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Citações de Comentários do Texto Bíblico

Sumário

GÊNESIS........................................................................................................................................................................ 3
Gênesis 1..................................................................................................................................................................... 3
Gênesis 2..................................................................................................................................................................... 4
Gênesis 3..................................................................................................................................................................... 5
Gênesis 4..................................................................................................................................................................... 5
Gênesis 9..................................................................................................................................................................... 5
Gênesis 12................................................................................................................................................................... 6
Gênesis 15................................................................................................................................................................... 6
Gênesis 16................................................................................................................................................................... 6
Gênesis 25................................................................................................................................................................... 6
ÊXODO.......................................................................................................................................................................... 8
Êxodo 8....................................................................................................................................................................... 8
Êxodo 9....................................................................................................................................................................... 8
Êxodo 12..................................................................................................................................................................... 8
Êxodo 19..................................................................................................................................................................... 9
Êxodo 20..................................................................................................................................................................... 9
Êxodo 32...................................................................................................................................................................10
LEVÍTICO.................................................................................................................................................................... 12
Levítico 20................................................................................................................................................................ 12
Levítico 25................................................................................................................................................................ 12
NÚMEROS................................................................................................................................................................... 13
Números 20...............................................................................................................................................................13
Números 23...............................................................................................................................................................13
MATEUS...................................................................................................................................................................... 14
Mateus 1....................................................................................................................................................................14
Mateus 2....................................................................................................................................................................15
Mateus 7....................................................................................................................................................................17
Mateus 16..................................................................................................................................................................17
Lucas.............................................................................................................................................................................18
Lucas 22.................................................................................................................................................................... 19
ROMANOS................................................................................................................................................................... 19
Romanos 9.................................................................................................................................................................19
Romanos 10...............................................................................................................................................................20
Romanos 11...............................................................................................................................................................21
EFÉSIOS....................................................................................................................................................................... 23
Efésios 4....................................................................................................................................................................23
Efésios 5....................................................................................................................................................................23
BIBLIOGRAFIA...........................................................................................................................................................23
O Primeiro Livro de Moisés Chamado
GÊNESIS

Gênesis 1

[[@Bible:Ge 1:1]] 1.1 {{field-on:bible}} JOHN MACARTHUR. 1 A palavra hebraica traduzida por
“Deus” é Elohim. O sufixo plural “im” apresenta um único Deus expresso como uma pluralidade.

MAURO MEISTER.2 “...criou Deus [barah Elohim]...”.

 O que não significa:

 Ação Completa e terminada.

 Criação a partir do nada (ex nihilo). Este texto, especificamente, não diz isso.

O verbo barah na literatura bíblica (hebraico bíblico) é utilizado somente para as ações criadoras de Deus.
Deus formou (barah) o homem do pó da terra.
“... os céus e a terra...”.

 O que significa essa expressão: É um Merisma (Figura de linguagem), na qual é feita a caracterização
do todo a partir das partes. Isso foi feito porque no hebraico não existe a expressão “universo”.

 Qual a função de tudo isso? Tem a função de sentido, ordem e propósito.

1º - Foi Deus quem criou os grandes luzeiros, e isto estava em contraste com as cosmogonias das outras
nações, inclusive o Egito, onde estes astros eram Deuses. Observe que não foi utilizada a palavra “Sol”, em
Hebraico, e sim luzeiros para não dar espaço para ideias erradas.
2º - Além de criar, foi Deus quem determinou seu propósito (v.14), em contraste com outras cosmologias
que afirmavam que estes eram determinantes da vida humana. Note que Deus aguardou até o 4º dia para
declarar o propósito daquilo que já havia criado. {{field-off:bible}}
[[@Bible:Ge 1:2]] 1.2 {{field-on:bible}} MAURO MEISTER.3 “talvez fosse sábio abandonar o termo
‘caos’ como designação das condições apresentadas no verso 2. A tríplice declaração das circunstâncias em
si mesma parece indicar ordem” (E. J. Young, Studies in Genesis One).
A terra era sem forma e vazia, mas havia ordem, o espírito de Deus estava presente. {{field-off:bible}}
[[@Bible:Ge 1:26]] 1.26 {{field-on:bible}} STEPHEN WELLUN.4 Nos tempos antigos o Rei era tido
como aquele que era portador da imagem do seu deus. A bíblia, resgatando essa linguagem, porém, com
uma diferença: todos os indivíduos carregam a imagem de Deus. Ao invés de acharem que faraó tinha a
imagem de um Deus, todos nós temos a imagem do Deus verdadeiro.

1
John MacArthur, Deus: face a face com sua majestade, 22. Ver também 1.26; 11.7.
2
Mauro Meister, CFL, Pressupostos na Interpretação de Gênesis 1:1-2.
3
Mauro Meister, CFL, Pressupostos na Interpretação de Gênesis 1:1-2.
4
Stephen Wellun, CFL, Quem é o Homem Biblicamente?
HERMISTEN MAIA.5 O homem diferentemente [das plantas e animais, segundo a sua espécie] teve seu
modelo no próprio Deus Criador (ver. Efésios 2.4).
Os termos: Imagem e Semelhança, usados no texto de Gênesis são entendidos como sinônimos, sendo
empregados para se referirem, de forma enfática, ao ser humano como um todo, com todas as suas
características essenciais. Um é apenas uma ratificação do outro.
A imagem de Deus é uma precondição essencial para o seu relacionamento com Deus, e expressa, também a
sua natureza essencial: o homem é o que é por ser a imagem de Deus [ele não possui, ele é a imagem]. Você
pode ou não estar e sapato, mas o homem é, isso é o que nos faz humanos.
No Salmo 8.3,4 lemos: 3Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que
estabeleceste, 4que é o homem, que dele te lembres? E o filho do homem, que o visites?. Essa é uma
pergunta metafísica. O homem é pequeno diante da criação, mas é mais importante que toda ela por ser
imagem de Deus.
Tremper Longman III.6 Uma abordagem melhor seria perguntar como as imagens funcionavam no antigo
Oriente Próximo. Numa palavra, as imagens representavam seus objetos. O melhor exemplo vem do
domínio da realeza. Na Antiguidade, reis criavam imagens de si mesmos e as estabeleciam por todo o reino
para lembrar às pessoas de sua autoridade e presença. Deus criou os seres humanos de tal modo que eles
também representam a presença de Deus na terra. Os seres humanos refletem a glória de Deus de tal maneira
que nenhuma outra parte da criação de Deus o faz. {{field-off:bible}}

Gênesis 2

[[@Bible:Ge 2:4-25]] 2.4-25 {{field-on:bible}} Sidney Greidanus.7 O texto é sobre Deus, no princípio,
criando uma parceira para o homem solitário. A mensagem do autor para Israel é sobre o maravilhoso dom
de Deus, que é o casamento. Como Israel vivia numa cultura onde a poligamia era normal e as mulheres não
eram valorizadas como verdadeiras companheiras, essa mensagem sobre o plano original de Deus para o
casamento ensinava o povo sobre a norma divina para o casamento. Essa mensagem deveria ter sido
pregada, pois é ainda uma boa nova para as mulheres e os homens hoje em dia. Poderia ter sido ainda
reforçada pelo ensino do próprio Jesus sobre este trecho: “Portanto o que Deus ajuntou não o separe o
homem” (Mc 10.19). {{field-off:bible}}
[[@Bible:Ge 2:15]] 2.15 {{field-on:bible}} Stephen Yuille.8 Deus planejou o trabalho para nosso bem, mas
ele agora carrega os efeitos da queda (Gn 2-3). Para muita gente, o trabalho se tornou uma busca cansativa,
exaustiva e insatisfatória. Os patrões são injustos, os empregados são irresponsáveis, as metas são
inatingíveis, as reuniões são postergadas, as mensagens são perdidas, os serviços são rotineiros, as
expectativas são muito altas, as condições são opressivas, as planilhas eletrônicas não se harmonizam, os
empreiteiros superfaturam, e os companheiros de trabalho apunhalam pelas costas. "Pois que tem o homem
de todo o seu trabalho e da fadiga do seu coração, em que ele anda trabalhando debaixo do sol? Porque
todos os seus dias são dores, e o seu trabalho, desgosto; até de noite não descansa o seu coração" (Ec 2.22-
23). {{field-off:bible}}
[[@Bible:Ge 2:20]] 2.20 {{field-on:bible}} Hermisten Maia.9 idônea (ezer). Tem a ideia de opostos, diante
de, defronte. Mesma palavra usada quando o povo estava diante do mar vermelho, este é seu uso literal (Êx

