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Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento - RC: 25779 - ISSN: 2448-0959

https://www.nucleodoconhecimento.com.br/administracao/gestao-publica-municipal

Gestão pública municipal: um desafio para os gestores


ARTIGO ORIGINAL

OLIVEIRA, Ricardo da Cunha [1]

OLIVEIRA, Ricardo da Cunha. Gestão pública municipal: um desafio para os gestores. Revista
Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 02, Vol. 01, pp 107-116. Fevereiro de
2019. ISSN: 2448-0959

RESUMO

Este artigo tem por objetivo abordar o tema sobre a gestão pública municipal; refletir sobre o papel do
gestor priorizando, no exercício de suas funções, a transparência e a ética, além de apontar os desafios
enfrentados, na atualidade, por esses agentes públicos. A metodologia adotada para desenvolvimento da
pesquisa foi o levantamento bibliográfico exploratório, buscando estudos desenvolvidos por teóricos da
área.

Palavras-chave: Gestão Municipal, Administração Pública e Privada, Agentes Públicos.

INTRODUÇÃO

Este artigo tem por objetivo abordar o tema sobre a gestão pública municipal; refletir sobre o papel do
gestor priorizando, no exercício de suas funções, a transparência e a ética, além de apontar os desafios
enfrentados, na atualidade, por esses agentes públicos. Nesse sentido pretende o artigo analisar as
dificuldades técnicas, operacionais ou políticas encontradas pelo Gestor Público, no cumprimento da
função básica da administração pública municipal, para atender aos interesses da sociedade local.

A metodologia adotada para desenvolvimento da pesquisa foi o levantamento bibliográfico exploratório,


buscando estudos desenvolvidos por teóricos da área, trabalhos monográficos e materiais disponíveis na
internet, além de artigos disponibilizados pela Escola Nacional de Administração Pública - ENAP. Os
autores pesquisados para elaboração desse artigo foram Salm e Menegasso (2009), que “reconceituam”
Administração Pública; O jurista Hely Lopes Meirelles (1998; 2008) que define sobre administração
pública e administração municipal; Valadares, Pinto, Vilas Boas e Brito (2017) que fazem uma reflexão
acerca das novas tendências da administração pública, Saravia (2010) que aborda as diferenças entre
administração pública e privada, dentre outros autores que pesquisaram sobre gestão pública municipal.

A escolha deste tema justifica-se pelo interesse em mostrar o perfil do gestor público, na atualidade.
Primeiro diante da Constituição Federal, no seu Artigo 37 (CF, 1988), que estabelece o comportamento
desse gestor, de acordo com os princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da
publicidade e da eficiência. Segundo, diante das transformações sociais e das crises política, ética e de
gestão, que provoca a ineficácia e ineficiência dos serviços públicos acentuando as cobranças da
sociedade. Pelo principio da eficiência, espera-se do gestor a efetividade dos atos administrativos e boa
aplicação dos recursos públicos a bem dessa sociedade. Terceiro ponto que provocou o interesse foram as
dificuldades e/ou as facilidades de uma gestão pública, em relação à gestão de uma empresa privada,

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tendo em vista as obrigatoriedades de informações e canais de fiscalização da administração pública.

Desse modo, estudando a administração pública como um instrumento que engloba vários conhecimentos
e estratégias para promover o “bem comum”, este artigo busca compreender o papel do gestor público
municipal, na contemporaneidade.

REVISITANDO OS CONCEITOS SOBRE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E PRIVADA

Para Meirelles (23ª edição atualizada, 1998), a Administração Pública compreende, formalmente, o
conjunto de órgãos quem compõe um governo para planejamento, organização e coordenação de ações,
projetos, serviços, ou seja, é a pessoa jurídica. E se materializa pelo conjunto das funções necessárias para
execução dos serviços públicos em geral. É a operacionalização técnica e legal dos serviços. Ainda para
Meirelles (1998), a Administração Pública “não pratica atos de governo”, e sim “atos de execução”,
portanto atos administrativos.

