1º Bimestre A matéria e suas propriedades

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Chamamos matéria a tudo que tem massa, ocupa lugar no espaço e pode, portanto, de alguma forma, ser medido. Por exemplo: madeira, alumínio, ferro, ar, etc. Corpo é uma porção limitada da matéria e objeto é um corpo fabricado para um determinado fim. Resumindo, podemos dizer que o ferro é matéria, uma barra de ferro é um corpo e um portão de ferro é um objeto. Propriedades Gerais: São comuns a toda e qualquer espécie de matéria, independentemente da substância de que ela é feita. As principais são: massa, extensão, impenetrabilidade, divisibilidade, compressibilidade e elasticidade. • Massa Todos os corpos possuem massa. • Extensão Todos os corpos ocupam lugar no espaço. • Impenetrabilidade Dois corpos não ocupam, ao mesmo tempo, um mesmo lugar no espaço. • Divisibilidade Os corpos podem ser divididos em partes cada vez menores. • Compressibilidade Os corpos possuem a propriedade de poder diminuir de tamanho, sob a ação de forças externas. • Elasticidade Os corpos possuem a propriedade de voltar à forma e volume originais, cessada a causa que os deformou. Propriedades Específicas: São propriedades que permitem identificar uma determinada espécie de matéria. Dentre as propriedades específicas, podemos citar: – Propriedades físicas: ponto de fusão, ponto de ebulição, densidade. – Propriedades organolépticas: odor, sabor. – Propriedades químicas: reações químicas. Propriedades Funcionais:

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São propriedades observadas somente em determinados grupos de matéria. Esses grupos são chamados funções químicas, e as principais são: ácidos, bases, sais e óxidos que serão estudados oportunamente.

Substâncias e Misturas:
Substância pura é todo material com as seguintes características:
• • • • •

Unidades estruturais (moléculas, conjuntos iônicos) quimicamente iguais entre si. Composição fixa, do que decorrem propriedades fixas, como densidade, ponto de fusão e de ebulição, etc. A temperatura se mantém inalterada desde o início até o fim de todas as suas mudanças de estado físico (fusão, ebulição, solidificação, etc.). Pode ser representada por um fórmula porque tem composição fixa. Não conserva as propriedades de seus elementos constituintes, no caso de ser substância pura composta.

As misturas não apresentam nenhuma das características acima. Essas são as diferenças entre as misturas e as combinações químicas (substâncias puras compostas). Substância simples é toda substância pura formada de um único elemento químico. Alotropia é o fenômeno em que um mesmo elemento químico (átomos de mesmo Z) forma duas ou mais substâncias simples diferentes. Elemento Carbono (C) Variedades alotrópicas Diamante (Cn) Grafite (Cn) Ozônio (O3) Fósforo vermelho (Pn) Enxofre monoclínico (S8)

Oxigênio (O) Oxigênio (O2) Fósforo (P) Enxofre (S) Fósforo branco (P4) Enxofre rômbico (S8)

Grandeza molecular moléculas monoatômicas moléculas biatômicas moléculas triatômicas moléculas tetratômicas moléculas octatômicas moléculas (macromoléculas)

Substância simples gases nobres H2, N2, O2, F2, Cl2, Br2, I2 O3 P4 S8 gigantes Pn, Cn, todos os metais (Nan, Can, Agn)

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isto é. São usadas peneiras que tenham malhas diferentes. num aquecimento da mistura com controle da temperatura. Métodos de separação de misturas: HETEROGÊNEAS I . como exceção.SÓLIDO . Essas são chamadas misturas azeotrópicas. g) Peneiração: usada para separar sólidos constituintes de partículas de dimensões diferentes. podendo agora ser separados pelos seguintes processos: a filtração separa a areia (fase sólida) da água salgada (fase líquida) e com a evaporação da água obteremos o sal. 3 . como exceção. sendo que o último a ser obtido é o cloreto de sódio (NaCl). usado na alimentação. c) Levigação: o sólido menos denso é separado por uma corrente de água. a temperatura mantém-se inalterada no início ao fim da fusão. conforme apresente ou não as mesmas propriedades em qualquer parte de sua extensão em que seja examinada. A levigação é usada. tomando por base seus diferentes pontos de fusão. Baseia-se. o ouro. portanto. se comportam como se fossem substâncias puras em relação à ebulição. o sal irá se dissolver e a areia se depositar no fundo do recipiente. sofre evaporação provocando a cristalização separada de cada componente. por ser mais denso. em seguida. e) Cristalização fracionada: todos os componentes da mistura são dissolvidos em um líquido que. Pode ser homogênea ou heterogênea. se comportam como se fossem substâncias puras no processo de fusão. Toda mistura homogênea é uma solução.Mistura é qualquer sistema formado de duas ou mais substâncias puras. a mistura sal + areia. isto é. denominadas componentes. Mistura eutética e mistura azeotrópica Existem misturas que. f) Dissolução fracionada: um dos componentes sólidos da mistura é dissolvido em um líquido. b) Ventilação: o sólido menos denso é separado por uma corrente de ar. d) Separação magnética: um dos sólidos é atraído por um ímã. Industrialmente. h) Fusão fracionada: Serve para separar sólidos. A evaporação da água permite a cristalização de diferentes sais. para separar areia e ouro: a areia é menos densa e por isso. usam-se conjuntos de peneiras superpostas que separam as diferentes granulações. Essas são chamadas misturas eutéticas.SÓLIDO a) Catação: usando a mão ou uma pinça. A cristalização fracionada é usada. Colocando-se a mistura em um recipiente com água. por exemplo. nas salinas para a obtenção de sais a partir da água do mar. Por exemplo. por exemplo. Existem misturas que. é arrastada pela água corrente. Esse processo é utilizado em larga escala para separar alguns minérios de ferro de suas impurezas. permanece no fundo da bateia. por definição. Não é conhecida nenhuma mistura que seja eutética e azeotrópica simultaneamente. a temperatura mantém-se inalterada do início ao fim da ebulição. separam-se os componentes sólidos.

