Você está na página 1de 79

Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Matéria: LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO


Professor: MORGANA DIEFENTHAELER
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Teoria e Questões comentadas
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Aula – Direção Defensiva

1 Introdução ..... 5
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

1.1 A motocicleta .............................................................................. 6


1.2 Os três “E” da segurança do trânsito .............................................. 6
2 Acidentes de Trânsito 7
2.1 O que causa um acidente? ............................................................ 8
2.1.1 Ação Humana ........................................................................ 8
2.2 Classificação de acidentes ............................................................. 9
2.3 Incidência de Culpa...................................................................... 9
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

3 Direção e Pilotagem Defensivas 9


3.1 Elementos .................................................................................. 9
3.2 Atitudes do condutor e do piloto .................................................. 10
3.2.1 Planejando o percurso .......................................................... 11
3.2.2 Preparação do veículo ........................................................... 11
3.2.3 Preparação de si mesmo ....................................................... 12
3.2.4 Posição do condutor do veículo .............................................. 13
3.2.5 Cinto de segurança .............................................................. 15
3.2.6 Pontos cegos ....................................................................... 16
3.2.7 Velocidade Compatível .......................................................... 17
3.2.8 Distância de segurança ......................................................... 18
3.2.9 Posição da moto na pista de rolamento ................................... 19
4 Equipamentos de proteção para o piloto 19
4.1 Óculos de Proteção .................................................................... 19
4.2 Capacete .................................................................................. 20
4.3 Viseira...................................................................................... 24
4.4 Sistema de Retenção ................................................................. 24
4.5 Roupas ..................................................................................... 25
4.6 Luvas ....................................................................................... 26
4.7 Calçados................................................................................... 26
5 Conduzindo a motocicleta com passageiro ou carga 26
5.1 Equipamentos de proteção ao passageiro ..................................... 27

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 2 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

5.2 Comportamento do passageiro .................................................... 27


5.3 Pilotando a motocicleta com carga ............................................... 28
5.3.1 Se a carga é particular.......................................................... 28
5.3.2 Se a carga é comercial.......................................................... 28
6 Estado físico e mental do condutor e do piloto 29
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

6.1 Estado mental ........................................................................... 29


6.1.1 Personalidade ...................................................................... 29
6.1.2 Estado mental propriamente dito ........................................... 29
6.1.3 Deficiência auditiva .............................................................. 29
6.1.4 Fatores comuns: estresse, cansaço e sono .............................. 30
6.1.5 Iniciando a viagem ............................................................... 31
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

6.1.6 Alimentação ........................................................................ 31


6.1.7 A atenção............................................................................ 32
6.1.8 Celular e direção .................................................................. 32
7 Substâncias Psicoativas 34
7.1 Substâncias depressoras do Sistema Nervoso Central .................... 34
7.2 Substâncias Estimulantes do Sistema Nervoso Central ................... 34
7.3 Substâncias Perturbadoras da Atividade do Sistema Nervoso Central 34
7.4 Automedicação .......................................................................... 35
7.5 O álcool .................................................................................... 35
8 O respeito entre condutores 40
9 Condução em situações adversas 41
9.1 Luminosidade ............................................................................ 41
9.1.1 Excesso de Luz .................................................................... 41
9.1.2 Escassez de luz .................................................................... 41
9.1.3 Ausência de luz solar ............................................................ 41
9.2 O clima .................................................................................... 42
9.2.1 Chuva ................................................................................. 42
9.2.2 Inundação ........................................................................... 43
9.2.3 Neblina ............................................................................... 43
9.2.4 Vento, calor e frio ................................................................ 44
9.2.5 Calor .................................................................................. 45
9.2.6 Frio .................................................................................... 45
9.3 A via ........................................................................................ 45

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 3 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

9.3.1 Curvas ................................................................................ 46


9.3.2 Declives acentuados ............................................................. 46
9.3.3 Cuidados ao pilotar .............................................................. 47
9.4 O Trânsito ................................................................................ 48
9.5 O veículo .................................................................................. 48
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

10 Cuidados Simples que Evitam Acidentes 48


10.1 A base da prevenção ............................................................... 48
10.2 Cruzamentos .......................................................................... 49
10.3 Ultrapassagens – o perigo mora adiante .................................... 49
10.4 Marcha a ré............................................................................ 51
10.5 Como seguir o veículo da frente ................................................ 52
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

10.6 Como ser seguido ................................................................... 52


10.7 Cuidados com os veículos que vêm na contramão ....................... 52
10.8 Cuidados com veículos de grande porte ..................................... 53
10.9 Transitando em rodovias e estradas .......................................... 54
10.10 Cuidados com os mais frágeis: motos, bicicletas, pedestres ......... 56
10.10.1 Motos .............................................................................. 56
10.10.2 Bicicletas .......................................................................... 56
10.10.3 Pedestres ......................................................................... 57
10.10.4 Animais............................................................................ 59
11 A condução sob situações de risco 60
11.1 Curvas................................................................................... 60
11.2 Derrapagens .......................................................................... 60
11.3 Ondulações ............................................................................ 61
11.4 Buracos na via........................................................................ 61
11.5 Frenagens .............................................................................. 61
11.5.1 Frenagem normal .............................................................. 61
11.5.2 Frenagem de Emergência ................................................... 61
12 Questões Comentadas 64
13 Questões sem Comentários 72
14 Gabarito .... 78

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 4 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

1 Introdução
Sair da rua é arriscar-se, e transitar em um veículo é um risco maior ainda.
Neste sentido, a direção defensiva possui como finalidade ir além da legislação
de trânsito e fornecer subsídios para que todas as pessoas, sejam pedestres,
condutores ou passageiros, adotem atitudes que evitem a ocorrência de
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

acidentes.
A presente apostila é complementada pelo Manual de direção defensiva
publicado pelo DENATRAN em 2005, o qual aborda, também, noções de
meio ambiente e convívio social. Não deixe de ler o Manual!
Durante a nossa aula, usaremos elementos lúdicos e mensagens de campanhas
educativas oficiais, como esta:
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Antes, veja um breve resumo de alguns conceitos:

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 5 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Ensinada nas auto escolas, deve ser aplicada por


Direção Defensiva
todos os cidadãos

Técnica específica para imobilizar um veículo


agressor, utilizando o seu próprio como instrumento
Direção Ofensiva
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

de ataque. SÓ PODE ser usado por profissionais


capacitados.

Técnicas e manobras específicas para utilizar o


Direção Evasiva veículo em situação de fuga, emboscadas, etc.
Apenas para profissionais capacitados.

Iniciaremos nossa aula trabalhando algumas noções introdutórias sobre a


matéria de direção defensiva.

1.1 A motocicleta
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Atualmente, o veículo com maior potencial de se acidentar gravemente é


a motocicleta. O crescimento da frota de motocicletas é uma realidade já
incontornável: os veículos são baratos e práticos. Ocorre que os acidentes com
motos matam bem mais do que os que envolvem apenas automóveis. Isto
porque a carroceria do carro funciona como um “invólucro” que, de certa forma,
protege o condutor. Já a motocicleta não possui esta estrutura: é apenas
o motociclista e o chão, como se diz na linguagem comum, fazendo com que
os acidentes caracterizem lesões, na maioria graves, muitas delas irreversíveis.
Para se evitar acidentes com motocicletas, é necessário que todos os usuários
das vias tenham seus devidos cuidados: condutores de automóveis devem saber
conviver com motociclistas, e vice versa, assim como todos devem saber
conviver com os pedestres, e vice versa.
Aliás, esta é a ideia-base da direção defensiva: cada um tem o dever de
cuidar do outro, no que estiver ao seu alcance.
Para o motociclista iniciante, por exemplo, recomenda-se utilização de
motocicletas de menor potência, ou até mesmo ciclomotores. Ainda, a todos os
condutores em geral, recomenda-se que constantemente estejam se
capacitando e se aperfeiçoando nas técnicas de direção segura.

1.2 Os três “E” da segurança do trânsito


Há várias formas de conceber a segurança viária, e uma delas é através da
teoria dos três “E”.
Segundo esta teoria, a segurança no trânsito está fixada em três tipos de
esforços, três pilares: Educação, Engenharia e Esforço Legal.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 6 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

EDUCAÇÃO

•É concebida como o fator primário para a segurança no trânsito, pois é


através da educação que os usuários das vias aprendem as condutas que
devem ter para promover um trânsito seguro.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

ENGENHARIA

•A engenharia de tráfego é um ramo da engenharia que se dedica à


segurança das vias. Sua função é projetar, construir, inventar, sinalizar e
manter as vias, de modo a torná-las fisicamente mais seguras.

ESFORÇO LEGAL

•Compreende toda a legislação de trânsito que, através de incentivos


(estímulo positivo) ou sanções (estímulo negativo) estimula certos
comportamentos e reprime outros. Aqui estão contidas as atividades de
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

fiscalização, autuação, aplicação de penalidades, processo administrativo


e judicial, todos visando garantir a aplicação das normas de trânsito.

A teoria dos três “E”, apesar de ainda ser muito usada e ensinada, está
gradativamente dando lugar a teorias mais modernas, que concebem a
segurança viária através de um número mais complexo de perspectivas.
Desde 2018 o Brasil vem demonstrando afinidade com estas novas teorias, à
exemplo da publicação do PNATRANS – Plano Nacional de Redução de Mortos e
Feridos no Trânsito, que está fundado em 5 pilares:

Pilar 1: Gestão
Pilar 2: Vias Pilar 3: Veículos
da segurança
mais seguras; mais seguros;
viária;

Pilar 4: Pilar 5:
Usuários mais Resposta aos
seguros; acidentes.

Note como a segurança viária está sendo vista já por outra perspectiva, muito
mais completa no que se refere à interdisciplinaridade de ações que se
relacionam à segurança viária!

2 Acidentes de Trânsito
Todo ano, 1,35 milhão de pessoas morrem em acidentes de trânsito1, de acordo
com relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde, constituindo a
maior causa de morte de jovens entre 5 e 29 anos. No Brasil, são cerca de 37

1
https://jornaldocarro.estadao.com.br/carros/todo-ano-135-milhao-de-pessoas-
morrem-em-acidentes-de-transito/

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 7 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

mil pessoas mortas por ano2. No estado do Rio Grande do Sul, entre janeiro e
novembro de 2018, cerca de 1.449 pessoas vieram à óbito, segundo dados do
DETRAN/RS3. Metade das mortes de jovens das Américas ocorre por causas
evitáveis4.
Repare que estes dados contabilizam apenas as pessoas que morreram
imediatamente no local do acidente, e não contabiliza a enorme quantidade de
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

pessoas que ficaram permanentemente lesionadas em razão do evento.


Um acidente de trânsito provoca uma série de consequências que ultrapassam
o campo do atendimento da vítima: além do aspecto médico, há aspectos sociais
e econômicos.
Assim, o ensino das lições de direção defensiva tem, como finalidade última,
evitar que mais acidentes ocorram e mais pessoas sejam vitimadas.

2.1 O que causa um acidente?


Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Não se pode atribuir a ocorrência de um acidente a apenas um


elemento: sempre, haverá a contribuição, pelo menos, de dois elementos, ou
seja: é uma combinação de fatores.
Consegue-se identificar, outrossim, a causa predominante do acidente:
excesso de velocidade, ultrapassagem indevida, animal na pista, conduzir
alcoolizado. Quase sempre, o acidente é precedido da ocorrência de infrações
de trânsito ou está a elas relacionado.

2.1.1 Ação Humana


O erro humano, ou, a ação humana, é o fator preponderante para a
ocorrência de acidentes, que normalmente seriam evitáveis se o condutor do
veículo tivesse tomado outras atitudes ou sido mais cauteloso. Veja:

Negligência
•É o condutor que não toma os devidos cuidados com o veículo, que dirige com
desleixo e falta de atenção. Por exemplo, o condutor que deixa de realizar as
manutenções regulares no veículo ou o que autoriza a condução do veículo por
pessoa sem habilitação.

Imprudência
•É o condutor que dirige sem cuidado, de forma precipitada e não reflete sobre
as consequências. Um exemplo seria o condutor que dirige alcoolizado.

Imperícia
•É o condutor que não possui conhecimento, técnica ou experiência necessária
para realizar tal atividade.

2
http://tvbrasil.ebc.com.br/reporter-brasil/2018/05/37-mil-pessoas-morrem-por-ano-
em-acidentes-de-transito
3
https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2019/02/06/quase-15-mil-
pessoas-morreram-em-acidentes-dentro-das-cidades-do-rs-em-2018.ghtml
4
https://portaldotransito.com.br/noticias/metade-das-mortes-de-jovens-das-
americas-ocorre-por-causas-evitaveis/

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 8 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

2.2 Classificação de acidentes


Quanto a evitabilidade, um acidente pode ser considerado ou como evitável ou
como não evitável: por lógica, não há meio termo.
Se diz evitável aquele acidente que poderia ter sido previsto, em que uma ou
mais causas poderiam ter sido retiradas pelos seus respectivos agentes. Pode-
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

se dizer que quase todos os acidentes de trânsito, na medida que envolvem o


agente humano, poderiam ter sido evitados se houvesse mais cautela, mais
previsão, se as normas tivessem sido respeitadas, etc.
Quanto ao acidente não evitável, é aquele que não era possível ser previsto e
está relacionado a fatos da natureza – por exemplo, uma árvore que cai no meio
do caminho; um enxame de vespas que ataca um motociclista; um raio que
atinge um pedestre ao atravessar a via.