5
Hermisten Maia, CFL, O Deus trino na criação.
6
Tremper Longman III, Emanuel em nosso lugar, 12.
7
Greidanus, Pregando Cristo a partir do Antigo Testamento, p. 53.
8
Stephen Yuille, Saudades de Casa, 120.
9
Hermisten Maia, Curso Fiel de Liderança, Aula 1.
19.2; Js 3.16; 6.5, 20; Dn 6.11). A mulher foi formada como uma “contraparte” do homem, é uma
semelhança perfeita dele, ainda que lhe seja oposta no sentido de complemento. {{field-off:bible}}

Gênesis 3

[[@Bible:Ge 3:3]] 3.3 {{field-on:bible}}Tremper Longman III.10 ... essa árvore representa a autonomia
moral. Comer dela significaria procurar sabedoria à parte do relacionamento com Deus, que é ele próprio
sabedoria. Assim o nome da árvore descreve a natureza dos atos rebeldes de Adão e Eva e seu esforço em
adquirir autonomia moral.
Observe que, no entanto que, no seu zelo em defender o caráter de Deus, ela aumenta a verdade. Deus não
os havia proibido de tocar na árvore: apenas de comer do seu fruto. Em essência, ela nos fornece o primeiro
exemplo de “cercar a lei” – ou seja, fazer leis humanas que nos guardem de quebrar a lei divina. “Se Deus
não quer que fiquemos bêbados (comparar com Pv 23.29-35), então nem sequer tomo uma taça de vinho no
jantar.” Isso apesar do fato de que a Bíblia celebra o vinho como um presente de Deus para seu povo (Sl
104.15). A mulher, a ponto de se rebelar, revela ser a primeira legalista. {{field-off:bible}}
[[@Bible:Ge 3:6]] 3.6 {{field-on:bible}} Iain M. Duguid. “deu”. Ver 16.3. {{field-off:bible}}
[[@Bible:Ge 3:16]] 3.16 {{field-on:bible}} Tremper Longman III.11 Há algum debate a respeito de o que
o desejo dela implica. É um desejo legítimo estar num relacionamento que será malsucedido, ou o seu desejo
é o de controlar seu esposo e ser dominante no relacionamento? A rara palavra hebraica “desejo” (teshuqah)
é usada novamente em Gênesis 4.7, onde é o pecado que procura controlar Caim, sendo que esse uso dá
forte apoio para a segunda opção interpretativa. Em qualquer dos casos, a questão é que haverá agora uma
luta pelo poder num relacionamento que foi divinamente intencionado para se ruma parceria entre iguais.
{{field-off:bible}}
[[@Bible:Ge 3:22]] 3.22 {{field-on:bible}} Luiz Sayão.12 “Então, disse o SENHOR Deus: Eis que o
homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal...”. Provavelmente uma frase irônica, tendo
Adão e Eva desobedecendo a Deus não alcançaram isso. Então, conhecedor do bem e do mal,
provavelmente significa conhecimento absoluto, que somente Deus pode ter. {{field-off:bible}}

Gênesis 4

[[@Bible:Ge 4:17]] 4.17{{field-on:bible}} Luiz Sayão.13 A Primeira menção de uma cidade na Bíblia
informa que Caim lhe deu o nome de seu filho. Este ato, aparentemente simples, na verdade representa uma
consagração do trabalho de suas mãos ao homem, e não a Deus; uma dedicação dos mais elevados esforços
culturais e públicos do homem ao ego pecaminoso e centralizado em si mesmos. {{field-off:bible}}

Gênesis 9

10
Tremper Longman III, Emanuel em nosso lugar, 14.
11
Tremper Longman III, Emanuel em nosso lugar, 17.
12
Luiz Sayão, CFL, Queda em Gênesis.
13
Palmer Robertson, Comentário de Naum, Habacuque e Sofonias, p. 132.
[[@Bible:Ge 9:9]] 9.9{{field-on:bible}} Sidney Greidanus.14 E o estranho, mas apropriado, sinal dessa
aliança é o arco que Israel considera usualmente como arma de guerra [e.g. Hc 3.9; Cf. Lm 2.4; 3.12]. Deus
pendura o seu arco de guerra nos céus como um sinal de paz unindo os céus e a terra. {{field-off:bible}}

Gênesis 12

[[@Bible:Ge 12:10-20]] 12.10-20{{field-on:bible}} Victor P. Hamilton.15 O silêncio de Deus implica sua


aprovação? Penso que esse silêncio não deve ser interpretado como uma insinuação de aprovação ou
hipocrisia por parte de Deus, mas como ênfase ao relato. A história não procura tecer comentários sobre o
comportamento de Abraão, por mais desprezível que seja, mas ilustrar a providencia divina. A promessa de
Deus a Abraão não pode ser cancelada, mesmo que a maior ameaça a mesma seja aquele que a recebeu.
{{field-off:bible}}

Gênesis 15

[[@Bible:Ge 15:1-21]] 15.1-21 {{field-on:bible}} Conferir artigo da Revista Themelios 1.1: “Preaching
from the Patriarchs: Background to the Exposition of Genesis 15.16 {{field-off:bible}}

Gênesis 16

[[@Bible:Ge 16:3]] 16.3 {{field-on:bible}} Iain M. Duguid.17 Como Adão, Abrão sucumbiu facilmente a
uma tentação que poderia não tê-lo vencido se tivesse outra origem. O paralelo entre as duas experiências é
enfatizado no hebraico original pelo uso da mesma expressão: Adão e Abrão “atenderam à voz” de suas
respectivas esposas (Gn 3.17; 16.2). E ainda mais: Em ambos os casos, a mulher “tomou” e “deu” ao seu
marido (Gn 3.6; 16.3). {{field-off:bible}}

Gênesis 25

[[@Bible:Ge 25:21]] 25.21{{field-on:bible}} Sailhamer.18 “A concentração na esterilidade de Sara e


Rebeca, assim como na de Raquel (29.31, 35), habilita o narrador a reiterar o ponto de que a bênção
prometida por meio da semente de Abraão não se concretiza meramente pelo esforço humano. O
cumprimento da promessa só se torna possível em cada uma das conjuntas cruciais graças a um ato
específico de Deus”. {{field-off:bible}}

14
Greidanus, Pregando Cristo a partir de Gênesis, p. 143.
15
Victor P. Hamilton, Manual do Pentateuco, 99.
16
(1975). Themelios, 1(1).
17
Iain Duguid, O Abismo entre a Promessa e a Realidade, 54.
18
Sailhamer, Gênesis, 182. Citado em Greidanus, Pregando Cristo a partir de Gênesis, p. 292.
O Segundo Livro de Moisés Chamado
ÊXODO

Êxodo 8

[[@Bible:Ex 8:22-23]] 8.22-23 {{field-on:bible}} Peter Vogt.19 Ao predizer a quarta praga, moscas,
YAHWEH diz que haverá divisão entre os israelitas e os egípcios. Presumivelmente, as três pragas
anteriores afetaram todos os habitantes do Egito, inclusive os israelitas, enquanto o texto é explícito em
observar que as pragas subsequentes não afetaram. {{field-off:bible}}

Êxodo 9

[[@Bible:Ex 9:12]] 9.12 {{field-on:bible}} Martinho Lutero.20 Assim Deus endurece Faraó: Ele apresenta
à vontade perversa e má de Faraó a sua própria palavra e obra, as quais a vontade de Faraó odeia por causa
da própria falha e corrupção naturais. Deus não altera interiormente aquela vontade pelo seu Espírito, mas
segue apresentando e causando uma pressão a ser tolerada; e Faraó, tendo em mente a sua própria força,
riqueza e poder, confia neles mediante essa mesmas falha da sua natureza... Tão logo Deus externamente
apresenta a ela algo que naturalmente a irrita e ofende, Faraó não pode escapar de ser endurecido...

R. C. Sproul.21 O coração de Faraó é necessariamente endurecido, mas não porque tenha criado um mal
recente dentro dele ou porque Deus coagiu Faraó ao pecado. Antes, o endurecimento foi o resultado natural
da corrupção interior de Faraó quando deparou com a vontade e o comando persistente de Deus.