SÓLIDO . o líquido mais denso acumula-se na parte inferior do sistema. por inércia . principalmente para evitar o lançamento de partículas sólidas na atmosfera. Em laboratório usa-se o funil de bromo. Exemplo: sal e iodo ou areia e iodo (o iodo se sublima por aquecimento). Observe o esquema ao lado. d) Filtração à vácuo: O processo de filtração pode ser acelerado pela filtração à vácuo. em forma de zigue-zague. ou ainda. transfere-se a fase líquida para outro frasco (sifonação) b) Centrifugação: é uma maneira de acelerar o processo de decantação. A decantação pode ser feita de uma maneira mais rudimentar. o enxofre e a naftalina (naftaleno).i) Sublimação: é usada quando um dos sólidos. Na centrífuga. onde o sólido fica retido.LÍQUIDO 4 . onde as partículas sólidas perdem velocidade e se depositam.SÓLIDO .LÍQUIDO . por exemplo. Industrialmente. A preparação do café e o filtro de água são dois exemplos do uso da filtração no dia-a-dia. MISTURA HOMOGÊNEA I. devido ao movimento de rotação. c) Filtração simples: a fase sólida é separada com o auxílio de papéis de filtro.LÍQUIDO Decantação: separam-se líquidos imiscíveis com densidades diferentes.LÍQUIDO a) Decantação: a fase sólida. as partículas de maior densidade. por ser mais densa. III. Obs. IV. o que permite um mais rápido escoamento do líquido. conforme o esquema: b) Filtração: A mistura passa através de um filtro. utilizando-se um sifão (sifonação). sedimenta-se. esse processo é feito em equipamento denominado câmara de poeira ou chicana. utilizando um aparelho denominado centrifuga. localiza-se na parte inferior do funil e é escoada abrindo-se az torneira de modo controlado.SÓLIDO a) Decantação: a mistura passa através de obstáculos. funil de separação. onde o sólido é retido (poeira) à medida que o ar é aspirado. são arremessadas para o fundo do tubo. também conhecido como funil de decantação. a água. A filtração é também usada nos aspiradores de pó.: As principais substâncias que podem ser separadas por sublimação são: o iodo. por ser mais densa. e o outro permanece sólido.GÁS . II. ou seja. deposita-se no fundo do recipiente Obs. Num sistema formado por água e óleo. Esse processo é muito utilizado nas indústrias. por aquecimento.: a separação das duas fases pode ser feita de duas maneiras: • Vira-se lentamente a mistura em um outro frasco. onde uma trompa de vácuo "suga" o ar existente na parte interior do kitassato. se sublima (passa para vapor). • Com o auxílio de um sifão.

5%) + metanol (13. alguns casos de misturas azeotrópicas: MISTURA AZEOTRÓPICA álcool etílico (95.5%) + água (22. Obs.LÍQUIDO a)Destilação fracionada: consiste no aquecimento da mistura de líquidos miscíveis (solução).3° C 5 . Os. sendo recolhido em outro frasco. Esse processo também é muito utilizado no processo de obtenção de bebidas alcoólicas (alambique). depois.Nas misturas homogêneas sólido-líquido (soluções). no próprio condensador.GÁS PONTO DE EBULIÇÃO 78. Enquanto isso.: Esse processo é muito utilizado. Inicialmente. sofre condensação.GÁS . cujos pontos de ebulição (PE) não sejam muito próximos. de tal maneira que o componente líquido inicialmente evapora e.: A entrada de água corrente no condensador deve ser feita pela parte inferior do aparelho para permitir que seu tubo externo esteja sempre completamente preenchido por água fria. os vapores do líquido mais volátil atravessam a coluna e sofrem condensação fora dela. Veja como é feita a destilação em laboratório: Obs. a seguir. com PE intermediário e assim sucessivamente até o líquido de maior PE. as colunas de fracionamento são divididas em bandejas ou pratos.5%) + água (4. A maneira mais comum de separar os componentes desse tipo de mistura está relacionada com as diferenças nos seus pontos de ebulição (PE). é separado o líquido com menor PE. em cuja superfície ocorre condensação dos vapores do líquido menos volátil. com o acréscimo de uma coluna de fracionamento ou retificação. A aparelhagem usada é a mesma de uma destilação simples.5%) álcool etílico (7%) + clorofórmio (93%) ácido fórmico (77. principalmente em indústrias petroquímicas. Esse processo apresenta um inconveniente: a perda do componente líquido. líquidos são separados na medida em que cada um dos seus pontos de ebulição é atingido. sendo recolhidos no frasco.1° C 56° C 60° C 107. Um dos tipos mais comuns de coluna de fracionamento apresenta no seu interior um grande número de bolinhas de vidro.5%) III .5%) acetona (86.LIQUIDO . Isto pode ser feito de duas maneiras: a) Evaporação: a mistura é deixada em repouso ou é aquecida até o líquido (componente mais volátil) sofra evaporação. Observe na tabela abaixo. o que impede as sua separação por filtração. na separação dos diferentes derivados do petróleo. que voltam para o balão. b) Destilação simples: a mistura é aquecida em uma aparelhagem apropriada. ou seja. que irá sair pela parte superior. II . de maior ponto de ebulição. o componente sólido encontra-se totalmente dissolvido no líquido. Nesse caso. Só depois de todo o líquido mais volátil ter sido recolhido é que o líquido menos volátil passará por evaporação e condensação.