2.3 Incidência de Culpa


Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Tradicionalmente, a doutrina de trânsito atribui cerca de 90% da culpa de um


acidente de trânsito ao fator humano, chegando a 100% se as vias estiverem
em boas condições e a manutenção do veículo estiver perfeita.
No entanto, tenha em mente que cada caso deve ser avaliado nas suas
particularidades.
Ademais, o trânsito seguro é dever de todos os cidadãos, seja enquanto
condutores, seja enquanto pedestres, passageiros, etc. Todos os usuários das
vias devem adotar um comportamento preventivo no trânsito, não importando
em qual posição esteja.

3 Direção e Pilotagem Defensivas


Como vimos, a maioria dos acidentes de trânsito é considerado evitável e
atribuível ao comportamento humano que foi adotado naquele momento,
especialmente da parte do condutor principal envolvido.
Assim, o estudo da direção e pilotagem defensiva busca transmitir técnicas e
conceitos que capacitem o condutor a fim de evitar acidentes, mesmo que os
demais usuários cometam erros.

3.1 Elementos
Há cinco elementos em que se baseiam estas técnicas:

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 9 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Conhecimento
•Deve-se ter conhecimento acerca das normas que regem o trânsito,
das especificações téncicas do veículo que se está conduzindo e dos
modos de lidar com as condições adversas que podem surgir.

Atenção
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

•Fator essencial para prevenção de acidentes. Observe que, a 80km/h,


em uma distração de apenas 1 segundo, o veículo terá se deslocado
22 metros. Pense na quantidade de eventos adversos que podem
ocorrer em 22 metros de pista!

Previsão
•A previsão, que deve ser realizada pelo condutor, pode ser mediata
(ao fazer a revisão do veículo, por exemplo), ou imediata (por
exemplo, pressupor que um pedestre correndo irá atravessar a rua).

Habilidade
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

•Deve-se dominar o veículo que se está conduzindo, sendo capaz de


pará-lo ou deslocá-lo com segurança em qualquer situação adversa. A
habilidade advém do conhecimento somado à prática.

Ação
•De nada adianta ocorrer todos os 4 fatores acima se o condutor não
realizar a ação, ou se ela não for feita no momento adequado.

3.2 Atitudes do condutor e do piloto


A direção e a pilotagem defensivas estão muito mais relacionadas aos cuidados
com os veículos do que do domínio do condutor sobre ele e da autoconfiança de
quem dirige.
Vamos observar, primeiramente, algumas diferenças existentes entre um
automóvel e uma motocicleta, muito importantes para ajudar as técnicas de
direção defensiva:
Características Automóvel Motocicleta
Equilíbrio Estático Dinâmico
“Peso” Não tem grande Quando parada, é
influência pesada; quando em
movimento, é leve
Freio de Serviço Acionado por um único Acionado por dois
pedal comandos: freio
dianteiro [mão direita] e
traseiro [pé direito]
Freio de Existente Não possui freio de
Estacionamento estacionamento
Transmissão Embreagem acionada Ao contrário:
com o pé, mudança das embreagem acionada

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 10 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

marchas realizada com pela mão e marchas


as mãos alternadas pelo pé
Carroceria Possui carroceria para Não possui carroceira
proteger os ocupantes
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

3.2.1 Planejando o percurso


Antes de ir a algum lugar, é
importante conhecer
antecipadamente o trajeto, planejar
o itinerário e saber, de antemão,
onde estão localizados os
estabelecimentos comerciais,
bancários, industriais e residenciais.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Atualmente, com a utilização de


aplicativos dotados de GPS, com
localização em tempo real e
inclusive informações sobre
engarrafamentos, esta parte está
muito mais facilitada. Entretanto, é
importante que o condutor não
opere o aplicativo enquanto estiver
conduzindo – o seguro é, sempre, parar o veículo, ajustar as configurações
necessárias e, só depois, seguir viagem. Também se recomenda que o condutor
seja orientado por estímulos auditivos, para que não tenha de, constantemente,
olhar para a tela do aparelho para se orientar.

3.2.2 Preparação do veículo


O CTB prevê que é dever do condutor certificar-se de que o veículo está em
condições seguras de trafegar.
Deve-se adotar o hábito de, pelo menos uma vez ao mês, inspecionar todo o
veículo. Já a moto deve ser inspecionada diariamente.
Para ambos os veículos, deve-se revisar, com relativa frequência, os fluidos dos
freios, óleo do motor, óleo do câmbio, líquido de arrefecimento, luzes, parte
elétrica e estado dos pneus, além da corrente de transmissão da moto.
Um simples cuidado, que leva menos de 10 minutos, pode evitar muitos
transtornos e imprevistos que potencialmente se transformariam em acidentes
no trânsito.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 11 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

3.2.3 Preparação de si mesmo


Tanto o condutor quanto os passageiros de um veículo devem adotar atitudes
de segurança, procurando deixar de lado preocupações, pressa, ansiedades,
medos e frustrações.
O condutor deve utilizar calçados que se firmem nos pés e não comprometam a
utilização dos pedais. Há, também, a opção de dirigir descalço, que não é punida
pela legislação.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 12 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Os documentos do veículo e do condutor devem estar de acordo com a


legislação e serem portados junto ao veículo, salvo exceções legais (caso da
CNH Digital e do CRVL eletrônico).

3.2.4 Posição do condutor do veículo


A correta posição do condutor do veículo é muito importante para a sua
segurança e para o correto manejo do veículo.
Deve se sentir confortável, adotando uma posição que evite esforços
desnecessários que provoquem fadiga.
No carro, devem ser ajustados, antes de iniciar a condução, os bancos,
espelhos, encosto de cabeça, ser colocado o cinto e dirigir com as duas mãos
ao volante, mantendo braços e pernas levemente flexionados.
Na moto, devem ser regulados os espelhos; a cabeça deve ser mantida em
posição vertical, os olhos voltados para frente, a coluna ereta, ombros e braços
relaxados e levemente flexionados, as duas mãos devem estar no guidom com
os punhos levemente abaixados; as pernas devem estar fechadas e os pés
paralelos ao chão.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 13 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Para as mulheres grávidas, o DENATRAN dá mais dicas:


1) Posicione o banco de uma maneira que você possa acionar os pedais até o
fim, dobrando levemente as pernas, sem a necessidade de esticá-las por
completo.

2) Regule o encosto do banco para que ele fique confortável, facilite a


empunhadura do volante e o acionamento dos comandos no painel.

3) Lembre-se de utilizar o cinto de segurança. Mesmo que fique um pouco


desconfortável, ele é um item obrigatório.
4) Se for fazer uma viagem longa, as paradas devem acontecer a cada 40
minutos. Aproveite esse momento para sair do carro e andar um pouco. Esses
momentos também são uma boa oportunidade para beber água e, se for o caso,
fazer uma refeição leve.
5) Mas atenção! É importante consultar o médico sobre até que período da
gravidez você pode dirigir. Em caso de batida ou freada brusca, a gestação
poderá ser afetada.

No caso de haver passageiro na garupa, deve-se pedir para que se sente


próximo do piloto e se firme para acompanhar os movimentos e as inclinações
da moto.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 14 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

3.2.5 Cinto de segurança


É dever do condutor utilizar o cinto de segurança e fazer com que os demais
passageiros também utilizem o cinto, pois estarão sob a sub responsabilidade.
O cinto de segurança evita que a pessoa seja lançada para fora do carro,
o que diminui os riscos de morte. Ainda, atenua o choque dos ocupantes
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

contra o painel, volante, para-brisa, bancos dianteiros ou o próprio air bag. Solto
dentro do veículo, o corpo humano sofre um impacto de até uma tonelada, o
que pode causar fraturas e deslocamentos irreversíveis ou até mesmo fatais.
Além disso, o cinto mantém o motorista em sua posição, permitindo que
ele faça as manobras defensivas necessárias, a fim de evitar danos
maiores.
Note que, sem a utilização do cinto, ocorrem três tipos de impactos em um
acidente, por exemplo, a 60km/h:
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

1. O primeiro choque é o do veículo contra o obstáculo, danificando a sua


estrutura;
2. O segundo choque é o dos ocupantes do veículo contra qualquer coisa
que as faça parar: em que pese o veículo, nesse momento, já esteja
parado, em razão do primeiro choque, os ocupantes ainda estão a
60km/h e desprotegidos pelo cinto de segurança;
3. O terceiro choque ocorre após a parada das pessoas: é que os seus
órgãos internos continuam “viajando” a 60km/h, e irão chocar-se uns
contra os outros, contra o crânio ou ossos, provocando fraturas,
hemorragias, rupturas, etc.

Entre você e a morte pode estar ele: o cinto de


segurança!
INCLUSIVE NOS BANCOS TRASEIROS!

No ano de 2018, a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga lançou a campanha


“Cintos Esquecidos”, para provocar a reflexão justamente sobre o uso do cinto.
Assista em https://youtu.be/GssrBYJusZw.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 15 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Fonte: DENATRAN

NÃO ASSISTA SE
Quer saber o preço de não usar o cinto?

VOCÊ FOR UMA PESSOA SENSÍVEL


https://www.youtube.com/watch?v=rtb26EH4x0s

3.2.6 Pontos cegos


Mesmo com o auxílio dos espelhos retrovisores, a área de visão de um motorista
é reduzida, e imperfeita.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 16 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Para reduzir os pontos cegos, deve-se manter os espelhos a 90 graus, de modo


a visualizar a pista, e não a lateral do veículo.
Para ver e ser visto, é importante:

sinalizar com manter acesas as


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

com a moto, evitar


antecedência e luzes do veículo,
"costurar" o trânsito
clareza conforme a legislação

cuidado com quem virar a cabeça para


na moto, o farol deve
está no ponto cego - aumentar o campo de
estar SEMPRE ligado
observe e fique atento visão
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

na moto, movimentar na moto, utilizar cores


constantemente o claras e vívidas,
na moto, utilizar
olhar, olhando mantendo a moto fora
adesivos refletivos
rapidamente para trás dos pontos cegos dos
sobre os ombros veículos

3.2.7 Velocidade Compatível


A velocidade mais segura para transitar nem sempre é a máxima admitida pela
pista.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 17 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Ela deve ser compatível com as condições de tráfego, com a experiência


do motorista e com as condições do veículo. Não se deve, jamais, transitar
com pressa ou ansiedade.
Aliás, se você costuma dirigir, faça um teste: realize algum caminho que faz
normalmente, porém, desta vez transite devagar, atento aos perigos, dê
passagem aos veículos que solicitam. Você verá que, no fim das contas, a
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

diferença de tempo alcançada não será tão grande, e você terá agido muito
mais defensivamente.
O que considerar para calcular a velocidade ideal para a via?

 Condições físicas e características da via


 Tipo de veículo e seu estado de conservação
 Tipo de cargas ou pessoas que estão sendo transportadas
 Intensidade do trânsito e variedade dos veículos presentes:
motocicletas, bicicletas, etc
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

 Acompanhar o fluxo do trânsito


3.2.8 Distância de segurança
3.2.8.1 Lateral
Todo condutor deve manter uma distância lateral segura dos demais veículos,
sendo este um cuidado que deve ser especialmente observado pelos
motociclistas.
O CTB não proíbe que uma moto transite ao lado dos demais veículos.
Entretanto, passar pelo “corredor” formado pelos veículos é um dos maiores
riscos a que os motociclistas se expõem. Lembre-se: mais seguro do que
trafegar ao lado de um veículo, é trafegar atrás dele!
Em pistas de mão dupla, a motocicleta deve ser posicionada mais ao centro da
faixa de trânsito, evitando, assim, que os veículos trafeguem muito perto.
Ao passar por veículos estacionados, o piloto deve permanecer mais à esquerda
da faixa, para evitar ser surpreendido por uma pessoa abrindo a porta do veículo
ou saindo detrás de um veículo. Lembra-se do princípio da previsão?
É extremamente não recomendado que um motociclista trafegue ao lado do
outro. Em caso de haver algum imprevisto ou obstáculo, não haverá espaço
para desviar, o que provocará acidente. Em caso de haver outro motociclista
trafegando junto, deve-se transitar atrás dele, de forma desalinhada (não o
seguir em ‘fila indiana’).

3.2.8.2 Frontal
Esta distância é especialmente aplicável para condutores de veículos
automotores.
Deve-se manter, em relação ao veículo da frente, uma distância que permita
parar o veículo com segurança.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 18 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Essa distância é variável, dependendo do tipo de via, da velocidade


desenvolvida, do peso do próprio veículo, do sistema de freios, etc.

Quanto maior a velocidade, maior deve ser a


distância a ser mantida!
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Note que a distância de parada compreende a soma entre a distância de


reação (distância que o veículo percorre até o condutor reagir e acionar
os freios) mais a distância de frenagem (espaço percorrido desde o
acionamento do freio até a parada completa do veículo).
As motocicletas também precisam observar uma distância frontal de segurança!
Há algumas dicas que podem ser seguidas para calcular a distância de
segurança:
 Regra dos 2 segundos: Deve-se marcar um ponto de referência e
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

observar o momento em que o veículo da frente passar por ele. Neste


momento, deve-se contar: “1001, 1002”. Ao término da contagem, o seu
veículo não deve ainda ter alcançado o marcador. Caso isso tenha
ocorrido, a velocidade deve ser reduzida para aumentar a distância.
 Regra dos 3 segundos: mesmo princípio da regra acima, mas deve ser
adotada quando existem condições adversas, como chuva, neblina, neve,
estradas com más condições.
 Regra dos carros: por esta regra, o condutor deve manter a distância
correspondente a um carro a cada 16km/h desenvolvidos. Por exemplo,
em uma via em que esteja transitando a 80km/h, deve-se deixar, do
veículo da frente, uma distância correspondente ao espaço que seria
ocupado por 5 carros.

