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Brasil Colônia

O Brasil Colônia, na História do Brasil, é a época que compreende o período


de 1530 a 1822.
Este período começou quando o governo português enviou ao Brasil a primeira
expedição colonizadora chefiada por Martim Afonso de Souza.

Em 1532, ele fundou o primeiro núcleo de povoamento, a Vila de São Vicente,


no litoral do atual estado de São Paulo.

Período Pré-Colonial
Logo após a chegada dos portugueses à sua nova colônia, a primeira atividade
econômica girava em torno da exploração do pau-brasil, existente em grande
quantidade na costa brasileira, principalmente no nordeste do País. Esse
período ficou conhecido como Ciclo do Pau-Brasil.

A exploração do pau-brasil foi meramente extrativista e não deu origem a uma


ocupação efetiva.

O trabalho de derrubar árvores e preparar a madeira para embarque era feito


pelos indígenas e uns poucos europeus que permaneciam em feitorias na
costa.

Explorado de forma predatória, as árvores próximas da costa desapareceram já


na década de 1520.

O Início da Colonização

Mapa do Brasil no Período


Colonial
Várias expedições foram enviadas por Portugal, visando reconhecer toda costa
brasileira e combater os piratas e comerciantes franceses.

As mais importantes foram as comandadas por Cristóvão Jacques (1516 e


1526), que combateu os franceses.
Também Martim Afonso de Sousa (1532), combateu a pirataria francesa. Da
mesma forma, ele instalou em São Vicente, a primeira povoação dotada de um
engenho para produção de açúcar.
Para colonizar o Brasil e garantir a posse da terra, em 1534, a Coroa dividiu o
território em 15 capitanias hereditárias. Estas eram imensos lotes de terra que
se estendiam do litoral até o limite estabelecido pelo Tratado de Tordesilhas.

Esses lotes foram doados a capitães (donatários), pertencentes à pequena


nobreza lusitana que, por sua conta promoviam a defesa local e a colonização.

A empresa açucareira foi escolhida, porque apresentava possibilidade de vir a


ser um empreendimento altamente lucrativo, abastecendo o grande mercado
de açúcar da Europa.

Foi no nordeste do país que a atividade açucareira atingiu seu maior grau de
desenvolvimento, principalmente nas capitanias de Pernambuco e da Bahia.

Nos séculos XVI e XVII, o Nordeste tornou-se o centro dinâmico da vida social,
política e econômica do Brasil.

O Governo Geral
O sistema de Governo Geral foi criado em 1548, pela Coroa, com o objetivo de
organizar a administração colonial.
O primeiro governador foi Tomé de Souza (1549 a 1553), que recebeu do
governo português, um conjunto de leis. Estas determinavam as funções
administrativas, judicial, militar e tributária do Governo Geral.

O segundo governador geral foi Duarte da Costa (1553 a 1558), e o terceiro


foi Mem de Sá (1558 a 1572).

Em 1572, depois da morte de Mem de Sá e de seu sucessor Dom Luís de


Vasconcelos, o governo português dividiu o Brasil em dois governos cuja
unificação só voltou em 1578:

 Governo do Norte, com sede em Salvador


 Governo do Sul, com sede no Rio de Janeiro
Em 1580, Portugal e todas as suas colônias, inclusive o Brasil, ficaram sob o
domínio da Espanha, situação que perdurou até 1640. Este período é
conhecido como Unificação Ibérica.
Em 1621, ainda sob o domínio espanhol, o Brasil foi novamente dividido em
dois estados: o Estado do Maranhão e o Estado do Brasil. Essa divisão durou
até 1774, quando o Marquês do Pombal decretou a unificação.

A Formação Social do Brasil Colônia


Representação de uma aldeia
no período colonial
Fundamentalmente três grandes grupos étnicos, o índio, negro africano e o
branco europeu, principalmente o português, entraram na formação da
sociedade colonial brasileira.

Os portugueses que vieram para o Brasil pertenciam a várias classes sociais


em Portugal. A maioria era formada por elementos da pequena nobreza e do
povo.