Os fenômenos são classificados em: fenômenos físicos e fenômenos químicos. substâncias no estado gasoso. pela destilação fracionada.a) Liquefação fracionada: a mistura de gases passa por um processo de liquefação e.: Uma aplicação desse processo consiste na separação dos componentes do ar atmosférico: N2 e O2. b) Adsorção: Consiste na retenção superficial de gases. Diferenças entre fenômenos físicos e químicos: Podemos entender fenômeno com sendo qualquer mudança que acorre nos corpos. Exemplo: É importante lembrar que fusão. obtém-se o O2. Algumas substâncias. posteriormente. na sua superfície. tais como o carvão ativo. ebulição. pois apresenta menor PE (-195. porém em alguns casos é possível perceber características do fenômeno físico no fenômeno químico. a mistura líquida é destilada e o primeiro componente a ser obtido é o N2. que possui maior PE (-183 ° C). condensação entre outros estados de agregação são fenômenos físicos. Após a liquefação do ar. o que dificulta defini-los. pode ser também qualquer mudança que aconteça no universo. posteriormente. causadas por agentes químicos ou físicos. Uma das principais aplicações da adsorção são as máscaras contra gases venenosos. Fenômeno Químico 6 .8 ° C). têm a propriedade de reter. e vice versa. Obs. Fenômeno Físico O fenômeno físico não altera a composição natural do material.

Exemplo: 7 .O fenômeno químico altera a composição natural do material. fazendo surgir no mínimo uma nova substância.

Na reação química que ocorre entre as duas substâncias há formação de sulfato de zinco e desprendimento de hidrogênio. de grande sensibilidade. a massa total dos produtos é igual à soma das massas dos reagentes. vai sofrendo uma reação química. massa do ferro + massa dos gases (ar) = massa do ferro "enferrujado" O sistema inicial é constituído por ferro e ar e o sistema final por ferro "enferrujado". 8 . outros cientistas fizeram novas experiências que visavam testar a hipótese proposta por ele e. Através do experimento podemos chegar à mesma conclusão que Lavoisier: Em um sistema fechado. sendo assim. Esse cientista foi considerado o pai da química moderna. notaremos que esse último tem massa maior. o aumento de massa efetivamente não existiu.2º Bimestre Lei de Lavoisier: Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794) era um químico francês que em 1785 descobriu a Lei de Conservação das Massas. os testes confirmaram o enunciado proposto. e sua lei se baseia no seguinte: Lavoisier fez inúmeras experiências nas quais pesava as substâncias participantes. ou seja. concluiu que a soma total das massas das espécies envolvidas na reação (reagentes). Agora considere o seguinte fato: Quando um pedaço de ferro (Fe) é abandonado ao ar. num sistema fechado a massa total permanece constante. antes e depois da reação. ou seja. que recebeu o nome de Lei de Lavoisier em homenagem ao seu criador. vai se "enferrujando". Por essa razão é necessário utilizarmos sistemas fechados para verificar a Lei de Lavoisier. Será que nesse caso a massa não se conserva? O que acontece é que os reagentes dessa reação química são ferro (sólido) e material gasoso (proveniente do ar). Durante as reações químicas não há criação nem perda de massa. Se compararmos a massa do ferro inicial com a do ferro "enferrujado". Para compreender melhor a Lei de Lavoisier considere a experiência: Coloca-se 65 g de zinco dentro de um vidro contendo 98 g de ácido sulfúrico e em seguida fechase o vidro. Lavoisier verificou que a massa total do sistema permanecia inalterada quando a reação ocorria num sistema fechado. mesmo ao utilizarem balanças mais modernas. é igual à soma total das massas das substâncias produzidas pela reação (produtos). o que ocorre é a transformação das substâncias reagentes em outras substâncias. quando duas ou mais substâncias reagem entre si. depois de Lavoisier enunciar esta lei. Essa lei também pode ser enunciada pela famosa frase: "Na Natureza nada se cria e nada se perde. tudo se transforma". É bom frisar que. A massa do sulfato de zinco somada com a massa do hidrogênio desprendido será de 163 g.

da chuva. porém. podemos dizer que a proporção existente entre as massas dos reagentes ou entre as massas dos produtos são constantes. na água a massa do oxigênio e sempre oito vezes mais (1 :8) que a do hidrogênio. A lei de Proust pode ser comprovada. Proporção 1 : 8 As massas são distintas. a proporção pode ser pensada como: 9 . definidas) ou lei de Proust. ou seja. A partir daí vamos obter diversos valores. para isso será necessário que: . De maneira geral. Por exemplo: A água independente de sua procedência será sempre formada por hidrogênio e oxigênio (na proporção de 1g de hidrogênio para 8g de oxigênio). como por exemplo : É constante a proporção da entre as massas de hidrogênio e oxigênio. fixa e definida ou invariável. .purificar as amostras que foram recolhidas o máximo que for possível. por exemplo.Lei de Proust: Lei das produções constantes (ou proporções fixas. Considerando que uma reação química foi realizada em várias experiências. a proporção entre as massas de hidrogênio e de oxigênio é sempre constante.recolher amostras de água de várias procedências.decompõe cada amostra da água e pesa-se o hidrogênio e do oxigênio. por exemplo. se usarmos a água. de rios etc .