3.2.9 Posição da moto na pista de rolamento


Como vimos, a motocicleta ocupa o mesmo espaço que os demais veículos nas
vias. Porém, ao transitar, o motociclista deve priorizar a posição que der mais
segurança e que sempre possibilite que seja visto pelos outros condutores.
Em retas, recomenda-se que a moto seja posicionada do lado direito da via,
sempre observando a regulamentação de trânsito para o local.

4 Equipamentos de proteção para o piloto


De acordo com a legislação de trânsito, tanto o piloto quanto o passageiro da
motocicleta devem utilizar capacete com viseira ou óculos de proteção.

4.1 Óculos de Proteção


Como o próprio nome já informa, o equipamento se presta a proteger os olhos
do piloto ao conduzir a motocicleta, evitando, por exemplo, a entrada de poeira,
água e insetos.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 19 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

São leves, flexíveis e inquebráveis, projetados especialmente para serem


utilizados em conjunto com capacetes que não têm viseira. Junto com eles,
podem ser utilizados óculos de sol ou de grau.
Observe, entretanto, que os óculos de sol ou de grau
não substituem, de forma alguma, os óculos de
proteção, destinados a dar proteção total aos olhos
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

quando o piloto estiver em circulação.


Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

4.2 Capacete
O capacete, na motocicleta, pode ser considerado o item mais importante de
segurança, assim como o cinto de segurança o é para os veículos automotores.
Ele possui a finalidade de proteger a calota craniada, e deve ser calçado e fixado
na cabeça do piloto, de forma que fique firme e com o tamanho adequado.
Em vias públicas, os motociclistas não podem utilizar capacete do tipo
coquinho, ciclístico ou capacete de EPI de construção civil.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 20 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Segundo a Res. 453/13 do CONTRAN, é certificado o capacete que possui


aplicado as marcações (selo de certificação holográfico/etiqueta interna), com
a marca do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade-SBAC,
comercializado, após o controle do processo de fabricação e ensaios específicos,
de maneira a garantir que os requisitos técnicos, definidos na norma técnica,
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

foram atendidos. Os modelos de capacetes certificados estão descritos abaixo


nos desenhos legendados de 01 a 07:

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 21 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Prof. ª Morgana Diefenthaeler


www.exponencialconcursos.com.br
22 de 79
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Teoria e Questões comentadas
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Requisitos:

conter elementos
retrorrefletivos na
Ser leve; tamanho adequado;
parte externa do
casco;

ser corretamente
afixado por debaixo possuir selo, interno
atender às normas
do maxilar inferior ou externo, do
do INMETRO;
pela cinta jugular e INMETRO;
engates;

ser substituído após


a ocorrência de
impactos fortes ou
quando houver
trincas

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 23 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

4.3 Viseira
A viseira é um equipamento agregado ao próprio capacete, destinada a proteger
os olhos e as mucosas do piloto.
Para uso noturno, somente se permite a viseira com padrão cristal, mas nada
impede que seja utilizada uma viseira escura durante o dia.
Ela deve ser usada totalmente abaixada quando o veículo estiver em
movimento, e ser mantida limpa e sem riscos. No lado interno, pode ser utilizado
anti-embaçante.

4.4 Sistema de Retenção


É composto pela cinta jugular e pelos engates. Veja:

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 24 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Cinta Jugular
• fixada ao casco do capacete, deve fixar firmemente o capacete à
calota craniana, sem folgas aparentes
Engates
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

• Fixam as extremidades da cinta jugular, após o usuário regular


devidamente, para não deixar folgas.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Ainda, há equipamentos que podem ou não fazer parte do capacete, não sendo
exigidos pela legislação, chamados acessórios. São eles: palas, queixeiras
removíveis, sobreviseiras e máscaras, para aumentar a proteção oferecida ao
rosto do piloto.

4.5 Roupas
Embora a legislação preveja que o piloto deva utilizar vestuário adequado, o
CONTRAN ainda não regulamentou o tema, de forma que permanecem apenas
os princípios de direção defensiva para informar os usuários.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 25 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

É importante, para sua segurança, que o piloto utilize roupas adequadas:


 Devem ser confeccionadas em tecidos resistentes, como couro ou jeans,
para aumentar a proteção oferecida à pele;
 Devem permitir a liberdade de movimentos do piloto, porém, sem
excesso de folgas, de forma a não comprometer a segurança;
As jaquetas, quando utilizadas, devem ter punhos justos e fechadas
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.


totalmente com zíper;
 Calças com boca estreita evitam que o tecido se prenda aos comandos
da motocicleta sendo, por isso, mais recomendadas;
 Roupas claras e chamativas facilitam a visualização do motociclista pelos
demais usuários das vias, assim como aquelas que contém elementos
refletivos;
 O motociclista profissional (motofrete e mototáxi) deve utilizar colete com
elementos retrorreflexivos, na cor amarelo fluorescente, de acordo com
o disciplinado pelo CONTRAN na Res. 356/2010.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

4.6 Luvas
Em caso de acidente, as mãos serão a primeira parte do corpo que o piloto,
instintivamente, utilizará para se proteger.
Assim, a utilização de luvas é fundamental para a segurança do piloto.
Recomenda-se a utilização de luvas de couro, que não tirem a sensibilidade das
manoplas. Luvas com punhos longos evitam a entrada de ar pelas mangas da
jaqueta!

4.7 Calçados
Diferentemente de um carro, a motocicleta não possui carroceria, nem nenhum
tipo de estrutura externa que auxilie, minimamente, na segurança do piloto.
Assim, é fundamental que toda a sua vestimenta seja projetada para minimizar
a ocorrência e os danos causados por acidentes. Neste processo, os calçados
também influenciam!
Isso porque são os pés que realizarão o contato com os pedais e comandos da
moto. Assim, o solado deve ser de material aderente, com salto baixo, que se
encaixe adequadamente nos pedais. Caso o calçado possua cordão (como um
tênis, por exemplo), deve-se atentar para que estes não se soltem e se
enrosquem na moto, prejudicando a condução. Imagine o dano que pode ser
causado por um “simples” tênis desamarrado no pé de um piloto?

5 Conduzindo a motocicleta com passageiro ou carga


Pilotar uma moto sozinho já exige muitos cuidados, como você já percebeu até
o momento. E se tiver um passageiro, ou uma carga? Os cuidados, nessas
situações, devem ser redobrados!
Na garupa da moto, somente é permitido o transporte de
crianças de mais de 7 anos e que tenham, na situação,
condições de cuidar da própria segurança!!

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 26 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

5.1 Equipamentos de proteção ao passageiro


O passageiro deve utilizar os mesmos equipamentos de proteção que
recomendamos ao piloto.
Além disso, a moto deve estar equipada com:
 Assento próprio para o passageiro, sem que o piloto tenha que se deslocar
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

para frente; ou, então, carro lateral;


 Pedaleiras para apoio dos pés do passageiro;
 Pressão extra nos pneus, devido ao aumento de peso e mudança no
balanço;
 Nova regulagem nos espelhos

5.2 Comportamento do passageiro


O passageiro, mesmo que saiba pilotar, deverá adotar atitudes de acordo com
a sua posição de passageiro de motocicleta, ou seja: veículo de alto risco de
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

acidentes! Ele também deve ter cuidados extras para preservar o piloto da
moto:
1. Primeiro, o piloto deve subir na moto e ligar o motor;
2. Após, o passageiro deve subir pelo lado esquerdo, sentar e colocar os pés
nas pedaleiras;
3. Nas paradas, ao contrário do condutor, o passageiro não poderá tirar os
pés das pedaleiras;
4. Deve se sentar próximo ao piloto, com as duas pernas firmes fixas
fortemente no banco, podendo se segurar na cintura ou no quadril do
condutor, ou, ainda, em equipamento acoplado para este fim;
5. O passageiro deve permanecer atento e com o ângulo de visão ao lado
da cabeça do piloto, para antecipar as manobras que serão feitas e
acompanhar os principais movimentos;
6. Deve acompanhar os movimentos e inclinações do corpo do piloto em
curvas;
7. Nas arrancadas, freadas, ou quando transitar sobre pisos irregulares, o
passageiro deve segurar de modo mais firme;
8. Em caso de frenagem, o passageiro deve pressionar suas pernas no
quadril do piloto, evitando, assim, que seu peso seja totalmente
transferido junto ao piloto;
9. O piloto também deve contribuir, alertando o passageiro sobre manobras
repentinas ou sobre a existência de condições adversas, como lombadas,
para que o garupa não seja pego se surpresa;
Quando existe um passageiro, a moto muda de
comportamento! Isto ocorre devido ao aumento de peso.
Veja:

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 27 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

A motocicleta demorará mais para responder aos comandos, especialmente


frenagem e arrancada;

A realização de curvas será mais difícil


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Assim, deve ser calculado um espaço maior de segurança a ser deixado entre a
moto e os demais veículos.

+
+ distância
passageiro
de
segurança
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

E... cuidado redobrado! Mais atenção, mais prevenção, mais previsão, pois é
mais uma vida que está sendo exposta aos riscos do trânsito!

5.3 Pilotando a motocicleta com carga


As motos não são, essencialmente, veículos projetados para levar cargas.
Outrossim, esta é uma modalidade já muito utilizada, e, pode-se dizer,
indispensável para o desenvolvimento de vários tipos de serviços, a exemplo de
tele-entregas e ‘motoboys’.
Esta é uma situação que também exige alguns cuidados diferenciados pelo
piloto.

5.3.1 Se a carga é particular


 Deve-se evitar que o peso fique concentrado em um só ponto do
bagageiro, para que não comprometa o equilíbrio;
 Objetos mais pesados devem ser colocados junto ao tanque de gasolina,
enquanto que duas pequenas malas/alforjes podem ser acomodados nas
laterais da roda traseira;
 Para acomodação da carga, é possível a utilização de bolsas, maletas,
baús, plataformas e bagageiros;
 Toda a carga deve estar bem fixada (inclusive o baú ou equipamento
utilizado para acomodá-la), evitando que se movimentem ou mesmo
caiam da moto durante a condução.

5.3.2 Se a carga é comercial


A Resolução 356/2010 regulamenta o serviço de motofrete. Observando as
disposições desta normativa, é possível utilizar:
o Equipamento do tipo baú fechado, com faixas retrorreflexivas;
o Equipamento do tipo aberto – grelha;
o Alforjes, bolsas ou caixas laterais.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 28 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Assim como no caso de transporte de passageiro,


dependendo do tamanho e tipo de carga, o comportamento
da moto poderá mudar, em razão do aumento de peso do
conjunto!
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

6 Estado físico e mental do condutor e do piloto


Vimos que o fator humano é considerado o mais determinante para a ocorrência
de acidentes.
Assim, é de suma importância que haja um cuidado especial relativamente ao
estado físico e mental dos condutores. Este cuidado deve ser feito pelos
próprios, denotando responsabilidade consigo mesmo e com os demais
indivíduos que irão partilhar da via.

6.1 Estado mental


Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

6.1.1 Personalidade
Há pessoas que são, naturalmente, mais calmas, mais irritadas, mais
estressadas, etc. Isso faz parte da complexidade de personalidades humanas.
Ocorre que, no trânsito, há uma coisa muito importante que está em jogo: vida,
sua e de outras pessoas.
Assim, os condutores que possuem uma personalidade mais agressiva,
irritadiça, negligente ou imprudente, devem se observar e buscarem afastar
estas reações do ambiente do trânsito.

6.1.2 Estado mental propriamente dito


Além da personalidade, é normal que cada
pessoa, em diferentes momentos de sua vida
[ou mesmo do seu dia], apresente um
temperamento diferente: hora está feliz,
hora está irritada, hora está frustrada, ora
está motivada. Ocorre que, em alguns
momentos, podem ter atitudes de
ansiedade, medo, pressa, confiança
exacerbada, condições que influenciam
diretamente no modo de conduzir.
Desta forma, o condutor deve ficar atento a
si mesmo e buscar seguir rigorosamente as
técnicas de direção defensiva e a legislação de trânsito.

6.1.3 Deficiência auditiva


A deficiência auditiva não é fator impeditivo para dirigir, conforme a legislação
brasileira. Assim, para segurança destes condutores, é recomendado que seja
afixado ao veículo o Símbolo Internacional da Surdez, para que os demais

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 29 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

usuários da via identifiquem a condição do condutor e possam modificar suas


atitudes para se adequar a ela.
Por exemplo, o condutor atento saberá que é ineficaz tentar alertar o condutor
deficiente através da buzina. Ele deverá, assim, utilizar outras formas, como
gestos ou sinalização do veículo.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

6.1.4 Fatores comuns: estresse, cansaço e sono


Destacamos estes fatores por dois motivos. O primeiro deles é que são
extremamente comuns: se você é condutor, com certeza já dirigiu estressado,
cansado ou com sono. Talvez faça isso todos os dias.
Ocorre que estes fatores diminuem a capacidade de concentração e, por
consequência, retardam as suas ações e reações.
Caso seja necessário dirigir em um destes estados, o condutor deve redobrar a
atenção: aumentar a distância de segurança e diminuir a velocidade são
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

atitudes simples que podem preservar vidas.


