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BOMBEIRO CIVIL

EPI E EPR, ANÁLISE PRIMÁRIA


Sumário
EPI E EPR...................................................................................................................................................... 5
Classificação dos EPIs com o tipo de proteção: ............................................................................................ 6
EQUIPAMENTOS AUTÔNOMOS DE RESPIRAÇÃO .........................................................................................12
Fundamentos da analise de risco. ...............................................................................................................14
Avaliação da Cena .......................................................................................................................................14
Posicionamento do Veículo e Dispositivos de Sinalização ............................................................................16
Emergência em Via Pública .........................................................................................................................16
Atitudes de um Socorrista ...........................................................................................................................17
Acidentes com veículos de emergência .......................................................................................................17
Aspectos essenciais.....................................................................................................................................17
Ação em Locais Violentos ............................................................................................................................17
CCM – Colégio e Curso Motivar

EPI E EPR
O que é um Equipamento de Proteção Individual (EPI)?
É todo dispositivo de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado a prevenir riscos que podem
ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador. Para ser comercializado, todo EPI deve ter Certificado de
Aprovação (CA), emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), conforme estabelecido na Norma
Regulamentadora n° 06 do MTE.
O que é um Equipamento de Proteção Respiratória (EPR)?
É um Equipamento de Proteção Individual (EPI), que visa a proteção do usuário contra a inalação de
agentes nocivos à saúde.
Os EPIs não reduzem o "risco e ou perigo", apenas adequam o indivíduo ao meio e ao grau de
exposição.
O que é Certificado de Aprovaç ão (CA)?
É um documento emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que certifica que o EPI satisfaz os
requisitos mínimos de qualidade estabelecidos em Norma Técnica (por exemplo: NBR/ABNT). A certificação é
feita mediante relatório de ensaios emitido por um laboratório credenciado pelo Ministério do Trabalho e
Emprego. O CA deve ser solicitado pelo estabelecimento para aquisição de todos os EPI, dentre eles os EPR.
Artigo 166 CLT.
A Empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, Equipamento de Proteção
Individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que as medidas
de ordem geral não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes e danos a saúde dos
empregados.
Artigo 167 CLT.
O equipamento de proteção só será posto à venda ou utilizado coma indicação de Certificado de
Aprovação (CA) do TEM.
#Quando usar?
Durante realização de atividades rotineiras ou emergenciais, de acordo com o grau de exposição.
#Como escolher?
De acordo com as necessidades, riscos intrínsecos das atividades e parte do corpo a ser protegida.
#Observações:
Em caso de dúvida, ou desconhecimento do grau de exposição e/ ou contaminação a que o
trabalhador estará exposto, deverão sempre ser utilizados os EPI's de proteção máxima.
Após a avaliação da situação, deverá ser adequado o uso dos EPI's às reais situações.

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Classificação dos EPIs com o tipo de proteção:


Proteção cutânea:
Roupas de proteção às substâncias químicas.
Classificação das roupas de proteção:
Roupa de encapsulamento completo e Roupa não encapsulada.
(A diferença entre elas é que a segunda não apresenta a proteção facial Como parte integrante).

Níveis de proteção (A, B, C e D):


Nível A de proteção:
Deve ser utilizado quando for necessário o maior índice de proteção respiratória, a pele e aos olhos. É
composto de:
• aparelho autônomo de respiração com pressão positiva ou linha de ar mandado;
• roupa de encapsulamento completo;
• luvas internas, externas e botas resistentes a produtos
químicos;
• capacete interno à roupa;
• rádio.