Jonathan Edwards.22 Deus endurece os homens de duas maneiras: retirando as poderosas influências do
seu Espírito, sem as quais os corações dos homens permanecerão endurecidos e se endurecerão cada vez
mais. Nesse sentido, Ele os endurece à medida que os deixa no endurecimento. Além disso, Deus os
endurece ordenando, em sua providência, aquelas coisas que tornam-se a ocasião do seu endurecimento,
devido ao fato dos homens abusarem da corrupção. {{field-off:bible}}

Êxodo 12

[[@Bible:Ex 12:7]] 12.7 {{field-on:bible}} Horatius Bonar.23 A ideia de um cordeiro pascal era
principalmente a de proteção contra o perigo. O cordeiro estava de sentinela à porta de cada família; o
sangue era seu “escudo e broquel”. Pode ser que seus corações estivessem trêmulos no íntimo; talvez
questionando como um pouco de sangue poderia ser tão eficaz e tornar sua morada tão inconquistável; pode
ser que estivessem inquietos também, porque eles não podiam ver o sangue, mas eram obrigados a ficar
contentes por saber que Deus o via (Êx 12.13); no entanto, nenhum temor poderia mudar a potência daquele
sangue espargido, e nenhuma fraqueza de fé, tornar menos eficaz aquele escudo dado por Deus contra “o
inimigo e o vingador”. O sangue – o símbolo da substituição – estava na verga da porta; e isso era suficiente.
19
Peter Vogt, Interpretação do Pentateuco, 63.
20
Lutero, The Bondage of the Will, p. 187 (4.16). Citado por R. C. Sproul, em Sola Gratia, 96.
21
R. C. Sproul, Sola Gratia. 2 ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2012, 96.
22
Citado em John MacArthur, A Guerra pela Verdade, 162.
23
Horatius Bonar, A Justiça Eterna, 28.
Eles não o viam, nem o sentiam, mas sabiam que ele estava lá, e isso bastava. Deus o via, e isso era melhor
do que se eles o vissem, eles podiam se banquetear em paz com o cordeiro e comer suas ervas amargas com
alegria e gratidão. Podiam cantar por antecipação o cântico da Igreja: “Se Deus é por nós, quem será contra
nós”? {{field-off:bible}}

Êxodo 19

[[@Bible:Ex 19:5-6]] 19.5-6 {{field-on:bible}}Peter Vogt.24 Deus... convoca o povo a ter fidelidade a ele,
de tal maneira que possa continuar a ser a “propriedade exclusiva” de YAHEW entre todos os povos da
terra. Eles também são chamados para ser “sacerdócio real” e uma nação santa”. A ideia de ser uma nação
“santa” é que os israelitas deveriam ser separados das nações circunvizinhas. Eles deveriam ser separados
porque YAHWEH havia escolhido os israelitas para serem seu povo. Ser um reino de sacerdotes, por outro
lado, implica que os israelitas existiam para servir às nações de alguma forma. Um sacerdote funcionava
como um mediador entre Deus/ os deus e os seres humanos. Desde que Israel, como um todo, era visto como
sendo um “reino de sacerdotes”, o povo para quem ele agiria como mediador eram os gentios (não
israelitas). Em outras palavras, Israel devia servir como mediador para o resto da humanidade. {{field-
off:bible}}

[[@Bible:Ex 19:18]] 19.18 {{field-on:bible}}Charles Spurgeon.25 Se o Sinai fumegava quando a lei foi
proclamada, a própria terra se derreterá quando as violações da lei forem punidas.{{field-off:bible}}

Êxodo 20

[[@Bible:Ex 20:1-17]] 20.1-17 {{field-on:bible}}Graeme Goldsworthy.26 O fator bíblico-teológico


fundamental da relação entre a lei e a graça é que a outorga da lei por Moisés, no Sinai, aconteceu depois
dos poderosos atos de redenção no Êxodo. O cântico de Moisés, em Êxodo 15, celebra a vitória de Deus ou
sua fidelidade pactual. O povo redimido de Deus é sustentado no deserto com maná, codornas e água, como
uma provisão divina (Êx 16-17). Depois, quando chegam ao Sinai, Deus lhes recorda: “Como vos levei
sobre asas de águia e vos cheguei a mim” (Êx 19.3-4). A outorga da lei é prefaciada com uma afirmação de
que Javé é o Deus deles e de que os salvara.

[Nota de rodapé, pg. 112-113] Êx 20.1-2. Estudos que têm sugerido que a lei está estruturada
deliberadamente nos padrões dos antigos tratados suseranos defendem a noção de que a lei nunca foi um
meio de tornar alguém aceitável diante de Deus, e sim a consequência de ser aceito diante dele. {{field-
off:bible}}

[[@Bible:Ex 20:1-11]] 20.1-11 {{field-on:bible}}Jonathan Edwards.27 O primeiro mandamento fixa o


objeto, o segundo os meios, o terceiro a forma, o quarto o tempo [da adoração]. {{field-off:bible}}

24
Peter Vogt, Interpretação do Pentateuco, 28,29.
25
Charles Spurgeon, The Metropolitan Tabernacle Pulpit, v.17, 700.
26
Graeme Goldsworthy, Pregando toda a Bíblia como escritura Cristã, 112.
27
Jonathan Edwards, A mudança e a perpetuidade do Sabath, 11. Ebook Traduzido por O Estandarte de Cristo. Disponível em:
<http://oestandartedecristo.com/data/AMudanC_aeaPerpetuidadedoSabathJonathanEdwards.pdf> Acesso em 05 jun. 2017.
[[@Bible:Ex 20:5]] 20.5 {{field-on:bible}}John MacArthur.28 Outras passagens das Escrituras deixam
claro que os filhos nunca serão castigados diretamente pela culpa dos pecados de seus pais (Dt 24.16; Ez
18.19-32). Todavia as consequências naturais daqueles pecados passam realmente de geração à geração. Os
filhos aprendem com os exemplos dos pais e imitam o que veem. Os ensinos de determinada geração
estabelecem um legado espiritual herdado pelas gerações seguintes. Se os “pais” de hoje abandonarem a
verdade, a restauração demandará várias gerações. {{field-off:bible}}

[[@Bible:Ex 20:12]] 20.12{{field-on:bible}} Paulo Chaves Barbosa.29 O verbo hebraico para honra é o
mesmo para glória. Deus deve ser honrado, isto é, deve receber a dignidade que tem; os pais têm uma
dignidade que os filhos devem reconhecer. {{field-off:bible}}

Êxodo 32

[[@Bible:Ex 32:32]] 32.32 {{field-on:bible}}David E. Holwerda. Ver Romanos 9.3.{{field-off:bible}}

28
John MacArthur, A Guerra pela Verdade, 18-19.
29
Paulo Chaves Barbosa, O Comportamento do Crente, 48.
O Terceiro Livro de Moisés Chamado
LEVÍTICO

Levítico 20

[[@Bible:Lv 20:1-27]] 20.1-27{{field-on:bible}} Peter Vogt.30 [Este texto] ordena que a pena de morte seja
imposta sobre os ofensores. Ao escrever aos coríntios [1 Co 5.1-3], entretanto, Paulo ordena que o ofensor
seja entregue “a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor
Jesus” (1Co 5.5).... [isto é], excomungada da comunhão dos crentes. Além disso, o que provavelmente não
era pretendido era que o ofensor fosse executado pelo estado ou pela igreja à qual pertencia. Parece, então,
que Paulo não via as sanções da lei do Antigo Testamento como algo que devia ser executado no contexto
da igreja, supostamente porque não era um estado31.
Deste modo, as sanções de Levítico foram recontextualizadas para as circunstâncias alteradas de uma
comunidade cristã depois do ministério de Jesus. Ao procurar interpretar as leis do Antigo Testamento,
devemos ser sensíveis às maneiras como esta redefinição afetará nossa aplicação das leis.{{field-off:bible}}

Levítico 25

[[@Bible:Lv 25:1-7]] 25.1-7{{field-on:bible}} Tremper Longman III.32 A observância dessa


regulamentação era totalmente uma questão de confiar em Deus. A agricultura da área era totalmente
normalmente frágil. Para realmente desistir de um ano de trabalho e esperar ter o que comer no ano seguinte,
eles teriam de crer que Deus podia e iria cuidar do seu povo.{{field-off:bible}}

30
Peter Vogt, Interpretação do Pentateuco, p. 138-139
31
Israel era um estado e tais penalidades diziam respeito às lei do estado de Israel, não aplicando-se à igreja do novo Testamento.
32
Tremper Longman III, Enamuel em nosso Lugar, 137.
O Quarto Livro de Moisés Chamado
NÚMEROS