Sarai (2011), que dialoga com doutos legisladores, professa que a Administração Pública “é vista como
atividade, é manifestada comumente por meio dos atos administrativos. De forma simples, os atos
administrativos são o atos jurídicos praticados pela administração”(p. 4).

Já Salm e Menegasso (2009) fazem uma releitura dos conceitos de Administração Pública, sem nenhuma
discordância aos princípios constitucionais, afirmam que esses modelos de administração,

Quando analisados [...], isoladamente, os modelos de administração pública são pouco eficazes para
produzir e alocar o bem público para a sociedade. Contudo, a sociedade a quem a administração pública
serve não é constituída de um modelo puro, isolado e de um único espaço linear para a existência humana
(SALM, MENEGASSO, 2009, p.99).

Nesse sentido, o fato de o corpo social não ser homogêneo, os modelos de administração pública devem
atender à realidade dessa sociedade “em que há múltiplos espaços para a existência humana, cada qual
com suas exigências e necessidades próprias” (SALM; MENEGASSO, 2009, p. 100). Compreendendo
esses “múltiplos espaços” e fazendo uma correspondência sobre os “locais” onde se encontram os grupos
sociais, significa dizer que as prefeituras constituem-se como instâncias administrativas mais próximas da
realidade social (COUTO; CKAGNAZAROFF, 2016).

Sobre a administração pública municipal, Meirelles (16ª edição atualizada, 2008), citando a CF de 1988,
diz que o município tem o poder “de autoadministração”, além de “auto-organização”, ou seja, tem o
poder de criar, prestar e manter os serviços de interesse da comunidade local, além de legislar sobre seus
próprios tributos e suas rendas, o que constitui o mínimo de autonomia, que Estados e União atribuem aos
municípios (MEIRELLES, 2008, p. 96).

Em relação à administração de caráter privado, segundo Saravia (2010) esta é pautada pelo planejamento
e gestão como estratégia para produção de bens ou serviços e objetivo imediato: o lucro. Este lucro é
proveniente de pagamentos realizados por seus clientes. A legislação que a regula está expressa na
Legislação de Direito Privado, o que a diferencia da administração pública.

DIFERENÇAS ENTRE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E PRIVADA: BREVE ABORDAGEM

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As diferenças entre os dois tipos de administração são muito claras, embora elas se complementem. O
ponto inicial encontra-se na finalidade: a administração pública tem o Estado como regulador, ordenador.
Suas ações, seus serviços e seus objetivos tem por alcance o interesse geral da sociedade, expresso na
Constituição Federal de 1988. Conforme Saravia (2010),

A gerência pública abarca dependentes, cidadãos, fornecedores, presidiários, contribuintes, aqueles que
recebem benefícios e subsídios, bem como clientes. A proximidade não é sempre uma característica
desejável para essas relações. A questão importante para a gerência pública é desenhar relacionamentos
apropriados entre as organizações e seus públicos. Na relação agente–principal, o chefe dos burocratas é o
político e não o cidadão (SARAVIA, 2010, p. 5).

Portanto, a essência da natureza da administração pública difere da gestão privada, primeiro porque a
relação das organizações governamentais com o público, não é uma relação com clientes. Segundo, os
gestores são escolhidos via eleição e as tomadas de decisão são mais lentas. Terceiro, os recursos do
governo tem uma relação direta com o contribuinte. Quarto, na administração pública as decisões são, de
certa forma, democráticas (SARAVIA, 2010).

Sobre a estrutura das organizações públicas, Meirelles define:

[...] na estrutura e organização do Estado e da Administração distinguem-se nitidamente poder, órgão,


função, competência, cargo e agente. Neste tópico interessam-nos os agentes públicos, para conceituá-los,
classificá-los e situá-los no quadro geral do Governo e da Administração. Os agentes públicos, gênero que
acima conceituamos, repartem-se inicialmente em quatro espécies ou categorias bem diferençadas, a
saber: agentes políticos, agentes administrativos, agentes honoríficos e agentes delegados, que, por sua
vez, se subdividem em subespécies ou subcategorias [...] (MEIRELLES, 1998, p. 75).