Também é preciso ter em conta que as tribos indígenas tinham línguas e


culturas distintas. Algumas eram inimigas entre si e isto era usado pelos
europeus quando desejavam guerrear contra os portugueses.

Da mesma forma, os negros trazidos como escravos da África possuíam


crenças, idiomas e valores que foram sendo absorvidos pelos portugueses e
indígenas.

No Brasil Colônia, o engenho era o centro dinâmico de toda a vida social. Isso
possibilitava o “senhor da casa grande” concentrar em torno de si, grande
quantidade de indivíduos e ter a autoridade máxima, o prestígio e o poder local.

Em torno do engenho viviam os mulatos, geralmente filhos dos senhores com


escravas, o padre, os negros escravos, o feitor, o mestre do açúcar, os
trabalhadores livres, etc.

Complemente sua pesquisa:


 Cultura Brasileira
 Escravidão no Brasil
 Engenho de Açúcar no Brasil Colonial
 Escravidão Indígena no Brasil Colonial
 Navios Negreiros
Ameaças ao Domínio Português
Nos primeiros anos logo depois da descoberta, a presença de piratas e
comerciantes franceses no litoral brasileiro foi constante.

A invasão francesa se deu em 1555, quando conquistaram o Rio de Janeiro,


fundando ali a "França Antártica", sendo expulsos em 1567.
Em 1612, os franceses invadiram o Maranhão, ali fundaram a "França
Equinocial" e a povoação de São Luís, onde permaneceram até 1615, quando
foram novamente expulsos.

Os ataques ingleses no Brasil se limitaram a assaltos de piratas e corsários


que saquearam alguns portos. Invadiram as cidades de Santos e Recife e o
litoral do Espírito Santo.

As duas invasões holandesas no Brasil se deram durante o período em que


Portugal e o Brasil estavam sob o domínio espanhol. A Bahia, sede do Governo
Geral do estado do Brasil, foi invadida, mas a presença holandesa durou pouco
tempo (1624-1625).

Em 1630, a capitania de Pernambuco, o maior centro açucareiro da colônia, foi


invadida por tropas holandesas.

A conquista foi consolidada em 1637, com a chegada do governante holandês


o conde Maurício de Nassau. Ele conseguiu firmar o domínio holandês em
Pernambuco e estendê-lo por quase todo o nordeste do Brasil.

A cidade do Recife, o centro administrativo, foi urbanizada, saneada,


pavimentada, foram construídos pontes, palácios e jardins. O governo de
Maurício de Nassau chegou ao fim em 1644, mas os holandeses só foram
expulsos em 1654.

O Século do Ouro e dos Diamantes


A procura de metais preciosos sempre constituiu o sonho dos colonizadores.
As descobertas começaram na década de 1690, na região de Minas Gerais.

A partir daí se espalhou em várias partes do território nacional. No século XVIII


a mineração era a grande fonte de riqueza da metrópole.

O Ciclo do Ouro e do Diamante foram responsáveis por profundas mudanças


na vida do Brasil colônia, com o crescimento urbano e do comércio.

A Crise do Sistema Colonial

Em 1640, Portugal contava apenas com as rendas do Brasil. Por isso passou a
exercer um controle mais rígido sobre a arrecadação de impostos e as
atividades econômicas, chegando a proibir o comércio com estrangeiros.

O descontentamento com a política econômica da metrópole fez surgir algumas


revoltas, entre elas:

 Revolta de Beckman (1684), no Maranhão


 Guerra dos Emboabas (1708-1709), em Minas Gerais
 Guerra dos Mascates (1710), em Pernambuco

Em fins do século XVIII, teve início os movimentos que tinham como objetivo
libertar a colônia do domínio português, entre elas:

 Inconfidência Mineira (1789)
 Conjuração Baiana (1798)

No início do século XIX, as condições para a emancipação brasileira estavam


maduras. Contribuíram também a conjuntura criada pelas Guerras
Napoleônicas e pela Revolução Industrial Inglesa.

Com a invasão de Portugal, a sede do reino transferiu-se para o Brasil. Em


1822, deu-se o passo decisivo para consolidar a Independência do Brasil.