Números 20

[[@Bible:Nm 20:2-13]] 20.2-13{{field-on:bible}} Peter Vogt.33 À primeira vista isso pode parecer ser uma
reação severa demais da parte de Deus. Mas existem vários fatores que apontam para isso ser uma
transgressão mais significativa do que parece a princípio.
Primeiro, precisamos notar que as ações de Moisés acontecem na presença da “congregação” (‫)קָ הָל‬. Esse
termo é usado para descrever um ajuntamento sagrado, onde o povo teria esperado ouvir de YAHWEH.
Naquele contexto, Moisés, então, deixa de glorificar YAHWEH, e a reação de Deus no versículo 12 defende
essa compreensão.
Em segundo lugar, devemos reconhecer o relacionamento sem precedentes de Moisés com YAHWEH.
Em números 12.2, Miriã e Arão desafiam a posição singular de Moisés, afirmando que eles também falavam
com YAHWEH. A resposta de YAHWEH demonstra que há algo exclusivo sobre a forma privilegiada pela
qual ele fala com Moisés. Entretanto, com esse privilégio vem responsabilidade. Pois Moisés diminui a
reputação de YAHWEH de qualquer modo é, realmente, uma ofensa séria que é aumentada por causa do
relacionamento especial de Moisés com YAHWEH. A recusa de Deus em permitir que Moisés entre na terra
é uma resposta justa a uma violação grave. Isso também enfatiza a seriedade do pecado.{{field-off:bible}}

Números 23

[[@Bible:Nm 23:7-24.19]] 23.7-24.19{{field-on:bible}} Peter Vogt.34 Cada um dos quatro oráculos de Balaão
reafirma algum aspecto das promessas feitas aos patriarcas. Assim o primeiro oráculo (Nm 23.7-10) reafirma o
relacionamento de YAHWEH com Israel, bem como sua promessa de muitos descendentes. Isto corresponde à
promessa feita no chamado de Abrão em Gênesis 12.1-3. Semelhantemente, o segundo oráculo (Nm 23.18-24)
confirma o relacionamento pactual e a promessa de proteção divina. O terceiro oráculo (Nm 24.3-9) vê Israel na terra
e, assim, enfatiza a promessa de que Israel herdará a terra. O oráculo final (Nm 24.15-19) trata de um rei israelita que
é esperado nas promessas para os patriarcas (veja Gn 17.6, 16; 35.11). {{field-off:bible}}

33
Peter Vogt, Interpretação do Pentateuco, p.74.
34
Peter Vogt, Interpretação do Pentateuco, p.67.
O Evangelho Segundo
MATEUS

Mateus 1

[[@Bible:Mt 1:1]] 1.1 {{field-on:bible}} David E. Holwerda. 35 A escolha feita por Mateus de quais
ancestrais de Jesus mencionar estabelece a particular significação que ele atribui a Jesus. No mundo antigo,
as genealogias não eram utilizadas só para registrar relações pessoais e sociais, mas também para estabelecer
prerrogativas religiosas e políticas. Consequentemente, quando lemos uma genealogia antiga, devemos
procurar descobrir o seu propósito e entender a função para a qual ela foi composta.

Ele proclama Jesus como filho de Davi e filho de Abraão... aqui Mateus está pensando... num cumprimento
de Gênesis 12 e 2 Samuel 7. Na verdade, uma nova era começou, mas é nova porque, depois de séculos de
fracassos de Israel, as promessas da aliança de Deus com Abraão e com Davi agora estão encontrando
cumprimento no filho deles, Jesus Cristo.

Ligando Jesus a Abraão, Mateus declara que a promessa feita por Deus de que abençoaria as nações, agora
está sendo cumprida mediante Jesus. A primeira insinuação dessa promessa cumprida é feita pela vinda dos
magos para adorarem Jesus (Mt 2). Mais adiante, Jesus anuncia proféticamente que "muitos virão do Oriente
e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus" (8.11). Depois, na
conclusão do Evangelho, Jesus comissiona seus discípulos para “[fazerem] discípulos de todas as nações”
(28.19). Por meio de Jesus, filho de Abraão, todas as nações estão sendo abencoadas e a promessa a Abraão
está sendo cumprida. {{field-off:bible}}

[[@Bible:Mt 1:5-6]] 1.5-6 {{field-on:bible}} David E. Holwerda.36 A resposta à pergunta "quem é Israel"
pode ser estabelecida meramente por um registro genealógico, mesmo sendo uma genealogia real? Os
profetas sempre declararam que uma reivindicação genealógica é em si insuficiente para estabelecer a
identidade de Israel. João Batista advertiu: "Não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a
Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filho Abraão" (Mt 3.8). As promessas de
Deus são para Israel, mas Israel não é estabelecido simplesmente por direito de nascimento. As bênçãos não
são auto-p.33maticamente garantidas pela preservação da pureza de um grupo genético israelita ou judaico,
nem por uma impecável árvore genealógica. Muito mais está envolido e isso é insinuado na genealogia de
Jesus formulada por Mateus.

O mero fato de mulheres serem incluídas é assombroso, visto que isso não era costumeiro. mas ainda mais
assombrosas são as mulheres escolhida para a inclusão. Não são as quatro famosas matriarcas do Judaísmo –
Sara, Rebeca, Raquel e Lia – mas quatro estrangeiras, e não especialmente "santas": Tamar e Raabe,
cananéias, Rute, moabita, e Bate-Seba, mulher de um heteu. No mínimo, Mateus está dizendo que os
verdadeiros descendentes de Abraão não são preservados por sua pureza de descendência. Como povo de
Deus, sempre houve a intenção de que Israel fosse e se tornasse um povo universal, não limitado por pureza
racial. Essas quatro mulheres testificam a iniciativa de Deus de incorporar elementos forâneos em Israel e
sua providência assombrosamente estranha de colocar essas mulheres na linhagem real, na qual estava
depositada a esperança de Israel. Dessa maneira, até nesse registro genealógico a ênfase recai não na

35
David Holweda, Jesus e Israel, 30-31.
36
David Holweda, Jesus e Israel, 32-34.
iniciativa e no planejamento humanos, mas na intervenção de Deus, na medida em que supera obstáculos
humanos e dilemas históricos em benefício do Messias que havia de vir. Deus decide quem pertence a Israel.

A eleição feita por Deus modela a genealogia do verdadeiro Israel, e essa eleição é especialmente visível na
quinta mulher mencionada, "Maria, da qual nasceu Jesus. que se chama o Cristo" (Mt 1.16). A genealogia
registra uma “santa irregularidade” ao descrever um ascendente de Jesus. José é simplesmente "marido de
Maria", não o progenitor de Jesus. Jesus nasceu de Maria. Dessa forma, as alegações feitas em favor de
Jesus com base em sua descendência por meio de José são judicialmente legais, porque José é seu pai
segundo a lei. A natureza desta “santa irregularidade” não é descerrada na genealogia, mas na narrativa que
se segue: Jesus foi concebido em Maria pelo Espírito Santo (1.18,20). Há uma descontinuidade dentro das
descontinuidades da sua genealogia. Portanto. embora ele esteja ligado à história do seu povo e só seja
compreensível dentro das interconexões dessa história, ele esta, porém, além da história, além das
potencialidades e possibilidades da hisrória. Ele é mais do que os seus antepassados poderiam produzir. Ele
representa a intervenção de Deus. a obra criadora do Espírito Santo. que outrora foi ativo na criação e foi
prometido também para a salvação do tempo do firo. n Deus proveu o que a história não pôde nem poderia
prover.
p.34
A genalogia de Jesus formulada por Mateus demonstra que, no fim, e muitas vezes durante o percurso, as
conexões genealógicas com Abraão foram insuficientes e que Deus teve que intervir para preservar um povo
para si próprio. Jesus Cristo é essa intervenção em nosso favor. Em sua pessoa e em sua obra, Jesus é tudo o
que Israel foi destinado a ser, porque em Jesus o próprio Deus toma o lugar do seu parceiro de aliança a fim
de assegurar a continuidade da sua aliança com Israel. Jesus é Emanuel, Deus conosco. Consequentemerue,
a definição do verdadeiro Israel foi modelada para sempre por ssa ação. Jamais Israel poderá ser definido
separadamente de Jesus Cristo.