o físico inglês J. J. Thomson conseguiu determinar a relação entre a carga e a massa do elétron. Rutherford (1911) (métodos experimentais) O modelo atômico de Rutherford é baseado nos resultados da experiência que Rutherford e seus colaboradores realizaram: bombardeamento de uma lâmina muito fina (delgada) de ouro (Au) com partículas alfa (que eram positivas).897) (métodos experimentais) Pesquisando os raios catódicos. conhecido também como o "modelo de pudim com passas": Modelo de Thomsom: "pudim com passas". as quais foram chamadas de elétrons. O pudim é toda a esfera positiva (em azul) e as passas são os elétrons (em amarelo). Para ver e entender melhor a referida experiência. Com base em suas conclusões. Ele conclui que os elétrons (raios catódicos) deveriam ser constituintes de todo tipo de matéria pois observou que a relação carga/massa do elétron era a mesma para qualquer gás que fosse colocado na Ampola de Crookes (tubo de vidro rarefeito no qual se faz descargas elétricas em campos elétricos e magnéticos). clique na figura abaixo: 10 . Thomson demonstrou que os mesmos podiam ser interpretados como sendo um feixe de partículas carregadas de energia elétrica negativa.Modelos atômicos: Thomson (1. Thomson colocou por terra o modelo do átomo indivisível e apresentou seu modelo. Utilizando campos magnéticos e elétricos. de carga negativa.

Rutherford e seus colaboradores verificaram que. porém com grande massa e ao seu redor. que neutraliza o átomo. Bohr (1. conhecido como o modelo planetário do átomo: o átomo é constituído por um núcleo central positivo. Surgiu então em 1. particular. O físico dinamarquês Niels Bohr conseguiu "solucionar" os equívocos cometidos por Rutherford baseando-se na seguinte idéia: · um elétron num átomo adquire apenas certas energias. sabe-se que o átomo em seu estado normal não emite radiação.000 partículas alfa que incidiam na lâmina de ouro. uma carga negativa em movimento irradia (perde) energia constantemente. com carga positiva. muito pequeno em relação ao tamanho total do átomo. Porém. no qual se concentra praticamente toda a massa do átomo. para aproximadamente cada 10. adquire movimento espiralado em direção à carga positiva acabando por colidir com ela. e cada energia é representada por uma órbita definida.911. apenas uma (1) era desviada ou refletida.913) (métodos experimentais) Nota-se no modelo de Rutherford dois equívocos: • • uma carga negativa. o átomo teria o tamanho do estádio do Morumbi. Comparando. Modelo atômico de Rutherford: modelo planetário do átomo. localizam-se os elétrons com carga negativa (compondo a "enorme" eletrosfera) e com pequena massa.000 vezes maior que o raio do núcleo. Com isso. emitindo radiação. O átomo é formado por um núcleo muito pequeno em relação ao átomo. concluíram que o raio do átomo era 10. se o núcleo de um átomo tivesse o tamanho de uma azeitona. Ao redor do núcleo localizam-se os elétrons neutralizando a carga positiva. colocada em movimento ao redor de uma carga positiva estacionária. o modelo do átomo nucleado. Se o elétron recebe energia ele 11 .

. pois essa não seria uma órbita estável (órbita não específica).° de prótons (P) no núcleo de um átomo. e não se encontra em movimento ao redor do núcleo em quaisquer órbitas.. podemos definir alguns tópicos básicos que vão nortear nossos estudos.pula para outra órbita mais afastada do núcleo. Conclui-se então que: quanto maior a energia do elétron. Os cátions são formados por retiradas de um ou mais elétrons da eletrosfera de um átomo: íon carregado positivamente. O número atômico caracteriza um elemento químico.). definidas.= ganhou 1 elétron Os ânions são formados quando adicionamos um ou mais elétrons à eletrosfera de um átomo: íon carregado negativamente. a) Número atômico (Z): n. Em outras palavras: um elétron só pode estar em movimento ao redor do núcleo se estiver em órbitas específicas. Exemplos: 23 11 35 17 Na1+ = perdeu 1 elétron Cl1. específicas. e sendo assim. Exemplo: 11Na23 e 8O16 d) Íon: espécie química cujo número de prótons é diferente do número de elétrons. As órbitas permitidas constituem os níveis de energia do átomo (camadas K L M N. o elétron cai para uma órbita mais próxima do núcleo. b) Número de massa (A): O número de massa é a soma dos prótons (P) e nêutrons (N) do núcleo de um átomo. A = P + N ou A = Z + N Um átomo (X) será representado assim: A A zX ou zX c) Átomo neutro – Aquele em que o número de prótons é igual ao número de elétrons. mais afastado ele está do núcleo. Número atômico (numero de elétrons) e número de massa: Tomando o modelo de Rutherford–Bohr como objeto de estudo. Pode ocorrer no elétron a perda de energia por irradiação. Todavia o elétron não pode ficar entre duas órbitas definidas. Exemplos: 12 .