Níveis de Proteção
Proteção Nível A
Nível Máximo de Proteção Para quando ocorrer o grau máximo possível de exposição do trabalhador
a materiais tóxicos.
É necessária a proteção total para a pele, para as vias respiratórias e para os olhos.
Quando utilizar?
Após mensurar, ou potencialmente analisar, uma alta concentração atmosférica de vapores, gases ou
partículas.
Em locais de trabalho ou trabalhos envolvendo um alto risco potencial para derramamentos, imersão
ou exposição a vapores, gases ou partículas de materiais que sejam extremamente danosos à pele ou que
possam ser absorvidas por ela.
No contato ou suspeita de contato com substâncias que provoquem um alto grau de lesão à pele.
Em operações que devam ser executadas em locais confinados e/ou pouco ventilados onde exista a
presença de materiais tóxicos.
Nível B de proteção:
Deve ser utilizado quando for necessário o maior índice de proteção respiratória, porém a proteção
para a pele encontra-se num grau inferior. É composto de:
• aparelho autônomo de respiração com pressão positiva;
• roupa de proteção contra respingos químicos
confeccionada em 1 ou 2 peças;
• luvas internas, externas e botas resistentes a produtos
químicos;
• capacete;
• rádio.

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Proteção Nível B
Nível Alto de Proteção: Requer o mesmo nível de proteção respiratória que o nível A, porém um nível
menor para proteção da pele.
Não exige uma roupa de proteção totalmente encapsulada para proteção contra gases/vapores.
É uma proteção contra derramamento e contato com agentes químicos na forma líquida. As roupas
de proteção para esse nível podem ser apresentadas de duas formas: encapsulada ou não-encapsulada.
Quando utilizar?
Na presença imediata de concentrações químicas de certas substâncias que possam colocar em risco
a vida de pessoas, através de inalação, mas que não representem o mesmo risco quanto ao contato com a
pele.
Em atmosfera que contenha menos que 19,5% de oxigênio ou na presença de vapores não totalmente
identificados, mas identificados em instrumentos de medição de vapores com leitores de vapores orgânicos.
Nível C de proteção:
Deve ser utilizado quando se deseja um grau de proteção respiratória inferior ao Nível B, porém com
proteção para a pele nas mesmas condições. É composto de:
• Aparelho autônomo de respiração sem pressão positiva ou máscara facial com filtro químico;
• Roupa de proteção contra
respingos químicos confeccionada em 1 ou 2 peças;
• Luvas internas, externas e botas
resistentes a produtos químicos;
• Capacete;
• Rádio.
Proteção Nível C
Nível Médio de Proteção: Exige-se menor proteção respiratória e menor proteção da pele.
A diferença entre o nível B e C é o tipo de equipamento respiratório exigido.
Quando utilizar?
Os contaminantes presentes na atmosfera, derramamento de líquidos ou outro tipo de contato direto
com a pele não tem poder para lesar a pele ou serem absorvidos por ela.
Os tipos de contaminantes foram identificados, as concentrações foram medidas, a ventilação e
purificação do ar são suficientes para remover os contaminantes e todos os critérios de purificação de ar estão
em ordem.
Nível D de proteção:
Deve ser utilizado somente como uniforme ou roupa de trabalho e em locais não sujeitos a riscos ao
sistema respiratório ou a pele. Este nível não prevê qualquer proteção contra riscos químicos. É composto de:
• Macacões, uniformes ou roupas de trabalho;
• Botas ou sapatos de couro ou borracha
resistentes a produtos químicos;
• Óculos ou viseiras de segurança;
• Capacete.
Proteção Nível D
Menor Nível de Proteção: Exige-se o menor nível de proteção respiratória e de proteção para a pele.
É a menor proteção possível quando há manipulação de qualquer agente químico.

