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PARÁFRASE

Aprimorar a língua portuguesa é um investimento profissional

A adequada utilização da língua portuguesa é um diferencial positivo no recrutamento


de profissionais, porém as empresas encontram dificuldades em encontrar candidatos com tal
habilidade. Falhas no uso da linguagem como jargões, erros gramaticais e falta de coesão
podem ser vistos desde os cargos operacionais aos cargos de gestão, podendo desta forma
comprometer a comunicação. Atualmente, a troca de informações via internet se tornou
rotina, sendo assim é essencial atenção ao correto uso da norma padrão. Para isso é válido a
reciclagem do conhecimento através de cursos de atualizações.
O não domínio do português pode prejudicar qualquer profissional, pois essa falha
pode ser perceptível não só na escrita mas pode comprometer habilidades em outras áreas. De
acordo com a professora do Instituto de Letras da Universidade de Brasília Lucília Garcez, a
língua aperfeiçoa pontos importantes da cognição, como a competência para formular
hipóteses e fazer avaliações, sendo estes construídos através do desenvolvimento da
linguagem.
Lucília destaca a necessidade da atenção na escrita e na comunicação oral formal, a
fim de manter a comunicação adequada a norma culta, pois no dia a dia falamos de maneira
espontânea e natural. Ela ainda incentiva os profissionais a buscarem o hábito por leituras de
jornais de grande circulação, revistas e obras literárias, pois são meios que usam a linguagem
de forma plena. Lucília ainda relembra que para o bom aprendizado de outro idioma é
fundamental o domínio do português.
A servidora Maria Abadia Silva, 49 anos, elabora pareceres, possui três graduações e
fala inglês. Entretanto, está fazendo um curso de português para atualização, pois almeja
dominar o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Ela relata que a redação oficial
deve ser impecável, sendo assim necessário reciclar os conhecimentos.
Para o colega de Maria Abadia, Jonas Ricardo Rossi, 24 anos, bancário que atua no
setor da informática, diz ter sido motivado a fazer atualização devido em sua graduação pouco
ter se estudado sobre leitura e escrita, já que o conteúdo de língua portuguesa não constava no
currículo da graduação. Jonas relata que alguns amigos não entendem porque voltou a estudar,
sendo que alguns o indagam porque ele faz esse curso se ele já tem um emprego? Porém,
Jonas aposta na qualificação contínua, finalizando que em apenas um curso não vai aprender o
que deveria ter aprendido em oito ou nove anos na escola.

Acadêmica: Elaine Freire Lessa