BRASIL COLÔNIA EXERCÍCIOS DE HISTÓRIA

Exercícios de História Assunto - Brasil Colônia

1. (Fuvest-SP) Os primitivos habitantes do Brasil foram vítimas do processo


colonizador. O europeu, com visão de mundo calcada em preconceitos,
menosprezou o indígena e sua cultura. A acreditar nos viajantes e
missionários, a partir de meados do século XVI, há um decréscimo da
população indígena, que se agrava nos séculos seguintes. Os fatores que mais
contribuíram para o citado decréscimo foram:

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a) a captura e a venda do índio para o trabalho nas minas de prata do Potosí.

b) as guerras permanentes entre as tribos indígenas e entre índios e brancos.

c) o canibalismo, o sentido mítico das práticas rituais, o espírito sanguinário,


cruel e vingativo dos naturais.

d) as missões jesuíticas do vale amazônico e a exploração do trabalho


indígena na extração da borracha.

e) as epidemias introduzidas pelo invasor europeu e a escravidão dos índios.

02. (UFMG) Leia o texto.

“A língua de que [os índios] usam, toda pela costa, é uma: ainda que em certos
vocábulos difere em algumas partes; mas não de maneira que se deixem de
entender. (...) Carece de três letras, convém a saber, não se acha nela F, nem
L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não tem Fé, nem Lei, nem
Rei, e desta maneira vivem desordenadamente (...)."

(GANDAVO, Pero de Magalhães, História da Província de Santa Cruz, 1578.)

A partir do texto, pode-se afirmar que todas as alternativas expressam a


relação dos portugueses com a cultura indígena, exceto:
a) A busca de compreensão da cultura indígena era uma preocupação do
colonizador.

b) A desorganização social dos indígenas se refletia no idioma.

c) A diferença cultural entre nativos e colonos era atribuída à inferioridade do


indígena.

d) A língua dos nativos era caracterizada pela limitação vocabular.

e) Os signos e símbolos dos nativos da costa marítima eram homogêneos.

03. (Fuvest-SP) A sociedade colonial brasileira "herdou concepções clássicas e


medievais de organização e hierarquia, mas acrescentou-lhe sistemas de
graduação que se originaram da diferenciação das ocupações, raça, cor e
condição social. (...) as distinções essenciais entre fidalgos e plebeus tenderam
a nivelar-se, pois o mar de indígenas que cercava os colonizadores
portugueses tornava todo europeu, de fato, um gentil-homem em potencial. A
disponibilidade de índios como escravos ou trabalhadores possibilitava aos
imigrantes concretizar seus sonhos de nobreza. (...) Com índios, podia
desfrutar de uma vida verdadeiramente nobre. O gentio transformou-se

em um substituto do campesinato, um novo estado, que permitiu uma


reorganização de categorias tradicionais. Contudo, o fato de serem aborígines
e, mais tarde, os africanos, diferentes étnica, religiosa e fenotipicamente dos
europeus, criou oportunidades para novas distinções e hierarquias baseadas
na cultura e na cor."

(Stuart B. Schwartz, Segredos internos.)

A partir do texto pode-se concluir que

a) a diferenciação clássica e medieval entre clero, nobreza e campesinato,


existente na Europa, foi transferida para o Brasil por intermédio de Portugal e
se constituiu no elemento fundamental da sociedade brasileira colonial.

b) a presença de índios e negros na sociedade brasileira levou ao surgimento


de instituições como a escravidão, completamente desconhecida da sociedade
européia nos séculos XV e XVI.

c) os índios do Brasil, por serem em pequena quantidade e terem sido


facilmente dominados, não tiveram nenhum tipo de influência sobre a
constituição da sociedade colonial.

d) a diferenciação de raças, culturas e condição social entre brancos e índios,


brancos e negros tendeu a diluir a distinção clássica e medieval entre fidalgos e
plebeus europeus na sociedade.
e) a existência de uma realidade diferente no Brasil, como a escravidão em
larga escala de negros, não alterou em nenhum aspecto as concepções
medievais dos portugueses durante os séculos XVI e XVII.