A genealogia de Jesus formulada por Mateus sinaliza que um novo começo foi inaugurado, uma nova era na
história de Israel e uma nova era na história do mundo, pois em Jesus as seculares promessas de Deus a
Abraão e a Davi ntraram em seu cumprimento histórico. Depois de séculos de opressão e desapontamento,
de desobediência e fracasso na missão, Israel é renovado e a nações são abençoadas. {{field-off:bible}}

Mateus 2

[[@Bible:Mt 2:13-14]] 2.13-14 {{field-on:bible}} David E. Holwerda.37 Uma vez assombrosos atos da
providência de Deus colocaram o patriarca José no Egito para que se conservasse "muita gente em vida" (Gn
50.20), e assim, agora, sua fiel providência leva outro José para o Egito para proteger a vida d outro Israel
(Mt 2.13-15).
p.35
Há, pois, semelhanças entre as narrativas do nascimento de Moisés e do nascimento de Jesus. Ambos
foram ameaçados por um decreto real por ocasião do nascimento. Assim como a narrativa do nascimento de
Moisés em Êxodo 2 é relevante para a vida e a salvação do Israel do Antigo Testamento, assim também a
narrativa do nascimento de Jesus em Mateus 2 é relevante para a vida e a salvação de um Israel renovado.
Como Moisés, Jesus é protegido por Deus para que possa ocorrer um êxodo da escravidão. Assim é que
existem ecos de uma tipologia de Moisés em Mateus 2, mas, mesmo assim, a figura de Moisés não tem
muito vulto no relato de Mateus. Em parte alguma Mateus cita textos-prova ligando Jesus diretamente a
Moisés. Mateus está interessado não tanto em Moisés, mas no Israel que Moisés representa.{{field-
off:bible}}
37
David Holweda, Jesus e Israel, 34-35.
[[@Bible:Mt 2:15]] 2.15 {{field-on:bible}} David E. Holwerda.38 Oseias 11 é uma queixa formal que Deus
guarda contra Israel, seu filho, porque Israel deixou de corresponder ao seu amor. Muito embora tendo Israel
experimentado o amor libertador de Deus no êxodo do Egito. Israel rejeitou esse amor trocando-o pelo culto
da fertilidade associado à adoração de Baal. Por todo o bem que Israel tinha recebido, Baal recebeu o crédito
(versículo 2). A intenção de Deus expressa no êxodo não tinha tomado forma na história por causa da
desobediência de Israel, e tinha ido ordenado um novo juízo, uma nova opressão, uma volta ao Egito, por
assim dizer, sob a forma de exílio para a Assíria (versículo 5). O primeiro êxodo de uma escravidão termina
numa renovada escravidão.

Mas a desobediência de Israel, seguida pelo juízo de Deus, não pode ser o fim da questão. Uma vez que a
existência e a segurança de Israel estão baseadas no amor de Deus, um amor tão profundo e tão compassivo,
Deus nao pode destruir definitivamente Israel, seu filho, e não o fará (Os 11.8s.). Ao contrário, o amor de
Deus vence sua ira e, consequentemente, o futuro retorno e segurança de Israel estão assegurados. O exílio
não é a palavra final de Deus pronunciada sobre a desobediência de seu filho. A volta do exílio é prometida,
uma volta da terra do Egito (versículo 11). Assim é que Oseias 11.1 fala de um primeiro êxodo a fim de
indicar um segundo. Visto que a desobediência de Israel depois do primeiro êxodo frustrou a intenção de
Deus de criar na terra um "reino de sacerdotes e nação santa", o povo escolhido de Deus (Êx 19.6; cf. Dt
10.15), um novo êxodo teria que ocorrer subsequentemente ao juízo. um novo êxodo pelo qual Deus criaria
na terra o seu verdadeiro povo, seu filh obediente. Assim, Deus recorda o primeiro êxodo em Oseias 11.1
para prometer o segundo. O primeiro êxodo e o segundo estão intimamente relacionado no amor de Deus,
porque a intenção de ambos é a mesma. O passado é evocado para assegurar um futuro que renovará o
passado.
p.37
A estada de Jesus no Egito é o sinal de que o novo futuro começou. Ao declarar que Oseías 11.1 se
cumpriu nesse evento, Mateus proclama não somente que Jesus é Israel, o amado Filho de Deus, mas
também que o êxodo de há muito esperado começou. Em si mesma, essa narrativa é apenas um símbolo da
realidade que Mateus quer proclamar, porquanto é finalmente pela cruz que Jesus é reconhecido como o
Filho de Deus, e é pela ressurreição que Israel é reunido. Mas a sombra da cruz. e a insinuação da libertação
prometida já estão contidas nesse primitivo evento ocorrido na vida de Jesus. Nele, a história de Israel é
revivida e cumprida. {{field-off:bible}}

[[@Bible:Mt 2:16-18]] 2.16-18 {{field-on:bible}} David E. Holwerda.39 Ramã foi o cenário do pesar
nacional. quando os cativos de Judá e de Jerualém foram reunidos com cadeias para serem enviados ao
exílio, para a abilônia (Jr 40.1). Raquel, a mãe favorita de Israel, tinha morrido séculos antes e tinha sido
sepultada junto ao caminho que ia de Betel a Belém-Efrata, não longe de Ramã. Quando Israel faz a sua
jornada para o exílio, o profeta “ouve” Raquel chorar pela perda dos seus filhos, mas o Senhor manda
Raquel parar de chorar porque “hã esperança para o teu futuro” e os seus filho retornarão (31.16,17). Israel
voltou do exílio, mas a opressão do inimigo continuou, sem decrescer. Por isso Mateus. como Jeremias,
ouve Raquel chorando ainda a perda dos seus filhos. Na matança dos inocentes, decretada por Herodes, a
opressão e a destruição de Israel ainda continuam. A esperança prometida a Raquel ainda não tinha sido
concretizada plenamente. Mateus cita Jeremias 31.15 não somente para estabelecer a continuidade do pesar
de Israel, mas também para sinalizar o cumprimento da esperança de Israel contida em seu contexto. Desde
que Jesus é Israel agora, a verdadeira semente de Abraão e o verdadeiro Filho de Deus, a promessa de Deus
a Raquel de uma família restaurada está agora a caminho de cumprimento. A esperança prometida quanto ao
eu futuro, agora está sendo concretizada. Jesus revive a história de Israel e desse modo restaura Israel.
{{field-off:bible}}

38
David Holweda, Jesus e Israel, 36-37.
39
David Holweda, Jesus e Israel, 37-38.
Mateus 7

[[@Bible:Mt 7:1]] 7.1 {{field-on:bible}} D. A. Carson.40 Algumas igrejas e alguns cristãos são muito
implacáveis no julgamento de outras pessoas. Seus critérios de julgamento, no entanto, deixam a desejar.
Outras igrejas e cristãos, com repulsa do que sentem ser um sectarismo estreito, defendem uma tolerância
mais ampla, e lembram a todos que Jesus ensinou, “Não julguem, para que vocês não sejam julgados” (Mt
7.1). Mas ignoram o fato de que, ao adotarem essa postura também estão julgando àqueles que julgam como
alguém que julga com excessiva severidade! Além do mais, o ensino de Jesus é, na realidade, uma
condenação à postura excessivamente crítica ao julgar, e não um convite a cair no vazio da indecisão moral,
uma vez que em outra passagem insiste: “Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos
justos” (Jo 7.24).
É praticamente impossível, seja para um indivíduo, seja para uma igreja, deixar de fazer julgamento
algum; pois mesmo o fato de não tomar decisões é na verdade uma decisão, uma decisão baseada na
suposição implícita de que as circunstâncias não são suficientemente convincentes para impor um
julgamento... Nem o cristão, nem a igreja podem eximir-se da responsabilidade recusando-se a fazer
julgamentos; pois essa recusa é em si um julgamento, uma avaliação de compromisso, estratégia e
prioridade, bem como de alegação de verdade rivais.
Isso significa que, como não podemos deixar de fazer julgamentos, é melhor nos comprometermos a
fazer julgamentos. Assim, evitemos uma postura excessivamente crítica ao julgar nos lembrando de que
também nós mesmos somos, na melhor das hipóteses, miseráveis pecadores salvos pela graça. Sempre
pediremos a Deus graça e sabedoria para evitar decisões baseadas em adulação, preconceito ou
ressentimento pessoal, compreensão equivocada das Escrituras, descaso ou outros motivos impuros ou
negligentes.{{field-off:bible}}