É muito comum que os condutores sofram pressão externa para cumprirem seus
compromissos, especialmente profissionais. Nestes casos, deve-se sempre ter
em mente que a segurança, própria e dos demais, deverá vir em primeiro lugar.
Afinal, de que serve “chegar rápido” se você nunca mais chegar?
Pilotar por mais de seis horas por dia não é recomendado. Atente-se para
o fato de que pilotar uma motocicleta é bem mais cansativo do que
conduzir um veículo automotor. Ainda, em estradas, é recomendável a
instalação de para-brisa na moto.
O sono é um dos grandes vilões do trânsito. Você se lembra que falamos
no início da aula que, a 80km/h (velocidade baixa, em se tratando de rodovia),
em 1 segundo se percorrem 22 metros? Imagine cochilar por 2 segundos, que
é um tempo ínfimo. Serão 44 metros percorridos, em que absolutamente tudo
pode acontecer – e você não estará lá para reagir.
Em rodovias, é mais comum ainda que os condutores adormeçam ao volante:
em razão da “monotonia” das estradas e ausência de prédios, semáforos e
outros elementos que estejam constantemente captando a atenção do condutor,
como é o caso das vias urbanas.
O sono pode ser causado, também, pelo uso de medicamentos, cujos efeitos
colaterais devem ser considerados na hora de optar por dirigir ou não um
veículo.
Estudos comparam os efeitos da privação de sono aos efeitos do consumo de
álcool:

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 30 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

6.1.5 Iniciando a viagem


Antes de iniciar a viagem, recomenda-se a adoção de alguns cuidados, simples,
mas que podem evitar um acidente:

Só dirigir se estiver descansado;

Evitar dirigir após as refeições;

Em viagens longas, fazer paradas de 2 em 2 horas,


aproximadamente, e, se possível, revezar a direção.

6.1.6 Alimentação
Falando em refeições, você já notou que até a alimentação influencia na forma
de condução?
Antes de viajar, é necessário alimentar-se de como adequado em quantidade,
qualidade e tempo. Deve-se, também, evitar ficar mais de 4 horas sem se
alimentar.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 31 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

6.1.7 A atenção
Vimos, no início da aula, que a atenção era um dos princípios da direção
defensiva.
O piloto de moto deve ter uma atenção muito maior que o de um carro: isso
porque a moto está mais sujeita aos riscos da via, por ser veículo menor.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

A atenção deve ser entendida como um comportamento que deve estar presente
a todo instante na condução do veículo, permanecendo-se atento a tudo que
está presente e acontecendo na via.
Ainda, enquanto se dirige ou pilota, há alguns cuidados que podem ser
seguidos:

Evitar comer, beber, ou fumar


Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Não usar fones de ouvido

Não falar ao celular nem manuseá-lo

Concentrar toda a atenção no trânsito, deixando de


lado preocupações, pressas, ansiedades, irritações;

Ter em mente, a todo instante, que deve estar


preparado para agir diante de uma situação
adversa

6.1.8 Celular e direção


Estudos mais recentes afirmam que o uso do celular ao volante é mais perigoso
do que dirigir embriagado5. E, infelizmente, esta atitude está cada vez mais
comum, seja pelo uso de aplicativos de GPS, seja pelo uso de aplicativos de
mensagem – como whatsapp. Algumas pessoas chegam a fazer vídeos ao vivo

5
https://pousoalegre.net/noticia/2015/06/uso-de-celular-ao-volante-e-mais-perigoso-
do-que-dirigir-embriagado/

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 32 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

ou postarem fotos enquanto conduzem seus veículos, demonstrando absurdo


desrespeito com a vida própria e dos demais usuários ali presentes.
Veja excerto da reportagem publicada no jornal O Sul:
Já se tornou normal ver alguém dirigindo e mexendo no celular ao mesmo tempo.
Se antes, os motoristas eram flagrados com os aparelhos nos ouvidos, agora,
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

com a popularização dos smartphones, é comum vê-los digitando ou usando os


pequenos computadores para ver e ouvir conteúdos. E essa nova realidade
preocupa médicos e autoridades de trânsito.

“O celular altera as ondas cerebrais de alguns pacientes, que ficam


desconectados, como se estivessem em transe, fora de si. O cérebro foca na
ação que está sendo feita no aparelho e perde a sintonia com o que ocorre ao
redor”, relata Ronald Farias, presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.
Segundo especialistas, a distração ao volante abrange quatro dimensões: visual
(quando o condutor desvia o olhar da via para ler mensagem ou atender ligação),
cognitiva (ao pensar sobre algum assunto ao qual está falando ao telefone,
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

prejudicando a reação frente alguma necessidade no trânsito), física (quando o


motorista tira uma das mãos do volante para executar tarefas como digitar
números ou mensagens) e auditiva (a atenção do motorista volta-se para os sons
do telefone, provocando perda de percepção auditiva de uma sirene ou buzina).

De acordo com a gestora de comunicação do Observatório Nacional de Segurança


Viária, Daniela Gurgel, usar o telefone enquanto dirige tem se tornado tão
perigoso quanto beber e assumir o volante e ainda envolve um aspecto
sociocultural: “A pessoa não se embriaga em uma segunda-feira de manhã, mas
usa o celular o tempo inteiro. Isso é muito perigoso”.6

Lembre-se disso da próxima vez que pegar o celular ao volante!

Fonte: DENATRAN

6
http://www.osul.com.br/o-uso-do-celular-ao-volante-desliga-outras-areas-do-
cerebro-e-pode-ser-tao-perigoso-quanto-dirigir-embriagado/

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 33 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

7 Substâncias Psicoativas
É inegável que o consumo de substâncias psicoativas altera a capacidade de
dirigir.
Consideramos aqui como “substâncias psicoativas” aquelas que modificam o
funcionamento regular do cérebro, temporariamente, tais como álcool,
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

medicamentos, e drogas.

7.1 Substâncias depressoras do Sistema Nervoso Central


São as substâncias que diminuem a atividade do cérebro, fazendo com que a
pessoa fique mais lenta, desinteressada, mais “devagar”:
1. Álcool – bebidas em geral, como cerveja, destilados, vinho;
2. Soníferos – drogas que promovem o sono, como o Zolpidem e Zopiclona;
3. Ansiolíticos – drogas que acalmam ou inibem a ansiedade, como
benzodiazepínicos (diazepam, bromazepam, clobazam, clorazepam,
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

flurazepam, estalozam, flunitrazepam, lorazepam, nitrazepam, etc);


4. Narcóticos – drogas que aliviam a dor, como a morfina
5. Inalantes ou Solventes
Tais substâncias causam, em geral, diminuição da ansiedade, redução do
estado geral de alerta, relaxamento muscular e indução ao sono.

7.2 Substâncias Estimulantes do Sistema Nervoso Central


São as que estimulam o funcionamento do cérebro, deixado a pessoa mais
“ligada”, elétrica, sem sono. Neste grupo se enquadra a cocaína e as
anfetaminas, muito utilizadas por caminhoneiros (o rebite) que precisam
enfrentar longas jornadas de trabalho e que passam, muitas vezes, mais de um
dia na estrada, sem descansar – comportamento que é inadequado e causa
riscos a todos os usuários!
No grupo das anfetaminas, estão remédios legalizados, como Adderall XR,
Venvanse e Ritalina.

7.3 Substâncias Perturbadoras da Atividade do Sistema Nervoso


Central
Neste caso, a substância tem o efeito de modificar a qualidade da atividade do
cérebro, causando alucinações. Aqui estão o LSD, o “êxtase” e os
anticolinérgicos.
Quem utiliza estas substâncias experimenta delírios e alucinações visuais e
auditivas. Ou seja, dirigir nestas condições é praticamente se expor a um risco
de acidente que se aproxima de 100%.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 34 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

7.4 Automedicação
Depois de ler tantos nomes de remédios e princípios ativos, você deve ter
rememorado quantas vezes já dirigiu sob a influência de algum deles, não é
mesmo?
Há, ainda, outros medicamentos que possuem efeitos colaterais indesejados,
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

que se aproximam das situações acima descritas, tais como analgésicos,


xaropes, antigripais, diuréticos. Sem contar que alguns medicamentos podem
conter álcool na sua composição.
Como exemplo, a sonolência pode ocorrer como efeito colateral de algum outro
remédio ingerido, tais como antidepressivos (Amitriptilina, Mirtazapina,
Olanzapina, Trazodona) e antialérgicos (Loratadina, Dexclorfeniramina).
Por fim, e muito comum, está a possibilidade de interação medicamentosa
decorrente da automedicação, a qual pode resultar em efeitos colaterais
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

indesejados e incompatíveis com a atividade de dirigir um veículo.

7.5 O álcool
A condução sob efeito de álcool foi identificada pela Organização
Mundial da Saúde - OMS como sendo um dos cinco principais fatores de
risco comportamentais que influenciam na ocorrência de acidentes, ao
lado do excesso de velocidade, falta de uso de capacetes, cinto de segurança e
equipamentos de segurança infantil.
Em 2007, a Organização Mundial da Saúde lançou um manual de segurança
viária para profissionais de trânsito e de saúde acerca do tema "Beber e Dirigir",
para orientar os gestores públicos no combate deste risco social.
Mas... Você sabe, de verdade, qual o problema de misturar bebida e direção7?

"O consumo de álcool, mesmo em quantidades relativamente


pequenas, aumenta o risco de envolvimento em acidentes,
tanto para condutores como para pedestres. Além de provocar a
deterioração de funções indispensáveis à segurança ao
volante, como a visão e os reflexos, o álcool diminui também a
capacidade de discernimento, estando em geral associado a outros
comportamentos de alto risco, como excesso de velocidade e
inobservância do uso de cinto de segurança." (OMS, 2007)

https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_docman&view=document&layout=
default&alias=1484-beber-e-dirigir-prevencao-manual-seguranca-transito-para-
profissionais-transito-e-saude-4&category_slug=acidentes-e-violencias-
086&Itemid=965

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 35 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Devido ao seu caráter depressor ou estimulante, em função da quantidade


absorvida. Certo é que, quanto maior a quantidade ingerida, maiores serão os
efeitos negativos. Veja:
Os efeitos imediatos do álcool no cérebro podem ser de caráter depressor ou
estimulante, em função da quantidade absorvida (veja a Tabela 1.1). Em ambos
os casos, o álcool produz uma alteração fisiológica que aumenta o risco de
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

acidentes, visto que modifica a capacidade de discernimento, torna os reflexos


mais lentos, diminui a vigilância e reduz a acuidade visual. Fisiologicamente, o
álcool também provoca diminuição da pressão sangüínea e depressão das
funções de consciência e respiração. Além disso, o álcool tem propriedades
analgésicas e anestésicas em geral.

O álcool pode alterar a capacidade de discernimento e aumentar o risco de


acidente mesmo com um nível baixo de alcoolemia. Todavia, os efeitos negativos
são progressivamente intensificados à medida que a alcoolemia aumenta. Não
são apenas a capacidade de discernimento e os reflexos que ficam prejudicados:
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

a visão também sofre deterioração. Além do risco direto de acidente, acredita-


se que o álcool prejudique outros aspectos da segurança do condutor, como o
uso de cinto de segurança e capacete e o respeito dos limites de velocidade.
Embora este manual tenha deliberadamente deixado de lado o uso de outros
tipos de droga, vale a pena lembrar que o consumo de álcool, em parte porque
favorece a perda da inibição, é com freqüência associado ao uso de outras drogas
que podem afetar o desempenho ao volante (12).
1.2.2 Os efeitos do álcool e o risco de acidentes

As alterações fisiológicas provocadas pelo álcool aumentam consideravelmente


os riscos de acidentes, tanto para os condutores de veículos automotores ou
motocicletas como para os pedestres; beber e dirigir é com freqüência apontado
como um dos fatores mais graves e determinantes para acidentes de trânsito em
países em que os veículos motorizados são amplamente utilizados.

Os condutores alcoolizados correm um risco muito maior de acidentes de trânsito


que os motoristas não alcoolizados, e esse risco cresce consideravelmente
conforme aumenta a concentração de álcool no sangue (veja o Quadro 1.1). No
caso dos motociclistas, calcula-se que uma alcoolemia superior a 0,05 g/100 ml
aumente em até 40 vezes o risco de acidente, comparando-se com uma
alcoolemia zero (14). [OMS, 2007]

Veja a tabela trazida pelo Manual, que compara a CAS – concentração de álcool
no sangue – com os efeitos no corpo humano:

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 36 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Aqui destaco alguns dos efeitos leves e médios provocados pelo consumo de
álcool (OMS, 2007):

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 37 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Diminuição das funções de vários centros nervosos

Comportamento incoerente ao executar tarefas

Diminuição da capacidade de discernimento e perda da inibição


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Diminuição da atenção e da vigilância

Efeitos do Reflexos mais lentos


Consumo
de Álcool
Dificuldade de coordenação

Redução da força muscular

Redução da capacidade de tomar decisões racionais ou de


Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

discernimento
(OMS, 2007)
Diminuição da paciência

Problemas de equilíbrio e de movimento

Alteração de algumas funções visuais

A chamada Lei Seca (Lei nº 11.705, de 2008, que realizou várias alterações no
CTB), representou, no país, passo substancial ao controle da ingestão de álcool
pelos motoristas, pois retirou o limite legal antes previsto e determinou que
qualquer concentração de álcool por litro de sangue ou por litro de ar alveolar
sujeitaria o condutor às penalidades administrativas previstas pelo CTB.
O início da implementação da Lei Seca, a partir de 2008, em conjunto com o
aumento de fiscalizações de alcoolemia realizados contribuiu para reduzir o
número de acidentes nas rodovias federais (ANDREUCETTI et al, 2011).
Em 2018, o Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN publicou o Plano
Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), o qual,
baseando-se no método 5W2H de planejamento estratégico, estabeleceu metas
de redução do índice de mortos no trânsito por grupos de habitantes e de índice
de mortos no trânsito por grupos de veículos (L13614, art. 1º) e oito pilares
fundamentais para o desenvolvimento das propostas: Integração,
Cooperação e Coordenação no PNATRANS, Coleta e Integração de
Dados, Financiamento do Plano, Esforço Legal, Fiscalização de Trânsito,
Educação para o Trânsito, Mobilidade e Engenharia e Atendimento de
Vítimas (PNATRANS, 2018, p. 9).
Até o momento, o grande foco da legislação (CTB e CONTRAN) e das autoridades
foi a direção sob influência de álcool. O CTB, entretanto, aplica as mesmas

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 38 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

penalidades a quem dirigir sob influência de substância psicoativa que


determine dependência – ou, em outras palavras, sob influência de drogas.
Atualmente, esta questão vem ganhando espaço da discussão pública, e alguns
drogômetros já estão sendo testados pelo Poder Público, mas ainda precisam
ser regulamentados, de forma específica, pelo CONTRAN.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Por fim.... Você sabe o que pode começar a fazer para mudar esta realidade?