04. (UFMG) Todas as alternativas apresentam fatores que explicam a primazia


dos portugueses no cenário dos grandes descobrimentos, exceto

a) a atuação empreendedora da burguesia lusa no desenvolvimento da


indústria náutica.

b) a localização geográfica de Portugal, distante do Mediterrâneo oriental e


sem ligações comerciais com o restante do continente.

c) a presença da fé e o espírito da cavalaria e das cruzadas que atribuíam aos


portugueses a missão de cristianizar os povos chamados "infiéis".

d) o aparecimento pioneiro da monarquia absolutista em Portugal responsável


pela formação do Estado moderno.

05. (FESO-RJ) "O governo-geral foi instituído por D. João III, em 1548, para
coordenar as práticas colonizadoras do Brasil. Consistiriam estas últimas em
dar às capitanias hereditárias uma assistência mais eficiente e promover a
valorização econômica e o povoamento das áreas não ocupadas pelos
donatários."

(Manoel Maurício de Albuquerque. Pequena história da formação social


brasileira. Rio de Janeiro: Graal, 1984. p. 180.)

As afirmativas abaixo identificam corretamente algumas das atribuições do


governador-geral, à exceção de:

a) Estimular e realizar expedições desbravadoras de regiões interiores,


visando, entre outros aspectos, à descoberta de metais preciosos.

b) Visitar e fiscalizar as capitanias hereditárias e reais, especialmente aquelas


que vivenciavam problemas quanto ao povoamento e à exploração das terras.

c) Distribuir sesmarias, particularmente para os beneficiários que


comprovassem rendas e meios de valorizar economicamente as terras
recebidas.

d) Regular as alianças com tribos indígenas, controlando e limitando a ação


das ordens religiosas, em especial da Companhia de Jesus.

e) Organizar a defesa da costa e promover o desenvolvimento da construção


naval e do comércio de cabotagem.

06. (UNISO) Durante a maior parte do período colonial a participação nas


câmaras das vilas era uma prerrogativa dos chamados "homens bons",
excluindo-se desse privilégio os outros integrantes da sociedade. A expressão
"homem bom" dizia respeito a:

a) homens que recebiam a concessão da Coroa portuguesa para explorar


minas de ouro e de diamantes;

b) senhores de engenho e proprietários de escravos;

c) funcionários nomeados pela Coroa portuguesa para exercerem altos cargos


administrativos na colônia;

d) homens considerados de bom caráter, independentemente do cargo ou da


função que exerciam na colônia.

07. (UNAERP-SP) Em 1534, o governo português concluiu que a única forma


de ocupação do Brasil seria através da colonização. Era necessário colonizar,
simultaneamente, todo o extenso território brasileiro.

Essa colonização dirigida pelo governo português se deu através da:

a) criação da Companhia Geral do Comércio do Estado do Brasil.

b) criação do sistema de governo-geral e câmaras municipais.

c) criação das capitanias hereditárias.

d) d) montagem do sistema colonial.

e) criação e distribuição das sesmarias.

08. (Cesgranrio-RJ) Assinale a opção que caracteriza a economia colonial


estruturada como desdobramento da expansão mercantil européia da épaca
moderna.

a) A descoberta de ouro no final do século XVII aumentou a renda colonial,


favorecendo o rompimento dos monopólios que regulavam a relação com a
metrópole.

b) O caráter exportador da economia colonial foi lentamente alterado pelo


crescimento dos setores de subsistência, que disputavam as terras e os
escravos disponíveis para a produção.

c) A lavoura de produtos tropicais e as atividades extrativas foram organizadas


para atender aos interesses da política mercantilista européia.

d) A implantação da empresa agrícola representou o aproveitamento, na


América, da experiência anterior dos portugueses nas suas colônias orientais.

e) A produção de abastecimento e o comércio interno foram os principais


mecanismos de acumulação da economia colonial.
09. (UFRJ) "(...) meu coração estremece de infinita alegria por ver que a terra
onde nasci em breve não será pisada por um pé escravo.

(...) Quando a humanidade jazia no obscurantismo, a escravidão era apanágio


dos tiranos; hoje, que a civilização tem aberto brecha nas muralhas da
ignorância e preconceitos, a liberdade desses infelizes é um emblema sublime
(...).