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Quando utilizar?
A atmosfera não contém produtos químicos; Trabalho não implica em nenhum contato com
derramamentos, imersões ou inalações inesperadas com qualquer produto químico.
Nos laboratórios de ensino e pesquisa, a roupa de proteção utilizada é o avental ou jaleco (nível
mínimo de proteção) confeccionado nos mais diversos tipos de tecido, o que não é correto.
O avental recomendado para manuseio de substâncias químicas deve ser confeccionado em algodão
grosso, pois esse além de queimar mais devagar, reage com ácidos e bases protegendo efetivamente a pele.
O modelo também é importante, pois, além de proteger, deve ser fácil de ser retirado em caso de
acidente.
Considerando a proteção da pele, o jaleco deve ter as mangas longas e fechadas nos punhos com
elástico ou velcro e o comprimento deve ser pelo menos até os joelhos.
Considerando a necessidade de ser retirado rapidamente, o fechamento frontal deve ser
preferencialmente em velcro ao invés de botões.
Luvas de Proteção às Substâncias Químicas:
Luva é a forma mais comum de roupa de proteção. Atualmente há uma grande variedade de produtos
e materiais de muitos fabricantes e importadores no mercado brasileiro.
Nem sempre é fácil decidir quanto a luva mais adequada a ser utilizada para uma determinada
atividade.
Antes da correta seleção da luva deve-se compreender algumas diferenças básicas entre elas.
Os materiais mais utilizados na confecção de luvas de proteção, encontram-se listados abaixo:
• álcool poli vinílico (PVA)
• borracha natural
• borracha nitrílica (acrilonitrila e butadieno)
• borracha butílica (isobutileno e isopreno) cloreto de polivinila (PVC)
• neoprene polietileno (PE) poliuretano (PV) Viton
• A espessura do material de confecção da luva é um fator importante a ser considerado no
processo de seleção.

Botas de Proteção às Substâncias Químicas:


Até recentemente as botas de proteção comercialmente disponíveis eram confeccionadas somente
em PVC ou borracha. Devido a necessidades do mercado, os fabricantes desses materiais vêm desenvolvendo
um elevado número de misturas de polímeros que são mais resistentes às substâncias químicas. Cuidados
devem ser ainda observados quando as botas entram em contato com substâncias químicas, uma vez que
estas podem agir como uma "esponja química" (absorção da substância), resultando na exposição do usuário.

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Epi para proteção da cabeça:

Epi para proteção de olhos e face:

Epi para proteção auricular:

Epi para proteção para o tronco:

Epi para proteção para membros superiores:

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Epi para proteção para membros inferiores:

Epi para proteção contra quedas:

Epi para proteção da pele:

Equipamento de Proteção Respiratória (EPR)


Existem vários tipos e classes de EPR aprovados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Quanto ao
modo de funcionamento existem dois tipos:
• Purificadores de Ar: EPR no qual o ar ambiente contaminado, antes de ser inalado, passa através de
filtro que retém o aerossol presente;
• Adução de Ar: EPR que fornece ao usuário, por meio de uma mangueira, ar de qualidade respirável
proveniente de uma atmosfera independente do ambiente como, por exemplo, de cilindros de ar comprimido
ou de compressor.