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 39 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Se beber, entregue as Preste atenção a outros


chaves do carro a motoristas
alguém sóbrio, volte potencialmente
Se for dirigir, não beba.
para casa de aplicativo, embriagados, que
E se beber, não dirija.
táxi, ônibus, ou durma apresentam
no local até se comportamentos de
recuperar risco
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Eleja o "amigo da vez" Combine que alguém


Não aceite carona de
ou o "motorista da da sua família vá
pessoas que beberam
rodada" buscá-lo.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

8 O respeito entre condutores


Todo mundo já deve ter presenciado uma situação em que um condutor não
respeita o espaço do outro, ou realiza uma manobra perigosa em “retaliação” a
algo que o outro lhe tenha feito.
Tais atitudes, além de serem extremamente descorteses, colocam em risco a
segurança viária. Veja alguns exemplos, que poderiam não ter ocorrido se uma
simples mudança de atitude fosse adotada:
 Motorista que muda de faixa ou faz conversão sem sinalizar
adequadamente;
 Motociclista transitando em alta velocidade no corredor formado pelos
veículos, sem manter uma distância lateral adequada;
 Motorista de caminhão que invade o espaço alheio, sem sinalização;
 Ciclista que trafega na contramão;
 Pedestre que atravessa, de surpresa, fora da faixa de segurança;
 Motorista que “persegue” outro condutor que lhe tenha desagradado;
 Dentre muitos exemplos que eu e você vemos no nosso dia a dia.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 40 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Tais condutores colocam as suas prioridades acima da segurança pública, e


deixam de observar que a via é de todos, e todos são responsáveis pela
segurança naquele local. A via é compartilhada por todos, e isto significa que
deve haver cidadania e urbanidade, além do respeito às normas de trânsito.

No trânsito, não há escolhas individuais: todas as escolhas


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

repercutem sobre o outro!

Então, vale aquela máxima que se aprende na escola: tratar o outro como
gostaria que fosse tratado – mesmo que você seja desrespeitado!

9 Condução em situações adversas


9.1 Luminosidade
Boas condições de luminosidade são essenciais para ver e ser visto. Entretanto,
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

esta finalidade não é atingida quando há luz em excesso, em escassez, ou


durante a noite.

9.1.1 Excesso de Luz


Luminosidade em excesso pode causar ofuscamento do condutor, a exemplo da
luz alta utilizada em veículo na contramão de direção, ou dos raios solares ao
nascer ou anoitecer.
A utilização de faróis de xênon é proibida exatamente por este motivo: ao passo
que melhora muito a visibilidade do condutor que o usa, ele ofusca
completamente todos os condutores que vêm na contramão de direção. Ou seja:
segurança viária zero.

9.1.2 Escassez de luz


Neste caso, ocorre a penumbra, que é o trânsito entre luz e sombra. Pode
ocorrer ao anoitecer, amanhecer, sob neblina ou cerração.

9.1.3 Ausência de luz solar


A noite é, naturalmente, um fator de risco para quem dirige, na medida que a
visibilidade é reduzida e, consequentemente, é mais difícil prever o que pode
acontecer de errado.

Nestas situações, é adequado:


 Reduzir a velocidade do veículo, aumentando a distância de segurança;
 Manter os faróis limpos e alinhados, com sistema de iluminação adequado
(lembra da revisão do veículo?)
 A viseira do capacete deve estar em boas condições e adequada à
luminosidade;
 Evitar viajar à noite.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 41 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

9.2 O clima
Chuva, neblina, frio, calor, e até vento são condições que exigem uma atenção
redobrada do condutor! Vamos ver?

9.2.1 Chuva
Sob chuva, a pista fica molhada, diminuindo o atrito do pneu com o solo. O risco
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

de ocorrer aquaplanagem é grande, e o de acidente, maior ainda. Sob chuva:

se a chuva for muito intensa, o


reduzir velocidade e aumentar
mais recomendado é aguardar
a distância de segurança
em local seguro.

na moto, ao iniciar a chuva,


evitar pisar no freio de maneira
parar em local seguro, colocar
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

brusca
o equipamento de proteção

no carro, manter os limpadores


usar farol baixo ou lanternas de para-brisa em bom estado e
impedir que os vidros embacem

9.2.1.1 Aquaplanagem
A aquaplanagem ocorre quando os pneus perdem contato com o solo em razão
da presença de uma camada de água sobre a pista, em cima da qual o veículo
passa a deslizar. Pode ocorrer com qualquer veículo, e em qualquer piso, mas
há fatores de risco:
 Velocidade acima de 50km/h;

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 42 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

 Pneus em mau estado de conservação;


 Excesso de água sobre a pista.
O carro aquaplanou. E agora, o que fazer?

Aquaplanou?
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

tire o pé do acelerador, para que o veículo reduza


velocidade;

NÃO pise no freio, pois o carro poderá capotar ou


rodopiar;

NÃO faça movimentos bruscos com a direção (ou


você perderá o controle do veículo assim que a
aderência retornar)
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Quando a aderência voltar, retome o controle do


veículo

Respire fundo e mantenha a calma.

9.2.2 Inundação
Durante uma inundação/enchente, é preciso tomar cuidado com buracos ocultos
na via. Em geral, recomenda-se que, durante uma enchente, só se saia de casa
quando houver extrema necessidade.

9.2.3 Neblina
Nevoeiro, cerração e neblina são condições em que a visibilidade está reduzida,
e costumam ocorrer em regiões próximas de litorais, rios ou represas.
Os cuidados são os básicos: redobre a atenção; reduza a velocidade; aumente
a distância de seguimento; acione a luz de neblina [caso existente]; utilize a luz
baixa; se necessário, pare em local seguro e aguarde.
Relembre os tipos de luz do veículo:

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 43 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

9.2.4 Vento, calor e frio


9.2.4.1 Motos
Quando a moto em movimento é atingida por ventos muito fortes, pode ocorrer
perda da estabilidade e descontrole.
Ventos também podem ser gerados pelo deslocamento de ar de outros veículos
maiores que estejam trafegando no mesmo sentido de direção ou na contramão.
Há alguns motociclistas que utilizam este “vácuo” gerado atrás de caminhões
para trafegarem em rodovias. Esta atitude é extremamente perigosa e não
deve, sob nenhuma hipótese, ser praticada.
Geralmente, trechos de rodovia que possuem ventos muitos fortes são
sinalizados. Vale a regra de redobrar a atenção e reduzir a velocidade, até
mesmo para que o motorista cuide de eventuais motociclistas desatentos que
venham a cair.

9.2.4.2 Outros veículos


Os condutores dos demais veículos também devem atentar-se aos ventos, tanto
pela possibilidade de desestabilizar o veículo quanto pela possibilidade de
objetos serem lançados na pista.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 44 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

9.2.5 Calor
O calor pode provocar sonolência e indisposição física.

9.2.6 Frio
Frio pode entorpecer mãos e pés, dificultando os movimentos do condutor ou
do piloto. Idealmente, ambos devem se preparar para estas condições, para que
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

não sejam expostos a riscos desnecessários.

9.3 A via
Vias mal conservadas, com buracos, falta de acostamento, vegetação
desordenada, deficiência de sinalização, elevam o risco de ocorrência de
acidente, e a isso o condutor também deve estar atento.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

1 https://www.ayumiseguros.com.br

2https://liberal.com.br/

Há trechos de vias caracterizados por muitos cruzamentos, curvas, descidas


acentuadas, travessias, onde ocorrem muitos acidentes. Estes locais,
considerados pontos críticos, devem ser trabalhados pela área de Engenharia
de Tráfego a fim de serem tornados mais seguros.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 45 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

3http://circuitomt.com.br

Em caso de ondulações, buracos, irregularidades na via, sinalização deficiente


ou ausente, a dica é a de sempre: reduzir a velocidade e aumentar a distância
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

de segurança.
Quando o trecho não possui calçada, e os pedestres estão transitando na faixa
de rolamento ou logo ao lado desta, os cuidados também devem ser redobrados.

9.3.1 Curvas
As curvas são situações adversas por natureza, em que a força centrífuga
empurra o carro e a moto para fora da pista: é esta força que causa a
desaceleração do veículo ao realizar uma curva, obrigando a pisar no acelerador
para manter a velocidade constante.

9.3.2 Declives acentuados


Em declives acentuados, ou ao transitar por um trecho muito longo em descida,
o condutor deve utilizar o freio motor do veículo para evitar sobrecarregar os
freios de serviço.
Não se deve descer com o veículo “na banguela” (sem nenhuma marcha
engatada, usando apenas a força da gravidade), pois caso ocorra um perigo à
frente, não haverá resposta do veículo para realizar a manobra de segurança.
Deve-se descer com o veículo engatado na 2ª ou na 3ª marcha, sem acelerar,
utilizando o sistema de freio motor do veículo, que o mantém em uma
velocidade compatível com a marcha.
Se você descer com o veículo engatado em uma marcha maior e pisar no freio
constantemente, irá superaquecer o sistema de freios e poderá ficar,
literalmente, “sem freio”. Veja este vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=-kJfT5ElJn4
Note que, ao final do vídeo, o caminhão termina em uma área de escape – caixa
de brita. São área projetadas especialmente para esta finalidade: segurar e frear
os veículos que eventualmente tenham sobrecarregado seu sistema de freios

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 46 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2014/10/area-de-escape-da-br-376-evitou-mais-de-100-acidentes-
em-tres-anos.html
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

https://bandnewsfmcuritiba.com/area-de-escape-na-serra-no-mar-passa-por-testes-e-e-liberada-para-uso-
em-situacoes-de-emergencia/

9.3.3 Cuidados ao pilotar


O piloto de moto sempre é o que deve adotar mais cuidados.
Quando enfrentar superfícies irregulares ou ondulações, o piloto deve manter
pulsos e braços firmes no guidom e levantar o corpo 10 a 15cm acima do banco
para que as pernas funcionem como amortecedores do efeito de choque, bem
como manter os joelhos relaxados junto ao tanque.
Para cruzar trilhos e sonorizadores com segurança, deve-se passar sobre eles
com a moto posicionada em ângulo de 90 graus.
Por fim, quando houver derrapagens ocasionadas por cascalho, óleo sobre a
pista, área, deve-se reduzir a velocidade, mas manter as rodas da moto
girando; manter a aceleração sem usar a embreagem e segurar firme o guidom,
virando-o ligeiramente no sentido da derrapagem para obter a aderência dos
pneus.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 47 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

9.4 O Trânsito
Esta situação relaciona-se ao comportamento dos outros condutores, que nem
sempre é o mais adequado, e a outras condições como engarrafamento, muitos
pedestres/ciclistas/motos, horários de pico, etc.
De toda forma, a atenção deve ser redobrada, a calma deve ser mantida
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

[principalmente porque em regra irão ocorrer provocações de outros motoristas]


e, se possível, utilizado um caminho alternativo.

9.5 O veículo
Quando não é feita a revisão com regularidade, ou quando algum equipamento
subitamente estraga, o veículo torna-se a própria condição adversa – e você
passa a ser um fator de risco ambulante.
Nestas condições, o reparo deve ser providenciado imediatamente e, para evitar
futuras ocorrências, manter as manutenções em dia.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

10 Cuidados Simples que Evitam Acidentes


10.1 A base da prevenção
O método básico para evitar acidentes é bastante simples:
1. Prever o perigo: lembra do princípio da previsão? Consiste em prever,
mentalmente, as condições adversas que podem ocorrer – assim, aquele
‘imprevisto’ não será mais tão imprevisto assim.
2. Descobrir o que fazer: cada situação é particular e exige uma resposta
diferente por parte do motorista. Porém, há reflexos que podem ser
treinados e antecipados, por isso é tão importante o estudo da direção
defensiva!

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 48 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

3. Agir a tempo: o motorista deve tomar a iniciativa e agir, ao invés de


aguardar o desfecho da situação ou esperar pela atitude de outro
condutor.
Vamos ver agora alguns cuidados específicos!

10.2 Cruzamentos
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Cruzamentos são particularmente perigosos pois há um grande potencial de não


ver o outro ou de não ser visto pelo outro.
A preferência para cruzar é constantemente alternada: ora é vez de um
condutor, ora é vez do outro, ora será a vez dos pedestres. E aí surgem mais
problemas.
Acidentes ocorridos em cruzamentos geralmente devem-se à falta ou deficiência
de sinalização que informe esta condição na via, ou devido ao comportamento
de um ou mais motoristas envolvidos.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Seja qual for a hipótese, o condutor defensivo deve agir de forma a ter tempo
hábil para parar seu veículo diante da imprudência alheia:

Obedecer à sinalização
Redobrar a Diminuir a vertical, horizontal e
atenção velocidade semafórica, quando
existentes;

Mesmo quando estiver


Sinalizar suas Se for o caso, dar
na via preferencial,
inteções a preferência de
aproximar-se com
adquadamente; passagem;
cuidado do cruzamento;

Se um condutor
Olhar para ambos
desrespeitar a Não realizar
os lados antes de
preferência, ultrapassagens
cruzar;
deixá-lo passar;

10.3 Ultrapassagens – o perigo mora adiante


A ultrapassagem é considerada a manobra mais
perigosa do trânsito, especialmente quando exige o
tráfego na contramão de direção por um determinado
período. As colisões frontais são causa de mais de 30%

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 49 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

das mortes ocorridas em rodovias8, normalmente decorrentes de


ultrapassagens mal realizadas.
Antes de realizar a manobra, o condutor deve verificar se é permitida pela
sinalização; se é realmente necessária e se há condições suficientes para
realizar a manobra inteiramente com segurança.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Lembre-se de que a ultrapassagem deve iniciar e terminar em local que seja


permitida pela sinalização – caso ela seja iniciada e
o condutor perceba que a ultrapassagem passou, a
partir de certo ponto, a ser proibida, ele deve
imediatamente retornar à sua pista com segurança, mesmo que isso
represente reduzir a velocidade e retornar para detrás do veículo que estava
sendo ultrapassado.
Isto porque os pontos onde a ultrapassagem é proibida representam deficiência
na visualização dos veículos que estão vindo na contramão de direção,
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

normalmente em curvas ou declives, aumentando exponencialmente o risco de


acidentes.