Mateus 16

[[@Bible:Mt 16:18]] 16.18 {{field-on:bible}} David E. Holwerda.41 ... hoje. os intérpretes, em sua maioria,
entendem "portas" do Hades [ou do inferno] como um símbolo da cidade inteira, com seus governantes e
com os seus habitantes, isto é, a esfera dos mortos junto com os seus, governantes demoníacos. Jesus está
descrevendo urna cena em que os poderes do mundo inferior irrompem da sua cidade para atacar a Igreja,
cena similar à de Apocalipse 9.1-11, onde é dada a um anjo a chave do poço do abismo, e ele solta hordas de
forças demoníacas que, com gafanhotos, causam devastadora ruína à terra. Nessa guerra apocalíptica contra
as forças da morte e do Hades, Jesus promete que a Igreja prevalecerá. {{field-off:bible}}

[[@Bible:Mt 16:19]] 16.19 {{field-on:bible}} David E. Holwerda.42 O que a Igreja liga e desliga, segundo
Jesus, terá sido ligado ou desligado no p.105céu. A gramática é difícil, mas, se for tomada literalmente,
implica que a ação no céu precede a ação na terra. Uma vez que a ação celeste vem primeiro, a autoridade da
Igreja não é nem autônoma nem arbitrária. Em vez disso, ela tem que corresponder ao que já foi decidido no
céu. Mas como pode a Igreja saber o que foi decidido no céu? Só pode sabê-lo graças à revelação que Pedro
e a Igreja receberam, a saber, que Jesus é o Cristo, o Messias. Noutras palavras, a lei deve ser interpretada à
luz dessa confissão e à luz do fato de que a lei e os profetas se cumprem em Cristo. Tudo já foi ligado ou
desligado no céu em termos de Jesus, o Messias. Por essa razão, o dom das chaves em Mateus 16.19 deveria

40
Carson, Um modelo de maturidade cristã, 67.
41
David Holweda, Jesus e Israel, 104.
42
David Holweda, Jesus e Israel, 104-106.
ser dado historicamente, no futuro, após o seu cumprimento em Cristo. Até esse tempo a autoridade residia
em Cristo e não podia ser partilhada com os discípulos.
Que é que significa realmente essa autoridade de ligar e desligar? Obviamente, os apóstolos não tinham
autoridade para ligar o que Jesus tinha desligado ou desligar o que Jesus tinha ligado. Por essa razão eles
faziam uso do ensino ou do mandamento de Jesus para resolver questões na Igreja. ao menos sobre as
questões que Jesus tinha falado. Jesus desligou os seus discípulos das leis sobre o que é puro e o que é
impuro com referência aos alimentos (Mt 15.17), do jejum, ao menos temporariamente (9.l4s.), e do imposto
do templo (17.26), deixando, assim, implícita sua isenção de todas as obrigações do templo. Embora os
discípulos não tenham entendido tais implicações durante o ministério de Jesus, posteriormente aplicaram as
categorias sacrificiais, sacerdotal do templo à Igreja e à vida cristã, Há também uma libertação da
circuncisão corno o rito de entrada no reino (28.19). Em acréscimo, os apóstolos deveriam ensinar o que
Jesus tinha ordenado.
Dessa forma, a autoridade de ligar e desligar refere-se à interpretação e a aplicação da lei e dos profetas à
luz da confissão de que Jesus é o Messias, aquele que, em seu ensino e em suas ações, cumpriu a lei. Jesus
descreve o discípulo como um escriba versado no reino de Deus, e como um pai de família que do seu
depósito (ou "do seu tesouro", NIV) tira coisas velhas e coisas nova (Mt 13.52). O tesouro é Jesus Cristo, o
cumpridor da lei e dos profetas, e esse eu cumprimento é o ligar ou desligar original. À luz desse
cumprimento, a Igreja continua a interpretar a justiça da lei e dos profetas como uma norma para o viver
cristão. Se a Igreja há de ser protegida vitoriosamente das hostes demoníacas e dos poderes da morte, ela não
pode ignorar a lei e os profetas. Até o fim da era, a lei e os profetas provêm válida instrução no caminho da
justiça.
Esse conceito sobre a lei, implica que a lei não é uma entidade estática. A lei é a articulação da dinâmica
vontade de Deus a mover-se rumo ao cumprimento, uma articulação capaz de adaptação e de mudança.
Assim, por exemplo, o modo de ser da justiça do Novo Testamento libera os discípulos de Jesus da
necessidade da circuncisão, apesar de cada relevante texto do Antigo Testamento insistir em sua
necessidade. A referida justiça liberta a Igreja das estruturas do descanso do sétimo dia porque essa
realidade encontra o seu supremo p.106cumprimento na ressurreição de Cristo no primeiro dia da semana.
Essa justiça liberta os cristãos da proscrição feita pela lei do empréstimo a juros, quando sob novas
circunstâncias econômicas. Os escribas cristãos percebem que essa proibição total não é mais requerida pela
exigência da lei do amor.
Essa tarefa de avaliar como a continuidade da validade da Escritura do Antigo e do Novo Testamento
deve ser aplicada não terminará jamais, até o fim dos séculos. Se a Igreja deixar de incluir nessa tarefa a
aplicação da lei e dos profetas, será enfraquecida em sua luta contra os poderes do mal e da morte em nosso
tempo. Em nossos temores não devemos recorrer a literatismos simplistas em nosso ligar e desligar, já que
isso pode muito bem redundar numa justiça inferior. A complexidade de avaliar continuidades e
descontinuidades e de determinar realização e cumprimento pode parecer formidável, mas Cristo garante à
Igreja que estará no meio dela (Mt 18.20). Como a Igreja realiza a missão de Cristo, ele promete estar com
ela até o fim da era (28.20). Só então lutas e os debates da Igreja sobre tais questões terão fim. Até então a
portas do reino de Deus se abriram, o cumprimento aconteceu. a justiça tem sido semeada na terra, e os
poderes da morte não podem vencer. {{field-off:bible}}

O Evangelho Segundo
Lucas

Lucas 22
[[@Bible:Lc 22:39-44]] 22.39-44 {{field-on:bible}} Charles Spurgeon.43 [verse 39]: What induced him to select that
place to be the scene of his terrible agony? Why there in preference to any where else would he be arrested by his
enemies? May we not conceive that as in a garden Adam's self-indulgence ruined ns, so in another garden the agonies
of the second Adam should restore us. Gethsemane supplies the medicine for the ills which followed upon the
forbidden fruit of Eden… May not our Lord also have thought of David, when on that memorable occasion he fled out
of the city from his rebellious son [2Sm 15.23]… Behold, the greater David leaves the temple to become desolate, and
forsakes the city which had rejected his admonitions, and with a sorrowful heart crosses the foul brook, to find in
solitude a solace for his woes. Our Lord Jesus, moreover, meant us to see that our sin changed everything about him
into sorrow, it turned his riches into poverty, his peace into travail, his glory into shame, and so the place of his
peaceful retirement, where in hallowed devotion he had been nearest heaven in communion with God, our sin
transformed into the focus of his sorrow, the centre of his woe. Where he had enjoyed most, there he must be called to
suffer most… Our Lord may also have chosen the garden, because needing every remembrance that could sustain him
in the conflict, he felt refreshed by the memory of former hours which there had passed away so quietly. He had there
prayed, p.590and gained strensrth and comfort… But, probably, the chief reason for his resort to Gethsemane was, that it
was his well-known haunt, and John tells us, " Judas also knew the place." Our Lord did not wish to conceal himself,
he did not need to be hunted down like a thief, or searched out by spies. He went boldly to the place where his
enemies knew that he was accustomed to pray, for he was willing to be taken to suffering and to death.