Os nêutrons possuem valores de massa próximos aos da massa de prótons. Os isótopos possuem propriedades químicas iguais e propriedades físicas diferentes. Exemplo: 1 1 H = Prótio ou hidrogênio leve H = Deutério H = Trítio 2 1 3 1 f) Isóbaros – Átomos com o mesmo número de massa (A). Os nêutrons foram identificados pela primeira vez em 1932. Pertencem ao mesmo elemento químico. ele a batizou de Nêutron (carga nula).= ganhou 2 elétrons Cl1. Os isótonos possuem propriedades físicas e químicas diferentes. ou seja.e 20Ca2+ : ambos com 18 elétrons. Exemplo: 19 40 K e 4020Ca g) Isótonos – Átomos com o mesmo número de nêutrons (N). O nome não podia ser mais apropriado. fazem parte da composição dos átomos.16 8 O2. Exemplo: 15 P3 . Número de nêutrons: Nêutrons são partículas atômicas. Ela se faz presente no núcleo do átomo juntamente com os prótons (que possuem carga positiva). Os isóbaros possuem propriedades químicas e físicas diferentes.= ganhou 1 elétron 35 17 e) Isótopos – Átomos com o mesmo número atômico (número de prótons) e diferentes números de massa. 13 . Esse cientista realizava experimentos com radioatividade quando constatou a presença de uma partícula que não possuía carga elétrica. pelo físico inglês James Chadwick (1891-1974). Os isoeletrônicos possuem propriedades físicas e químicas diferentes. Exemplo: 37 17 Cl e 4020Ca h) Isoeletrônicos – Espécies químicas com o mesmo número de elétrons. uma vez que a falta de carga elétrica torna essa partícula neutra.

Calculando o número de nêutrons do átomo de Cálcio (Ca): Ca: Massa (A) = 40 Número atômico = 20 Número de nêutrons → n = A – Z n = 40 – 20 n = 20 O número de nêutrons é representado pela letra n. A atração entre os átomos que formam o composto é de origem eletrostática. 14 . enquanto o outro recebe. Ocorre entre metais e não metais e entre metais e hidrogênio. Formação de íons: Como o próprio nome já diz a ligação iônica ocorre com a formação de íons. é feita a subtração entre o número de massa (A) e o número atômico (Z).Para encontrar a quantidade de nêutrons presentes em um átomo. Sempre um dos átomos perde elétrons. O átomo mais eletronegativo arranca os elétrons do de menor eletronegatividade.

raio iônico. apresentam alta condutividade elétrica e térmica. ductibilidade. gases nobres e hidrogênio: Uma das mais antigas classificações distribuía os elementos em dois grupos principais. respectivamente. 15 . em função de suas propriedades. levando em consideração características físicas: metais e não-metais. têm a propriedade de refletir a luz. não metais. maleabilidade. Permite. que é a capacidade de serem transformados facilmente em fios. Permite prever propriedades como eletronegatividade. A descoberta dos gases inertes e de outros elementos fez surgirem o grupo dos gases nobres e o grupo dos semimetais. Hoje os elementos químicos distribuem-se nos seguintes grupos: . quanto aos sólidos.Metais: 87 elementos: são elementos sólidos (exceto o mercúrio). ou entender porque certos átomos são extremamente reativos enquanto outros são praticamente inertes. energia de ionização. Caracterização de metais. densos. São muito úteis para se preverem as características e tendências dos átomos.3º Bimestre Tabela periódica: A tabela periódica dos elementos químicos é a disposição sistemática dos elementos. perdem facilmente elétrons dando origem a íons positivos (cátions). em geral duros. na forma de uma tabela. manifestando brilho característico (denominado “brilho metálico”). de altos pontos de fusão e de ebulição. por exemplo. prever o comportamento de átomos e das moléculas deles formadas. facilmente transformados em lâmina.

Eletronegatividade. Numa família. Costuma-se então medir. a distância (d) entre dois núcleos vizinhos e dizer que o raio atômico (r) é a metade dessa distância. OBS. . mede a tendência relativa que um átomo possui de atrair elétrons e se torna mais perceptível quando o átomo está participando de uma ligação química. pois manifesta características dessas duas famílias. o tamanho do átomo tende a aumentar. pois seus valores variam periodicamente com o aumento do número atômico. com auxílio de raios X. Raio atômico e Potencial de ionização: A eletronegatividade é uma propriedade que resulta da ação conjunta da energia de ionização e da eletroafinidade. da esquerda para a direita. ou representado duplamente sobre a família dos alcalinos e sobre a dos halogênios. em alguns sistemas periódicos é representado à parte. De modo mais completo. Hoje já se consegue sintetizar alguns compostos de gases nobres.: O hidrogênio tem características distintas de todos os demais elementos e. ou seja: são maus condutores de calor e eletricidade. Os 16 . Na Tabela Periódica as setas indicam o sentido de crescimento dos raios atômicos. maior a eletronegatividade.Não-Metais (ametais): 11 elementos: apresentam propriedades opostas às dos metais.Semimetais: 7 elementos: são todos sólidos em condições ambiente e apresentam características intermediárias entre os metais e os não-metais. Assim. Nas famílias. os raios aumentam de cima para baixo porque à medida que novos níveis de energia vão sendo ocupado. que é relativa. as setas indicam o aumento da eletronegatividade. transformando-se em íons negativos (ânions). em geral são opacos e não apresentam brilho. Na tabela. dizemos que o RAIO ATÔMICO de um elemento é a metade da distância internuclear mínima que dois átomos desse elemento podem apresentar. As demais são determinadas em função dessa. não são dúcteis e nem maleáveis e têm tendência a ganhar elétrons. Essa variação ocorre de maneira inversa ao raio atômico. É difícil medir o raio de um átomo.Gases Nobres: 6 elementos: são encontrados isoladamente na natureza na forma de moléculas monoatômicas (substâncias simples). .. correspondendo ao elemento menos eletronegativo (o césio) o valor 0. a eletronegatividade aumenta de baixo para cima e nos períodos. embora tenha estabilidade precária. pois a “nuvem de elétrons” que o circunda não tem limites bem-definidos. Na escala de Pauling. quanto menor o raio atômico. isso se explica pelo fato de que átomos pequenos atraem elétrons mais eficazmente que átomos grandes. pois é estabelecida comparativamente.0. têm comportamento químico específico e receberam esse nome porque se considerou inicialmente que não reagiam (gases inertes). O raio atômico dos elementos é uma propriedade periódica. sem estarem ligados quimicamente. Coube a Linus Pauling criar uma escala arbitrária para medir essa tendência.7. ao elemento mais eletronegativo (o flúor) foi atribuída eletronegatividade 4.