Na iniciativa privada os recursos originam das compras efetuadas pelos clientes; o empresário decide
sozinho ou com os acionistas da empresa; tem a competição como instrumento de mercado; o cliente tem
a prerrogativa de escolha; seus preços variam de acordo com a demanda (SARAVIA, 2010). O autor
resume a diferença entre gestão pública e gestão privada:

Enquanto o mercado controla a administração das empresas, a sociedade – por meio de políticos eleitos –
controla a administração pública. Enquanto a administração de empresas está voltada para o lucro
privado, para a maximização dos interesses dos acionistas, esperando-se que, através do mercado, o
interesse coletivo seja atendido, a administração pública gerencial está explícita e diretamente voltada
para o interesse público (SARAVIA, 2010, p. 7).

Ainda dialogando com Saravia (2010), importante destacar que, embora as regras que regem as empresas
públicas e privadas sejam diferentes, uma colabora com a outra:

A existência de um setor econômico privado forte, modernizado e com recursos, permite visualizar essas
instâncias de mútua cooperação entre Estado e empresas. Isto é particularmente importante no que diz às
fontes de financiamento para projetos públicos. Adequados esquemas de cooperação permitem a
ampliação da atividade em matéria de construção de infraestrutura e prestação de serviços públicos. É o
caso dos sistemas de concessão e de parcerias público-privadas e outras formas de participação do setor

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privado em atividades de interesse público (SARAVIA, 2010, p. 7).

Em suma, a cooperação tem sido a tônica atual entre administração pública e empresas privadas, e
também as consideradas Terceiro Setor. Essa cooperação é evidente em todas as instâncias
governamentais, principalmente nas gestões locais.

A GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL: ORDENAMENTO E ORGANIZAÇÃO

Dialogando com Meirelles (2008) sobre a autonomia dos municípios, observa-se que, anterior a
Constituição Federal de 1988, eram os Estados que regiam as administrações municipais, por meio das
Leis Orgânicas Estaduais, exceto o Rio Grande do Sul. A CF de 1988 amplia a autonomia municipal e
inclui o município como ente federativo. No seu Artigo 29 (CF, 1988) ficou estabelecida a administração
tripartite.

Utilizando os preceitos constitucionais (CF, 1988, Art. 29-30), o governo municipal é quem organiza a
administração local, no que diz respeito aos interesses do município, sem a prevalência das leis federais e
estaduais sobre ele, ou seja, uma esfera de poder não pode extravasar os limites de sua competência,
exceto por “inexistência de exclusividade de administração”. Com essa capacidade constitucional
política, o município tem prerrogativas de elaborar sua própria Lei Orgânica (MEIRELLES, 2008, p. 93).

Além da autonomia política, a autonomia administrativa, denominada e conceituada como “administração


própria”, significa que a gestão municipal é a detentora da “gestão dos negócios locais pelos
representantes do povo do Município, sem interferência dos poderes da União ou dos Estados”
(MEIRELLES, 2008, p. 111).

Para Salm e Menegasso (2009), a atualidade exige uma necessidade de reconceituar e propor modelos de
administração pública, sem ferir os princípios constitucionais, “[...] que abranjam as instâncias sociais
como coprodutoras dos serviços públicos” (p. 111), considerando uma certa “falência” do modelo
tradicional burocrático. Conforme os autores, propondo esse novo modelo:

[...] a coprodução dos serviços públicos a partir da complementaridade dos modelos e da proposta de
administração pública pode ocorrer (1) por meio da organização burocrática em que haja a gestão
participativa obtida por meio de estruturas de consentimento; (2) por meio das organizações sociais com
características isonômicas; (3) por meio de comunidades engajadas com a produção do bem público; (4)
por meio da responsabilidade social das empresas, quando elas produzem um bem público, fato
amplamente ignorado pelos estudiosos da administração pública; e (5) por meio do cidadão, em seu papel
de ser político, produzindo o bem público (SALM; MENEGASSO, p. 112).

Dessa forma, atualmente a administração municipal - inserida no contexto das novas teorias das
organizações, sobretudo, em função dos casos alarmantes de corrupção praticados por alguns gestores
públicos, que teriam a prerrogativa de zelar pelo “bem público” – deve primar pela eficiência, eficácia,
transparência, garantir habilidades, competências, atitudes éticas.