Na dúvida, NÃO ultrapasse.

Tomada a decisão de ultrapassar, o condutor deve observar alguns aspectos.


Em uma ultrapassagem, as velocidades são relativas, pois elas se diminuem.
Em relação a veículos que colidem frontalmente, elas se somam. Ou seja: para
ultrapassar um veículo que está transitando a 80km/h, é necessário desenvolver
uma velocidade mais elevada, por lógica. Porém, se o condutor o ultrapassar
transitando a 100km/h, em verdade, a ultrapassagem será realizada a
“20km/h”: o tempo e a distância necessárias para tanto devem ser consideradas
pelo condutor antes de iniciar a manobra.
Entretanto, se o condutor que está ultrapassando a 100km/h não observar as
recomendações de segurança e colidir frontalmente com outro, que venha na
contramão de direção, a 80km/h, será como se ambos estivessem a 180km/h.
Em um exemplo prático, seria como se colidissem com uma parede, a 180km/h.
Veja os passos para realizar uma ultrapassagem segura:

8
https://portaldotransito.com.br/noticias/colisoes-frontais-sao-principal-causa-de-
morte-nas-rodovias/

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 50 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Ultrapasse somente em locais permitidos e pela esquerda

Tenha certeza de que há espaço e visibilidade suficientes

Mantenha distância do veículo a ser ultrapassado, para aumentar a


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

visibilidade;

Observe se você mesmo não está sendo ultrapassado;

Esteja certo de que seu veículo possui potência e condições suficientes para a
manobra;

Sinalize com seta à esquerda, aumente a velocidade em 20%, no mínimo, efetua


a ultrapassagem, sinalize à direita e retorne para a sua pista;

Em condições adversas, como chuva, os cuidados devem ser redobrados. Você não
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

quer aquaplanar enquanto ultrapassa, correto?

NUNCA se deve “fechar” um caminhão, pois o veículo mais


pesado não conseguirá realizar a frenagem a tempo.
O DETRAN/RS dá mais dicas para ultrapassar:
“Vamos falar sobre ULTRAPASSAGENS?
Primeira coisa: vc sabe que só dá pra ultrapassar na faixa tracejada, né? Então agora
espia 5 dicas TOP pra vc não passar aperto
quando for ultrapassar:

1⃣ Olha pelos retrovisores pra ver se nenhum


outro carro está tentando fazer o mesmo que
você. #vaiquê
2⃣ Se certifica de que não vem nenhum carro
no outro sentido e de que TEM EXTENSÃO
LIVRE SUFICIENTE pra você concluir a
manobra. Ah, não custa perguntar: seu carro
vai ter potência pra te ajudar, tipo o cara ali
da foto (SQN)?

3⃣ Sinaliza pra esquerda e inicia a ultrapassagem


4⃣ Ultrapassa, mantendo uma distância lateral segura pro outro carro

5⃣ Faz a sinalização pra direita e inicia o retorno pra faixa originária

E se você tá no carro que vai ser ultrapassado, não seja mané e vê se FACILITA, né!”

Quer saber o preço de uma ultrapassagem arriscada? Assista ao vídeo:


https://www.youtube.com/watch?v=GwYKzb3mIOo

10.4 Marcha a ré

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 51 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

A marcha a ré só pode ser utilizada para pequenas manobras.


Antes de iniciar a marcha, deve-se tomar conhecimento completo da situação
atrás e aos lados do veículo, sinalizar corretamente, e manobrar em pequena
velocidade.
Sempre que possível, deve-se sair de garagens e estacionamentos de frente, e
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

não de marcha a ré.


O cuidado com a presença de crianças, animais e
objetos deve ser redobrado. Por fim, NÃO se deve dar
marcha a ré em esquinas!

10.5 Como seguir o veículo da frente


A direção defensiva também ensina alguns cuidados que devem ser tomados
para quem segue o veículo da frente.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Além das recomendações básicas de atenção, prevenção e distância de


segurança, que devem estar sempre presentes, aqui há uma particularidade: o
condutor deve estar preparado para freadas bruscas do veículo da frente.

10.6 Como ser seguido


Além de ser dever do condutor evitar colidir com o veículo que vai à frente,
também é seu dever evitar que colidam na sua traseira.
Aqui o aspecto da manutenção do veículo é essencial, pois as luzes dos freios
devem estar funcionando plenamente. Ainda:

Evitar freadas bruscas e manobras "supresa";

Utilizar os retrovisores com frequência;

Se afastar ou dar passagem para veículos que estiverem muito


próximos;

Virar a cabeça para os lados, para minimizar os pontos cegos.

10.7 Cuidados com os veículos que vêm na contramão


Como vimos, a colisão frontal é o tipo de colisão que possui o maior potencial
lesivo no trânsito, pois ocorre a soma das velocidades. Este tipo de colisão pode
ocorrer:
 Problemas na ultrapassagem;
 Perda de controle do veículo, normalmente em curvas;
 Manobras indevidas em cruzamentos;

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 52 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

 Invasão da pista contrária, por diversos motivos: adormecimento ao


volante, alcoolemia, buracos, etc.
Em vias de mão dupla, é prudente manter-se mais à direita e estar atento para
a melhor medida de emergência a ser tomada caso o outro condutor invada a
pista.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

10.8 Cuidados com veículos de grande porte


Acidentes envolvendo veículos de grande porte versus carro ou motociclista
dificilmente possuem um final feliz para os ocupantes do veículo menor.
Como estes veículos são bem mais pesados, eles demoram mais para parar e
são mais lentos na realização de manobras.
Em caso de estar transitando próximo a um veículo de grande porte, confira as
dicas do DENATRAN:
Você sabia que os veículos têm os seus "pontos cegos"? No caminhão,
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

especialmente por conta da sua dimensão, esses pontos são razoavelmente


grandes e é necessário cautela e prudência de todos os motoristas ao redor.
Confira 5 dicas para trafegar tranquilamente:

1) Não ultrapasse sem dar sinal e fique de olho na sua velocidade e à do


caminhão à sua frente;

2) Se estiver atrás, mantenha uma distância segura para que haja tempo de
frenagem em caso de necessidade;

3) Não desacelere logo após a ultrapassagem. Você pode entrar no ponto cego
dianteiro do caminhão;

4) Dê uma olhada no retrovisor do caminhão. Se você enxergar o motorista,


significa que ele tambémp ode te ver;

5) Os caminhões são veículos pesados e, portanto, podem andar mais lentos do


que você, em um carro de passeio. Tenha paciência. A sua vida e a vida do
caminhoneiro valem muito mais do que a pressa.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 53 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Prof. ª Morgana Diefenthaeler


www.exponencialconcursos.com.br
10.9 Transitando em rodovias e estradas

54 de 79
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Teoria e Questões comentadas
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Dirigir ou pilotar em vias rurais é muito diferente do que fazê-lo em vias


urbanas. Antes de sair em viagens longas ou vias mais movimentadas, é
recomendado adquirir um pouco de experiência.

Aqui, a importância de fazer a revisão e manutenção do veículo é aumentada


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Consulte informações sobre o trecho, tráfego e os telefones de emergência

Evite viajar à noite ou quando estiver cansado

No caso de motociclista, o uso de óculos de sol é recomendado


Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

A cada duas horas, é ideal parar e se alimentar, relaxar e descansar um pouco

E, nas rodovias, não esqueça do farol baixo!

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 55 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

10.10 Cuidados com os mais frágeis: motos, bicicletas,


pedestres
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

10.10.1 Motos
Como falamos bastante ao longo da aula, as motos são veículos frágeis e
potencialmente perigosos. É importante que o condutor do carro mantenha
distância segura com relação à motocicleta, confira seus pontos cegos e tenha
cuidado ao abrir a porta do veículo.

Tanto o condutor quanto o piloto devem adotar


comportamentos de direção defensiva!

10.10.2 Bicicletas
Os ciclistas são elementos frágeis do trânsito e, por ser um veículo para o qual
não se exige habilitação, muitas vezes os seus condutores não adotam condutas
seguras, e não têm conhecimento de muitas normas de trânsito.
Se você é condutor de veículo, deve manter uma distância segura da
bicicleta, que lateralmente deve ser de no mínimo 1,5m, conforme o CTB. Ainda,
deve dar a preferência, cuidar ao abrir a porta do carro e ter maior cuidado nas
conversões.
Se você é ciclista, deve:
 Equipar a bicicleta com todos os equipamentos obrigatórios;
 Circular na ciclovia ou ciclofaixa, quando existente;

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 56 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

 Respeitar a sinalização de trânsito e as normas de circulação – isso inclui


parar no semáforo;
 Garantir a sua visibilidade pelos demais usuários;
 Manter distância em relação aos demais veículos;
 Segurar o guidom com as duas mãos, sem fazer malabarismos;
 Sinalizar suas intenções de mudanças de faixa, através de gestos com a
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

mão.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

10.10.3 Pedestres
Inicialmente, é importante lembrar que todos somos pedestres quando estamos
fora do veículo.
São fatores de perigo para pedestres o tráfego intenso, a ausência de semáforos
e a velocidade elevada desenvolvida pelos veículos.
Normalmente, os atropelamentos ocorrem à noite, quando a visibilidade é
comprometida.
O condutor deve realizar sempre o “acompanhamento visual” dos pedestres;
dar especial atenção às pessoas idosas e crianças; cuidar os pedestres
potencialmente alcoolizados e reduzir a velocidade ao se aproximar de focos de
pedestres.
Já o pedestre também deve adotar atitudes defensivas:

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 57 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Respeitar os direitos dos motoristas

Transitar sobre as calçadas e passeios, quando existentes


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Atravessar a via nos locais apropriados, quando existentes

Mesmo quando for do seu direito, somente atravessar a pista


quando tiver certeza de que foi visto pelo condutor que se aproxima

Lembre-se de que o CTB prevê diversas normas de comportamento para os


pedestres no capítulo das Normas Gerais de Circulação e Conduta, e possui até
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

um artigo específico para infrações cometidas por pedestres [art. 254]!

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 58 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

10.10.4 Animais
A colisão com animais da pista é uma causa de acidentes em estradas e
rodovias, haja vista a maior frequência com que animais de grande porte
invadem este tipo de via.
A colisão obedece a seguinte regra: quanto maior for a velocidade, maior o
animal e menor o veículo, maiores serão os danos.
Assim, deve-se redobrar a atenção ao passar por fazendas ou locais que
sinalizem a presença de animais.

https://www.radiotoritama.com.br,

10.10.4.1 Pets
E os pets? Veja as dicas do DENATRAN:

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 59 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

11 A condução sob situações de risco


11.1 Curvas
Não é correto realizar uma curva e ao mesmo tempo estar em uma situação de
frenagem. Caso isso ocorra, o veículo pode derrapar e fugir do
controle do condutor, ou, ainda, as rodas podem travar
(situação quando elas param de girar e passam a arrastar-se), e
o veículo pode capotar.
Caso o condutor necessite reduzir a velocidade durante uma curva, não deve
pisar fortemente nos freios, mas sim, tirar o pé do acelerador e reduzir a
marcha (mesmo que o motor faça barulho) e, somente após, utilizar os freios
moderadamente.

11.2 Derrapagens
Esta situação ocorre quando o pneu perde aderência ao solo, em razão da
presença de água, gelo, terra, óleo, cascalho, etc, sobre a pista. A
aquaplanagem é um tipo de derrapagem.
Se a direção defensiva não for suficiente e mesmo assim o veículo derrapar, o
primeiro passo é não se desesperar.
Se o veículo sair de frente para fora da curva, não se deve pisar no freio,
deve-se tirar o pé do acelerador, virar o volante levemente para o sentido da
curva e, saindo da curva, acelerar progressivamente.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 60 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Porém, se o veículo sair de traseira para fora da curva, a situação pode


ser agravada pela inércia do motorista, momento em que o veículo começará a
rodopiar. Neste caso, além de tirar o pé do acelerador e não pisar no freio, o
condutor deve virar o volante para o lado contrário ao sentido da curva.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

https://blog.123carros.com.br

11.3 Ondulações
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Quando for transitar sobre uma ondulação, seja ela causada por defeito na via
ou por lombada/sonorizador, deve-se reduzir a velocidade utilizando os freios.
Caso seja pego de surpresa, a recomendação é evitar movimentos bruscos na
direção bem como frear bruscamente o veículo.

11.4 Buracos na via


Se não for possível desviar ou evitar um buraco na via, o condutor não deve
pisar bruscamente no freio, mas sim aliviar a pressão no pedal do acelerador.

11.5 Frenagens
A frenagem normal é aquela em que o condutor/piloto sabe que vai parar o
veículo, pois já antecipou aquela necessidade. Já a frenagem de emergência
ocorre quando o condutor/piloto é surpreendido e é obrigado a parar de forma
inesperada.