Esta festa é a precursora de uma conquista da luz contra as trevas, da verdade


contra a mentira, da liberdade contra a escravidão."

(ESTRELLA, Maria Augusta Generoso e Oliveira. "Discurso na Sessão Magna


do Clube Abolicionista", 1872, Arquivo Público Estadual, Recife-PE.)

A escravidão está associada às diversas formas de exploração e de violência


contra a população escrava. Essa situação, embora característica dos regimes
escravocratas, registra inúmeros momentos de rebeldia. Em suas
manifestações e ações cotidianas, homens e mulheres escravizados reagiram
a esta condição, proporcionando formas de resistência que resultaram em
processos sociais e políticos que, a médio e longo prazos, influíram na
superação dessa modalidade de trabalho.

a) Cite duas formas de resistência dos negros contra o regime da escravidão


ocorridas no Brasil.

b) Explique um fator que tenha contribuído para a transição para o trabalho


livre no Brasil no século XIX.

10. (Cesgranrio-RJ) "O senhor de engenho é título a que muitos aspiram,


porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado de muitos." O
comentário de Antonil, escrito no século XVIII, pode ser considerado
característico da sociedade colonial brasileira porque:

a) a condição de proprietário de terras e de homens garantia a preponderância


dos senhores de engenho na sociedade colonial.

b) a autoridade dos senhores restringia-se aos seus escravos, não se impondo


às comunidades vizinhas e a outros proprietários menores.

c) as dificuldades de adaptação às áreas coloniais levaram os europeus a


organizar uma sociedade com mínima diferenciação e forte solidariedade entre
seus segmentos.

d) as atividades dos senhores de engenho não se limitavam à agroindústria,


pois controlavam o comércio de exportação, o tráfico negreiro e a economia de
abastecimento.

e) o poder político dos senhores de engenho era assegurado pela metrópole


através da sua designação para os mais altos cargos da administração
colonial.
11. (UFMG) "Restituídas as capitanias de Pernambuco ao domínio de Sua
Majestade, livres já dos inimigos que de fora as vieram conquistar, sendo
poderosas as nossas armas para sacudir o inimigo, que tantos anos nos
oprimiu, nunca foram capazes para destruir o contrário, que das portas adentro
nos infestou, não sendo menores os danos destes do que tinham sido as
hostilidades daqueles."

("Relação das guerras feitas aos Palmares de Pernambuco no tempo do


Governador D. Pedro de Almeida, de 1675 a 1678", citado por CARNEIRO,
Edson. Quilombo dos Palmares. 2.ed. São Paulo: CEN, Col. Brasiliana, 1958.
v.302.)

O texto faz referência tanto às invasões holandesas ("... dos inimigos que de
fora as vieram conquistar")

quanto ao quilombo de Palmares (“... o contrário, que das portas adentro nos
infestou").

O quilombo de Palmares, núcleo de rebeldia escrava no Nordeste brasileiro,


alcançou considerável crescimento durante o período de ocupação holandesa
em Pernambuco. Mesmo após a expulsão dos invasores estrangeiros pela
população local, o quilombo resistiu a inúmeros ataques de tropas governistas.

a) Apresente uma razão para a ocupação holandesa do Nordeste brasileiro.

b) Explique, com base em um argumento, a longa duração de Palmares.

12. (UEL-PR) No Brasil colônia, a pecuária teve um papel decisivo na

a) ocupação das áreas litorâneas

b) expulsão do assalariado do campo

c) formação e exploração dos minifúndios

d) fixação do escravo na agricultura

e) expansão para o interior

13. (Cesgranrio-RJ) A ocupação do território brasileiro, restrita, no século XVI,


ao litoral e associada à lavoura de produtos tropicais, estendeu-se ao interior
durante os séculos XVII e XVIII, ligada à exploração de novas atividades
econômicas e aos interesses políticos de Portugal em definir as fronteiras da
colônia.

As afirmações abaixo relacionam as regiões ocupadas a partir do século XVII e


suas atividades dominantes.