PERFIL E DESAFIOS DOS GESTORES MUNICIPAIS, NA ATUALIDADE

Diante de tantos problemas nas administrações públicas, dos municípios brasileiros, os teóricos da

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Administração afirmam a necessidade de um novo modelo de gestão pública que perpasse pela
“emancipação dos indivíduos, a práxis, o olhar para a localidade”, conforme Valadares (et al, 2017, p.
40), apontam em sua pesquisa.

Para Antonio Riccitelli (acesso 2017) qualquer instância de governo deve “respeitar e garantir os direitos
fundamentais da pessoa humana, anteriores e superiores ao dever da responsabilidade em regulamentar as
relações públicas da vida em sociedade” (p. 2). Para tanto, o perfil do administrador público elencado por
ele perfaz a:

habilidade para conciliar o carisma político com demandas técnicas e legais; b) conhecimento geral e
obediência ao direito positivo brasileiro; c) conhecimento específico e obediência aos princípios
administrativos constitucionais, particularmente os consagrados pelo art. 37 da Constituição Federal de
1988; d) atendimento às orientações da Lei de Responsabilidade Fiscal; e) sensibilidade às exigências do
cidadão-cliente mais informado, exigente e ciente de seus direitos; f) criatividade suficiente para evitar o
aumento do nível de tributação, fazendo mais com menos; g) dinamismo e empreendedorismo suficientes
para ampliar a capacidade de realização de parcerias e captação de recursos; i) capacidade para ouvir e
aplicar sugestões dos conselhos comunitários; j) ser descentralizador responsabilizando os atos de gestão
realizados por sua assessoria técnica (RICCITELLI, acesso 2017, p. 9).

Segundo Reis e Matos (2012) o gestor público eficiente é aquele que gerencia com responsabilidade e
transparência. Por responsabilidades entende-se:

[...] assessorar, planejar, tramitar nos processos deliberativos e decisórios, coordenar ações e avaliar
programas e políticas públicas em organizações estatais e não estatais, nacionais ou internacionais (REIS;
MATOS 2012, p. 299).

Mediante essas atribuições, fica evidente a necessidade da gestão pública investir na formação dos seus
trabalhadores para que possa executar as funções que lhe é legitimada para que possa adquirir a
competência necessária para execução dos serviços com transparência, ética e legalidade (REIS;
MATOS, 2012).

Mencionando essas competências dos colaboradores, Riccitelli (acesso 2017), ainda aponta outro
problema para uma gestão pública, visto a existência de vários interesses políticos, anteriores e
posteriores a eleição. É preciso que o prefeito eleito saiba “compatibilizar” esses interesses com as
obrigações técnicas e legais. A solução apresentada é :

[...] cercar-se de assessores competentes, geralmente profundos conhecedores das questões


administrativas e legais do cotidiano funcionamento da máquina pública, revestindo os atos do gestor
com fortes cores, técnicas e legais (RICCITELLI, acesso 2017, p. 10).

Para um quadro com essa formação, Reis e Matos (2012), na pesquisa demonstram a existência de
instrumentos de formação continuada, para gestores e para a modernização da máquina administrativa
que foi instituída e legalizada pela “Política e Diretrizes para o Desenvolvimento de Pessoal da
Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, editada pelo Decreto nº 5.707, de 23 de
fevereiro de 2006” (REIS; MATOS, 2012, p. 303). Esse instrumento proporciona maior agilidade e
eficácia em suas práticas internas, buscando oferecer soluções confiáveis para a organização da gestão

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(REIS; MATOS, 2012, p. 303, apud BRASIL, 2006).

Para Riccitelli (acesso 2017), as administrações públicas devem investir no capital humano como
mecanismo de combate a corrupção.

Acrescente-se que para combater problemas congênitos e complexos como o da corrupção, nada melhor
do que o acréscimo de conhecimento e participação em respectiva gestão, elementos naturalmente
gerados por sistemáticos treinamento e capacitação do agente público e de todos os interessados na
melhor gestão da res pública (RICCITELLI, acesso 2017, p. 10-11).