11.5.1 Frenagem normal


Neste caso, o freio deve ser acionado suavemente, para parar o veículo com
segurança e permitir que os veículos que o seguem antecipem, também, esta
manobra.

11.5.2 Frenagem de Emergência


Neste caso, o condutor deve considerar vários aspectos. O instinto será de o
frear bruscamente, mas esta nem sempre é a alternativa correta, pois irá
depender do sistema de freios utilizado pelo veículo

11.5.2.1 Freio comum


Quando o pedal de freios comuns é acionado com força, as rodas travam, ou
seja, param de girar e passam a se arrastar no chão, não mais obedecendo aos
comandos da direção.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 61 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Para frear emergencialmente com freios comuns, o condutor deve pisar forte no
pedal do freio, dosando a pressão para que as rodas não travem, repetindo
este procedimento até o veículo parar ou chegar à velocidade desejada. Nos
intervalos da pressão, poderá utilizar o volante para guiar o veículo. Deve-se
sempre, olhar não para o objeto desviado, mas sim, para o espaço onde
se quer levar o veículo.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Se o carro da frente frenar emergencialmente e ele tiver


ABS e você, seguindo atrás, também frenar, mas for
equipado com freios comuns, observe que ele irá parar em
um tempo e distância menores. Porém, em regra, não há como ter certeza se o
carro em frente possui ou não ABS!

11.5.2.2 Freio ABS


Neste caso, o sistema de freios é equipado com o Antilock Brake System –
Sistema de Antitravamento. Assim, quando o pedal é acionado com força, as
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

rodas não travam e permitem que o condutor gire o volante, mesmo em


situações críticas.
A frenagem emergencial com freios ABS é muito mais simples: consiste apenas
em pisar forte no pedal e guiar o veículo até pará-lo. Em caso de trepidação,
não se deve aliviar a pressão, pois é normal neste tipo de situação.
Veja, nos vídeos, as diferenças entre os freios e como utilizá-los:
1. https://www.youtube.com/watch?v=HBp-v5qefVE
2. https://www.youtube.com/watch?v=STdKcS54Gpk

Assim, encerramos mais uma aula!

Recomendação: leia, agora, o Manual de Direção Defensiva do


DENATRAN. Ele é extenso, mas é de leitura rápida, possui
linguagem simples e é um documento oficial que ajuda a fixar a
matéria!

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 62 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Prof. ª Morgana Diefenthaeler


www.exponencialconcursos.com.br
63 de 79
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Teoria e Questões comentadas
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

12 Questões Comentadas

1. (REIS & REIS - 2016 - Prefeitura de Cipotânea - MG - Motorista


Veículos Leves) Sobre Direção Defensiva podemos afirmar, exceto:
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

A) A Direção Defensiva pode ser dividida em preventiva e corretiva.


B) Condutor defensivo é aquele que preserva a sua vida e a de todos que estão
à sua volta através do emprego racional e sensato dos conhecimentos teóricos
e de uma postura na condução do veículo procurando evitar acidentes.
C) O acidente evitável é aquele em que, apesar do condutor fazer tudo para
evitar o acidente, ele ocorre.
D) Dirigir defensivamente significa completar o percurso sem desrespeito às
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

normas e regras de trânsito.


Gabarito: C
Comentário: A alternativa C traz justamente a definição de acidente inevitável!

2. (FCC - 2017 - TRT - 24ª REGIÃO (MS) - Técnico Judiciário –


Segurança) Tomando como base a direção defensiva e conforme
diretrizes do Código de Trânsito Brasileiro, a distância lateral ao
ultrapassar um ciclista deverá ser de
A) cinquenta centímetros.
B) um metro.
C) um metro e cinquenta centímetros.
D) dois metros.
E) noventa centímetros.
Gabarito: C
Comentário: Esta obrigação está inclusive disciplinada no art. 201 do CTB:
Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta
centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta:

Infração - média;

Penalidade - multa.

3. (IADES - 2015 - ELETROBRAS - Eletricista Motorista) A finalidade da


direção defensiva é evitar acidentes. A esse respeito, considerando que

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 64 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

se deve manter distância adequada em relação ao veículo que segue à


frente, é correto afirmar que a distância de
A) parada é aquela que o veículo percorre desde que o perigo é visto até parar.
B) seguimento é a percorrida pelo veículo desde que o perigo é visto até que o
motorista tome alguma atitude.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

C) frenagem é o espaço entre o próprio veículo e o que segue à frente.


D) reação é aquela que o veículo percorre, depois de acionado o mecanismo de
freio, até parar.
E) prevenção é a que o veículo percorre depois de colidir com outro que segue
à frente.
Gabarito: A
Comentário: Vejamos o erro nas demais alternativas:
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

B – Distância de seguimento é a distância de reação + a distância de frenagem


+ a distância do veículo da frente
C – Distância de frenagem é a distância percorrida desde o momento em que o
freio é acionado até o veículo parar
D – Distância de reação é aquela entre o avistamento do obstáculo e o
acionamento do freio
E - Distância de prevenção não é um termo técnico de direção defensiva.

4. (Quadrix - 2017 - CRMV-DF - Agente de Fiscalização) A respeito de


direção defensiva, julgue o item que se segue.
A direção defensiva expressa-se na maneira de moldar o comportamento
individual no trânsito com base em valores que devem ser praticados para o
bem coletivo, como gentileza e tolerância.
Gabarito: Certo
Comentário: Não há reparos à frase!

5. (UECE-CEV - 2016 - Prefeitura de Tianguá - CE - Agente de


Trânsito) Os elementos fundamentais da direção defensiva são
importantes para que a condução do veículo esteja alinhada ao objetivo
de evitar acidentes de trânsito. Assinale a opção que estabelece a correta
relação entre o elemento fundamental e a principal ideia que a ele se
refere.
A) Conhecimento: manter alerta durante cada segundo ao volante, consciente
de que está sempre sob risco de acidente, ainda que causado por terceiros.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 65 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

B) Atenção: antecipar-se a uma situação de perigo e estar preparado para agir


a tempo de evitar um acidente.
C) Habilidade: manusear os controles do veículo e executar com perícia e
sucesso manobras de trânsito, fazendo curvas, ultrapassagens e mudança de
direção.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

D) Previsão: saber empregar coerentemente os conhecimentos adquiridos com


o estudo de normas e técnicas.
Gabarito: C
Comentário: A questão misturou alguns conceitos:
A – Este é o conceito de atenção;
B - Este é o conceito de Previsão;
D – Este é o conceito de conhecimento.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

6. (CESPE - 2017 - TRF - 1ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Segurança


e Transporte) A respeito de direção defensiva e preventiva, julgue o
próximo item.
O uso do cinto de segurança é imprescindível, já que aumenta as chances de
sobrevivência de motoristas e passageiros, mesmo nas situações em que o
veículo cai em um barranco ou na água.
Gabarito: Certo
Comentário: MUITA ATENÇÃO, pois a questão busca confundir você! Mesmo
que você caia no barranco, na água, no buraco, onde quer que seja, você
PRECISA do cinto para ser “parado” no lugar em que você está, e não colidir
contra o veículo. Depois de parar (lembre-se de que seu corpo está na mesma
velocidade que o veículo), você poderá tirar o cinto para resolver outra situação,
como sair do veículo, nadar, etc.

7. (CESPE - 2017 - TRF - 1ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Segurança


e Transporte)
A respeito de direção defensiva e preventiva, julgue o próximo item.
A distância percorrida pelo veículo é proporcional ao tempo de percepção e
reação do motorista e independe da velocidade do veículo e do estado físico do
motorista.
Gabarito: Errado
Comentário: Por lógica que a distância percorrida pelo veículo será influenciada
pela velocidade do veículo (quanto maior, maior será a distância de frenagem)

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 66 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

e o estado físico do condutor (um estado de sono ou de alcoolemia poderá


aumentar a distância de reação, o que aumenta a distância total de parada).

8. (CESPE - 2015 - STJ - Analista Judiciário - Administrativa (


Segurança )
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Acerca de noções de direção defensiva e de meio ambiente, bem como do que


dispõe o CTB, julgue o item subsecutivo.
Ao se aproximar de trechos em curva em que não haja sinalização indicando a
velocidade de segurança, recomenda-se que o condutor mantenha a velocidade
do veículo e, ao entrar na curva, acione os freios para garantir a estabilidade e
a aderência dos pneus com o asfalto.
Gabarito: Errado
Comentário: Os freios NÃO DEVEM SER ACIONADOS NA CURVA, justamente
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

para garantir a estabilidade e a aderência dos pneus com o asfalto!

9. (CESPE - 2015 - STJ - Analista Judiciário - Administrativa (


Segurança ) Acerca de noções de direção defensiva e de meio ambiente,
bem como do que dispõe o CTB, julgue o item subsecutivo.
O condutor de veículo automotor deve guardar a distância lateral de 1,50 m ao
passar ou ultrapassar bicicleta; todavia, o mesmo parâmetro não foi
estabelecido para a distância de segurança de um veículo em relação ao veículo
à sua frente, o que varia em função da velocidade, das condições climáticas, do
pavimento e do próprio veículo.
Gabarito: Correto
Comentário: Não há reparos à questão!

10. (CESPE - 2015 - STJ - Analista Judiciário - Administrativa (


Segurança ) Acerca de noções de direção defensiva e de meio ambiente,
bem como do que dispõe o CTB, julgue o item subsecutivo.

Com a finalidade de diminuir o consumo de combustível e, consequentemente,


reduzir a emissão de gases poluentes, bem como garantir a segurança e fluidez
do trânsito, recomenda-se que o condutor de veículos automotores evite
reduções constantes de marchas, acelerações bruscas e freadas excessivas e
que, em trechos de declive, transite com o veículo desligado ou desengrenado
Gabarito: Errado

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 67 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

Comentário: O condutor JAMAIS deve descer um decline com o veículo


desligado ou desengrenado (= “na banguela”), pois poderá perder o controle do
mesmo e não conseguirá reagir frente a um imprevisto. Por fim, esta atitude
não economiza combustível.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

11. (Iniciativa Global - 2016 - CIAS-MG - Condutor Socorrista) Com


água na pista, pode ocorrer a aquaplanagem, que é a perda da aderência
do pneu com o solo. É quando o veículo flutua na água e você perde
totalmente o controle sobre ele. A aquaplanagem pode acontecer com
qualquer tipo de veículo e em qualquer piso. Para evitar esta situação de
perigo, você deve, segundo o Manual de Direção defensiva do DENATRAN
de 2005 tomar alguns cuidados, EXCETO:
A) Observar com atenção a presença de poças de água sobre a pista, mesmo
não havendo chuva, e reduzir a velocidade utilizando os freios, após entrar na
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

região empoçada.
B) Na chuva, aumenta a possibilidade de perda de aderência. Neste caso, reduza
a velocidade e aumente a distância do veículo à sua frente.
C) Quando o veículo estiver sobre poças de água, não é recomendável a
utilização dos freios. Segure a direção com força para manter o controle de seu
veículo.
D) O estado de conservação dos pneus e a profundidade de seus sulcos são
igualmente importantes para evitar a perda de aderência.
Gabarito: A
Comentário: Ao entrar na região empoçada, NÃO SE DEVE USAR OS FREIOS
para diminuir a velocidade do veículo – sob o risco de perder a aderência e
aquaplanar! Você deve, sim, reduzir a marcha, para que o veículo reduza
naturalmente a velocidade. Se for utilizar os freios, que seja ANTES de entrar
na região empoçada. FREIO E ÁGUA NÃO COMBINAM, assim como FREIO E
CURVA NÃO COMBINAM!

12.(CONSULPAM - 2014 - SURG - Motorista de Caminhão) Direção


defensiva ou direção segura é a melhor maneira de dirigir e de se
comportar no trânsito, porque ajuda a preservar a vida, a saúde e o meio
ambiente. Mas, o que é a direção defensiva?
A) É dirigir sem ultrapassar os motoristas menos preparados.
B) É a forma de dirigir que permite a você reconhecer antecipadamente as
situações de perigo e prever o que pode acontecer com você, com seus
acompanhantes, com o seu veículo e com os outros usuários da via.
C) É a forma de dirigir sem perceber situações de perigo, buscando unicamente
evitar acidentes

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 68 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

D) É dirigir o carro e se preocupar unicamente com o seu carro, seus


passageiros, evitando a proximidade com motoristas iniciantes.
Gabarito: B
Comentário: A assertiva B é a única que explica de forma completa do que se
trata, de verdade, a direção defensiva.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

13.(FCC - 2014 - TRF - 4ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Segurança e


Transporte) O esforço de prever a ocorrência de um acidente e o uso de
manobras que utilizam o veículo como um instrumento de ataque,
imobilizando o veículo agressor, fazem parte, respectivamente,
A) das técnicas e conceitos de direção defensiva e direção ofensiva, ambos
exclusivos dos agentes policiais e de transporte de dignitários, através de
treinamento específico.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

B) do treinamento desenvolvido pela direção defensiva e direção evasiva, que


deveriam ser de conhecimento de todos os motoristas como forma de minimizar
os acidentes.
C) das técnicas e conceitos da direção defensiva e da direção ofensiva, podendo
a primeira ser empregada por todos os motoristas, como forma de segurança e
garantia da integridade física das pessoas expostas ao trânsito, e a segunda,
somente, por aqueles com treinamento específico em situações extremas.
D) de direção ofensiva e direção defensiva, que só podem ser utilizados por
agentes públicos com treinamento e credenciamento específico, como os
policiais e os de segurança de autoridades.
E) dos conceitos e do estudo da direção defensiva e direção profissional, que
podem ser empregados por qualquer motorista, desde que tenham treinamento
especifico do órgão de trânsito oficial
Gabarito: C
Comentário: A direção ofensiva NÃO pode ser aplicada pelas pessoas comuns,
apenas por profissionais capacitados e autorizados.