[verse 44]: “agony.” Luke, to crown all, tells us in our text, that our Lord was in an agony. The expression "agony"
signifies a conflict, a contest, a wrestling. With whom was the agony? With whom did he wrestle? I believe it was
with himself; the contest here intended was not with his God; no, "not as I will but as thou wilt" docs not look like
p.597
wrestling with God; it was not a contest with Satan, for, as we have already seen, he would not have been so sore
amazed had that been the conflict, but it was a terrible combat within himself, an agony within his own soul.
Remember that he could have escaped from all this grief with one resolve of his will, and naturally the manhood in
him said, "Do not bear it !" and the purity of his heart said, "Oh do not bear it, do not stand in the place of the sinner;"
and the deli cate sensitiveness of his mysterious nature shrank altogether from any form of connection with sin ; yet
infinite love said," Bear it, stoop beneath the load"; and so there was agony between the attributes of his nature, a
battle on an awful scale in the arena of his soul… [verses 45,46]: He sought help in human companionship, and very
natural it was that he should do so. God has created in our human nature a craving for sympathy. We do not amiss
when we expect our brethren to watch with us in our hour of trial; but our Lord did not find that men were able to
assist him; however willing their spirit might be, their flesh was weak. 44{{field-off:bible}}

Epístola de Paulo aos


ROMANOS

Romanos 9

[[@Bible:Rm 9:3]] 9.3 {{field-on:bible}} David E. Holwerda.45 ... como Moisés no deserto (Êx 32.32),
Paulo expressou-se mostrando o desejo de sofrer o juízo por amor dos seus compatriotas, se isso lhes
propiciasse a salvação (Rm 9.3). Seu oferecimento não foi motivado meramente pela identidade étnica ou
racial, pela solidariedade com seu povo, mas, como aconteceu com Moisés, Paulo foi motivado pela
preocupação com a honra do Deus que tinha escolhido Israel. Como a honra de Deus, que é sempre fiel à sua
premessa, seria mantida em face de um Israel descrente? {{field-off:bible}}

[[@Bible:Rm 9:6]] 9.6 {{field-on:bible}} David E. Holwerda. 46 ... a resposta inicial de Paulo não se baseia
primariamente em números. Ele não está explicando a presente situação do Israel descrente afirmando que o
verdadeiro Israel sempre foi menos que o número total dos descen- p.120dentes físicos de Abraão ou de Isaque.
Embora sendo isso verdade, Paulo está estabelecendo primariamente a essência do que significa ser Israel.

43
Charles Spurgeon, The Metropolitan Tabernacle Pulpit, vol.20, 589-590. Obs. Este é um ótimo sermão e vale a pena ler por
inteiro. Está disponível em português sob o título de “A Agonia do Getsêmani” Traduzido pelo projeto Spurgeon.
44
Ibid, 596-597.
45
David Holweda, Jesus e Israel, 117.
46
David Holweda, Jesus e Israel, 119-120.
Na essência, Israel é, e sempre foi, o povo que foi chamado à existência pelo amor de Deus e que continua a
viver do seu amor. Promessa, chamamento, dom e amor são as ações de Deus que abraçam e sustentam
Israel, e Israel sempre deve responder com uma fiel aceitação daquilo que Deus promete e dá. Se Israel
esquecer da sua natureza essencial, se Israel tentar estabelecer outra base para a sua existência, viverá então
fora da promessa e dos dons de Deus. Apesar do fato de que a palavra e a promessa de Deus nunca podem
falhar, Israel, em sua existência histórica, freqüentemente esquece a sua natureza essencial e deixa de
responder com fé como deveria (Rm 4. 11s.). {{field-off:bible}}

[[@Bible:Rm 9:33]] 9.33 {{field-on:bible}} David E. Holwerda. 47 Paulo faz uso da profecia da pedra em
Isaías (Rm 9.33). para esclarecer a presente situação de Israel. Justamente como o antigo Israel preferiu
confiar em suas estratégias políticas e militares para garantir sua segurança em tempos de crise nacional,
assim o Israel do tempo de Paulo confiou em que as suas obras eram suficientes para garantir a salvação.
Não confiou na ação soberana de Deus para sua salvação, nem colocou sua confiança na pedra fundamental
sobre a qual Deus iria construir ua casa e seu reino. Em consequência, a pedra que visava à segurança e
salvação tornou-se para Israel uma pedra de tropeço. O povo de Israel nã estava em busca de tal pedra
porque achava que não tinha necessidade dela, e assim tropeçou em Jesus, a pedra que Deus tinha lançado
em Sião como o fundamento para o seu reino de justiça, porque achava que o reino poderia ser estabelecido
sem ele. Mas esse Israel, que deixa de responder com fé às ações de Deus que estabelecem a salvação, vive
em negação da sua própria natureza essencial como povo de Deus.{{field-off:bible}}

Romanos 10

[[@Bible:Rm 10:4]] 10.4 {{field-on:bible}} David E. Holwerda. 48 Que quer dizer o apóstolo ao descrever
Cristo como o fim (telos) da lei? Basicamente, há duas possibilidades: Cristo é "o fim da lei" ou por ser a
terminação ou a cessação da lei ou de alguma parte dela ou por ser seu alvo sua culminação ou o seu
cumprimento. Na Igreja antiga e ainda na Reforma, o intérpretes favoreciam o alvo/cumprimento, mas hoje
o pêndulo interpretativo pende em favor da terminação/cessação. Essa questão é muito complexa. 'Fim" é,
obviamente, uma metáfora que descreve a relação de Cristo com a lei. mas o termo propriamente dito não dá
toda a informação necessária para determinar com precisão como Paulo entendia essa relação. Essa
informação p.123tem que ser colhida de um exame de todo o ensino de Paulo sobre a lei.
Paulo revela duas atitudes básicas para com a lei. Primeiro, quando está em foco a pecaminosidade da
humanidade. Paulo vê a lei como um juiz pronunciando a sentença de morte. A lei não pode libertar do
pecado, ela só pode aumentar o pecado e permanecer em juízo sobre o pecador (Rm 5.20). O crenten tendo-
se unido a Cristo em sua morte e ressurreição, morreu para o pecado portanto, não está mais sob a lei como
juiz, não está mais sob o poder da lei d aumentar o pecado e de pronunciar sobre o pecador o juízo de morte.
Estar livre do pecado em Cristo significa estar livre da lei em sua relação com o pecado e com o pecador
(Rm 6). Se essa fosse a exclusiva perspectiva de Paulo sobre a lei, o sentido de "fim" seria
terminação/cessação. Nesse aspecto, a lei chegou ao fim em Cristo para o crente.
Há, porém, no ensino paulino, uma segunda perspectiva sobre a lei. Em Romanos 8, depois de focalizar
mais uma vez o que a lei não podia realizar por causa do pecado, o apóstolo ensina que a obra de Cristo e a
vida no Espírito têm como sua meta o cumprimento das justas exigências da lei (Rm 8.2-4). Para o apóstolo
Paulo, há um real sentido em que a justiça exigida pela lei não foi terminada pela morte e ressurreição de
Cristo. Ao contrário, essa justiça articulada e requerida pela lei realizou comprimento em Cristo, e, agora,
em Cristo e por meio do Espírito, essa justiça descreve e modela a vida cristã.
Se ambas essas perspectivas formam o substrato de Romanos 10.4, então interpretação de "fim" como
alvo ou cumprimento faz a maior Justiça a todo o ensino de Paulo. "Alvo" nos habilita a falar tanto do que
cessa, porque o alvo foi atingido, como daquilo que continua, porque há uma harmonia essencial entre o que
leva ao alvo ou prepara para ele, e o alvo propriamente dito. Paulo sabe quais funções da lei e quais formas

47
David Holweda, Jesus e Israel, 121.
48
David Holweda, Jesus e Israel, 118.
de justiça cessaram, como também a justiça essencial da lei que continua porque a lei foi cumprida em
Cristo. É esse cumprimento em Cristo que provê unidade ao entendimento paulino da lei.{{field-off:bible}}

Romanos 11

[[@Bible:Rm 11:25]] 11.25 {{field-on:bible}} David E. Holwerda.49 O uso bíblico de “mistério” refere-se
ao conselho de Deus concernente ao seu plano de salvação, que estava oculto porque ainda não tinha sido
revelado ou porque uma revelação parcial não tinha sido entendida plenamente. {{field-off:bible}}

