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Integração Social por Teletrabalho http://portal.ua.pt/projectos/ist/obra11/default4.asp?

OP=41

Silvina Santana

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Integração Social por Teletrabalho http://portal.ua.pt/projectos/ist/obra11/default4.asp?OP=41

Introdução Introdução

Objectivos

Enquadramento Geral

Teletrabalho e incapacidade

Metodologia de recolha e
análise de dados

Análise de dados e resultados

Conclusões e recomendações

Referências
Introdução

Trabalhar é uma questão de primordial importância pessoal e social para a


esmagadora maioria dos indivíduos. Apesar de o conceito de trabalho e de a
centralidade que a questão assume na vida das pessoas poderem variar tanto em
conteúdo como em intensidade para diferentes grupos culturais, de um modo geral, o
trabalho, e muito especialmente o trabalho remunerado, joga um papel determinante
na vida da maioria dos indivíduos adultos.

Para além de contribuir para o bem-estar económico das pessoas, o trabalho impõe
horários, fornece estrutura à vida, providencia sentido de identidade e de auto-estima
e permite a construção de status, aptidões, atitudes e gostos e o seu julgamento e
avaliação por terceiros. Por tudo isto, a presença e a natureza do trabalho efectuado
são, por norma, determinantes poderosos da prosperidade, do bem-estar e da
qualidade de vida geral do indivíduo.

No entanto, parecem existir indicadores seguros de que a natureza do trabalho, tal


como até agora foi entendido, está a atravessar uma redefinição fundamental. A
mudança está a dar-se rápida e dramaticamente e tem implicações individuais,
organizacionais e sociais. Alguns dos factores que suportam e promovem esta
transformação são a globalização da economia, as variações rápidas dos mercados, as
flutuações demográficas, os problemas ambientais, as mutações nas expectativas dos
trabalhadores e dos consumidores e as mudanças sem precedentes que vêm
acontecendo ao nível das tecnologias da informação e da comunicação (TIC)
(Donaldson & Weiss, 1998).

O teletrabalho e o trabalho remoto efectuado em computador constituem duas das


manifestações dessa redefinição. Graças à utilização de novas TIC, muitas das tarefas
anteriormente realizadas na fábrica ou no escritório podem ser efectuadas a partir de
casa, de centros de teletrabalho ou de qualquer local onde o trabalhador possa aceder
às ferramentas necessárias à sua concretização.

O teletrabalho tem vindo a crescer, propulsionado pelas necessidades de três


constituintes e pelas possibilidades oferecidas pela tecnologia (McCloskey&Igbaria,
1998). Impulsionado e suportado pelas TIC, ele tem potencial para responder às
necessidades dos trabalhadores, das organizações e da sociedade em geral. Aos
trabalhadores possibilita a integração em estruturas de trabalho flexíveis, mais
consentâneas com as mudanças substanciais que têm vindo a acontecer na estrutura
familiar anteriormente dominante e na atitude dos trabalhadores para com a relação
tempo despendido no trabalho/tempo despendido com o próprio e com a família. Às
organizações permite: responder às imposições governamentais no sentido de
reduzirem as deslocações dos empregados, como forma de contribuírem para a
preservação ambiental, e de proporcionarem condições de trabalho propícias aos
trabalhadores portadores de incapacidade; responder às solicitações de mercados
extremamente voláteis, uma vez que potencia o recurso pontual e rápido a

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capacidades e saberes localizados no exterior do seu espaço físico, e arquitectar


formas de retenção dos empregados mais valiosos. Para a sociedade, o teletrabalho
apresenta-se como uma das formas mais evidentes de reduzir a emissão de poluentes
para a atmosfera, de recuperar espaços citadinos, de permitir a revivificação de áreas
rurais votadas ao abandono e de melhorar a qualidade de vida geral de quantos vivem
em cidades perfeitamente congestionadas e desvirtualizadas pelo tráfego.

Um grupo que tem sido apontado como potencial beneficiário da adopção destas novas
modalidades de trabalho é o constituído pelas pessoas que, por uma razão ou outra,
estão relativamente 'amarrados à casa', nomeadamente, os que possuem algum tipo de
incapacidade.

No entanto, o assunto levanta questões de vária ordem. Designadamente, importa


saber qual a disponibilidade das empresas para adoptarem novas modalidades de
trabalho, quais as actividades que elas estão dispostas a dar a executar a entidades
externas e qual o modelo de teletrabalho mais adequado, nomeadamente, quando em
causa estão trabalhadores com necessidades especiais. Por outro lado, há que
determinar e analisar percepções, expectativas e ideias pré-concebidas, de modo a
gerir adequadamente eventuais resistências e a apresentar soluções passíveis de
serem adoptadas e utilizadas eficazmente. Este estudo permitirá, ainda, determinar
as competências necessárias aos potenciais teletrabalhadores, por forma a avançar
com esquemas de formação e de inserção adequados a cada um e às necessidades e
expectativas das empresas que com eles irão trabalhar.

Este trabalho tem, como principal objectivo, a análise do potencial do mercado


constituído pelas empresas do Distrito de Aveiro no que respeita à inserção de pessoas
com necessidades especiais na vida activa pela via do teletrabalho e do trabalho
computadorizado à distância, numa perspectiva de desenvolvimento regional alargado
e integrado. A sua execução comporta duas vertentes. A primeira envolve uma análise
da bibliografia existente neste domínio, nomeadamente, de estudos elaborados no
âmbito de projectos como os Emploi-ACCÈS, TWIN e AVISE. A segunda, fundamentada
na pesquisa efectuada, apoia-se na auscultação, por inquérito, de uma amostra
representativa das empresas que compõem o tecido empresarial do Distrito de Aveiro.

No seu conjunto, a investigação deverá permitir ganhar um conhecimento teórico


sólido acerca das diversas facetas do teletrabalho, avaliar a disponibilidade das
empresas aveirenses para utilizarem os serviços de incapacitados integrados na vida
activa pelo recurso ao teletrabalho e ao trabalho remoto efectuado em computador,
determinar qual o modelo de teletrabalho mais adaptado à realidade das empresas em
causa e segmentar o mercado com vista à elaboração de futuras estratégias de
implementação, nomeadamente, no que concerne à abordagem das empresas
interessadas, à formação dos teletrabalhadores, ao delineamento de incentivos
financeiros e à implementação de programas de acompanhamento tecnológico.

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