1) No vale amazônico, o extrativismo vegetal – as drogas do sertão – e a


captura de índios atraíram os colonizadores.
2) A ocupação do Pampa gaúcho não teve nenhum interesse econômico,
estando ligada aos conflitos luso-espanhóis na Europa.

3) O planalto central, nas áreas correspondentes aos atuais estados de Minas


Gerais, Goiás e Mato Grosso, foi um dos principais alvos do bandeirismo, e sua
ocupação está ligada à mineração.

4) A zona missioneira no Sul do Brasil representava um obstáculo tanto aos


colonos, interessados na escravização dos indígenas, quanto a Portugal,
dificultando a demarcação das fronteiras.

5) O Sertão nordestino, primeira área interior ocupada no processo de


colonização, foi um prolongamento da lavoura canavieira, fornecendo novas
terras e mão-de-obra para a expansão da lavoura.

As afirmações corretas são:

a) somente 1, 2 e 4.

b) somente 1, 2 e 5.

c) somente 1, 3 e 4.

d) somente 2, 3 e 4.

e) somente 2, 3 e 5.

14. (Unicamp-SP) O escravo no Brasil é geralmente representado como dócil,


dominado pela força e submisso ao senhor. Porém, muitos historiadores
mostram a importância da resistência dos escravos aos senhores e o medo
que os senhores sentiram diante dos quilombos, insurreições, revoltas,
atentados e fugas de escravos.

a) Descreva o que eram os quilombos.

b) Por que a metrópole portuguesa e os senhores combateram os quilombos,


as revoltas, os atentados e as fugas de escravos no período colonial brasileiro?

15. (Cesgranrio-RJ) A expansão da colonização portuguesa na América, a


partir da segunda metade do século XVIII, foi marcada por um conjunto de
medidas, dentre as quais podemos citar:

a) o esforço para ampliar o comércio colonial, suprimindo-se as práticas


mercantilistas.

b) a instalação de missões indígenas nas fronteiras sul e oeste, para garantir a


posse dos territórios por Portugal.

c) o bandeirismo paulista, que destruiu parte das missões jesuíticas e


descobriu as áreas mineradoras do planalto central.
d) a expansão da lavoura da cana para o interior, incentivada pela alta dos
preços no mercado internacional.

e) as alianças políticas e a abertura do comércio colonial aos ingleses, para


conter o expansionismo espanhol.

16. (Fuvest-SP) Podemos afirmar sobre o período da mineração no Brasil que

a) atraídos pelo ouro, vieram para o Brasil aventureiros de toda espécie, que
inviabilizaram a mineração.

b) a exploração das minas de ouro só trouxe benefícios para Portugal.

c) a mineração deu origem a uma classe média urbana que teve papel decisivo
na independência do Brasil.

d) o ouro beneficiou apenas a Inglaterra, que financiou sua exploração.

e) a mineração contribuiu para interligar as várias regiões do Brasil e foi fator


de diferenciação da sociedade.

17. (UFMG) Em 1703, Portugal assinou com a Inglaterra o tratado de Methuen.


A assinatura desse tratado teve implicações profundas para as economias
portuguesa e inglesa.

a) Apresente a situação em que se encontrava Portugal na época da assinatura


do tratado.

b) Cite a principal cláusula do tratado de Methuen.

c) Apresente 2 (duas) implicações fundamentais desse tratado para a


economia portuguesa.

d) Apresente a implicação fundamental desse tratado para a economia inglesa.

18. (UFMG) Leia o texto. Ele refere-se à capitania de Minas Gerais no século
XVIII.

"... ponderando-se o acharem-se hoje as Vilas dessa Capitania tão numerosas


como se acham, e que sendo uma grande parte das famílias dos seus
moradores de limpo nascimento, era justo que somente as pessoas que
tiverem esta qualidade andassem na governança delas, porque se a falta de
pessoas capazes fez a princípio necessária a tolerância de admitir os mulatos
aos exercícios daqueles oficias, hoje, que tem cessado esta razão, se faz
indecoroso que eles sejam ocupados por pessoas em que haja semelhante
defeito..."

(D. João, Lisboa, 27 de janeiro de 1726.)