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Riscos respiratórios:
Risco respiratório é toda alteração das condições normais do ar atmosférico que interfere no processo
da respiração, gerando consequentemente danos ao organismo humano.
A presença de gases contaminantes, materiais particulados em suspensão no ar ou mesmo a variação
da concentração de oxigênio no ar, representam riscos comumente encontrados pelas equipes empenhadas
nos atendimentos aos episódios emergenciais envolvendo produtos químicos perigosos.
Os efeitos gerados pela exposição humana a tais condições vão desde a simples irritação das vias
aéreas até o comprometimento das funções vitais ocasionando a morte.
O sistema respiratório é a principal via de contato com substâncias nocivas. Apesar de possuir defesas
naturais, o grau de tolerância do homem para exposição a gases tóxicos, vapores, partículas ou ainda a
deficiência de oxigênio, é limitado.
Algumas substâncias podem prejudicar ou mesmo destruir partes do trato respiratório, outras podem
ser absorvidas pela corrente sanguínea gerando danos aos demais órgãos do corpo humano.
Nos acidentes envolvendo produtos químicos perigosos, onde a liberação de materiais tóxicos para a
atmosfera pode gerar altas concentrações, é fundamental a proteção das equipes de atendimento, pois
muitas vezes os índices de contaminantes no ar podem ser imediatamente letais.
Tipos de equipamentos de proteção respiratória:
➢ Equipamentos dependentes
Os equipamentos dependentes são máscaras faciais ou máscaras semifaciais, as quais atuam como
elementos filtrantes, retirando do ambiente contaminado o ar necessário para respiração.
➢ Equipamentos independentes
Normalmente, os equipamentos independentes são conjuntos autônomos portáteis ou linhas de ar
mandado, que fornecem o ar necessário ao usuário, independentemente das condições do ambiente de
trabalho, ou seja, dos graus de contaminação que propiciam o isolamento do trato respiratório do usuário, da
atmosfera contaminada.
➢ Elementos filtrantes
Os elementos filtrantes, comumente denominados filtros, são confeccionados com materiais
apropriados para a remoção de contaminantes específicos. De acordo com o contaminante a ser removido, os
filtros podem ser dos seguintes tipos:
Filtros químicos; filtros mecânicos; filtros combinados, ou sejam, mecânicos e químicos.
➢ Aparelhos purificadores de ar:
Estes equipamentos, também denominados respiradores, são dispositivos dotados de filtros
mecânicos, os quais são acoplados às máscaras contra partículas em suspensão. Existem, basicamente, quatro
classes desses aparelhos: aparelhos purificadores de ar, para material incômodo, ou seja, para poeiras inertes;
para poeiras pneumoconióticas; para fumos metálicos; para partículas extremamente finas, tais como Berílio,
Materiais Radioativos; e, também, certos vírus.
- Filtros químicos
Os filtros químicos são aqueles utilizados para a proteção contra gases e vapores. O princípio de
funcionamento desses filtros baseia-se na adsorção dos contaminantes gasosos, por meio de um elemento
filtrante, normalmente o Carvão Ativado.
- Filtros combinados
Os filtros combinados, normalmente, são utilizados para proteção contra contaminantes gasosos e
contra contaminantes particulados, simultaneamente. São constituídos, portanto, pela combinação de um
filtro mecânico sobreposto a um filtro químico.
➢ Equipamentos com filtros químicos:
Esses equipamentos são máscaras contra gases e vapores, com filtros químicos acoplados a elas.

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➢ Equipamentos com filtros combinados:


Esses equipamentos são máscaras faciais contra associações de partículas e formas gasosas.
➢ Equipamentos de isolamento:
Esses equipamentos oferecem autoproteção ao usuário.
Também denominados equipamentos autoprojetores autônomos e equipamentos autônomos, esses
equipamentos de autoproteção, normalmente, são os seguintes:
Equipamentos autônomos, com cilindro de ar; equipamentos com adução ou provisão de ar.
➢ Equipamentos com adução ou provisão de ar:
Esses equipamentos suprem o ar respirável necessário ao homem, independente do meio onde o
mesmo esteja trabalhando, ou seja, isolam o usuário da atmosfera circundante, sendo que o ar aspirado pelo
usuário se dá por depressão respiratória.
➢ Equipamentos a ar insuflado ou com linha de ar:
Esses equipamentos são máscaras faciais ou máscaras semifaciais, acopladas a um fluxo de ar
comprimido ou a uma linha de ar com fluxo contínuo e com pressão de demanda.

EQUIPAMENTOS AUTÔNOMOS DE RESPIRAÇÃO


O equipamento autônomo de respiração (ou de ar respirável), como é conhecido, consiste de um ou
dois cilindros, contendo ar comprimido, montado num suporte, fixado por meio de uma cinta de rápida
abertura.
O suporte é fixado às costas do bombeiro, por intermédio de duas alças, uma em cada ombro, e um
cinto ajustável na altura do abdômen.
Os cilindros podem ser de aço, fibra de carbono ou alumínio revestido em kevlar.

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Os equipamentos autônomos são constituídos de


cinco peças principais:
1- Máscara facial;
2- Válvula de demanda;
3- Regulador de pressão;
4- Suporte com cinto e arreios; e
5- Cilindro de ar respirável.