Um novo modelo de gestão pública tem sido, amplamente, pesquisada e difundida: é a gestão por
resultados. Para Braun e Muller (2014) esse modelo

[...] deve estar em sintonia com demais setores e áreas envolvidas para o alcance dos resultados
propostos, constar a gestão e o processo de avaliação e controle, completando um ciclo, visando garantir a
qualidade e a transparência de suas ações realizadas (BRAUN; MULLER, 2014, p. 988).

Para alcançar essa capacidade é necessário organizar o planejamento estratégico se deseja eficiência e
eficácia.

No setor público as bases estão apoiadas na legalidade, tanto da responsabilidade na gestão fiscal dos
recursos públicos e prestação de contas, quanto da ordem devolutiva para a população. O planejamento
apresenta-se como um conjunto de ações interligadas, envolve uma série de atividades, é contínuo,
permanente e sistemático, podendo ser um processo de tomada de decisão, uma atividade orientada para o
alcance dos objetivos e, consequentemente, resultados para a sociedade (BRAUN; MULLER, 2014, p.
988).

Dessa forma, cabe ao gestor municipal propor o desenvolvimento de habilidades e competências


humanas, que os teóricos definem como gestão do conhecimento. Assim, o grande desafio do
gerenciamento municipal, como missão e função pública é resolver problemas da cidade, mas ouvindo e
respeitando os cidadãos. Deve ser uma gestão executiva, mas, sobretudo propositiva e participativa na
construção das políticas públicas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

De acordo com as pesquisas realizadas para este trabalho, observou-se que mediante a crise ético/política
dos setores públicos, urge uma mudança de modelos, de atitudes dos agentes públicos. É necessário que o
gestor tenha habilidades e competências que permita conhecer, organicamente, uma administração. Que
proporcione a promoção da qualificação do seu quadro de trabalhadores municipais e permita a formação
de novas lideranças. Que permita, efetivamente, a participação do Controle Social e fomente o
desenvolvimento econômico, institucional e social em favor das políticas públicas voltadas às
necessidades e demandas da população.

Como bem pontua Luiz Gustavo Negro Vaz (2013) a gestão na esfera pública vem passando por um
processo de globalização em curso, sendo este alavancado pelo desenvolvimento das tecnologias de
informação e comunicação que trouxe à tona importantes questões sobre o papel do Estado na sociedade

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contemporânea, e também sobre as políticas públicas necessárias para promover a competitividade do


país, num mundo que conta cada vez mais integração.

Foi percebido que o gestor público pode ter diferentes perfis, de acordo com o nível de situação e
demanda do seu município. Entretanto, deve ser capaz de lidar com aspectos políticos e técnicos, o que
exige competências e habilidades mais específicas, além de primar pelos princípios constitucionais da
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, além de efetivar a transparência pública.
O Gestor municipal do século XXI deve priorizar a gestão do conhecimento para alcançar uma gestão por
resultados.

Observou-se ainda, que as competências exigidas para um gestor público são mais complexas do que para
os empresários do setor privado, visto que na instância pública a variedade de pessoas envolvidas é
infinitamente maior e mais complexa, os interesses são difusos, na maioria das vezes, contraditórios e o
gestor deve ter serenidade e habilidade para organizar esses interesses em favor do bem da sociedade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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pública municipal em Curitiba com a aplicação do método OKA —Organizational Knowledge
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www.acopesp.org.br/artigos/Dr.../desafios_do_administrador_publico.doc. Acesso 2017.

SALM, José Francisco; MENEGASSO, Maria Ester. Os Modelos de Administração Pública como
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Administração pública sob a ótica dos estudos críticos: reflexões, interlocuções e tendências.
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http://www.administradores.com.br/producao-academica/competencias-do-gestor-publico/5267/. Acesso
2017.

[1]
Mestrando em Educação, Especialista em Pedagogia Empresarial, Especialista em Docência no Ensino
Superior, Graduado em Administração, Funcionário Público Municipal – Câmara Municipal de
Glicério/SP.

Enviado: Março, 2018

Aprovado: Fevereiro, 2019

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