do artigo
68, II, a, que ao MP também caberá a competência
de requerer ao juízo da execução a interdição dos
Questão 6 estabelecimentos penais, uma vez que essa
competência traz a possibilidade do MP poder
Gabarito letra C. requerer todas as providencias necessárias ao
desenvolvimento do processo executivo, mesmo
que não esteja expresso em lei.
Questão 7
Gabarito letra C, pois esta competência cabe ao
conselho da comunidade, previsto no artigo 81, III. Questão 13
Gabarito letra B, competência essa prevista no
artigo 70, I, a, da LEP.
Questão 8
Gabarito letra E.
Questão 14
Gabarito letra C, pois é órgão da execução penal o
Questão 9 juízo da execução e não o juízo criminal.
Gabarito letra C, lembre-se que as competências do
juízo da execução são compostas de verbos
imperativos como na questão acima temos “decidir”. Questão 15
Competência essa prevista no artigo 66, III, b. Gabarito letra C, previsão legal no artigo 66, III, b, da
LEP.

Questão 10
Gabarito letra C, Após advento da lei 10792/03 o Questão 16
legislador derroga o artigo 70, I, da LEP, retirando do Gabarito letra D, competências previstas
texto legal a emissão de parecer do Conselho expressamente no artigo, 66, III, “d” e “e”. Vejamos
Penitenciário acerca de livramento condicional e os comentários.
indulto com base no estado de saúde do preso.

Letra “A” – O indulto e a graça são competências


Questão 11 exclusivas do presidente da republica.
Gabarito letra C. Letra “B” – É óbvio que compete ao juízo da execução
a soma ou unificação das penas, inclusive de pena de
reclusão.
Questão 12
Letra “C” – Tanto a competência da forma de
Correta, previsão legal encontrada no artigo 81-B, cumprimento da pena restritiva de direitos, bem
VI, da LEP. Aqui ainda insta salientar mais um como a fiscalização da mesma cabe ao juízo da
comentário, esta competência de forma expressa execução (artigo 66, V, a).
como se apresenta na questão acima cabe tão
somente a Defensoria Pública, entretanto, Letra “E” – A declaração de extinção de punibilidade
devemos observar que cabe ao Conselho Nacional cabe a todos as espécies de regime de cumprimento
de Política Criminal e Penitenciária a competência de pena, não se restringindo a tão somente ao
de representar ao juízo da execução a interdição, regime fechado (artigo 66, II).
enquanto a competência de interdição de oficio ou
mediante requerimento da DP ou representação

www.ronaldobandeira.com.br
25 MATERIAL DE APOIO| PROF: RONALDO BANDEIRA

Questão 17 Questão 25
Correta, conforme previsão legal do artigo 65, Questão muito boa! Vejamos seus comentários –
“caput”. Analisemos por partes essa questão. Na primeira
parte temos a competência prevista expressamente
no artigo 66, II, da LEP, que traz a declaração de
Questão 18 extinção de punibilidade, até aí tudo certo. Porém a
grande celeuma se encontra na segunda parte no
Questão correta, previsão legal no artigo 66, III, d.
que tange a conversão da pena de multa em pena
privativa de liberdade, percebemos que esta
Questão 19 competência está expressa no artigo 66, V, b, da LEP,
todavia, após advento da lei 9268/96, esse artigo foi
Gabarito letra E. revogado tacitamente, uma vez que essa lei revoga
expressamente o artigo 182 da LEP e 51 do CP,
proibindo, assim a conversão na multa em pena de
Questão 20 detenção, sendo aquela cobrada somente como
Gabarito letra D, previsão legal no artigo 63, divida de valor, não perdendo, porém sua natureza
“caput”. penal, tornando, portanto, este item errado. Na
terceira parte da questão acerca da competência do
juízo da execução na decisão de regressão de regime
Questão 21 está correta (previsão legal artigo 66, III, b).

Gabarito letra A, pois esta competência é do


conselho disciplinar, que por sua vez é composto pelo Questão 26
diretor do estabelecimento e CTC. Questão correta. Literalidade do artigo 66, III, d, da
LEP.

Questão 22
Questão 27
Gabarito letra E, vejamos, portanto, os erros:
Questão correta, previsão no artigo 66, X, da LEP,
Letra “A” – Como já vimos em questões anteriores acrescentado pela lei 10713/03.
após advento da lei 10792/03, foi retirado do texto
legal previsto no artigo 70, I, a emissão de parecer
sobre indulto com base no estado de saúde do preso. Questão 28
Letra “B” – Não cabe ao Conselho Penitenciário a Gabarito letra A, literalidade do artigo 80 da LEP.
inspeção de órgãos da Defensoria Publica e do Vale instar que após o advento da lei 12313/10, a
Ministério Público. qual permeou o a LEP com as competências e
atribuições da Defensoria Pública, foi acrescentado
Letra “C” – A apresentação do relatório acerca das nesse rol de composição do Conselho da Comunidade
atividades do Conselho Penitenciário será a cada 1° um Defensor Público indicado pelo Defensor Público
trimestre de cada ano. geral.
Letra “D” – O estabelecimento de regulamentos para Questão 29
o Patronato não cabe ao Conselho Penitenciário.
Gabarito letra E.

Questão 23
Questão 30
Gabarito letra A.
Gabarito letra D.

Questão 24
Questão 31
Gabarito letra C.
Gabarito letra B. Artigo 66, II, da LEP.

www.ronaldobandeira.com.br

Você também pode gostar