O equipamento autônomo de respiração é um equipamento que se caracteriza pela total mobilidade


que fornece ao bombeiro, combinada com uma razoável autonomia de tempo para a execução de atividades
de combate a incêndios, salvamento e atendimento a emergências químicas.
Para o tipo de trabalho desempenhado pelo Corpo de Bombeiros, recomenda-se apenas o uso de
equipamento com suprimento de ar de pressão positiva, que mantém a atmosfera contaminada fora da
máscara, ficando descartado o uso de equipamentos que utilizam o sistema de purificação de ar (máscara
filtrante), por não oferecerem o grau de segurança suficiente para tais trabalhos.
Alguns modelos de equipamentos autônomos de respiração oferecem a opção da instalação de uma
ou duas máscaras para uso de vítimas (máscara do carona).

Conhecimento dos perigos respiratórios


Pelas características da formação do corpo humano, os materiais tóxicos podem penetrar no corpo
por 3 (três) diferentes caminhos:
• Sistema Respiratório
• Gasto- intestinal (boca)
• Pele (Poros)
Convém destacar, que no desenvolvimento de atividades emergenciais, além dos riscos inerentes à
respectiva atividade, outros fatores devem ser considerados para a utilização dos EPIs, tais como:
➢ o nível de atividade física do usuário;
➢ as condições físicas do usuário;
➢ o nível de treinamento ou experiência que o usuário tem com tais equipamentos.
Os EPIs e EPRs devem ser utilizados por pessoas devidamente treinadas e familiarizadas com eles, uma
vez que a escolha ou a utilização errada pode acarretar consequências indesejáveis.
Finalmente, vale lembrar que todo equipamento de proteção deve ser:
➢ armazenado de modo que se evite seu dano por acidente;
➢ guardado em local de fácil acesso;
➢ inspecionado e reparado periodicamente, repondo-o sempre que necessário.
FONTES:
- http://www.novaeco.com.br/roupa-de-protecao-para-acidentes-quimicos.php em 19/07/2017;
- http://www.bvsde.ops-oms.org/tutorial1/p/equiprot/index.html em 19/07/2017;
- Cartilha de Proteção Respiratória contra Agentes Biológicos para Trabalhadores de Saúde em
30/08/2016;
- www.bvsde.ops-oms.org/tutorial1 em 30/06/2016 ;
- INTERNET EM JUNHO DE 2016.

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Fundamentos da analise de risco.


Risco é a probabilidade de um evento acontecer, seja ele uma ameaça, quando negativo, ou
oportunidade, quando positivo. É o resultado obtido pela efetividade do perigo. O risco pode ser eliminado
com o uso de equipamentos ou medidas de estratégia.
Perigo é uma ou mais condições que têm o perfil de causar ou contribuir para que o Risco aconteça.
Normalmente o perigo nunca deixa de ser eliminado, apenas controlado ou minimizado.

Avaliação da Cena

Avaliação inicial.
A avaliação inicial consiste em verificar que tipo de problema houve, ou seja, se foi um problema
provocado por um acidente (trauma) ou um problema de saúde (clínico).
Paciente de trauma
. Nesse caso deve ser verificado o que deu origem ao ocorrido e iniciar o exame da vítima (histórico
do ocorrido e exame físico visual da vítima).
Após isto estão o socorrista deverá avaliar o mecanismo da lesão, verificando o que realmente
ocorreu, principalmente através:
- de relacionar a vítima ao acidente
- de relato de testemunhas
Ao chegar ao local do acidente, deve-se fazer observações de situações que possam pôr em risco a
integridade física e segurança do socorrista como da vítima.

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1) Manter a calma: a tranquilidade facilita o raciocínio e a avaliação da situação da vítima e dos cuidados
necessários;
2) Avaliar a cena
3) A vítima só deverá ser abordada se a cena do acidente estiver segura.
4) Não permitir que outras pessoas se tornem vítimas.
5) Solicitar ajuda imediatamente, caso o acesso à vítima não seja possível (se houver riscos para o
socorrista): acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), relatando as condições do local
do acidente;
6) Abordar a vítima: se a cena estiver segura
• Segurança
• Avaliar impacto do carro se acidente automobilístico (frontal, lateral, traseiro)
• Controle da situação, acionando recursos adicionais para as medidas de sinalização do local,
isolamento da cena, estabilização de veículos, controle de tráfego, desligamento de motores automotivos,
desativação de cabos elétricos energizados, remoção de pacientes em situação de risco iminente, entre
outros.
Avaliação geral
1) Avaliação geral – Informações pela avaliação rápida ao olhar para o paciente:
2) Aparência: consciente?
3) Boa respiração: esforço?
4) Circulação: cianose? Palidez?