[[@Bible:Rm 11:26]] 11.26 {{field-on:bible}} David E. Holwerda.50 Quem é esse Israel que será salvo?
Embora alguns afirmem que se refere simplesrnente a todos os eleitos, tanto judeus como gentios, nem o
contexto prévio nem o subsequente dão suporte a essa ideia. Apesar de se poder apontar para a metáfora da
oliveira como um símbolo de Israel que abrange os crentes judeus e gentios e para o fato de que em Gálatas
6.16 Paulo se refere à Igreja cristã como “O Israel de Deus”, o fardo da preocupação de Paulo em todo o
capítulo 11 de Romanos é o Israel que foi endurecido e cortado. Sua preocupação não é simplesmente com a
salvação dos eleitos, pois esse é um nível que não levanta nenhuma preocupação (cf. Rm 11.7). Antes, a sua
preocupação está centrada em se a eleição de Israel por Deus não estã mais em vigor por causa da
incredulidade. Paulo sente verdadeira agonia por seus compatriotas judeuS que não crEem, e sua esperança
quanto à salvação de todo o Israel inclui precisamente aqueles que presentemente são classificados como
“inimigos de Deus” quanto ao evangelho (11.28). Portanto, é improvável que "todo o Israel" refira
simplesmente a todos os judeus e gentios eleitos.
Uma interpretação mais satisfatória relaciona “todo o Israel” com a esperança mais próxima quanto à
“plenitude”; de Israel (Rm 11.12, "plena inclusão" na RSV e na NRSV). Plenitude não significa
necessariamente a salvação de todos os indivíduos que alguma vez pertenceram ou pertençam ao Israel
judaico. As Escrituras dão, adequada razão para acreditarmos que os membros individuais podem ser
excluídos. Paulo contrasta plenitude com remanescente no futuro escatológico ele não vê mais um
remanescente parcial, mas uma plenitude de Israel. Mas uma vez que o presente remanescente também é
contrastado com o resto de Israel, que é endurecido, parece que a concrctização da plenitude requer uma
remoção do juízo de endurecimento. Se o endurecimento que agora cega os incrédulos para a graça de Deus
em Cristo não for removido, não haverá possibilidade de suplantar a disparidade entre a presente salvação de
um remanescente do Israel judaico e a antecipada salvação futura da plenitude do Israel judaico . “Todo o
Israel” refere-se, então, ao Israel judaico em sua plenitude escatológica.{{field-off:bible}}

[[@Bible:Rm 11:28]] 11.28 {{field-on:bible}} David E. Holwerda.51 ... a confiança do apóstolo


concernente à salvação do Israel Judaico descrente repousa precisamente no mesmo fundamento que a sua
certeza concernente à salvação daqueles que estão em Cristo. Esse fundamento inabalável é que, em termos
finais, nada pode frustrar os propósitos do amor eletivo de Deus. Com os profetas do Antigo Testamento,
Paulo afirma que nem a infidelidade do povo de Deus pode cancelar a idelidade de Deus, porque Deus
curará a sua infidelidade (Os 14.4). Embora em meio à história possa haver razões para tristeza e angústia
em face da incredulidade, no fim, a fidelidade de Deus às suas promessas se tornará manifesta, e seu povo
poderá alegrar-se. Naturalmente, o argumento de Paulo não focaliza primariamente o destino dos descrentes
individuais, mas, antes, o destino mútuo do Israel judaico e do mundo gentílico na historia da redenção.
{{field-off:bible}}

[[@Bible:Rm 11:33-36]] 11.33-36 {{field-on:bible}} David E. Holwerda.52 A aflição de Paulo pelo futuro
do Israel judaico começou com expressões de tristeza e angústia pessoal, mas termina com um hino de
louvor. Uma doxologia a única resposta pertinente às reflexões sobre a soberania de Deus. Quando se separa
a soberania de Deus da sua misericórdia amorosa, ele pode parecer cruelmente tirânico. Mas quando
entendemos, com Paulo, que Deus usa seus juízos para servir aos seus propósitos calcados na graça, e até

49
David Holweda, Jesus e Israel, 127.
50
David Holweda, Jesus e Israel, 128.
51
David Holweda, Jesus e Israel, 122-123.
52
David Holweda, Jesus e Israel, 132-133.
protela a manifestação final da sua ira para realizar os seus propósitos de salvação, então nós também
podemos cantar um hino de louvor a esse Deus que cumpre oberanamente a sua vontade.
Permanecem muitos mistérios porque o Deus soberano não pode ser chamado a contas perante o tribunal
do entendimento humano (Rm 9.20ss.). A inimaginável “profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como
do conhecimento de Deus” (11.33) torna patentes os limites da mente humana. Nem mesmo o apóstolo pode
sondar os juízos de Deus, nem o seu amor, nem tampouco pode entender completamente os seus caminhos.
Contudo, por mais distante que a mente de Deus esteja, além da nossa capacidade de compreensão, por sua
revelação nas Escrituras e em Jesus Cristo sabemos que a sua mente está centralizada na salvação (versículo
32). Por vezes não parece assim aos observadores humanos que vivem sob a soberana disposição divina da
história humana, porque, dentro da história. a desobediência humana e os juízos de ueu produzem angústia e
tristeza. Todavia; mesmo em meio à história hu-p.333mana, crente apanha um vislumbre das riquezas da
sabedoria, do amor e do conhecimento do Deus soberano, conforme ele vai operando a sua salvação até os
confins da terra.
Motivado pela angústia face ao destino do seu povo, o apóstolo Paulo redescobriu a soberania de um
Deus misericordioso. Pondo-se ao lado do profetas do Antigo Testamento, ele recuperou a confiança em que
Deus permanece fiel até quando o seu povo não permanece, e se lembrou da experiência que em primeira
mão a misericórdia de Deus é dada precisamente pessoas desobedientes. Assim, o remanescente garante
esperança quanto resto. Finalmente, Paulo conclui que tudo o que há na criação inteira e na história da
salvação origina-se em Deus, é sustentado por Deus e nele encontra o seu sentido e a sua plenitude
escatológica. Uma vez que Deus é o Criador, o Sustentador, o Governador e a meta para a qual todas as
coisas se dirigem, em última análise é o Deus soberano e sua vontade que tem o controle, e nenhuma outra
coisa. O que quer que tenha sua origem na vontade criadora e redentora de Deus encontrará nele o seu alvo
final. Com essa confissão o apóstolo descansa seguro, e a sua tristeza e angústia pessoal encontra sua
resolução no jubiloso canto de louvor a esse Deus (11.36): “A ele; pois. a glória eternamente. Amém”.
{{field-off:bible}}
EFÉSIOS

Efésios 4

[[@Bible:Ef 4:29]] 4.29 {{field-on:bible}} C. J. Mahaney. 53 Paulo ordena que nossa comunicação verbal
sempre tenha um propósito; e o propósito certo é aquele que transmite “graça aos que ouvem”. O propósito
bíblico para cada uma de suas conversas, em cada interação pessoal, é que a pessoa que o ouve receba
graça...
Deus formou sua igreja de modo que quando estamos juntos, reunidos em grande número ou em
pequenos grupos, ou mesmo em conversas casuais, recebamos e comuniquemos graça por meio da troca de
palavras edificantes e apropriadas.
Cada conversas tem este potencial. Então, oremos “Senhor, ajude-me a discernir que tipo de graça essa
pessoa precisa”. À alma dos que são legalistas ou que se sentem condenados, quero levar graça justificadora.
Aos que lutam com um pecado constante, quero levar graça santificadora. Aos que sofrem, quero levar graça
confortadora. Quanto aos que estão só cansados, quero reanimar sua alma com a graça sustentadora...
p.97
Então, temos de perguntar a nós mesmos: Este é o efeito que o meu falar tem sobre os outros? É
isso que eles experimentam em minhas conversas? Eles experimentam graça por meio de minhas palavras?
{{field-off:bible}}

Efésios 5

[[@Bible:Ef 5:22-33]] 5.22-33 {{field-on:bible}} Stephen Yuille. 54 Todo lar é, em certa medida, deficiente,
porque cada indivíduo é pecaminoso. Todo lar está repleto de desafios: expectativas não realistas,
personalidades ofensivas, atitudes egoístas, palavras ásperas, dias longos, noites insones, fraldas sujas,
irmãos briguentos e por aí vai.
Mas, para aqueles que temem a Deus, a maldição é revertida. Quando vivemos no temor de Deus, o
relacionamento entre marido e mulher é transformado. O casamento se vê livre da sua caricatura moderna de
armadilha, tarefa desagradável ou fardo. Ele é elevado ao âmbito daquilo que é divino. É separado como um
dos mais sagrados chamamentos que o mundo jamais conheceu. Vemos o casamento da maneira como é:
uma ilustração do relacionamento entre Cristo e a igreja (Ef 5.22-33). Deus embutiu o evangelho na ordem
da criação embutindo-o no casamento. Quando vemos um marido doando-se a si mesmo à sua esposa,
vemos Cristo doando-se a si mesmo à sua igreja. {{field-off:bible}}

BIBLIOGRAFIA

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