No trecho dessa carta, o rei de Portugal refere-se à impropriedade de os
mulatos continuarem a exercer o cargo de

a) governador, magistrado escolhido entre os "homens bons" da colônia para


administrarem a capitania.

b) intendente das minas, ministro incumbido de controlar o fluxo de alimentos e


do comércio.

c) ouvidor, funcionário responsável pela administração das finanças e dos bens


eclesiásticos.

d) vereador, membro do Senado da Câmara, encarregado de cuidar da


administração local.

19. (PUC-SP) "Eu a Rainha faço saber:

Que devido ao grande número de fábricas e manufaturas, que desde alguns


anos tem se difundido em diferentes capitanias do Brasil, com grave prejuízo
da cultura e da lavoura e da exploração das terras minerais daquele continente;
porque havendo nele falta de população é evidente que quanto mais se
multiplicar o número de fabricantes, mais diminuirá o de cultivadores e menos
braços haverá...

Hei por bem ordenar que todas as fábricas e manufaturas... (excetuando-se as


que tecem fazendas grossas de algodão) sejam extintas e abolidas em
qualquer parte dos meus domínios no Brasil."

(Alvará de 5/1/1785.)

No final do século XVIII, ampliam-se as restrições e proibições impostas pela


metrópole portuguesa ao desenvolvimento das atividades econômicas na
colônia. O texto reproduzido acima, baixado por D. Maria I, rainha de Portugal,
contém aspectos dessa política de restrições. Leia com atenção o texto e a
seguir: a) identifique a restrição central nele imposta;

b) destaque e comente um argumento usado no texto para justificar tal medida.

GABARITO

01. E

02. A

03. D

04. B

05. E
06. B

07. C

08. C

09. a) Uma forma de resistência era a fuga e a posterior organização em


quilombos; outra era a simples passividade perante o trabalho e o não-
enfrentamento com o senhor, levando o escravo algumas vezes ao suicídio.

b) Um fato foi o fim do tráfico negreiro em 1850 (Lei Eusébio de Queirós),


levando ao lento processo de diminuição da população de escravos.

10. A

11. a) Os holandeses atacaram o Nordeste brasileiro em decorrência do


embargo açucareiro decretado por Filipe II, rei da Espanha e, nos termos da
União Ibérica de 1580 a 1640, também rei de Portugal.

b) A longa duração de Palmares é, em grande parte, fruto do longo conflito com


os holandeses em Pernambuco (1630-54). Apesar de um período de
apaziguamento, os atritos entre holandeses e portugueses ou brasileiros
estimulavam as fugas de escravos e contribuíam para o fortalecimento do
quilombo.

12. E

13. C

14. a) Os quilombos eram aldeamentos de negros fugitivos.

b) Porque a simples existência de quilombos representava uma forma de


subversão da ordem econômica brasileira, impedindo eventualmente que a
colônia cumprisse sua função perante a metrópole.

15. B

16. E

17. a) Portugal encontrava-se em decadência econômica, após o malfadado


período da União Ibérica (até 1640) e o rompimento das relações com os
holandeses.

b) A principal cláusula do tratado de Methuen é aquela que abre Portugal para


as importações de tecidos ingleses e, em troca, a Inglaterra se abre para os
vinhos portugueses.

c) A partir da assinatura do tratado, a economia portuguesa abre-se para as


importações de tecidos ingleses, arrasando o pequeno setor têxtil português e
condenando o país à especialização agrícola, mais especificamente à
produção de vinhos.

d) O tratado garantiu para a Inglaterra o controle sobre o mercado português e,


conseqüentemente, sobre o brasileiro.

18. D

19. a) O alvará de 1785 basicamente restringe a instalação de manufaturas no


Brasil e obriga o fechamento das já existentes.

b) O principal argumento utilizado é a escassa mão-de-obra brasileira, que


seria mais bem aproveitada na lavoura e na mineração. O argumento é falso, já
que tanto a atividade mineradora quanto a lavoura tradicional (açucareira)
encontravam-se em franca decadência. O verdadeiro interesse português era a
necessidade de garantir o monopólio metropolitano sobre os manufaturados.

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