A avaliação da cena inclui os dois principais componentesseguintes:


1. Segurança. A primeira preocupação, ao se aproximar dequalquer cena, é a segurança da equipe.
Ninguém deve tentar um salvamento a menos que esteja treinado para fazê-lo. Quando o socorrista se torna
uma vítima, ele não estará mais apto a atender outras pessoas e aumentará o número de vítimas, diminuindo
o número de socorristas. O atendimento ao doente deve ser adiado até que a cena esteja segura.
A segurança da cena não diz respeito apenas à segurança do socorrista, mas também à do doente.
Todo doente em situação perigosa deve ser transportado para uma área segura antes do início da avaliação e
do tratamento.
Os riscos para a segurança de doentes ou socorristas incluem fogo, fios elétricos caídos, explosivos,
materiais perigosos incluindo sangue ou fluidos corporais, tráfego de veículos, inundações, armas (revólveres,
facas) e condições ambientais. Além disso, pode haver ainda um agressor no local, que pode interferir
ameaçando o doente, os socorristas ou outras pessoas.
2. Situação. A avaliação da situação vem depois da avaliação da segurança. Muitas questões devem ser
avaliadas, com base na situação específica:
▪ O que realmente aconteceu?
▪ Porque foi solicitada ajuda?
▪ Qual foi o mecanismo de trauma (biomecânica) e que forças e energias provocaram as lesões nas
vítimas?
▪ Quantas pessoas estão envolvidas e qual a idade de cada uma delas?
▪ São necessárias mais unidades para tratamento ou transporte?
▪ É necessária ajuda mútua? São necessários outros recursos ou mais pessoal (p. ex., polícia, bombeiros,
companhia elétrica)?
▪ É necessário equipamento especial para salvamento ou retirada das ferragens?

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▪ É necessário transporte aéreo?


▪ É necessário um médico para ajudar na triagem ou realizar atendimento no local?
▪ O fator que levou ao trauma pode ter sido um problema clínico (p. ex., uma colisão de veículos
resultante de um ataque cardíaco do motorista)?

Posicionamento do Veículo e Dispositivos de Sinalização


O posicionamento do veículo no local de uma CVM é de fundamental importância. O comandante do
atendimento ou o policial encarregado deve assegurar que os veículos de atendimento estejam colocados nas
melhores posições para proteger os socorristas. É importante que os primeiros veículos de emergência
“assumam a pista” do acidente ao chegarem ao local '
Embora o posicionamento da ambulância atrás do local não facilite a remoção do doente, protege os
socorristas e doentes do tráfego local. À medida que mais veículos de emergência chegam ao local, eles devem
se posicionar, em princípio, do mesmo lado da estrada que o incidente. Esses veículos devem ser posicionados
bem afastados do incidente para que sejam percebidos com antecedência pelos carros que estiverem
passando.

Emergência em Via Pública


Se for o primeiro a chegar, estacione antes do evento...

Para alertar outros motoristas, use luzes de emergência, além de cones ou


outros recursos para garantir uma distância segura.
Eles precisam identificar a primeira sinalização com tempo para frear e
reposicionar seu veículo com segurança.
Estabeleça uma área segura;
Analise risco de explosão, sentido da fumaça ou líquidos derramados;
Esforce-se para não obstruir a via, pois isto atrasa a chegada de outras equipes.
Estabeleça a distância para a primeira sinalização, usando a velocidade máxima
permitida para a via como referência, conforme a tabela:

DISTÂNCIA DO ACIDENTE PARA INÍCIO DA SINALIZAÇÃO


Tipo da Via Velocidade Máxima Distância para início da Distância para início da
Permitida sinalização (pista seca) sinalização (chuva,
neblina, fumaça, à noite)
Vias locais 40 km/h 40 passos longos 80 passos longos
Avenidas 60 km/h 60 passos longos 120 passos longos
Vias de fluxo rápido 80 km/h 80 passos longos 160 passos longos
Rodovias 100 km/h 100 passos longos 200 passos longos

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A distância mínima da sinalização para todas as vias é de 30 passos ou 30 metros antes e depois do
acidente.