dizemos que atingiu um nível (distância) infinito. • Repulsão entre os próprios elétrons: quanto mais os elétrons. ao ser excitado. (Este fator é preponderante nos grupos e justifica a queda do potencial de ionização com o aumento do número atômico). Nas famílias o potencial de ionização aumenta de baixo para cima e nos períodos da esquerda para a direita. ocorre o contrário. podemos citar: • Carga do núcleo atômico (número atômico): quanto mais prótons no núcleo. Entre os principais fatores que determinam essa variação observada. A condição referente ao mais baixo estado de energia é importante pela necessidade de se compararem valores determinados sob critérios idênticos. chamada energia de ionização (estando o átomo no estado gasoso. O elétron. mas é de dimensão bem menor do que o que existe nas famílias. Teríamos. quando as percorremos de baixo para cima). pois os elétrons dos níveis mais internos exercem como que um efeito de blindagem em torno do núcleo. precisamos atingir esse nível infinito. • Efeito de blindagem: corresponde a uma diminuição da carga efetiva do núcleo atômico. isto é. Com isso. então. Quando atinge um nível energético em que o núcleo não exerce mais atração sobre o elétron. os raios diminuem da esquerda para a direita. que assim os segura mais firmemente. maior a repulsão entre 17 . • Raio atômico: quando diminui. segundo potencial de ionização. aumenta a atração núcleo-elétrons e o átomo encolhe. os elétrons mais externos ficam mais próximos do núcleo. determinado para 6. (Este fator justifica plenamente o aumento de potencial nos períodos quando se vai da esquerda para a direita). pois assim se evita a interferência de átomos vizinhos na energia inicial do elétron a ser arrancado. Num período. pois aumenta o número de prótons e consequentemente.elétrons dos níveis mais próximos do núcleo exercem um efeito isolante entre o núcleo e os elétrons mais periféricos. Podemos arrancar um ou mais elétrons do mesmo átomo. Para separar definitivamente um elétron de seu átomo. (Este fator justifica o aumento de potencial nos períodos quando se vai da esquerda para a direita e explica o aumento do potencial nas famílias. A essa transposição corresponde um certo conteúdo de energia. pois neles não aumenta o número de níveis eletrônicos. etc. terceiro potencial de ionização. o poder de atração do núcleo diminui muito. é mais apropriado falar-se em POTENCIAL DE IONIZAÇÃO. reduzindo-lhe a capacidade de ação sobre os elétrons periféricos.02X1023 átomos do elemento no estado gasoso (átomos isolados). e os elétrons mais externos tendem a ficar mais espalhados. quando aumenta. maior a atração deste sobre os elétrons. O efeito isolante nos períodos também se manifesta. Na tabela as setas mostram o crescimento dos potenciais de ionização dos elementos. Como o processo envolve uma diferença de potencial. isolado e no estado fundamental. passa de níveis inferiores para níveis superiores de energia. no mais baixo conteúdo de energia). o primeiro potencial de ionização.

N. explica a variação nos grupos). associado à blindagem. 18 . corresponde aos períodos que se encontram nas linhas horizontais da tabela. que o Lítio pertence ao período 2 porque a distribuição eletrônica foi até a camada 2. Neste caso. Q). M. acompanhe a distribuição dos elétrons do elemento Lítio: K L 1 s2 2 s1 2p 3p 3d M 3s Observe que foram ocupados apenas dois subníveis: K e L. recebem a numeração de 1 a 7 correspondente às sete camadas eletrônicas (K. L. Como exemplo. Existem 18 famílias na classificação atual. sendo que no período 1 a distribuição de elétrons vai até a camada K. Outro critério usado para organizar os elementos. Dizemos então. e no período 2 os elétrons ocupam a camada L. As principais são: Família I A: metais alcalinos Família II A: metais alcalino-terrosos Família III A: família do Boro Família IV A: família do Carbono Família V A: família do Nitrogênio Família VI A: Calcogênios Família VII A: Halogênios Família 0: Gases Nobres Os elementos situados na mesma família apresentam propriedades semelhantes e se posicionam nas linhas verticais da tabela. O. foi assim que surgiu as famílias (grupos). P.eles e mais facilmente são retirados. e assim sucessivamente. Grupos e Períodos da tabela periódica: Um grande quesito usado por Mendeleev na organização foi agrupar os elementos de acordo com características comuns. (Este fator.