14.(FCC - 2018 - TRT - 15ª Região (SP) - Técnico Judiciário –


Segurança) Por volta das 22h45, o Sujeito A e o Sujeito B
transitavam pela Rua das Vaciladas no sentido Centro-Bairro enquanto
que o Sujeito C transitava no sentido Bairro-Centro. A Rua das Vaciladas
apresenta duplo sentido de direção e pista única, sendo a via sinalizada
horizontalmente por linhas de divisão de fluxos opostos, do tipo simples
e contínua, de cor amarela, conforme ilustração abaixo.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 69 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

O Sujeito B encontrava-se atrasado para uma reunião de motociclistas e decidiu


acelerar sua máquina de duas rodas insanamente pelas ruas da cidade para
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

chegar a tempo.
Analisando-se a situação e ilustração acima, a conduta defensiva correta na
direção dos veículos envolvidos é o Sujeito
A) C manter a velocidade constante e acionar o farol alto para alertar o Sujeito
B que se encontra na contramão de direção.
B) A manter a velocidade constante e acionar o farol alto para alertar o Sujeito
C, bem como buzinar para alertar o Sujeito B que se encontra na contramão de
direção.
C) A manter inalterada a condução do veículo, pois está observando fielmente
a legislação de trânsito.
D) C reduzir a velocidade e se aproximar do bordo da pista localizado à direita,
a fim de facilitar a ultrapassagem do Sujeito B.
E) B aumentar velocidade a fim de concluir rapidamente a ultrapassagem sobre
o Sujeito A, pois a sinalização da via permite a ultrapassagem.
Gabarito: D
Comentário: Todas as demais alternativas apresentam um elemento de
‘insanidade’, que é manter a velocidade e forçar que a motocicleta aumente sua
velocidade para concluir a manobra, que não era permitida pela sinalização. O
condutor defensivo, mesmo quando constata uma irregularidade, deve
colaborar com os demais para evitar qualquer acidente.

15. (Instituto Legatus - 2014 - Prefeitura de Curralinhos - PI -


Motorista Categoria B)
Técnica indispensável para o aperfeiçoamento do motorista que trata de forma
correta o uso do veículo na maneira de dirigir, reduzindo a possibilidade de

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 70 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

envolvimento nos acidentes de trânsito. É uma atitude de segurança e


prevenção de acidentes. O texto fala da:
A) Direção ofensiva.
B) Direção defensiva.
C) Direção negligente.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

D) Direção crítica.
E) Direção imprudente.
Gabarito: B
Comentário: O texto da questão descreve um dos conceitos que pode ser
atribuído à direção defensiva.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 71 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

13 Questões sem Comentários

1. (REIS & REIS - 2016 - Prefeitura de Cipotânea - MG - Motorista


Veículos Leves) Sobre Direção Defensiva podemos afirmar, exceto:
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

A) A Direção Defensiva pode ser dividida em preventiva e corretiva.


B) Condutor defensivo é aquele que preserva a sua vida e a de todos que estão
à sua volta através do emprego racional e sensato dos conhecimentos teóricos
e de uma postura na condução do veículo procurando evitar acidentes.
C) O acidente evitável é aquele em que, apesar do condutor fazer tudo para
evitar o acidente, ele ocorre.
D) Dirigir defensivamente significa completar o percurso sem desrespeito às
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

normas e regras de trânsito.

2. (FCC - 2017 - TRT - 24ª REGIÃO (MS) - Técnico Judiciário –


Segurança) Tomando como base a direção defensiva e conforme
diretrizes do Código de Trânsito Brasileiro, a distância lateral ao
ultrapassar um ciclista deverá ser de
A) cinquenta centímetros.
B) um metro.
C) um metro e cinquenta centímetros.
D) dois metros.
E) noventa centímetros.

3. (IADES - 2015 - ELETROBRAS - Eletricista Motorista) A finalidade da


direção defensiva é evitar acidentes. A esse respeito, considerando que
se deve manter distância adequada em relação ao veículo que segue à
frente, é correto afirmar que a distância de
A) parada é aquela que o veículo percorre desde que o perigo é visto até parar.
B) seguimento é a percorrida pelo veículo desde que o perigo é visto até que o
motorista tome alguma atitude.
C) frenagem é o espaço entre o próprio veículo e o que segue à frente.
D) reação é aquela que o veículo percorre, depois de acionado o mecanismo de
freio, até parar.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 72 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

E) prevenção é a que o veículo percorre depois de colidir com outro que segue
à frente.

4. (Quadrix - 2017 - CRMV-DF - Agente de Fiscalização) A respeito de


direção defensiva, julgue o item que se segue.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

A direção defensiva expressa-se na maneira de moldar o comportamento


individual no trânsito com base em valores que devem ser praticados para o
bem coletivo, como gentileza e tolerância.

5. (UECE-CEV - 2016 - Prefeitura de Tianguá - CE - Agente de


Trânsito) Os elementos fundamentais da direção defensiva são
importantes para que a condução do veículo esteja alinhada ao objetivo
de evitar acidentes de trânsito. Assinale a opção que estabelece a correta
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

relação entre o elemento fundamental e a principal ideia que a ele se


refere.
A) Conhecimento: manter alerta durante cada segundo ao volante, consciente
de que está sempre sob risco de acidente, ainda que causado por terceiros.
B) Atenção: antecipar-se a uma situação de perigo e estar preparado para agir
a tempo de evitar um acidente.
C) Habilidade: manusear os controles do veículo e executar com perícia e
sucesso manobras de trânsito, fazendo curvas, ultrapassagens e mudança de
direção.
D) Previsão: saber empregar coerentemente os conhecimentos adquiridos com
o estudo de normas e técnicas.

6. (CESPE - 2017 - TRF - 1ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Segurança


e Transporte) A respeito de direção defensiva e preventiva, julgue o
próximo item.
O uso do cinto de segurança é imprescindível, já que aumenta as chances de
sobrevivência de motoristas e passageiros, mesmo nas situações em que o
veículo cai em um barranco ou na água.

7. (CESPE - 2017 - TRF - 1ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Segurança


e Transporte)
A respeito de direção defensiva e preventiva, julgue o próximo item.
A distância percorrida pelo veículo é proporcional ao tempo de percepção e
reação do motorista e independe da velocidade do veículo e do estado físico do
motorista.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 73 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

8. (CESPE - 2015 - STJ - Analista Judiciário - Administrativa (


Segurança )
Acerca de noções de direção defensiva e de meio ambiente, bem como do que
dispõe o CTB, julgue o item subsecutivo.
Ao se aproximar de trechos em curva em que não haja sinalização indicando a
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

velocidade de segurança, recomenda-se que o condutor mantenha a velocidade


do veículo e, ao entrar na curva, acione os freios para garantir a estabilidade e
a aderência dos pneus com o asfalto.

9. (CESPE - 2015 - STJ - Analista Judiciário - Administrativa (


Segurança ) Acerca de noções de direção defensiva e de meio ambiente,
bem como do que dispõe o CTB, julgue o item subsecutivo.
O condutor de veículo automotor deve guardar a distância lateral de 1,50 m ao
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

passar ou ultrapassar bicicleta; todavia, o mesmo parâmetro não foi


estabelecido para a distância de segurança de um veículo em relação ao veículo
à sua frente, o que varia em função da velocidade, das condições climáticas, do
pavimento e do próprio veículo.

10. (CESPE - 2015 - STJ - Analista Judiciário - Administrativa (


Segurança ) Acerca de noções de direção defensiva e de meio ambiente,
bem como do que dispõe o CTB, julgue o item subsecutivo.

Com a finalidade de diminuir o consumo de combustível e, consequentemente,


reduzir a emissão de gases poluentes, bem como garantir a segurança e fluidez
do trânsito, recomenda-se que o condutor de veículos automotores evite
reduções constantes de marchas, acelerações bruscas e freadas excessivas e
que, em trechos de declive, transite com o veículo desligado ou desengrenado

11. (Iniciativa Global - 2016 - CIAS-MG - Condutor Socorrista) Com


água na pista, pode ocorrer a aquaplanagem, que é a perda da aderência
do pneu com o solo. É quando o veículo flutua na água e você perde
totalmente o controle sobre ele. A aquaplanagem pode acontecer com
qualquer tipo de veículo e em qualquer piso. Para evitar esta situação de
perigo, você deve, segundo o Manual de Direção defensiva do DENATRAN
de 2005 tomar alguns cuidados, EXCETO:
A) Observar com atenção a presença de poças de água sobre a pista, mesmo
não havendo chuva, e reduzir a velocidade utilizando os freios, após entrar na
região empoçada.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 74 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

B) Na chuva, aumenta a possibilidade de perda de aderência. Neste caso, reduza


a velocidade e aumente a distância do veículo à sua frente.
C) Quando o veículo estiver sobre poças de água, não é recomendável a
utilização dos freios. Segure a direção com força para manter o controle de seu
veículo.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

D) O estado de conservação dos pneus e a profundidade de seus sulcos são


igualmente importantes para evitar a perda de aderência.

12.(CONSULPAM - 2014 - SURG - Motorista de Caminhão) Direção


defensiva ou direção segura é a melhor maneira de dirigir e de se
comportar no trânsito, porque ajuda a preservar a vida, a saúde e o meio
ambiente. Mas, o que é a direção defensiva?
A) É dirigir sem ultrapassar os motoristas menos preparados.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

B) É a forma de dirigir que permite a você reconhecer antecipadamente as


situações de perigo e prever o que pode acontecer com você, com seus
acompanhantes, com o seu veículo e com os outros usuários da via.
C) É a forma de dirigir sem perceber situações de perigo, buscando unicamente
evitar acidentes
D) É dirigir o carro e se preocupar unicamente com o seu carro, seus
passageiros, evitando a proximidade com motoristas iniciantes.

13.(FCC - 2014 - TRF - 4ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Segurança e


Transporte) O esforço de prever a ocorrência de um acidente e o uso de
manobras que utilizam o veículo como um instrumento de ataque,
imobilizando o veículo agressor, fazem parte, respectivamente,
A) das técnicas e conceitos de direção defensiva e direção ofensiva, ambos
exclusivos dos agentes policiais e de transporte de dignitários, através de
treinamento específico.
B) do treinamento desenvolvido pela direção defensiva e direção evasiva, que
deveriam ser de conhecimento de todos os motoristas como forma de minimizar
os acidentes.
C) das técnicas e conceitos da direção defensiva e da direção ofensiva, podendo
a primeira ser empregada por todos os motoristas, como forma de segurança e
garantia da integridade física das pessoas expostas ao trânsito, e a segunda,
somente, por aqueles com treinamento específico em situações extremas.
D) de direção ofensiva e direção defensiva, que só podem ser utilizados por
agentes públicos com treinamento e credenciamento específico, como os
policiais e os de segurança de autoridades.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 75 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

E) dos conceitos e do estudo da direção defensiva e direção profissional, que


podem ser empregados por qualquer motorista, desde que tenham treinamento
especifico do órgão de trânsito oficial
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

14.(FCC - 2018 - TRT - 15ª Região (SP) - Técnico Judiciário –


Segurança) Por volta das 22h45, o Sujeito A e o Sujeito B
transitavam pela Rua das Vaciladas no sentido Centro-Bairro enquanto
que o Sujeito C transitava no sentido Bairro-Centro. A Rua das Vaciladas
apresenta duplo sentido de direção e pista única, sendo a via sinalizada
horizontalmente por linhas de divisão de fluxos opostos, do tipo simples
e contínua, de cor amarela, conforme ilustração abaixo.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

O Sujeito B encontrava-se atrasado para uma reunião de motociclistas e decidiu


acelerar sua máquina de duas rodas insanamente pelas ruas da cidade para
chegar a tempo.
Analisando-se a situação e ilustração acima, a conduta defensiva correta na
direção dos veículos envolvidos é o Sujeito
A) C manter a velocidade constante e acionar o farol alto para alertar o Sujeito
B que se encontra na contramão de direção.
B) A manter a velocidade constante e acionar o farol alto para alertar o Sujeito
C, bem como buzinar para alertar o Sujeito B que se encontra na contramão de
direção.
C) A manter inalterada a condução do veículo, pois está observando fielmente
a legislação de trânsito.
D) C reduzir a velocidade e se aproximar do bordo da pista localizado à direita,
a fim de facilitar a ultrapassagem do Sujeito B.
E) B aumentar velocidade a fim de concluir rapidamente a ultrapassagem sobre
o Sujeito A, pois a sinalização da via permite a ultrapassagem.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 76 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

15. (Instituto Legatus - 2014 - Prefeitura de Curralinhos - PI -


Motorista Categoria B)
Técnica indispensável para o aperfeiçoamento do motorista que trata de forma
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

correta o uso do veículo na maneira de dirigir, reduzindo a possibilidade de


envolvimento nos acidentes de trânsito. É uma atitude de segurança e
prevenção de acidentes. O texto fala da:
A) Direção ofensiva.
B) Direção defensiva.
C) Direção negligente.
D) Direção crítica.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

E) Direção imprudente.

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 77 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Teoria e Questões comentadas
Prof.ª Morgana Diefenthaeler

14 Gabarito

C Certo A
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

C Errado B

A Errado C

Certo Correto D

C Errado B
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Prof. ª Morgana Diefenthaeler 78 de 79


www.exponencialconcursos.com.br
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
Cópia registrada para Carlos Lima (CPF: 057.818.455-93)

Prof. ª Morgana Diefenthaeler


www.exponencialconcursos.com.br
79 de 79
Prof.ª Morgana Diefenthaeler
Teoria e Questões comentadas

Você também pode gostar