Atitudes de um Socorrista
1. Não poderá socorrer se tornar-se uma vítima.
2. Não poderá ter “visão em túnel” e enxergar apenas a vítima a ser socorrida.
3. Deverá solicitar auxílio a outros serviços (Bombeiros, Polícia, por exemplo), quando não puder
controlar os riscos existentes, via Central de Regulação.

Acidentes com veículos de emergência


1. No Brasil ocorrem muitos acidentes com ambulância, bombeiros e policiais, alguns com morte.
2. Uma das causas é a sinalização insuficiente e muito próxima do acidente.
3. Por grave erro, a atenção com as vítimas tem sido mais importante que tornar a cena segura.
4. Uma equipe profissional não pode cometer este erro.

Aspectos essenciais
1. O APH apresenta riscos. Atenção a eles.
2. Avaliação da cena antes das vítimas.
3. Como estacionar o veículo de forma segura.
4. A importância da sinalização do local e como fazê-lo
5. As três análises sequenciadas: qual é a situação?; para onde pode evoluir?; o que fazer para controlá-
la?
6. Outros serviços podem ser acionados pela central.
O papel do socorrista que atua é assumir a avaliação do doente, dando-lhe a atenção necessária. O
socorrista livre fica de fora (enquanto não for necessário) para observar a cena, interagir com a família ou com
os curiosos, coletar as informações necessárias e criar as melhores condições de acesso e de saída. Em
princípio, o socorrista que está livre monitora a cena e “cobre” a retaguarda do colega.
Uma palavra-código e sinais manuais pré-combinados permitem que a equipe se comunique sobre
uma possível ameaça, sem alertar outras pessoas sobre o fato. Em muitas situações, a tensão e a ansiedade
são reduzidas imediatamente quando um socorrista atencioso começa a interagir com o doente e avaliá-lo.

Ação em Locais Violentos


Antes do início do dia de atendimento de emergências, os parceiros precisam discutir e concordar
quanto aos métodos de conduta com doentes violentos ou agitados. A tentativa de desenvolver um
procedimento durante o evento não é a abordagem correta. À equipe pode utilizar a estratégia hand-on/hand-
off (i.e., enquanto um atua, o outro fica livre), bem como usar palavras-código e gestos manuais combinados
para situações de emergência.
Se os dois socorristas tiverem sua atenção focada no doente, a cena pode setorar rapidamente
ameaçadora e alguns sinais precoces (além da oportunidade de retirada) podem ser perdidos,
Existem vários métodos para lidar com uma situação que se tornou perigosa:
1. Fique fora. Ao atender a uma cena sabidamente violenta, fique em um local seguro até que a cena
seja considerada segura pelos policiais e o atendimento seja liberado.
2. Retire-se do local. Caso existam ameaças ao chegar ao local, retorne à viatura e saia do local.
Permaneça em um lugar seguro e avise os profissionais adequados.
3. Quebre a tensão. Caso a cena fique perigosa durante o atendimento, utilize técnicas de comunicação
verbal para reduzir a tensão e a agressividade do ambiente (enquanto se prepara para deixar o local).

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4. Defenda-se. Como último recurso, o socorrista pode achar necessário defender-se. É importante que
o objetivo seja desvencilhar-se e sair do local. Não tente perseguir ou dominar a parte agressora.
Assegure-se de que as forças policiais tenham sido avisadas e de que estejam a caminho. Novamente,
a segurança dos socorristas é prioritária.

ANOTAÇÕES

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