6 ou 7 elétrons na camada de valência. não possui tendência de perder o seu único elétron. fazendo com que se transformem em cátions. Na verdade. com configuração eletrônica igual à do gás nobre hélio. 2 ou 3 elétrons na camada de valência. 5. Exemplos: a)16S:1s22s22p63s23p4 16 S2–:1s22s22p63s23p6 b)9F:1s22s22p5 9 F-:1s22s22p6 Apesar de estar na família 1A. assim. Como a perda de um elétron originaria um sistema sem elétrons. O composto é formado pela atração de íons positivos e negativos. o átomo de hidrogênio tende a receber um elétron. geralmente dos metais. o hidrogênio não é um metal. 1) Metais – São aqueles que possuem 1.4º Bimestre Ligações químicas: A ligação iônica é baseada na atração eletrostática de dois íons com cargas opostas. Observe: 19 . que estão presos a atração eletrostática. A tendência dos ametais é receber elétrons. esses átomos perdem elétrons. Aparece quando um átomo tem 1 a 3 elétrons na camada de valência. ficando. sendo assim o número de elétrons ficará menor que o número de prótons. e são propensos a admitir elétrons. A tendência dos metais é perder esses elétrons. lembrando que o íon H+ não é estável no estado isolado. ou seja. Exemplos: a) 19K:1s22s22p63s23p64s1 19 K1+:1s22s22p63s2p6 b)20Ca:1s22s22p63s23p64s2 20 Ca2+:1s22s22p63s23p6 2) Ametais – São aqueles que possuem 4. A camada de valência dos não metais possuem mais de 4 elétrons.

observe abaixo: Esses pontos em volta dos símbolos são a representação dos elétrons da valência. Observe como e possível alcançar a fórmula de um composto iônico: O: Z = 8 K 2 Al: Z = 13 K 2 L 8 M 3 L 6 1 átomo O ganha 2 e perde 2 Al +++ 1 átomo Al ganha 3 e perde 3 O-- 20 .Cloreto de potássio Potássio: Z = 19 K 2 Cloro: Z = 17 K 2 L 8 M 7 L 8 M 8 N 1 As ligações químicas também podem ser representadas pelo diagrama de Lewis.

SO2 Através da ilustração acima. podemos perceber que ambos (oxigênio e enxofre). através de dois pares eletrônicos simples. A ilustração nos mostra também que 1 átomo de enxofre se junta com um se oxigênio. ambos possuem números iguais de íons. Por exemplo. fazendo com que eles se atraiam. porém os dois elétrons são providos por um dos átomos. A ligação covalente acontece quando um ou mais pares de elétrons é compartilhado por átomos. Molécula de enxofre – S8 21 . A ligação dativa ou coordenada acontece quando um par de elétrons é compartilhado por dois átomos. possuem 6 elétrons de valência cada um.Fórmula: Al2 O3 Portanto o diagrama de Lewis É importante lembrar que um composto iônico é sólido e cristalino quando está em circunstâncias ambientais. íons de sódio. Observe: Gás sulfuroso . e cloreto.

a partir dos números atômicos dos elementos Observe o exemplo abaixo: Como seria a fórmula mais provável do composto formado a partir de um elemento A. com número atômico 7. onde cada um realiza 2 ligações simples. 22 .Ele é formado por um anel de oito átomos de enxofre. no qual. vista de dois ângulos diferentes. Molécula de fósforo branco – P4 Cada átomo de fósforo constitui 3 ligações simples. Observe abaixo a molécula S8. combinado com um elemento B. Resolução da fórmula molecular do composto. com número atômico 9? Vejamos a resolução: Onde: A e B são ligações covalentes.

formada por íons positivos com ipedlink1ao redor e orbitais que passam uns pelos outros. sendo assim a fórmula ficaria assim: AB3 A ligação metálica com relação ao sólido é correto dizer que os átomos ficam bem perto um dos outros. Já o ouro 24K é constítuido 100% de ouro.Para ficar com 8 elétrons na camada de valência. e são capazes de se transformar em fios. Para formar uma liga é necessário fundir os metais. Observe abaixo a composição das ligas mais comuns em nosso cotidiano. C (carbono). Entre outras propriedades. Ligas metálicas As ligas metálicas são compostas por dois ou mais metais. porém organizados variadamente.os metais são bons condutores de calor. e pode conter também elementos não metálicos. Cr (cromo) e Ni(níquel). é necessário que A faça 3 pares eletrônicos. . e é importante lembrar que nem todas as propriedades se aplicam a todos os metais. . Aço inoxidável — constituído por Fe (ferro). já o B é necessário fazer apenas 1 par eletrônico. Aço — constituído por Fe (ferro) e C (carbono). . para que eles atinjam um estado líquido propenso para serem misturados.os metais refletem quase toda a luz. 23 . Ouro 18k — constituído por 75% de Au (ouro) e 25% de Ag (prata) e/ou Cobre. Propriedades físicas mais características dos metais . Amálgama — constituída por Hg (mercúrio). Observe a configuração eletrônica de alguns metais: Na (Z = 11) (configuração do neônio) 3s1 Fe (Z = 26) (configuração do neônio) 3p6 4s2 Ag (Z =47) (configuração do neônio) 4p10 5s1 Podemos dizer que existe uma espécie de nuvem no retículo cristalino metálico. Bronze — constituído por Cu (cobre) e Sn (estanho). pelo fato de serem opacos à luz.os metais são maleáveis. porém a maior quantidade desses elementos deve ser metálica. e são capazes de se transformar em lâminas.os metais são dúcteis. .os metais possuem alta densidade.

Estas propriedades estão fortemente associadas com as forças que mantêm as moléculas unidas umas com as outras. PO4-3 terá NOX -3) 8 – Soma de todos os NOX de uma molécula sempre será ZERO. 10 – Elementos isolados e substâncias simples -> nox ZERO. zinco (Zn) -> nox +2 3 – Alumínio (Al) -> nox +3 4 – Oxigênio (em qualquer parte da molécula) -> nox -2 5 – calcogênios (somente se aparecerem na extremidade direita da fórmula!) -> nox -2 6 – halogênios (somente se aparecerem na extremidade direita da fórmula!) -> nox -1 7 – Íons compostos -> nox igual a carga do íon (por exemplo. 9 – Soma do NOX em íon sempre será a própria carga do íon. Em geral estabelecemos objetivos de natureza prática para delimitar nossos estudos: as propriedades físicas que nos interessam neste momento são aquelas que utilizamos corriqueiramente nos trabalhos comuns de laboratório. e o O com uma carga de -2 (cada átomo de oxigênio). chamadas forças intermoleculares. As forças de atração entre as moléculas são de natureza elétrica. mas podemos desprezá-las por serem muito menores do que as forças elétricas. agora. Por exemplo. o S (enxofre) com +6. Forças gravitacionais também existem. Para saber qual é o NOX de um átomo dentro de uma molécula. Número de oxidação: O Número de Oxidação (NOX) de um elemento químico é a carga que ele recebe em uma reação química. devemos seguir algumas regras: 1 – Todos os metais alcalinos. hidrogênio (H) e prata (Ag) terão nox +1 2 – Metais alcalinos terrosos. analisar as forças que existem entre as moléculas. ponto de ebulição. Vamos. solubilidade. Não teria nenhum sentido tentar estudar todas as propriedades físicas de uma vez. Forças intermoleculares: “Propriedades físicas” é uma expressão de significado muito amplo: engloba todas as propriedades das substâncias relacionadas a fenômenos físicos. apenas para enumerá-las todas já seriam consumidas um espaço enorme. como ponto de fusão. no H2SO4 o H ficará com carga +1 (cada átomo de hidrogênio). 24 . Essas forças podem ser divididas em dois tipos: forças de Van der Waals e Ponte de Hidrogênio. Forças intermoleculares A ligação que prende os átomos dentro de uma molécula é a ligação covalente.Latão— constituído por Cu (cobre) e Zn (zinco).

então podemos facilmente ver como essas moléculas se atraem umas às outras: o lado positivo do dipolo de uma molécula atrai o lado negativo do dipolo da outra molécula. entre moléculas polares (μtotal ≠ 0). Dois tipos principais: Força entre dipolos permanentes: Se a molécula da substância contém um dipolo permanente (devido à polaridade de uma ou mais de suas ligações covalente). e apareçam então pequenos dipolos instantâneos neste momento. eles podem induzir a formação de dipolos contrários na molécula vizinha. mas contendo elétrons em constante movimento. podendo levar a uma molécula neutra ou a outros dipolos. é razoável pensar que num determinado momento a distribuição nessa molécula pode não ser perfeitamente simétrica. inclusive contrários. portanto. levando as duas a se atraírem mutuamente. Exemplo: Forças de London ou forças de dispersão: E quando as moléculas não contêm dipolos (são apolares). mas no curto espaço de tempo em que eles existem. Exemplo: 25 .Forças de Van der Waals As forças de atração ou repulsão entre entidades moleculares (ou entre grupos dentro da mesma entidade molecular) diferentes daquelas que são devidas à formação de ligação ou a interação eletrostática de íons ou grupos iônicos uns com os outros ou com moléculas neutras. Esses dipolos desaparecerão em muito pouco tempo. como é que elas podem se atrair? Pense numa molécula como uma entidade não estática. Esta força existe.

Quando o hidrogênio está ligado a um átomo muito eletronegativo. e constituem a força que une as hélices do DNA. N satisfaz as condições necessárias. O. estabelecendo a ligação de hidrogênio. Uma das propriedades que só o átomo de hidrogênio apresenta é a capacidade de exercer uma força de atração intermolecular chamada ligação de hidrogênio. N de outra molécula.Ligações de Hidrogênio ou Pontes de Hidrogênio: O átomo de hidrogênio tem propriedades especiais por ser um átomo muito pequeno. a densidade eletrônica em torno do próton fica bem baixa. A ligação de hidrogênio só pode ocorrer quando o hidrogênio estiver ligado a um átomo pequeno e muito eletronegativo: apenas F. ou ponte de hidrogênio. Exemplo: As ligações de hidrogênio representam importante papel tanto nas propriedades especiais da água como em moléculas de extrema importância para os seres vivos: elas determinam a forma das proteínas. esta parte da molécula é então fortemente atraída pelos pares de elétrons do F. o próton. O. sem elétrons no interior: por dentro da camada de valência há apenas o núcleo do átomo. 26 .

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